Os sofistas. A Iofistt'ca como fenômeno da histón"a da educação

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1 Os sofistas A Iofistt'ca como fenômeno da histón"a da educação Inicia-se no tempo de Sófocles um movimento espiritual de incalculâvel importância para a posteridade. Já tivemos que falar dele. É a origem da educação no sentido estrito da palavra: a paidéia. Foi com os sofistas que esta palavra, que no séc. IV e durante o helenismo e o império haveria de ampliar cada vez mais a sua importância e a amplitude do seu significado, pela primeira vez foi re ferida à mais alta arete humana e, a partir da "criação dos meninos" - em cujo simples sentido :a vemos em Ésquilo, pela primeira vez ( I ) - acaba por englobar o conjunto de todas as exigências ideais, físicas e espirituais, que formam a ka/okagathia, no sentido de uma formação espiritual consciente. No tempo de lsócrates e de Platão, está perfeitamente estabelecida esta nova e ampla concepção da idéia da educação. É certo que o conceito de arele esteve desde o início estreitamente vinculado à questão educativa. Com o desenvolvimento histórico, porém, o ideal da arete humana sofreu as mudanças da evolução do todo social e também nelas influlu. E o pensamento teve que orientar-se vigorosamente para a questão de saber qual o caminho que a educação teria de seguir para alcançar a arete. A,fundamental clareza com que se coloca esta questão, e sem a qual seria inconcebível o nascimento da idéia grega unitária da formação humana, pressupõe a gradual evolução que viemos seguindo desde a mais antiga concepção aristocrática da arete, até o ideal politico do homem vinculado a um Estad~jurídico. A forma de fun damentação e de transmissão da arete tinha de ser completamente distinta pará as classes nobres, para os camponeses de Hesíodo e para os cidadãos dapo/is, na medida em que para estes últimos existia algo daquele gênero. Pois bem, se excetuarmos Esparta, onde desde Tirteu se tinha estruturado uma forma peculiar de educação cívica, a agoge (que não tem nada de semelhante no resto da Grécia). não havia nem podia haver nenhuma forma de educação estatal comparável às que a Odisséia, Teógnis e Pindaro nos mostram; e as iniciativas privadas desenvolviam-se muito lentamente. A nova sociedade civil e urbana tinha uma grande desvantagem em relação à aristocracia, porque, embora possuísse um ideal de Homem e de cidadão e o julgasse, em princípio, muito superior ao da nobreza. carecia de um sistema consciente de educação para atingir aquele ideal. A educação profissional, hera ( I ) S~(e colllra T~bus. IS.

2 APOGEU E CRISE DO ESPIRlTO ATlcO dada do pai pelo filho que lhe seguia o ofício ou a indústria, não se podia comparar à educação total de espírito e de corpo do nobre xoj.bç xaya{tó;, baseada numa concepção total do Homem. Cedo se fez sentir a necessidade de uma nova educação capaz de satisfazer os ideais do homem da polis. Nisto, como em muitas outras coisas, o novo Estado não teve outro remédio senão imitar. Seguindo os passos da antiga nobreza, que mantinha rigidamente o princípio aristocrático da raça, tratou de realizar a nova areie., encarando como descendentes da estirpe âtica todos os cidadãos livres do Estado ateniense e tornando-os membros conscientes da sociedade estatal e obrigados a se colocarem a serviço do bem da comunidade. Era uma simples ampliação do conceito de comunidade de sangue, com a única diferença de que a vinculação a uma estirpe substituíra o antigo conceito aristocrático do Estado patriarcal. Não era possível pensar em outro fundamento. Por mais forte que fosse o sentimento da individualidade, era impossível conceber que a educação se fundamentasse em outra coisa que não a comunidade da estirpe e do Estado. O nascimento da paidéia grega é o exemplo e o modelo deste axioma capital de toda a educação humana. A sua finalidade era a superação dos privilégios da antiga educação para a qual a arele s6 era acessível aos que tinham sangue divino. O que não era difícil de alcançar, para o pensamento racional que ia prevalecendo. Só parecia haver um caminho para a consecução deste objetivo: a formação consciente do espírito, em cuja força ilimitada os novos tempos estavam inclinados a acreditar. Os motejos de Píndaro aos "que aprenderam" pouco podiam perturbá-ia. A arele política não podia nem devia depender da nobreza do sangue, se não se quisesse considerar um caminho falso_ a admissão da massa no Estado, a qual se afigurava já impossível de travar. E se a moderna Cidade Estado se apropriara da arele flsica da nobreza, por meio da instituição da ginástica, por que não seria possível alcançar, através de uma educação consciente pela via espiritual, as inegáveis qualidades diretivas, que eram património d~uela classe? O Estado do séc. V é assim o ponto de