CONSTITUIÇÃO ECONÓMICA ANGOLANA PERSPECTIVA DE INTERVENÇÃO DO ESTADO NA SUA CONCRETIZAÇÃO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CONSTITUIÇÃO ECONÓMICA ANGOLANA PERSPECTIVA DE INTERVENÇÃO DO ESTADO NA SUA CONCRETIZAÇÃO"

Transcrição

1 CONSTITUIÇÃO ECONÓMICA ANGOLANA PERSPECTIVA DE INTERVENÇÃO DO ESTADO NA SUA CONCRETIZAÇÃO Por: Manuel Costa (Economista) ESCOLA NACIONAL DE ADMINISTRAÇÃO, Luanda, 02 de Outubro de

2 ENQUADRAMENTO A Cons tuição Económica conforma a Ordem Fundamental da Economia (via disposições cons tucionais: regras, princípios); e Estabelece: (1) Limites (legislação e polí cas económicas devem visar a concre zação da Cons tuição); e (2) Impulso (deves ser adoptadas leis e implementadas polí cas económicas dentro das normas cons tucionais). 2

3 ENQUADRAMENTO A Cons tuição Económica acha- se, de modo geral, definida no Título III (Organização Económica, Financeira e Fiscal) da Cons tuição da República de Angola (CRA) conforme publicado no D.R. I Série, n.º 23, de 05/02/2010; Está repar da em 2 Capítulos: I Princípios Gerais; e II Sistema Financeiro e Fiscal; 3

4 ENQUADRAMENTO Capítulo I, com 10 Ar gos: (i) Princípios fundamentais; (ii) Jus ça social; (iii) Planeamento; (iv) Sectores económicos; (v) Reservas públicas; (vi) Bens do Estado; (vii) Domínio público; (viii) Domínio privado; (ix) Irrevesribilidade das nacionalizações e dos confiscos; e (x) Direitos fundiários; e Capítulo II, com 6 Ar gos: (i) Sistema financeiro; (ii) Banco Nacional de Angola; (iii) Sistema fiscal; (iv) Impostos; (v) Contribuições especiais; (vi) Orçamento Geral do Estado. 4

5 PILARES DA CONSTITUIÇÃO ECONÓMICA 1. A Cons tuição Económica funda- se na realização das tarefas fundamentais do Estado, nomeadamente as estabelecidas nas alíneas b), c), d), e), f), g), h), i), m), o) e p) do ar go 21.º da CRA, tendo em conta: Princípios cons tucionais fundamentais: p. ex. o da protecção da propriedade privada das pessoas singulares e colec vas e da livre inicia va económica e empresarial (cf. o ar go 14.º); e Direitos cons tucionais fundamentais: (i) livre inicia va económica privada; (ii) livre inicia va empresarial e coopera va; (iii) promoção, disciplinamento e protecção da ac vidade económica e dos inves mentos pela lei para garan a do desenvolvimento do País e a emancipação económica e tecnológica dos angolanos e os interesses dos trabalhadores (cf. o ar go 38.º); direitos económicos sociais e culturais (Capítulo III do Título II); 5

6 PILARES DA CONSTITUIÇÃO ECONÓMICA 2. Garan a dos direitos e liberdades económicas em geral, na valorização do trabalho, na dignidade humana e na jus ça social (cf. ar go 89.º, n.º 1); 3. Coexistência dos sectores económicos público, privado e coopera vo em matéria de propriedade dos meios de produção e o reconhecimento do direito de uso e fruição de meios de produção pelas comunidades rurais (normas consuetudinárias); 4. Intervenção do Estado, regulada por lei, na coordenação, regulação e fomento do desenvolvimento nacional harmonioso, com base num sistema de planeamento (cf. ar go 89.º, n.º 2 e ar go 91.º, n.º 1).; 6

7 PILARES DA CONSTITUIÇÃO ECONÓMICA 5. Sistema Financeiro para garan a dos recursos para o financiamento do desenvolvimento económico e social; e 6. Sistema Fiscal para o financiamento das acções do Estado e outras en dades públicas. 7

8 ASPECTOS DE CONCRETIZAÇÃO LIVRE INICIATIVA - IGUALDADE DE OPORTUNIDADES - JUSTIÇA SOCIAL A livre inicia va económica e empresarial visa assegurar que os cidadãos possam criar riqueza pessoal e de ascenderem, com base no seu empenho, talento e mérito pessoal, nos vários domínios da vida económica e social do país. A Cons tuição estabelece a igualdade de oportunidades a todos os cidadãos, independentemente da sua filiação polí ca e condição económica e social, no respeito pelas liberdades individuais. 8

9 ASPECTOS DE CONCRETIZAÇÃO LIVRE INICIATIVA - IGUALDADE DE OPORTUNIDADES - JUSTIÇA SOCIAL A existência de desigualdades económicas e sociais previne que todos os cidadãos se apresentem em igualdade de condições para rarem par do das oportunidades. É por isso exigível legislação e polí cas públicas que promovam as mesmas possibilidades de acesso para todos, fundamentalmente, a: Saúde e assistência médica; Educação e ensino; Emprego; e Meios económicos. 9

10 ASPECTOS DE CONCRETIZAÇÃO INTERVENÇÃO DO ESTADO O Estado garante a coexistência dos sectores económicos público, privado e coopera vo em matéria de propriedade dos meios de produção e o reconhecimento do direito de uso e fruição de meios de produção pelas comunidades rurais (normas consuetudinárias) (ar go 92.º). Como reservas públicas (ar go 93.º) estabelece- se como reserva absoluta do Estado o exercício de ac vidades de banco central e emissor e a determinação e regulação por lei das ac vidades económicas de reserva rela va do Estado, bem como as condições de acesso às demais ac vidades económicas. 10

11 ASPECTOS DE CONCRETIZAÇÃO INTERVENÇÃO DO ESTADO Portanto, apenas a ac vidade de banco central e emissor cons tui reserva absoluta do Estado; e devem ser reguladas por lei as ac vidades económicas de reserva rela va do Estado e as condições de acesso às demais ac vidades económicas. Para isso, importa dis nguir (i) a propriedade da en dade que exerce a ac vidade económica (empresa, sociedade) da (ii) tularidade dos ac vos que sustentam a ac vidade económica exercida e da (iii) responsabilidade pela provisão dos bens ou serviços que resultam do exercício da ac vidade económica. 11

12 ASPECTOS DE CONCRETIZAÇÃO INTERVENÇÃO DO ESTADO Deve par r- se, primeiro, do estabelecimento do universo das ac vidades económicas que devem cons tuir reserva rela va do Estado, o que pressupõe ter em conta as os objec vos estratégicos do Estado (tarefas fundamentais do Estado) e assim definir- se quais devem ser os bens e serviços cuja provisão deve ser de responsabilidade do Estado (que seriam, necessariamente, bens e serviços públicos ou semi- públicos); 12

