Realização: CEDI-CE/STDS. Produção: ADES 05/09/2011

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1 2011 RELATÓRIO Realização: CEDI-CE/STDS Produção: ADES 05/09/2011

2 SUMÁRIO P á g i n a 2 Governo Estadual Governador Cid Ferreira Gomes Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social Secretário Evandro Sá Barreto Leitão Coordenadoria das Políticas Públicas para os Idosos e as Pessoas com Deficiência Coordenadora Isabel Cristina Pontes de Lima Conselho Estadual dos Direitos do Idoso do Ceará - CEDI/CE Presidente Lucila Bomfim Lopes Pinto Vice-Presidente Verônica Maciel Medeiros Brito Secretária Executiva Maria Tereza de Araújo Serra O CEDI-CE é um órgão de deliberativa coletiva, vinculado a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) criado pela vontade governamental expressa no Decreto Estadual nº , de 20/03/2003. Missão Exercer uma ação integrada de controle social da política estadual de atendimento ao idoso, orientada para a garantia dos direitos do idoso e a promoção do envelhecimento ativo no Ceará. Conselho Estadual dos Direitos do Idoso (CEDI-CE) Endereço: Rua Pereira Valente, 491, Meireles, Fortaleza/CE CEP Telefone/fax: (85) Ficha catalográfica: Bibliotecária: Ana Maria Dourado Moreira CRB3/522 C387r Ceará. Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social. Relatório da III Conferência Estadual dos Direitos do Idoso/ CEDI-CE/STDS. - Fortaleza: ADES, p.: color. I. Conferência Estadual dos Direitos do Idoso. 1. Direito do Idoso. CDD 3431

3 SUMÁRIO P á g i n a 3 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO EXPEDIENTE PRONUNCIAMENTOS OFICIAIS 1. DADOS DA ETAPA ESTADUAL 1.1. Instrumento Legal de Convocação, local e data de realização da Conferência 1.2. Organizações que participaram da Etapa Estadual 1.3. Coordenação da III Conferência Estadual dos Direitos do Idoso 1.4. Responsável pelo Preenchimento deste Relatório 2. DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DO IDOSO 2.1 Breve Descrição (Dinâmica da Conferência) 2.2 Relação das Diretrizes Priorizadas 2.3 Delegação Cearense para a III Conferência Nacional 2.4 Moções Aprovadas 2.5 Avaliação APÊNDICES APÊNDICE A - Conferência Magna: Compromisso de Todos por um Envelhecimento Digno no Estado do Ceará APÊNDICE B - Envelhecimento e Políticas de Estado: pactuar caminhos intersetoriais

4 SUMÁRIO P á g i n a 4 APÊNDICE C - Pessoa Idosa: protagonista da conquista e efetivação dos seus direitos APÊNDICE D - Fortalecimento e Integração dos Conselhos: existir, participar, estar ao alcance, comprometer-se com a defesa dos direitos dos idosos APÊNDICE E - Diretrizes Orçamentárias, Plano Integrado e Orçamento Público da União, Estados, Distrito Federal e Municípios ANEXOS DOCUMENTOS LEGAIS ANEXO A Portaria Conjunta Nº 001/2011. ANEXO B- Regimento Interno da Conferência ANEXO C Ata da Assembléia Geral de Eleição da Delegação do Ceará ANEXO D Instrumentais

5 APRESENTAÇÃO P á g i n a 5 APRESENTAÇÃO O Conselho Estadual dos Direitos do Idoso (CEDI-CE) e a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), no uso das atribuições que lhes são conferidas pela legislação que os regem, convocaram e realizaram a III Conferência Estadual dos Direitos do Idoso do Ceará, nos dias 17,18 e 19 de agosto de 2011, no Ponta Mar Hotel Fortaleza- CE. Coadunando com as orientações nacionais, nela se trabalhou o tema: O Compromisso de Todos por um Envelhecimento Digno no Estado do Ceará num contexto em que o envelhecimento populacional brasileiro ocorre gerando um bônus demográfico que, se bem aproveitado, se constitui em fator favorável ao desenvolvimento de forma mais equânime. O desdobramento do Tema em quatro Eixos permitiu aos conferencistas nas etapas municipal e estadual, manifestarem-se assumindo um tom de avaliação e proposição, quanto a efetivação dos direitos já estatuídos e garantidos pela Política Nacional do Idoso (PNI). Assim, o esforço empreendido ao longo da programação, resultou na construção consensual de proposições para os âmbitos: estadual, nacional, e destas em interface com a municipal, fundamentadas numa leitura crítica dos percursos e atual estágio de implantação da PNI, na esfera Estadual, tomando como referência a Síntese Avaliativa Municipal, elaborada pelo CEDI-CE a partir dos relatórios das conferências municipais. O texto deste Relatório está organizado em duas grandes partes. A 1. DADOS DA ETAPA ESTADUAL perfila a Conferência realizada. A 2. DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DO IDOSO descreve de forma breve a dinâmica da Conferência; relaciona as diretrizes priorizadas; apresenta a delegação do Ceará para a Etapa Nacional, elenca as moções aprovadas e mostra a avaliação da Conferência feita pelos conferencistas.

6 APRESENTAÇÃO P á g i n a 6 O EXPEDIENTE do pré-textual credita o mérito da realização da III Conferência Estadual. Nos APÊNDICES do pós-textual, estão transcritos os Textos Base elaborados especialmente para subsidiar as discussões dos GTs. Finalmente, nos ANEXOS se encontra os documentos comprobatórios da realização e o alcance dos objetivos da Etapa Estadual III Conferência. Esse Relatório foi aprovado pelo CEDI-CE em reunião plenária realizada no dia 05 de setembro, na forma da Resolução Nº 08/2011. E, encontra-se acessível no site Lucila Bomfim Lopes Pinto Presidente

7 EXPEDIENTE P á g i n a 7 EXPEDIENTE CONSELHO ESTADUAL DOS DIREITOS DO IDOSO CEDI-CE 7ª MESA DIRETORA Presidente Lucila Bomfim Lopes Pinto Vice-Presidente Verônica Maciel Medeiros Brito 4ª GESTÃO DO COLEGIADO ( ) PODER PÚBLICO 1. Controladoria e Ouvidoria Geral do Estado (CGE) Titular Carmem Cinira Correia Pinto Suplente Sandra Maria Gomes de Oliveira 2. Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) Titular Edna Lopes Costa da Matta Suplente Gilvane Moreira Costa 3. Secretaria da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior (SECITECE) Titular Stela Sílvia Ponte Soares Suplente Maria Inês de Oliveira Fernandes

8 EXPEDIENTE P á g i n a 8 4. Secretaria da Cultura (SECULT) Titular Níobe Palmeira Fitipaldi Suplente Raimundo Leonardo de Almeida 5. Secretaria da Educação (SEDUC) Titular Antônia Alves dos Santos Suplente Marta Maria Rodrigues 6. Secretaria da Saúde (SESA) Titular Maria helena Aires Leal Barreira Suplente Hermínia Coelho Alcântara 7. Secretaria de Justiça e Cidadania (SEJUS) Titular Maria Hermenegilda Silva Suplente Maria de Sá Barbosa Brito 8. Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) Titular Sérgio Gomes Cavalcante Suplente Christiano de Almeida Sales 9. Secretaria do Planejamento e Gestão (SEPLAG) Titular Wilmar Bezerra dos Santos Suplente Honorina Batista de Deus 10. Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) Titular Verônica Maciel Medeiros Brito Suplente Neuma da Costa Goes

9 EXPEDIENTE P á g i n a 9 SOCIEDADE CIVIL 1. Associação Cearense Pró-Idosos (ACEPI) Titular Enoe Araripe Autran Suplente Maria dos Remédios Maia Alencar 2. Associação dos Ferroviários Aposentados (AFAC) Titular Maria Erivany Soares da Silva Suplente José Batista da Silva 3. Associação para o Desenvolvimento dos Municípios do Estado do Ceará (APDMCE) Titular Célia Costa Lima Suplente Maria Amélia Prudente Pinheiro 4. Associação Regional da Caridade de São Vicente de Paulo do Ceará Titular Maria Celeste Ferreira Gomes Viana Suplente Maria Izolda Teles 5. Instituto de Geriatria e Gerontologia do Ceará (IGC) Titular Deuciângela Ângelo Carvalho Suplente Maíra Di Ciero Miranda 6. Lar Torres de Melo (LTM) Titular Lucila Bomfim Lopes Pinto Suplente Maria Adalzira Castro de Andrade

10 EXPEDIENTE P á g i n a Ordem dos Advogados do Brasil- Secção Ceará (OAB-CE) Titular Francisco Ximenes de Albuquerque Suplente Patrício de Sousa Almeida 8. Pastoral da Pessoa Idosa (PPI) Titular Cícero Venâncio dos Santos Suplente Maria de Fátima de Oliveira Rodrigues 9. Serviço Social do Comércio (SESC-CE) Titular Ingrid Rochelle Rêgo Nogueira Suplente Vejuse Alencar de Oliveira 10.Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) Titular Túlia Fernanda Meira Garcia Suplente Maria Gomes de Queiroz COMISSÃO ORGANIZADORA ESTADUAL Coordenação Geral Lucila Bomfim Lopes Pinto (Presidente) Verônica Maciel Medeiros Brito (Vice-Presidente) Maria Tereza de Araújo Serra (Secretária Executiva)

11 EXPEDIENTE P á g i n a 11 Coordenação Executiva Ana Lúcia Barbosa Gondim (CMDPI Fortaleza) Antônia Alves dos Santos (CEDI-CE) Elísio de Araújo Loiola (FOCEPI) Enoe Araripe Autran (CEDI-CE) Francisco Gilberto Rodrigues da Silva (STDS) Ingrid Rochelle Rêgo Nogueira (CEDI-CE) Isabel Cristina de Pontes Lima (CPIPcD) Meire Celi Freitas de Aguiar (CEDI-CE) Neuma da Costa Goes (CEDI-CE) Níobe Palmeira Fitipaldi (CEDI-CE) Túlia Fernanda Meira Garcia (CEDI-CE) Francisco Paulo Pimenta Silveira (STDS) Facilitadores dos Grupos de Trabalho Ana Lúcia Barbosa Gondim (CMDPI-Fort) Christiano de Almeida Sales (CEDI- CE/CBMCE) Cícero Venâncio dos Santos (CEDI- CE/PPI) Delza Maria Barata Alencar (STDS) Elízio de Araújo Loiola (CMDI-FORT) Enoe Araripe Autran (CEDI-CE/ACEPI) Francisca Adriela Vieira Neta (STDS) Francisca Enilce Vieira Rocha (STDS) Francisco Paulo Pimenta Silveira (STDS) Hermínia Coelho Alcântara (CEDI- CE/SESA) Isabel Cristina Pontes Lima (CPIPcD) Maria dos Remédios Maia Alencar (CEDI-CE/ACEPI) Marisly Ribeiro Almeida (STDS) Neuma da Costa Goes (CEDI- CE/STDS) Níobe Palmeira Fitipaldi (CEDI- CE/SECULT) Sérgio Gomes Cavalcante (CEDI- CE/SSPDS/CBMCE) Túlia Fernanda Meira Garcia (CEDI- CE/SBGG) Verônica Maciel Medeiros Brito (CEDI-CE/STDS)

