NATANAILDO BARBOSA FERNANDES

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "NATANAILDO BARBOSA FERNANDES"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ - UESC Programa Regional de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente Mestrado em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente CAPACIDADE DE USO DAS TERRAS NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO JIQUIRIÇÁ, RECÔNCAVO SUL DA BAHIA NATANAILDO BARBOSA FERNANDES ILHÉUS, BAHIA. 2008

2 NATANAILDO BARBOSA FERNANDES CAPACIDADE DE USO DAS TERRAS NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO JIQUIRIÇÁ, RECÔNCAVO SUL DA BAHIA Dissertação Dissertação apresentada apresentada ao ao Programa Programa Regional Regional de de Pós-graduação Pós-graduação em em Desenvolvimento Desenvolvimento e Meio Meio Ambiente, Ambiente, sub-programa sub-programa Universidade Universidade Estadual Estadual de de Santa Santa Cruz, Cruz, como como parte parte dos dos requisitos requisitos para para a obtenção obtenção do do título título de de Mestre Mestre em em Desenvolvimento Desenvolvimento Regional Regional e Meio Meio Ambiente. Ambiente. Área Área de de concentração: concentração: Planejamento Planejamento e e Gestão Gestão Ambiental Ambiental no de Trópico Bacia Hidrográfica. Úmido. ILHÉUS, BAHIA. 2008

3 NATANAILDO BARBOSA FERNANDES CAPACIDADE DE USO DAS TERRAS NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO JIQUIRIÇÁ, RECÔNCAVO SUL DA BAHIA COMISSÃO EXAMINADORA Ilhéus BA, 23/10/2008. Prof. Dr. Maurício Santana Moreau UESC - Universidade Estadual de Santa Cruz Orientador Prof. Dr. Dan Érico Lobão CEPLAC - CEPEC Examinador Externo Prof. Dr.Neylor Alves Calasans Rego UESC - Universidade Estadual de Santa Cruz Examinador Interno

4 À minha mãe, Isabel Barbosa Fernandes, pelo amor, carinho e apoio dedicados até hoje a mim, por ser a principal responsável pelo meu sucesso no plano de vida pessoal e profissional e por me apoiar nas etapas mais difícies e desafiadoras da minha vida; Ao meu pai, Pedro Fernandes de Lima pelos ensinamentos de respeito, conduta, ética, hombridade e postura moral durante toda a minha vida; A minha amada Lívia, pelo amor e carinho dedicados a mim, as minhas filhas Natanna e Nayanna, aos meus irmãos e a toda a minha família, pela confiança, apoio e incentivo em todos os momentos desta trajetória; OFEREÇO E DEDICO.

5 AGRADECIMENTOS Ao Programa Regional de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Estadual de Santa Cruz e a Escola Agrotécnica Federal de Santa Inês BA, pela oportunidade concedida a mim para a realização desse curso. Ao Professor Dr. Maurício Santana Moreau pela amizade, orientações concedidas e apoio incondicional, durante todas as fases dessa dissertação. Ao Professor Dr. Neylor Alves Calasans Rego, pelo apoio e dedicação para a realização desse curso. Aos colegas do curso; Eliana, Elenildo, Jadson, Lícia, Marco, Nilton e Tito, pelo companheirismo, solidariedade e presteza ao longo dessa caminhada de convivência. A professora Drª. Ana Maria Moreau, pela amizade e apoio durante todas as etapas do curso. A todos os Professores do curso: Programa Regional de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Estadual de Santa Cruz, pela amizade e ensinamentos. Aos colegas; Abdon, Adriana, Carine, Clovis, Emmanuel e Nelson pelas orientações e contribuições no início desta jornada.

6 v Capacidade de uso das terras da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá, Recôncavo Sul da Bahia RESUMO A bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá, localizada na região centro leste do Estado da Bahia, ocupa uma área de quase 7 mil km 2, com características ambientais bastante diversificadas ao longo de toda a bacia hidrográfica. Devido à forma de ocupação e utilização dos recursos naturais, a bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá vem sofrendo crescente degradação dos seus recursos naturais, principalmente, pela utilização de manejos agropecuários inadequados. Por isso, esse trabalho foi desenvolvido no intuito de contribuir para mitigar os problemas ambientais e aumentar o conhecimento dos aspectos ambientais e da capacidade do uso dos solos da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá. Como metodologia, utilizou-se técnicas de geoprocessamento para delimitar a bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá a partir do modelo digital de elevação; caracterizouse o ambiente da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá nos seus aspectos geomorfológicos, pedológicos, de clima e vegetação; identificaram-se as Áreas de Preservação Permanente da bacia hidrográifca; caracterizaram-se os aspectos socioeconômicos e elaborou-se o mapa de capacidade de uso das terras para fins agrícolas, com base na interação dos fatores ambientais caracterizados. Como resultado foi obtido um novo mapa político da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá baseado nos divisores de águas. Também foi observado que 58,18% da bacia hidrográfica encontram-se sob o clima semiárido (BS) e 38, 50% sob o clima tropical com estação seca, fatores que contribuem para a limitação do uso das terras na bacia hidrográfica. Além disso, predominam em 75,80% da área, as classes de solo dos Latossolos Amarelos e Vermelho-Amarelos Distróficos (baixa fertilidade) e o uso da terra com pastagens extensivas e agricultura, ocupando 79,52% da área da bacia hidrográfica. Por causa desta interação solo, clima, geomorfologia e uso da terra, foram identificadas seis classes de capacidade de uso das terras e dez unidades de capacidade de uso das terras. A principal classe de capacidade de uso encontrada foi a classe II, que são terras cultiváveis com problemas simples de conservação e/ou de manutenção de melhoramentos, ocupando 71,36% da área da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá, indicando o grande potencial agrícola da área estudada. Palavras-chave: Aptidão agrícola, Vale do Jiquiriçá, adequação ambiental.

7 vi Capacity to use the land for Jiquiriçá basin river, Bahia southern Recôncavo ABSTRACT The basin of the Jiquiriçá river, located in the east of central region in the state of Bahia, occupies an area of nearly 7 thousand km2, with environmental characteristics very different throughout the basin. Due of the way of occupation and use of natural resources, the basin of the Jiquiriçá river has been suffering increasing degradation of its natural resources, mainly by the use of inappropriated agricultural management. Therefore, this study was conducted in order to mitigate environmental problems and increase awareness of environmental and land-use capacity of the basin of the Jiquiriçá river. As methodology was used techniques of GIS to delimit the basin of the Jiquiriçá river from the digital elevation model; characterized the environment of the river basin Jiquiriçá in their geomorphological features, soil, climate and vegetation;- identified Areas where the Permanent Preservation of the basin hidro; of them were drafted and socioeconomic aspects is the statement of ability to use the land for agricultural purposes, based on the interaction of environmental factors characterized. The result has been obtained by a new political map of the Jiquiriçá river basin based on dividing the waters. We also observed that 58,18% of the watershed are under the semi-arid region (BS) and 38,50% under the tropical climate with dry season, factors that contribute to limiting the use of land in the basin. Moreover, dominant in 75.80% of the area, the soil classes of Oxisols Yellow-Red and Yellow dystrophic (low fertility) and the use of land with extensive pasture and agriculture, occupying 79.52% of the area of the basin. Because of this interaction soil, climate, geomorphology and use of land, identified six classes of capacity for land use and ten units of capacity in use of land. The main class of capacity in use was found to Class II, which are arable land with simple problems of conservation and / or maintenance of improvements, occupying 71.36% of the area of the basin of the Jiquiriçá river, indicating the great potential of agriculture area. Keywords: Fitness agriculture, Jiquiriçá Valley, suitability environmental.

8 vii LISTA DE FIGURAS Figura 1 Localização da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá BA Figura 2 Resumo da variação do tipo e da intensidade máxima de uitilição das terras sem risco de erosão acelerada em função das classes de capacidade de uso das terras Figura 3 Esquema dos grupos, classes, subclasses e unidades de capacidade de uso das terras Figura 4 Mapa político da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá BA apresentando o novo limite da bacia hidrográifica determinado através do ArcGIS/SWAT Figura 5 Distribuição dos diferentes climas que ocorrem na bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá BA Figura 6 Mapa geomorfológico da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá BA Figura 7 Mapa de Classes de altitude da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá BA Figura 8 Mapa de classes de declividade da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá BA Figura 9 Mapa pedológico da bacia hidrográfica do rio Jiquriçá BA 27 Figura 10 Classes de uso da terra na bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá BA Figura 11 Mapa das Áreas de Preservação Permanentes sobre as classes de uso da terra da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá BA Figura 12 População urbana e rural nos anos de 1970 a 2007 na bacia hidrográfica do rio Jiquriçá BA Figura 13 Ocupação das terras na bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá

9 viii BA Figura 14 Efetivo do rebanho bovino no período de 1990 a 2005 na bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá BA Figura 15 Outras atividades de pecuária no período de 1990 a 2005 na bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá BA Figura 16 Principais produtos da Lavoura Temporária nos anos de 1990 a 2005 da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá BA Figura 17 Principais produtos da Lavoura Permanente nos anos de 1990 a 2005 da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá BA Figura 18 Mapa de capacidade de uso das terras na bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá BA... 39

10 ix LISTA DE TABELAS Tabela 1 Distribuição das classes gerais de solo em percentual na bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá BA... Tabela 2 Distribuição das classes de uso das terras em percentual na bacia hidrográfica do rio Jiquriçá BA Tabela 3 Área de Preservação Premanente da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá estabelecida pela legislação e as áreas efetivamente preservadas Tabela 4 Classes e unidades de uso das terras e seu percentuais na bacia hidrográfica do rio Jiquirçá BA... 40

11 x SUMÁRIO Página Resumo... v ABSTRACT... vi 1 INTRODUÇÃO Objetivos Geral Específicos REVISÃO DE LITERATURA Bacias Hidrográficas Impactos causados devido a modificações no uso da terra Capacidade de uso das terras para fins agrícolas ÁREA DE ESTUDO Bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá METODOLOGIA Procedimentos Metodológicos Delimitação da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá Caracterização ambiental da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá... 14