13 ASPECTOS DE CONCRETIZAÇÃO INTERVENÇÃO DO ESTADO A delimitação da reserva rela va do Estado se traduziria na regulação do acesso ao exercício da ac vidade económica, abarcando os planos (i) da propriedade da en dade que exerce a ac vidade económica e (ii) da responsabilidade pela provisão dos bens ou serviços que resultam do exercício da ac vidade económica; a questão da propriedade/ tularidade dos ac vos que sustentam o exercício da ac vidade económica deve ser vista no caso em que a ac vidade em questão seja a provisão dos bens ou serviços. 13

14 ASPECTOS DE CONCRETIZAÇÃO INTERVENÇÃO DO ESTADO Par ndo- se do pressuposto que a ac vidade económica e necessária, da aplicação do "teste de mercado" de Trivedi, resultaria: A reserva da ac vidade ao sector público quando (i) não seja possível ao sector privado a desenvolver, nem (ii) seja possível contrata- la ao sector privado (neste caso pode- se é discu r a natureza da en dade que desenvolveria a ac vidade); A concessão da ac vidade ao sector não público quando (i) não seja possível ao sector privado a desenvolver, mas (ii) seja possível contrata- la ao sector privado; e Livre acesso quando o sector privado a possa desenvolver. 14

15 ASPECTOS DE CONCRETIZAÇÃO INTERVENÇÃO DO ESTADO A regulação da questão da propriedade/ tularidade dos ac vos que sustentam o exercício de ac vidades económicas de provisão de bens ou prestação de serviços públicos deve ser vista na perspec va do interesse estratégico do Estado; Sendo o acesso à ac vidade económica por meio de concessão, na circunstância em que os ac vos sejam do Estado, tais ac vos fariam parte da concessão; e Há que considerar ainda modalidades de acesso que envolvem também o financiamento da construção de tais ac vos em contratos de concessão (p. ex. BOT, BOOT, BLT) 15

16 MUITO OBRIGADO! 16

A Economia Angolana nos Últimos Anos

A Economia Angolana nos Últimos Anos A Economia Angolana nos Últimos Anos A Economia cresceu : Saiu de uma base pequena para uma base muito maior. Deixou os tempos de grandes taxas de crescimento, mas instáveis, para taxas médias mais sustentáveis.

Leia mais

INSTITUI A POLÍTICA MUNICIPAL DE FOMENTO À ECONOMIA POPULAR SOLIDÁRIA E CRIA O CONSELHO MUNICIPAL DE ECONOMIA POPULAR SOLIDÁRIA.

INSTITUI A POLÍTICA MUNICIPAL DE FOMENTO À ECONOMIA POPULAR SOLIDÁRIA E CRIA O CONSELHO MUNICIPAL DE ECONOMIA POPULAR SOLIDÁRIA. www.leismunicipais.com.br LEI Nº 14.786 DE 23 DE FEVEREIRO DE 2016 INSTITUI A POLÍTICA MUNICIPAL DE FOMENTO À ECONOMIA POPULAR SOLIDÁRIA E CRIA O CONSELHO MUNICIPAL DE ECONOMIA POPULAR SOLIDÁRIA. A CÂMARA

Leia mais

MPLA PROGRAMA Dezembro 2009

MPLA PROGRAMA Dezembro 2009 MPLA PROGRAMA Dezembro 2009 FICHA TÉCNICA Programa e Estatuto do MPLA Edição: SECRETARIADO DO BUREAU POLÍTICO Ano de Edição: 2011 Execução Gráfica: Sopol, SA. Avenida Deolinda Rodrigues 371 sopol@netangola.com

Leia mais

BASES GERAIS DO REGIME JURÍDICO DA PREVENÇÃO, HABILITAÇÃO, REABILITAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA. Lei n.º 38/2004, de 18 de Agosto

BASES GERAIS DO REGIME JURÍDICO DA PREVENÇÃO, HABILITAÇÃO, REABILITAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA. Lei n.º 38/2004, de 18 de Agosto BASES GERAIS DO REGIME JURÍDICO DA PREVENÇÃO, HABILITAÇÃO, REABILITAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA Lei n.º 38/2004, de 18 de Agosto Define as bases gerais do regime jurídico da prevenção,

Leia mais

5232 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N. o 194 18 de Agosto de 2004 ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA. Artigo 5. o

5232 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N. o 194 18 de Agosto de 2004 ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA. Artigo 5. o 5232 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N. o 194 18 de Agosto de 2004 ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA Lei n. o 38/2004 de 18 de Agosto Define as bases gerais do regime jurídico da prevenção, habilitação, reabilitação

Leia mais

Diagnóstico de Competências para a Exportação

Diagnóstico de Competências para a Exportação Diagnóstico de Competências para a Exportação em Pequenas e Médias Empresas (PME) Guia de Utilização DIRECÇÃO DE ASSISTÊNCIA EMPRESARIAL Departamento de Promoção de Competências Empresariais Índice ENQUADRAMENTO...

Leia mais

Município de Vieira do Minho

Município de Vieira do Minho REGULAMENTO MUNICIPAL DE APOIO AO ASSOCIATIVISMO Preâmbulo O Associativismo constitui um esteio importante e singular de intervenção da sociedade civil na realização e prática de atividades de índole cultural,

Leia mais

Estatuto Orgânico do Ministério da Ciência e Tecnologia

Estatuto Orgânico do Ministério da Ciência e Tecnologia Estatuto Orgânico do Ministério da Ciência e Tecnologia Conselho de Ministros Decreto Lei n.º 15/99 De 8 de Outubro Considerando que a política científica tecnológica do Governo propende para uma intervenção

Leia mais

Plataforma em Defesa da Saúde Pública

Plataforma em Defesa da Saúde Pública 1 1 Cartilha.indd 1 16/08/2012 11:38:50 Plataforma em Defesa da Saúde Pública Mais Direito. Mais Saúde! Saúde é Direito, não é Favor! Texto Elaborado a par r do Seminário Nacional sobre a Campanha da Fraternidade

Leia mais

5948 DIÁRIO DA REPÚBLICA. Decreto Presidencial n.º 232/12 de 4 de Dezembro. administrativa das actividades do Ministério,

5948 DIÁRIO DA REPÚBLICA. Decreto Presidencial n.º 232/12 de 4 de Dezembro. administrativa das actividades do Ministério, 5948 DIÁRIO DA REPÚBLICA Decreto Presidencial n.º 232/12 de 4 de Dezembro Havendo necessidade de se dotar o Ministério do Urbanismo e Habitação do respectivo Estatuto Orgânico, na sequência da aprovação

Leia mais

1. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2013-2015

1. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2013-2015 1. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2013-2015 1.1 Metodologia O Planejamento Estratégico (PE) é definido através de reuniões períódicas, a cada dois anos, com par cipação de colaboradores de todas as áreas e unidades

Leia mais

O que você precisa saber!

