MINUTA DE REGIMENTO INTERNO DA V CONFERÊNCIA MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

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1 MINUTA DE REGIMENTO INTERNO DA V CONFERÊNCIA MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE CAPÍTULO I DO OBJETIVO, TEMÁRIO Art. 1º A V Conferência Regional dos Direitos da Criança e do Adolescente será presidida pelo(a) Presidente(a) da Comissão Organizadora da Conferência e Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente COMDICA e realizada dia 23 de abril de Art. 2º A V Conferência Regional dos Direitos da Criança e do Adolescente foi convocada por meio da resolução n. 001, de 23 de março de 2015, assinada, conjuntamente, pelo(a) Prefeito(a) e pelo(a) Presidente(a) do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, em cumprimento ao disposto na Lei municipal 595/99. Art. 3º A V Conferência Regional dos Direitos da Criança e Adolescente constitui-se em instância que tem por atribuição a avaliação da política da rede de proteção e a definição de diretrizes para o aprimoramento das políticas públicas dos direitos das crianças e adolescentes e fortalecimentos dos conselhos de direitos. Art. 4º A V Conferência Regional tem por objetivo analisar, propor e deliberar com base na avaliação local, as diretrizes para gestão e ações práticas para o Estado e a União garantirem a implementação da Política e Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, a partir do fortalecimento dos Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente, reconhecendo a corresponsabilidade de cada ente federado, e eleger Delegados(as) para IX Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente. Art. 5º A V Conferência Regional tem como tema central: "Política e Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes Fortalecendo os Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente e como eixos e diretrizes específicas: I - EIXO 1: PROMOÇÃO DOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES Diretrizes específicas: 01) Promoção da cultura do respeito e da garantia dos direitos humanos de crianças e adolescentes no âmbito da família, da sociedade e do Estado, considerada as

2 condições de pessoas com deficiência e as diversidades de gênero, orientação sexual, cultural, étnico-racial, religiosa, geracional, territorial, de nacionalidade e de opção política; 02) Universalização do acesso a políticas públicas de qualidade que garantam os direitos humanos de crianças e adolescentes e suas famílias e contemplem a superação das desigualdades, afirmação da diversidade com promoção da equidade e inclusão social; II - EIXO 2: PROTEÇÃO E DEFESA DOS DIREITOS Diretrizes específicas: 03) Proteção especial a crianças e adolescentes com seus direitos ameaçados ou violados, consideradas as condições de pessoas com deficiência e as diversidades de gênero, orientação sexual, cultural, étnico-racial, religiosa, geracional, territorial, de nacionalidade e de opção política; 04) Universalização e fortalecimento dos conselhos tutelares, objetivando a sua atuação qualificada; 05) Universalização, em igualdade de condições, do acesso de crianças e adolescentes aos sistemas de justiça e segurança pública para a efetivação dos seus direitos; III - EIXO 3: PROTAGONISMO E PARTICIPAÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES Diretrizes específicas: 06) Fomento de estratégias e mecanismos que facilitem a participação organizada e a expressão livre de crianças e adolescentes, em especial sobre os assuntos a eles relacionados, considerando sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento, deficiência e as diversidades de gênero, orientação sexual, cultural, étnico-racial, religiosa, geracional, territorial, de nacionalidade e de opção política; IV - EIXO 4: CONTROLE SOCIAL DA EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS Diretrizes específicas: 07) Fortalecimentos de espaços democráticos de participação e controle social, priorizando os conselhos de direitos de crianças e adolescentes e assegurando seu caráter paritário, deliberativo, controlador e a natureza vinculante de suas decisões;

