Gustavo Maia A1-AM275 31/7/2013. Direito do Trabalho

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1 Gustavo Maia A1-AM275 31/7/2013 Direito do Trabalho 2013

2 2013 Vestcon Editora Ltda. Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos pela Lei nº 9.610, de 19/2/1998. Proibida a reprodução de qualquer parte deste material, sem autorização prévia expressa por escrito do autor e da editora, por quaisquer meios empregados, sejam eletrônicos, mecânicos, videográficos, fonográficos, reprográficos, microfílmicos, fotográfi cos, gráfi cos ou outros. Essas proibições aplicam-se também à editoração da obra, bem como às suas características gráfi cas. Título da obra: Adendo Direito do Trabalho DIRETORIA EXECUTIVA Norma Suely A. P. Pimentel PRODUÇÃO EDITORIAL Rosângela Sandy Tiago EDIÇÃO DE TEXTO Cláudia Freires Paulo Henrique Ferreira CAPA/ILUSTRAÇÃO Anderson Lopes de Moraes PROJETO GRÁFICO Clicktime Design ASSISTENTE EDITORIAL Gabriela Tayná Moura de Abreu ASSISTENTE DE PRODUÇÃO Jaqueline Câmara EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Adenilton da Silva Cabral Carlos Alessandro de Oliveira Faria Diogo Alves Marcos Aurélio Pereira REVISÃO Ana Paula Oliveira Pagy Dinalva Fernandes Érida Cassiano Giselle Bertho Micheline Cardoso Ferreira Raysten Balbino Noleto SEPN 509 Ed. Contag 3º andar CEP Brasília/DF SAC: (61) Tel.: (61) Fax: (61) Publicado em julho/2013 (A1-AM275)

3 MTE SUMÁRIO Direito do Trabalho Organização Sindical Brasileira...5 Greve no Direito Brasileiro...19

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5 DIREITO DO TRABALHO Gustavo Maia Prezado (a) Candidato (a), O referido adendo obje va complementar o material de Direito do Trabalho. ORGANIZAÇÃO SINDICAL BRASILEIRA Sistemas Sindicais No que toca aos sistemas sindicais, o desenvolvimento das en dades sindicais e do Direito Cole vo do Trabalho por todo o mundo deixa entrever padrões nessa organização. O estudo é par cularmente per nente em relação aos entes sindicais e de representação dos trabalhadores. As associações de empregadores apresentam-se em diversas e inúmeras formas, apenas casualmente fazendo corresponder suas organizações ao modelo sindical disposto nas respec vas ordens jurídicas. Critérios de Estruturação Sindical Podem se verificar, pelo menos, quatro principais critérios de agregação dos trabalhadores a seus respec vos sindicatos. Assim, os sindicatos agregam trabalhadores por o cio ou por profissão; por categoria profissional; por empresa; ou por ramo ou segmento de a vidade empresarial. Sindicalização por profissão (sindicato horizontal). O sistema pelo qual os sindicatos agregam trabalhadores em virtude de seu o cio ou profissão pode exigir estrita iden dade profissional ou apenas uma relevante similitude entre as profissões. Trata-se de sistema não mais em voga. Contudo, no Brasil, ainda repercute na organização das categorias diferenciadas 1. Esse po de associação é conhecida por sindicato horizontal, pois se estendem no mercado de trabalho, reunindo trabalhadores, a serviço de diversas empresas, exercentes das mesmas profissões. Sindicalização por categoria (sindicato ver cal). Trata-se do critério predominante no Brasil. O ponto de agregação na categoria profissional é a similitude labora va, em função da vinculação a empregadores que tenham a vidades econômicas idên cas, similares ou conexas 2. Em verdade, a categoria profissional é iden ficada antes de tudo pela vinculação a certo po de empregador. Cuida-se do sindicato ver cal, pois abrange a ampla maioria dos empregados de várias empresas, numa dada base territorial, com a vidades econômicas similares. 1 CLT, art. 511, 3º Categoria profissional diferenciada é a que se forma dos empregados que exerçam profissões ou funções diferenciadas por força de estatuto profissional especial ou em consequência de condições de vida singulares. 2 CLT, art. 511, 2º A similitude de condições de vida oriunda da profissão ou trabalho em comum, em situação de emprego na mesma a vidade econômica ou em a vidades econômicas similares ou conexas, compõe a expressão social elementar compreendida como categoria profissional. 5

6 Sindicalização por empresa. Não é admi da no Brasil, uma vez que o município é a base territorial mínima para a organização dos sindicatos (CRFB, 8º, II). Trata-se de critério de agregação centrado na empresa a que se vinculam os trabalhadores. Sindicalização por ramo ou segmento empresarial de a vidades. Dada a prevalência, no Brasil, da sindicalização por profissão ou por categoria, a sindicalização por ramo ou segmento empresarial de a vidades perde espaço. Em verdade, tal po de agregação é mais comum em en dades de grau superior federações e confederações, por exemplo, do segmento industrial, do ramo financeiro, do setor comercial e do setor agropecuário. Unicidade e Pluralidade Ainda no que respeito aos modelos de estruturação dos sindicatos, outro aspecto a merecer consideração é a opção entre a unicidade sindical ou a pluralidade sindical. A unicidade corresponde à previsão norma va impera va da existência de apenas um sindicato representa vo dos trabalhadores. Ins tui-se com a unicidade o monopólio de representação sindical. A Cons tuição Federal brasileira assegura a livre associação profissional ou sindical, mas consagra o sistema da unicidade sindical. Por oposição, a pluralidade sindical corresponde à ausência limitação à liberdade sindical, não cabendo à lei regular a estruturação e a organização interna dos sindicatos, calhando apenas a estes eleger a melhor maneira de se ins tuírem. Com efeito, a Convenção nº 87/OIT, ainda não ra ficada pelo Brasil, defende a plena liberdade sindical. Nesse passo, tampouco a referida convenção impõe a pluralidade sindical. Antes de tudo, os comandos dessa norma internacional dedicam-se a propor a não intromissão do Estado seja por órgão execu vo, seja por órgão legisla vo na liberdade sindical das respec vas en dades escolherem o critério organiza vo mais propício à defesa dos trabalhadores. Unidade sindical. Cabe, antes do fim, ressaltar a diferença entre unicidade sindical e unidade sindical. A unicidade representa o sistema pelo qual a lei impõe o sindicato único. A unidade sindical indica a atuação unitária dos sindicatos, em decorrência do amadurecimento das en dades e da livre opção dessas organizações. O Problema no Brasil O modelo sindical brasileiro, apesar das evoluções introduzidas pela Constituição da República de 1988, tal a determinação de não intervenção e não interferência do Estado na organização sindical, ainda segue a unicidade sindical, com a previsão normativa obrigatória de existência de um único sindicato representa vo dos correspondentes trabalhadores. Em realidade, tal como visto no capítulo anterior, as principais crí cas ao modelo de organização sindical de organização são: a unicidade sindical, a base territorial mínima, a sindicalização por categoria e o sistema confedera vo de organização sindical. De fato, a Cons tuição da República Federa va do Brasil de 1988 assegura a unicidade sindical como inegável resquício da intervenção estatal na organização sindical. Afinal, é como indica o inciso II do art. 8º da Cons tuição, é vedada a criação de mais 6