O que você precisa saber! O que você precisa saber! Operação Polícia Legal Para: Agentes e Escrivães RECOMENDAÇÃO Nº 001/2013 O SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS E SERVIDORES DA SEGURANÇA PÚBLICA DO RN SINPOL/RN E A ASSOCIAÇÃO DOS

Leia mais

Acordo de Promoção e Protecção Recíprocas de Investimentos entre a República Portuguesa e a República de Angola. Diploma Legal

Acordo de Promoção e Protecção Recíprocas de Investimentos entre a República Portuguesa e a República de Angola. Diploma Legal Acordo de Promoção e Protecção Recíprocas de Investimentos entre a República Portuguesa e a República de Angola Diploma Legal O texto que se segue é um documento não oficial, preparado pelo ICEP Portugal,

Leia mais

ASSEMBLEIA NACIONAL. Lei n 5/02 de 16 de Abril

ASSEMBLEIA NACIONAL. Lei n 5/02 de 16 de Abril ASSEMBLEIA NACIONAL Lei n 5/02 de 16 de Abril o amplo debate político e académico desenvolvido a partir de meados da década de 80 do século XX, no âmbito da implementação do Programa de Saneamento Económico

Leia mais

Mudar de Conta Bancária. Guia para a Mobilidade de Serviços Bancários

Mudar de Conta Bancária. Guia para a Mobilidade de Serviços Bancários Mudar de Conta Bancária Guia para a Mobilidade de Serviços Bancários Como nasce este Guia O presente Guia baseia-se nos Princípios Comuns Para a Mobilidade de Serviços Bancários, adoptados alguns anos

Leia mais

Legislação do Sistema Financeiro de Angola

Legislação do Sistema Financeiro de Angola A. Pedro Ferreira (Coord.) Evandra Martins Manuel Ilhéu A. Raposo Subtil João Nóbrega Dilma Miguêns Legislação do Sistema Financeiro de Angola Bancária Seguradora Valores Mobiliários Função Supervisora

Leia mais

A REGULAÇÃO PETROLÍFERA EM ANGOLA E O PROCESSO DE LICITAÇÃO E CONTRATAÇÃO 30/05/12

A REGULAÇÃO PETROLÍFERA EM ANGOLA E O PROCESSO DE LICITAÇÃO E CONTRATAÇÃO 30/05/12 A REGULAÇÃO PETROLÍFERA EM ANGOLA E O PROCESSO DE LICITAÇÃO E CONTRATAÇÃO 30/05/12 AGENDA 2 I. CONSIDERAÇÕES GERAIS II. PRINCIPAIS INSTRUMENTOS LEGAIS E CONTRATUAIS III. REGULAÇÃO DO SECTOR PETROLÍFERO

Leia mais

Ministério dos Petróleos

Ministério dos Petróleos Ministério dos Petróleos Decreto Lei nº 10/96 De 18 de Outubro A actividade petrolífera vem assumindo nos últimos tempos importância fundamental no contexto da economia nacional, constituindo por isso,

Leia mais

PACTO SOCIAL DO MONTE DESENVOLVIMENTO ALENTEJO CENTRAL, A.C.E. CAPTULO PRIMEIRO DISPOSIÇÕES GERAIS ARTIGO PRIMEIRO. (Denominação)

PACTO SOCIAL DO MONTE DESENVOLVIMENTO ALENTEJO CENTRAL, A.C.E. CAPTULO PRIMEIRO DISPOSIÇÕES GERAIS ARTIGO PRIMEIRO. (Denominação) PACTO SOCIAL DO MONTE DESENVOLVIMENTO ALENTEJO CENTRAL, A.C.E. CAPTULO PRIMEIRO DISPOSIÇÕES GERAIS ARTIGO PRIMEIRO (Denominação) O Agrupamento adopta a denominação de Monte - Desenvolvimento Alentejo Central,

Leia mais

Estatutos da. Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Estatutos da. Comunidade dos Países de Língua Portuguesa Estatutos da (com revisões de São Tomé/2001, Brasília/2002, Luanda/2005 e Bissau/2006) Artigo 1º (Denominação) A, doravante designada por CPLP, é o foro multilateral privilegiado para o aprofundamento

Leia mais

ASSEMBLEIA NACIONAL. Lei n.º 14/91 de 11 de Maio

ASSEMBLEIA NACIONAL. Lei n.º 14/91 de 11 de Maio ASSEMBLEIA NACIONAL Lei n.º 14/91 de 11 de Maio A criação das condições materiais e técnicas para a edificação em Angola de um Estado democrático de direito é um dos objectivos a atingir, na actual fase

Leia mais

INICIATIVA ESTRATÉGICA CONHECIMENTO E INOVAÇÃO

INICIATIVA ESTRATÉGICA CONHECIMENTO E INOVAÇÃO INICIATIVA ESTRATÉGICA CONHECIMENTO E INOVAÇÃO Janeiro 2004 INICIATIVA ESTRATÉGICA CONHECIMENTO E INOVAÇÃO 1 - OBJECTIVOS O Conhecimento é fonte de Desenvolvimento. A criação e transmissão do Conhecimento

Leia mais

Lei de Bases da Economia Social

Lei de Bases da Economia Social Projecto de Lei nº 68/XII Lei de Bases da Economia Social A Economia Social tem raízes profundas e seculares na sociedade portuguesa. Entidades como as misericórdias, as cooperativas, as associações mutualistas,

Leia mais

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE GOVERNO DECRETO-LEI N.º 11 /2003 De 29 de Julho QUE ESTABELECE AS BASES DAS TELECOMUNICAÇÕES O I Governo Constitucional de Timor-Leste estabeleceu, de entre os seus

Leia mais

PROPOSTA DE LEI N.º 105/IX DEFINE AS BASES GERAIS DO REGIME JURÍDICO DA PREVENÇÃO, HABILITAÇÃO, REABILITAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

PROPOSTA DE LEI N.º 105/IX DEFINE AS BASES GERAIS DO REGIME JURÍDICO DA PREVENÇÃO, HABILITAÇÃO, REABILITAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA PROPOSTA DE LEI N.º 105/IX DEFINE AS BASES GERAIS DO REGIME JURÍDICO DA PREVENÇÃO, HABILITAÇÃO, REABILITAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA Exposição de motivos A inclusão social, a inserção

