Norma para criação de uma Unidade de Saúde Familiar (USF)

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1 Norma para criação de uma Unidade de Saúde Familiar (USF) 2013

2 Índice 1. Enquadramento e objetivo Âmbito Processo Apresentação de candidatura (Preenchimento de Formulário) e Análise Primária do Formulário de candidatura Decisão de não-aceitação ou de aceitação do formulário Análise da candidatura Decisão de Aceitação / Não Aceitação da Candidatura Procedimentos de implementação Homologação da candidatura Início de atividade Recomendações Documentos de referência Legislação Definições e abreviaturas Anexos Fluxograma detalhado de todo o processo (Anexo 1) Formulário de candidatura (Anexo 2) Parecer Técnico Mod. A (Anexo 3) Ficha de Recursos (Anexo 4) Outras Fichas (Anexo 5) Página 1 de 36

3 1. Enquadramento e objetivo A criação de uma nova unidade funcional de saúde no âmbito dos cuidados de saúde primários deve estar sujeita a um conjunto de regras e procedimentos reconhecidos pela ARSLVT, IP, no quadro das suas competências e atribuições, Decreto-Lei nº 22/2012, de 30 de janeiro. O presente documento tem por objetivo definir os termos por que se deve reger a criação de uma nova unidade de saúde familiar na ARSLVT, contemplando, nomeadamente, a apresentação da candidatura, desenvolvimento das ações necessárias à análise e aprovação (ou não) da mesma, a criação do centro de custo respetivo, a parametrização nos sistemas de informação da ARSLVT e do Ministério da Saúde e entrada em funcionamento no conjunto das unidades funcionais dos ACES da ARSLVT. Esta norma visa, igualmente, proporcionar o controlo e a clarificação das unidades funcionais existentes e a criar, de modo a apoiar e facilitar o trabalho dos serviços intervenientes no processo de criação de novas unidades funcionais e acompanhamento da sua atividade e desempenho assistencial. 2. Âmbito Os procedimentos estabelecidos neste documento aplicam-se à criação de novas unidades de saúde familiares, após avaliação e emissão de parecer técnico da candidatura apresentada por uma equipa de profissionais. Página 2 de 36

4 3. Processo O processo de constituição de uma USF é constituído por diferentes ações a seguir descritas e apresentadas no fluxograma que consta do anexo 1 a este documento e que faz parte integrante da Norma. Nesta fase deve ser definido: a mailing list com todos os intervenientes do processo, responsáveis pela análise e desenvolvimento dos trabalhos de preparação e constituição da USF (NI) um endereço de correio eletrónico institucional da ERA (NI) a preparação do instrumento de trabalho (folha Excel Anexo 4) que agrega e suporta a análise da candidatura da USF na ARSLVT 3.1. Apresentação de candidatura (Preenchimento de Formulário) e Análise Primária do Formulário de candidatura Intervenientes: ACSS, CD ARSLVT, Coordenador USF, DE ACES, ERA, NI O processo de constituição de uma USF começa com o preenchimento, por parte da equipa proponente, do formulário com proposta de candidatura no site da ACSS: dadosdesa%c3%badeprim%c3%a1rios/candidaturas/formul%c3%a1rio/tabid/1016/language/pt-pt/default.aspx Junta-se no Anexo 2 exemplo do Formulário de candidatura. Após submissão do Formulário, é enviada mensagem de correio eletrónico, automática, para o gestor da plataforma (ACSS) que insere alguns dados na mesma e envia mensagem para o Coordenador da USF, Conselho Diretivo da ARS, Diretor Executivo do ACES e para a ERA. A ERA, de seguida, desencadeia as etapas subsequentes de todo o processo de criação de uma USF, que envolvem a Direção Executiva do ACES, o Coordenador da USF proponente e os serviços da ARSLVT. A partir deste momento a equipa proponente da USF tem de enviar no prazo de 2 dias úteis, por correio eletrónico, os seguintes documentos: lista de utentes lista de recursos humanos afetos (nome, bilhete de Identidade/cartão do cidadão, cédula profissional e número mecanográfico de cada profissional) lista de recursos físicos necessários (anexo 4). Após a receção dos documentos a ERA, em parceria com a Direção Executiva do ACES, pronunciase em 2 dias úteis relativamente à aceitação ou não do formulário de candidatura, podendo ser acompanhado de documento com recomendações de melhoria a enviar aos proponentes da candidatura. Página 3 de 36