12 xi Caracterização socioeconômica dos municípios da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá Capacidade de uso das terras para fins agrícolas RESULTADOS E DISCUSSÃO Delimitação da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá Caracterização ambiental da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá Caracterização socioeconômica dos municípios da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá Capacidade de uso das terras da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 44

13 1 1. INTRODUÇÃO A bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá, localizada na região centro leste do Estado da Bahia, ocupa uma área de quase 7 mil km 2, com características climáticas diversificadas. Ao longo do percurso do rio, da sua nascente até o encontro com o mar são encontradas vegetações de caatinga sucedida por florestas remanescentes da Mata Atlântica (Baixo Jiquiriçá), ambas bastante descaracterizadas pela ação antrópica (GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA, 1995). A região de clima semi-árido, encontrada nas porções norte e noroeste da bacia hidrográfica (Alto Jiquiriçá), exceto nas áreas de planalto, apresenta distribuição pluviométrica irregular, com a maioria dos cursos d água intermitente e de caráter torrencial. A faixa de transição, entre os climas subúmidos e semi-árido (Médio Jiquiriçá), é caracterizada por duas estações bem definidas: uma chuvosa e outra seca. A região de clima tropical quente e úmido (Estuário do Jiquiriçá), sem estação seca, também está presente na bacia hidrográfica, sendo caracterizada pela predominância de espécies arbórea, arbustiva e de manguezais (GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA, 1995). A bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá tem como base econômica a agropecuária, sendo que a participação do comércio e indústria na economia local ainda é pouco expressiva. A agricultura tradicional, predominante na maior parte da

14 2 bacia, está voltada para os cultivos de subsistência, sendo praticada de forma itinerante, com mão de obra familiar. A agricultura moderna com utilização intensiva e indiscriminada de fertilizantes químicos e defensivos agrícolas desenvolve-se no trecho superior da bacia, principalmente com o cultivo de maracujá, tomate e café. A pecuária extensiva é uma atividade desenvolvida em toda a região, embora, concentra - se mais na parte noroeste da bacia (clima semi-árido), onde as pastagens são normalmente utilizadas de forma extensiva, com baixa produtividade. Devido à forma de ocupação e utilização dos recursos naturais, a bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá vem sofrendo crescente desgaste dos seus recursos naturais, principalmente, pela utilização de manejos agropecuários inadequados. Observam-se também assentamentos urbanos sem planejamento e a prática do desmatamento predatório, seguido de queimadas constante ao longo da bacia hidrográfica. Além disso, o rio Jiquiriçá e alguns afluentes recebem elevadas cargas poluentes das cidades que o atravessam, sendo também depositário de resíduos sólidos provenientes das atividades urbanas e rurais (matadouros e subprodutos de lavouras, principalmente, café). Percebe-se que a falta de planejamento de uso e gestão das terras, seja pelo desconhecimento, ou seja, pela necessidade imediatista dos agricultores, têm promovido diversos impactos negativos ao meio ambiente, como é o caso da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá, resultando em degradação ambiental e redução da qualidade de vida da população. A conservação e utilização sustentável dos recursos naturais, e até mesmo a recuperação de áreas degradadas, requerem amplo conhecimento das suas características ambientais e dos efeitos negativos causados por determinadas atividades antrópicas. Nesse sentido, o diagnóstico dos elementos ambientais é uma excelente ferramenta na determinação de problemas

15 3 de uso dos recursos naturais, os quais podem auxiliar no planejamento e gestão de um determinado ambiente. Por isso, este trabalho foi desenvolvido no intuito de contribuir com o conhecimento dos aspectos ambientais e da capacidade do uso dos solos da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá, utilizando de técnicas de geoprocessamento e visando alertar para os diversos aspectos de degradação ambiental, causados pela utilização dos recursos naturais sem um planejamento prévio ou determinação da capacidade de suporte dos mesmos OBJETIVOS Jiquiriçá Objetivo Geral Determinar a capacidade de uso das terras na bacia hidrográfica do rio Objetivos Específicos Utilizar técnicas de geoprocessamento para identificar o limite da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá; Caracterizar o ambiente da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá em seus aspectos de clima, geomorfologia, solo e uso da terra/vegetação; Caracterizar os aspectos socioeconômicos dos municípios da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá; Identificar Áreas de Preservação Permanente na bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá.

16 4 2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1. Bacias Hidrográficas A bacia hidrográfica pode ser definida como unidade física, caracterizada como uma área de terra drenada por um determinado curso d água e limitada, perifericamente, pelo chamado divisor de águas. Segundo Teixeira (2003), a microbacia, do ponto de vista hidrológico, pode ser considerada como a menor unidade da paisagem capaz de integrar todos os componentes relacionados com a qualidade e disponibilidade de água como: atmosfera, vegetação natural, plantas cultivadas, solos, rochas subjacentes, corpos d água e paisagem circundante. Ambientalmente, pode-se dizer que a bacia hidrográfica é a unidade ecossistêmica e morfológica que melhor reflete os impactos das interferências antrópicas, tais como a ocupação das terras com as atividades agrícolas (CUNHA e GUERRA, 1997). A bacia hidrográfica deve ser utilizada como unidade básica para o planejamento conservacionista, entretanto os trabalhos de manejo e conservação do solo vêm sendo em grande parte, ainda hoje, realizados de maneira isolada, em nível de propriedade. O planejamento conservacionista, levando em conta as características da bacia hidrográfica, visa a um controle integrado da erosão do solo

17 5 em toda a área que converge para uma mesma seção de deságüe (CALIJURI et al.,1998). Em alguns programas, a escala de bacia hidrográfica vem sendo adotada como preferencial para o planejamento conservacionista e para a efetiva execução de programas de controle de erosão e conservação de recursos hídricos. Exemplos desta consagração são os Programas de Bacias Hidrográficas (BERTOLINI et al., 1993). Esses programas, principalmente aqueles implantados na região Sul do Brasil, vêm servindo de referência e de exemplo internacional de sucesso de agricultura conservacionista (BUSSCHER et al., 1996). Em regiões úmidas, principalmente se o enfoque está relacionado a projetos conservacionistas, a delimitação da bacia hidrográfica engloba a área de drenagem dos primeiros canais fluviais de fluxo permanente, geralmente coincidindo com os afluentes de um rio principal em nível regional. No entanto, o conceito de bacia de drenagem como um sistema hidrogeomorfológico é mais amplo e define a bacia de drenagem como uma área da superfície terrestre que drena água, sedimentos e materiais dissolvidos para uma saída comum, num determinado ponto de um canal fluvial. Definida desta forma, a bacia de drenagem comporta diferentes escalas, desde uma bacia do porte daquela drenada pelo rio Amazonas, até bacias com poucos metros quadrados que drenam para a cabeceira de um pequeno canal erosivo (COELHO NETTO, 1994). Assim, a delimitação nos Programas Conservacionistas é uma convenção consagrada pelo uso e não um conceito hidrogeomorfológico fechado. Em trabalhos de pesquisa, observa-se maior flexibilidade nos critérios de delimitação das bacias de drenagem, muito mais vinculados aos objetivos do

18 6 trabalho do que as definições e conceitos pré-estabelecidos. Alguns exemplos que podem ser citados são os trabalhos de Hamlett et al. (1992), que utilizaram Sistemas de Informações Geográficas para definir áreas potencialmente poluidoras, devido a atividade agrícola na Pensilvânia, E. U. A., considerando áreas de drenagem de milhares de hectares; ou o de Moldan & Cerny (1994), que consideram que a bacia hidrográfica, visando a estudos biogeoquimicos, não deve ultrapassar 500 hectares. O importante é que, o conceito adotado para a delimitação da bacia de drenagem deve garantir que a área escolhida seja integradora de todos os processos envolvidos no objetivo da análise e que apresente certo grau de homogeneidade, de forma que estratégias, ações e conclusões gerais possam ser estabelecidas para toda a área delimitada. No caso de programas conservacionistas, o principal objetivo é o controle da erosão, que consiste no processo mais diretamente relacionado com a perda de potencial produtivo das terras agrícolas e com a degradação dos recursos hídricos (LAO, 1990). As ações governamentais relacionadas ao manejo e conservação dos solos e recursos hídricos são elaboradas nesta escala. Segundo Bertolini et al (1993), em São Paulo, através do Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas, os governos Estadual e Municipal e as associações de agricultores estão iniciando um trabalho visando a adequar o aumento da produção de alimentos para atender ao consumo interno e gerar excedentes para o mercado externo, melhorando o padrão de vida do agricultor e, ao mesmo tempo, utilizando de modo racional e integrado os recursos naturais do solo, da água, flora e fauna. Da mesma forma, em outros Estados, como o Paraná, há Programas de Microbacias Hidrográficas com resultados muito positivos, principalmente na adequação do uso e manejo das terras de maneira a proporcionar um padrão

19 7 agrícola economicamente viável e ambientalmente sustentável (BERTOLINI et al, 1993). Ainda segundo o mesmo autor, a bacia hidrográfica é considerada como área de influência a partir da resolução nº 001/86 do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), de 1981, passando a ser considerada como a área a ser analisada no estudo de impacto ambiental Impactos causados devido a modificações no uso da terra As principais causas de ameaças à qualidade ambiental em uma bacia hidrográfica estão relacionadas às atividades não sustentáveis, com fins de lucro imediato, que não computam os custos ambientais e sociais repassando-os a terceiros. São gerados, assim, problemas ambientais diversos e interconectados que deverão resultar em sérios prejuízos econômicos e sociais para a bacia hidrográfica. Deve ser ressaltada, entretanto, a necessidade de serem identificadas as causas imediatas, aquelas provenientes de ações localizadas na própria bacia hidrográfica, e as causas mais distantes, mas não menos influentes, que provêm de ações externas à mesma, mas modificam a sua dinâmica interna. Os impactos de maior ocorrência em bacias hidrográficas estão associados aos problemas de erosão dos solos, sedimentação de canais navegáveis, enchentes, perda da qualidade de água e aumento do risco de extinção de elementos da fauna e da flora. Dentro deste contexto, o estabelecimento de medidas de controle e gerenciamento dos recursos naturais, através de um modelo de gestão integrado e eficiente para responder a essas questões ambientais, torna-se uma tarefa de grande importância.