7 de uma organização sindical, em qualquer grau, representa va da mesma categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que não poderá ser inferior à área de um município. Quanto à base territorial mínima, em verdade, os sindicatos podem ser municipais, intermunicipais, estaduais, interestaduais e nacionais, contudo, a base territorial não poderá ser inferior à área de um município. Isso limita a organização dos sindicatos, eis que poderia ser de todo mais per nente a ins tuição de sindicatos por empresa. Por sua vez, a sindicalização por categoria é mais uma restrição à livre organização das en dades sindicais. Forma-se obrigatório vínculo do trabalhador e o sindicato da respec va categoria, independentemente de expressa filiação do indivíduo à associação. De fato, não se coaduna com o princípio da liberdade sindical, pois gera dificuldades de ordem prá ca, limitadoras da expressão da liberdade sindical. Impede, e isso é o mais importante, a mobilidade dos trabalhadores e mesmo dos empregadores entre en dades. Inviabiliza-se, assim, a livre e democrá ca escolha pela en dade mais representa va ou que melhor defenda os interesses da categoria. O art. 8º, em seu inciso IV, deixa especificada a opção pela permanência da estruturação das en dades sindicais pelo vínculo confedera vo. Dessa maneira, reproduz-se a restrição à liberdade sindical individual no plano cole vo. Os sindicatos, caso se queriam reunir em associação, deverão obedecer ao sistema confedera vo, escalonado em forma de pirâmide pelas federações e confederações. Conceito de Categoria Para entendimento da organização sindical brasileira é indispensável a compreensão do que vem a ser categoria. No caso brasileiro, o conceito de categoria deriva diretamente do ordenamento jurídico posi vado. São categorias referidas em lei, no âmbito da organização sindical brasileira as categorias econômicas, as categorias profissionais e as categorias profissionais diferenciadas. Os incisos II, III e IV do art. 8º da Cons tuição Federal mostram a organização sindical brasileira montada no sistema de categorias. O art. 511 da CLT evidencia essa circunstância ao cuidar de maneira genérica do sindicato como categoria juridicamente organizada. Além disso, o art. 570 da CLT estabelece que os sindicatos se cons tuirão normalmente pelo critério de categorias econômicas e profissionais específicas. Nesse cenário, o Direito brasileiro contempla duas categorias: a profissional e a econômica. Segundo a legislação trabalhista, a solidariedade de interesses econômicos dos que empreendem a vidades idên cas, similares ou conexas, cons tui o vínculo social básico que se denomina categoria econômica (CLT, art. 511, 1º). Categoria profissional de empregados ou de trabalhadores está presente quando existe similitude de condição de vida oriunda da profissão ou trabalho em comum, em situação de emprego na mesma a vidade econômica ou em a vidades econômicas similares ou conexas (CLT, art. 511, 2º). Ademais, os limites de iden dade, similaridade ou conexidade fixam as dimensões dentro das quais a categoria econômica ou profissional é homogênea e a associação é natural (CLT, art. 511, 4º). 7

8 Categoria preponderante. Se o empregador não empreender apenas uma a vidade, u lizando apenas trabalhadores vinculados a essa a vidade, o trabalhador da a vidade singular ou seja, diferente daquela majoritariamente desenvolvida na empresa será enquadrado, para fins sindicais, na categoria da a vidade preponderante do empregador (CLT, art. 581). Contudo, a regra de enquadramento sindical por a vidade preponderante do empregador não se aplica às chamadas categorias diferenciadas. Categoria Profissional Diferenciada Pode-se entender por categoria profissional diferenciada, a que se forma dos empregados que exercem profissões ou funções diferenciadas por força de estatuto profissional especial ou em consequência de condições de vida singulares, tais os aeronautas, condutores de veículos rodoviários, jornalistas profissionais, operadores de mesas telefônicas, vendedores e viajantes do comércio. A definição legal é encontrada no 3º do art. 511 da CLT, pelo qual a categoria profissional diferenciada é a que se forma dos empregados que exercem profissões ou funções diferenciadas por força de estatuto profissional especial ou em consequência de condições de vida singulares. Com efeito, a iden ficação das categorias profissionais diferenciadas deriva da lei, como se apura na Orientação Jurisprudencial nº 9 e na Orientação Jurisprudencial nº 36, ambas da Seção de Dissídios Cole vos do TST 3. O empregado integrante de categoria profissional diferenciada faz jus às vantagens previstas em instrumento cole vo celebrado pelo sindicato que lhe representa, desde que o seu empregador, diretamente ou pelo sindicato da categoria econômica que integra, tenha par cipado da negociação. Aliás, esse é o posicionamento consolidado do TST, pela Súmula nº Motorista em empresa rural. A condição dos condutores de veículos rodoviários a prestar serviços à empresa de a vidade rural é matéria de constante cobrança em provas. Para resolver a questão há de se ter recurso à Orientação Jurisprudencial nº 315 da Subseção de Dissídios Individuais do TST 5. 3 OJ/SDC Nº 9 ENQUADRAMENTO SINDICAL. INCOMPETÊNCIA MATERIAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO. O dissídio cole vo não é meio próprio para o Sindicato vir a obter o reconhecimento de que a categoria que representa é diferenciada, pois esta matéria enquadramento sindical envolve a interpretação de norma genérica, notadamente do art. 577 da CLT. OJ/SDC nº 36 EMPREGADOS DE EMPRESA DE PROCESSAMENTO DE DADOS. RECONHECIMENTO COMO CATEGORIA DIFERENCIADA. IMPOSSIBILIDADE. É por lei e não por decisão judicial, que as categorias diferenciadas são reconhecidas como tais. De outra parte, no que tange aos profissionais da informá ca, o Trabalho que desempenham sofre alterações, de acordo com a a vidade econômica exercida pelo empregador. 4 Súmula TST Nº 374 NORMA COLETIVA. CATEGORIA DIFERENCIADA. ABRANGÊNCIA Empregado integrante de categoria profissional diferenciada não tem o direito de haver de seu empregador vantagens previstas em instrumento cole vo no qual a empresa não foi representada por órgão de classe de sua categoria. 5 Nº 315 MOTORISTA. EMPRESA. ATIVIDADE PREDOMINANTEMENTE RURAL. ENQUADRAMENTO COMO TRABA- LHADOR RURAL. É considerado trabalhador rural o motorista que trabalha no âmbito de empresa cuja a vidade é preponderantemente rural, considerando que, de modo geral, não enfrenta o trânsito das estradas e cidades. 8