12 EXPEDIENTE SECRETARIA EXECUTIVA Secretária Executiva Maria Tereza de Araújo Serra Apoio Técnico Administrativo Aleksandra Vasconcelos Benevides (CIB-CE) Andrea Leitão Mavignier (CEDI-CE) Ângela Patrícia Christian (CEAS-CE) Carla Costa Calvet (CEDI-CE) Elba Carneiro de Almeida Falcão (CIB- CE) Karla Lima Sales Leite (CIB-CE) Maria Emília Mota Aguiar (CEDI-CE) Maria Socorro Pinto de Carvalho (CEDI- CE) Mirian Natália Soares Vasconcelos (CEAS-CE) Rafaelle Ribeiro da Silva (CEAS-CE) RELATORIA Maria Tereza de Araújo Serra Carla Costa Calvet AUTORIA DOS APÊNDICES Ana Lúcia Barbosa Gondim Francisco Paulo Pimenta Silveira Isabel Cristina de Pontes Lima Lucila Bomfim Lopes Pinto Maria Tereza de Araújo Serra Túlia Fernanda Meira Garcia

13 PRONUNCIAMENTOS OFICIAIS P á g i n a 13 PRONUNCIAMENTOS OFICIAIS SRA. LUCILA BOMFIM LOPES PINTO PRESIDENTE DO CEDI-CE Agradeço a apresentação do Grupo de Idosos - Dança do Xaxado do Centro Comunitário do São Francisco STDS, e do Esquete Teatral Lei pra que te quero SESC. Boa tarde, Excelentíssimo Sr. Evandro Leitão, Secretário da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social - STDS na figura de quem cumprimento todas as autoridades presentes e todos os conselheiros titulares e suplentes do Conselho Estadual dos Direitos do Idoso - CEDI, Conselho Municipal dos Direitos do Idoso - CMDIs, idosos e profissionais que atuam na área do envelhecimento. É com imensa satisfação que o CEDI os recebe nestes três dias. Estamos aqui para discutir as diretrizes para as políticas em prol da pessoa idosa no Estado do Ceará e no Brasil, com o objetivo de garantir um envelhecimento com dignidade para todas as pessoas. O envelhecimento populacional é um fenômeno universal, natural e irreversível. O Brasil envelheceu, assim como o nosso Ceará. Temos hoje, de acordo com o último censo do IBGE, quase 11% da população formada por idosos. Residem no Ceará, idosos, sendo destes centenários. Segundo projeções estatísticas da OMS, no período de 1950 a 2025, a população idosa deverá aumentar cerca de quinze vezes, enquanto a população crescerá cinco vezes. Deste modo, em 2025, o Brasil deverá alcançar 32 milhões de pessoas que contarão mais de sessenta anos. Este crescimento vertiginoso não nos tornou aptos a garantir melhor qualidade de vida aos nossos idosos. Os desafios são muitos e nos levam a lutar em prol de uma velhice mais digna no País. O aumento no número de idosos enseja mudanças nos modos de pensar, agir e viver a velhice na sociedade. Por tal razão, deve haver maior preocupação das esferas governamentais em

14 PRONUNCIAMENTOS OFICIAIS P á g i n a 14 assumir políticas favoráveis à promoção da autonomia e independência dos idosos, favorecendo, com efeito, o protagonismo em busca de seus direitos. Havemos todos de ter como meta o fenômeno do envelhecimento com dignidade, ou, melhor exprimindo, direito de viver e de envelhecer com dignidade, decência, respeito, tolerância. E isso é tarefa dos governos, conselhos, enfim, é trabalho conjunto do País inteiro, de todas as gerações. Ajamos, pois, de acordo com o que prescreveu Martin Luther King: Dá teu primeiro passo com fé, não é preciso que vejas a escada inteira, dá somente teu primeiro passo com fé. Quer dizer, necessitamos ser atuantes, sempre confiando em que nossos atos nos conduzirão ao ponto em que tencionamos chegar. É necessário que pelejemos mudar a mente das pessoas em relação à velhice. A sociedade brasileira, simplesmente, não foi preparada culturalmente para prestar o devido respeito às pessoas idosas. Desta maneira, o principal papel do Conselho Estadual do Idoso, parafraseando a Presidente do Conselho Nacional dos Direitos do Idoso, Karla Giakomim, é garantir que a pessoa idosa envelheça com saúde, respeito, educação, habitação e transporte apropriados, dando-lhe a oportunidade de ser o que pretenda ser...temos que garantir isso. E, para que tal aconteça, cada um deve procurar ser o mais proativo possível. Havemos de assegurar o respeito integral ao Estatuto do Idoso, garantindo o direito a políticas de cuidado, de acessibilidade, direitos, enfim, os mais diversos. O Estatuto do idoso deve servir como um norte para que as políticas públicas sejam cada vez mais adequadas. Devemos sempre almejar uma sociedade justa, e uma sociedade justa assim o é para todas as idades. O Estado do Ceará já realizou duas Conferências dos Direitos do Idoso: a primeira, em 2006, com o tema: Construindo a Rede Nacional de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa RENADI no âmbito do Estado ; a segunda, em 2009, com o título Avaliação da Rede Nacional de Proteção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa: Avanços e Desafios. Neste ano, acontece a III Conferência Estadual dos Direitos do Idoso com o tema O Compromisso de todos por um envelhecimento digno no Brasil.

15 PRONUNCIAMENTOS OFICIAIS P á g i n a 15 A realização da III Conferência Estadual dos Direitos do Idoso foi convocada de forma conjunta pelo Conselho Estadual dos Direitos do Idoso - CEDI-CE e pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social - STDS, que segue princípios constitucionais, assim como estabelecido na Política Nacional do Idoso - PNI, acrescendo-se outras exigências legais e técnicas que hoje busca articular e integrar as diferentes políticas que tratam do envelhecimento e dos direitos das pessoas idosas. A III Conferência Estadual - O Compromisso de todos por um envelhecimento digno no Brasil - tem como objetivo primordial debater temas relevantes, focando no envelhecimento, assim como os avanços e desafios da Política Estadual do Idoso, na perspectiva de sua efetivação, além de sensibilizar a sociedade para a realidade do envelhecimento da população brasileira, mobilizá-la, sobretudo, a do Estado do Ceará, para a conquista dos direitos ao envelhecimento com dignidade. Deve ainda fortalecer o compromisso dos diversos setores da sociedade e do Poder Público com o atendimento, defesa e garantia dos direitos da pessoa idosa, determinando prioridades, bem como avaliar a implantação e a efetivação da Política Estadual do Idoso, nas esferas dos governos municipais e estadual. As Conferências de Direitos dos Idosos são espaços amplos e democráticos para discussão e articulação coletivas em torno de propostas e estratégias para as várias políticas envolvidas, como a Assistência Social, a Educação, a Saúde, para citar apenas algumas. A principal característica dessas Conferências é reunir representantes do Governo e da Sociedade Civil para debater os principais desafios e decidir as prioridades nas políticas públicas que refletem no envelhecimento da população e na condição de vida dos idosos, atualmente e nos próximos anos. Não é suficiente, no entanto, a organização de conferências, fazendo-se também necessário assegurar o cumprimento das deliberações ocorridas nessas, e, para que isso ocorra, é exigível maior atuação governamental. As conferências servem para verificar, acompanhar e avaliar o desempenho das políticas públicas com relação às metas propostas, verificando sua adequação à Política Nacional do Idoso, Estatuto do Idoso e demais políticas estaduais e municipais, bem como para propor avanços e novas diretrizes, com o intuito de consolidar e ampliar os direitos das pessoas idosas. As Conferências têm caráter deliberativo, isto é, o que elas definem encerra enorme

16 PRONUNCIAMENTOS OFICIAIS P á g i n a 16 relevância pública e deve ser considerado pelos gestores das políticas e pela sociedade brasileira, cabendo aos conselhos estimular e fiscalizar o cumprimento de suas deliberações. Na III conferência, trabalharemos com quatro eixos- Eixo I - Envelhecimento e Políticas de Estado: Pactuar Caminhos Intersetoriais; Eixo II - Pessoa Idosa: Protagonista da Conquista e Efetivação dos seus Direitos; Eixo III - Fortalecimento e Integração dos Conselhos: Existir, Participar, Estar ao alcance, Comprometer-se com a Defesa dos Direitos dos Idosos e Eixo IV - Diretrizes Orçamentárias, Plano Integrado e Orçamento Público da União, Estados, Distrito Federal e Municípios: conhecer para exigir, exigir para incluir, fiscalizar. Apresentaremos também o mapa da violência estadual contra a pessoa idosa, idealizado pelos conselheiros do CEDI, cujos dados foram compilados e trabalhados por nossa assessora técnica, Carla Calvet, por meio de informações colhidas pelo sistema de vigilância social do STDS/Censo e Mapa dos Riscos Sociais Ocorridos e Notificados no Ceará CEMARIS e do CIAPREV- Centro de Atenção e Prevenção a Violência contra a Pessoa Idosa, com o intuito de descrever a magnitude e o impacto da violência na qualidade do envelhecimento dos cearenses. Esperamos ao todo 800 participantes nesta conferência, entre os quais, 514 delegados, 188 observadores e 98 convidados, todos com importante função. Os delegados são dotados da competência fundamental para discutir, modificar, aprovar ou rejeitar as propostas consolidadas nos grupos, além das moções encaminhadas pelos participantes. A participação na circunstância de delegado é uma oportunidade para influir de verdade na política do idoso e para debater e defender suas idéias e/ou de seu grupo, exercendo de fato o controle social. Não nos esqueçamos de que o Relatório Final da Conferência Estadual dos Direitos do Idoso será organizado com suporte nas discussões e encaminhamentos desta Conferência e dos resultados alcançados em cada um dos eixos. Por todo o exposto, fica a certeza da importância do trabalho realizado pelo CEDI-CE, sabendo-se ainda da necessidade de colaboração das esferas públicas e de toda a sociedade,

17 PRONUNCIAMENTOS OFICIAIS P á g i n a 17 com o intuito de fazer valer os direitos dos idosos no seio da população brasileira, e cearense em particular, garantindo-se o cumprimento das disposições constitucionais e do Estatuto do Idoso. Aproveitemos o momento atual para refletir sobre todas as ações passadas, presentes e futuras em favor da pessoa idosa, sujeito de nosso reconhecimento e luta. Que a III Conferência seja realizada com muita cautela, atenção e que defina as diretrizes que devem subsidiar as políticas e os movimentos sociais. Declaro, pois, aberta a III Conferência e desejo a todos uma boa tarde e que Deus nos abençoe. SR. EVANDRO SÁ BARRETO LEITÃO SECRETÁRIO DO ESTADO DO TRABALHO E DESENVOLVIMENTO SOCIAL Contemporaneamente nossa sociedade tem se caracterizado pelo aumento da população idosa, tal fato se deve à elevação da expectativa de vida e a redução da taxa de natalidade. o enfoque que se coloca é a extrema velocidade com que o envelhecimento da população ocorre, e suas conseqüências: perda de identidade, vulnerabilidade, colocando os idosos em situação de risco e/ou abandono. Tal fato se deve especialmente pelo crescente individualismo e a falta de tempo, características da sociedade atual, expresso no descuido e pouca atenção dos familiares a este segmento. A leitura e confronto destas questões remetem-nos a uma reflexão, exigindo do poder público e da sociedade civil, medidas urgentes, elegendo e implantando políticas públicas de caráter universal.