20 8 Este modelo deve estar fundamentado em considerações relacionadas à gestão de bens comuns, como a água e a biota, que, embora presentes em propriedades particulares, a decisão sobre o uso, consumo e destruição dos mesmos não pode ser tomada unilateralmente, por afetar outros usuários. Esta gestão deve exprimir a preocupação em assegurar a renovação da base dos recursos naturais, num horizonte a longo prazo, com base no desenvolvimento de uma consciência ambiental de todos os atores sociais envolvidos que integram com a bacia hidrográfica. Os solos, a água e a biota da unidade de gerenciamento da bacia hidrográfica, são bens comuns e patrimônio da união, e, neste sentido, qualquer atividade potencialmente causadora de danos ambientais nos mesmos, deverá ser passível de controle. A legislação nacional e os tratados internacionais em relação ao uso da água, solo e da biodiversidade necessitam ser conhecidos, regulamentados, aplicados e respeitados em todos os níveis de governo, por meio de um sistema de gerenciamento ágil e dinâmico, na perspectiva de impedir quaisquer tendências de deterioração desses recursos naturais Capacidade de uso das terras para fins agrícolas O homem quando explora os recursos naturais, sempre introduz mudanças nos mesmos, para utilizá-los conforme suas necessidades. Essas mudanças interferem no curso natural do ambiente, gerando desequilíbrio em graus variáveis. É de fundamental importância os esforços para o planejamento territorial que se baseie em estudos rigorosos do meio físico e de sua dinâmica evolutiva (SANABRIA et al., 1996). Estes estudos devem ocupar um lugar de destaque nos

21 9 programas de planejamento integral de desenvolvimento a fim de reduzir ou evitar perdas sócio-econômicas e fazer disto um processo sustentado ao longo do tempo. Neste sentido, considera-se a determinação das variáveis do meio-físico levantadas por especialistas de diversas áreas o primeiro e imprescindível passo para qualquer ação de planejamento (CÂMARA, 1993; BERTOLANI et al., 1997; MOREIRA, 1997; SILVA et al., 1997). A aplicabilidade do planejamento do uso das terras abrange vários níveis, desde o da propriedade agrícola até o nacional. Nos âmbitos mais gerais como o nacional ou regional, o planejamento permite identificar alternativas de desenvolvimento, em função das necessidades e condições sócio-econômicas, já em áreas específicas como microbacias hidrográficas e propriedades agrícolas, ele provê subsídios para adequar as terras às várias modalidades de utilização agrosilvopastoris (WEILL, 1990; LEPSCH et al., 1991). Uma pronta identificação e conhecimento das condições potenciais de desencadeamento e desenvolvimento de uma ameaça natural permitem o planejamento, a tomada de decisão e o dimensionamento adequado visando a prevenção e mitigação das condições de risco. Os riscos são diretamente relacionados à exposição da paisagem, juntamente com as intervenções antrópicas, a fenômenos naturais que por sua magnitude têm capacidade de produzir deterioração do ambiente e perdas totais ou parciais dos bens (MOREIRA, 1997). A avaliação das terras é uma ferramenta que permite o planejamento da utilização dos recursos naturais. Segundo FAO (1976), citada por Weill (1990) a avaliação das terras é: o processo de estimar o desempenho (aptidão) da terra, quando usada para propósitos específicos, envolvendo a execução e interpretação de levantamentos e estudos das formas de relevo, solos, vegetação, clima e outros

22 10 aspectos da terra, de modo a identificar e proceder à comparação dos tipos de usos da terra mais promissores, em termos da aplicabilidade aos objetivos da avaliação. Utiliza-se o termo terra por ser um conceito mais amplo do que solo, terra compreende todas as condições do ambiente físico, do qual o solo é apenas uma parte (YOUNG, 1976 citado por WEILL, 1990) No Brasil, de acordo com Weill (1990) e Marques (2000), os sistemas de avaliação de terras, de utilização mais generalizada são: O sistema de capacidade de uso adaptado da USDA, publicado em 4ª aproximação por Lespsch et al. (1991), o sistema de aptidão agrícola FAO/Brasileiro, revisado e publicado recentemente por Ramalho Filho e Beek (1995) e o sistema de capacidade de uso dos recursos naturais renováveis, publicado pelo projeto RADAMBRASIL (BRASIL, 1983). Com base nessas metodologias autores tem publicado trabalhos buscando a auxiliar a tomada de decisão e conservar os recursos naturais respeitado sua capacidade de uso. Como suporte à utilização dessas abordagens, as técnicas de sensoriamento remoto integrado à tecnologia de sistemas de informações geográficas, são ferramentas de grande utilidade para a realização de pesquisas aplicadas ao estudo de capacidade de uso das terras (SAIZ & FILHO, 1996). Os sistemas de informações geográficas constituem uma das mais modernas e promissoras tendências de armazenamento e manipulação de informações temáticas sobre recursos naturais terrestres, em complemento e até em substituição aos mapas impressos em papel, de difícil manipulação (FORMAGGIO et al., 1992). Através do SIG, obtém-se a sistematização de diferentes fontes de dados, em planos de informação (PI), como: solos, geologia, topografia, uso/cobertura e outros (GIASSON et al., 1997; LIMA et al., 1992).

23 11 3. ÁREA DE ESTUDO 3.1. Bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá O rio Jiquiriçá faz parte da bacia hidrográfica do Recôncavo Sul, localizada na região Centro-Leste do Estado da Bahia. Delimitada pelas coordenadas geográficas o o e de latitude sul e 38 o 45 e 40 o 25 de longitude oeste, é integrada por um conjunto de rios independentes, que drenam diretamente para o Oceano Atlântico, onde se destacam os rios Jaguaripe, da Dona, Jiquiriçá, Una, das Almas, Cachoeira Grande, Acarai e Orobó. A bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá é a maior sub-bacia do Recôncavo Sul, 2 ocupando uma área de km, equivalente a 39,6% da área total desta bacia hidrográfica. Está localizada aproximadamente entre as coordenadas geográficas o o o o e de Latitude Sul, e e de Longitude Oeste, e apresenta uma extensão total de cerca de 150 km das nascentes dos rios até a sua foz no Oceano Atlântico, onde tem a sua desembocadura ao norte da cidade de Valença. Trata-se de uma bacia intensamente antropizada, abrangendo terras de 19 municípios, total ou parcialmente inseridos na bacia hidrográfica, com uma população total de habitantes dados de 1991, o que representa uma

24 12 densidade demográfica da ordem de 28,94 hab/km, bastante superior a média do Estado, que é da ordem de 21 hab/km. 2 2 Fonte: SEI, 2003 Figura 1 Localização da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá BA.

25 13 4. METODOLOGIA Conforme Ferrari (1982) pode-se classificar esta pesquisa baseando-se principalmente em dois critérios: na forma de utilização dos resultados, classificandoa como aplicada e quanto ao nível de interpretação classificando-a como explicativa. O principal método que será utilizado é o da observação tanto direta como indireta. A seguir serão descritas as características gerais da área de estudo e também os procedimentos metodológicos para que o objetivo geral e os específicos sejam alcançados PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Delimitação da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá Para identificação dos limites da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá, foi utilizada uma imagem Shuttle Radar Topography Mission (SRTM), disponível no site Global Land Cover Facility (GLCF), com informações espaciais das diferentes altitudes da área da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá. A imagem possui pixel de 30 m de resolução, o que possibilitou criar mapas na escala original de 1: A imagem SRTM é o que muitos autores denominam de modelo digital de elevação MDE. A

26 14 imagem foi trabalhada no ambiente digital através do software`s Soil Water Asssesssment Tool SWAT, que funciona como um módulo do ArcGIS 9.2. No processo de delimitação da bacia hidrografica, adcionou-se inicialmente no banco de dados do SWAT o modelo digital de elevação obtido com a imagem SRTM. Depois, seguiram-se os procedimentos conforme o guia de uso desenvolvido por Di Luzio et al. (2002), para delimitação da bacia hidrográfica do rio Jequiriçá, tomando como base os divisores de águas identificados pelo programa a partir do modelo digital de elevação, dos principais cursos d`água da bacia hidrográfica e do pondo de descarga definido para delimitação da bacia hidrográfica Caracterização ambiental da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá Na caracterização da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá foram utilizadas informações a partir da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia SEI de 2003, a respeito dos diferentes aspectos da bacia hidrográfica do rio Jiquiriça: geomorfologia, clima e solos. As informações de classes de altitude e modelo digital de elevação foram elaboradas utilizando a imagem Shuttle Radar Topography Mission (SRTM), disponível no site Global Land Cover Facility (GLCF). O mapa de uso da terra/vegetação foi obtido a partir de dados do ano de 2007, do Ministério do Meio Ambientes através da página WEB. Os dados obtidos foram analisados através do uso de técnicas de geoprocessamento e apresentados na forma de mapas cujo limite é a bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá. Foram também mapeadas as Áreas de Preservação Permanentes, utilizando as restrições contidas no Código Florestal a partir dos mapas de declividade,

AVALIAÇÃO DO USO DA TERRA NO PROJETO DE ASSENTAMENTO CHE GUEVARA, MIMOSO DO SUL, ESPÍRITO SANTO

AVALIAÇÃO DO USO DA TERRA NO PROJETO DE ASSENTAMENTO CHE GUEVARA, MIMOSO DO SUL, ESPÍRITO SANTO AVALIAÇÃO DO USO DA TERRA NO PROJETO DE ASSENTAMENTO CHE GUEVARA, MIMOSO DO SUL, ESPÍRITO SANTO Natália Aragão de Figueredo 1, Paulo Henrique Dias Barbosa 2, Thiago Dannemann Vargas 3, João Luiz Lani 4