9 Organização Sindical Brasileira O atual desenho da organização sindical brasileira é dado, em sua essência, pelas disposições constantes do art. 8º da Cons tuição Federal. Calha, assim, iniciar o estudo da estrutura sindical pela análise desses disposi vos. Em seguida, quando cuidarmos dos aspectos internos e externos dessa estrutura, bem como das en dades sindicais, essa análise ganhará em profundidade. Pois bem, o caput do art. 8º estabelece que é livre a associação profissional ou sindical. Numa primeira leitura, então, o sistema brasileiro estaria em conformidade com as premissas da Convenção nº 087/OIT, havendo plena liberdade de criação e organização de sindicatos. Entretanto, já no inciso II do mesmo ar go se encontra limitação a essa liberdade, decorrente da unicidade sindical. Essa já é uma diferença entre a liberdade sindical tal como concebida pela OIT e a liberdade sindical prevista na Cons tuição de 1988 outras serão descritas mais adiante. Apesar disso, o inciso I do art. 8º veda ao Poder Público a interferência ou a intervenção na organização sindical. Existe diferença entre intervir e interferir. Interferência refere-se à intromissão na gestão co diana da associação sindical, tal como o sindicato poderia atuar e se administrar. Intervenção refere-se à imediata des tuição e subs tuição dos dirigentes sindicais, prá ca rela vamente comum até meados da década de Não obstante, a norma cons tucional veda a interferência estatal na criação e organização dos sindicatos, permanece a obrigação do registro da en dade no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, bem como o depósito de seus estatutos no órgão competente do Ministério do Trabalho para fins cadastrais e de verificação dos pressupostos legais. No inciso II do art. 8º se apura a opção pela unicidade sindical. Ou seja, fica vedada a criação de mais de um sindicato de categoria profissional ou econômica, em qualquer grau, na mesma base territorial, a ser definida pelos associados, não podendo ser inferior à área de um município. A propósito, os sindicatos podem ser municipais, intermunicipais, esta duais, interestaduais e nacionais. Isto é, a abrangência territorial de um sindicato não pode ser menor que a equivalente a um município, nem pode coincidir com a de outro sindicato. Repete-se para fixar: o município é a base territorial mínima dos sindicatos brasileiros, que podem, no entanto, ter base mais ampla, alcançando todo o território nacional. O inciso III, por seu turno, confere aos sindicatos a chamada legi mação sindical, especial prerroga va atribuída aos sindicatos de representar a respec va categoria. Vale dizer, ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses cole vos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administra vas. Vale notar que, no Brasil, adota-se como regra o critério do sindicato por categoria, que reúne os trabalhadores de empresas que atuam no mesmo ramo de a vidade econômica ou que tenham a vidades econômicas similares. No inciso IV, encontra-se prevista a ins tuição, pela assembleia geral, de contribuição para o custeio do sistema confedera vo, independente do rateio da contribuição sindical obrigatória (ver abaixo no item sobre o custeio das en dades sindicais). 9

10 A estrutura sindical brasileira adota o sistema piramidal, tendo os sindicatos na base, as federações no meio e as confederações no vér ce, sendo as federações formadas por, no mínimo, cinco sindicatos da mesma categoria profissional, diferenciada ou econômica, e as confederações por uma composição mínima de três federações, observadas as categorias respec vas. A liberdade sindical em seu aspecto individual está preservada no inciso V do art. 8º, ao se assegurar que ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato. O teor do inciso autoriza a iden ficar a liberdade sindical individual como posi va (filiar-se); nega va passiva (não se filiar) e nega va a va (desfiliar-se). Pode-se encontrar restrição ao amplo exercício dessa liberdade na previsão da parte final do inciso anterior, a autorizar a ins tuição por lei de contribuição sindical obrigatória ou seja, filiado ou não o integrante da categoria se verá obrigado a contribuir para a respec va en dade sindical. O inciso VI do art. 8º torna obrigatória a par cipação do sindicato nas negociações cole vas. Esse disposi vo, somado ao reconhecimento conferido cons tucionalmente aos acordos e convenções cole vas (CRFB, 7º, XXVI), implica a supremacia da atuação do sindicato sobre as relações cole vas de trabalho. Em verdade, existem hipóteses de mera negociação ou diálogo entre patrões e trabalhadores, entretanto, apenas aos sindicatos cabe a contratação cole va isto é, a assinatura válida e eficaz de acordo ou convenção cole va de trabalho. Numa mão, essa previsão tolhe a atuação de outros entes, seja em nível inferior, como as comissões de empresa, seja em nível superior, como as federações e confederações, estas regularmente desprovidas da legi mação para firmar acordo ou convenções cole vas. Noutra mão, é uma salvaguarda no sen do de se evitar que o poderoso instrumento da contratação cole va seja manejado por entes desves dos das prerroga vas e garan as inerentes aos sindicatos, ou ainda por entes excessivamente distanciados dos trabalhadores diretamente envolvidos. Naquilo que, por vezes, se considera violação da liberdade de organização sindical, o inciso VII do art. 8º assegura ao aposentado filiado o direito a votar e ser votado nas en dades sindicais. De fato haveria restrição, na medida em que a lei, no caso a Cons- tuição, previamente diz quem pode ser sindicalizado. Em verdade, se os sindicatos se organizam com base na categoria (CLT, art. 511) e a categoria se define pela similitude de condições de vida (CLT, art. 511, 2º), o aposentado não pode ser equiparado ao empregado em a vidade, para fins de par cipação na vida sindical, pois que não compar lham das mesmas condições de vida. Como úl mo do art. 8º, o inciso VIII prevê que é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a par r do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei. Trata-se de garan a de livre atuação, suprimindo o temor de dispensa por parte do dirigente sindical, favorecendo também, por consequência, o livre desenvolvimento da a vidade do sindicato. Diante do quadro geral fixado pela Cons tuição, pode-se verificar a seguir a conformação da estrutura externa e interna da organização sindical brasileira, com suas especificidades. 10

