IX JORNADA DE ESTÁGIO DE SERVIÇO SOCIAL A PRÁTICA PROFISSIONAL DO SERVIÇO SOCIAL NO CENTRO DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL CRAS PALMEIRA¹ / PR.

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1 IX JORNADA DE ESTÁGIO DE SERVIÇO SOCIAL A PRÁTICA PROFISSIONAL DO SERVIÇO SOCIAL NO CENTRO DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL CRAS PALMEIRA¹ / PR. MARTINS, Mayara Lucia (Estágio I), BATISTA, Valdice (supervisora), OLIVEIRA, Maria Iolanda (orientadora), Palavras-chave: Prática Profissional, famílias, vínculos Resumo: A Política Nacional de Assistência Social quando divide a Proteção em Básica e Especial, cria equipamentos para o atendimento da população seguindo algumas normas especificas. No caso da Proteção Social Básica a forma de viabilizar o atendimento dessa ordem é o Centro de Referência de Assistência Social, que atende indivíduos e famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade social, com o intuito de fortalecer os vínculos familiares e comunitários, através de programas e projetos, estimulando o protagonismo e assegurando o exercício da cidadania. O presente trabalho tem por objetivo apresentar, a partir da realização do estágio curricular I, a atuação dos assistentes sociais no Centro de Referência de Assistência Social CRAS no município de Palmeira PR. Introdução: O Centro de Referência de Assistência Social CRAS, no município de Palmeira PR, foi implantado em Setembro do ano de Está localizado na região urbana (endereço), atendendo a população de 2ª à 6ª feira das 8 horas às 17 horas. Conta uma equipe constituída por duas assistentes sociais, 1 pedagoga, 1 coordenadora assistente social, 1 educadores, 3 agentes sociais, 1 professor de música e 3 estagiárias. O CRAS tem sua atuação pautada do Programa de Atenção Integral a Famílias PAIF considerando as particularidades de cada grupo familiar. A prática profissional do Serviço Social dentro do CRAS se dá por meio do atendimento as famílias e indivíduos que se encontram em vulnerabilidade social ¹ - Devido a reordenação interna ocorrida recentemente Palmeira será atendida por um CRAS localizado na região central e outro CRAS volante em fase de estruturação.

2 decorrente da falta de estrutura econômica e condições básicas de sustento, encaminhamento dos usuários aos serviços, programas e projetos desenvolvidos com vistas à emancipação dos indivíduos e famílias, o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários promovendo também o encaminhamento da população local para as demais políticas públicas e sociais, buscando-se o desenvolvimento de ações intersetoriais que visem o acompanhamento dos indivíduos e famílias. Relatos da Prática Profissional: Antes do reordenamento da política de assistência social o Serviço Social no município já prestava atendimento às demandas específicas da população usuária. Com aprovação da PNAS/2004 e do Sistema Único de Assistência Social em que fica evidente a necessidade do profissional de serviço social atender no âmbito da Proteção Social Básica através dos Centros de Referência de Assistência Social o Serviço Social ampliou seu campo de atuação. Neste contexto, no CRAS são acompanhadas, pelo Serviço Social, as famílias e indivíduos que se encontram em situação de vulnerabilidade social decorrente da falta de estrutura econômica e condições básicas de sustento. Encaminham-se essas famílias aos programas e projetos que visam o desenvolvimento da autonomia, para que esse público tenha condições dignas de vida, como preconiza a Constituição Federal de 1988 art. 1º dos Princípios Fundamentais que todos dentro do território Nacional têm Direito a cidadania e a dignidade e, no art. 5ª que Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; (CF/88) Sendo assim é por meio dos serviços prestados nos CRAS que as desigualdades devem ser combatidas através de trabalhos executados em conjunto com a rede socioassistencial, desenvolvendo-se ações que visem à emancipação dos indivíduos e famílias, o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. Deve-se também promover o encaminhamento da população local para as demais políticas públicas e sociais, possibilitando o desenvolvimento de ações intersetoriais que visem a sustentabilidade econômica, de forma a romper com o ciclo de reprodução do