5 3.2. Decisão de não-aceitação ou de aceitação do formulário Intervenientes: CD ARSLVT, Coordenador USF, DE ACES, DGAG-UGF, DIE, DRH, ERA, NI, UAG a. Decisão de não-aceitação: A decisão de não-aceitação do Formulário de candidatura é proposta pela ERA ao Conselho Diretivo da ARS, que, caso concorde com o proposto, dá conhecimento da decisão tomada pelo CD, por mensagem de correio eletrónico, à Direção Executiva do ACES e ao Coordenador da USF. Nesta situação, o processo termina aqui. b. Decisão de aceitação: A decisão de aceitação do Formulário de candidatura é proposta pela ERA ao Conselho Diretivo da ARS, que, caso concorde com o proposto, dá conhecimento da decisão tomada pelo CD, por mensagem de correio eletrónico, à Direção Executiva do ACES, ao Coordenador da USF e ERA. A ERA dá ainda conhecimento desta decisão aos serviços da ARS: DRH, DIE, UAG, DGAG-UGF e NI. Nesta situação, o processo continua com as fases seguintes Análise da candidatura Intervenientes: Coordenador USF, DE ACES, DGAG-UGF, DIE, DRH, ERA, NI, UAG a. A análise de candidatura inicia-se com uma reunião, na qual devem participar todos os interlocutores no processo (ERA, DIE, UAG, NI, DRH, UGF, Diretor Executivo do ACES e Coordenador da USF candidata), que deve decorrer no prazo de 3 a 5 dias úteis, após conhecimento da decisão de aceitação, para preparação das tarefas e ações a desenvolver pelos diversos departamentos e unidades e marcação de visita ao local proposto para a USF. Deve ser identificado o responsável pelo projeto em cada um dos departamentos/unidades da ARSLVT. Da reunião deve resultar um plano de ações/atividades calendarizadas e elaborada a respetiva ata. b. Nesta fase deve ser realizado trabalho de campo com a participação da ERA, DIE, UAG, NI, DRH, Diretor Executivo do ACES e Coordenador da USF candidata. Das visitas ao local e/ou reuniões efetuadas deve ser elaborado relatório, com análise das condições existentes e as condições/ações que será necessário desenvolver. c. A análise da candidatura compete à: Equipa Regional de Apoio à Reforma dos CSP (ERA): Coordena todo o processo, informando os intervenientes das ações a desenvolver e recolhendo a informação desenvolvida pelos mesmos, indispensável para a elaboração do Parecer Técnico. As informações com solicitação de autorização de mobilidade e regimes contratuais dos profissionais que constituem a equipa da USF seguem para o CD que, após despacho superior, são remetidos para o DRH e incluídos no parecer técnico. Página 4 de 36

