Organização Sete de Setembro de Cultura e Ensino LTDA Faculdade Sete de Setembro FASETE Bacharelado em Direito TONIHUDSON MENDES DE BARROS

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1 Organização Sete de Setembro de Cultura e Ensino LTDA Faculdade Sete de Setembro FASETE Bacharelado em Direito TONIHUDSON MENDES DE BARROS A AÇÃO PENAL NO CRIME DE LESÃO CORPORAL LEVE E CULPOSA QUALIFICADO PELA LEI MARIA DA PENHA: Aspectos jurídicos do posicionamento do STF. Paulo Afonso 2013

2 2 TONIHUDSON MENDES DE BARROS A AÇÃO PENAL NO CRIME DE LESÃO CORPORAL LEVE E CULPOSA QUALIFICADO PELA LEI MARIA DA PENHA: Aspectos jurídicos do posicionamento do STF. Monografia apresentada à Faculdade Sete de Setembro FASETE, como parte dos requisitos para a conclusão do Curso de Bacharelado em Direito. Prof. de TGII: Prof. Msc. Eloy Lago Nascimento Prof. Orientador: Prof. Msc. Jose Elio Ventura Paulo Afonso 2013

3 3 TONIHUDSON MENDES DE BARROS A AÇÃO PENAL NO CRIME DE LESÃO CORPORAL LEVE E CULPOSA QUALIFICADO PELA LEI MARIA DA PENHA: Aspectos jurídicos do posicionamento do STF. Monografia apresentada à Faculdade Sete de Setembro FASETE, como parte dos requisitos para a conclusão do Curso de Bacharelado em Direito. Prof. de TGII: Prof. Msc. Eloy Lago Nascimento Prof. Orientador: Prof. Esp. Jose Elio Ventura Parecer da Comissão Examinadora: Prof. Orientador Prof. Prof. Paulo Afonso 2013

4 À Isabelle Sophia, quem, com cada sorriso, alimenta minha esperança no futuro,pra sempre, todo meu amor e dedicação. 4

5 5 AGRADECIMENTOS À minha família, pelo apoio e compreensão que me proporcionaram coragem pra vencer cada etapa deste sonho. À Maria, dedicada esposa, pelo amor e companheirismo fiéis capazes de me fortalecer nos momentos de dificuldade. À minha filha, Sophia, porque me faz querer melhorar tudo o que o olho alcança. À Dona Verônica, minha avó, quem me ensinou valores como honestidade e trabalho, e que sem ela, eu nada alcançaria. E Aos meus tios, por acreditarem em mim. Muito obrigado! Não posso deixar de agradecer aos companheiros de academia, colegas de sala, do estágio, professores e funcionários da FASETE. Ao Professor Jose Elio, meu orientador, cujo apoio profissional foi fundamental para conclusão deste trabalho. A todos que direto ou indiretamente contribuíram para realização deste projeto, os meus sinceros agradecimentos.

6 Reforço, cada vez mais, a ideia de que acredito em justiça, não em leis. Emicida. 6

7 7 BARROS, Tonihudson Mendes de. A AÇÃO PENAL NO CRIME DE LESÃO CORPORAL LEVE E CULPOSA QUALIFICADO PELA LEI MARIA DA PENHA: Aspectos jurídicos do posicionamento do STF. 2013, 43 p. Monografia de conclusão de Curso (Bacharelado em Direito) - FASETE. Paulo Afonso BA. RESUMO A presente pesquisa tem como tema principal A ação penal no crime de lesão corporal leve e culposa qualificado pela Lei Maria da Penha o paradigma do Direito consensual frente o posicionamento do STF. Em que se analisa o instituto da ação penal pública incondicionada no crime de lesão corporal leve e culposa que se enquadra na lei /06 Lei Maria da Penha, de modo a demonstrar as principais consequências trazidas pelas recentes modificações realizadas pelo STF, que ao julgar a ADI 4424 retirou a necessidade de representação da vítima para que se inicie a ação penal.dessa forma, através da análise bibliográfica, de decisões judiciais e leis será demonstrado que ao afastar por completo a incidência da Lei 9.099/95 dos casos em que há violência doméstica praticada por homem contra a mulher, retirando da vítima a prerrogativa de representação das lesões leves e culposas, o Estado pode criar uma série de situações em que não será possível atingir a finalidade da Lei Maria da Penha, qual seja, combater eficientemente a violência doméstica contra a mulher. Palavras-Chave: Violência doméstica. Direito Penal. Direito Processual Penal. Lei Maria da Penha. Ação Penal Pública Incondicionada.