18 PRONUNCIAMENTOS OFICIAIS P á g i n a 18 Conscientes das responsabilidades e das competências que lhes são atribuídas cabem a secretaria estadual do trabalho e desenvolvimento social STDS coordenar e executar a política de assistência social ao idoso. Nesse sentido, a secretaria tem prestado assessoria técnica e financeira às gestões municipais e à rede socioassistencial, que atende ao segmento, elegendo um leque de ações direcionadas ao fortalecimento destas organizações, com foco em serviços inovadores, de reflexos significativos na efetivação dos seus direitos. No âmbito da Proteção Social Básica, a secretaria vem lançando editais que visam a seleção de projetos voltados ao segmento do idoso, como forma de democratizar o acesso aos recursos públicos, dando-lhes transparência e contribuindo para o exercício do controle social. No âmbito da proteção social especial, a STDS atua a partir das ações desenvolvidas no abrigo dos idosos e do CIAPREVI. ABRIGO DOS IDOSOS A Unidade de Abrigo é destinada ao acolhimento de idosos com grau de dependência para atividades de auto cuidado para a vida diária, abandonados por seus familiares ou que não tenham condições de prover seu próprio sustento. O abrigo oferece proteção integral e cuidados para a preservação da saúde física e emocional e seus direitos e garantias em locais adequados. O Abrigo dos Idosos atende, atualmente, 111 homens e mulheres entre 60 e 90 anos. na unidade, uma equipe multidisciplinar (médicos, dentistas, terapeutas ocupacionais, enfermeiros e assistentes sociais) desenvolve atividades pedagógicas, terapêuticas e de lazer com os abrigados.

19 PRONUNCIAMENTOS OFICIAIS P á g i n a 19 Diante do crescimento da procura, estamos construindo um novo abrigo para nossos idosos, no que estamos investindo R$ 3,4 milhões. As obras foram iniciadas em setembro de 2010 e deverão ser concluídas em dezembro próximo CIAPREVI e CREAS A Célula de Atenção à Média Complexidade coordena e acompanha ainda, as ações de prevenção à violência contra a pessoa idosa em 102 CREAS municipais, nos 02 CREAS regionais (nos municípios vinculados, perfazendo um total de 08 municípios) e no Centro Integrado De Atenção E Prevenção À Violência Contra A Pessoa Idosa (CIAPREVI). Nessas unidades são realizadas ações de apoio, orientação e acompanhamento especializado às famílias nas áreas jurídica, social e psicológica, por meio de: Recebimento de denúncia, através das Ouvidorias, Conselho do Idoso, Disque Nacional 100, Disque-Denúncia , Ouvidoria do Estado 155, presencial e das setoriais. Acolhimento. Verificação das denúncias; Visitas domiciliares e institucionais; Encaminhamentos à rede socioassistencial, ministério público, defensoria pública e outras setoriais; Acompanhamento dos casos de violência e violação de direitos; Mediação de conflitos; Parcerias com as universidades.

20 PRONUNCIAMENTOS OFICIAIS P á g i n a 20 Inaugurado em junho de 2009 com o objetivo de auxiliar idosos vítimas de violência, o CIAPREVI registrou até este ano denúncias, das quais foram acompanhadas e encerradas, permanecendo 587 em acompanhamento. A unidade atende casos de violência psicológica, financeira, física e sexual, além de casos de negligência, abandono e auto negligência por meio de serviços jurídico, social, psicológico e terapêutico. O funcionamento do CIAPREVI é essencial porque possibilita uma maior visibilidade da situação de violência contra a pessoa idosa, considerando que hoje a população já denuncia e acompanha mais os resultados dos casos denunciados. Exposto isso, gostaríamos de nos colocar à disposição de todos e, antes de encerrar, agradecer a presença e participação de todos vocês, participantes da iii conferência estadual dos direitos do idoso, sempre comprometidos com as políticas de atendimento ás pessoas da melhor idade. Sejam todos bem vindos e aproveitem. Muito obrigado.

21 1. DADOS DA ETAPA ESTADUAL P á g i n a DADOS DA ETAPA ESTADUAL 1.1. INSTRUMENTO LEGAL DE CONVOCAÇÃO, LOCAL E DATA DE REALIZAÇÃO DA CONFERÊNCIA Instrumento Legal de Convocação: Portaria Nº 001/2011 e Resolução Nº 001/2011 Período de realização: 17, 18 e 19 de agosto de 2011 UF: Ceará Município: Fortaleza Local: Ponta Mar Hotel, sito Av. Beira Mar, Nº de delegados: 352 Idosos: 56 Não Idosos: 296 Homens: 98 Mulheres: 254 Nº de Participantes: 544 Idosos: 125 Não Idosos: ORGANIZAÇÕES QUE PARTICIPARAM DA ETAPA ESTADUAL Associação Cearense Pró-Idosos (ACEPI) Associações Comunitárias Associação dos Ferroviários Aposentados (AFAC) Associação para o Desenvolvimento dos Municípios do Estado do Ceará (APDMCE) Associação Regional da Caridade de São Vicente de Paulo do Ceará Controladoria e Ouvidoria Geral do Estado (CGE) Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE)

22 1. DADOS DA ETAPA ESTADUAL P á g i n a 22 Entidades Municipais de Atendimento, Assessoramento e de Defesa dos Direitos do Idoso Entidades representativas dos idosos Grupos de convivência de idosos Instituto de Geriatria e Gerontologia do Ceará (IGC) Igrejas de várias denominações Lar Torres de Melo (LTM) Ordem dos Advogados do Brasil- Secção Ceará (OAB-CE) Pastoral da Pessoa Idosa (PPI) Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) Secretaria da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior (SECITECE) Secretaria de Justiça e Cidadania (SEJUS) Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) Secretaria do Planejamento e Gestão (SEPLAG) Secretarias Estadual e Municipais da Cultura (SECULT) Secretarias Estadual e Municipais da Educação (SEDUC) Secretarias Estadual e Municipais da Saúde (SESA) Secretarias Estadual e Municipais do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) Serviço Social do Comércio (SESC-CE) Sindicatos de Trabalhadores Rurais Sindicato dos Servidores Públicos Municipais Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG)

23 1. DADOS DA ETAPA ESTADUAL P á g i n a COORDENAÇÃO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DO IDOSO a) Nome completo: Lucila Bomfim Lopes Pinto e Verônica Medeiros Maciel Brito b) Organização: Conselho Estadual dos Direitos do Idoso - CEDI-CE c) d) Telefones (com DDD): (85) RESPONSÁVEIS PELO PREENCHIMENTO DESTE RELATÓRIO a) Nome completo: Maria Tereza de Araújo Serra e Carla Costa Calvet b) Organização: Conselho Estadual dos Direitos do Idoso - CEDI-CE c) d) Telefones (com DDD): (85)

24 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS P á g i n a 24 Eixos Municípios Estado União Total 2. DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DO IDOSO BREVE DESCRIÇÃO (DINÂMICA DA CONFERÊNCIA) ETAPA MUNICIPAL O Conselho Estadual dos Direitos do Idoso (CEDI-CE), assim que teve as definições do Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI), realizou em 28/04/2011 no Condomínio Espiritual Uirapuru- Fortaleza/CE (CEU), uma reunião ampliada para todos os municípios, com o intuito de capacitá-los para a realização das conferências municipais e participação na III Conferência Estadual. Dos 184 municípios do estado, 128 estiveram presentes, ocasião em que receberam o Passo a Passo para a realização da Etapa Municipal e preparação para a Etapa Estadual. O referido documento foi disponibilizado no endereço Durante toda a Etapa Municipal o CEDI-CE mobilizou, orientou e apoiou a realização das Conferências Municipais que transcorreram no período de 01/04 a 30/06/2011. Desta etapa, obteve-se a seguinte resultado: 163 municípios realizaram suas Conferências Municipais. Foram eleitos e inscritos para a Etapa Estadual 514 delgados e 188 observadores, totalizando a previsão de 702 conferencistas municipais. Foram encaminhados ao CEDI-CE 148 Relatórios de realização das Conferências Municipais. Foram apresentadas proposições, assim distribuídas:

25 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS P á g i n a 25 I II III IV total Fonte: Relatório das Conferências Municipais. Elaborado pelo CEDI-CE. ETAPA ESTADUAL O Conselho Estadual dos Direitos do Idoso (CEDI-CE), realizou nos dias 17, 18 e 19 de agosto, no Ponta Mar Hotel em Fortaleza a III Conferência Estadual dos Direitos do Idoso do Ceará, com a participação de 544 pessoas: entre delegados, observadores e convidados. A divulgação da III Conferência contou com a cooperação das assessorias de imprensa da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), Associação para o Desenvolvimento dos Municípios do Estado do Ceará (APDMCE) e do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE). Conforme o previsto, o Credenciamento transcorreu das 13h00/17agos as 11h00/18agos, com a cooperação dos profissionais que compõem as Secretarias Executivas do CEDI-CE, Conselho Estadual da Assistência Social (CEAS-CE) e da Comissão Bipartite (CIB-CE). Os credenciados foram recepcionados pelo Grupo de Canto Coral do SESC, sendo-lhes entregue uma sacola contendo: camiseta identificadora do evento, Estatuto do Idoso e outros marcos legais, Caderno de Textos da III Conferência Estadual dos Direitos do Idoso, Síntese Avaliativa Municipal, bloco para anotações, caneta, folhetarias diversas, crachá de identificação, ficha de avaliação e cópia da Minuta do Regimento da Conferência.

26 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS P á g i n a 26 Desde o princípio até o encerramento, a III Conferência foi abrilhantada por apresentações culturais de Grupos de Idosos partícipes da Rede Nacional de Proteção e Defesa dos Direitos do Idoso (RENADI-CE). Grupo de Teatro de Idosos do Projeto Sociedade e Cidadania do SESC Esquete Teatral LEI PRA QUE TE QUERO. Grupo canto Coral do Trabalho Social com Idoso do SESC. Grupo de Danças Folclóricas de Idosos do Centro Comunitário São Francisco/STDS. Grupo de Chorinho do CIAPREVI/STDS. Grupo de Teatro do PROJOVEM do Município de Cruz. Grupo de Idoso do Projeto Saúde, Bombeiros e Sociedade do CBMCE. O Cerimonialista da STDS conduziu a Solenidade de Abertura Oficial iniciando pelo anúncio e apresentação de Neirla Vieira intérprete de LIBRAS da III Conferência, seguindo para a seqüência das apresentações culturais previstas para este momento. As apresentações se sucedem, agradando a todos os presentes. A Mesa de Abertura Oficial foi presidida pela Conselheira Lucila Bomfim Lopes Pinto - Presidente do CEDI-CE e composta pelas seguintes autoridades, elencadas por ordem alfabética: Ana Lúcia Barbosa Gondim Presidente do CMDPI-Fortaleza Antônio Rubens Pompeu Presidente do FOCEPI Célia Costa Lima Presidente da APDMCE Antônia Elsuérdia Silva de Andrade Representante da PGJ Conselheira Maria Helena Aires Leal Barreira Representante da SESA Conselheiro Coronel Sérgio Gomes Cavalcante Representante da SSPDS Evandro Sá Barreto Leitão Secretário de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS)

27 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS P á g i n a 27 Isabel Cristina Pontes Lima Coordenadora Estadual das Políticas Públicas para Idosos e Pessoas com Deficiência Maria Ivonete Barbosa Tamboril Secretária Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos Marcelo Antônio Salgado Palestrante da Conferência Magna Marcelo Sobreira Secretário Executivo da STDS Dentre as autoridades que prestigiaram e abrilhantaram com suas presenças a III Conferência, destaca-se a Ministra da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República Maria do Rosário Nunes, acompanhada de uma comitiva composta pelo Coordenador Especial da Coordenadoria Estadual dos Direitos Humanos Sr. Marcelo Uchôa e da Coordenadora Estadual de Políticas Públicas para os Idosos e as Pessoas com Deficiência Sra. Isabel Cristina Pontes Lima, que neste momento visitava o Estado na Abertura da Caravana Nacional de Direitos Humanos. Em sua fala a Ministra ressaltou a importância da visita ao Estado do Ceará e manifestou sua satisfação pela realização da III Conferência Estadual dos Direitos do Idoso, e, ainda disse estar confiante que, do Ceará sairão propostas que irão fortalecer as discussões na nacional. Os Hinos Oficiais do Brasil e do Ceará foram, então, entoados pela Banda de Música do CBMCE. No decorrer da execução dos hinos, foi exibido um clip homenageando as nove personalidades distinguidas pelo CEDI-CE por sua atuação na promoção e vivência do envelhecimento ativo e saudável no nosso meio. Finda a execução dos hinos a Sra. Lucila Bomfim Lopes Pinto, Presidente do CEDI-CE e da III Conferência Estadual se pronunciou abrindo oficialmente a III Conferência, sendo seguida pelos pronunciamentos da Secretária Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Sra. Maria Ivonete Barbosa Tamboril e do Secretário do Trabalho e Desenvolvimento Social, Sr. Evandro Sá Barreto Leitão.