Leia mais

disponibiliza a LEI DO VOLUNTARIADO

disponibiliza a LEI DO VOLUNTARIADO A disponibiliza a LEI DO VOLUNTARIADO Lei n.º 71/98 de 3 de Novembro de 1998 Bases do enquadramento jurídico do voluntariado A Assembleia da República decreta, nos termos do artigo 161.º, alínea c), do

Leia mais

Tipologia de Intervenção 6.4

Tipologia de Intervenção 6.4 Documento Enquadrador Tipologia de Intervenção 6.4 Qualidade dos Serviços e Organizações Acções de consultoria inseridas no processo que visa conferir uma certificação de qualidade às organizações que

Leia mais

Rua Amílcar Cabral, LUANDA ANGOLA Tlm.: +244 931 169 381/380 geral@sme.ao www.sme.ao. Página 1/15

Rua Amílcar Cabral, LUANDA ANGOLA Tlm.: +244 931 169 381/380 geral@sme.ao www.sme.ao. Página 1/15 Decreto-Lei n.º 17/09 de 26 de Junho Regras e procedimentos a observar no recrutamento, integração, formação e desenvolvimento dos trabalhadores no sector petrolífero Página 1/15 Considerando que a formação

Leia mais

Direito ADMINISTRATIVO ANGOLANO

Direito ADMINISTRATIVO ANGOLANO Isabel Celeste M. Fonseca Osvaldo da Gama Afonso Direito ADMINISTRATIVO ANGOLANO Legislação fundamental VOLUME II Garantias Lei da Impugnação dos Actos Administrativos Lei da Suspensão da Eficácia do Acto

Leia mais

Apresentação. Empresarial SOLUÇÕES EM TI

Apresentação. Empresarial SOLUÇÕES EM TI Apresentação Empresarial 2013 2014 SOLUÇÕES EM TI Ins tucional A Empresa Empresa focada na gestão de tecnologia da informação, que visa proporcionar a seus clientes redução dos gastos com TI, monitoramento

Leia mais

Decreto-Lei n.º 187/2002 de 21 de Agosto *

Decreto-Lei n.º 187/2002 de 21 de Agosto * Decreto-Lei n.º 187/2002 de 21 de Agosto * Nos termos da Resolução do Conselho de Ministros n.º 103/2002, de 26 de Julho, que aprovou o Programa para a Produtividade e o Crescimento da Economia, foi delineado

Leia mais

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA INDÚSTRIA E COMÉRCIO

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA INDÚSTRIA E COMÉRCIO REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA INDÚSTRIA E COMÉRCIO Carta de Serviço O MINISTÉRIO DA INDÚSTRIA E COMÉRCIO, órgão central do Estado que superintende a área da Indústria e Comércio. ATRIBUIÇÕES São

Leia mais

Acolher é Proteger, Recolher é Crime

Acolher é Proteger, Recolher é Crime Acolher é Proteger, Recolher é Crime Siro Darlan Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e Membro da Associação Juízes para a Democracia. A Declaração de Genebra de 1924 estabeleceu à Humanidade

Leia mais

ÇQMISS~QJQEFIN~~Ç~SEP~~~~~~~~!Q

ÇQMISS~QJQEFIN~~Ç~SEP~~~~~~~~!Q .., -..~, j I., ~J i ~ REGIÃO AUTONOMA DOS AçoRES te ÇQMISS~QJQEFIN~~Ç~SEP~~~~~~~~!Q PARECER SOBRE A ANTE-PROPOSTA DE LEI SOBRE "ISENÇÃO FISCAL DE L DCROS DE EMPRESAS SEDIADAS NOS AÇORES PONTA DELGADA,

Leia mais

Decreto n.º 20/92 de 4 de Abril Protocolo de Cooperação entre a República Portuguesa e a República Popular de Angola na Área das Finanças Públicas

Decreto n.º 20/92 de 4 de Abril Protocolo de Cooperação entre a República Portuguesa e a República Popular de Angola na Área das Finanças Públicas Decreto n.º 20/92 de 4 de Abril Protocolo de Cooperação entre a República Portuguesa e a República Popular de Angola na Área das Finanças Públicas Nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 200.º da Constituição,

Leia mais

Regulamento do Exercício Profissional dos Enfermeiros. Decreto-Lei n.º 161/96, de 4 de Setembro, alterado pelo Decreto-lei n.º 104/98, de 21 de Abril

Regulamento do Exercício Profissional dos Enfermeiros. Decreto-Lei n.º 161/96, de 4 de Setembro, alterado pelo Decreto-lei n.º 104/98, de 21 de Abril REPE Regulamento do Exercício Profissional dos Enfermeiros Decreto-Lei n.º 161/96, de 4 de Setembro, alterado pelo Decreto-lei n.º 104/98, de 21 de Abril 1 - A enfermagem registou entre nós, no decurso

Leia mais

Texto Final. Projeto de Lei n.º 68/XII (1.ª) (PSD e CDS-PP) Lei de Bases da Economia Social

Texto Final. Projeto de Lei n.º 68/XII (1.ª) (PSD e CDS-PP) Lei de Bases da Economia Social Texto Final Projeto de Lei n.º 68/XII (1.ª) (PSD e CDS-PP) Lei de Bases da Economia Social Artigo 1.º Objeto A presente lei estabelece, no desenvolvimento do disposto na Constituição da República Portuguesa

Leia mais

A Estrategia de Desenvolvimento Rural e o Programa de Promoção do Uso dos Recursos Naturais para o Desenvolvimento

A Estrategia de Desenvolvimento Rural e o Programa de Promoção do Uso dos Recursos Naturais para o Desenvolvimento REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO ESTATAL Direcção Nacional de Promoção do Desenvolvimento Rural A Estrategia de Desenvolvimento Rural e o Programa de Promoção do Uso dos Recursos Naturais

Leia mais

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE PARLAMENTO NACIONAL LEI Nº 5 /2005. de 7 de Julho. Lei do Investimento Externo

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE PARLAMENTO NACIONAL LEI Nº 5 /2005. de 7 de Julho. Lei do Investimento Externo REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE PARLAMENTO NACIONAL LEI Nº 5 /2005 de 7 de Julho Lei do Investimento Externo As políticas delineadas no Plano de Desenvolvimento Nacional para o crescimento económico

Leia mais

A Fazer Crescer o Nosso Futuro 2 / 3

A Fazer Crescer o Nosso Futuro 2 / 3 1 / 1 A Fazer Crescer o Nosso Futuro 2 / 3 ... os recursos petrolíferos devem ser alocados à constituição de reservas financeiras do Estado que possam ser utilizadas, de forma igualitária e equitativa,

Leia mais

Foi consultora do projecto numa base voluntária, Ana Maria Joaquina Abubacar.