3 V - EIXO 5: GESTÃO DA POLÍTICA NACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES Diretrizes específicas: 08) Fomento e aprimoramento de estratégias de gestão da Política Nacional dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes fundamentadas nos princípios da indivisibilidade dos direitos, descentralização, intersetorialidade, participação, continuidade e corresponsabilidade dos três níveis de governo; 09) Efetivação da prioridade absoluta no ciclo e na execução orçamentária das três esferas de governo para a política Nacional e Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, garantindo que não haja cortes orçamentários; 10) Qualificação permanente de profissionais para atuarem na rede de promoção, proteção e defesa dos direitos da criança e do adolescente; 11) Aperfeiçoamento de mecanismos e instrumentos de monitoramento e avaliação da Política e do Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, facilitado pela articulação de sistemas de informação; 12) Produção de conhecimentos sobre infância e a adolescência, aplicada ao processo de formulação de políticas públicas; 13) Cooperação internacional e relações multilaterais para implementação das normativas e acordos internacionais de promoção, proteção e defesa dos direitos da criança e adolescente. CAPÍTULO II DA ORGANIZAÇÃO Art. 6º A V Conferência Regional será presidida pelo Presidente da Comissão Organizadora dos COMDICAS e, como Presidente de Honra, o Prefeito Municipal de São José do Ouro, RS. Parágrafo único. Na ausência do Presidente, o Vice-Presidente da Comissão Organizadora assumirá a Presidência. Art. 7º A V Conferência regional contará com um momento de Abertura, Painéis, Plenária Temática, Debates e Plenária Final.

4 CAPÍTULO III DOS PARTICIPANTES Art. 8º Poderão se inscrever como participantes da V Conferência Regional pessoas ou instituições interessadas no aperfeiçoamento, implementação e consolidação da Política e do Plano Decenal dos direitos Humanos de Crianças e Adolescentes: I- conselho de direitos da criança e do adolescente; II- conselho tutelar; III- crianças e adolescentes; IV- representantes do poder judiciário; V- representantes do Ministério Público; VI- representantes da Defensoria Pública; VII- representantes da Segurança Pública; VIII- representantes de Instituições de Ensino; IX- representantes de órgãos estaduais ou municipais de políticas de atendimento de crianças e adolescentes; X- representantes de conselhos setoriais; XI- legisladores; XII- profissionais da educação com atuação direta com criança e adolescente; XIII- profissional de saúde com atuação direta com criança e adolescente; XIV- profissional de assistência social com atuação direita com criança e adolescente e XV- representantes de entidades de promoção, proteção ou defesa de direitos de crianças e adolescentes. Parágrafo único. São Delegados(as) Natos(as) conselheiros(as) titulares e suplentes do Conselho Municipal dos Direitos das Crianças e Adolescentes. CAPÍTULO IV DO CREDENCIAMENTO Art. 9º O credenciamento dos(as) participantes da V Conferência Regional será efetuado no dia 23 de abril de 2015, das 13 horas e 15 min. às 13 horas e 30 min. e tem como objetivo identificar os participantes e a condição de participação.

5 Art. 10 O crachá de Delegado(a) na conferência é o instrumento que dá o direito ao voto na Plenária Final, sendo este pessoal. Art.11 As excepcionalidades surgidas no credenciamento serão tratadas pela Comissão Organizadora. CAPÍTULO V DOS PAINÉIS E PALESTRAS Art. 12 Os painéis e palestras terão por finalidade promover o aprofundamento do debate dos 05 (cinco) eixos. Art. 13 Os painéis e/ou palestras contarão com expositor(es) para discorrer sobre o temário, que disporão de 60 minutos para sua apresentação, e mais 30 minutos serão destinados aos debates com a plenária. Art. 14 Cada painel e/ou palestra terá a colaboração de um(a) Coordenador(a) de Mesa, indicado(a) pela Comissão Organizadora, que ficará responsável por controlar o uso do tempo e organizar as perguntas formuladas pela plenária. Art. 15 A Comissão Organizadora indicará um(a) Relator(a) que ficará responsável, durante a exposição, pelo resumo escrito da fala do(s) expositor(es) sobre o tema. Art. 16 As intervenções dos(as) participantes poderão ser feitas oralmente ou apresentadas por escrito e encaminhadas a(o) Coordenador(a) da Mesa. Parágrafo único. O tempo de cada intervenção será de 10 minutos. CAPITULO VI DAS PLENÁRIAS TEMÁTICAS Art. 17 As Plenárias Temáticas serão de caráter analítico e propositivo, onde serão apresentados os trabalhos realizados na fase pré-conferência (preparatória), que culminavam com o agrupamento e análise das deliberações da conferência.

