Procedimento de Contratação. (artº 5º do CCP Contratação Excluída) Procedimento 5/2013

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1 Procedimento de Contratação (artº 5º do CCP Contratação Excluída) Procedimento 5/2013 Aquisição de Serviços de Consultores-formadores de Ligação e Especialistas para a execução do Projecto nº /2012/831 do Programa de Formação Acção

2 CADERNO DE ENCARGOS INDICE Capitulo I Disposições Gerais Cláusula 1ª Objecto Cláusula 2ª Contrato Cláusula 3ª Prazo Capitulo II Obrigações contratuais Secção I Obrigações do prestador de serviços Cláusula 4ª Obrigações principais do prestador de serviços Cláusula 5ª Forma de prestação de serviço Cláusula 6ª Prazo de prestação do serviço Cláusula 7ª Objecto do dever de sigilo Secção II Obrigações do adjudicante Cláusula 8ª Preço contratual Cláusula 9ª Condições de pagamento Capitulo III Resolução Cláusula 10ª Resolução por parte do contraente público Cláusula 11ª - Resolução por parte do prestador de serviços Capitulo IV Resolução de litígios Cláusula 12ª Foro competente Capitulo V Disposições finais Cláusula 13ª Subcontratação e cessão de posição contratual 1

3 Cláusula 14ª Comunicações e notificações CADERNO DE ENCARGOS Cláusula 15ª Contagem dos prazos Cláusula 16ª Legislação aplicável Anexos Capítulo I Disposições Gerais Cláusula 1.ª Objecto O presente Caderno de Encargos tem por objecto a aquisição de serviços de Consultores-formadores de Ligação e Especialistas para a execução de um projecto de Formação - Acção no âmbito da candidatura aprovada nº /2012/831 da Medida do POPH para a Região do Algarve do Programa de Formação Acção para PME tendo por Organismo Intermédio a AEP - Associação Empresarial de Portugal, nos termos e condições constantes do caderno de encargos. Cláusula 2.ª Contrato 1. O contrato é composto pelo respectivo clausulado contratual e os seus anexos. 2. O contrato a celebrar integra ainda o Caderno de Encargos. Cláusula 3.ª Prazo O contrato mantém-se em vigor até à conclusão de todos os serviços nele contemplados, em conformidade com os respectivos termos e condições e o disposto na lei, sem prejuízo das obrigações acessórias que devem perdurar para além da cessação do contrato. Capítulo II Obrigações contratuais Secção I Obrigações do prestador de serviços Cláusula 4.ª O prestador de serviços, sem prejuízo de outras obrigações previstas na legislação aplicável, no presente Caderno de Encargos ou nas cláusulas contratuais, obriga-se, com a celebração do contrato, a afectar 2

4 uma equipa de consultores-formadores de ligação e especialistas para o cumprimento dos objectivos definidos nas cláusulas técnicas do caderno de encargos. Cláusula 5.ª O prestador de serviços fica obrigado a assegurar presença nas reuniões de coordenação do IAFE, sempre que tal seja tido por conveniente, das quais serão feitos registos assinados por todos os intervenientes. Cláusula 6.ª O prestador de serviços obriga-se a concluir a execução dos serviços contratados até Cláusula 7.ª 1. O prestador de serviços obriga-se ao sigilo de toda a informação e documentação, que obtenha em virtude da execução do contrato. 2. A informação e a documentação cobertas pelo dever de sigilo não podem ser transmitidas a terceiros, nem objecto de qualquer uso ou modo de aproveitamento que não o destinado directa e exclusivamente à execução do contrato. 3. Exclui-se do dever de sigilo previsto a informação e a documentação que fossem comprovadamente do domínio público à data da respectiva obtenção pelo prestador de serviços ou que este seja legalmente obrigado a revelar, por força da lei, de processo judicial ou a pedido de autoridades reguladoras ou outras entidades administrativas competentes. Secção II Obrigações do adjudicante Cláusula 8.ª 1. Pela prestação dos serviços objecto do contrato, bem como pelo cumprimento das demais obrigações constantes do caderno de Encargos, o adjudicante pagará ao prestador de serviços o preço fixado na proposta adjudicada, acrescido de IVA à taxa legal em vigor, quando aplicável. 2. O preço referido no número anterior inclui todos os custos, encargos e despesas cuja responsabilidade não esteja expressamente atribuída ao adjudicante. Cláusula 9.ª As quantias devidas pelo adjudicante, nos termos das cláusulas anteriores, serão pagas, de acordo com as condições fixadas na proposta adjudicada, após a recepção pelo adjudicante das respectivas facturas, as quais só podem ser emitidas após o vencimento da obrigação respectiva. 3