28 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS P á g i n a 28 Após os pronunciamentos a Mesa de Abertura Oficial se desfez dando lugar a próxima, coordenada pelas Conselheiras Presidente e Vice-Presidente do CEDI-CE, Sras. Lucila Bomfim Lopes Pinto e Verônica Maciel Medeiros Brito, respectivamente. A Mesa tratou da Conferência Magna: O Compromisso de todos por um Envelhecimento Digno no Brasil, proferida por Marcelo Antônio Salgado 1. O ilustre palestrante inicia pontuando que, embora o envelhecimento humano seja um processo universal, tanto no aspecto biológico quanto no social, há peculiaridades importantes a serem consideradas na sua compreensão. Fundamenta seu ponto de vista com algumas percepções e práticas sociais de envelhecimento, como por exemplo, das comunidades tradicionais africanas, árticas, indígenas, etc., sempre fazendo um contraponto com as sociedades ocidentais, mais especificamente a brasileira. Coadunou a qualidade do envelhecimento humano brasileiro com as políticas públicas de Estado e a ação social da população, enfatizando a incipiência frente a grandeza de oportunidades geradas pelo bônus demográfico, ora observado na estrutura etária brasileira. Reconhece o sucesso do envelhecimento humano no Brasil e no mundo, mas conclamou o compromisso de todos com a construção da dignidade na velhice. A Plenária debateu entusiasticamente as idéias apresentadas. 1 Assistente Social pela Faculdade Paulista de Serviço Social. Especialização em Epidemiologia do Envelhecimento pela Organização Mundial de Saúde (OMS) Suíça e Fundação Merieux França. Especialista Superior em Gerontologia Social pela Universidade de Barcelona Espanha. Docência nas Faculdades Paulista de Serviço Social em São Caetano do Sul. Docência em cursos de especialização e Pós-Graduação em Gerontologia em Universidades Públicas e Particulares. Assessoria a Governos de Portugal (INATEL), do Brasil, (Ministério da Previdência) em questões relativas a políticas para idosos (desde sua criação em 2002). Assessoria a empresas e fundações de seguridade social na implantação de programas de preparação para aposentadoria. ) Petrobras, Furnas, CEF, etc.). Membro fundador da Associação Nacional de Gerontologia - ANG. Conselheiro científico da federação Internacional das Associações de Pessoas Idosas-FIAPPA/França, órgão consultivo da ONU. Membro do Conselho de Direção do CBCISS-Conselho Brasileiro de Cooperação e Intercâmbio de Serviço Social Sociais. Autor de livros, documentos técnicos e artigos científicos editados no Brasil e no exterior.

29 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS P á g i n a 29 Em seguida, os Conselheiros Sérgio Gomes Cavalcante (SSPDS/CBMCE) e Hermínia Coelho Alcântara (SESA), e a Secretária Executiva (CEDI-CE) coordenam a Mesa de Aprovação do Regimento da III Conferência que tendo sido lido, discutido foi aprovado pela Plenária, sem mais delongas. A apresentação do Mapa Estadual da Violência Contra o Idoso no Ceará foi introduzida por um esquete teatral encenada pelo PROJOVEM do Município de Cruz que mostrava a dramática seqüência de violências perpetradas pela família sobre um idoso culminando com o seu abandono negligência extrema tendo sido revertida pela surpreendente ação do neto do idoso vitimário. O Mapa foi elaborado pelo CEDI-CE a partir dos dados do CEMARIS/CIAPREVI/STDS, especialmente para o 15 de Junho Dia Mundial/Estadual de Conscientização da Violência Contra o Idoso, através das autoras Carla Costa Calvet, Germana Sousa Lima, Lia Costa Mamede e Lucila Bomfim Lopes Pinto. Informa a magnitude da violência contra o idoso através dos indicadores: tipologia da violência, natureza do ato violento e hierarquização dos municípios segundo a taxa de abuso de idosos. E, o Estudo de Caso: Família Silva aprofunda a sua compreensão dialogando através das metodologias: estudo de caso e do modelo ecológico de compreensão da violência. Sua discussão começou na 1ª Audiência Pública da RENADI-CE, ocorrida em 15 de junho por ocasião do Dia Mundial/Estadual de Conscientização da Violência Contra o Idoso e seguirá nos Colóquios para Conscientização da Violência Contra o Idoso. O Mapa inaugura a série de Textos para Discussão do CEDI-CE, disponível no endereço A Plenária demonstrou preocupação com a alta Taxa de Abuso de Idosos verificada no Ceará 10/1000, e, compromisso subscrevendo a Moção de Apoio a Implantação do Protocolo de Intenções para o Enfrentamento da Violência Contra o Idoso no Ceará, proposto e coordenado pelo CEDI-CE. Logo após, os conferencistas são orientados para iniciarem os Trabalhos de Grupos (GTs). Compuseram quatro grupos um para cada Eixo, a partir das escolhas dos conferencistas por ocasião do credenciamento. Os GTs foram facilitados pelos Conselheiros do CEDI-CE e por técnicos da STDS que os instruíram quanto à metodologia a ser adotada, que previa a escolha de um coordenador e um relator por GT, a participação de todos com direito a voz, mas somente dos delegados com direito a voto.

30 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS P á g i n a 30 Dadas as orientações lá permaneceram apoiando os conferencistas na tarefa de priorização das Diretrizes, e, os coordenadores e relatores eleitos assumiram os trabalhos. As Proposições de Diretrizes tanto para o âmbito estadual, quanto para o nacional receberam um tratamento prévio, pela Comissão Organizadora Estadual, com vistas o enxugamento do elenco há apenas àquelas com conteúdo original, denominada de Síntese Avaliativa Municipal. Os conferencistas receberam previamente os textos base e a Síntese Avaliativa Municipal do Eixo que lhes cabia trabalhar no GT. Eixos e a Participação relativa (%) dos conferencistas nos GTs I 23% II 29% III 34% IV 15% Findos os trabalhos dos GTs se compõe a Plenária de Priorização das Diretrizes para os âmbitos: Estadual, Nacional e destes em interface com o Municipal, presidida pelos Conselheiros do CEDI-CE Túlia Fernanda Meira Garcia e Sérgio Gomes Cavalcante. A Plenária, a exemplo dos GTs, foi composta pelos delegados (com direito a voz e voto) e pelos observadores (com direito somente a voz). Os relatores se sucederam na apresentação da priorização feita pelos GTs, seguido de discussão por destaque e aprovação por maioria simples verificada por contraste e contagem das abstenções. A relatoria de todos os GTs ocorreu com vigor e objetividade. Ainda, nesta Plenária, são apresentadas e aprovadas as Moções da III Conferência. Com a priorização concluída se instalou a Assembléia geral de Eleição da Delegação do Ceará para a III Conferência Nacional, presidida por Elízio Loiola, secretariada por Evaldo Cavalcante Monteiro e Maria Tereza de Araújo Serra. São compostos 07 GTs, sendo: 06 GTs para eleição de Delegados representantes dos municípios segundo o porte: pequeno I, pequeno II, médio, grande e metrópole e dos Conselheiros do CEDI-CE. 01 GT para eleição de Observadores. Os GTs foram coordenados por Conselheiros do CEDI-CE e técnicos colaboradores. Como subsidio receberam a relação dos elegíveis, segundo o disposto no Regimento. A metodologia adotada previa que os conferencistas se candidatassem e expusessem suas razões para serem

31 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS P á g i n a 31 eleitos, ao que se seguia a eleição por maioria simples verificada pela contagem dos votos. E, assim foi feito. Finda a eleição se procede a Aclamação da Delegação. Composta por 30 titulares com seus respectivos suplentes. Após reconhecer e agradecer calorosamente a presença e o compromisso de todos os conferencistas e convidados, sem mais a tratar, a Sra. Lucila Bomfim Lopes Pinto, Presidente do CEDI-CE e da III Conferência declarou Encerrada a III Conferência Estadual dos Direitos do Idoso.

32 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DO IDOSO P á g i n a RELAÇÃO DAS DIRETRIZES PRIORIZADAS PROPOSTAS DE DIRETRIZES PRIORITÁRIAS PARA O ÂMBITO ESTADUAL EIXO TEMÁTICO 1: ENVELHECIMENTO E POLÍTICAS DE ESTADO: PACTUAR CAMINHOS INTERSETORIAIS 1. Ampliar as concessões de órteses e próteses, como política de saúde descentralizando sua distribuição. 2. Ampliar o Projeto Estadual Academia na Praça, com contratação de educador físico especializado no atendimento ao idoso. 3. Apoiar a criação de terapia comunitária no município. 4. Garantir um assessor jurídico (defensoria pública) residente no Município para atender os idosos na busca de seus direitos junto ao poder judiciário 5. Criar as delegacias e varas especializadas e capacitar os profissionais lotados no atendimento a pessoa idosa na capital e no interior. 6. Elaborar, coordenar e/ou realizar campanhas educativas anuais, a fim de informar a sociedade sobre: longevidade; processo de envelhecimento; hábitos e estilos de vida saudável e direita do idoso (em articulação Inter setorial no contexto do calendário oficial unificado/cedi-ce). 7. Implantar programas de qualificação profissional nos níveis de capacitação inicial e continuada, técnico, superior e pós-graduação para os profissionais que atuam no atendimento ao idoso e cuidadores do idoso, obedecendo a critérios específicos de contratação para atuar na área, com base nos fundamentos da geriatria e gerontologia. 8. Implantar novas modalidades de atendimento ao idoso no Estado, tais como: Centro de Referência Especializado no Atendimento ao Idoso, Centro Estadual de Atendimento a Saúde do Idoso, Centro dia e Prontuário Eletrônico.