Leia mais

Domínios Morfoclimáticos

Domínios Morfoclimáticos Domínios Morfoclimáticos Os domínios morfoclimáticos representam a interação e a integração do clima, relevo e vegetação que resultam na formação de uma paisagem passível de ser individualizada. Domínios

Leia mais

Fonte: Rondônia Rural Disponível em: Rondônia Rural.com

Fonte: Rondônia Rural Disponível em: Rondônia Rural.com I. INTRODUÇÃO O estado de Rondônia está localizado na região Norte do Brasil, a região Norte é a maior das cinco regiões do Brasil definidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Leia mais

FONTES DE ABASTECIMENTO POR ÁGUAS SUBTERRÂNEAS NO MUNICÍPIO DE BARRAS/PIAUÍ - BRASIL

FONTES DE ABASTECIMENTO POR ÁGUAS SUBTERRÂNEAS NO MUNICÍPIO DE BARRAS/PIAUÍ - BRASIL FONTES DE ABASTECIMENTO POR ÁGUAS SUBTERRÂNEAS NO MUNICÍPIO DE BARRAS/PIAUÍ - BRASIL Francisca Cardoso da Silva Lima Centro de Ciências Humanas e Letras, Universidade Estadual do Piauí Brasil Franlima55@hotmail.com

Leia mais

CURSO DE CAPACITAÇÃO EM MANEJO ECOLÓGICO DE SOLOS

CURSO DE CAPACITAÇÃO EM MANEJO ECOLÓGICO DE SOLOS CURSO DE CAPACITAÇÃO EM MANEJO ECOLÓGICO DE SOLOS Paulo Sérgio Rabello de Oliveira Docente no Centro de Ciências Agrárias Marechal Cândido Rondon/PR Tópicos Capacidade de uso das terras Conceitos básicos

Leia mais

Especialização em Direito Ambiental. 3. As principais funções das matas ciliares são:

Especialização em Direito Ambiental. 3. As principais funções das matas ciliares são: Pedro da Cunha Barbosa. Especialização em Direito Ambiental. Área do conhecimento jurídico que estuda as relações entre o homem e a natureza, é um ramo do direito diferenciado em suas especificidades e,

Leia mais

USO DE GEOPROCESSAMENTO NA DELIMITAÇÃO DE CONFLITOS DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NA ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE DO RIO VERÊ, MUNICÍPIO DE VERÊ PR.

USO DE GEOPROCESSAMENTO NA DELIMITAÇÃO DE CONFLITOS DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NA ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE DO RIO VERÊ, MUNICÍPIO DE VERÊ PR. USO DE GEOPROCESSAMENTO NA DELIMITAÇÃO DE CONFLITOS DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NA ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE DO RIO VERÊ, MUNICÍPIO DE VERÊ PR. Ivan Rodrigo Dal-Berti, Marcio Pigosso, Wanessa Suelen

Leia mais

Professora Dra. da Universidade Estadual de Maringá (UEM), campus regional de Umuarama; e-mail: vanilde@yahoo.com

Professora Dra. da Universidade Estadual de Maringá (UEM), campus regional de Umuarama; e-mail: vanilde@yahoo.com ISBN 978-85-61091-05-7 V EPCC Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 27 a 30 de outubro de 2009 IMPORTÂNCIA DA CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOS NO SISTEMA BRASILEIRO E QUANTO A CAPACIDADE DE USO

Leia mais

ambientes de topografia mais irregular são mais vulneráveis a qualquer tipo de interferência. Nestes, de acordo com Bastos e Freitas (2002), a

ambientes de topografia mais irregular são mais vulneráveis a qualquer tipo de interferência. Nestes, de acordo com Bastos e Freitas (2002), a 1. INTRODUÇÃO Muitas e intensas transformações ambientais são resultantes das relações entre o homem e o meio em que ele vive, as quais se desenvolvem num processo histórico. Como reflexos dos desequilíbrios

Leia mais

"Protegendo as nascentes do Pantanal"

Protegendo as nascentes do Pantanal "Protegendo as nascentes do Pantanal" Diagnóstico da Paisagem: Região das Cabeceiras do Rio Paraguai Apresentação O ciclo de garimpo mecanizado (ocorrido nas décadas de 80 e 90), sucedido pelo avanço das

Leia mais

MAPEAMENTO GEOMORFOLÓGICO DA ÁREA URBANA DE ILHÉUS, BAHIA

MAPEAMENTO GEOMORFOLÓGICO DA ÁREA URBANA DE ILHÉUS, BAHIA MAPEAMENTO GEOMORFOLÓGICO DA ÁREA URBANA DE ILHÉUS, BAHIA Hogana Sibilla Soares Póvoas Bolsista do PET Solos Universidade Estadual de Santa Cruz hogana_sibila@hotmail.com Ednice de Oliveira Fontes Universidade

Leia mais

DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS BRASILEIROS

DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS BRASILEIROS O que você deve saber sobre DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS BRASILEIROS Segundo o geógrafo Aziz Ab Sáber, um domínio morfoclimático é todo conjunto no qual haja interação entre formas de relevo, tipos de solo,

Leia mais

DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS. Elaborado por: Aziz Ab Saber Contém as seguintes características: clima relevo Vegetação hidrografia solo fauna

DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS. Elaborado por: Aziz Ab Saber Contém as seguintes características: clima relevo Vegetação hidrografia solo fauna DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS Elaborado por: Aziz Ab Saber Contém as seguintes características: clima relevo Vegetação hidrografia solo fauna Domínio Amazônico Clima equatorial Solos relativamente pobres Relevo

Leia mais

Santa Catarina - Altitude

Santa Catarina - Altitude Santa Catarina - Altitude RELEVO O relevo catarinense caracteriza-se por sua ondulação, que variam dependendo da região do estado. No litoral, o que predomina são as planícies, as chamadas baixadas litorâneas,

Leia mais

O GEOPROCESSAMENTO APLICADO A AGRICULTURA: IDENTIFICAÇÃO DOS SOLOS PARA O CULTIVO DE COCO IRRIGADO NO MUNICÍPIO DE RODELAS - BAHIA

O GEOPROCESSAMENTO APLICADO A AGRICULTURA: IDENTIFICAÇÃO DOS SOLOS PARA O CULTIVO DE COCO IRRIGADO NO MUNICÍPIO DE RODELAS - BAHIA O GEOPROCESSAMENTO APLICADO A AGRICULTURA: IDENTIFICAÇÃO DOS SOLOS PARA O CULTIVO DE COCO IRRIGADO NO MUNICÍPIO DE RODELAS - BAHIA Roneíse de Jesus Lima¹, Diêgo Pereira Costa², Raphaela Santana Melo Araujo³,

Leia mais

A BIOSFERA DO BRASIL (I) AULAS 34 E 35

A BIOSFERA DO BRASIL (I) AULAS 34 E 35 A BIOSFERA DO BRASIL (I) AULAS 34 E 35 OS BIOMAS DO BRASIL: (Aziz Ab Saber) O que se leva em consideração nesses domínios morfoclimáticos? Clima. Relevo. Solo. Vegetação. Vida. História da Terra e da ocupação

Leia mais

Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013

Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013 Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013 CAP. 02 O território brasileiro e suas regiões.( 7º ano) *Brasil é dividido em 26 estados e um Distrito Federal (DF), organizados em regiões. * As divisões

Leia mais

Vegetação. Solo. Relevo. Clima. Hidrografia

Vegetação. Solo. Relevo. Clima. Hidrografia Vegetação Solo Relevo Clima Hidrografia VEGETAÇÃO E SOLOS HETEROGÊNEA CALOR E UMIDADE RÁPIDA DECOMPOSIÇÃO/FERTILIDADE. NUTRIENTES ORGÂNICOS E MINERAIS (SERRAPILHEIRA). EM GERAL OS SOLOS SÃO ÁCIDOS E INTEMPERIZADOS.

Leia mais

AVALIAÇÃO DA ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE DA MICROBACIA SANGA ITÁ, MUNICÍPIO DE QUATRO PONTES, PARANÁ

AVALIAÇÃO DA ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE DA MICROBACIA SANGA ITÁ, MUNICÍPIO DE QUATRO PONTES, PARANÁ AVALIAÇÃO DA ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE DA MICROBACIA SANGA ITÁ, MUNICÍPIO DE QUATRO PONTES, PARANÁ Mônica A. Muller, Aline Uhlein, Deise D. Castagnara, Diego A. V. Gambaro, Pedro C. S. da Silva (Orientador/UNIOESTE),

Leia mais

REVISÃO UDESC GAIA GEOGRAFIA GEOGRAFIA FÍSICA PROF. GROTH

REVISÃO UDESC GAIA GEOGRAFIA GEOGRAFIA FÍSICA PROF. GROTH REVISÃO UDESC GAIA GEOGRAFIA GEOGRAFIA FÍSICA PROF. GROTH 01. (UDESC_2011_2) Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), existem no Brasil oito Bacias Hidrográficas. Assinale a alternativa

Leia mais

Biomas Brasileiros. 1. Bioma Floresta Amazônica. 2. Bioma Caatinga. 3. Bioma Cerrado. 4. Bioma Mata Atlântica. 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense

Biomas Brasileiros. 1. Bioma Floresta Amazônica. 2. Bioma Caatinga. 3. Bioma Cerrado. 4. Bioma Mata Atlântica. 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense Biomas Brasileiros 1. Bioma Floresta Amazônica 2. Bioma Caatinga 3. Bioma Cerrado 4. Bioma Mata Atlântica 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense 6. Bioma Pampas BIOMAS BRASILEIROS BIOMA FLORESTA AMAZÔNICA

Leia mais

COLÉGIO MARQUES RODRIGUES - SIMULADO

COLÉGIO MARQUES RODRIGUES - SIMULADO COLÉGIO MARQUES RODRIGUES - SIMULADO Estrada da Água Branca, 2551 Realengo RJ Tel: (21) 3462-7520 www.colegiomr.com.br PROFESSOR ALUNO ANA CAROLINA DISCIPLINA GEOGRAFIA A TURMA SIMULADO: P3 501 Questão