Foi consultora do projecto numa base voluntária, Ana Maria Joaquina Abubacar. Objectivos da lei: - Promover o voluntariado e o espírito de solidariedade em Moçambique; - Promover um quadro legal de apoio e reconhecimento às pessoas que trabalham em bases voluntárias, em áreas tais

Leia mais

FORMAÇÃO SOBRE: GÉNERO E DESENVOLVIMENTO

FORMAÇÃO SOBRE: GÉNERO E DESENVOLVIMENTO Projecto PIGEM FORMAÇÃO SOBRE: GÉNERO E DESENVOLVIMENTO LUBANGO 28 DE ABRIL DE 2015 ELABORADO POR: MARIANA SOMA /PRELECTORA 1 GÉNERO E DESENVOLVIMENTO CONCEITO É uma abordagem que se concentra nas relações

Leia mais

Bernardino Duarte e Associados SOCIEDADE DE ADVOGADOS, RL

Bernardino Duarte e Associados SOCIEDADE DE ADVOGADOS, RL Exmos Senhores Juizes do Tribunal Administrativo e Fiscal de Proc. Nº 747/13.1BELLE LOULÉ Associação dos Investidores do Hotel Apartamento Neptuno, pessoa colectiva nº 507788648, com sede no Centro de

Leia mais

PARTICIPAÇÃO DA REPÚBLICA DE ANGOLA NA GESTÃO DE BACIAS HIDROGRÁFICAS INTERNACIONAIS

PARTICIPAÇÃO DA REPÚBLICA DE ANGOLA NA GESTÃO DE BACIAS HIDROGRÁFICAS INTERNACIONAIS PARTICIPAÇÃO DA REPÚBLICA DE ANGOLA NA GESTÃO DE BACIAS HIDROGRÁFICAS INTERNACIONAIS Armindo Mário Gomes da Silva Engº Civil UAN DIRECTOR GERAL DO GABHIC CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE ENERGIA E ÁGUAS

Leia mais

Estatutos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Estatutos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa Estatutos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (com revisões de São Tomé/2001, Brasília/2002, Luanda/2005, Bissau/2006 e Lisboa/2007) Artigo 1º (Denominação) A Comunidade dos Países de Língua

Leia mais

REPÚBLICA DE ANGOLA. b) Estrutura Formal do Projecto de Estatuto Orgânico. O presente Estatuto contém 38 artigos divididos em 5 Capítulos, a saber:

REPÚBLICA DE ANGOLA. b) Estrutura Formal do Projecto de Estatuto Orgânico. O presente Estatuto contém 38 artigos divididos em 5 Capítulos, a saber: REPÚBLICA DE ANGOLA MINISTÉRIO DA ECONOMIA Relatório de Fundamentação do Estatuto Orgânico do Instituto Nacional de Apoio as Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) a) Enquadramento A elaboração e apresentação

Leia mais

ANTE PROJECTO DA PROPOSTA DE LEI DE BASES DO PLANEAMENTO ECONÓMICO E SOCIAL. CAPITULO I Princípios Gerais e Objectivos.

ANTE PROJECTO DA PROPOSTA DE LEI DE BASES DO PLANEAMENTO ECONÓMICO E SOCIAL. CAPITULO I Princípios Gerais e Objectivos. Nota explicativa O actual quadro jurídico do planeamento económico e social, aprovado pela Lei nº 52/II/85, de 10 de Janeiro, encontra-se desactualizado face à nova realidade jurídica, política, económica

Leia mais

CARREIRA E CONCURSO CHAN

CARREIRA E CONCURSO CHAN CARREIRA E CONCURSO OF CHAN ÍNDICE 3... INTRODUÇÃO 5... O CONCURSO 10... ENTREVISTAS CURSO SAPIENTIA 3 INTRODUÇÃO. No mundo dos concursos públicos, poucas pessoas conhecem os concursos para o Serviço Exterior

Leia mais

MODIFICAÇÕES MAIS RELEVANTES INTRODUZIDAS PELA NOVA LEI DO INVESTIMENTO PRIVADO

MODIFICAÇÕES MAIS RELEVANTES INTRODUZIDAS PELA NOVA LEI DO INVESTIMENTO PRIVADO MODIFICAÇÕES MAIS RELEVANTES INTRODUZIDAS PELA NOVA LEI DO INVESTIMENTO PRIVADO Sofia Vale Agosto de 2015 Foi publicada recentemente a nova Lei do Investimento Privado 1 (doravante A Nova LIP ), que contém

Leia mais

LEI ORGÂNICA MUNICIPAL

LEI ORGÂNICA MUNICIPAL MUNICÍPIO DE CRUZEIRO DO IGUAÇU ESTADO DO PARANÁ 26-04-1990 CR U Z EIR O DO IGU U AÇ - R P 01-01-1993 LEI ORGÂNICA MUNICIPAL Promulgada em 14/11/1993 Revisada em 12/12/2013 RESOLUÇÃO nº. 010/2013 SÚMULA:

Leia mais

DECRETO PRESIDENCIAL TAXAS

DECRETO PRESIDENCIAL TAXAS DECRETO PRESIDENCIAL TAXAS (ANTE- PROJECTO) Considerando que no âmbito do Programa de Modernização das Finanças Públicas foi aprovada o código dos Valores Amovíbil PROJRELATÓRIO DE FUNDAMENTAÇÃO I. INTRODUÇÃO

Leia mais

Análise de sustentabilidade da empresa nos domínios económico, social e ambiental

Análise de sustentabilidade da empresa nos domínios económico, social e ambiental Análise de sustentabilidade da empresa nos domínios económico, social e ambiental Estratégias adoptadas As estratégias adoptadas e o desempenho da APFF nos três domínios da sustentabilidade encontram-se

Leia mais

O PARLAMENTO EUROPEU E O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA, Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia, nomeadamente o artigo 179.

O PARLAMENTO EUROPEU E O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA, Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia, nomeadamente o artigo 179. REGULAMENTO (CE) N.º 806/2004 DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 21 de Abril de 2004 relativo à promoção da igualdade entre homens e mulheres na cooperação para o desenvolvimento O PARLAMENTO EUROPEU

Leia mais

GUIA DO VOLUNTÁRIO. Sociedade Central de Cervejas

GUIA DO VOLUNTÁRIO. Sociedade Central de Cervejas GUIA DO VOLUNTÁRIO Sociedade Central de Cervejas ÍNDICE 1. A RESPONSABILIDADE SOCIAL NA SCC: O NOSSO COMPROMISSO... 3 2. O NOSSO COMPROMISSO COM O VOLUNTARIADO... 4 2.1 A ESTRUTURAÇÃO DO VOLUNTARIADO EMPRESARIAL...