6 Unidade de Administração Geral (UAG): A UAG é a unidade funcional da sede da ARS encarregue de levar a cabo o processo aquisitivo necessário ao apetrechamento da futura USF. Para tal, necessita do contributo dos diversos intervenientes no processo na identificação das necessidades, na elaboração dos documentos pré-contratuais, nomeadamente no que se refere às características técnicas dos bens a adquirir e no desenvolvimento dos procedimentos, encontrando-se a sua atividade dependente da informação dos diversos intervenientes internos (ERA, DIE, DRH, ACES). A contratação rege-se pelo disposto no Código da Contratação Pública (CCP) e demais legislação dispersa, o que transformam esta atividade numa função complexa, dependente de inúmeros outputs (pareceres e autorizações) externos à ARS, não sendo por isso totalmente controlável internamente, o espaço de tempo necessário à conclusão do processo de aquisição, especialmente: (i) nos procedimentos que têm que correr obrigatoriamente através de centrais de compra, como a ESPAP (mobiliário de pequenas dimensões e em pequenas quantidades), SPMS (equipamento e serviços informáticos, telecomunicações e software) e UMC (mobiliária) (ii) assim como dos procedimentos que obrigatoriamente têm que ser submetidos a parecer da AMA, do Ministério da Saúde e do Ministério do Estado e das Finanças. Neste âmbito, fatores como a tipologia da aquisição e os montantes em causa podem levar a uma variação processual significativa. As informações com o pedido de autorização para aquisição de bens e serviços, equipamentos ou realização de obras são apresentadas ao Conselho Diretivo que, após despacho, análise e autorização, os remete à UAG, para desenvolvimento do procedimento de contratação e para inclusão no parecer técnico. Departamento de Instalações e Equipamentos (DIE): O DIE é o departamento responsável pelo acompanhamento das obras, manutenção e contratos essenciais ao bom funcionamento das estruturas e instalações das unidades funcionais da ARSLVT. Colige o seguinte conjunto de documentos processuais para desencadear os processos de aquisição das obras necessárias Caderno de encargos Plantas Mapa de quantidades Estimativa de custos Sinalética Página 5 de 36

7 Neste âmbito, é responsável pela elaboração da informação com proposta de aquisição de serviços para realização das obras necessárias à criação da USF, para submissão a autorização do CD da ARS, com toda a documentação essencial ao processo, a incluir no parecer técnico, na qual são expressos os prazos, os critérios de adjudicação, a proposta de empresas a contactar, a composição do júri e o preço-base. Atendendo à diversidade de eventuais obras a realizar neste tipo de unidades, apresenta-se uma estimativa de prazos para elaboração de projetos: Tipo constituição valor prazo A trabalhos só de arquitetura 5.000,00 8 dias B trabalhos só de arquitetura [5.000,00, ,00 [ 15 dias C1 C2 D1 D2 trabalhos de arquitetura e especialidades sem AVAC trabalhos de arquitetura e especialidades com AVAC trabalhos de arquitetura e especialidades sem AVAC trabalhos de arquitetura e especialidades com AVAC [ ,00, ,00 ] 1 mês [ ,00, ,00 ] 2 mês > ,00 2 meses > ,00 3 meses Relativamente aos espaços físicos e equipamentos necessários à criação de uma USF, depois de desenhada e organizada a planta da USF, com a implantação dos equipamentos e a lista do material necessário, deve ser solicitado parecer ao Departamento de Saúde Pública - Área da Saúde Ocupacional e Saúde Ambiental, de modo a garantir que o projeto e o equipamento a adquirir se adequam aos espaços e finalidades propostos (salas de tratamentos, gabinetes médicos, etc.) e que cumpram as normas básicas de higienização e controlo de infeção. Estes pareceres são incluídos no parecer técnico. Para apetrechamento das unidades a listagem de equipamento não médico necessário adquirir deve ser acordado com todos os intervenientes do processo, respeitando as orientações do CD da ARS. Núcleo de Informática (NI): O NI é responsável pela área dos sistemas de informação da ARSLVT. O NI inicia a sua análise através de contacto com os técnicos de informática do ACES para avaliação e validação das necessidades indicadas na candidatura da USF face ao equipamento em utilização no local. Esta validação pode ocorrer no momento da visita (e reunião) ao local da equipa de análise da candidatura. Página 6 de 36