6 Art. 18 As Plenárias Temáticas serão realizadas simultaneamente, em número de 5 (cinco) conforme definido na programação, no dia 23 de abril de 2015, no horário das 15 h às 15 h e 30 min., e contará com a participação de Delegados(as), Convidados (as) previamente distribuídos no momento do credenciamento. Art. 19 O documento contendo a análise de cada eixo, elaborado na fase pré-conferência, será discutido nas cinco plenárias temáticas, sendo uma para cada eixo: 1. Plenária Temática do Eixo 1: Promoção dos direitos de Crianças e Adolescentes; 2. Plenária Temática do Eixo 2: Proteção e Defesa dos Direitos; 3. Plenária Temática do Eixo 3: Protagonismo e Participação de Crianças e Adolescentes; 4. Plenária Temática do Eixo 4: Controle Social da Efetivação dos Direitos; 5. Plenária Temática do Eixo 5: Gestão da Política Nacional dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes. Art. 20 O produto das plenárias temáticas será encaminhado para a plenária final para discussão e deliberação sob a forma de propostas novas e recomendações da Conferência Regional. Art. 21 As propostas novas serão deliberadas para o próprio ente municipal, enquanto as recomendações serão para o ente Estadual e para a União. Parágrafo 1º. O debate das temáticas pode ser agrupado, em conformidade com a possibilidade da Conferência, desde que se garanta que o preenchimento do instrumental de registro será feito por eixo temático e não de forma única. Parágrafo 2º. Desta análise a conferência deverá avaliar, nas plenárias temáticas, as propostas novas que significam deliberações ainda não efetuadas nas conferências anteriores ou deliberações que podem ser atualizadas a partir das novas normativas ou outras fontes. Art. 22 Cada Plenária Temática contará com um(a) Coordenador(a) de Mesa, indicado(a) pela Comissão Organizadora, que ficará responsável por controlar o uso do tempo e organizar as perguntas formuladas pela plenária. Art. 23 A Comissão Organizadora indicará um(a) Relator(a) por eixo, que ficará responsável em auxiliar o CMAS no preenchimento de Instrumental próprio para Registro e Sistematização da Conferência Regional dos Direitos da Criança e do Adolescente, ao final da conferência.

7 Art. 24 As intervenções dos(as) participantes poderão ser feitas oralmente ou apresentadas por escrito e encaminhadas a(o) Coordenador(a) da Plenária Temática. Parágrafo único. O tempo de cada intervenção será de 10 minutos. CAPÍTULO VII DA PLENÁRIA FINAL Art. 25 A Plenária Final é o momento de discussão e deliberação. Art. 26 A Plenária final é constituída de Delegados (as) e Convidados (as). Terão direito a voto os (as) Delegados (as) devidamente credenciados (as) na V Conferência Regional e que estejam de posse do crachá de identificação. Aos demais participantes será garantido o direito a voz. Art. 27 Na Plenária Final serão definidas as propostas novas que significam deliberações ainda não efetuadas. As propostas novas serão feitas para o município, para o Estado e para a União. Art. 28 Constarão do instrumental próprio as propostas que obtiverem, no mínimo, a aprovação de metade mais um dos(as) participantes presentes na Plenária Final. Art. 29 O Produto da Conferência Regional será encaminhado para o Conselho Estadual em instrumento próprio contendo a análise qualitativa de cada eixo, relacionando as deliberações das propostas novas da Conferência Regional e as diretrizes para o Estado e para a União. CAPÍTULO VIII DAS SESSÕES PLENÁRIAS Art. 30 As Sessões Plenárias serão abertas a todos(as) participantes da V Conferência Regional, observando o disposto nos incisos I e II, do artigo 6º, deste Regimento. Art. 31 A Sessão Plenária Final terá caráter deliberativo com a finalidade de:

8 I. Analisar, recomendar e propor, com base na avaliação local, as diretrizes para a Política e o Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, reconhecendo a corresponsabilidade de cada ente federado; II. Eleger os Delegados(as) para participar da IX Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, conforme as recomendações do CONANDA e do CEDICA/RS. CAPÍTULO IX DA ELEIÇÃO DOS(AS) DELEGADOS(AS) Art. 32 Serão candidatos(as) a Delegados(as) para a IX Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, os participantes elencados nos incisos do artigo 6º deste Regimento. Parágrafo único. Os(as) candidatos(as) a Delegados(as) deverão apresentar documento de identificação pessoal. Art.33 A escolha dos(as) delegados(as) para a IX Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, entre participantes da V Conferência Municipal, será paritária na seguinte forma: I Somente poderá ser eleita delegada à IX Conferência Estadual pessoa presente na Conferência Regional; II Os Municípios devem garantir equivalência entre o número mínimo e máximo de delegados adultos e crianças e adolescentes, ou seja, um adolescente para cada dois adultos; III Na representação adulta haverá, necessariamente, no mínimo, um delegado do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Delegações que prevejam a participação de seis ou mais adultos, devem contemplar, no mínimo, dois representantes municipal do Conselho de Direitos, com paridade: um do governo e um da sociedade civil; IV Necessariamente, os Conselhos Tutelares serem contemplados na delegação de cada Município, escolhidos entre seus pares na própria conferência; V A partir da garantia da participação de uma criança/adolescente, um Conselheiro de Direito e um Conselheiro Tutelar, deve-se procurar garantir a participação de:

9 a) Integrante de fórum Municipal DCA; b) Profissional ligado ao atendimento à criança e adolescente das políticas setoriais de educação, saúde e assistência social; c) Profissional ligado à política setorial de segurança pública; d) Promotor de Justiça, Defensor Público, Juiz ou Legislador. VI Na escolha de delegado representante de criança/adolescente deve ser observado que o mesmo não complete 18 anos até a data da Conferência Nacional; VII Mesmo sendo a Conferência Regional a escolha de delegados será individualizada por Município participante. Parágrafo 1º. A escolha dos(as) Delegados(as) se dará em conformidade com o número de vagas destinadas ao município pelo Conselho Nacional e Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, previamente informada. Parágrafo 2º. Serão eleitos(as) suplentes de delegados(as) paritariamente. Art. 34 A relação dos Delegados eleitos e seus respectivos suplentes deverá ser enviada ao Conselho Estadual dos direitos da Criança e do Adolescente até o dia 12 de junho de Parágrafo único. Na impossibilidade do(a) Delegado(a) titular estar presente na conferência Estadual, o respectivo suplente será convocado para exercer a representação do município CAPÍTULO X DAS MOÇÕES Art. 35 As moções deverão ser apresentadas à Relatoria da V Conferência Regional, devidamente assinadas por 30 % de Delegados(as) presentes, até a instalação da Plenária Final. Parágrafo Único. As Moções podem ser de repúdio, indignação, apoio, congratulação ou recomendação. Art. 36 As moções serão apreciadas pela Plenária Final. Após a leitura de cada moção proceder-se-á a votação, sendo aprovadas as que obtiverem a maioria dos votos dos(as) Delegados(as).

10 CAPÍTULO XI DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 37 Aos participantes das Plenárias é assegurado o direito de levantar questões de ordem à Mesa Coordenadora, sempre que julgarem não estar sendo cumprido este Regimento. Parágrafo único. Em regime de votação, são vedados os levantamentos de questões de ordem. Art. 38 Serão conferidos Certificados a todos(as) participantes da V Conferência Municipal e aos Painelistas e Membros da Comissão Organizadora. Art. 39 Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão Organizadora e apresentados para votação da Plenária. Art. 40 Será divulgado pela Comissão Organizadora, após o término do credenciamento, o número de delegados e delegadas da V Conferência Regional aptos(as) a votar, bem como o número de convidados(as). Art. 41 O presente Regimento entrará em vigor após aprovação da plenária da V Conferência Regional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Cacique Doble, 23 de abril de Patrícia Tonial, Presidente Comissão Organizadora dos COMDICAS.

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