EXTENSIVO PLENO Direito do Trabalho Prof. Renato Sabino Aula /1

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1 MATERIAL DE AULA I) Ementa da aula JORNADA DE TRABALHO (continuação da última aula) 9. Ausência de controle - domésticos; - trabalho externo incompatível com controle + anotação em CTPS e registro do empregado; - gerente, chefe de departamento ou filial, com cargo de gestão e gratificação superior a 40%. 10. Intervalo intrajornada. - De 4 a 6h 15min; mais de 6h de 1 a 2 h. - Desrespeito: art. 71, par. 4º, CLT e OJ 354 da SDI-1 do TST. 11. Horas in itinere (art. 58, par. 2º e S. 90). - Locais de difícil acesso ou sem transporte público + transporte fornecido pelo empregador, ainda que onerosamente (S. 320, TST). 12. Adicional noturno - horário noturno - 20%, com hora noturna reduzida. Para rural, é 25%, com hora normal - Também deve ser pago se a jornada noturna é prorrogada (S. 60). - Horário misto DIREITO COLETIVO 1. Definição - O complexo de institutos, princípios e regras jurídicas que regulam as relações laborais de empregados e empregadores e outros grupos jurídicos normativamente especificados, considerada sua ação coletiva, realizada autonomamente ou através das respectivas entidades sindicais. (Godinho) 2. Princípios 2.1. Liberdade de associação - dimensão positiva (liberdade de livre criação e/ou vinculação a uma entidade associativa) - dimensão negativa (prerrogativa de livre desfiliação da mesma entidade) 2.2. Liberdade sindical - Liberdade x Unicidade x Unidade sindical - Convenções 87 e 94 da OIT - 1

2 2.3. Princípio da autonomia sindical 2.4. Princípio da interveniência sindical na normatização coletiva 2.5. Princípio da equivalência dos contratantes coletivos 2.6. Princípio da lealdade e transparência na negociação coletiva 2.7. Princípio da criatividade jurídica da negociação coletiva 2.8. Princípio da adequação setorial negociada (Godinho) - há dois critérios: a) quando as normas autônomas juscoletivas implementam um padrão setorial de direitos superior ao padrão geral oriundo da legislação heterônoma aplicável; b) quando as normas autônomas juscoletivas transacionam setorialmente parcelas justrabalhistas de indisponibilidade apenas relativa (e não de indisponibilidade absoluta). Deve-se respeitar o patamar civilizatório mínimo, formado por: - normas constitucionais em geral (respeitadas, é claro, as ressalvas parciais expressamente feitas pela própria Constituição: art. 7º, VI, XII e XIV, por exemplo); - as normas de tratados e convenções internacionais vigorantes no plano interno brasileiro (referidas pelo art. 5º, parágrafo 2º, CF/88, já expressando um patamar civilizatório no próprio mundo ocidental em que se integra o Brasil); - as normas legais infraconstitucionais que asseguram patamares de cidadania ao indivíduo que labora (preceitos relativos à saúde e segurança do trabalho, normas concernentes a bases salariais mínimas, normas de identificação profissional, dispositivos antidiscriminatórios, etc). 3. Estrutura sindical 3.1. Conceito e generalidades - Associação constituída em caráter permanente por pessoas físicas ou jurídicas para estudo e defesa de seus interesses afins e prestação assistencial a todo grupo, além de outras atividades complementares que o favoreçam (José Augusto Rodrigues Pinto) Funções: a) Representação art. 513 da CLT b) Negocial artigos 8º, VI e 7º XXVI, CF e artigos 513, b e 611 da CLT c) Assistencial art. 477, parágrafo 1º, e 500 da CLT. d) Econômica (função controversa) o art. 564 da CLT X art. 150, VI, c e parágrafo 4º, CF 3.3. Enquadramento sindical: meio pelo qual se verifica a categoria sindical do empregado - vertical - horizontal 3.4. Federações (art. 534 da CLT) e confederações (art. 535 da CLT) 3.5. Centrais sindicais (Lei n /2007) - 2