8 Após validação, o NI elabora informação com a lista de equipamento informático, aplicacionais e de comunicação necessários à USF e identifica as intervenções necessárias para a sua instalação (redes, cablagens, circuitos, comunicações, etc.) de acordo com as orientações do CD da ARS. Atualmente e sendo a aquisição de equipamento informático (postos de trabalho) centralizada e negociada pelos SPMS anualmente, o NI estima as necessidades para o ano e envia para os SPMS. Deste modo, em termos de postos de trabalho informático o mais provável será que os profissionais da USF continuem a utilizar os equipamentos que já usam e que têm as características necessárias para o desempenho da sua atividade. Para os equipamentos relacionados com a rede estruturada da Unidade, nomeadamente, bastidor e switches, o NI valida junto do DIE, se os mesmos estão incluídos na obra, caso contrário, assegura os mesmos, através do armazém de informática, se existirem, ou propõe a sua aquisição. Normalmente, e de conforme acordado com o DIE, caso seja incluído no projeto o equipamento de rede, as caraterísticas do mesmo são sempre validadas pelo NI. Apenas os passivos de rede (cablagem, tomadas de rede, réguas, ) são incluídas em projeto/obra do DIE. É validada também a morada onde a USF vai funcionar no sentido de verificar se as instalações da mesma já têm circuito de comunicações que a ligue à RIS, e existindo se o mesmo corresponde às necessidades igual ou superior a 2 Mbps. No caso de estarmos perante instalações que não tenham circuito de ligação à RIS (novas instalações), é elaborado oficio que é assinado pelo CD e enviado ao Presidente do CA dos SPMS,EPE e incluído no parecer técnico, solicitando a instalação de circuito de comunicações. O pedido de instalação de um novo circuito de comunicações deve ser feito com alguma antecedência relativamente à data em que se prevê abrir a USF, uma vez que a sua instalação demora entre 4 a 6 semanas dependendo da localização das instalações, em zona urbana ou rural, respetivamente. No caso de estarmos perante instalações novas ou obras que alteram a infraestrutura de rede da USF há uma articulação entre DIE e o NI, no sentido de se acompanhar a evolução das mesmas e garantir/validar que são cumpridas pelo empreiteiro os requisitos que a infraestrutura deverá ter e que constam do projeto. Departamento de Recursos Humanos (DRH): O DRH é responsável pela dotação e contratação dos recursos humanos dos serviços e unidades da ARSLVT, assim como pelo tratamento dos registos de assiduidade, vencimentos e carreiras dos profissionais. No âmbito desta norma é responsável conjuntamente com a ERA, DE do ACES e Coordenador da USF candidata, pela análise, da situação dos profissionais que constituem a equipa da USF, nomeadamente quanto à mobilidade e regimes contratuais, de acordo com a legislação em vigor e demais orientações sobre a matéria. As USF são equipas multidisciplinares constituídas por profissionais das carreiras especiais médica e de enfermagem e da carreira de assistente técnico. A (re)afetação de pessoal, de acordo com a legislação em vigor é da competência do DE do ACES, ao qual pertence a USF. Página 7 de 36

9 Assim, compete ao Diretor Executivo do ACES, no âmbito das competências de gestão de recursos humanos, alocar os recursos necessários ao cumprimento do plano de ação da USF e proceder à partilha de recursos que, segundo o princípio da economia de meios, devem ser comuns e estar afetos às diversas unidades funcionais do ACES. O n.º 1 da Norma V Mobilidade profissional, prevê que os profissionais que integrem a equipa, fora do seu quadro de origem ou mapa de afetação, são considerados em regime de mobilidade por destacamento. Nos termos da LVCR a mobilidade geral assume o regime de: 1. mobilidade interna - depende do acordo do trabalhador e dos órgãos ou serviços de origem e destino, tem a duração máxima de 18 meses, possível de consolidar definitivamente, desde que se opere na categoria e dentro do mesmo órgão ou serviço, por decisão do respetivo dirigente máximo. A competência para autorizar/indeferir encontra-se delegada no Vogal da Área dos Recursos Humanos do Conselho Diretivo da ARSLVT. No que concerne ao regime jurídico da relação de trabalho é aplicável o regime jurídico das respetivas carreiras, sendo que, poderão ser ainda aplicáveis, com as devidas adaptações, aos profissionais abrangidos pelo regime jurídico do contrato individual de trabalho, como é o caso dos trabalhadores que se encontram nos Hospitais E.P.E. 2. cedência de interesse público (CIP) - A celebração de acordo de CIP pressupõe a concordância escrita do órgão ou serviço, do membro do Governo respetivo, da entidade e do trabalhador e implica, na falta de disposição em contrário, a suspensão do estatuto de origem deste. O referido acordo depende de despacho de concordância do membro do Governo competente na respetiva área, bem como de parecer prévio favorável dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das Finanças e da Administração Pública, remetido à ACSS para este efeito. O tempo de análise, informação e submissão a despacho superior dos processos é variável. Há que ter presente a informação/parecer dos serviços, a necessidade de cabimento orçamental, caso o profissional venha de outra Instituição, e, também da própria competência, uma vez que, os processos remetidos à ACSS são morosos, nunca menos de 2 a 3 meses. O volume destes pedidos e de outros também atrasa a evolução do procedimento em causa. A análise dos recursos humanos constituí um documento indispensável ao parecer técnico. Departamento de Gestão e Administração Geral Unidade de Gestão Financeira (DGAG- UGF): O DGAG-UGF é o departamento responsável pela elaboração do Orçamento de funcionamento da ARSLVT, IP, bem como controlar a execução orçamental e, ainda, assegurar a prestação de contas. Página 8 de 36