partida histórico necessário do grande movimento educativo que imprime o caráter a este século e ao seguinte, e no qual tem origem a idéia ocidental da cultura. Como os Gregos a viram, é integralmente político-pedagógica. Foi das necessidades mais profundas da vida do Estado que nasceu a idéia da educação, a qual reconheceu no saber a nova e poderosa força espiritual daquele tempo para a formação de homens, e a pôs a serviço dessa tarefa. Não tem importãncia para nós, agora, a apreciação da forma democrática da organização do Estado ático, da qual surgiu, no séc. V, este problema. Fosse como fosse, não há dúvida de que o ingresso da massa na atividade política, causa originária e característica da democracia, é um pressuposto histórico necessário para se colocarem conscientemente os problemas eternos que com tanta profundidade o pensamento grego se colocou naquela fase da sua evolução e legou à posteridade. Nos nossos dias brotaram de análogo desenvolvimento e foi s6 por ele que voltaram a ganhar atualidade. Problemas como os da educação política do Homem e da formação de minorias dirigentes, da liberdade e da autoridade, s6 neste grau da evolução espiritual podem surgir e só nele podem alcançar a sua plena urgência e importância para o destino. Nada têm a ver com uma forma primitiva da existência, a vida social formada por bandos e por estirpes,

3 OS SOFISTAS que desconhece qualquer individualização do espírito humano. Nenhum dos problemas nascidos da forma do séc. V restringe a sua importância à esfera da democracia da cidade grega. São os problemas do Estado apenas. Prova' disso é o pensamento dos grandes educadores e filósofos nascido daquela experiência ter conseguido prontas soluções, que transcendem ousadamente as fonnas existentes do Estado e cuja fecundidade é inesgotável para qualquer outra situação análoga. O caminho do movimento educacional, que agora passamos a considerar. parte da antiga cultura aristocrática e, depois de descrever um amplo círculo. volta de novo a ligar-se, em Piatão, Isócrates e Xenofonte, â velha tradição aristocrática e à sua idéia de arete, que adquirem vida nova sobre um fundamento muito mais espiritualizado. Mas, no início e em meados do séc. V, ainda este regresso está muito longe. Era preciso, antes de mais nada, romper com a estreiteza das velhas concepções: o seu preconceito mítico das prerrogativas de sangue. o qual já só se podia justificar onde se firmava na preeminência espiritual e na força moral, isto é, na aof.pía e na Ô1KalOaúV11. Xenófanes mostra o quanto a "força espiritual" e a política se enlaçavam vigorosamente já desde o inicio na idéia da arele e se baseavam na ordem e no bem-estar da comunidade estatal. Também em Heráclito, se bem que em sentido diverso, a lei se fundamentava no "saber", onde tinha origem; e o possuidor terrestre desta sabedoria divina aspirava a uma posição especial na polis ou com ela entrava em conflito. Sem dúvida, estes grandes exemplos manifestavam com a maior clareza o aparecimento do problema das relações Estado-espírito, pressuposto necessário â existência da sofística; tomam igualmente patente como a superação da velha nobreza do sangue e das suas aspirações por meio do espírito substitui o antigo por um novo problema. É o problema das' relações das grandes personalidades espirituais com a comunidade, problema que preocupou todos os pensadores até o fim da Cidade-Estado, sem que chegassem a entrar em acordo. No caso de Péricles, foi encontrada uma feliz solução para o indivíduo e para a sociedade. Talvez o aparecimento de grandes individualidades espirituais e o conflito da sua apurada consciência pessoal não tivessem dado origem a um movimento educacional tão poderoso como o da sofistica - que pela primeira vez estende a vastos círculos e dá publicidade total à exigência de uma arele baseada no!aber - se a própria comunidade não tivesse sentido já a necessidade de ampliar os horizontes citadinos pela educação espiri~ual do indivíduo. Esta necessidade fezse sentir mais desde a entrada de Atenas no mundo internacional, com a economia, o comércio e a política subseqüentes às guerras contra os Persas. Atenas ficou devendo a salvação a um só homem e à sua superioridade espiritual. Depois da vit6ria, não o pôde suportar muito tempo, já que o seu poder era incompatível com o antiquado conceito da "isonomia", e ele aparecia como um tirano dissimulado. Assim, por uma evolução lógica, chegou-se à convicção de que a manutenção da ordem democrática do Estado dependia cada vez mais da justa eleição da personalidade dirigente. Para a democracia, o problema dos problemas era ter de se reduzir. a si pr6pria ad absurdum, a partir do momento em que quis ser mais que uma forma rigorosa do poder político e se converteu no domínio real da massa sobre o Estado.