Leia mais

TERCEIRÃO GEOGRAFIA FRNTE 8 A - aula 25. Profº André Tomasini

TERCEIRÃO GEOGRAFIA FRNTE 8 A - aula 25. Profº André Tomasini TERCEIRÃO GEOGRAFIA FRNTE 8 A - aula 25 Profº André Tomasini Localizado na Região Centro-Oeste. Campos inundados na estação das chuvas (verão) áreas de florestas equatorial e tropical. Nas áreas mais

Leia mais

ANÁLISE DO USO DO SOLO EM ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE NO ALTO CURSO DA BACIA DO RIO COTEGIPE, FRANCISCO BELTRÃO - PR

ANÁLISE DO USO DO SOLO EM ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE NO ALTO CURSO DA BACIA DO RIO COTEGIPE, FRANCISCO BELTRÃO - PR ANÁLISE DO USO DO SOLO EM ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE NO ALTO CURSO DA BACIA DO RIO COTEGIPE, FRANCISCO BELTRÃO - PR Lucas Ricardo Hoenig Universidade Estadual do Oeste do Paraná UNIOESTE Campus de

Leia mais

1ª PARTE - OBJETIVA ESPECIFICA (Valendo 05 pontos cada questão)

1ª PARTE - OBJETIVA ESPECIFICA (Valendo 05 pontos cada questão) PREFEITURA DE VÁRZEA ALEGRE CE PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO Nº 01/2014 SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO CONTRATAÇÂO TEMPORÁRIA - PROVA DE GEOGRAFIA PROFESSOR DE GEOGRAFIA (6º ao 9º ANO) ASSINATURA DO

Leia mais

Comparação entre lei 4771 e PL relatado pelo Dep.Aldo Rebelo preparado por Zeze Zakia Versão preliminar ( APP)

Comparação entre lei 4771 e PL relatado pelo Dep.Aldo Rebelo preparado por Zeze Zakia Versão preliminar ( APP) Lei 4771 versão em vigor II área de preservação permanente: área protegida nos termos dos arts. 2 o e 3 o desta Lei, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos

Leia mais

VII Reunião de Atualização em Eucalitptocultura

VII Reunião de Atualização em Eucalitptocultura VII Reunião de Atualização em Eucalitptocultura Planejamento da Propriedade Agrícola (APP e RL) Eng o. F tal. Msc. João Carlos Teixeira Mendes Dept o. Ciências Florestais ESALQ/USP Estação Experimental

Leia mais

Diagnóstico Ambiental do Município de Alta Floresta - MT

Diagnóstico Ambiental do Município de Alta Floresta - MT Diagnóstico Ambiental do Município de Alta Floresta - MT Paula Bernasconi Ricardo Abad Laurent Micol Maio de 2008 Introdução O município de Alta Floresta está localizado na região norte do estado de Mato

Leia mais

PRINCIPAIS SOLOS DO LITORAL DO PARANÁ

PRINCIPAIS SOLOS DO LITORAL DO PARANÁ PRINCIPAIS SOLOS DO LITORAL DO PARANÁ Prof. Dr. Marcelo R. de Lima (UFPR-Curitiba) mrlima@ufpr.br Prof. M.Sc. Jaime B. dos Santos Junior (UFPA-Altamira) jaime@ufpa.br Os solos são formados pela interação

Leia mais

DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS BIOMAS BRASILEIROS

DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS BIOMAS BRASILEIROS DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS BIOMAS BRASILEIROS Creative Commons/Nao Iizuka Bioma Amazônia ou Domínio Amazônico Heterogêneo Perene Denso Ombrófila Três estratos Influenciado pelo relevo e hidrografia Bacia

Leia mais

Licenciamento Ambiental no Estado de São Paulo

Licenciamento Ambiental no Estado de São Paulo Licenciamento Ambiental no Estado de São Paulo Aspectos relacionados com a Legislação Florestal / Mineração LEI FEDERAL 12651/12 Engª Amb. Adriana Maira Rocha Goulart Divisão de Apoio e Gestão dos Recursos

Leia mais

B I O G E O G R A F I A

B I O G E O G R A F I A B I O G E O G R A F I A BIOMAS BRASILEIROS 2011 Aula VII BRASIL E VARIABILIDADE FITOGEOGRÁFICA O Brasil possui um território de dimensões continentais com uma área de 8.547.403 quilômetros quadrados. 4.320

Leia mais

FORMAÇÃO VEGETAL BRASILEIRA. DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS Aziz Ab`Saber. Ipê Amarelo

FORMAÇÃO VEGETAL BRASILEIRA. DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS Aziz Ab`Saber. Ipê Amarelo FORMAÇÃO VEGETAL BRASILEIRA DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS Aziz Ab`Saber Ipê Amarelo Fatores que influenciam na distribuição das formações vegetais: Clima 1. Temperatura; 2. Umidade; 3. Massas de ar; 4. Incidência

Leia mais

DISCREPÂNCIA ENTRE USO E CAPACIDADE DE USO DAS TERRAS DO MUNICÍPIO DE ITAPURANGA-GO Adriana Aparecida Silva 1

DISCREPÂNCIA ENTRE USO E CAPACIDADE DE USO DAS TERRAS DO MUNICÍPIO DE ITAPURANGA-GO Adriana Aparecida Silva 1 DISCREPÂNCIA ENTRE USO E CAPACIDADE DE USO DAS TERRAS DO MUNICÍPIO DE ITAPURANGA-GO Adriana Aparecida Silva 1 1 Professora do Curso de Geografia/Unidade Cora Coralina/UEG RESUMO Localizado na micro-região

Leia mais

DELIMITAÇÃO DAS ÁREAS DE PROTEÇÃO PERMANENTE DA BACIA HIDROGRÁFICA DO JI-PARANÁ

DELIMITAÇÃO DAS ÁREAS DE PROTEÇÃO PERMANENTE DA BACIA HIDROGRÁFICA DO JI-PARANÁ DELIMITAÇÃO DAS ÁREAS DE PROTEÇÃO PERMANENTE DA BACIA HIDROGRÁFICA DO JI-PARANÁ JULIA S. MELLO 1 ; DANIEL de C. VICTORIA 2 Nº 10505 RESUMO Sistemas de Informação Geográfica (SIG) são importantes ferramentas

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS EDUCAÇÃO AMBIENTAL E GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS EDUCANDO PARA UM AMBIENTE MELHOR Apresentação A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte SEMARH produziu esta

Leia mais

IMPACTOS DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL EM PEQUENAS PROPRIEDADES RURAIS NO MUNICÍPIO DE ITAPIRANGA

IMPACTOS DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL EM PEQUENAS PROPRIEDADES RURAIS NO MUNICÍPIO DE ITAPIRANGA IMPACTOS DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL EM PEQUENAS PROPRIEDADES RURAIS NO MUNICÍPIO DE ITAPIRANGA Daniel Schull Brandão 1 ; Fabiana Raquel Muhl 2, Anderson Rhoden 3, Neuri Antonio Feldmann 4 Palavras-Chave:

Leia mais

Profª:Sabrine V.Welzel

Profª:Sabrine V.Welzel Geografia 2 ano/ensino Médio Os Domínios Morfoclimáticos do Brasil 1) (FGV. SP) De acordo com o geógrafo Aziz N. Ab.Sáber, o território brasileiro é constituído por seis domínios morfoclimáticos e fitogeográficos,

Leia mais

DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES SOBRE USO DA TERRA EM ÁREAS PROTEGIDAS (APPs, RLs E APAs) E MICROBACIAS HIDROGRÁFICAS

DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES SOBRE USO DA TERRA EM ÁREAS PROTEGIDAS (APPs, RLs E APAs) E MICROBACIAS HIDROGRÁFICAS DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES SOBRE USO DA TERRA EM ÁREAS PROTEGIDAS (APPs, RLs E APAs) E MICROBACIAS HIDROGRÁFICAS Alice Nardoni Marteli, Edson Luís Piroli Unesp Campus de Ourinhos Geografia alicenmart@gmail.com;

Leia mais

Planejando o Uso da Propriedade Rural I a reserva legal e as áreas de preservação permanente

Planejando o Uso da Propriedade Rural I a reserva legal e as áreas de preservação permanente Planejando o Uso da Propriedade Rural I a reserva legal e as áreas de preservação permanente Ricardo D. Gomes da Costa 1 Marcelo Araujo 2 A rápida destruição de ambientes naturais, juntamente com a redução

Leia mais

USO E COBERTURA DAS TERRAS NA ÁREA DE ENTORNO DO RESERVATÓRIO DA USINA HIDRELÉTRICA DE TOMBOS (MG)

USO E COBERTURA DAS TERRAS NA ÁREA DE ENTORNO DO RESERVATÓRIO DA USINA HIDRELÉTRICA DE TOMBOS (MG) USO E COBERTURA DAS TERRAS NA ÁREA DE ENTORNO DO Calderano Filho, B. 1 ; Carvalho Junior, W. 2 ; Prado, R.B. 3 ; Calderano, S.B. 4 ; 1 EMBRAPA - CNPS Email:braz.calderano@embrapa.br; 2 EMBRAPA- CNPS Email:waldir.carvalho@embrapa.br;

Leia mais

ANÁLISE DE VULNERABILIDADE À EROSÃO NA MICROBACIA DO RIO BRUMADO (BA) COM EMPREGO DE GEOTECNOLOGIAS

ANÁLISE DE VULNERABILIDADE À EROSÃO NA MICROBACIA DO RIO BRUMADO (BA) COM EMPREGO DE GEOTECNOLOGIAS ANÁLISE DE VULNERABILIDADE À EROSÃO NA MICROBACIA DO RIO BRUMADO (BA) COM EMPREGO DE GEOTECNOLOGIAS Passos, N.O. (UFBA) ; Melo, D.H.C.T.B. (UFBA) RESUMO Apresenta-se os principais resultados obtidos na