11 Estrutura Externa A estrutura externa da organização sindical refere-se ao processo de criação e organização das entidades sindicais. Contempla os procedimentos administrativos referentes à criação de entidades sindicais, bem como a forma de estruturação dessas entidades no quadro rígido fixado pelo ordenamento brasileiro, por meio da descrição legal das en dades que podem ser criadas e a inserção delas no sistema confederativo sindicatos, federações, confederações. Cabe cuidar ainda nesse tópico da questão das centrais sindicais. Sistema Confedera vo A estrutura sindical brasileira adota o sistema piramidal, tendo os sindicatos na base, as federações no meio e as confederações no vér ce, sendo as federações formadas por, no mínimo, cinco sindicatos da mesma categoria profissional, diferenciada ou econômica, e as confederações por uma composição mínima de três federações, observadas as categorias respec vas. Em vista da Lei nº , de 31 de março de 2008, a central sindical passou a ser considerada formalmente como ente sindical, qualificado como en dade de representação geral dos trabalhadores, cons tuída em âmbito nacional (art. 1º). Com efeito, o agrupamento de sindicatos em fe derações e das federações em confederação não pode descuidar da observância da homogeneidade das categorias representadas por essas en dades sindicais. Vale dizer, nas federações e nas confederações também incide o previsto no 4º do art. 511 da CLT 6. Assim, sendo essas en dades sindicais de grau superior, devem reunir en dades de grau inferior representa vas de categorias que guardem entre si iden dade, similaridade ou conexidade. Essa restrição surge em desconformidade ao padrão estabelecido pela Convenção nº 087/OIT 7, notadamente em seu art. 5º 8. Tal concepção do sistema confedera vo impede a natural organização de categorias mais diretamente vinculadas, ou ainda prejudicar a efe va reunião de categorias cujos interesses sejam conexos ou semelhantes. Essa é uma vantagem das centrais sindicais, pois não se submetem a tal regime estrito. Por consequência, com maior facilidade, podem reunir organizações sindicais de diferentes níveis e categorias. Sindicatos O sindicato é a en dade de base do sistema confedera vo são as associações sindicais de primeiro grau (CLT, art. 561). Compõe-se de pessoas sicas ou jurídicas 6 CLT, art. 511, 4º Os limites de iden dade, similaridade ou conexidade fixam as dimensões dentro das quais a categoria econômica ou profissional é homogênea e a associação é natural. 7 Essa Convenção, em conjunto com a Convenção nº 098/OIT, traça o paradigma internacional da liberdade sindical. Apesar de não ra ficada pelo Brasil, essa convenção e suas disposições servem de linha mestra para o desenvolvimento da doutrina e ro neiramente se insere em quesitos de concursos. 8 ART. 5º As organizações de trabalhadores e de en dades patronais têm o direito de cons tuírem federações e confederações, assim como o de nelas se filiarem; e as organizações, federações ou confederações têm o direito de se filiarem em organizações internacionais de trabalhadores e de en dades patronais. 11

12 (diversas de en dades sindicais) e tem a atribuição de representar, defender e coordenar os interesses da respec va categoria. Conceito. Para Maurício Godinho Delgado (2007, p ) o sindicato consiste em associação cole va de natureza privada, voltada à defesa e incremento de interesses cole vos profissionais e materiais de trabalhadores, sem subordinados ou autônomos, e de empregadores. Esse conceito explicita e explica o teor do caput do art. 511 da CLT 9. Obje vos. Do conceito doutrinário e do conceito legal é possível obter sinte camente o que vem a ser o obje vo dos sindicatos. O sindicato é um sujeito cole vo, des nado a coordenar e defender interesses de um grupo, na esfera trabalhista. Natureza Jurídica. Na atual conformação do Direito brasileiro, os sindicatos são considerados pessoas jurídicas de direito privado, qualificados como associações (CC, art. 44, I). Federação e Confederação Segundo a CLT, cons tuem associações sindicais de grau superior federações e confederações, conforme previsto em seu art Assim, é facultado aos sindicatos, quando em número não inferior a cinco, desde que representem a maioria absoluta de um grupo de a vidades ou profissões idên cas, similares ou conexas, organizarem-se em federação (CLT, art. 534). Por sua vez, as Confederações organizar-se-ão com o mínimo de três federações e terão sede na Capital da República. Desse modo, em suma, as confederações são associações de pelo menos três federações, e as federações, por seu turno, são associações de pelo menos cinco sindicatos. Um ponto a merecer destaque no que tange às en dades sindicais de grau superior é a autorização excepcional para que celebrem convenções e acordos cole vos de trabalho. De fato, conforme o 2º do art. 611 da CLT, as Federações e, na falta desta, as Confederações representa vas de categorias econômicas ou profissionais poderão celebrar convenções cole vas de trabalho para reger as relações das categorias a elas vinculadas, inorganizadas em sindicatos, no âmbito de suas representações. Note-se, essa prerroga va não é estendida às Centrais Sindicais. Ademais, a autorização para contratação cole va por meio de Federações é a situação de a categoria não estar organizada em sindicato. Ainda mais excepcional é a legi mação das Confederações, pois além de exigir uma categoria inorganizada em sindicato, essa mesma categoria também não encontraria representação em uma federação. Centrais Sindicais Ainda sobre a estrutura externa da organização sindical brasileira, merecem atenção as Centrais Sindicais. Esses entes não compunham formalmente a estrutura sindical 9 Art É lícita a associação para fins de estudo, defesa e coordenação dos seus interesses econômicos ou profissionais de todos os que, como empregadores, empregados, agentes ou trabalhadores autônomos ou profissionais liberais exerçam, respec vamente, a mesma a vidade ou profissão ou a vidades ou profissões similares ou conexas. 12