4 1J. APOGEU E CR1SE DO EspfRITO ATlCO Já desde o começo a finalidade do movimento educacional comandado pelos sofistas não era a educação do povo, mas a dos chefes. No fundo não era senão uma nova fonna da educação dos nobres. É certo que em nenhum outro lado tiveram todos, mesmo os simples cidadãos. tantas possibilidades de adquirir os fundamentos de uma cultura elementar, como em Atenas, embora o Estado não tivesse a escola na mão. Mas os sofistas dirigiam-se antes de mais nada a um es cal, e só a ele. Era a eles que acorriam os que desejavam formar-se para a política e tornar-se um dia dirigentes do Estado. Para satisfazer as exigências da época. não podiam tais homens limitar-se a cumprir, como Aristides, o antigo ideal politico da justiça, tal como se exigia de um cidadão qualquer. Não deviam limitarse a cumprir, mas tinham de criar as leis do Estado e, além da experiência que se adquire na prática da vida política. era-lhes indispensável uma intelecção universal da essência das coisas humanas. É certo que as qualidades fundamentais de um homem de Estado não se podem adquirir. São inatos o tato, a presença.de espírito e a previsão. qualidades que Tucídides exalta acima das outras em Temístocles (2). Pode-se, no entanto, desenvolver o dom de pronunciar discursos convincentes e oportunos. Já nos nobres gerontes; que formavam o conselho de Estado ela epopéia homérica', ele era a virtude própria dos senhores e manteve a sua posi, '.0 pelos séculos afora. Hesíodo vê nelas a força que as musas concedem ao rei e pt Q qual este pode orientar e forçar com suavidade as assembléias (J). A faculdade, çatória situa-se em plano idêntico ao da inspiração das musas aos poetas. Res. ie antes de mais nada na judiciosa aptidão para proferir palavras decisivas e bem fundamentadas. No Estado democrático, as assembléias públicas e a liberdade de palavra torna-ram indispensáveis os dotes oratórios e até os converteram em autêntico leme nas mãos do homem de Estado. A idade clássica chama de orador o político meramente retórico. A palavra não tinha o sentido puramente formal que mais tarde adquiriu, mas abrangia também o próprio conteúdo. Entendia-se sem mais que o conteúdo dos discursos era o Estado e os seus assuntos. Neste ponto, devia basear-se na eloqüência toda a educação política dos chefes, a qual se converteu necessariamente na formação do orador, se bem que a palavra grega logos tenha implícita uma imbricação muito superior do formal e do material. Sob esta luz, torna-se compreensível e ganha sentido o fato de ter surgido uma classe inteira de educadores que publicamente ofereceram, por dinheiro, o ensino da "virtude" - no sentido acima indicado. Esta falsa modernização do conceito grego de arele peca essencialmente por fazer surgir aos olhos do homem atual, como arrogância ingênua e sem sentido, a pretensào dos sofistas ou mestres da sabedoria, como os contemporâneos os chamavam e a si próprios eles se intitulavam. Este absurdo mal-entendido desfaz-se logo que Interpretamos a palavra arele no seu sentido evidente para a época clássica, isto é, no sentido de arete política, vista sobretudo como aptidão intelectual e oratória, o que nas novas condições do séc. Vera decisivo. É natural que encaremos os sofis (1) TucfDIDES. I, (.\ ) HESIODO, Tl!og.. %.