8 8 BARROS, Tonihudson Mendes. THE CRIMINAL ACTION ON THE CRIME OF LIGHT AND INJURY BY QUALIFIED CULPABLE MARIA DA PENHA LAW: Legal Aspects of positioning the STF., 2013, 43 p. Conclusion monograph Course (Bachelor of Law) - FASETE. Paulo Afonso - BA. ABSTRACT This research has a main theme THE CRIMINAL ACTION ON THE CRIME OF LIGHT AND INJURY BY QUALIFIED CULPABLE MARIA DA PENHA LAW: Legal Aspects of positioning the STF. It analyzes the institute of public criminal action in the crime of personal injury and wrongful light that falls into law number /06 Maria da Penha Law, in order to illustrate the main consequences brought about by the recent changes made by the Supreme Court, that the judge the ADI 4424 withdrew the need for representation of the victim so that it starts the action criminal. Analyzing literature, judicial decisions, and laws will, intended to show away completely, by remove, the incidence of Law number 9.099/95 cases where there is domestic violence perpetrated by men against women, forget the victim s willingness to minor injuries and injustices, the State can create a number of situations where you cannot reach the goal of the Maria da Penha Law, which is effectively combat domestic violence against women. Keywords: Domestic Violence. Criminal Law. Criminal Procedure Law. Maria da Penha Law. Public Criminal Action.

9 9 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ADC Ação Declaratória de Constitucionalidade ADI Ação Direta de Inconstitucionalidade CPB Código Penal Brasileiro CPP Código de Processo Penal CR/88 Constituição da República de 1988 JECrim Juizado Especial Criminal MP Ministério Público ONG s Organizações Não-Governamentais SPM Secretaria de Políticas para as Mulheres STF Supremo Tribunal Federal STJ Superior Tribunal de Justiça TJRS Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul

10 10 SUMÁRIO INTRODUÇÃO ASPECTOS HISTÓRICOS O PAPEL DA MULHER NA SOCIEDADE AO LONGO DA HISTÓRIA E A LUTA FEMININA PELA IGUALDADE DE GÊNEROS A NECESSIDADE DE UMA LEI ESPECÍFICA DE PROTEÇÃO À MULHER TRATAMENTO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NO DIREITO PÁTRIO ENTENDENDO O FENÔMENO DA VIOLÊNCIA Violência no âmbito doméstico e familiar O TRATAMENTO PENAL DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER ATÉ O ADVENTO DA LEI MARIA DA PENHA A LEI MARIA DA PENHA A AÇÃO PENAL NO CRIME DE LESÃO CORPORAL LEVE E CULPOSA QUALIFICADO PELA LEI MARIA DA PENHA O CRIME DE LESÃO CORPORAL Sujeitos ativo e passivo na violência doméstica Formas qualificadas das lesões corporais A NATUREZA DA AÇÃO PENAL O posicionamento do STF As dificuldades práticas para a confecção do Inquérito Policial Conflito das decisões cíveis e criminais na Lei Maria da Penha. 37 CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS...43

11 11 INTRODUÇÃO O presente trabalho monográfico tem como principal objetivo o estudo da ação penal pública incondicionada no crime de lesão corporal que se enquadra na Lei /06 Lei Maria da Penha. Sobretudo, com relação à dispensa de representação da vítima para o prosseguimento da Ação Penal pelo órgão do Ministério Público, como consequências das mudanças provocadas pelo Supremo ao julgar a ADI 4424 e a ADC nº 19, retirou da mulher vítima de violência o direito de representação criminal contra seu agressor. Assim, no cometimento do crime de lesão corporal, não importando o grau das lesões, cabe ao Ministério Público ingressar com ação penal independente de providências da vítima. Porém, a decisão do Supremo pode desencadear uma série de inconvenientes que dificultarão o alcance da finalidade da norma de combate à violência doméstica contra a mulher. Desta forma, os aspectos processuais da Lei Maria da Penha serão abordados com intento de demonstrar, sem a pretensão de esgotar a matéria, as consequências jurídicas desta decisão. A escolha do tema, surgiu a partir da curiosidade em compreender as consequências da postura do Estado ao intervir no conflito intrafamiliar sob o pretexto de aplicar a letra fria da lei, impondo a iminente ameaça de uma sanção penal. Assim, o presente trabalho está delimitado na análise das conseqüências inconvenientes ocasionadas pela aplicação da Ação Penal Incondicionada nos crimes de lesões corporaisleves e culposas praticados contra a mulher no âmbito das relações domésticas. Nessa esteira, urge abordar os seguintes problemas: Como é o rito processual nos casos de violência doméstica que se enquadram na Lei Maria da Penha? A Ação Penal Pública Incondicionada pode ser uma forma eficiente de combate à violência contra a mulher? Quais as principais implicações de uma Ação Penal Pública Incondicionada indesejada pela vítima? Seguindo o raciocínio surgem as seguintes hipóteses: A indisponibilidade da renúncia à representação poderá ocasionar o aumento do índice de impunidade e aumentar a dificuldade na obtenção de acordo nas varas de família, nos conflitos em que haja também ação criminal em andamento.