Leia mais

MODELAGEM DA PRODUÇÃO DE SEDIMENTOS USANDO CENÁRIO AMBIENTAL ALTERNATIVO NA REGIÃO NO NOROESTE DO RIO DE JANEIRO - BRAZIL

MODELAGEM DA PRODUÇÃO DE SEDIMENTOS USANDO CENÁRIO AMBIENTAL ALTERNATIVO NA REGIÃO NO NOROESTE DO RIO DE JANEIRO - BRAZIL MODELAGEM DA PRODUÇÃO DE SEDIMENTOS USANDO CENÁRIO AMBIENTAL ALTERNATIVO NA REGIÃO NO NOROESTE DO RIO DE JANEIRO - BRAZIL SEDIMENT YIELD MODELING USING AN ALTERNATIVE ENVIRONMENTAL SCENARIO IN NORTHWESTERN

Leia mais

Estudo Para Subsidiar a Proposta de Resolução de Santa Catarina ao CONAMA relativa à Lei 11.428 / 2006

Estudo Para Subsidiar a Proposta de Resolução de Santa Catarina ao CONAMA relativa à Lei 11.428 / 2006 Estudo Para Subsidiar a Proposta de Resolução de Santa Catarina ao CONAMA relativa à Lei 11.428 / 2006 1 - Introdução e Objetivos O presente estudo foi elaborado pela EPAGRI/CIRAM com base na proposta

Leia mais

ANÁLISE DO USO DA TERRA NAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE DA BARRAGEM PIRAQUARA II E SEUS AFLUENTES. PIRAQUARA PARANÁ

ANÁLISE DO USO DA TERRA NAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE DA BARRAGEM PIRAQUARA II E SEUS AFLUENTES. PIRAQUARA PARANÁ ANÁLISE DO USO DA TERRA NAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE DA BARRAGEM PIRAQUARA II E SEUS AFLUENTES. PIRAQUARA PARANÁ 1. INTRODUÇÃO Otacílio Lopes de Souza da Paz Acadêmico de Geografia UFPR otacílio.paz@gmail.com

Leia mais

RESPOSTA D LISTA DE EXERCÍCIOS. 1) Analise o diagrama e as afirmativas a seguir.

RESPOSTA D LISTA DE EXERCÍCIOS. 1) Analise o diagrama e as afirmativas a seguir. 1) Analise o diagrama e as afirmativas a seguir. LISTA DE EXERCÍCIOS I) A partir de critérios geomorfológicos, os planaltos corrrespondem às regiões do relevo onde predomina o processo erosivo; neste compartimento

Leia mais

GEOGRAFIA - 1 o ANO MÓDULO 25 O PANTANAL, A MATA DE ARAUCÁRIAS E AS PRADARIAS

GEOGRAFIA - 1 o ANO MÓDULO 25 O PANTANAL, A MATA DE ARAUCÁRIAS E AS PRADARIAS GEOGRAFIA - 1 o ANO MÓDULO 25 O PANTANAL, A MATA DE ARAUCÁRIAS E AS PRADARIAS Como pode cair no enem? (FUVEST) Estas fotos retratam alguns dos tipos de formação vegetal nativa encontrados no território

Leia mais

CP/CAEM/2005 1ª AVALIAÇÃO FORMATIVA - 2005 FICHA AUXILIAR DE CORREÇÃO

CP/CAEM/2005 1ª AVALIAÇÃO FORMATIVA - 2005 FICHA AUXILIAR DE CORREÇÃO CP/CAEM/05 1ª AVALIAÇÃO FORMATIVA - 05 FICHA AUXILIAR DE CORREÇÃO GEOGRAFIA DO BRASIL 1ª QUESTÃO (Valor 6,0) Analisar os fatores fisiográficos do espaço territorial do Brasil, concluindo sobre a influência

Leia mais

GEOGRAFIA. Professora Bianca

GEOGRAFIA. Professora Bianca GEOGRAFIA Professora Bianca TERRA E LUA MOVIMENTO DA LUA MOVIMENTOS DA TERRA TEMPO E CLIMA Tempo é o estado da atmosfera de um lugar num determinado momento. Ele muda constantemente. Clima é o conjunto

Leia mais

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Bacias Hidrográficas Brasileiras. Prof. Claudimar Fontinele

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Bacias Hidrográficas Brasileiras. Prof. Claudimar Fontinele Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Bacias Hidrográficas Brasileiras Prof. Claudimar Fontinele BACIA HIDROGRÁFICA Bacia Hidrográfica é a área drenada por um rio principal

Leia mais

MAPEAMENTO DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PAJEÚ-PE. Carlos Tiago Amâncio Rodrigues¹, André Quintão de Almeida²

MAPEAMENTO DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PAJEÚ-PE. Carlos Tiago Amâncio Rodrigues¹, André Quintão de Almeida² MAPEAMENTO DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PAJEÚ-PE Carlos Tiago Amâncio Rodrigues¹, André Quintão de Almeida² ¹Graduando em Agronomia, UAST, UFRPE,Serra Talhada-PE, tiagoamancio@hotmail.com

Leia mais

BIOMAS DO BRASIL. Ecologia Geral

BIOMAS DO BRASIL. Ecologia Geral BIOMAS DO BRASIL Ecologia Geral Biomas do Brasil segundo classificação do IBGE Segundo a classificação do IBGE, são seis os biomas do Brasil: Mata Atlântica Cerrado Amazônia Caatinga Pantanal Pampa O

Leia mais

Metodologia para elaboração de diagnóstico físico e ambiental no Programa de Gestão de Solo e Água em Microbacias com uso do gvsig

Metodologia para elaboração de diagnóstico físico e ambiental no Programa de Gestão de Solo e Água em Microbacias com uso do gvsig Metodologia para elaboração de diagnóstico físico e ambiental no Programa de Gestão de Solo e Água em Microbacias com uso do gvsig Autores: Milton Satoshi Matsushita 1 e Reinaldo Tadeu O. Rocha 2 1 Engenheiro

Leia mais

DOMÍNIO DOS MARES DE MORROS

DOMÍNIO DOS MARES DE MORROS DOMÍNIO DOS MARES DE MORROS Situação Geográfica Este domínio estende-se se do sul do Brasil até o Estado da Paraíba (no nordeste), obtendo uma área total de aproximadamente 1.000.000 km².. Situado mais

Leia mais

Domínios Florestais do Mundo e do Brasil

Domínios Florestais do Mundo e do Brasil Domínios Florestais do Mundo e do Brasil Formações Florestais: Coníferas, Florestas Temperadas, Florestas Equatoriais e Florestas Tropicais. Formações Herbáceas e Arbustivas: Tundra, Pradarias Savanas,

Leia mais

ANÁLISE E MAPEAMENTO DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE NO MUNICÍPIO DE ALFENAS MG.

ANÁLISE E MAPEAMENTO DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE NO MUNICÍPIO DE ALFENAS MG. VI Seminário Latino Americano de Geografia Física II Seminário Ibero Americano de Geografia Física Universidade de Coimbra, Maio de 2010 ANÁLISE E MAPEAMENTO DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO

Leia mais

RESERVATÓRIOS DE DETENÇÃO HIDRICA: SOLUÇÃO PARA PROBLEMAS DE DRENAGEM URBANA NO MUNICÍPIO DE CAMPINA GRANDE - PB

RESERVATÓRIOS DE DETENÇÃO HIDRICA: SOLUÇÃO PARA PROBLEMAS DE DRENAGEM URBANA NO MUNICÍPIO DE CAMPINA GRANDE - PB RESERVATÓRIOS DE DETENÇÃO HIDRICA: SOLUÇÃO PARA PROBLEMAS DE DRENAGEM URBANA NO MUNICÍPIO DE CAMPINA GRANDE - PB Yuri Tomaz Neves 1 ; Laércio Leal dos Santos 2 ; Jonathan Nóbrega Gomes 3 ; Bruno Menezes

Leia mais

Paisagens Climatobotânicas do Brasil

Paisagens Climatobotânicas do Brasil Paisagens Climatobotânicas do Brasil 1. (UEL-2012) Os domínios morfoclimáticos brasileiros são definidos a partir da combinação dos elementos da natureza, como os climáticos, botânicos, pedológicos, hidrológicos

Leia mais

GEOTECNOLOGIAS APLICADAS A SIMULAÇÃO DE PERDAS DE SOLO POR EROSÃO HÍDRICA FRANCIENNE GOIS OLIVEIRA

GEOTECNOLOGIAS APLICADAS A SIMULAÇÃO DE PERDAS DE SOLO POR EROSÃO HÍDRICA FRANCIENNE GOIS OLIVEIRA GEOTECNOLOGIAS APLICADAS A SIMULAÇÃO DE PERDAS DE SOLO POR EROSÃO HÍDRICA FRANCIENNE GOIS OLIVEIRA Sabendo-se que a erosão pode comprometer até mesmo o volume de água de uma bacia hidrográfica, o presente

Leia mais

04 a 06 de Novembro de 2015 Cuiabá - MT

04 a 06 de Novembro de 2015 Cuiabá - MT 04 a 06 de Novembro de 2015 Cuiabá - MT Padrões de evolução de atividades agropecuárias em regiões adjacentes ao Pantanal: o caso da série histórica da agricultura e da produção animal na bacia do Rio

Leia mais

MAPEAMENTO DE FRAGILIDADE DE DIFERENTES CLASSES DE SOLOS DA BACIA DO RIBEIRÃO DA PICADA EM JATAÍ, GO

MAPEAMENTO DE FRAGILIDADE DE DIFERENTES CLASSES DE SOLOS DA BACIA DO RIBEIRÃO DA PICADA EM JATAÍ, GO MAPEAMENTO DE FRAGILIDADE DE DIFERENTES CLASSES DE SOLOS DA BACIA DO RIBEIRÃO DA PICADA EM JATAÍ, GO Régia Estevam ALVES (UFG/Campus Jataí - E-mail: regiaestevam@gmail.com). Raquel Maria de OLIVEIRA (Profa.