5 OS SOFISTAS m tas retrospectivamente pelo ponto de vista céptico de Platào. para quem o princípio de todo o conhecimento filosófico é a dúvida socrática sobre a possibilidade de ensinar a virtude. É. porém. historicamente incorreto e inibe toda a com preensào autêntica daquela importante época da história da educação humana sobrecarregá-la de problemas que aparecem apenas numa fase posterior da reflexão filosófica. 00 ponto de vista histórico. a sofística é um fenômeno tão importante como Sócrates ou Platão. Além disso não é possível concebê-los sem ela. O empenho em ensinar a arl!le política é a imediata expressão da mudança fundamental que se opera na essência do Estado. Tucídides descreveu com genial penetração a transformação enorme que o Estado ateniense sofreu quando do seu ingresso na grande política. A transição da estrutura estática do velho Estado para a forma dinâmica do imperialismo de Péricles levou todas as forças ao mais elevado grau de tensão e interpenetração. tanto no plano interno como no externo.,a racionalização da educação política nào passa de um caso particular da racionalização da vida inteira, que mais do que nunca se baseia na ação e no êxito. Isto não podia deixar de exercer influência na valoração das qualidades do Homem. O élico. que "se compreende por si próprio", cede involuntariamente o passo ao intelectual, que se situa em primeiro plano. O alto apreço do saber e da inteligência. que Xenófanes tinha introduzido e propugnado. cinqüenta anos antes, como um novo tipo de humanidade, tornou-se geral, principalmente na vida social e politica. É o tempo em que o ideal da arele do Homem recolhe em si todos os valores que a ética aristotélica reúne mais tarde como prerrogativas espirituais, ÔlaVOlltlKai apetaí, e que, com os valores éticos do Homem, procura jun tar numa unidade mais alta. Este problema porém. está muito distante ainda do tempo dos sofistas. Era a primeira vez que o aspecto intelectual do Homem se situava vigorosamente no centro. Foi daqui que brotou a tarefa educativa que os solistas buscaram resolver. Só assim se explica que tenham acreditado poder ensinar a arele. Neste sentido, os seus pressupostos pedagógicos eram tão justos como a dúvida racional de Sócrates. Na realidade. referiam-se a algo fundamentalmente distinto. O objetivo da educação sofista. a formação do espírito. encerra uma extraordinária multiplicidade de processos e de métodos. No entanto. podemos en carar esta diversidade pelo ponto de vista unitário da formação do espírito. Basta para tanto que nos figuremos o conceito de espírito na multiplicidade dos seus aspectos possíveis. Por um lado. o espírito é o órgão através do qual o Homem aprende o mundo das coisas e se refere a ele. Porém, se abstrairmos de qualquer conteúdo objetivo (e esta é uma nova faceta do espírito, naquele tempo). também o espírito não é vazio. mas revela pela primeira vez a sua própria estrutura interna. E este o espírito como princípio formal. De acordo com estes dois aspectos, deparamos nos solistas com duas modalidades distintas de educação do espírito: a transmissão de um saber enciclopédico e a formação do espírito nos seus díversos campos. Claramente se vê que o antagonismo espiritual destes dois métodos de educação só pode alcançar unidade no conceito superior de educação espiritual. Ambas as formas de ensino sobreviveram até o presente, mais sob a forma de compromisso que na sua unilateralidade. Em grande parte. era o mesmo que acontecia na época dos sofistas. Mas não nos deve iludir a união dos dois