3 processo de exclusão social e, evitando que estas famílias e indivíduos tenham seus direitos violados Segundo a PNAS 2004 são considerados usuários destes serviços os cidadãos e grupos que se encontram em situações de vulnerabilidade e riscos sociais como: [...] famílias e indivíduos com perda ou fragilidade de vínculos de afetividade, pertencimento e sociabilidade; ciclos de vida; identidades estigmatizadas em termos étnico, cultural e sexual; desvantagem pessoal resultante de deficiências; exclusão pela pobreza e, ou, no acesso às demais políticas públicas; uso de substâncias psicoativas; diferentes formas de violência advinda do núcleo familiar, grupos e indivíduos; inserção precária ou não inserção no mercado de trabalho formal e informal; estratégias e alternativas diferenciadas de sobrevivência que podem representar risco pessoal e social. (PNAS 2004 pág. 33). Os conhecimentos específicos necessários para a atuação dentro do CRAS Central são com relação a: Lei Orgânica de Assistência Social, Política Nacional de Assistência Social, Sistema Único de Assistência Social, Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família, CadUnico, Resoluções, Normas, Técnicas e informes específicas do governo federal (Ministério de Desenvolvimento Social) sobre a operacionalização do da política e do sistema único de assistência social, bem como do Estatuto da Criança e do Adolescente, Estatuto do Idoso, Código de Ética Profissional dos Assistentes Sociais. Ressalta-se que, os objetivos dos serviços prestados pelos assistentes sociais vão obedecer aos direitos e aos deveres profissionais, tendo como norte os princípios fundamentais do Código de Ética/93. Resultados e Discussões: Pelas observações efetuadas no decorrer do estágio até o presente momento, quanto aos resultados do trabalho desenvolvido pelos profissionais assistentes sociais merece destaque o grupo de convivência dos beneficiários do Benefício de Prestação Continuada BPC, iniciado no ano de 2013, pela assistente social supervisora de campo, com o objetivo de fortalecer a relação entre beneficiário serviços prestados pelo CRAS, repassando aos beneficiários e suas famílias

4 informações referentes ao Programa, bem como propiciando um espaço de divulgação e orientação sobre os direitos sociais, de escuta qualificada, de convivência e realização de atividades socioeducativas, de fortalecimento de vínculos e de possibilidades de inserção desses usuários aos demais programas, projetos e serviços do CRAS, além de realizar encaminhamentos esses usuários para a rede socioassistencial do município. Criou- se então um espaço para que os beneficiários estabeleçam um vínculo com o CRAS, tendo nos encontros realizados com o grupo abertura para a troca de experiências e informações, a aquisição de novos conhecimentos, esclarecimentos de dúvidas sobre a política de assistência e as outras políticas afins, enfim um espaço de convivência, oportunizando-se a criação e fortalecimentos de vínculos familiares e comunitários. Considerações/ Notas Conclusivas: A partir do acompanhamento das ações e atividades desenvolvidas no CRAS Palmeira verifica-se que a prática profissional do Serviço Social na Proteção Social Básica é mais do que um agir voltado apenas para a concessão de benefícios, seja o BPC, Bolsa Família e outros benefícios. Há, no entanto desafios que se impõe à prática do assistente social, os quais no caso do trabalho realizado no CRAS em Palmeira foram explicitados em reunião realizada pelas Assistentes Sociais, como sendo os principais desafios a serem superados no ano de 2013/ 2014: maior agilidade na aquisição de materiais necessários para a execução de serviços, programas e projetos; ampliação do quadro de recursos humanos conforme preconiza a NOB/RH; maior publicização dos serviços prestados pela assistência social; ampliação do atendimento de forma a atender e acompanhar todas as famílias referenciadas no território; superação das dificuldades com relação ao reconhecimento da própria política de assistência pelo poder público local. Contudo, considera-se que tais desafios estimulam o enfrentamento e superação dos limites e das dificuldades para a efetivação da política de assistência social como direito dos cidadãos e conclui-se que o assistente Social é o profissional capacitado para planejar, executar e avaliar ações desenvolvidas com famílias e indivíduos que estejam em situação e risco e/ou vulnerabilidade social, fomentando

5 nestes a participação social nos canais de fiscalização popular das políticas públicas, promovendo assim a emancipação e autonomia desses sujeitos. Referências: BRASIL. Constituição Federal. Brasília DF, BRASIL. Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais. Brasília DF, BRASIL. Política Nacional de Assistência Social. Brasília DF, CFESS. Código de Ética Profissional do Assistente Social. Brasília DF, MDS. Centro de Referência de Assistência Social. Disponível em: < Acesso em 28 de Setembro de 2013.

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