13 brasileira. Entretanto, pela Lei nº , de 31 de março de 2008, deu reconhecimento formal às centrais sindicais. Conceito e atribuições. Dessa maneira, central sindical, como en dade associa va de organizações sindicais, é qualificada legalmente como en dade de representação geral dos trabalhadores, cons tuída em âmbito nacional, tendo as seguintes atribuições e prerroga vas (art. 1º) 10. Natureza jurídica. Para evitar margens de dúvida, o parágrafo único do art. 1º da Lei nº afirma que considera-se central sindical, para os efeitos do disposto nesta Lei, a en dade associa va de direito privado composta por organizações sindicais de trabalhadores. Legi mação. A lei inova, de igual modo, no que concerne aos critérios de legi mação para o exercício das atribuições e prerroga vas a que se refere o inciso II do caput do art. 1º da Lei 11, a central sindical deverá cumprir os seguintes requisitos (art. 2º) 12. Como regra de transição, o índice previsto no inciso IV do caput deste ar go será de 5% do total de empregados sindicalizados em âmbito nacional no período de 24 (vinte e quatro) meses a contar da publicação da Lei. Par cipação na contribuição sindical. Como conse quência desse reconhecimento formal, as centrais sindicais passarão a par cipar do rateio do chamado imposto sindical. Mais abaixo, no tópico referente às contribuições sindicais, essa par cipação será melhor explicitada. Estrutura Interna A estrutura interna das en dades sindicais refere-se aos órgãos e ao patrimônio e receitas dessas en dades. Órgãos das En dades Sindicais Inicialmente deve-se observar a previsão da existência obrigatória de, pelo menos, um órgão nos sindicatos, por força de previsão cons tucional: é a assembleia geral, contemplada no inciso IV do art. 8º da Cons tuição Federal. No demais, segue-se o esquema traçado pela CLT. De fato, seria discu vel se a lei fosse autorizada a es pular os órgãos internos dos sindicatos, uma vez que isso 10 I coordenar a representação dos trabalhadores por meio das organizações sindicais a ela filiadas; e II par cipar de negociações em fóruns, colegiados de órgãos públicos e demais espaços de diálogo social que possuam composição tripar te, nos quais estejam em discussão assuntos de interesse geral dos trabalhadores. 11 Lei nº , Art. 1º A central sindical, en dade de representação geral dos trabalhadores, cons tuída em âmbito nacional, terá as seguintes atribuições e prerroga vas: [...] II par cipar de negociações em fóruns, colegiados de órgãos públicos e demais espaços de diálogo social que possuam composição tripar te, nos quais estejam em discussão assuntos de interesse geral dos trabalhadores. 12 I filiação de, no mínimo, 100 sindicatos distribuídos nas cinco regiões do País; II filiação em pelo menos três regiões do País de, no mínimo, 20 sindicatos em cada uma; III filiação de sindicatos em, no mínimo, cinco setores de a vidade econômica; e IV filiação de sindicatos que representem, no mínimo, 7% do total de empregados sindicalizados em âmbito nacional. 13

14 poderia ser entendido como uma interferência do Estado na livre organização dos entes sindicais. Tal espécie de interferência estatal, mesmo por parte do Legisla vo, poderia representar violação do garan do no inciso 1º do art. 8º cons tucional. De toda sorte, a prá ca indica a coincidência entre a previsão da CLT e a cons tuição dos sindicatos. Nesse contexto, são órgãos internos dos sindicatos, previstos em lei: Diretoria, Conselho Fiscal e Assembleia Geral, como prevê o art. 522 da CLT 13. Como se vê, além da Assembleia Geral, o sindicato é cons tuído também por uma diretoria e por um conselho fiscal. A Diretoria elegerá, dentre os seus membros, o presidente do sindicato (CLT, art. 522, 1º). Por seu turno, cabe ao Conselho Fiscal a fiscalização da gestão financeira do sindicato (CLT, art. 522, 2º). Relembrando que os membros da diretoria do sindicato gozam de garan a no emprego. É importante destacar, desde já, o reconhecimento pela jurisprudência da limitação dessa estabilidade até o número máximo de sete diretores. É o que se confere no teor da Súmula nº 369, item II, do TST 14. As federações e as confederações, por seu turno, apresentam organização interna diferente. É como es pula o art. 538 da CLT 15. A Diretoria será formada por, no mínimo, 3 (três) membros, dentre os quais o presidente da confederação ou da federação será eleito por esse mesmo órgão (CLT, art. 538, 3º). O Conselho Fiscal será composto por exatos 3 (três) membros. Os integrantes desses órgãos são eleitos pelo Conselho de Representantes com mandato por três anos (CLT, art. 538, 1º). O Conselho de Representantes equivale, nas en dades sindicais de grau superior, à Assembleia Geral. O Conselho, então, será formado pelas delegações dos sindicatos ou das federações filiadas, cons tuída cada delegação de 2 (dois) membros, com mandato por três anos, cabendo um voto a cada delegação (CLT, art. 538, 4º). Receita e Patrimônio das En dades Sindicais Até a promulgação da Cons tuição de 1988, por meio da qual se garan a aos sindicatos a liberdade de administração, havia controle direto do Ministério do Traba- 13 Art A administração do sindicato será exercida por uma diretoria cons tuída no máximo de sete e no mínimo de três membros e de um Conselho Fiscal composto de três membros, eleitos esses órgãos pela Assembléia Geral. 14 Súmula TST Nº 369 DIRIGENTE SINDICAL. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. I É assegurada a estabilidade provisória ao empregado dirigente sindical, ainda que a comunicação do registro da candidatura ou da eleição e da posse seja realizada fora do prazo previsto no art. 543, 5º, da CLT, desde que a ciência ao empregador, por qualquer meio, ocorra na vigência do contrato de trabalho. II O art. 522 da CLT, que limita a sete o número de dirigentes sindicais, foi recepcionado pela Cons tuição Federal de III O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de estabilidade se exercer na empresa a vidade per nente à categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente. IV Havendo ex nção da a vidade empresarial no âmbito da base territorial do sindicato, não há razão para subsis r a estabilidade. V O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio, ainda que indenizado, não lhe assegura a estabilidade, visto que inaplicável a regra do 3º do art. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. 15 Art A administração das federações e confederações será exercida pelos seguintes órgãos: a) Diretoria; b) Conselho de Representantes; c) Conselho Fiscal. 14