33 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DO IDOSO P á g i n a 33 EIXO TEMÁTICO 1: ENVELHECIMENTO E POLÍTICAS DE ESTADO: PACTUAR CAMINHOS INTERSETORIAIS (cont.) 9. Incluir na grade curricular do envelhecimento como tema transversal e projeto pedagógico na educação básica (e a geriatria e gerontologia como disciplina nos cursos superiores) 10. Garantir médicos especialistas para atender no município e melhoria no atendimento ao idoso nos postos de saúde e hospitais. EIXO TEMÁTICO 2: PESSOA IDOSA: PROTAGONISTA DA CONQUISTA E EFETIVAÇÃO DOS SEUS DIREITOS. 1. Garantir e ampliar o acesso à educação com ações de alfabetização, inclusão digital, preparação para aposentadoria, trabalho e renda. 2. Garantir o cumprimento da legislação referente à acessibilidade de acordo com as normas da ABNT, NBR 9050/ Garantir políticas de capacitação para profissionais, conselheiros e demais membros, integrante da RENADI e comunidade em temas do envelhecimento atuação qualificada em prol do envelhecimento ativo bem como incentivando a organização do movimento social e exercício da cidadania. 4. Promover a criação e fortalecimento dos fóruns de participação da sociedade civil e profissionais interessados em questões referentes ao idoso, incentivando a organização do movimento social e exercício da cidadania. 5. Realizar campanhas sobre a promoção do envelhecimento ativo, direitos da pessoa idosa, intergeracionalidade, protagonismo, cidadania e controle social em diferentes meios de comunicação e ampla divulgação em espaços públicos e privados. EIXO TEMÁTICO 3: FORTALECIMENTO E INTEGRAÇÃO DOS CONSELHOS: EXISTIR, PARTICIPAR, ESTAR AO ALCANCE, COMPROMETER 1. Criar um amplo programa de formação, capacitação e assessoramento de forma sistemática e continuada aos conselheiros em nível municipal e estadual. 2. Dotar todos os conselhos de infraestrutura para a melhoria do seu funcionamento. 3. Fazer cumprir e democratizar o estatuto e a Política Nacional do Idoso 4. Promover a participação da pessoa idosa na formulação, implantação e avaliação das Políticas de atendimento ao idoso e demais Políticas Públicas com as quais mantenham interface. 5. Promover campanhas e articulações por parte do CEDI-CE e CMDI s para que sejam executadas as políticas direcionadas ao idoso.

34 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DO IDOSO P á g i n a 34 EIXO TEMÁTICO 4: DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS, PLANO INTEGRADO E ORÇAMENTO PÚBLICO DA UNIÃO, ESTADOS DISTRITO FEDERAL E MUNICÍPIOS: CONHECER PARA EXIGIR; EXIGIR PARA INCLUIR, FISCALIZAR. 1. Alocar recursos orçamentários para construir, equipar e adequar os equipamentos que atendem a população idosa financiados pelos três entes federados para a execução da política do idoso 2. Assegurar no nível de Estado a participação continuada e efetiva dos municípios na elaboração e monitoramento dos PPAs, LDO e LOA e propor aos demais entes federados também a garantia deste processo de controle social 3. Garantir capacitações continuadas e sistemáticas envolvendo gestores, técnicos e conselheiros sobre os recursos públicos para a efetivação e controle da politica do idoso. 4. Garantir recursos orçamentários para a realização de concurso público da política de assistência social, com posse imediata, dos profissionais para os governos municipais e estadual assegurando o fortalecimento das ações do SUAS, garantindo o preconizado na NOB/RH. 5. Regulamentar o FNI, criar e regulamentar os fundos estadual e municipal, com o devido aporte orçamentário e com a efetiva participação da sociedade civil.

35 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DO IDOSO P á g i n a 35 PROPOSTAS DE DIRETRIZES PRIORITÁRIAS PARA O ÂMBITO NACIONAL EIXO TEMÁTICO 1: ENVELHECIMENTO E POLÍTICAS DE ESTADO: PACTUAR CAMINHOS INTERSETORIAIS 1. Alterar o Art.40 do Estatuto do Idoso, aumentando a reserva do número de vagas no transporte coletivo interestadual, passando de 02 vagas para 04 vagas por veículo. 2. Ampliar as equipes de profissionais aos atendimentos de idosos na ESF- Estratégia de Saúde da Família e no NASF I e II- Núcleo de Atenção a Saúde da Família. 3. Criar nos Municípios Centros Especializados de Saúde ofertando as seguintes especialidades: geriatria, gerontologia, nutricionista, fisioterapeuta, dentista, assistente social, oftalmologia, terapeuta ocupacional, psicólogo, fonoaudiólogo, enfermeiro e educador físico. 4. Implantar nos parâmetros curriculares do país o tema envelhecimento. 5. Reduzir a idade do BPC para 60 anos e a renda per capta para meio salário mínimo, não considerando para efeito de cálculo da renda familiar, os benefícios previdenciários no valor de um salário mínimo percebidos por outro idoso. EIXO TEMÁTICO 2: PESSOA IDOSO: PROTAGONISTA DA CONQUISTA E EFETIVAÇÃO DOS SEUS DIREITOS. 1. Ampliar os espaços de protagonismo, participação social, educação de idosos, com a integração do SUS SUAS e a maior oferta dos serviços nos diversos níveis de atenção. 2. Criar uma emenda constitucional que modifique o critério de renda per capta do BPC, para que a aposentadoria de até um salário mínimo de pessoas idosas não componha a renda familiar. 3. Garantir de uma emenda constitucional para que o BPC seja concedido à pessoa idosa com 60 anos- conforme Estatuto do Idoso. 4. Realizar campanhas estratégicas a nível nacional, que promovam a valorização social, política e econômica da população idosa diante das dificuldades do envelhecimento, enfatizando a não discriminação.

36 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DO IDOSO P á g i n a 36 EIXO TEMÁTICO 3: FORTALECIMENTO E INTEGRAÇÃO DOS CONSELHOS: EXISTIR, PARTICIPAR, ESTAR AO ALCANCE, COMPROMETER-SE COM A DEFESA DOS DIREITOS DOS IDOSOS 1. Garantir assessoramento através da criação de câmaras técnicas com vistas à capacitação continuada, bem como, a divulgação das competências dos conselhos. 2. Firmar parceria entre o CNDI e Associação Nacional do Ministério Público visando melhorar o atendimento à população Idosa. 3. Garantir maior suporte técnico, administrativo e financeiro aos Conselhos nas três Esferas de Governo. 4. Promover a Normatização, Regulamentação e Avaliação Continuada da Rede de Serviços, Programas e Benefícios direcionados à pessoa idosa. 5. Trabalhar na implantação de programas e serviços que contemplem os Direitos do Idoso de acordo com o seu estatuto. EIXO TEMÁTICO 4: DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS, PLANO INTEGRADO E ORÇAMENTO PÚBLICO DA UNIÃO, ESTADOS DISTRITO FEDERAL E MUNICÍPIOS: CONHECER PARA EXIGIR; EXIGIR PARA INCLUIR, FISCALIZAR. 1. Incentivar a participação social na formulação da política de atendimento ao idoso e na elaboração e divulgação do orçamento por meio de campanhas educativas 2. Propor emenda constitucional que garanta um percentual orçamentário de no mínimo 10% para assistência social dentro das três esferas de governo, sendo este subdividido dentro das quatro subfunções da assistência (idosos, pessoas com deficiência, criança e adolescente e atividades comunitárias). 3. Reajustar os valores dos pisos da proteção social básica e especial da média complexidade e implementar com urgência o piso da proteção especial de alta complexidade

37 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DO IDOSO P á g i n a 37 PROPOSTAS DE DIRETRIZES PRIORITÁRIAS NO ÂMBITO MUNICIPAL COM INTERFASE COM O ESTADO E UNIÃO EIXO TEMÁTICO 2: PESSOA IDOSO: PROTAGONISTA DA CONQUISTA E EFETIVAÇÃO DOS SEUS DIREITOS. 1. Ampliar as ações de proteção social direcionadas para a população idosa da zona rural através da interiorização dos CRAS. 2. Realizar campanhas socioeducativas de ampla divulgação dos direitos do idoso. 3. Criar um sistema informativo permanente de divulgação sobre as Políticas Públicas direcionadas ao Idoso, garantindo a intersetorialidade. 4. Desenvolver ações de valorizações e socialização, por meio de projetos para pessoas idosas na zona rural e urbana, favorecendo o protagonismo no processo do envelhecimento. 5. Garantir a representação e participação da pessoa idosa nos espaços democráticos e deliberativos no município, estado e união. 6. Garantir a transparência na aplicação dos recursos nas 03 esferas de governo (Federal, Estadual, Municipal) para que o idoso possa ser um agente fiscalizador dos seus direitos. 7. Garantir atendimento qualificado na rede pública de saúde, assistência social e educação com garantia de profissionais especializados na área de Geriatria e Gerontologia. 8. Garantir o cumprimento da legislação referente à acessibilidade de acordo com as normas da ABNT, NBR 9050/ Promover capacitação para cuidadores da pessoa idosa.

38 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS P á g i n a MOÇÕES 1. Moção De Apoio A Criação Do Fundo Estadual Do Direito Do Idoso (FEICE) 2. Moção De Apoio A Implantação Do Protocolo De Intenções Para O Enfrentamento Da Violência Contra O Idoso No Ceará 3. Moção De Apoio A Realização De Concursos Públicos 4. Moção De Apoio Aos Assistentes Sociais Do INSS 5. Moção De Repúdio Ao Veto Da Emenda A LDO Que Garantia Ganho Real Sobre Os Benefícios Pagos Pelo INSS Aos Aposentados E Pensionistas. 6. Moção De Repúdio Aos Gestores Municipais Que Não Custearam A Participação Dos Seus Delegados E Observadores 2.4.AVALIAÇÃO Todos os conferencistas receberam por ocasião do credenciamento a Ficha de Avaliação padrão. Dos 544 credenciados, 126 (23%) avaliaram voluntariamente a Conferência. A Ficha de Avaliação propõe 17 itens a serem verificados, totalizando possibilidades de conceituação. No combinatório geral a III Conferência Estadual foi considerada MUITO BOA/BOA, em 80% das respostas possíveis. O que faz dela um sucesso de realização política administrativa. Esse parecer se confirma, também, na comparação entre os indicadores selecionados para verificação da evolução das Conferências no Ceará. Comparando-se essa Conferência em relação às anteriores (I Conferência (2005) e II Conferência (2008)), se observa que a evolução tem sido ascendente, conforme ilustra o quadro abaixo:

39 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS P á g i n a 39 Conferências Indicadores I II III Municípios que fizeram conferências municipais Municípios que fizeram reuniões ampliadas Municípios com delegações credenciadas Municípios inscritos que faltaram a conferência Total de credenciados Fonte: Relatórios da I e II Conferências. Elaboração: CEDI-CE. AVALIANDO A CONFERÊNCIA DESTACANDO ALGUNS INDICADORES Divulgação para 82% foi MUITO BOA/BOA. Local de realização para 96% foi MUITO BOA/BOA. Organização para 74% foi MUITO BOA/BOA. Respeito à fala das pessoas idosas para 56% foi MUITO BOA/BOA. Qualidade das discussões nos grupos para 55% foi MUITO BOA/BOA.

40 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DO IDOSO P á g i n a 40 Fonte: Fichas de Avaliação. Elaborado pelo CEDI-CE.