Leia mais

AULAS DE RECUPERAÇÃO FINAL 7º ANO: AULAS 6, 7, 20, 27, 34 e 35,36 e 37 E 53.

AULAS DE RECUPERAÇÃO FINAL 7º ANO: AULAS 6, 7, 20, 27, 34 e 35,36 e 37 E 53. AULAS DE RECUPERAÇÃO FINAL 7º ANO: AULAS 6, 7, 20, 27, 34 e 35,36 e 37 E 53. AULAS 6 e 7: O RELEVO BRASILEIRO PLANALTOS BRASILEIROS: Muito desgastados, antigos, conhecidos também como cinturões orogênicos

Leia mais

EVOLUÇÃO DO TRANSPORTE DE SEDIMENTOS DO RIO PARAGUAI SUPERIOR EVOLUÇÃO DO TRANSPORTE DE SEDIMENTOS DO RIO PARAGUAI SUPERIOR

EVOLUÇÃO DO TRANSPORTE DE SEDIMENTOS DO RIO PARAGUAI SUPERIOR EVOLUÇÃO DO TRANSPORTE DE SEDIMENTOS DO RIO PARAGUAI SUPERIOR EVOLUÇÃO DO TRANSPORTE DE SEDIMENTOS DO RIO PARAGUAI Grizio-orita, E.V. 1 ; Souza Filho, E.E. 2 ; 1 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA Email:edineia_grizio@hotmail.com; 2 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ

Leia mais

CLASSIFICAÇÃO HEMERÓBICA DAS UNIDADES DE PAISAGEM DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO CARÁ-CARÁ, PONTA GROSSA PR

CLASSIFICAÇÃO HEMERÓBICA DAS UNIDADES DE PAISAGEM DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO CARÁ-CARÁ, PONTA GROSSA PR V EPCC Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 23 a 26 de outubro de 2007 CLASSIFICAÇÃO HEMERÓBICA DAS UNIDADES DE PAISAGEM DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO CARÁ-CARÁ, PONTA GROSSA PR Andreza

Leia mais

Universidade Federal do Paraná

Universidade Federal do Paraná * Universidade Federal do Paraná * *O que são Biomas? *Bioma é uma unidade biológica ou espaço geográfico caracterizado de acordo com o macroclima, a fitofisionomia (aspecto da vegetação de um lugar),

Leia mais

Complexo regional do Nordeste

Complexo regional do Nordeste Antônio Cruz/ Abr Luiz C. Ribeiro/ Shutterstock gary yim/ Shutterstock Valter Campanato/ ABr Complexo regional do Nordeste Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, MA. Sertão de Pai Pedro, MG. O norte

Leia mais

A HIDROSFERA. Colégio Senhora de Fátima. Disciplina: Geografia 6 ano Profª Jenifer Tortato

A HIDROSFERA. Colégio Senhora de Fátima. Disciplina: Geografia 6 ano Profª Jenifer Tortato A HIDROSFERA Colégio Senhora de Fátima. Disciplina: Geografia 6 ano Profª Jenifer Tortato A HIDROSFERA A água é o mais abundante solvente natural que atua no sentido de desagregar, ou seja, fragmentar

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE JUINA E S T A D O D E M A T O G R O S S O P O D E R E X E C U T I V O

PREFEITURA MUNICIPAL DE JUINA E S T A D O D E M A T O G R O S S O P O D E R E X E C U T I V O LEI N.º 1.453/2013. SÚMULA: Autoriza o Poder Executivo Municipal a promover a Concessão de Direto Real de Uso em favor da Colônia Z-20 de Pescadores de Juína, da área urbana que menciona, e dá outras Providências.

Leia mais

Os Domínios Morfoclimáticos do Brasil

Os Domínios Morfoclimáticos do Brasil Os Domínios Morfoclimáticos do Brasil A classificação morfoclimática reúne grandes combinações de fatos geomorfológicos, climáticas, hidrológicos, pedológicos e botânicos que por sua relativa homogeinidade,

Leia mais

Brasil: Natureza e Sociedade

Brasil: Natureza e Sociedade Brasil: Natureza e Sociedade O Ambiente Natural Devido ao seu tamanho, o Brasil pode ser considerado um continente ou ainda um país com dimensões continentais. É o quinto maior país do mundo em extensão,

Leia mais

Praticando seus conhecimentos sobre desertificação

Praticando seus conhecimentos sobre desertificação Praticando seus conhecimentos sobre desertificação O fenômeno de desertificação pode ocorrer através de um processo natural ou pela ação humana. O manejo inadequado do solo para agricultura, atividades

Leia mais

MATERIAL DE APOIO PROFESSOR

MATERIAL DE APOIO PROFESSOR CURSO INTENSIVO III Disciplina: Direito Ambiental Prof. Fabiano Melo Data: 09.12.2009 Aula nº 06 MATERIAL DE APOIO PROFESSOR Lei 4771/65 Art. 2 Consideram-se de preservação permanente, pelo só efeito desta

Leia mais

Biomas Brasileiros I. Floresta Amazônica Caatinga Cerrado. Mata Atlântica Pantanal Campos Sulinos ou Pampas Gaúchos

Biomas Brasileiros I. Floresta Amazônica Caatinga Cerrado. Mata Atlântica Pantanal Campos Sulinos ou Pampas Gaúchos Biomas Brasileiros I Floresta Amazônica Caatinga Cerrado Mata Atlântica Pantanal Campos Sulinos ou Pampas Gaúchos Floresta Amazônica Localizada na região norte e parte das regiões centro-oeste e nordeste;

Leia mais

SIMPÓSIO POLO GESSEIRO DO ARARIPE: POTENCIALIDADES, PROBLEMAS E SOLUÇÕES. Recife 12 a 14 de agosto de 2014 Salão Nobre da UFRPE

SIMPÓSIO POLO GESSEIRO DO ARARIPE: POTENCIALIDADES, PROBLEMAS E SOLUÇÕES. Recife 12 a 14 de agosto de 2014 Salão Nobre da UFRPE SIMPÓSIO POLO GESSEIRO DO ARARIPE: POTENCIALIDADES, PROBLEMAS E SOLUÇÕES Recife 12 a 14 de agosto de 2014 Salão Nobre da UFRPE O Território do Sertão do Araripe é formado por 10 municípios: Araripina,

Leia mais

COLÉGIO MARISTA - PATOS DE MINAS 2º ANO DO ENSINO MÉDIO - 2013 Professor : Bruno Matias Telles 1ª RECUPERAÇÃO AUTÔNOMA ROTEIRO DE ESTUDO - QUESTÕES

COLÉGIO MARISTA - PATOS DE MINAS 2º ANO DO ENSINO MÉDIO - 2013 Professor : Bruno Matias Telles 1ª RECUPERAÇÃO AUTÔNOMA ROTEIRO DE ESTUDO - QUESTÕES COLÉGIO MARISTA - PATOS DE MINAS 2º ANO DO ENSINO MÉDIO - 2013 Professor : Bruno Matias Telles 1ª RECUPERAÇÃO AUTÔNOMA ROTEIRO DE ESTUDO - QUESTÕES Estudante: Turma: Data: / / QUESTÃO 1 Analise o mapa

Leia mais

Mesquita, M. 1 ; Silva Neto, J.C.A. 2 ; Aleixo, N.C.R. 3 ; Email:natachaaleixo@yahoo.com.br;

Mesquita, M. 1 ; Silva Neto, J.C.A. 2 ; Aleixo, N.C.R. 3 ; Email:natachaaleixo@yahoo.com.br; SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA APLICADAS À ANÁLISE DA Mesquita, M. 1 ; Silva Neto, J.C.A. 2 ; Aleixo, N.C.R. 3 ; 1 UEA Email:nsacj@hotmail.com; 2 UEA Email:joaokandido@yahoo.com.br; 3 UEA Email:natachaaleixo@yahoo.com.br;

Leia mais

DEGRADAÇÃO AMBIENTAL DOS SOLOS: MANEJOS DIFERENTES EM BIOMA DE MATA ATLÂNTICA NA REGIÃO SERRANA/RJ*

DEGRADAÇÃO AMBIENTAL DOS SOLOS: MANEJOS DIFERENTES EM BIOMA DE MATA ATLÂNTICA NA REGIÃO SERRANA/RJ* DEGRADAÇÃO AMBIENTAL DOS SOLOS: MANEJOS DIFERENTES EM BIOMA DE MATA ATLÂNTICA NA REGIÃO SERRANA/RJ* LIMA, L. G. 1, BARROS, A L. R. de 2. VIDAL, D. P. 3, BERTOLINO, A V. F. A 4, BERTOLINO, L. C. 4 1 Graduando/

Leia mais

CONFLITO DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO EM APPs DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIBEIRÃO ESTRELA DO NORTE- ES

CONFLITO DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO EM APPs DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIBEIRÃO ESTRELA DO NORTE- ES CONFLITO DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO EM APPs DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIBEIRÃO ESTRELA DO NORTE- ES Franciane L. R. O. Louzada 1, Alexandre R. Santos 2 1 UFES/Departamento Engenharia Florestal, Programa

Leia mais

Clima e Formação Vegetal. O clima e seus fatores interferentes

Clima e Formação Vegetal. O clima e seus fatores interferentes Clima e Formação Vegetal O clima e seus fatores interferentes O aquecimento desigual da Terra A Circulação atmosférica global (transferência de calor, por ventos, entre as diferentes zonas térmicas do

Leia mais

IMPACTOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NO LITORAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: EFEITOS DA ELEVAÇÃO DO NÍVEL DO MAR

IMPACTOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NO LITORAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: EFEITOS DA ELEVAÇÃO DO NÍVEL DO MAR IMPACTOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NO LITORAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: EFEITOS DA ELEVAÇÃO DO NÍVEL DO MAR Celia Regina de Gouveia Souza Pesquisadora Científica - Instituto Geológico-SMA/SP Profa. Colaboradora

Leia mais

Climas e Formações Vegetais no Mundo. Capítulo 8

Climas e Formações Vegetais no Mundo. Capítulo 8 Climas e Formações Vegetais no Mundo Capítulo 8 Formações Vegetais Desenvolvem-se de acordo com o tipo de clima, relevo, e solo do local onde se situam.de todos estes, o clima é o que mais se destaca.