15 lho sobre o patrimônio e a gestão dos bens e recursos das en dades sindicais, como previam os arts. 548 a 522 da CLT. Assim, atualmente não é permi do tal espécie de controle. Entretanto, as en dades sindicais ainda se submetem à fiscalização por órgãos públicos como decorrência normal da atuação de qualquer pessoa jurídica. Dessa feita, não devem prevalecer as restrições impostas pelo art. 548 da CLT. Atualmente, o patrimônio das en dades sindicais pode ser formado a par r de quaisquer bens e receitas adquiridos validamente. As limitações somente advêm da regular deliberação dos órgãos da en dade, bem como do critério essencial, da des nação do patrimônio e receitas à consecução do desempenho da finalidade precípua desses entes, qual seja a de coordenar e promover interesses econômicos e profissionais da categoria. Contribuições Sindicais Nesse quadro, cons tuem importantes fontes de receitas sindicais as contribuições, assim agrupadas em gênero. O ordenamento nacional contempla quatro espécies de contribuições, a serem vistas a seguir: a) contribuição social; b) contribuição sindical; c) contribuição confedera va; d) contribuição assistencial. Contribuição social. Trata-se de contribuição ins tuída na forma do estatuto do ente sindical, tal como peculiar a qualquer associação, no que concerne ao custeio das respec vas a vidades entre seus membros. Também conhecida por mensalidade sindical, essa contribuição é paga apenas pelos associados ao sindicato (CLT, art. 548, b). Dois são os requisitos para a exigência da mensalidade sindical ou contribuição social: 1) o indivíduo estar filiado ao sindicato; e 2) o estatuto prever seu pagamento. Contribuição sindical. No Brasil, a legislação em vigor obriga todos os integrantes das categorias profissionais ou econômicas, sejam ou não associados aos sindicatos, a pagar o imposto sindical, denominado contribuição sindical. A exigência deriva da parte final do inciso IV do art. 8º da Cons tuição de 1988 e está disciplinada nos arts. 578 a 610 da CLT. A exigência da contribuição sindical está em conflito com o princípio da liberdade sindical. Combinada com os ins tutos da representação por categoria e da unicidade sindical, de pouco vale ao indivíduo exercer a liberdade de filiar-se ou não a um sindicato, pois de toda maneira contribuirá para o custeio da en dade vinculada à categoria em que esteja enquadrado. A contribuição sindical do empregado corresponde à remuneração de um dia de trabalho e a do empregador obedece à tabela posta no inciso III do art Vale destacar também que a contribuição sindical, que se reveste de caráter tributário (art. 149 da Cons tuição Federal), é compulsória. Ou seja, a nge indis ntamente a todos os representados pelos sindicatos, sendo irrelevante se filiado ou não à en dade, ou ainda prévio assen mento. No que toca à contribuição sindical cuida destacar ainda a des nação legal dos recursos arrecadados a esse tulo. Por conta da alteração decorrente da Lei nº , de 31 de março de 2008, o rateio será diferenciado, conforme se trate das contribuições dos empregadores ou se trate dos trabalhadores. 15

16 Assim, após concentrados na Caixa Econômica Federal (CLT, art. 586), essa ins tuição caberá realizar os seguintes créditos, na forma das instruções que forem expedidas pelo Ministro do Trabalho, na forma da nova redação do art Na falta de uma das en dades sindicais cogitadas, a des nação do respec vo rateio obedecerá ao previsto nos arts. 590 e 591, da CLT 17. Os valores des nados à Conta Especial Emprego e Salário integram os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Lei nº 7.998/1990, art. 11, V). O Fundo de Amparo ao Trabalhador FAT é um fundo especial, de natureza contábil-financeira, vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego MTE, des nado ao custeio do Programa do Seguro-Desemprego, do Abono Salarial e ao financiamento de Programas de Desenvolvimento Econômico. Como nota final, vale destaque para a situação dos profissionais liberais, pois estes, conforme o art. 585 da CLT, poderão optar pelo pagamento da contribuição sindical unicamente à en dade sindical representa va da respec va profissão, desde que a exerça, efe vamente, na firma ou empresa e sejam nelas registrados. Par cularmente no que toca aos advogados, o pagamento da contribuição anual à OAB isenta os inscritos nos seus quadros do pagamento obrigatório da contribuição sindical (Lei nº 8.906/1994, art. 47). Contribuição confedera va. Trata-se da contribuição expressamente prevista no inciso IV da Cons tuição Federal: a assembleia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será descontada em folha, para custeio do sistema confedera vo da representação sindical respec va, independentemente da contribuição prevista em lei. A contribuição confedera va é compulsória apenas para os filiados do sindicato. Com efeito, quanto à contribuição para o custeio do sistema confedera vo da representação sindical, fixada em assembleia e prevista no art. 8º, IV, da Cons tuição da 16 I para os empregadores: a) 5% para a confederação correspondente; b) 15% para a federação; c) 60% para o sindicato respec vo; e d) 20% para a Conta Especial Emprego e Salário ; II para os trabalhadores: a) 5% para a confederação correspondente; b) 10% para a central sindical; c) 15% para a federação; d) 60% para o sindicato respec vo; e e) 10% para a Conta Especial Emprego e Salário ; 17 Art Inexis ndo confederação, o percentual previsto no art. 589 desta Consolidação caberá à federação representa va do grupo. 1º (Revogado). 2º (Revogado). 3º Não havendo sindicato, nem en dade sindical de grau superior ou central sindical, a contribuição sindical será creditada, integralmente, à Conta Especial Emprego e Salário. 4º Não havendo indicação de central sindical, na forma do 1º do art. 589 desta Consolidação, os percentuais que lhe caberiam serão des nados à Conta Especial Emprego e Salário. Art Inexis ndo sindicato, os percentuais previstos na alínea c do inciso I e na alínea d do inciso II do caput do art. 589 desta Consolidação serão creditados à federação correspondente à mesma categoria econômica ou profissional. Parágrafo único. Na hipótese do caput deste ar go, os percentuais previstos nas alíneas a e b do inciso I e nas alíneas a e c do inciso II do caput do art. 589 desta Consolidação caberão à confederação. 16