41 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DO IDOSO P á g i n a DELEGAÇÃO CEARENSE MUNICÍPIOS DE PEQUENO PORTE I REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL TITULAR NOME IDADE CONTATO 1. Damião Lopes de Sales 72anos (88) (88) José Irineu Morais Barbosa 31anos (88) (88) Maria Neuza Rodrigues de Sousa 52anos (88) (88) SUPLENTE 1. Gilvan Barbosa de Sousa 43anos (88) Maria Leonarda Rodrigues 55anos (88) (88) Maria Pereira de Oliveira 64anos (88) (88) REPRESENTANTES DO GOVERNO TITULAR NOME IDADE CONTATO 1. Laécio de Sousa Josue 39anos (88) (88) SUPLENTE 1. João Jorge de Souza Neto 42anos (88) (88)

42 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DO IDOSO P á g i n a 42 MUNICÍPIOS DE PEQUENO PORTE II REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL TITULAR NOME IDADE CONTATO 1. Joana Isvalda Carvalho Oliveira 41anos (88) (88) José de Anchieta e Silva 81anos (85) (85) Luís Rominique dos Santos 25anos (88) SUPLENTES 1. Maria Neci Gomes Soares de Sales 51anos (85) José Marcos Bezerra Marques 43anos (85) Maria Vanilda Bezerra Mota 74anos (85) (85) REPRESENTANTES DO GOVERNO TITULAR NOME IDADE CONTATO 1. Edilson Carvalhedo Sampaio 79anos (88) (88) SUPLENTES 1. Raimunda Torres Chaves 56anos (88) (88)

43 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DO IDOSO P á g i n a 43 MUNICÍPIOS DE MÉDIO PORTE REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL TITULAR NOME IDADE CONTATO 1. Maria Gonçalves Lima Almeida 70anos (88) (88) Nara Cristina Marques Batista 43anos (85) Pedro Madeira de Sales 60anos (88) (88) Raimundo Neto Carvalho Lima 44anos (88) (88) SUPLENTES 1. Irma Deluacy Oliveira Santos 66anos (88) Maria Ivanira Freitas Rocha 67anos (85) Marta Helena Evangelista da Silva 60anos (85) Noádias Sousa de Oliveira 55anos (85) (85) REPRESENTANTES DO GOVERNO TITULAR NOME IDADE CONTATO 1. Renata Maria Ramos Lima 35anos (85) (85) SUPLENTES 1. Venceslau Moreira de Araújo 42anos (88) (85)

44 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DO IDOSO P á g i n a 44 MUNICÍPIOS DE GRANDE PORTE REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL TITULARES NOME IDADE CONTATO 1. Francisca Ramos da Silva 58anos (85) (85) Francisca Suelane da Silva 41anos (85) (85) Francisco Haroldo Lima 72anos (85) (85) Jacques Fefferson Vasconcelos Mendes 56anos (88) SUPLENTES 1. Maria Elizabeth Alves Matias 33anos (88) (88) Selisvaldo Ferreira Lima 65anos ( (85) Sheila Maria Araújo do Nascimento 46anos (88) (88) REPRESENTANTES DO GOVERNO TITULARES NOME IDADE CONTATO 1. Manoel Barbosa Neto 63anos (85) (85) SUPLENTES 1. Maria Célia Oliveira Vasconcelos 38anos (85) (85)

45 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DO IDOSO P á g i n a 45 METRÓPOLE FORTALEZA TITULARES NOME IDADE CONTATO 1. Acácia Maria Figueiredo Torres de Melo Moura 53anos (85) (85) Ana Lúcia Barbosa Gondim 56anos (85) (85) José Jucá de Mesquita Paiva 72anos (85) (85) Maria Maruza Mendes de Carvalho 52anos (85) (85) SUPLENTES 1. Maria Vilany Lima dos Santos 64anos (85) (85) REPRESENTANTES DO GOVERNO TITULARES NOME IDADE CONTATO 1. Mirla Guimarães Linhares de Oliveira 33anos (85) SUPLENTES 1. Rosimeire Chagas Melo dos Santos 41anos (85)

46 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DO IDOSO P á g i n a 46 CEDI-CE REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL TITULARES NOME IDADE CONTATO 1. Lucila Bomfim Lopes Pinto 49anos (85) (85) Túlia Fernanda Meira Garcia 37anos (85) (85) SUPLENTES 1. Deuciângela Ângelo Carvalho 43anos (85) (85) Maria Erivany Soares da Silva 68anos (85) (85) REPRESENTANTES DO GOVERNO TITULARES NOME IDADE CONTATO 1. Sergio Gomes Cavalcante 43anos (85) (85) Verônica Maciel Medeiros de Brito 53anos (85) (85) SUPLENTES 1. Christiano de Almeida Sales 34anos (85) (85) Maria Hermenegilda Silva 54anos (85) (85)

47 DESENVOLVIMENTO DA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DO IDOSO P á g i n a 47 OBSERVADORES REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL TITULARES NOME IDADE CONTATO 1. Eliene Gomes de Meneses Soares 43anos (88) (88) Aldiana Alves Vieira 43anos (85) SUPLENTES 1. Hayton Duarte Junior 48anos (88) Gerdilan Carvalho do Nascimento 28anos (88) REPRESENTANTE DO GOVERNO TITULARES NOME IDADE CONTATO 1. Andrea Maria Façanha Venâncio 24anos (88) SUPLENTES 1. Maria do Socorro Leite Rocha 31anos (88)

48 P á g i n a 48 APÊNDICES APÊNDICE A O COMPROMISSO DE TODOS POR UM ENVELHECIMENTO DIGNO NO ESTADO DO CEARÁ Isabel Cristina de Pontes Lima 2 RESUMO Como garantir o envelhecimento digno em uma sociedade cujos valores simbólicos de identidade constroem uma trama para mecanismos de defesa na busca da jovialidade e negação do envelhecimento? Este questionamento concorre para inusitados desafios concernentes ao olhar que Estado e Sociedade direcionam à pessoa idosa no Ceará. Defendemos o pressuposto de que é a partir desses olhares, que se constroem e (re)constroem as tramas que permeiam as relações intergeracionais e acabam por determinar nuances para a intervenção governamental na gestão de políticas públicas direcionadas a esse segmento populacional. Esta discussão se delineia com o objetivo de apresentar aspectos significativos da realidade presente no Ceará e, a partir desse contexto, ressaltar a decisão política assumida pelo governo do Estado para o enfrentamento desta problemática. Trata-se de um artigo de revisão, metodologicamente formulado em temáticas interdependentes e complementares, cujos achados convergem para sugerir que apesar de todas as restrições sociais, econômicas e culturais vigentes, promover e assegurar o envelhecimento digno é, antes de tudo, um dever do Estado cujo cumprimento se revela possível a partir da articulação das políticas públicas voltadas à satisfação das necessidades dessa população, pela via da garantia de seus direitos. Palavras-chave: Envelhecimento, Dignidade, Ceará Acessível. 2 Isabel Cristina de Pontes Lima - Assistente Social, (UECE) Mestre em Planejamento e Gestão de Politicas Públicas (UECE), Assessora Técnica do Gabinete da Primeira Dama do Estado do Ceará Programa Ceará Acessível.

49 P á g i n a O Envelhecimento Sob Múltiplos Enfoques Uma abordagem sobre envelhecimento e tudo o mais que envolve vida, tempo e morte, inclui necessariamente a compreensão dos valores, estigmas e sistemas sociais, políticos e econômicos que delineiam a história de diferentes sociedades humanas fomentadas em suas representações simbólicas e culturais. A característica humana de ser, estar e agir no mundo adquire contornos diferenciados dependendo das condições concretas em que a vida se insere. A maneira como as pessoas agem para adequar a natureza aos seus interesses de sobrevivência influi de modo decisivo na construção das representações mentais que balizam e explicam a realidade. Na antiguidade, os seres perfeitos tornavam-se modelos ou paradigmas inteligíveis, imitados pela arte e cultura de seu tempo, Os gregos,valorizavam muito o jovem de corpo belo, educado pela ginástica e pela dança para tornar-se um guerreiro (Platão, in Chauí, 1995). Em tais circunstâncias, as arenas de lutas onde se digladiavam os Spartacus, eram sólidas construções monumentais em arquitetura delineada para o teatro competitivo, onde a força e a habilidade no manuseio das armas era a virtude que merecia o aplauso da política. Fundava-se nas sociedades grega e romana, as origens dos conflitos imperativos de valores que ao longo do tempo foram sendo disseminados, concorrendo para a segregação de pessoas idosas. Mais tarde, acreditava-se que para se chegar à velhice era necessário uma série de atributos relacionados à sorte, à graça divina ou a outros fatores sobrenaturais. Com o passar do tempo, as crenças forjadas em poderes místicos não se sustentaram e a ciência veio manifestar-se como a explicação mais confiável dos fatores inexoráveis e naturais da vida, e o homem moderno passou a contar com um universo de informações sobre os determinantes de como envelhecer melhor. Ultrapassados os constrangimentos enfrentados pelas lutas universais com vistas à garantia dos direitos humanos, novas formulações científicas, filosóficas, éticas e legais passaram a compor a agenda pública em matéria de relevância.

50 P á g i n a 50 Pautando-se no pressuposto de que as pessoas vão se constituindo como sujeitos nas sucessivas interações e nos diversos espaços discursivos, Bakhting (1997) sugere que a imagem pública de cada pessoa se constrói a partir dos olhos dos outros. Nessa perspectiva, há sempre o inacabado em cada ser. A partir do excedente de visão, ou seja, do olhar dos outros, cada pessoa é, em si mesma, incompleta e cada um só existe nas relações com os outros. Como as relações são infinitas, não se tem nunca um sujeito absoluto. Cada pessoa é sempre resultado de um passado e uma expectativa do que pode vir a ser no futuro. No mundo moderno, associamos a velhice e, logo, os velhos e as velhas à ausência de sinais positivos ou à sua perda, como a saúde, a capacidade de produzir, o vigor sexual, a beleza e a força física e mental. E mais que isso, fazemos a ligação entre as imagens da velhice e da morte (Barros, 2006, p.46) Mesmo com as recentes campanhas públicas voltadas a disseminação de uma nova imagem da velhice, persiste o peso negativo que culturalmente foi associado a condição do envelhecimento nas sociedades ocidentais, portanto, essa etapa da vida, assim como os demais momentos do seu curso são leituras culturais sobre a natureza humana. A partir da compreensão dos direitos humanos e da concepção de cidadania fundamentada no reconhecimento das diferenças e no acesso de todos à participação política e social, o mundo transforma suas premissas e, nessa trajetória, a segregação das pessoas idosas passa a ser negada e coibida. Nesse novo tempo, se delineiam os caminhos para a acessibilidade de pessoas idosas em todos os espaços por onde a vida transita. Para tanto, é urgente superar a perspectiva linear das políticas públicas e sugerir um olhar multifocal que viabilize pensar inclusões, convivências de ideais, e novas reflexões para que se promova, de fato, a garantia dos direitos das pessoas idosas. Sem a compreensão dos impactos provocados pelo desenvolvimento demográfico na vida das sociedades, todas as concepções teóricas e legais perdem significado. A classificação de envelhecimento, particularmente adotada pela Organização Mundial da Saúde, norteia a legislação brasileira na utilização do critério etário para definir se uma pessoa é idosa ou não. Entretanto, ao processo de envelhecimento concorrem, além dos aspectos biológicos e fisiológicos, outras variáveis, tais como a hereditariedade, o estado emocional e as condições sócio econômicas e culturais. A rigor, é a partir da conjugação