6 216 APOGEU E CRISE DO"ESP!R/TO ATlca métodos na atividade de uma mesma pessoa: trata-se de dois modos fundamentalmente distintos de educação do espírito. Ao lado da formação meramente formai do entendimento, existiu igualmente nos sofistas uma educação formal no mais alto sentido da palavra, a qual não consistia já numa estruturação do enten dimento e da linguagem, mas partia da totalidade das forças espirituais. É Protágoras quem a representa. A poesia e a música eram para ele as principais forças modeladoras da alma, ao lado da gramática, da retórica e da dialética. É na politica e na ética. que mergulham as raízes desta terceira forma de educação 50 fística (4). Distingue se da formal e da enciclopédica, porque já não considera o homem abstratamente, mas como membro da sociedade. É desta maneira que coloca a educação em sólida ligação com o mundo dos valores e insere a formação espiritual na totalidade da atete humana. Também sob esta forma é educação espiritual; simplesmente, o espírito não é considerado através do ponto de vista puramente intelectual. formal, ou de conteúdo, mas sim em relação com as suas condições sociais. Em todo o caso, é uma afirmaç~osuperficial dizer que aquilo que de novo e de único liga todos os sofistas é o ideal educativo da retórica eó ÀtYe1V: isso é comum a todos os representantes da sofistica, ao passo que düerem na apreciação do resto das coisas, a ponto de ter havido sofistas, como Górgias, que só foram retóricos, e não ensinaram outra coisã (3). Comum a todos é antes o fato de serem mestres da arete política (6) e aspirarem a alcançá-la mediante o fomento da formação espiritual, qualquer que fosse a sua opinião sobre a maneira de realizá-la. Nunca podemos deixar de nos maravilhar diante da riqueza dos novos e perenes conhecimentos educativos que os sofistas trouxeram ao mundo. Foram os criadores da formação espiritual e da arte educativa que a ela conduz. É claro que, em contrapartida, a nova educação, precisamente porque ultrapassava o meramente formal e material e atacava os problemas mais profundos da moralidade e do Estado, se arriscava a cair nas maiores parcialidades, caso não se run damentasse numa investigação séria e num pensamento filosófico rigoroso, que buscassem a verdade por si mesma. Foi a partir deste ponto de vista que Platão e Aristóteles impugnaram mais tarde o sistema total da educação sofística e o abalaram nos seus próprios fundamentos. Isto nos leva ao problema da posição dos sofistas na história da filosofia e da ciência gregas. É fato notável e curioso que tradicionalmente se tenha aceito como evidente que a sofistica constituía um membro orgânico do desenvolvimento filos6fico, como fazem as histórias da filosofia grega. Não se pode invocar Platão. porque sempre que faz os sofistas intervirem nos seus diálogos é pela sua aspiração a serem mestres da arete, quer dizer, em ligação com a vida e com a prática, e não com a ciência. A única exceção é a crítica da teoria do conhecimento feita ( ) PLATÃO. Prol. 325 E $$. PlatJo fu o prpprio Prot6.gons 'onoular a sua posiçlo e a da sua idfia politica e ~ticl da educaçlo, contra a pojimatia de Hlplas de Ells, Prof 318 E. ( 5 l GOMPERZ, SophiJlik und Rel.on k. DiU BildunllSiderll dei di Uyuv j" seinern Ve..lriiltniJ zu" PhilOlOphj~ d~s 5. Jh,.lt. (Lcipr.ig, 1912). ( b) PLATÃO. Prol. 318 E Si.: Men.. 91 A Si. e ootros.