3 3.6. Receitas dos sindicatos - contribuição sindical - contribuição confederativa (PN 119 do TST) 4. Negociação coletiva 4.1. Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 4.2. Negociação Coletiva de Trabalho (CCT) 4.3. Condições de validade - forma escrita; - depósito na SRTE, após o qual a norma coletiva passa a ter vigência em 3 dias. - prazo de validade máximo de 2 anos, - regras jurídicas e cláusulas contratuais - quorum do art. 612 da CLT Incorporação das cláusulas ao contrato de trabalho - teoria da aderência irrestrita - teoria da aderência limitada por revogação - teoria da aderência limitada pela vigência (Súmula 277 do TST) 4.5. Conflito de normas: art. 620 da CLT - teoria do conglobamento; b) teoria atomista/teoria da acumulação; c) teoria dos institutos, da incindibilidade dos institutos, do conglobamento por institutos, do conglobamento orgânico ou do conglobamento mitigado 5. Greve 5.1. Natureza jurídica/histórico 5.2. Requisitos - tentativa prévia de negociação - AP de 48 horas nas atividades normais - AP de 72 horas nas atividades essenciais e deve manter um mínimo de atividade em funcionamento. - deflagração por assembléia - período de suspensão 5.3. Greve no serviço público - art. 16 da Lei n. 7783/89: direito de greve no serviço público, nos termos da lei complementar. - MI 20, STF: servidor público não pode exercê-lo, por ser norma de eficácia limtada. - EC 19/98 passou a exgir lei específica. - MI 670 e 712: declarou-se a omissão legislativa quanto ao dever constitucional de editar a lei especíifca e, por maioria, decidiu-se aplicarão setor, no que couber, a lei de greve vigente parao setor privado (o art. 16 da Lei n. 7783/89 não foi recepcionado, pois a EC 19 passou a exigir apenas lei específica) - 3

4 II) Legislação correlata LEI /2008 (CENTRAIS SINDICAIS) Art. 1º A central sindical, entidade de representação geral dos trabalhadores, constituída em âmbito nacional, terá as seguintes atribuições e prerrogativas: I - coordenar a representação dos trabalhadores por meio das organizações sindicais a ela filiadas; e II - participar de negociações em fóruns, colegiados de órgãos públicos e demais espaços de diálogo social que possuam composição tripartite, nos quais estejam em discussão assuntos de interesse geral dos trabalhadores. Parágrafo único. Considera-se central sindical, para os efeitos do disposto nesta Lei, a entidade associativa de direito privado composta por organizações sindicais de trabalhadores. Art. 2º Para o exercício das atribuições e prerrogativas a que se refere o inciso II do caput do art. 1º desta Lei, a central sindical deverá cumprir os seguintes requisitos: I - filiação de, no mínimo, 100 (cem) sindicatos distribuídos nas 5 (cinco) regiões do País; II - filiação em pelo menos 3 (três) regiões do País de, no mínimo, 20 (vinte) sindicatos em cada uma; III - filiação de sindicatos em, no mínimo, 5 (cinco) setores de atividade econômica; e IV - filiação de sindicatos que representem, no mínimo, 7% (sete por cento) do total de empregados sindicalizados em âmbito nacional. Parágrafo único. O índice previsto no inciso IV do caput deste artigo será de 5% (cinco por cento) do total de empregados sindicalizados em âmbito nacional no período de 24 (vinte e quatro) meses a contar da publicação desta Lei. Art. 3º A indicação pela central sindical de representantes nos fóruns tripartites, conselhos e colegiados de órgãos públicos a que se refere o inciso II do caput do art. 1º desta Lei será em número proporcional ao índice de representatividade previsto no inciso IV do caput do art. 2º desta Lei, salvo acordo entre centrais sindicais. 1º O critério de proporcionalidade, bem como a possibilidade de acordo entre as centrais, previsto no caput deste artigo não poderá prejudicar a participação de outras centrais sindicais que atenderem aos requisitos estabelecidos no art. 2º desta Lei. 2º A aplicação do disposto no caput deste artigo deverá preservar a paridade de representação de trabalhadores e empregadores em qualquer organismo mediante o qual sejam levadas a cabo as consultas. Art. 4º A aferição dos requisitos de representatividade de que trata o art. 2º desta Lei será realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. 1º O Ministro de Estado do Trabalho e Emprego, mediante consulta às centrais sindicais, poderá baixar instruções para disciplinar os procedimentos necessários à aferição dos requisitos de representatividade, bem como para alterá-los com base na análise dos índices de sindicalização dos sindicatos filiados às centrais sindicais. - 4