51 P á g i n a 51 dessas variáveis que o envelhecimento transparece de modo singular, em cada indivíduo (Telles e Groisman, 2010, p.1). Diante da realidade do envelhecimento populacional, o crescimento demográfico analisado a partir da linha do tempo de vida assume destaque na agenda política internacional porque o aumento da expectativa de vida, associado à tendência da queda nas taxas de fertilidade passam a produzir aumento significativo no quantitativo de pessoas com 60 anos ou mais. No Brasil, o envelhecimento demográfico vem se efetivando de modo acelerado: Um indicador que mostra o processo de envelhecimento da população brasileira é o índice de envelhecimento (divisão do numero de idosos pelo de crianças) Em 1980, existiam cerca de 16 idosos para cada 100 criança. Em 2000, essa relação era de quase 30 idosos para cada criança (IBGE,2000). Para 2040, estima-se que a população idosa (65 anos ou mais) alcançará um patamar de 18% superior ao de crianças (0 a 14 anos) e em 2050, esta relação poderá ser de 172,7 idosos para cada 100 crianças (TELLES E GROISMAN, 2010, p.2). Esses indicadores revelam a transformação do perfil etário da população brasileira, evidenciando também o crescimento do número de idosos com idade superior a 80 anos. Essa realidade concorre para aumentar a contingência de doenças, complicações e fragilidades que implicam em limitações funcionais para essas pessoas individualmente e para o planejamento dos gastos públicos em geral. É necessário então, adequar o orçamento, com vistas à execução de políticas públicas direcionadas às demandas advindas desse contingente, especialmente àquelas provenientes das áreas da saúde, previdência e assistência social. Alem desses indicadores, estudos efetivados pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) em relação ao peso relativo da população idosa em cada país da referida região identificam três situações: Uma primeira, onde os países atingiram percentuais mais elevados, caracterizando um processo de envelhecimento mais avançado, como: Uruguai, com 17,3%; Cuba, 15,4%; Argentina, 13,8% e Chile, 11,5%. A segunda mostra um grupo intermediário, com percentuais variando entre 6% e 8%, e uma terceira onde o processo de envelhecimento se encontra bem menos acentuado, como nos casos da Nicarágua e Haiti; com percentuais de 4,8% e 5,8% respectivamente 3. A longevidade da população brasileira se insere no ranking do grupo intermediário, entretanto, sua importância em termos absolutos se afirma pelo fato de representar mais de 3 Brasil. IBGE, Síntese dos Indicadores Sociais uma Análise da Condição de Vida da População Brasileira, 2007

52 P á g i n a 52 1/3 da população deste grupo etário na região, seguido pelo México, Argentina e Colômbia, que também assumem relevância neste cenário. O fenômeno do envelhecimento, analisado com base nas projeções da Organização das Nações Unidas (ONU) para 2025, coloca o Brasil na 6ª posição entre os países com a maior população idosa do mundo. Todos os estudos mais recentes confirmam que no Brasil, o processo de envelhecimento populacional mostra-se acelerado e essa realidade deve ser compreendida também sob diferentes enfoques. A distribuição da população idosa, por classe de rendimento médio domiciliar percapta, em 2006, identifica que 12,4% viviam com rendimento de até ½ salário mínimo, o que converge para situação de pobreza. No subgrupo de 65 anos ou mais, essa proporção cai para 10,9%, o que sugere a eficácia das políticas públicas destinadas a esse segmento como é o caso da Política de Assistência Social, por meio do Programa de Benefício de Prestação Continuada e da Previdência Social, cujo peso revela-se significativo para o orçamento das famílias, especialmente nas áreas rurais. No Nordeste, estas proporções se revelaram bem mais elevadas, 23,5% para o caso das pessoas de 60 anos ou mais de idade e 20,8% entre os de 65 anos ou mais, o que concorre para refletir o padrão de vida da região 4. Tal realidade se expressa no Estado do Ceará onde a população com mais de 60 anos é de idosos. Esse contingente tem crescido a uma taxa geométrica de 3,23% no período de 1996 a Entre eles, 63,3% são chefes de família; 37,3% trabalham e 62,7% são inativos; 71% residem em áreas urbanas e 29% em zona rural. Excluindo a região metropolitana, constata-se que há uma concentração de 65% dessas pessoas residindo no interior do Estado 5. Nas camadas pobres o idoso tanto pode ser um empecilho para a família como pode ser a única fonte de renda (em forma de aposentadoria ou pensão). Há famílias, principalmente nos municípios mais pobres, em que os idosos mantêm as despesas familiares e são valorizados como um dos poucos consumidores locais com renda fixa. (Goldman, 2006, p.57) Longevidade e envelhecimento são conceitos correlacionados, na medida em que comportam aspectos relativos à qualidade da duração do tempo de vida. Evidentemente, a longevidade 4 Ib Id., Brasil, IBGE, PNAD/2005.

53 P á g i n a 53 contribui para o envelhecimento e este é inegavelmente influenciado pela redução da fecundidade que altera a base da pirâmide etária. Outro aspecto da longevidade está associado ao gênero. Essa característica foi demonstrada por Pearl, cujos estudos sugerem que as mulheres têm uma nítida vantagem biológica sobre os homens. Outro fator observado é que na juventude todos os indivíduos abaixo do peso médio, têm uma mortalidade maior. Por outro lado, todo o excesso de peso significa maior mortalidade em indivíduos acima de 40 anos de idade. 6 A longevidade está também relacionada positivamente com o status social e econômico favorável e com o trabalho intelectual (profissões, etc) em oposição ao trabalho manual, embora a questão da influência relativa de fatores genéticos, determinando simultaneamente ocupações de baixo nível e uma constituição medíocre, por um lado, e as desvantagens ambientais de ocupações manuais, por outro lado, não tenham sido minuciosamente explorados. A análise dos aspectos econômicos, biológicos, culturais, psicológicos e sociais, relativos ao fenômeno do envelhecimento, se perde nas diferentes formulações teóricas se a condição da qualidade de vida das pessoas passa ao acaso, sem uma formulação de políticas públicas centradas principalmente para o contingente de idosos empobrecidos. A condição de vida da pessoa idosa apresenta diferenças significativas a depender de sua autoestima, afetividade familiar, sociabilidade e conquistas legais, o que difere no sentimento individual e também no coletivo, dependendo da história de vida de cada um e da realidade histórica da sociedade em que a pessoa idosa vive. Novos são os desafios colocados para as políticas púbicas em geral. No caso específico da saúde pública, o quadro sugere a necessidade de investimentos na qualidade do atendimento para as gerações presentes em ações preventivas, estudos e pesquisas imunológicas, em paralelo ao planejamento estratégico, com visão de longo prazo onde a qualificação de 6 PEARL, J. op cit TRIPICCHIO Adalberto (in) capturado em 06/05/2010.

54 P á g i n a 54 profissionais em gerontologia/geriatria seja estimulada concomitante aos investimentos na farmacologia, fisioterapia, dentre outros ramos do conhecimento científico. O olhar focado no futuro não pode descuidar do presente, porque é agora que se constroem as condições objetivas para o envelhecimento digno e isso implica soluções integradas em políticas transversais, onde a saúde se articule à educação, à infraestrutura, ao esporte, ao trabalho, à seguridade social, lazer, dentre outras, para que de fato, vistos como seres inteiros, a população envelheça com dignidade. No plano do Direito, o intuito de preservar a dignidade do envelhecimento está referendado no Estatuto do Idoso (Lei N /03). Tal diploma assegura em seu Artigo 2 que devem ser garantidas todas as oportunidades e facilidades de saúde física e mental, seu aperfeiçoamento moral, intelectual espiritual e social em condições de liberdade e dignidade. Para além da garantia dos direitos, o Estatuto do Idoso revela uma forte preocupação com a mudança dos velhos paradigmas. A partir de sua disseminação, novos comportamentos vão sendo assimilados e a visão preconceituosa e estigmatizante direcionada à pessoa idosa, fomentada por uma sociedade que ainda se deixa persuadir pela fantasia da eterna juventude, vai gradativamente cedendo lugar a uma nova compreensão sobre a evolução natural da vida e de seus determinantes. Reescrever a história parece uma tarefa urgente e necessária. As gerações presentes devem ser convocadas a pensar novos esquemas simbólicos do imaginário sobre as diferentes fases da vida. Nesse caminhar, a própria existência como um todo deve ser repensada. As representações negativas, cultivadas no passado e ainda exploradas no presente, não favorecem a conquista da dignidade e, por isso mesmo, os aspectos culturais são emblemáticos da necessidade de uma nova ordem social. Diante de tamanhos desafios, ultrapassar o campo do discurso para a vida prática, impõe a concepção de políticas públicas de caráter emancipatório, como também exige superar a distância entre estado e sociedade. Sujeito, coletividades e suas instâncias representativas no embate democrático precisam estar aliançadas, com poder e autonomia preservados para enunciar demandas e balizar a disponibilidade de ofertas de serviços essenciais à garantia dos direitos da população. Esse entendimento deve justificar e orientar o debate contemporâneo no campo das políticas públicas para a garantia dos direitos das pessoas

55 P á g i n a 55 idosas. Tal compreensão deve efetivar-se em práticas cotidianas, capazes de corresponder á complexidade dos processos relacionados ao envelhecimento, porque suas peculiaridades concorrem para exigências múltiplas de caráter transversal. Nesse aspecto,o exercício do controle social é determinante. Após a Constituição Federal de 1988 as práticas e mecanismos de participação e controle social, no campo da gestão de políticas públicas de garantias de direitos das pessoas idosas, tornaram-se temas recorrentes dos enunciados valorativos da dignidade e da igualdade e por sua via, da democracia. A institucionalização do discurso legal, no entanto, ainda não alcançou o êxito postulado porque o Brasil ainda não superou os extremos das desigualdades, do mesmo modo que a noção de transversalidade e controle social ainda se mostram vagas, sustentadas em proposições gerais ou inespecíficas, o que não garante nem autoriza a efetividade de suas práticas. A equidade, entendida como o provimento dos serviços para o atendimento das necessidades da pessoa idosa exige participação ampliada, o que não se dá por acaso, mas de modo qualificado para a intervenção nas diferentes instâncias responsáveis pela formulação execução e avaliação de políticas públicas. Nessa lógica, os Conselhos se configuram como espaços por excelência. A universalidade dos direitos de acesso à serviços e benefícios essenciais requer a renovação permanente de iniciativas que visem assegurá-los, tal como idealizados constitucionalmente. Do mesmo modo que a legislação complementar de garantia dos direitos da pessoa idosa, não se efetiva sem que os atores sociais, integrantes deste grupo etário, vocalizem suas demandas provocando respostas positivas do estado em particular, e da sociedade em geral. No caso específico do Estado do Ceará, o mapeamento dos Conselhos nos 184 municípios revela lacunas que precisam ser superadas. A inexistência, o despreparo dos conselheiros, a falta de condições objetivas para o seu funcionamento ou sua irregularidade comprometem o alcance da justiça social e da equidade. Quando, por outra via, se pensa nas responsabilidades governamentais com a garantia dos direitos da pessoa idosa, um primeiro impasse se coloca para essencial superação: a dignidade da pessoa humana não se garante pela via de ações desintegradas. É urgente