7 OS SOFISTAS 239 por Protâgoras no Teeteto ( 7). Existe aqui, de fato, uma conexão entre a sofística e a filosofia, mas limita-se a um só representante, e a ponte é bastante estreita. A história da filosofia que Aristóteles nos dá na Metafísica não inclui os sofistas. As mais recentes histórias da filosofia consideram-nos como fundadores do subjetivismo e do relativismo filosóficos. O esboço de uma teoria por parte de Protágoras não justifica tais generalizações e é um erro evidente de perspectiva histórica pôr os mestres da arete ao lado de pensadores do estilo de Anaximandro, Parmênides ou Heráclito.., A cosmologia dos milesianos mostra-nos até que ponto o afã investigador da "história" jônica estava originariamente distante de todo o humano e de toda a ação educacional e prâtica. Mostramos como foi que a partir dela a investigáção do cosmos se acercou passo a passo dos problemas do Homem, que irresistivelmente se foram situando em primeiro plano. A audaciosa tentativa de Xenófanes para fundamentar a arete no conhecimento racional de Deus coloca este conhecimento em íntima ligação corri o ideal educativo; e parecia, em instantâneo vislumbre, que a filosofia da natureza iria, pela aceitação da poesia, obter o domínio da formação e da vida da nação. Mas Xenófanes é um fenômeno isolado, embora a filosofia nunca mais abandonasse, uma vez colocado, o problema da essência, do caminho e do valor do Homem. Heráclito foi o único dos grandes pensadores capaz de articular o ~omem na construção jurídica do cosinos regido por um princípio unitário. E Herác.lito não é um fisiólogo. Os sucessores da escola milesiana no séc. V, em cujas mãos a investigação da natureza ganhou o caráter de uma ciência particular, preteriram o Homem no seu pensamento 0).1 então, quando atingiram profundidade suficiente, enfrentaram o problema cada qual a seu modo. Com Anaxágoras de Clazômenas, que situa na origem do ser o espírito, como força ordenadora e diretiva, entra na cosmogonia a tendência antropocêntriça do tempo. No entanto, continua sem solução de continuidade a concepção mecanicista da natureza. Não se alcança uma interpenetração da natureza-e do'espírito. Empédocles de Agrigento é um centauro filosófico. Na sua alma biforme convivem em rara união a física jônica dos elementos e a religião da salvação órfica. Por via mística conduz o Homem, criatura irredimida, joguete do eterno devir das coisas, através do desditoso caminho que percorre o círculo 'dos elementos a que o destino o vinculou, para a existência pura, originária e divina da alma. Assim, é por caminhos diversos que o munqo da alma humana, que reclama os seu~ direitos em face do domínio das forças cósmicas, atinge a sua independência em cada um destes pensadores. Até um pensador tão estritamente naturalista como Demócrito não pôde deixar de lado o problema do Homem e do seu mundo moral específico. Evita porém as saídas, em parte estranhas, pelas quais os seus predecessores imediatos encaminharam este problema, e prefere traçar uma linha divisória entre a filosofia da natureza e a sabedoria ética e educativa, que deixa de ser uma ciência teórica para de novo adotar a forma tradicional da parenese. MistUram-se nela os bens próprios herdados da antiga poesia sentenciosa e o es- ( 7 ) PLATÃO, Teelelo, 152, A,

8 240 APOGEU E CRISE DO espfrito ATICO pírito racional científico e naturalista dos modernos investigadores. Tudo são sintomas evidentes da crescente importância que a filosofia dava aos problemas do Homem e da sua existência. Mas as idéias educativas dos sofistas não é neles que têm a sua origem. O interesse cada vez maior da filosofia pelos problemas do Homem, cujo objeto determina com exatidão cada vez maior, é mais uma prova da necessidade histórica do advento dos sofistas. Todavia, a exigência que eles vêm satisfazer não é de ordem teórica e científica, mas sim de ordem estritamente prática. É esta a razão profunda pela qual tiveram em Atenas uma ação tão forte, ao passo que a ciência dos fisiólogos jônicos não pôde lançar ali quaisquer raízes. Sem compreenderem nada desta investigação separada da vida, os sofistas vinculamse à tradição educativa dos poetas, a Homero e a Hesíodo a Teógnis, a Simônides e a Píndaro. Só poderemos compreender claramente a sua posição histórica se os situarmos no desenvolvimento da educação grega, cuja linha é definida por aqueles nomes. Foi já com Simônides, Teógnis e Píndaro que entrou na poesia o problema da possibilidade de ensinar a arete. Até então, o ideal de Homem fora apenas estabelecido e proclamado. Com eles, a poesia tornou-se o palco de uma discussão apaixonada sobre a educação. Simônides já é no fundo, um sofista típico (8). Os sofistas deram o último passo. Transplantaram para a nova prosa artística em que eram mestres, os vários gêneros de poesia parenética onde o elemento pedagógico se revelava com maior vigor, e entraram assim el!! consciente