Leia mais

Seminário Inverno demográfico - o problema. Que respostas?, Associação Portuguesa de Famílias Numerosas

Seminário Inverno demográfico - o problema. Que respostas?, Associação Portuguesa de Famílias Numerosas Seminário Inverno demográfico - o problema. Que respostas?, Associação Portuguesa de Famílias Numerosas Painel: Desafio Demográfico na Europa (11h45-13h00) Auditório da Assembleia da República, Lisboa,

Leia mais

Decreto-Lei n.º 107/2012 de 18 de maio

Decreto-Lei n.º 107/2012 de 18 de maio Decreto-Lei n.º 107/2012 de 18 de maio As tecnologias de informação e comunicação (TIC) constituem um pilar essencial da estratégia de modernização da Administração Pública. A sua utilização intensiva

Leia mais

CONSELHO DE MINISTROS

CONSELHO DE MINISTROS CONSELHO DE MINISTROS Decreto n.º 35/02 de 28 de Junho Considerando a importância que a política comercial desempenha na estabilização económica e financeira, bem como no quadro da inserção estrutural

Leia mais

www.juristep.com Lei n.º 7/2008, de 27 de Agosto

www.juristep.com Lei n.º 7/2008, de 27 de Agosto Lei n.º 7/2008, de 27 de Agosto CÓDIGO DE INVESTIMENTOS Este texto tem carácter meramente informativo e não dispensa a consulta dos diplomas originais, conforme publicados no Diário da República. Quando

Leia mais

MANUAL DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS E EXECUÇÃO DE CONVÊNIOS

MANUAL DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS E EXECUÇÃO DE CONVÊNIOS MANUAL DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS E EXECUÇÃO DE CONVÊNIOS MANUAL DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS E EXECUÇÃO DE CONVÊNIOS MANUAL DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS E EXECUÇÃO DE CONVÊNIOS Brasília/DF - Brasil 2015 MINISTÉRIO

Leia mais

MINISTÉRIO DO AMBIENTE

MINISTÉRIO DO AMBIENTE REPÚBLICA DE ANGOLA MINISTÉRIO DO AMBIENTE O Ministério do Ambiente tem o prazer de convidar V. Exa. para o Seminário sobre Novos Hábitos Sustentáveis, inserido na Semana Nacional do Ambiente que terá

Leia mais

( DR N.º 229 30 Setembro 1999 30 Setembro 1999 )

( DR N.º 229 30 Setembro 1999 30 Setembro 1999 ) LEGISLAÇÃO Decreto-Lei n.º 389/99, de 30 de Setembro, Regulamenta a Lei n.º 71/98, de 3 de Novembro, que estabeleceu as bases do enquadramento jurídico do voluntariado (JusNet 223/1999) ( DR N.º 229 30

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º 136/XII/1.ª

PROJETO DE LEI N.º 136/XII/1.ª PROJETO DE LEI N.º 136/XII/1.ª Promove a equidade fiscal através da alteração ao regime de tributação sobre os lucros distribuídos por sociedades submetidas a regimes fiscais claramente mais favoráveis

Leia mais

CAPÍTULO I. 'LVSRVLo}HVJHUDLV 2EMHFWLYRV. 2UJDQL]Do}HVSURPRWRUDV

CAPÍTULO I. 'LVSRVLo}HVJHUDLV 2EMHFWLYRV. 2UJDQL]Do}HVSURPRWRUDV 'HFUHWR/HLQž GHGH6HWHPEUR O voluntariado é uma actividade inerente ao exercício de cidadania que se traduz numa relação solidária para com o próximo, participando, de forma livre e organizada, na solução

Leia mais

MUNICÍPIO DE PAREDES DE COURA. Loja Social de Paredes de Coura. Regulamento

MUNICÍPIO DE PAREDES DE COURA. Loja Social de Paredes de Coura. Regulamento MUNICÍPIO DE PAREDES DE COURA Loja Social de Paredes de Coura Regulamento Preâmbulo A pobreza e a exclusão social têm fortes efeitos no desenvolvimento da comunidade local e implicam o empobrecimento de

Leia mais

Nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 200.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte: Artigo 1.º

Nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 200.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte: Artigo 1.º Decreto n.º 14/96 de 28 de Maio Acordo entre a República Portuguesa e a República da Coreia sobre a Promoção e a Protecção Mútua de Investimentos, assinado em Seul, em 3 de Maio de 1995 Nos termos da alínea

Leia mais

CONSTITUIÇÃO PORTUGUESA ACERCA DO PATRIMÓNIO CULTURAL.

CONSTITUIÇÃO PORTUGUESA ACERCA DO PATRIMÓNIO CULTURAL. CADERNOS DE SOCIOMUSEOLOGIA Nº 15-1999 309 CONSTITUIÇÃO PORTUGUESA ACERCA DO PATRIMÓNIO CULTURAL. Artigo 9.º (Tarefas fundamentais do Estado) São tarefas fundamentais do Estado:. a) Garantir a independência

Leia mais

Decreto 1/98, de 24 de Janeiro - I Série-A

Decreto 1/98, de 24 de Janeiro - I Série-A Decreto 1/98, de 24 de Janeiro - I Série-A Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e a República da Eslovénia sobre a Promoção e a Protecção Mútua de Investimentos e respectivo Protocolo, assinados

Leia mais

MUNICIPIO DE ALMADA. Assembleia Municipal MOÇÃO/DELIBERAÇÃO. (Cooperativas em Almada: A Alternativa para o Consumo e Economia Locais)

MUNICIPIO DE ALMADA. Assembleia Municipal MOÇÃO/DELIBERAÇÃO. (Cooperativas em Almada: A Alternativa para o Consumo e Economia Locais) MOÇÃO/DELIBERAÇÃO (Cooperativas em Almada: A Alternativa para o Consumo e Economia Locais) Uma cooperativa é uma associação autónoma de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações

Leia mais

1. Objectivos do Observatório da Inclusão Financeira

1. Objectivos do Observatório da Inclusão Financeira Inclusão Financeira Inclusão Financeira Ao longo da última década, Angola tem dado importantes passos na construção dos pilares que hoje sustentam o caminho do desenvolvimento económico, melhoria das

Leia mais

PROJECTO DE LEI N.º 66/XII/1.ª ANTECIPAÇÃO DA IDADE DE REFORMA E APOSENTAÇÃO POR VELHICE, SEM PENALIZAÇÃO, PARA TRABALHADORES COM DEFICIÊNCIA VISUAL