17 República de 1988, o STF definiu que ela somente é exigível dos filiados ao sindicato respec vo. Esse entendimento está expresso na Súmula nº 666 da Suprema Corte 18. Acerca dessa espécie de contribuição, calha ainda observar a jurisprudência consolidada do TST, notadamente a proveniente da Seção de Dissídios Cole vos dessa Corte 19. Contribuição assistencial. Consiste em pagamento feito pelo integrante da categoria profissional ou econômica ao respec vo sindicato, em decorrência de sua par cipação em negociação cole va. Essa contribuição é também chamada de taxa assistencial, taxa de reversão, contribuição de solidariedade ou desconto assistencial. Decorre de es pulação posta em acordo ou convenção cole va, ou ainda em sentença norma va. Acerca dessa contribuição prevalece o entendimento semelhante à contribuição confedera va, ou seja, somente é obrigatória aos filiados ao sindicato, em linha com o cristalizado na Súmula nº 666 do STF, no Precedente Norma vo/sdc nº 119, e na OJ/SDC nº 17. Criação de En dades Sindicais Pelo inciso I do art. 8º da Cons tuição Federal 20 incorporou-se ao ordenamento nacional regra no sen do de a lei não poder exigir autorização do Poder Público para a ins tuição de sindicato. A par cipação do Estado na fundação de um sindicato limita- -se à prestação de órgão para registro dessas en dades. No julgamento do Mandado de Injunção nº 144, pelo STF, ficou assentado que o órgão competente para o registro de en dades sindicais a que se refere o art. 8º, inciso I, da Cons tuição Federal, é o Ministério do Trabalho. Nesse passo, não obstante a norma cons tucional vedar a interferência estatal na criação e organização dos sindicatos, permanece a obrigação do registro da en dade no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, bem como o depósito de seus estatutos no órgão competente do Ministério do Trabalho para fins cadastrais e de verificação dos pressupostos legais. Nesse compasso, em linha com o previsto na Convenção nº 87/OIT, os sindicatos podem ser cons tuídos sem qualquer autorização do Estado ou de entes privados diversos, sujeitando-se a sua ins tuição à vontade da respec va categoria. Para disciplinar o registro das en dades sindicais, o Ministério do Trabalho editou a Portaria nº 186, de 10/4/ Súmula nº 666/STF. A CONTRIBUIÇÃO CONFEDERATIVA DE QUE TRATA O ART. 8º, IV, DA CONSTITUIÇÃO, SÓ É EXIGÍVEL DOS FILIADOS AO SINDICATO RESPECTIVO. 19 Precedente Norma vo/sdc nº 119/TST CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS INOBSERVÂNCIA DE PRECEITOS CONSTI- TUCIONAIS A Cons tuição da República, em seus arts. 5º, XX e 8º, V, assegura o direito de livre associação e sindicalização. É ofensiva a essa modalidade de liberdade cláusula constante de acordo, convenção cole va ou sentença norma va estabelecendo contribuição em favor de en dade sindical a tulo de taxa para custeio do sistema confedera vo, assistencial, revigoramento ou fortalecimento sindical e outras da mesma espécie, obrigando trabalhadores não sindicalizados. Sendo nulas as es pulações que inobservem tal restrição, tornam-se passíveis de devolução os valores irregularmente descontados. Orientação Jurisprudencial/SDC nº 17/TST. CONTRIBUIÇÕES PARA ENTIDADES SINDICAIS. INCONSTITUCIONALIDADE DE SUA EXTENSÃO A NÃO ASSOCIADOS. As cláusulas cole vas que estabeleçam contribuição em favor de en dade sindical, a qualquer tulo, obrigando trabalhadores não sindicalizados, são ofensivas ao direito de livre associação e sindicalização, cons tucionalmente assegurado, e, portanto, nulas, sendo passíveis de devolução, por via própria, os respec vos valores eventualmente descontados. 20 Art. 8º [...] I a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical; 17

18 Dissociação, Desmembramento, Dissolução de En dades Sindicais Além da ins tuição original de um sindicato, a fundação de sindicato em base territorial ainda não coberta pode levar a dissociação e o desmembramento dessas en dades sindicais. Assim, diante do modelo sindical brasileiro, notadamente em decorrência da unicidade sindical, a sindicalização por categoria e a base territorial mínina nesses entes se iden ficam com especial destaque dois componentes: o subje vo, correspondente à categoria ou categorias por ele representadas; e o geográfico, rela vo à respec va área territorial de abrangência. Desmembramento. Nesse contexto, o desmembramento significa modificação na cons tuição do sindicato por alteração de sua base geográfica. Isto é, no desmembramento ocorre a divisão da área de abrangência de um sindicato, formando-se outro sindicato que passará a representar a mesma categoria em área anteriormente coberta pelo sindicato originalmente existente. No caso, o sindicato original permanecerá representando a categoria na área territorial remanescente. Em ilustração, tome-se em conta um sindicato representa vo das categorias X, Y e Z, com abrangência territorial nos municípios A e B. Na hipótese de desmembramento, um novo sindicato surgirá representando as categorias X, Y e Z, mas apenas no município B, por exemplo. Enquanto isso, o sindicato original seguirá representando as categorias X, Y e Z, limitando sua atuação ao município A. Encontra-se limitação ao desmembramento no princípio da base territorial mínima. Assim, somente seria admissível o desmembramento do sindicato que originalmente abrangesse pelo menos dois municípios, bem como o novo sindicato daí originado que abrangeria pelo menos o território de outro município. Dissociação. A dissociação importa na divisão do sindicato na sua base subje va, ou seja, as categorias que representa. Assim, na dissociação ocorre a separação das categorias componentes do sindicato original, formando-se outro sindicato que passará a representar a categoria dissidente no mesmo território anteriormente atendido pelo sindicato originalmente existente. Seguindo-se a hipótese acima, suponha-se que o sindicato representante das categorias X, Y e Z, diversas entre si, abrange o município B. Na hipótese de dissociação desse sindicato, cria-se outro sindicato para, por exemplo, representar a categoria Z, mas ainda com abrangência no território do município B. Por outro lado, o sindicato anteriormente existente con nuará atuando no município B, mas representando apenas as categorias X e Y. Como no exemplo, as categorias X, Y e Z são diferentes, não há conflito de representação na mesma base territorial. Vale destacar limitação ao fenômeno da dissociação. Dado o critério da homogeneidade da organização dos sindicatos (CLT, art. 511, 4º) 21, prevalente no Brasil, só pode ocorrer dissociação em sindicato que agrupam categorias similares ou conexas. Dissolução. Trata-se da ex nção de um sindicato. Cogita-se de duas espécies de dissolução: a voluntária, decorrente da inicia va dos associados; e a forçada, originada na ação do Estado. 21 4º Os limites de iden dade, similaridade ou conexidade fixam as dimensões dentro das quais a categoria econômica ou profissional é homogênea e a associação é natural. 18