emulação, na forma e no conteúdo, com a poesia. Esta transposição do conteúdo da poesia para a prosa é sinal da sua racionalização definitiva. Herdeiros da voca-ção educacional da poesia, os sofistas vieram a orientar a sua atenção para a própria poesia. Foram os primeiros intérpretes metódicos dos grandes poetas aos quais vincularam, com predileção, os seus ensinamentos. Não se deve, porém, esperar uma interpretação no sentido em que nós a entendemos. Encaravam os poetas de modo imediato e intemporal e os situavam despreocupadamente na atualidade, como o revela graciosamente o Protágoras de Platão (9). Em nenhuma outra parte, fora da concepção escolar da poesia, manifesta-se de modo mais vigoroso e menos adequado a inteligente e fria consciência de um objetivo, a qual é própria da. época inteira. Homero é para os sofistas uma enciclopédia de todos os conhecimentos humanos, desde a construção de carros até a estratégia, e uma mina de regras prudentes para a vida ( 10). A educação heróica da epopéia e da tragédia é interpretada de um ponto de vista francamente utilitário. E no entanto os sofistas não são meros epígonos. Levantam uma infinidade de problemas novos. Estão tão profundamente influenciados, nos problemas morais e políticos, pelo pensamento racional do seu tempo e pelas doutrinas dos fisiólogos, que criam uma atmosfera de educação multifacetada, a qual, na sua consciência clara, ativa vivacidade e sensibilidade comunicativa, nem s~quer dos (8) Disse.ojã PLATÃO. Prol A. ( 9) PLATÃO, Prol. 339 A ss. ( 10) PLATÃO. Rep., 598 E, mostra este tipo de interpretação sofistica de Homero num quadro cheio de precisão.

9 OS SOFISTAS tempos de Pisístrato foi conhecida. Não se pode separar do novo tipo o orgulho espiritual de Xenófanes. Platão parodia e ridiculariza constantemente esta vaidade e grotesca autoconsciência, em todas as suas múltiplas formas. Tudo isto recorda os literatos do Renascimento. Renasce neles a independência, o cosp"op'olitismo e a despreocupação que os sofistas trouxeram ao mundo. Hípias de Élis, que falava de todos os ramos do saber, ensinava todas as artes e só ostentava no corpo vestes e adornos feitos por suas mãos, é o perfeito uomo universo. /e (li). Quanto a outros é impossível englobar num conceito tradicional esta cintilante mescla de Hl61ogo e retor, pedagogo e literato. Não foi s6 pelo seu ensino, mas também pela integral atraçào do seu novo tipo espiritual e psicológico que os sofistas foram considerados como as maiores celebridades do espírito grego de cada cidade, onde por longo tempo deram o tom, sendo hóspedes predijetos dos ricos e dos poderosos. Também nisto são os dignos sucessores dos poetas parasitas que pelos fins do séc. VI descortinamos nas cortes dos tiranos e nas casas dos nobres abastados. A sua existência fundamentava-se exclusivamente no seu significado intelectual. Não tinham cidadania fixa, devido à sua vida constantemente andarilha. Que na Grécia tenha sido possível este modo de vida tão independente é o mais evidente sintoma do aparecimento de um tipo de educação completamente novo, individualista na sua raiz mais íntima, por m.ais que se falasse de educação para a comunidade e das virtudes dos melhores cidadãos. Os sofistas são, com efeito. as individualidades mais representativas de uma época que na sua totalidade tende para o individualismo. Os seus contemporâneos tinham razão, quando os consideravam os autênticos representantes do espírito do tempo. É também sinal dos tempos viverem da educação. Esta era "importada" como uma mercadoria e exposta à venda. Encerra algo de pro.fundamente verdadeiro esta maliciosa comparação de Platão ( Il). Não devemos, porém, tomá-la por crítica aos sofistas e às doutrinas deles, mas antes por um sintoma espiritual. Constituem um capítulo inesgotável e insuficientemente utilizado da "sociologia do saber". Em todo caso, constituem um fenômeno do mais alto significado na história da educação. É com eles que apaidéio., no sentido de uma idéia e de uma teoria consciente da educação, entra no mundo e recebe um fundamento racional. Podemos, pois, considerá-los um estágio da maior importância no desenvolvimento do humanismo, embora este só tenha'encontrado a sua verdadeira e mais alta forma após a luta contra os sofistas e sua superação por Platão. Há sempre neles algo de incompleto e imperfeito. A sofistica não é um movimento científico, mas sim a invasão do espírito da antiga física e "história" dos Jônios por outros interesses da vida e sobretudo pelos problemas pedagógicos e sociais que surgiram em conseqüência da transformação do estado econâmico e social. O seu primeiro efeito, porém, foi suplantar a ciência, tal como nos tempos modernos aconteceu com o florescimento da pedagogia, da sociologia, e do jornalismo. Mas, na medida em que traduziu para as formas de expressão e para as modalidades do pensamento (]]) PLATÃO. Rip. Men. 368 B. ( ll) PLATÃO. Prot C.