5 2º Ato do Ministro de Estado do Trabalho e Emprego divulgará, anualmente, relação das centrais sindicais que atendem aos requisitos de que trata o art. 2º desta Lei, indicando seus índices de representatividade. Art. 5º Os arts. 589, 590, 591 e 593 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1º de maio de 1943, passam a vigorar com a seguinte redação: Art I - para os empregadores: a) 5% (cinco por cento) para a confederação correspondente; b) 15% (quinze por cento) para a federação; c) 60% (sessenta por cento) para o sindicato respectivo; e d) 20% (vinte por cento) para a Conta Especial Emprego e Salário ; II - para os trabalhadores: a) 5% (cinco por cento) para a confederação correspondente; b) 10% (dez por cento) para a central sindical; c) 15% (quinze por cento) para a federação; d) 60% (sessenta por cento) para o sindicato respectivo; e e) 10% (dez por cento) para a Conta Especial Emprego e Salário ; III - (revogado); IV - (revogado). 1º O sindicato de trabalhadores indicará ao Ministério do Trabalho e Emprego a central sindical a que estiver filiado como beneficiária da respectiva contribuição sindical, para fins de destinação dos créditos previstos neste artigo. 2º A central sindical a que se refere a alínea b do inciso II do caput deste artigo deverá atender aos requisitos de representatividade previstos na legislação específica sobre a matéria. (NR) Art Inexistindo confederação, o percentual previsto no art. 589 desta Consolidação caberá à federação representativa do grupo. 1º (Revogado). 2º (Revogado). 3º Não havendo sindicato, nem entidade sindical de grau superior ou central sindical, a contribuição sindical será creditada, integralmente, à Conta Especial Emprego e Salário. 4º Não havendo indicação de central sindical, na forma do 1º do art. 589 desta Consolidação, os percentuais que lhe caberiam serão destinados à Conta Especial Emprego e Salário. (NR) Art Inexistindo sindicato, os percentuais previstos na alínea c do inciso I e na alínea d do inciso II do caput do art. 589 desta Consolidação serão creditados à federação correspondente à mesma categoria econômica ou profissional. - 5

6 Parágrafo único. Na hipótese do caput deste artigo, os percentuais previstos nas alíneas a e b do inciso I e nas alíneas a e c do inciso II do caput do art. 589 desta Consolidação caberão à confederação. (NR) Art As percentagens atribuídas às entidades sindicais de grau superior e às centrais sindicais serão aplicadas de conformidade com o que dispuserem os respectivos conselhos de representantes ou estatutos. Parágrafo único. Os recursos destinados às centrais sindicais deverão ser utilizados no custeio das atividades de representação geral dos trabalhadores decorrentes de suas atribuições legais. (NR) Art. 6º (VETADO) Art. 7º Os arts. 578 a 610 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1o de maio de 1943, vigorarão até que a lei venha a disciplinar a contribuição negocial, vinculada ao exercício efetivo da negociação coletiva e à aprovação em assembléia geral da categoria. Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. III) Jurisprudência Súmula n. º 374 do TST NORMA COLETIVA. CATEGORIA DIFERENCIADA. ABRANGÊNCIA (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 55 da SBDI-1) - Res. 129/2005, DJ 20, 22 e Empregado integrante de categoria profissional diferenciada não tem o direito de haver de seu empregador vantagens previstas em instrumento coletivo no qual a empresa não foi representada por órgão de classe de sua categoria. (ex-oj nº 55 da SBDI-1 - inserida em ) Súmula n. 277 do TST SENTENÇA NORMATIVA. VIGÊNCIA. REPERCUSSÃO NOS CON-TRATOS DE TRA- BALHO (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e As condições de trabalho alcançadas por força de sentença normativa vigoram no prazo assinado, não integrando, de forma definitiva, os contratos. - 6

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