10 Esta unidade com base nos documentos elaborados pelas outras unidades deve verificar a cabimentação orçamental necessária à implementação da USF, que deve fazer parte integrante do parecer técnico. d. O Coordenador da USF tem de apresentar, no prazo de 20 dias úteis, a seguinte documentação: Plano de ação Candidatura formal e. Após as visitas ao terreno, a ERA, com a colaboração da DE do ACES, elabora um parecer técnico (Anexo 3), com apreciação favorável ou não favorável, que é remetido ao CD da ARS para apreciação superior. No caso de apreciação favorável deverá constar um cronograma de todas as atividades e a data prevista de abertura da USF. O referido parecer tem em conta todas as análises feitas e peças produzidas por todos os intervenientes do processo Decisão de Aceitação / Não Aceitação da Candidatura Intervenientes: CD ARSLVT, Coordenador USF, DE ACES, DGAG-UGF, DIE, DRH, ERA, NI, UAG A decisão do CD da ARS é comunicada por mensagem de correio eletrónico à Direção Executiva do ACES, ao Coordenador da USF e à ERA. Decisão não favorável: No caso de parecer e decisão não favorável à continuidade da Candidatura o processo termina aqui. Decisão favorável: No caso de parecer e decisão favorável de continuidade da Candidatura, a comunicação da decisão é remetida não só à Direção Executiva do ACES, ao Coordenador da USF, e ERA, mas também aos serviços da ARS que intervêm no processo: DRH, DIE, UAG e NI, para implementação e acompanhamento dos procedimentos seguintes Procedimentos de implementação Intervenientes: DIE, DRH, ERA, NI, UAG No caso de aceitação da candidatura dá-se início à fase final do processo de criação da USF, onde: Departamento de Recursos Humanos (DRH): Finaliza o processo de (re)afetação de recursos humanos. O processo finaliza com o competente despacho superior de autorização ou indeferimento da reafectação de profissionais. Posteriormente, a decisão é comunicada aos respetivos serviços a fim de acordarem a data de início de funções do profissional na USF, e de imediato são efetivadas as alterações necessárias no RHV. Departamento de Instalações e Equipamentos (DIE): Acompanha o processo de aquisição, adjudicação e a realização de obras, caso necessário, e a instalação dos equipamentos necessários ao funcionamento da USF. Página 9 de 36