10 .. APOO';:V r;: CRISE 00 F.-<:pfIUTO ~ICO da nova idade racionalista a antiga tradição educativa. incorporada sobretudo na poesia a partir de Homero, e formulou, do ponto de vista teórico, um conceito de educação. a sofística levou a uma ampliação dos domínios da ciência jônica nos aspectos éticos e social. e abriu o caminho a uma verdadeira filosofia politica e ética. ao lado e mesmo acima da ciência da natureza ( IJ). A obra dos sofistas pertence sobretudo à esfera formal. Mas a ret6rica achou na ciência. assim que se separou dela e reclamou os seus direitos. uma fecunda oposição e uma emulação vigorosa. Assim, a educação sofística encerra na sua rica multiplicidade o germe da luta pedagógica da centúria seguinte: o duelo entre a filosofia e a retórica. Origem da pedagogia e do ideal de cultura Os sofistas foram considerados os fundadores da ciência da educação. Com efeito, estabeleceram os fundamentos da pedagogia, e ainda hoje a formação in: telectual trilha. em grande parte, os mesmos caminhos. Mas ainda agora está por resolver a questão de saber se a pedagogia é uma ciência ou uma arte; e não foi ciência mas sim lechlle que os sofistas chamaram à sua teoria e arte da educação. Platão deu-nos ampla informação sobre Protágoras. Apesar dos seus exageros irânicos, deve ser exata quanto ao essencial a exposição que ele nos dá da conduta pública de Protágoras. Quando ensina a arere política, o sofista chama de techlle política a sua profissão ( l~). A conversàd. da educação numa técnica é um ca~o partjcular da tendência geral do tempo a dividir a vida inteira numa série de compartimentos separados, concebidos com vistas a uma finalidade e teoricamente fundamentados num saber adequado e transmissível. É sobretudo em matemática, medicina, ginástica, teoria musical, arte dramática, etc., que nós encontramos especialistas e obras especializadas. Até os escultores, como Policleto, escrevem a teoria da sua arte. Por outro lado, os sofistas consideravam a sua arte o coroamento de todas as artes. Distinguem-se dois graus de evolução no mito do renascimento da cultura ( l~), que Platão põe na boca de Protágoras, ao explicar a essência e a posicão da sua Ice/me. Não se trata, evidentemente, de duas fases históricas, separadas no tempo. A sucessão é apenas a forma assumida pelo mito para exphcar a necessidade e a imporância da alta educação sofistica. O primeiro grau é a civilização técnica. No seguimento de Ésquilo, Protágoras denomina-a o dom de Prometeu que o Homem adquiriu com o fogo. Apesar dessa posse, ver-se ia condenado a uma ruína miserável e ter-se ia aniquilado em espantosa guerra de todos contra todos., se Zeus não lhe houvesse outorgado o dom do direito, que possibilitou a fundação do Estado e da sociedade. Não aparece com clareza se foi na parte per- ( lj ) PUTÃO. no liípiaj maior (281 CJ, salienta a oposiçãoentte a tend!neia pritica dos solistas e aano tiga filosofia sqnrada da vida. ( H) PLATÃO, Prol. 319 A. ( l~) PLATÃO, Prol 320 D.

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