CURSO DE CAPACITAÇÃO EM MANEJO ECOLÓGICO DE SOLOS

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1 CURSO DE CAPACITAÇÃO EM MANEJO ECOLÓGICO DE SOLOS

2 Paulo Sérgio Rabello de Oliveira Docente no Centro de Ciências Agrárias Marechal Cândido Rondon/PR

3 Tópicos Capacidade de uso das terras Conceitos básicos e importância Hierarquia da classificação Vantagens e desvantagens Algumas ilustrações Práticas conservacionistas Conceitos Importância da união entre elas

4 Fonte:

5 Fonte:

6 Fonte:

7 O uso racional, economicamente viável e ambientalmente sustentável do solo exige um conhecimento prévio em relação as suas principais características, potencialidades e limitações Levantamento e Classificação dos Solos Levantamento Utilitário do Meio Físico Aptidão Agrícola Capacidade de uso

8 Fonte:

9 Limitações e Potencialidades Distintas Capacidade de Uso Diferentes Planejamento Conservacionista

10 Fonte:

11 O uso adequado da terra é o primeiro passo para uma produção sustentável Deve-se trabalhar cada parcela de terra de acordo com sua capacidade de sustentação da produtividade econômica, de forma que os recursos naturais utilizados pelo homem, sejam preservados para as gerações futuras, Fonte: Lepsch, 1991

12 A capacidade de uso das terras é uma classificação técnica e interpretativa baseada no conhecimento das potencialidades e limitações das terras, considerando em especial a suscetibilidade à erosão e informando as melhores alternativas de uso das terras Fonte: - Hélio do Prado

13 HIERARQUIA DO SISTEMA GRUPOS DE CAPACIDADE DE USO A, B, C (tipos de intensidade de uso) CLASSES DE CAPACIDADE DE USO I AO VIII (grau de limitações) SUBCLASSES DE CAPACIDADE DE USO e, s, a, c (natureza da limitação) UNIDADES DE CAPACIDADE DE USO 1 A 10 (condições específicas) Fonte: Bellinazzi Júnior et al. 1983

14 GRUPOS DE CAPACIDADE DE USO (Intensidade de uso) GRUPO A: terras cultiváveis ou próprias para culturas, pastagens e florestas GRUPO B: terras impróprias para culturas mas próprias para pastagem e florestas GRUPO C: terras impróprias para vegetação economicamente produtiva Fonte: Bellinazzi Júnior et al. 1983

15 CLASSES DE CAPACIDADE DE USO (Grau de limitação) GRUPO A: terras cultiváveis ou próprias para culturas, pastagens e florestas CLASSES I, II, III, IV GRUPO B: terras impróprias para culturas mas próprias para pastagem e florestas CLASSES V, VI, VII GRUPO C: terras impróprias para vegetação economicamente produtiva CLASSE VIII Fonte: Bellinazzi Júnior et al. 1983

16 GRUPO A (Classes I, II, III, IV) I: Terras passíveis de cultivos intensivos e sem problemas especiais de conservação e/ou limitações químicas. (verde claro) II: Terras com pequenas limitações, com problemas simples de conservação e de correções. (amarelo) III: Terras com limitações tais que reduzem a escolha dos cultivos e/ou necessitam de práticas complexas de conservação e de correções químicas (vermelho). IV: Terras com limitações severas para cultivos intensivos, uso com lavouras anuais (ocasionalmente) e própria para cultivos perenes protetores do solo (azul). Fonte: Bellinazzi Júnior et al. 1983

17 GRUPO B (Classes V, VI, VII) V: Terras sem práticas especiais de conservação, mas com outras limitações porque possuem risco de inundação frequente. Pastagens e reflorestamento são seus principais usos (após a drenagem) (verde escuro). VI: Terras com limitações tão severas quanto a degradação que são impróprias para culturas anuais, por isso pastagens e reflorestamento são os usos recomendados (alaranjado). VII: Terras com sérias limitações, com problemas complexos de conservação de solos e impróprias para culturas anuais. Pastagens e reflorestamentos são os usos obrigatórios (???) (marrom). Fonte: Bellinazzi Júnior et al. 1983

18 Grupo C: (Classe VIII) VIII: Terras impróprias para lavouras (anuais ou perenes), pastagens e reflorestamento. Exploração agrícola inviável. Reserva para a fauna e flora. Ecoturismo. Fonte: Bellinazzi Júnior et al. 1983

19 Fonte: Rampim et al. (2012)

20 SUBCLASSES DE CAPACIDADE (Natureza da limitação) qualificar a natureza da limitação designada por letras minúsculas quatro naturezas distintas e = limitações relacionadas ao processo erosivo s = limitações relativas ao solo a = limitações pela dinâmica da água c = limitações climáticas Fonte: Bellinazzi Júnior et al. 1983

21 Fonte: Hélio do Prado

22 UNIDADES DE CAPACIDADE (Condições específicas) identificado com números arábicos e = 1 a 10 s = 1 a 11 a = 1 a 4 c = 1 a 5 Fonte: Bellinazzi Júnior et al. 1983