11 Unidade de Administração Geral (UAG): Desenvolve os procedimentos administrativos necessários para a realização de obras e a aquisição de equipamentos. Para a contratação das empreitadas e aquisição de equipamento não médico, o DIE prepara a documentação pré contratual e a UAG desenvolve o procedimento e conduz o restante processo até à assinatura do contrato. Para a aquisição de equipamento médico deverá solicitar-se parecer à Comissão de Harmonização e Escolha de Bens e Equipamentos (CHEBE), nomeada por deliberação do CD na ata nº52 de 06/03/2013, posteriormente a UAG desenvolve o procedimento e conduz o processo. A UAG procede à aquisição de serviços da seguinte forma: Segurança e limpeza - acordo-quadro via ESPAP. As empresas são selecionadas através de um de dois critérios melhor preço ou proposta economicamente mais vantajosa; Comunicações e de equipamento informático - acordo-quadro via SPMS; Energia elétrica - efetuado o procedimento através de acordo-quadro ESPAP; Água as câmaras municipais asseguram o fornecimento da água. Tem que ser adquirida ao fornecedor exclusivo de cada município. Núcleo de Informática (NI): Efetua o acompanhamento da instalação e configuração de equipamentos informáticos, assim como assegura o funcionamento e adequação das comunicações da USF. Quando é indicada pela ERA a data prevista para a abertura da USF, iniciam-se uma série de pontos de situação para verificar se estão reunidas as condições necessárias para o início de atividade da USF, no caso da informática, garantir que naquela data, a Unidade: 1. Tem ligação à RIS para a utilização dos vários sistemas de informação remotos, utilização de e acesso à internet; 2. Tem a infraestrutura de rede (passivos e ativos) bem instalada e de acordo com as normas; 3. Tem os postos de trabalho necessários (pc + impressora); 4. Tem todos os acessos e parametrizações nos vários sistemas informáticos que irão utilizar assegurados. Neste momento, é imperativa a existência/atribuição do código de local de prescrição da USF (1), sem o mesmo, não é possível garantir a criação de acessos, a correta parametrização dos sistemas, nem a realização de procedimentos normalmente associados à criação de novas Unidades (p.e. Migração de Listas de Utentes, atualização do Portal da Saúde, atualização da ficha SIGA após a criação da ficha, ) Serviço de (criar Institucional para a USF, seguindo as orientações preconizadas a Circular Normativa Nº11/CD/2012 da ARS). Página 10 de 36

12 Equipa Regional de Apoio à Reforma dos CSP (ERA): Tem a responsabilidade de marcar uma reunião final de verificação da conclusão dos processos para entrega das instalações. Deverá ser compilado todo o processo e ser entregue à DE do ACES e ao coordenador da USF, onde devem constar as características dos equipamentos instalados, contratos de manutenção, de segurança, limpeza e demais documentos afetos à unidade. Este processo é documentado em ficheiro Excel, partilhado por todos os intervenientes e disponível em pasta partilhada \\Arslvtfsv01\USF_INFO Homologação da candidatura Intervenientes: ACSS, CD ARSLVT, DGAG-UGF, ERA, NI, SPMS No caso de aceitação da candidatura, em simultâneo com a fase anterior, a ERA procede à preparação da documentação para homologação da mesma. Assim que compilada a documentação é enviada ao CD que, após aprovação, comunica à Equipa de Gestão de Locais dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), ACSS, DE do ACES e ao coordenador da USF e restantes intervenientes no processo da ARS, nomeadamente NI e DGAG-UGF, onde deve constar, impreterivelmente, a data de início de atividade. Nesta fase, são criados os seguintes códigos: NI código de local de prescrição UGF código de centro de custo (um dia útil) Neste contexto, é igualmente responsável pela criação e monitorização dos Centros de Custo de acordo com o preconizado na Circular Normativa n.º 5/2009 da ACSS, de 27 de Maio de 2009 e ainda, pela aplicação do estabelecido na Circular Normativa n.º 10/2010, de 11 de Novembro de 2010, na associação de Locais de Prescrição versus Centros de Custos. O conceito de centro de custo usado em controlo de gestão difere significativamente do conceito usado em contabilidade. Em contabilidade, um centro de custo é um acumulador de custos, diretos ou indiretos, associados à atividade, tem como propósito fazer a correta imputação dos custos e proveitos ocorridos com essa atividade, de forma a calcular a sua "valorização". O controlo de gestão usa o centro de custo a partir de outra perspetiva, tem por finalidade acumular os custos decorrentes dos meios ao dispor de um gestor. O propósito é a responsabilização sobre as decisões de gastos, e não a sua imputação. Definidos os objetivos a desempenhar por cada USF, a organização contabilística assume papel fundamental, surgindo a necessidade de criar um centro de custo para a devida monotorização económico-financeira essencial para o respetivo reporte de gestão. Legislação referida: Circular Normativa n.º 5/2009 da ACSS, 27/05/2009 Página 11 de 36