19 De primeiro, cabe repelir a possibilidade de dissolução forçada na sua modalidade administra va. Ou seja, quando o Estado, por meio de ação administra va, impõe a ex nção a um sindicato. Tal prá ca era admi da (v.g. CLT, art. 553, e) 22. Dada a liberdade sindical disposta no inciso I do art. 8º da Cons tuição, tais prá cas não mais se legi mam, pois é vedado ao Estado interferir na administração sindical. Assim, a dissolução persiste apenas nas espécies voluntária ou forçada pela via judicial. A voluntária decorre de deliberação interna dos associados aos sindicatos, e como falta previsão legal a respeito, prevalecerá o disposto no estatuto da en dade. Considerando a natureza jurídica de associação inerente aos sindicatos, no campo legal, há de se atentar, contudo, para disposição do art. 61 do Código Civil, pelo qual dissolvida a associação o remanescente do seu patrimônio líquido [...] será des nado à en dade de fins não econômicos designada no estatuto, ou, omisso este, por deliberação dos associados, à ins tuição municipal, estadual ou federal, de fins idên cos ou semelhantes. No mais, a liberdade sindical não importa em ilimitada atuação dos entes sindicais. Com efeito, será sempre admissível a dissolução judicial como forma de controle das a vidades de qualquer pessoa jurídica, especialmente as associações, como contempla o inciso XIX do art. 5º da Cons tuição Federal 23. GREVE NO DIREITO BRASILEIRO Introdução Como já mencionado, a atuação cole va dos trabalhadores tendente à melhoria de suas condições de vida se dá por meio da negociação cole va, ou pela atuação direta frente ao empregador. Nesse contexto, apuramos que os conflitos cole vos de trabalho podem encontrar solução por meio heterônomos (com intervenção de terceiros) ou autônomos (sem intervenção de terceiros). Dessa maneira, há possibilidade de exercício de pressão por parte dos empregados sobre os empregadores, por meio da greve, correspondente a instrumento de equalização das condições de negociação. De fato, a paralisação temporária e voluntária dos trabalhadores, causando prejuízos ao empregador pode significar prá ca indispensável para tornar viável a negociação cole va e a solução autônoma dos conflitos laborais. Neste capítulo tratar da greve, analisando, diante do Direito brasileiro, seu conceito, pos, natureza jurídica, efeitos jurídicos, condições de exercício regular, além do ins tuto homólogo à disposição do empregador, o locaute (lockout). Conceito No Direito brasileiro, a conceituação legal do que vem a ser a greve encontra-se no art. 2º da Lei nº 7.783, a Lei de Greve 24 : a suspensão cole va, temporária e pacífica, total ou parcial, de prestação pessoal de serviços a empregador. 22 Art As infrações ao disposto neste Capítulo serão punidas, segundo o seu caráter e a sua gravidade, com as seguintes penalidades: [...] e) cassação da carta de reconhecimento. 23 CRFB, art. 5º, XIX as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas a vidades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado. 24 Art. 2º Para os fins desta Lei, considera-se legí mo exercício do direito de greve a suspensão cole va, temporária e pacífica, total ou parcial, de prestação pessoal de serviços a empregador. 19

20 Tipos A pologia da greve aponta para a classificação de acordo com o objeto ou com os métodos da greve. Em relação aos obje vos. Quanto aos obje vos da greve, elas podem ser tomadas como econômicas, polí cas, polí co-econômicas ou de solidariedade. As greves econômicas são aquelas voltadas contra o empregador e centradas na superação de conflitos laborais cole vos rela vos aos interesses profissionais da categoria. As greves polí co-econômicas prestam-se ao ataque ao Estado e aos agentes públicos, mas repercu ndo diretamente na relação capital-trabalho. As greves polí cas são dirigidas contra o Estado para conseguir defender reivindicações não sujeitas de negociação cole va. As greves de solidariedade são aquelas realizadas em apoio à reivindicação de terceiros, ausente outra pretensão na parada dos serviços que não a solidariedade à categoria ou grupo diverso. Apesar de o art. 9º da Cons tuição referir-se à liberdade dos trabalhadores de decidir sobre os interesses que devam defender por meio da greve, tende-se a considerar ilícita ou abusiva a greve exclusivamente polí ca ou de solidariedade. Em relação aos métodos. Nascimento 25 divide as greves em picas e a picas. As primeiras ( picas), per nentes à cessação do trabalho, podem ser por tempo determinado ou indeterminado, ou ainda greve por turnos 26, greve encadeada 27, greve tampão, greve sele va ou greve trombose 28. As demais (a picas) se iden ficam com formas de não colaboração dos trabalhadores com o empregador, como a greve de zelo (operação padrão), a greve de rendimento ou de braços cruzados (operação tartaruga), greve da mala (liberação de catracas ou recusa de cobrança de bilhetes nos transportes cole vos) e a greve da amabilidade (ausência de cortesia aos clientes nos serviços comerciais). Natureza Jurídica A greve é um direito fundamental cole vo dos trabalhadores, a quem compete decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e os interesses que devam por meio dele defender. Tal concepção deriva da leitura combinada das principais disposições norma- vas acerca do direito de greve, assim consideradas o art. 9º da Cons tuição Federal 29 e os arts. 1º e 2º da Lei de Greve NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Direito sindical. São Paulo: Saraiva, 1989, p Greve concertada para dias ou períodos alternados com o propósito de, dadas as caracterís cas do processo produ vo da empresa, produzir a sua paralisação con nua, total ou setorial. 27 Greve com paralisação por curtos períodos de tempo de certos serviços de uma empresa, a que se seguem paralisações sucessivas, por outros períodos, dos demais setores dependentes; greve com paralisação por curtos períodos de tempo, nomeadamente duas horas, de certos serviços de uma empresa, a que se seguem paralisações sucessivas, por outros períodos, dos demais setores entre si dependentes, de forma que a paragem concertada dos serviços "formalmente" em greve implique necessariamente na paragem dos demais. 28 Modalidades de greve num setor fundamental da empresa de tal modo que acaba por implicar na paralisação total. 29 Art. 9º É assegurado o direito de greve, compe ndo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. 1º A lei definirá os serviços ou a vidades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. 2º Os abusos come dos sujeitam os responsáveis às penas da lei. 30 Art. 1º É assegurado o direito de greve, compe ndo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. Parágrafo único. O direito de greve será exercido na forma estabelecida nesta Lei. 20

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