12 12 Sendo assim, temos na presente pesquisa como objetivos gerais, debater o tema da violência doméstica contra a mulher bem como as consequências jurídicas e psicológicas na vida das vitimas e seus familiares. Enfatizando o papel do ordenamento jurídico brasileiro no sentido de coibir tal prática, respeitando o direito à representação dos acusados por suas vitimas. Analisando a oportunidade e conveniência de uma instrução criminal nos casos em que a vítima deseje de outra forma se relacionar com seu agressor. Preliminarmente, seguindo o método de pesquisa analítico-dedutivo, o tema será abordado em três capítulos. O primeiro traz os aspectos históricos sobre a posição da mulher na sociedade ao longo da história bem como os fatores que geram a desigualdade entre os gêneros e a consequente violação dos direitos humanos das mulheres. No segundo capítulo é mostrado o tratamento jurídico pátrio dado aos crimes de violência doméstica até o advento da Lei Maria da Penha, mostrando as principais evoluções trazidas, bem como os fatores que levaram a sua edição e alguns problemas para sua eficaz aplicabilidade. Por fim, no terceiro capítulo, serão abordados os institutos da ação penal e do inquérito policial, no contexto das modificações realizadas pela decisão do STF. Para a realização do estudo proposto, será utilizado basicamente o recurso da pesquisa bibliográfica e documental. A pesquisa bibliográfica consistirá na análise de fontes nacionais, em artigos, livros e periódicos, além do Direito, especificamente o Direito Constitucional e o Direito Penal e Processual Penal, confirmando o caráter interdisciplinar do trabalho. No que se refere à pesquisa documental, proceder-se-á a análise de fontes primárias, como leis, tratados e decisões judiciais.

13 13 1. ASPECTOS HISTÓRICOS Neste capítulo serão mostrados os principais aspectos histórico-culturais que justificam a desigualdade entre os gêneros, bem como abordaremos de forma sucinta, com finalidade introdutória ao tema, o tratamento dado à mulher até os dias atuais. 1.1 O PAPEL DA MULHER NA SOCIEDADE AO LONGO DA HISTÓRIA E A LUTA FEMININA PELA IGUALDADE DE GÊNEROS. Historicamente a mulher sempre esteve em situação de submissão em relação ao homem, nas sociedades mais antigas a diferença entre gêneros era ainda maior. Na Roma antiga, as famílias obedeciam ao modelo do patriarcalismo, no qual todas as decisões se concentravam nas mãos do homem, pai, marido ou irmão mais velho. (PEREIRA, 2009?p.01). Em Roma, por exemplo, as mulheres eram tratadas como se fosse propriedade, O pátrio poder do paterfamilias abrangia, além das pessoas livres e dos escravos pertencentes à família, também os bens patrimoniais desta. (MARKI p. 68). Ao Sexo feminino não era permitido sequer a capacidade para os atos da vida civil, conforme ensinamentos do Professor Marky: O sexo era outro aspecto da limitação da capacidade de agir. As mulheres, mesmo púberes, estavam sob a tutela perpétua, necessitando sempre, sem limite de idade, da assistência do tutor mulierum na prática de atos jurídicos que as obrigassem. Assim a situação delas era semelhante à dos impúberes infantia maiores. (MARKY, Thomas p. 50). A Sociedade Brasileira sempre teve fortes traços do machismo, na época colonial os maridos eram autorizados a bater em suas mulheres com chibatas para as corrigirem (LEPRE; VIEIRA; MENDES. 2012, p. 41). Assim, nossa sociedade está irrigada da cultura machista herdada dos costumes patriarcais. Neste sentido, A nossa sociedade tem um viés nitidamente patriarcal, o que marca as relações familiares. Esta é a nossa realidade: o homem ainda considera-se o chefe da sociedade conjugal, o cabeça do casal, proprietário da mulher e dos filhos (Dias, p.02, 2007?).