5 Capítulo III Resolução Cláusula 10.ª 1. Sem prejuízo de outros fundamentos de resolução do contrato previstos na lei, o adjudicante pode resolver o contrato, a título sancionatório, no caso de o prestador de serviços violar de forma grave ou reiterada qualquer das obrigações que lhe incumbem, designadamente nos casos de atraso na conclusão dos serviços ou na entrega dos elementos referentes ao contrato superior a um mês. 2. O direito de resolução referido no número anterior exerce-se mediante comunicação enviada ao prestador de serviços e que terá efeito imediato. Cláusula 11.ª 1. Sem prejuízo de outros fundamentos de resolução previstos na lei, o prestador de serviços pode resolver o contrato quando qualquer montante que lhe seja devido esteja em dívida há mais de três meses. 2. O direito de resolução é exercido por via judicial nos termos da cláusula número 12ª. Capítulo IV Resolução de litígios Cláusula 12ª Será competente, com renúncia expressa a qualquer outro, para apreciar e julgar quaisquer questões ou litígios emergentes do Contrato, o Foro da Comarca da Maia. Capítulo V Disposições finais Cláusula 13.ª Subcontratação e cessão de posição contratual O prestador de serviços não poderá por qualquer forma, subcontratar terceiras entidades para a realização das tarefas relativas ao objecto do contrato, à excepção da equipa de consultores, ou ceder a sua posição contratual, sem prévio consentimento da entidade adjudicante. 4

6 Cláusula 14.ª Comunicações e notificações 1. Sem prejuízo de serem acordadas outras regras quanto às notificações e comunicações entre as partes do contrato, estas devem ser dirigidas, para o domicílio ou sede contratual de cada uma, identificadas no contrato. 2. Qualquer alteração das informações de contacto constantes do contrato deve ser comunicada à outra parte. Cláusula 15.ª Contagem dos prazos Os prazos previstos no contrato são contínuos, correndo em sábados, domingos e dias feriados. Cláusula 16.ª Legislação aplicável O contrato é regulado pela legislação portuguesa, em especial pelo Código dos Contratos Públicos, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de Janeiro, com a redacção dada pelo Decreto-Lei n.º 278/2009, de 2 de Outubro. Capítulo VI Disposições Técnicas Cláusula 17.ª Características Técnicas As características técnicas para a execução do contrato de prestação de serviços regulado pelo presente caderno de encargos encontram-se definidas no documento anexo I (Cláusulas Técnicas), parte integrante deste caderno de encargos. 5

7 ANEXO I CLÁUSULAS TÉCNICAS (ANEXO AO CADERNO DE ENCARGOS) 6

8 Cláusula 1ª Objectivos e Responsabilidades O Consultor-formador de Ligação (CFL) é o agente formativo responsável pela fase de Diagnóstico Estratégico e elaboração do Plano de Desenvolvimento (PD), para cada ED participante, devendo actuar de acordo com as orientações metodológicas intrínsecas ao Programa Formação Acção PME. Na fase subsequente do projecto (Implementação de Medidas) cabe ao CFL a responsabilidade de monitorização da implementação de medidas na ED, através do designado acompanhamento e validação de medidas, deslocando-se à empresa no nº de horas previamente estabelecido pelo Programa Formação Acção PME, para este efeito. Compete ao CFL assegurar a devida articulação entre toda a equipa técnica (Consultores-formadores Especialistas (CFE) e formadores) e prestar todas as informações decorrentes das intervenções nas ED, em que intervém, ao Coordenador de Projecto da Entidade Beneficiária (IAFE), a quem reporta. Compete-lhe ainda validar as Fichas de Execução de Medida preenchidas por cada CFE/Formador bem como preparar o Relatório Final da Intervenção respeitante a cada ED. Para cada empresa (ED) participante deverá ser designado apenas um CFL. Os Consultores-formadores Especialistas (CFE) são os agentes formativos que intervêm em âmbitos específicos e eminentemente técnicos. Reportam ao Coordenador de Projecto da Entidade Beneficiária (IAFE). Trabalham sob a coordenação operacional e em estrito diálogo com os Consultores-formadores de Ligação. A sua intervenção tem por objectivo a Implementação das Medidas de Consultoria Formativa. São, normalmente, técnicos altamente especializados e experientes, responsáveis pela efectiva transferência de conhecimentos e aplicação de novas técnicas e procedimentos nas empresas, executando medidas que geram novas metodologias, métodos organizacionais, processos e práticas de actuação nas empresas intervencionadas. Na Fase de Implementação do Plano de Desenvolvimento (PD) são implementadas, em função do cronograma previsto, as medidas de consultoria formativa identificadas no PD, validadas pelo empresário da Entidade Destinatária (ED) e que se caracterizam pelo enfoque em objectivos, actividades e resultados. Compete aos CFE a execução de todas as medidas de Consultoria Formativa definidas no PD, seguindo as orientações e pressupostos intrínsecos à metodologia do Programa Formação PME bem como o definido no Plano de Desenvolvimento da ED decorrente da fase de Diagnóstico. Compete ao CFE redefinir, justificando, nos casos excepcionais de abandono ou impossibilidade de execução da medida, significativa alteração de conteúdo e de cronograma (superiores a 1 mês de calendário), colhendo, nestes casos, a validação do empresário/dirigente e aprovação do CFL, bem como informando o Coordenador de Projecto da EB. Compete aos CFE a execução das actividades definidas no Plano de Desenvolvimento seguindo as linhas de orientação definidas pela equipa de projecto. No final da execução de cada Medida, compete ao CFE elaborar a Ficha de Execução de Medida, entregando-a ao Consultor-formador de Ligação para assinatura e validação. 7