PROJECTO DE LEI N.º 66/XII/1.ª ANTECIPAÇÃO DA IDADE DE REFORMA E APOSENTAÇÃO POR VELHICE, SEM PENALIZAÇÃO, PARA TRABALHADORES COM DEFICIÊNCIA VISUAL Grupo Parlamentar PROJECTO DE LEI N.º 66/XII/1.ª ANTECIPAÇÃO DA IDADE DE REFORMA E APOSENTAÇÃO POR VELHICE, SEM PENALIZAÇÃO, PARA TRABALHADORES COM DEFICIÊNCIA VISUAL Exposição de motivos A Convenção Sobre

Leia mais

ACORDO DE COOPERAÇÃO NO DOMÍNIO DA DEFESA ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A REPÚBLICA DE ANGOLA

ACORDO DE COOPERAÇÃO NO DOMÍNIO DA DEFESA ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A REPÚBLICA DE ANGOLA ACORDO DE COOPERAÇÃO NO DOMÍNIO DA DEFESA ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A REPÚBLICA DE ANGOLA A República Portuguesa e a República de Angola: Animadas pela vontade de estreitar os laços de amizade e de

Leia mais

6º Congresso Nacional da Administração Pública

6º Congresso Nacional da Administração Pública 6º Congresso Nacional da Administração Pública João Proença 30/10/08 Desenvolvimento e Competitividade: O Papel da Administração Pública A competitividade é um factor-chave para a melhoria das condições

Leia mais

NORMAS DE FUNCIONAMENTO

NORMAS DE FUNCIONAMENTO NORMAS DE FUNCIONAMENTO Preâmbulo O Voluntariado é uma actividade inerente ao exercício de cidadania que se traduz numa relação solidária para com o próximo, participando de uma forma livre, responsável

Leia mais

REQUISITOS MÍNIMOS DE INFORMAÇÕES E DADOS PARA OS ESTUDOS DE VIABILIDADE TÉCNICA, ECONÓMICA E FINANCEIRA (EVTEF) DOS PROJECTOS

REQUISITOS MÍNIMOS DE INFORMAÇÕES E DADOS PARA OS ESTUDOS DE VIABILIDADE TÉCNICA, ECONÓMICA E FINANCEIRA (EVTEF) DOS PROJECTOS PROCESSOS DE CANDIDATURA A FINANCIAMENTO DO BANCO DE DESENVOLVIMENTO DE ANGOLA REQUISITOS MÍNIMOS DE INFORMAÇÕES E DADOS PARA OS ESTUDOS DE VIABILIDADE TÉCNICA, ECONÓMICA E FINANCEIRA (EVTEF) DOS PROJECTOS

Leia mais

ORÇAMENTO CIDADÃO 2014

ORÇAMENTO CIDADÃO 2014 ORÇAMENTO CIDADÃO 214 Um compromisso do Governo com o Cidadão República de Angola Ministério das Finanças ORÇAMENTO CIDADÃO 214 O que é o PND? O Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) 213-217, elaborado

Leia mais

PROGRAMA DE FORMAÇÃO. Calendário Geral de Cursos

PROGRAMA DE FORMAÇÃO. Calendário Geral de Cursos PROGRAMA DE FORMAÇÃO 2013 Calendário Geral de Cursos FORMAÇÕES REGULARES 12 Concurso Público da Função Pública 20 horas 18 22 11 15 14 19 9 14 13 Elaboração de Projectos 60 horas 15 3 12 30 14 Gestão de

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL

CÓDIGO DE ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL DG 02.30 CÓDIGO DE ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL Resposta Social: Estrutura Residencial para Idosos Prestamos Serviços de Qualidade Aldeia de S. Sebastião ADCS Aldeia de S. Sebastião, Largo da Igreja

Leia mais

Direcção-Geral da Saúde Circular Informativa

Direcção-Geral da Saúde Circular Informativa Assunto: Para: Organização de Serviços de Segurança e Saúde do Trabalho/Saúde Ocupacional (SST/SO) nos Cuidados Primários de Saúde - ACES e Sede de ARS(s) Todos os serviços do Ministério da Saúde Nº: 05/DSPPS/DCVAE

Leia mais

Princípios de Bom Governo

Princípios de Bom Governo Princípios de Bom Governo O setor empresarial do Estado (SEE) representa uma parte importante da atividade económica nacional e a desempenhar um importante papel económico e social dada a sua atuação setorial

Leia mais

CARTA EUROPEIA DO DESPORTO

CARTA EUROPEIA DO DESPORTO CARTA EUROPEIA DO DESPORTO Objectivo da Carta... 3 Definição e âmbito de aplicação da Carta... 3 O movimento desportivo... 4 Instalações e actividades... 4 Lançar as bases... 4 Desenvolver a participação...

Leia mais

Lei n.º 18/2004, de 11 de Maio

Lei n.º 18/2004, de 11 de Maio Lei n.º 18/2004, de 11 de Maio Transpõe para a ordem jurídica nacional a Directiva n.º 2000/43/CE, do Conselho, de 29 de Junho, que aplica o princípio da igualdade de tratamento entre as pessoas, sem distinção

Leia mais

SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA, PRESTAÇÃO DE CONTAS E RESPONSABILIDADE

SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA, PRESTAÇÃO DE CONTAS E RESPONSABILIDADE V EUROSAI/OLACEFS CONFERENCE SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA, PRESTAÇÃO DE CONTAS E RESPONSABILIDADE CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES A V Conferência EUROSAI/OLACEFS reuniu, em Lisboa, nos dias 10 e 11 de Maio de

Leia mais

Decreto n.º 4/2005 Convenção Europeia da Paisagem, feita em Florença em 20 de Outubro de 2000

Decreto n.º 4/2005 Convenção Europeia da Paisagem, feita em Florença em 20 de Outubro de 2000 Decreto n.º 4/2005 Convenção Europeia da Paisagem, feita em Florença em 20 de Outubro de 2000 Considerando fundamental, para alcançar o desenvolvimento sustentável, o estabelecimento de uma relação equilibrada

Leia mais

Directiva 91/250/CEE do Conselho, de 14 de Maio de 1991, relativa à protecção jurídica dos programas de computador

Directiva 91/250/CEE do Conselho, de 14 de Maio de 1991, relativa à protecção jurídica dos programas de computador Página 1 de 5 Avis juridique important 31991L0250 Directiva 91/250/CEE do Conselho, de 14 de Maio de 1991, relativa à protecção jurídica dos programas de computador Jornal Oficial nº L 122 de 17/05/1991

Leia mais

REPÚBLICA DE ANGOLA Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social PROGRAMA DE REFORMA ADMINISTRATIVA PREA