56 P á g i n a 56 superar o distanciamento entre instâncias governamentais e promover a intersetorialidade entre políticas públicas, concebidas como estratégia essencial para garantir a universalização dos direitos em relação objetiva com o equacionamento do gasto público para a concretude na cobertura do atendimento às necessidades da pessoa idosa em respeito a sua dignidade. A realidade contemporânea autoriza o repensar de estratégias diferenciadas com vistas ao enfrentamento da dinâmica da realidade, tal como esta se apresenta. Assim compreendendo, essa Conferência anuncia uma discussão inovadora, onde os conceitos de envelhecimento e de dignidade são colocados para além dos fundamentos teóricos que norteiam a compreensão humana de seus postulados. Convoca, portanto, a sociedade cearense como um todo a compartilhar saberes, vivências e responsabilidades com o hoje e com o futuro 2. Dignidade da pessoa humana Para os objetivos deste artigo, convém discutir o conceito de dignidade da pessoa humana, o que implica, inicialmente, sua compreensão no percurso das noções filosóficas valorativas seguindo-se para o campo do direito. A partir de então retoma-se a questão inicial, que abre o debate em torno do tema desta Conferência, levando-se em conta a dignidade da pessoa idosa. Interessa, portanto, que a conceituação de pessoa humana seja a mais abrangente possível, porque esse conteúdo não se esfacela em pedaços balizados pela noção etária, racial ou de gênero. Essa compreensão é assim concebida de modo intencional, para deixar bem evidente a sua contraposição cultural e simbólica ao conceito de igualdade, contido na legislação presente. O conceito de dignidade da pessoa humana tem sua evolução histórica assinalada em momentos simbólicos de diferentes sociedades, a exemplo das marcas deixadas pelo Cristianismo, depois em seus valores (re)significados pelo Iluminismo Humanista, mais tarde reformulados na obra de Emmanuel Kant, conteúdo repensado após os horrores da Segunda Grande Guerra Mundial, para, enfim, ser balizado pela mais recente fase, inscrita no plano do Direito Internacional.

57 P á g i n a 57 O Cristianismo fez emergir uma concepção de ser humano totalmente estranha à compreensão difundida na Antiguidade. A partir de então, todos os seres da espécie humana são filhos de Deus e compartilham da mesma dignidade. Essa compreensão foi tomada como objeto de estudo de muitos pensadores cristãos da Idade Média e hoje se evidencia na doutrina social da Igreja (Avila,1993). Uma visão laica do mundo medieval emergiu com o Iluminismo em seus postulados humanistas, que viam o homem como o centro e a medida de todas as coisas. A partir de então, foram definidos os direitos individuais do homem e defendidos perante o Estado. Consagraram-se, por essa via, importantes instrumentos balizadores do poder como as constituições, as declarações de direitos pautadas pela igualdade e a definição da lei como expressão da vontade geral. Do ponto de vista filosófico, a dignidade humana concebida por Kant ( ), assume conteúdo valorativo maior em sua perspectiva de ser o homem um fim em si mesmo, dotado de dignidade ontológica, devendo o Estado orientar-se para atendê-lo em seus interesses individuais e condições materiais indispensáveis ao exercício da sua liberdade. Entretanto, por seu conteúdo filosófico valorativo, a dignidade humana assim concebida, não foi incorporada ao ordenamento jurídico inaugurado a partir da Revolução Francesa. Somente depois dos horrores da Segunda Grande Guerra mundial e das repercussões derivadas dos regimes nazistas e fascistas é que o Direito Internacional assumiu a concepção de dignidade humana como valor e princípio fundamental. Nessa lógica, os valores de dignidade e igualdade fundamentam o expresso no artigo 22, da Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada em 10 de dezembro de 1948 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, nela estando consagrado que: Todo homem, como membro da sociedade tem direito à seguridade social e à realização, pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais, culturais, indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento de sua personalidade. Com o fim da Guerra Fria ( no início dos anos de 1990 pelos acordos do desarmamento nuclear consolidado pelo Pacto de Varsóvia em1991) os temas sociais assumem relevância na agenda internacional favorecendo a concepção de que as pessoas devem ser objeto último e

58 P á g i n a 58 o centro de qualquer estratégia (Rubarth, 1999, p.17). A partir de então, a dimensão humana passou a compor diferentes estudos postulados pelos mais diversos organismos internacionais, cujo conteúdo reivindicava a reformulação de políticas públicas tendo seus ajustes econômicos orientados, no sentido de levarem em conta a defesa da dimensão humana em contraponto a outros interesses do capital. Aqui é oportuno lembrar que a dignidade tutelada tem duas vertentes fundamentais muito objetivas: primeiro, a intolerância pública à degradação do ser humano, o que remete à esfera moral de seu conceito, e segundo, o direito de todo ser humano a uma existência material mínima, o que corresponde às esferas política e econômica, contidas no conceito de dignidade. Do ponto de vista jurídico, a dignidade da pessoa humana é referendada em seu caráter de valor, de princípio ou de direito fundamental. O conteúdo jurídico da dignidade se relaciona aos chamados direitos fundamentais ou humanos. Isto é, terá respeitada sua dignidade o indivíduo cujos direitos fundamentais forem observados e realizados, ainda que a dignidade não se esgote neles. (Barcelos, 2002, p.110). A doutrina jurídica brasileira consagra a dignidade da pessoa humana como ordenamento e fundamento último dos direitos políticos econômicos e sociais. No atual contexto histórico nacional, a dignidade da pessoa humana assume, em paralelo com a igualdade, papel central na ordem jurídica, representando o censo valorativo internacional, cujo conteúdo é fonte de aprimoramento contínuo, derivado das lutas sociais e conquistas legais em todo o mundo, balizando medidas de proteção social com vistas à preservação da dignidade da pessoa humana. Os postulados que orientam e justificam a compreensão da dignidade da pessoa humana no atual contexto histórico brasileiro, estão referendados na perspectiva de que o ser humano não pode ser desinserido das condições de vida que usufrui, e, na mesma época, anseia-se pela sua constante melhoria e, em caso de desníveis e disfunções pela sua transformação (Miranda, 2000, p.192). Assim considerando, a Constituição Federal de 1988, consagra, em seu artigo 1, inciso III, como um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, a dignidade da pessoa humana.

59 P á g i n a 59 Em outros dispositivos complementares, compromete-se com a redução das desigualdades (artigo 3, inciso III) e com a repulsa à discriminação (artigo 3, inciso IV), além de vincular o Estado brasileiro com a busca pela justiça social e com o bem-estar social da população em geral (artigos 170 e 193). Tais determinantes assumem forte viés promocional, direcionado essencialmente pela busca da igualdade material, o que se delineia mais expressivamente no campo dos direitos socioassistenciais, por meio de prestações positivas do Estado, que visam o equilíbrio das condições socioeconômicas dos indivíduos. Na verdade, o princípio da dignidade da pessoa humana é o fundamento último da igualdade, razão pela qual o Estado deve se incubir da garantir a todos os mínimos vitais. Tal princípio impõe que se estabeleça um parâmetro irrenunciável para a sobrevivência de uma pessoa e das possibilidades do sistema articulado pelo Estado para esse propósito (Melo,2007,p.113) Nessa lógica, a satisfação das necessidades básicas em termos de igualdade assumida pelo Estado em seus compromissos constitucionais de garantia de direitos do cidadão promove, no campo das políticas públicas de saúde e educação, a universalidade do atendimento. No caso da assistência social, esse direito é balizado por um recorte, vez que é conferido a quem dela necessitar, isso porque, a dignidade da pessoa humana impõe ao Estado, piso mínimo de sobrevivência a ser assegurado, na medida das necessidades das pessoas e das possibilidades do sistema articulado pelo Estado para esse fim. A equidade, por seu turno, é termo jurídico que sugere o princípio fundamental do Direito ao evocar a realização da dignidade e da justiça. Um Pais desigual e excludente não promove equidade entre seus cidadãos em geral, muito menos a dignidade da pessoa idosa em particular. Essa compreensão é de grande pertinência à perspectiva da transversalidade entre políticas públicas e ao exercício do controle social. Há que se ter presente ainda, que os preceitos legais se transformam em letras mortas quando a sociedade permanece alienada de suas conquistas emancipatórias. Não basta que o Estado esteja imbuído da vontade política de concretizar garantia de direitos de dignidade humana e adote medidas concretas de proteção social para reduzir e corrigir desigualdades. Para além do compromisso e responsabilidade do Estado, a sociedade precisa se lançar na dinâmica da vida ativa, no exercício do controle social, pelas instâncias representativas dos interesses coletivos, a exemplo dos Conselhos de Direitos dentre outros, e na participação

60 P á g i n a 60 direta nas arenas de lutas, onde a democracia concorre para a afirmação da dignidade da pessoa humana, alargando assim, os espaços para a sonhada igualdade entre os homens. 3. Ceará Acessível: em que sentido? Pensar o envelhecimento digno, a partir da lógica estrutural e burocrática em que se delineiam as políticas públicas no Brasil é um desafio considerável pela própria cultura gerencial de estilo, segmentado em um racionalismo que divide responsabilidades e desconsidera que o sujeito de suas ações se insere numa realidade complexa e é nela que sua vida requer o desencadear de acessos que lhe permitam transitar numa dinâmica de realizações essenciais ao seu empoderamento e representação cidadã. A noção de envelhecimento digno, em seu conteúdo plural, convergiu para o delineamento do Programa Ceará Acessível, cuja representação simbólica pode ser compreendida no seguinte modelo: Figura I Assim concebido e idealizado, o Programa articula políticas públicas em suas instâncias operacionais e representativas no que concerne ao controle social, a exemplo dos conselhos estadual e municipais de direitos da pessoa idosa dentre outras, a exemplo de fóruns, associações e movimentos sociais.

61 P á g i n a 61 Vale destacar que no decorrer do biênio , um planejamento estratégico para a gestão dessas políticas foi efetivado, tendo por fundamento os dados da realidade local, subsidiados por estudos e pesquisas norteadores da decisão política concretizada no Programa Ceará Acessivel, cuja organicidade articula ações transversais em diferentes Secretarias Estaduais, cujos desempenhos financeiros apresentam-se no quadro II que se segue: Quadro I RESUMO FINANCEIRO GERAL POR PROGRAMA/ Pessoa Idosa/ 076 Valor 2007 Valor 2008 Valor 2009 Valor 2010 Valor Total (A) (B) (C) (D) (A+B+C+D) DPG 0,00 0,00 0, , ,00 SECULT 0,00 0, , , ,00 SSPDS 0, , , , ,61 FEAS , , , , ,80 SEDUC 0,00 0, , , ,00 SECITECE 0,00 0,00 0, , ,56 SESPORTE , , , , ,00

62 P á g i n a 62 FUNDEJ 0,00 0, , , ,00 TOTAL , , , , ,9 GERAL Fonte: Governo do Estado do Ceará/ SEPLAG, A leitura dos dados contidos neste quadro revelam que a Política Estadual em Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, nos últimos quatros anos, apresenta significativo crescimento. Em 2007, apenas duas secretarias estaduais destinavam em seus orçamentos recursos específicos para a execução de projetos e/ou benefícios nas áreas de Assistência Social e Esporte Já em 2010, observa-se uma evolução pelo comprometimento de oito setoriais envolvidas com as ações do Programa Ceará Acessível, destinadas à esse segmento. Como resultante das articulações efetivadas pelo Ceará Acessível, a participação das diversas secretarias estaduais foi efetivando-se e hoje é mais significativa, apresentando um crescimento financeiro ao longo dos quatro anos, conforme dados do quadro II, a seguir. Quadro II

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