13 Circular Normativa n.º 10/2010 da ACSS, 11/11/2010 Oficio n.º da ACSS, 29/12/2010 Na criação do código de local de prescrição são seguidas as regras preconizadas pela ACSS no documento produzido pela ACSS Regras de Codificação de Locais de Prescrição e cumpridas as orientações dadas na circular normativa nº10/2010 da ACSS, seguindo o circuito indicado em articulação com a DGAG-UGF: preenchimento de formulário excel padronizado e envio do mesmo para o endereço Este procedimento terá repercussões internas na ACSS e SPMS, no sentido de serem informadas as várias equipas responsáveis pela manutenção de Sistemas que USF irá utilizar, e onde será necessário parametrizar o código de local de prescrição, a saber: 1) SINUS Sistema Informático das Unidades de Saúde 2) SAM Sistema de Apoio ao Médico 3) SAPE Sistema de Apoio à Prática de Enfermagem 4) MARTA Módulo Administrativo de Registo de Taxas e Atos 5) RNU Registo Nacional de Utentes 6) SGTD Sistema de Gestão de Transporte de Doentes 7) CTH (ALERT) Consulta a Tempo e Horas 8) eagenda Agendamento de Consultas através da Internet 9) PDS Plataforma de Dados da Saúde 10) PRVR Portal de Requisição de Vinhetas e Receitas 11) CCF Centro de Conferência de Faturas 12) RNUF Registo Nacional de Unidades Funcionais 13) Módulo de Informação e Monitorização das Unidades Funcionais 14) Portal da Saúde Simultaneamente, na ARSLVT, é garantida também a atualização deste local nos seguintes sistemas: 1) SIARS; 2) SIGA; 3) SAP (em breve também a GLINTT); Após a criação dos códigos, os mesmos devem ser registados num template próprio (Anexo3_Template_local_prescricao.xls) para pedido de criação/alteração de Locais de Prescrição vs. Centros de Custo, a remeter pelo NI para a Equipa de Gestão de Locais dos SPMS, através do seguinte endereço eletrónico: 3.7. Início de atividade Intervenientes: ACSS, Assessoria Comunicação, CD ARSLVT, Coordenador USF, DE ACES, ERA Página 12 de 36

14 O processo termina com a entrada em funcionamento da USF e a inauguração da mesma, que por vezes é realizada em momento posterior. Concluídas as 2 fases anteriores (implementação e homologação) nomeadamente realizada a verificação da conclusão dos processos para entrega das instalações deverá estar já definida data real de início de atividade. Deverá dar-se conhecimento da mesma à ACSS, coordenadores de USF, CD, DE e à assessoria de comunicação. A entrega formal das instalações à equipa da USF deverá ocorrer previamente à data de início de atividade, sendo entregue nesta fase o processo referido anteriormente. Esta fase implica que as aplicações informáticas estejam operacionais, para registo administrativo, de consultas, vacinação, MCDT, taxas moderadoras, SGTD, etc., e posterior elaboração do movimento assistencial (estatística e indicadores de contratualização da USF). 4. Recomendações Sempre que possível, efetuar uma programação anual para a constituição das USF, desta forma os procedimentos administrativos seriam muito mais céleres. Devem ser realizadas visitas ao local de implementação da USF para assegurar a adequação dos procedimentos, em tempo útil, para entrada em funcionamento da USF e verificação do cumprimento das condições necessárias ao seu funcionamento. Destas visitas deve ser sempre elaborado relatório com recomendações. O levantamento realizado deve apresentar a estimativa global de custos associados à criação da USF, para avaliação, pelo CD da ARS, do custo total do investimento e da disponibilidade financeira para a sua realização. 5. Documentos de referência Glossário para as Unidades de Saúde Familiares, Ministério da Saúde, Missão para os Cuidados de Saúde Primários, maio 2006 Guião de apoio à preparação de candidaturas a USF Modelo A, Ministério da Saúde, Cuidados de Saúde Primários, setembro 2010 Metodologia de análise de candidaturas a USF, Ministério da Saúde, Cuidados de Saúde Primários, 22 de maio 2006 Orientações para instalação e equipamentos para USF, DGIES, novembro 2006/Ver. 3 Página 13 de 36