REPÚBLICA DE ANGOLA Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social PROGRAMA DE REFORMA ADMINISTRATIVA PREA REPÚBLICA DE ANGOLA Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social PROGRAMA DE REFORMA ADMINISTRATIVA PREA INTRODUÇÃO No quadro das tarefas de implementação do Programa de Reforma Administrativa

Leia mais

PESGRU - Plano Estratégico para a Gestão de Resíduos Urbanos em Angola

PESGRU - Plano Estratégico para a Gestão de Resíduos Urbanos em Angola PESGRU - Plano Estratégico para a Gestão de Resíduos Urbanos em Angola 1º CONGRESSO DOS ENGENHEIROS DE LÍNGUA PORTUGUESA 18 de Setembro de 2012 Agenda da apresentação do PESGRU I. Enquadramento do PESGRU

Leia mais

O FOMENTO DAS MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

O FOMENTO DAS MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS O FOMENTO DAS MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS MAIO 2012 1. REGULAMENTO DAS MICRO,, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS A Lei n.º 30/11, publicada em Setembro, definiu o novo regime das Micro, Pequenas e Médias

Leia mais

Bom dia, Senhoras e Senhores. Introdução

Bom dia, Senhoras e Senhores. Introdução Bom dia, Senhoras e Senhores Introdução Gostaria de começar por agradecer o amável convite que o Gabinete do Parlamento Europeu em Lisboa me dirigiu para participar neste debate e felicitar os organizadores

Leia mais

Troca de Experiência com os Formandos do Curso ODC (Angola Noruega) Angola na Avaliação Periódica Universal (UPR)

Troca de Experiência com os Formandos do Curso ODC (Angola Noruega) Angola na Avaliação Periódica Universal (UPR) Comissão Intersectorial de Elaboração de Relatórios Nacionais de Direitos Humanos Troca de Experiência com os Formandos do Curso ODC (Angola Noruega) Angola na Avaliação Periódica Universal (UPR) Por:

Leia mais

Decreto-Lei n.º 92/2000 de19 de Maio

Decreto-Lei n.º 92/2000 de19 de Maio Decreto-Lei n.º 92/2000 de19 de Maio Esquema de protecção social especial para as pessoas atingidas por doenças graves do foro oncológico O n.º 5 do artigo 5.º da Lei n.º 28/84, de 14 de Agosto, consagra

Leia mais

REGULAMENTO DE CONCESSÃO DE INCENTIVOS AO INVESTIMENTO

REGULAMENTO DE CONCESSÃO DE INCENTIVOS AO INVESTIMENTO REGULAMENTO DE CONCESSÃO DE INCENTIVOS AO INVESTIMENTO Considerando que os Municípios dispõem de atribuições no domínio da promoção do desenvolvimento, de acordo com o disposto na alínea n) do n.º 1 do

Leia mais

Gustavo Maia A1-AM275 31/7/2013. Direito do Trabalho

Gustavo Maia A1-AM275 31/7/2013. Direito do Trabalho Gustavo Maia A1-AM275 31/7/2013 Direito do Trabalho 2013 2013 Vestcon Editora Ltda. Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos pela Lei nº 9.610, de 19/2/1998. Proibida a reprodução

Leia mais

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, DO DESENVOLVIMENTO RURAL E DAS PESCAS

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, DO DESENVOLVIMENTO RURAL E DAS PESCAS 2516-(2) Diário da República, 1.ª série N.º 90 9 de Maio de 2008 MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, DO DESENVOLVIMENTO RURAL E DAS PESCAS Portaria n.º 357-A/2008 de 9 de Maio A estrutura empresarial dos territórios

Leia mais

M ODELO EUROPEU DE CURRICULUM VITAE

M ODELO EUROPEU DE CURRICULUM VITAE M ODELO EUROPEU DE CURRICULUM VITAE INFORMAÇÃO PESSOAL Formador Profissional / Coordenador Pedagógico / Consultor de Formação Nome POEIRAS, VITOR JOAQUIM GALRITO Naturalidade Sumbe, Quanza Sul, Angola

Leia mais

Nota Sobre o Conceito de A vidade Jurídica

Nota Sobre o Conceito de A vidade Jurídica Nota Sobre o Conceito de A vidade Jurídica Julio Pinheiro Faro Mestre em Direitos e Garan as Fundamentais pela Faculdade de Direito de Vitória (FDV); Professor Subs- tuto de Ins tuições do Direito e de

Leia mais

Ministério do Ambiente

Ministério do Ambiente Ministério do Ambiente Decreto-Lei n.º 4/09 de 18 de Maio A Lei Constitucional da República de Angola no seu artigo 24.º assegura que «todos os cidadãos têm o direito de viver num meio ambiente sadio e

Leia mais

Regulamento Municipal. de apoio à inovação, empreendedorismo e empregabilidade

Regulamento Municipal. de apoio à inovação, empreendedorismo e empregabilidade Regulamento Municipal de apoio à inovação, empreendedorismo e empregabilidade Considerando que o Governo da República aprovou, em Conselho de Ministros Extraordinário de 13 de Dezembro último, um pacote

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA DA GEBALIS

CÓDIGO DE ÉTICA DA GEBALIS CÓDIGO DE ÉTICA DA GEBALIS DEZEMBRO DE 2008 PREÂMBULO O presente Código visa clarificar as normas de conduta que devem orientar os comportamentos e as atitudes de todos os Colaboradores da GEBALIS, independentemente

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA. 1286 Diário da República, 1.ª série N.º 29 11 de fevereiro de 2014

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA. 1286 Diário da República, 1.ª série N.º 29 11 de fevereiro de 2014 1286 Diário da República, 1.ª série N.º 29 11 de fevereiro de 2014 verificação da utilização agrícola, florestal ou silvopastoril do prédio e do cumprimento por parte do adquirente ou do arrendatário de

Leia mais

PARECER GENÉRICO DA COMISSÃO DO MERCADO DE CAPITAIS SOBRE A NECESSIDADE DE PRÉVIA AUTORIZAÇÃO PARA A CONSTITUIÇÃO DE EMPRESAS IMOBILIÁRIAS

PARECER GENÉRICO DA COMISSÃO DO MERCADO DE CAPITAIS SOBRE A NECESSIDADE DE PRÉVIA AUTORIZAÇÃO PARA A CONSTITUIÇÃO DE EMPRESAS IMOBILIÁRIAS Sector de Talatona, Zona Residencial I 3º B, GU 19 B, Bloco A5, 1º e 2º I Luanda, Angola Tel: +244 222 70 40 00 Fax: +244 222 70 40 09 E-mail: comunicação.institucional@cmc.gv.ao UO/OD 5477 NIF 7403008227

Leia mais