PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO INSTITUCIONAL ENTRE PRIMEIRO:

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1 1 PROTOCOLO DE ENTRE PRIMEIRO: O Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, neste ato representado pela Secretária de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa, Dr.ª Ana Rita Barosa O Ministro da Economia e do Emprego, neste ato representado pelo Secretário de Estado Adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional, Dr. António Almeida Henriques A Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, neste ato representada pelo Secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território, Dr. Paulo Lemos doravante designados por 1.ºs OUTORGANTES. SEGUNDO: A Associação Nacional dos Municípios Portugueses, neste ato representada pelo Presidente do Conselho Diretivo, Dr. Fernando Ruas A Confederação Empresarial de Portugal, neste ato representada pelo Membro do Conselho Geral e Presidente do Conselho Associativo regional, Dr. António Marques A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, neste ato representada pelo Presidente da Direção, Engº. João Vieira Lopes A Confederação do Turismo Português, neste ato representada pelo Vogal da Comissão Executiva, Dr. Joaquim Moura doravante designados por 2.ºs.º OUTORGANTES. CONSIDERANDO QUE: O sucessivo agravamento dos desequilíbrios territoriais verificado ao longo das duas últimas décadas, impõe que o território seja explicitamente assumido como objeto das políticas de desenvolvimento económico, tornando-se necessário desenvolver políticas públicas que atuem sobre as realidades específicas locais e respondam de forma pragmática e rápida a problemas concretos das comunidades, valorizando as potencialidades endógenas, fixando as populações, criando emprego e dinamizando e apoiando as economias locais; Um modelo de desenvolvimento económico e social virado para a criação de valor com os territórios, dinamizando recursos e capacidades locais a partir das características e das necessidades endógenas, favorecendo uma maior proximidade ao tecido empresarial, promovendo um desenvolvimento regional assente no reforço da coesão económica, social e territorial, implementando

2 2 uma organização do Estado no território mais desconcentrada e descentralizada e reforçando o apoio ao investimento produtivo empresarial de base regional e local, são os objetivos por onde passa uma resposta de estímulo mais eficaz ao desenvolvimento económico; No plano das reformas a empreender para atingir este objetivo, encontra-se a necessidade de se criarem e dinamizarem novas formas de coordenação e de cooperação entre os atores territoriais mais relevantes à escala regional, supramunicipal e local, tendo como objetivo uma atuação mais integrada, eficiente e eficaz ao nível do apoio ao desenvolvimento económico dos territórios. Neste contexto, as associações empresariais são atores fundamentais no desenvolvimento e potenciação económica dos territórios e de extrema importância na promoção de uma atuação integrada e eficaz; É neste enquadramento que se procura o envolvimento das Comunidades Intermunicipais (CIM) / Áreas Metropolitanas (AM) e das Associações Empresariais enquanto atores fundamentais no desenvolvimento e potenciação económica dos territórios e de extrema importância na promoção de uma atuação integrada, eficiente e eficaz ao nível institucional, numa lógica de proximidade com as empresas; Esta dimensão territorial do desenvolvimento económico está em linha com os compromissos assumidos pelo Governo no Documento Verde da Reforma da Administração Local que consagra o nível intermunicipal como um dos principais eixos da Reforma, bem como no Acordo de Concertação Social que tem previsto o apoio à capacitação da rede associativa e ao reforço da sua participação numa estratégia de proximidade com as empresas e no Programa Impulso Jovem que prevê como uma das suas linhas de ação a capacitação das redes territoriais de apoio ao desenvolvimento económico; A Associação Nacional dos Municípios Portugueses, a Confederação Empresarial de Portugal, a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal e a Confederação do Turismo Português reconhecem a oportunidade e a relevância para os seus associados e para os seus objetivos associativos de uma participação organizada, estruturada e articulada dos atores locais em parcerias de apoio ao desenvolvimento económico e social, numa base territorial e interligadas numa rede organizada suscetível de conferir uma visão de conjunto do território; O Governo e as organizações associativas signatários do presente protocolo consideram que o desenvolvimento deste ambicioso projeto pressupõe e exige a identificação de elementos de apoio à organização a criar e de elementos de estímulo que orientem as atividades a desenvolver. É celebrado e reciprocamente aceite o presente protocolo de colaboração institucional que se rege pelas cláusulas seguintes: Os OUTORGANTES reconhecem: Cláusula primeira (Fundamento) a) A necessidade de se criarem e dinamizarem novas formas de coordenação e de cooperação entre os atores territoriais mais relevantes à escala regional, supramunicipal e local, tendo como objetivo uma atuação mais integrada, eficiente e eficaz ao nível do apoio ao desenvolvimento económico dos territórios;