9 Cláusula 2ª CADERNO DE ENCARGOS Características dos Consultores-formadores de Ligação Os Consultores-formadores de Ligação intervenientes deverão cumprir os seguintes requisitos: Conhecimentos científico/disciplinares e/ou técnicos reconhecidos a partir da formação de base de nível superior em áreas ligadas à actividade empresarial; Conhecimentos metodológicos e instrumentais reconhecidos em função da experiência profissional de consultoria em PME; Qualificação certificada em metodologias de formação-acção; Capacidade de relacionamento interpessoal identificada a partir de experiência de trabalho em equipa e da motivação para o envolvimento em processos colectivos de intervenção; Preferencialmente ser detentor de CAP. Características dos Consultores-formadores Especialistas (CFE) As Equipas de Consultores-formadores Especialistas são compostas e organizadas segundo uma lógica de multidisciplinaridade de saberes e de competências. No que concerne aos CFE, estes deverão ter os seguintes requisitos: Conhecimentos científico/disciplinares e/ou técnicos reconhecidos a partir da formação de base de nível superior, profissionais cuja qualificação decorra de experiência especializada em empresa; Conhecimentos metodológicos e instrumentais reconhecidos em função da experiência profissional de consultoria em PME e/ou formação profissional especializada; Capacidade de relacionamento interpessoal identificada a partir de experiência de trabalho em equipa. Cláusula 3ª Quadro das Intervenções O número de horas de intervenção previsto para a equipa de Consultores-formadores do projecto obedece ao descrito no quadro seguinte Medidas Nº de Empresas (ED) a Intervir Escalão ED (trabalhadores) Total Horas de intervenção de consultoresformadores de ligação (incluindo acompanhamento e validação de medidas) Total Horas de intervenção de consultoresformadores especialistas Total Global 6 1 a Integral a Totais Cláusula 4ª As 16 empresas (ED s) alvo da intervenção localizam-se todas na Região do Algarve. 8

10 Cláusula 5ª Registos de Intervenção Apenas poderão ser facturadas as horas devidamente registadas nas fichas de Registo de Intervenção. Nos casos em que seja manifestamente impossível o cumprimento máximo das horas previstas ou em que haja impossibilidade de cumprir os máximos definidos na tabela, as mesmas não poderão ser imputadas ao projecto. Cláusula 6ª Afectação Horária e Financeira No sentido de garantir uma boa qualidade técnica das intervenções nas empresas, a afectação de horas aos consultores deve ter em conta os limites máximos diários, semanais e mensais de imputação de horas de trabalho por cada consultor que não podem, em caso algum, exceder os limites financeiros estabelecidos no art. 20.º do Despacho Normativo n.º 4A/2008, de 24 de Janeiro, alterado pelos Despacho Normativo n.º 12/2009 de 17 Março, Despacho Normativo nº 2/2011 de 11 de Fevereiro e Despacho Normativo nº 12/2012 de 21 de Maio. 9

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