23 A I A IV e-3 s-5 Fonte: Helio do Prado Bellinazzi Júnior et al. 1983

24 Vantagens: Número reduzido de divisões (fácil entendimento); O sistema é versátil pois pode ser modificado para adequar-se as condições locais; É uma forma útil de relacionar informações ambientais, de solo e tecnológicas para atividade agrícola; Os resultados da classificação podem ser facilmente demonstrados em mapas (classes de capacidade); Ajuda a encorajar a conservação do solo, pois evidencia os efeitos adversos do mal uso dos solos. Fonte: McRae e Burnham, 1981

25 Desvantagens: As interações entre fatores limitantes são difíceis de serem consideradas; Não há indicação da capacidade de uso para um cultivo específico; É um sistema negativo, enfatizando mais as limitações do que o potencial positivo das terras; Pode ser difícil determinar a capacidade de uso das terras quando há falta de informações sobre os solos. Fonte: McRae e Burnham, 1981

26 A, B, C: Grupo IV, V, VIII: Classe e, s, a: Subclasse 2,5,6,8,10: Unidade B V e-256 s-2 e-2: declive longo e-5: erosão em sulco e-6: erosão voçoroca e-8: depósito erosão e-10: horizonte A arenoso s-2: textura arenosa em todo o perfil a-4: deficiência de oxigênio no solo C VIII e-8 a-4 A IV e-10 s-2 A IV e-10 s-2

27 A, B, C: Grupo II, IV, VII, VIII: Classe c, e, s, c: Subclasse 1,2,3,9: Unidade a1: lençol freático elevado c2: geada e1: declive acentuado e9: baixa permeabilidade s1: pouca profundidade s3: pedregosidade

28 Grupo A Classe III Subclasse e Unidade 2 A III e-2

29 B VII s-1 3

30 A I B VI a-1 A II e-1

31 A IV e-1 B V a-1 A II e-2

32 PRÁTICAS CONSERVACIONISTAS Conjunto de técnicas e ações Manter ou proteger o solo da degradação Características Físicas Químicas Biológicas Base para a definição de critérios Uso e manejo (solo e água) Sustentabilidade

33 USO E MANEJO Capacidade de uso do solo Aptidão agrícola ASSOCIAÇÃO DE TÉCNICAS (manejo) Sistemas de preparo Cultura da cobertura e cobertura morta Manejo de resíduos vegetais Adubação química e orgânica Implantação e manutenção dos terraços Sistemas integrados de produção

34 Fonte: Arquivo pessoal USO E MANEJO DO SOLO PREDATÓRIO CONSERVACIONISTA Fonte: Google imagens (palavra chave: manejo conservacionista)

35 PRÁTICAS CONSERVACIONISTAS VEGETATIVAS EDÁFICAS MECÂNICAS

36 Fonte: Google imagens: Palavra chave (práticas conservacionistas)

37 Fonte: Iapar (fotos) Nabo Forrageiro IPR Ervilhaca

38 Fonte: Caviglione et al. 2010

39 Fonte: Caviglione et al. 2010

40 Conclusões Fonte: Caviglione et al. 2010

41 Bibliografia consultada ALVARENGA, M.I.N.; PAULA, M.B. de Planejamento conservacionista em microbacias. In: INFORME AGROPECUÁRIO, Epamig: Belo Horizonte, 2000, Belo Horizonte, p BELLINAZZI JÚNIOR, R. et al. Manual para levantamento utilitário do meio físico e classificação de terras no sistema de capacidade de uso. Campinas, 1983, 175p. BERTONI, J; LOMBARDI NETO, F. Conservação do solo. São Paulo: Ícone, p. CAVIGLIONE, J.H. et al. Espaçamento entre terraços em plantio direto. Londrina: IAPAR, p. (Boletim técnico, 71). LEITE, L.F.C.; MACIEL, G.A.; ARAÚJO, A.S.F. de Agricultura conservacionista no Brasil. Brasília, Embrapa, p. LEMOS, R.C.; SANTOS, R.D. Manual de descrição e coleta de solo no campo. Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, Campinas, p. LEPSCH, I.F. Formação e conservação dos solos. São Paulo, p. PENTEADO, S.R. Adubos verdes e produção de biomassa: como fazer a melhoria e recuperação dos solos. Campinas, p. RAMPIM, L.; TAVARES FILHO, J.; BEHLAU, F. ; ROMANO, D. Determinação da capacidade de uso do solo visando o manejo sustentável para uma média propriedade em Londrina-PR. Bioscience Journal, v. 28, p , RESENDE, M.; CURI, N.; REZENDE, S.B.; CORRÊA, G.F. Pedologia: base para distinção de ambientes. Lavras: Edit. UFLA, p.

42 Sites consultados (web e imagens)

43 OBRIGADO PELO SEU TEMPO Prof. Paulo Sérgio Rabello de Oliveira (45)

Professora Dra. da Universidade Estadual de Maringá (UEM), campus regional de Umuarama; e-mail: vanilde@yahoo.com

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