Leia mais

Figura 2.1. Baía de Todos os Santos (Grupo de Recomposição Ambiental/ Gérmen).

Figura 2.1. Baía de Todos os Santos (Grupo de Recomposição Ambiental/ Gérmen). 18 2 Área de Estudo A Baía de Todos os Santos (BTS) (figura 2.1), localizada no estado da Bahia, considerada como área núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica é a maior Baía do Brasil, com cerca

Leia mais

GEOGRAFIA - 1 o ANO MÓDULO 23 O CERRADO

GEOGRAFIA - 1 o ANO MÓDULO 23 O CERRADO GEOGRAFIA - 1 o ANO MÓDULO 23 O CERRADO Como pode cair no enem? (UNESP) Leia. Imagens de satélite comprovam aumento da cobertura florestal no Paraná O constante monitoramento nas áreas em recuperação do

Leia mais

O MEIO AMBIENTE E A AGROPECUÁRIA BRASILEIRA. Restrições x Oportunidades

O MEIO AMBIENTE E A AGROPECUÁRIA BRASILEIRA. Restrições x Oportunidades O MEIO AMBIENTE E A AGROPECUÁRIA BRASILEIRA Restrições x Oportunidades Secretaria de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável SDS Dr. Gilney Amorim Viana ASPECTOS REGULATÓRIOS RELEVANTES Código Florestal:

Leia mais

Município de Colíder MT

Município de Colíder MT Diagnóstico da Cobertura e Uso do Solo e das Áreas de Preservação Permanente Município de Colíder MT Paula Bernasconi Ricardo Abad Laurent Micol Julho de 2008 Introdução O município de Colíder está localizado

Leia mais

CLASSIFICAÇÃO DA APTIDÃO AGRÍCOLA

CLASSIFICAÇÃO DA APTIDÃO AGRÍCOLA 3 CASSIICAÇÃO DA APTIDÃO AGRÍCOA O enquadramento das terras em classes de aptidão resulta da interação de suas condições agrícolas, do nível de manejo considerado e das exigências dos diversos tipos de

Leia mais

Erosão e Voçorocas. Curso: Arquitetura e Urbanismo Disciplina: Estudos Ambientais Professor: João Paulo Nardin Tavares

Erosão e Voçorocas. Curso: Arquitetura e Urbanismo Disciplina: Estudos Ambientais Professor: João Paulo Nardin Tavares Erosão e Voçorocas Curso: Arquitetura e Urbanismo Disciplina: Estudos Ambientais Professor: João Paulo Nardin Tavares O que é erosão? A erosão caracteriza-se pela abertura de enormes buracos no chão pela

Leia mais

10. Não raro, a temperatura no Rio de Janeiro cai bruscamente em função da chegada de "frentes" frias.

10. Não raro, a temperatura no Rio de Janeiro cai bruscamente em função da chegada de frentes frias. Nome: Nº: Turma: Geografia 1º ano Apoio Didático - Exercícios Silvia Jun/09 10. Não raro, a temperatura no Rio de Janeiro cai bruscamente em função da chegada de "frentes" frias. a) O que são "frentes"?

Leia mais

PLANEJAMENTO AMBIENTAL DOS RECURSOS HÍDRICOS NA BACIA DO RIBEIRÃO ANHUMAS, MUNICÍPIO DE ANHUMAS SP.

PLANEJAMENTO AMBIENTAL DOS RECURSOS HÍDRICOS NA BACIA DO RIBEIRÃO ANHUMAS, MUNICÍPIO DE ANHUMAS SP. 213 PLANEJAMENTO AMBIENTAL DOS RECURSOS HÍDRICOS NA BACIA DO RIBEIRÃO ANHUMAS, MUNICÍPIO DE ANHUMAS SP. Bruno Magro Rodrigues 1, Ana Paula de Lima Costa 1, Marcos Norberto Boin 2. 1 Discente do curso de

Leia mais

O MATOPIBA e o desenvolvimento "destrutivista" do Cerrado

O MATOPIBA e o desenvolvimento destrutivista do Cerrado O MATOPIBA e o desenvolvimento "destrutivista" do Cerrado Paulo Rogerio Gonçalves* No dia seis de maio de 2015 o decreto n. 8447 cria o Plano de Desenvolvimento Agropecuário do Matopiba e seu comitê gestor.

Leia mais

COMPARTIMENTAÇÃO MORFOPEDOLÓGICA E AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS DA BACIA DO CÓRREGO AMIANTO, MINAÇU GO

COMPARTIMENTAÇÃO MORFOPEDOLÓGICA E AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS DA BACIA DO CÓRREGO AMIANTO, MINAÇU GO COMPARTIMENTAÇÃO MORFOPEDOLÓGICA E AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS DA BACIA DO CÓRREGO AMIANTO, MINAÇU GO Uhênia Caetano PEREIRA Universidade Federal de Goiás (uhenea@hotmail.com) Cláudia Valéria LIMA

Leia mais

Brasil e suas Organizações políticas e administrativas. Brasil Atual 27 unidades político-administrativas 26 estados e distrito federal

Brasil e suas Organizações políticas e administrativas. Brasil Atual 27 unidades político-administrativas 26 estados e distrito federal Brasil e suas Organizações políticas e administrativas GEOGRAFIA Em 1938 Getúlio Vargas almejando conhecer o território brasileiro e dados referentes a população deste país funda o IBGE ( Instituto Brasileiro

Leia mais

O emprego do Geoprocessamento na Análise Espacial da Bacia Hidrográfica do Córrego Guariroba, Campo Grande MS

O emprego do Geoprocessamento na Análise Espacial da Bacia Hidrográfica do Córrego Guariroba, Campo Grande MS O emprego do Geoprocessamento na Análise Espacial da Bacia Hidrográfica do Córrego Guariroba, Campo Grande MS Raony Moreira Gomes Yamaciro Geógrafo raony.shiro@gmail.com Abstract. The present study aimed

Leia mais

Formação das Rochas. 2.Rochas sedimentares: formadas pela deposição de detritos de outras rochas,

Formação das Rochas. 2.Rochas sedimentares: formadas pela deposição de detritos de outras rochas, Relevo Brasileiro 1.Rochas magmáticas ou ígneas, formadas pela solidificação do magma.podem ser intrusivas formadas dentro da crosta terrestre ou extrusivas na superfície. Formação das Rochas 2.Rochas

Leia mais

Marciel Lohmann (Autor) Luciane Strassbuger (Co-autora) Patricia Nascimento Móta (Co-autora) Roberto Cassol (Orientador) UFSM Santa Maria, RS.

Marciel Lohmann (Autor) Luciane Strassbuger (Co-autora) Patricia Nascimento Móta (Co-autora) Roberto Cassol (Orientador) UFSM Santa Maria, RS. !"$#% &' ()*+, -. /) /'0 1,2 ')3+0 /(' 45 06 ' 7 0 ' /(- /) 8 '( )* 9:; Marciel Lohmann (Autor) Luciane Strassbuger (Co-autora) Patricia Nascimento Móta (Co-autora) Roberto Cassol (Orientador) UFSM Santa

Leia mais

AS FORMAÇÕES VEGETAIS DO GLOBO E DO BRASIL

AS FORMAÇÕES VEGETAIS DO GLOBO E DO BRASIL AS FORMAÇÕES VEGETAIS DO GLOBO E DO BRASIL AS FORMAÇÕES VEGETAIS DO GLOBO Formações vegetais do globo AS FORMAÇÕES VEGETAIS DO GLOBO As Grandes Formações Vegetais da Superfície da Terra Tundra Vegetação

Leia mais

Ação 14- Indicação de Áreas Protegidas para Criação de Unidades de Conservação (incluindo nascentes e trechos de cursos de água com Classe Especial)

Ação 14- Indicação de Áreas Protegidas para Criação de Unidades de Conservação (incluindo nascentes e trechos de cursos de água com Classe Especial) 180 SUB-PROGRAMA 7 USO DO SOLO Áreas Protegidas Este Sub-Programa contempla uma única ação, que trata da Indicação de Áreas Protegidas para Criação de Unidades de Conservação (incluindo nascentes e trechos

Leia mais

Cap. 26 De norte a sul, de leste a oeste: os biomas brasileiros. Sistema de Ensino CNEC Equipe de Biologia. Bioma

Cap. 26 De norte a sul, de leste a oeste: os biomas brasileiros. Sistema de Ensino CNEC Equipe de Biologia. Bioma Cap. 26 De norte a sul, de leste a oeste: os biomas brasileiros Sistema de Ensino CNEC Equipe de Biologia Bioma Conjunto de vida, vegetal e animal, constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação, condições

Leia mais

Nosso Território: Ecossistemas

Nosso Território: Ecossistemas Nosso Território: Ecossistemas - O Brasil no Mundo - Divisão Territorial - Relevo e Clima - Fauna e Flora - Ecossistemas - Recursos Minerais Um ecossistema é um conjunto de regiões com características

Leia mais

ESTUDO DE EROSÃO DOS SOLOS NA ÁREA DO MÉDIO ALTO CURSO DO RIO GRANDE, REGIÃO SERRANA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

ESTUDO DE EROSÃO DOS SOLOS NA ÁREA DO MÉDIO ALTO CURSO DO RIO GRANDE, REGIÃO SERRANA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ESTUDO DE EROSÃO DOS SOLOS NA ÁREA DO MÉDIO ALTO CURSO DO Calderano Filho, B. 1 ; Carvalho Júnior, W. 2 ; Calderano, S.B. 3 ; Guerra, A.J.T. 4 ; Polivanov, H. 5 ; 1 EMBRAPA_CNPS Email:bccalder@gmail.com;

Leia mais