15 6. Legislação Identificam-se a seguir os principais diplomas legais aplicáveis: Gerais (a todos os intervenientes) Lei nº 98/97, de 26 de agosto, DR, 1.ª série, n.º 196, de Decreto-Lei n.º 298/2007, de 22 de agosto, DR, 1.ª série, n.º 161, de Decreto-Lei nº 18/2008, de 29 de janeiro, DR, 1.ª série, n.º 20, de Decreto-Lei nº 124/2011, de 29 de dezembro, DR, 1.ª série, n.º 249, de Decreto-Lei n.º 22/2012, de 30 de janeiro, DR, 1.ª série, n.º 21, de Lei nº 8/2012, de 21 de fevereiro, DR, 1.ª série, n.º 37, de Portaria n.º 161/2012, de 22 de maio, DR, 1.ª série, n.º 99, de Portaria n.º 394-B/2012, de 29 de novembro, DR, 1.ª série, n.º 231, de Lei nº 66-B/2013, de 31 de dezembro, DR, 1.ª série, n.º º Suplemento, de Portaria nº 16/2013 de 17 de janeiro, DR, 1.ª série, n.º 12, de Específicos (de cada interveniente) Unidade de Administração Geral (UAG) Decreto-Lei nº 18/2008, de 29 de janeiro - Código da Contratação Pública Lei nº 8/2012, de 21 de fevereiro Lei de Compromissos e Pagamentos em Atraso; Lei nº 98/97 Lei de Organização e Processo do Tribunal de Contas; Lei nº 66-B/2013, de 13 de janeiro Orçamento de Estado para o ano 2013 (elaborado anualmente); Portaria nº 16/2013 de 17 de janeiro- Obrigatoriedade de Parecer Prévio do MEF para as aquisições de serviços (altera anualmente); Decreto-Lei nº 107/2012 de 18 de Maio AMA. Departamento de Recursos Humanos (DRH) Lei nº 12-A/2008, de 27 de fevereiro (LVCR), com as diversas alterações de que foi objeto; o o artigo 59.º e seguintes mobilidade interna artigo 58.º cedência de interesse público Decreto-Lei n.º 298/2007, de 22 de Agosto regime jurídico da organização e funcionamento das unidades de saúde familiar reafectação de profissionais Página 14 de 36

16 Despacho Normativo n.º 9/2006, de 16 de fevereiro mobilidade profissional Despacho Normativo n.º 10/2007, de 26 de janeiro mobilidade profissional Deliberação (extrato) n.º 247/2012, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 40, de 24 de fevereiro - competência para autorizar/indeferir a mobilidade interna N.º 1 da Norma V Mobilidade profissional, do Despacho Normativo n.º 9/2006, de 16 de fevereiro, com a nova redação dada pelo Despacho Normativo n.º 10/2007, de 26 de janeiro mobilidade por destacamento. Página 15 de 36

17 7. Definições e abreviaturas A ACES Agrupamento de Centro de Saúde ACSS Administração Central do Sistema de Saúde AMA - Agência para a Modernização Administrativa ARSLVT Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, IP C CD Conselho Diretivo CSP Cuidados de Saúde Primários D DE Direção Executiva DGAG - Departamento de Gestão e Administração Geral DIE Departamento de Instalações e Equipamentos DRH - Departamento de Recursos Humanos DSP - Departamento de Saúde Pública E ERA Equipa Regional de Apoio à Reforma dos Cuidados Primários de Saúde ESPAP - Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública N NEP Núcleo de Estudos e Planeamento NI Núcleo de Informática S SPMS Serviços Partilhados do Ministério da Saúde U UAG Unidade de Administração Geral UCSP Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados UGF Unidade de Gestão Financeira UMC Unidade Ministerial de Compras USF Unidade de Saúde Familiar Página 16 de 36

18 8. Anexos 8.1. Fluxograma detalhado de todo o processo (Anexo 1) Página 17 de 36

19 Página 18 de 36

20 8.2. Formulário de candidatura (Anexo 2) Página 19 de 36

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