3 3 b) A utilidade do envolvimento das Comunidades Intermunicipais (CIM) / Áreas Metropolitanas (AM) e das Associações Empresariais enquanto atores fundamentais no desenvolvimento e potenciação económica dos territórios e de extrema importância na promoção de uma atuação integrada, eficiente e eficaz ao nível institucional, numa lógica de proximidade com as empresas. Cláusula segunda (Objetivos) Potenciar as dinâmicas económicas específicas e distintivas dos diferentes territórios, através de um novo quadro de colaboração institucional para a utilização mais eficaz das operações apoiadas pelos Programas Operacionais do QREN e do próximo período de programação dos fundos comunitários, visando, ainda, capacitar e estimular a elaboração de estratégias territoriais, ao nível regional e sub-regional, para esse ciclo de programação. Cláusula terceira (Parcerias Territoriais de Apoio ao Desenvolvimento Económico e Social) Para prossecução dos objetivos previstos na cláusula anterior, os OUTORGANTES vinculam-se a promover a constituição de Parcerias Territoriais de Apoio ao Desenvolvimento Económico e Social as quais devem observar os seguintes princípios: a) Em cada território de intervenção, unidades territoriais definidas com base nas NUTS III para as CIM/AM, deverá ser promovida a constituição de uma Parceria Territorial de Apoio ao Desenvolvimento Económico e Social, concertada entre as entidades intermunicipais e as associações empresariais; b) Em cada território de nível NUT II é promovida a constituição de uma parceria organizativa que confira uma visão, a esta escala, das intervenções das Parcerias Territoriais de Apoio ao Desenvolvimento Económico e Social constituídas ao nível das NUT III para as CIM/AM; c) As funções das entidades que integram as Parcerias Territoriais de Apoio ao Desenvolvimento Económico e Social serão definidas em regulamento adequado e concretizarão neste domínio as orientações do Governo de redefinição das funções do Estado através da transferência de competências do Estado, que envolvam ganhos de custo e eficiência, para as organizações empresariais e entidades intermunicipais adequadas. Cláusula quarta (Rede Nacional das Parcerias Territoriais de Apoio ao Desenvolvimento Económico e Social) 1. As Parcerias Territoriais de Apoio ao Desenvolvimento Económico e Social a constituir nos termos da cláusula anterior deverá integrar uma Rede Nacional. 2. A Rede Nacional das Parcerias Territoriais de Apoio ao Desenvolvimento Económico e Social visa promover e assegurar uma

4 4 atuação coerente e articulada de cada parceria, acompanhar e apoiar o seu funcionamento e contribuir para uma imagem de conjunto, designadamente através da divulgação de indicadores da sua atividade. 3. A composição e forma de funcionamento da Rede Nacional será objeto de regulamento específico. Cláusula quinta (Domínios prioritários) As Parcerias Territoriais de Apoio ao Desenvolvimento Económico e Social deverão centrar a sua atividade nos domínios prioritários de intervenção para o desenvolvimento económico dos territórios, nos termos a definir em regulamentação adequada. Cláusula sexta (Referencial) 1. Os OUTORGANTES vinculam-se a aprovar no prazo de 60 dias a regulamentação necessária ao cumprimento deste Protocolo, nomeadamente a prevista nas cláusulas 3ª, 4ª e 5ª. 2. Os 1.s OUTORGANTES vinculam-se a identificar no documento referido no número anterior as modalidades de apoio financeiro aos domínios de atividade. Cláusula sétima (Acompanhamento do protocolo) Os OUTORGANTES reunirão uma vez por ano para avaliar a cooperação desenvolvida, podendo ainda organizar encontros de trabalho sobre temas específicos quando o entendam. Cláusula OITAVA (Modificações) A qualquer momento é possível proceder a modificações neste Protocolo, desde que se verifique o acordo dos OUTORGANTES. Cláusula NONA (Resolução) O presente Protocolo pode ser resolvido a todo o tempo por qualquer dos OUTORGANTES, com base no seu incumprimento, mediante aviso prévio escrito de 30 dias úteis.

5 5 Cláusula DÉCIMA (Vigência) O presente Protocolo entra em vigor na data da sua assinatura e é celebrado pelo período de um ano, automática e sucessivamente renovável, salvo denúncia escrita por qualquer dos OUTORGANTES até 60 dias antes do seu termo ou da sua renovação. O presente Protocolo, feito em sete exemplares, contém 5 folhas rubricadas à exceção da última que por todos vai ser assinada. Fundão, 1 de março de 2013 A Secretária de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa (Dr.ª Ana Rita Barosa) O Secretário de Estado Adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional (Dr. António Almeida Henriques) O Secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território (Dr. Paulo Lemos) O Presidente do Conselho Diretivo da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (Dr. Fernando Ruas)

6 6 O Membro do Conselho Geral e Presidente do Conselho Associativo Regional da Confederação Empresarial de Portugal (Dr. António Marques) O Presidente da Direção da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (Engº. João Vieira Lopes) O Vogal da Comissão Executiva da Confederação do Turismo Português (Dr. Joaquim Moura)

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