14 14 Ao longo dos anos a luta feminina pela igualdade de direitos conquistou importantes vitórias. Em nosso país, a luta dos movimentos feministas teve inicio na década de 70 com intensificação na década seguinte pela participação feminina em partidos políticos, organizações sindicais e associações comunitárias. Elas lutavam pela redemocratização do país, por melhores condições de trabalho, por liberdades individuais e pela igualdade dos gêneros. Assim importantes conquistas vieram com a Constituição Federal de 1988, que contemplou o princípio da isonomia ao trazer em seu artigo 5º que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Assim, esse importante marco jurídico em nosso país trouxe apoio às frentes de luta feminista, pois Estado brasileiro deveria elaborar políticas públicas visando o tratamento justo entre homens e mulheres. (PEREIRA, 2009?, p.01). Aos poucos, a mulher conseguiu galgar seu espaço na sociedade brasileira. E, neste sentido, o marco jurídico do princípio da igualdade trazido pela CR/88 foi de suma importância para que o gênero feminino pudesse cada vez mais mostrar seu valor. O engajamento feminista com setores sociais como ONG s, associações comunitárias, organizações sindicais e partidos políticos, ajudaram nas reivindicações, assim, trouxeram mais força ao movimento e avanços importantes foram conquistados como a implementação dos Conselhos dos Direitos da Mulher, das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, de programas específicos de Saúde integral e de prevenção e atendimento às vítimas de Violência Sexual e Doméstica. (PEREIRA. 2009?, p.01) É importante destacar que, segundo o relatório da campanha Homens Unidos Pelo Fim da Violência em 2011, o Brasil, desde 2003, passou a contar com a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República. A SPM implementa, em ações juntamente com outros ministérios, políticas públicas para as mulheres, dentre elas o enfrentamento à violência. A tradição cultural na forma de organização social que sempre desfavoreceu a posição feminina perante a sociedade e criou um verdadeiro aparato que contribui e incentiva a desigualdade entre os gêneros.

15 15 Neste sentido: A mulher sempre teve um tratamento diferente dos homens. A educação da mulher é muito mais cuidadosa, pois ela deve obedecer a uma espécie de código de honra, um conjunto de regras morais, remanescentes das sociedades patriarcais. Daí, surgirem os tabus sobre virgindade, casamento e liberdade sexual. (DIAS, 2007, p. 23). Sendo, até hoje, a violência doméstica um reflexo cultural dessa prática patriarcal. Por isso, havia uma lacuna na legislação brasileira no sentido de combater, com eficiência, a violência doméstica, até a edição da Lei / A NECESSIDADE DE UMA LEI ESPECÍFICA DE PROTEÇÃO À MULHER. Juntamente com a Lei Maria da Penha surgiram as críticas quanto a sua constitucionalidade por tratar de maneira diferente homens e mulheres. Contrariando, em tese, o princípio da igualdade contido no caput do artigo 5º da CR/88 in verbis: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. E o no inciso primeiro do mesmo artigo onde diz que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição. Porém este é apenas o sentido jurídico-formal do princípio da igualdade. Sobre a igualdade, assevera Cunha Junior que: O direito à igualdade é o direito que todos têm de ser tratados igualmente na medida em que se igualem e desigualmente na medida em que se desigualem, quer perante a ordem jurídica (igualdade formal), quer perante a oportunidade de acesso aos bens da vida (igualdade material), pois todas as pessoas nascem livres e iguais em direitos. (2012, p.104) Assim, podemos entender que tratar com igualdade não é sinônimo de fazer justiça. Pois em situações de igualdade, a lei deve tratar as partes de forma idêntica em deveres e obrigações. Enquanto que, em situação de desigualdade, deve-se tratar de maneira desigual na medida da desigualdade.

16 16 É nesse contexto que se fundamenta a Lei Maria da Penha, visto que todo o arcabouço histórico-social da desigualdade entre o homem e a mulher justifica a necessidade de uma lei mais protetiva para gênero feminino seguindo tendência já trazida no texto constitucional, em que pese o grande avanço da Carta Magna de 88 no sentido de promover a igualdade entre os gêneros. E neste sentido, a doutrina destaca que: O sexo sempre foi fator de discriminação. O sexo feminino sempre esteve inferiorizado na ordem jurídica, e só mais recentemente vem ele, a duras penas, conquistando posição. Constituição, como vimos, deu largo passo na superação do tratamento desigual fundado no sexo, ao equiparar os direitos e obrigações de homens e mulheres. (SILVA, 2004, p. 223 e 224) Assim, resta claro que a Lei Maria da Penha não fere o princípio da igualdade previsto constitucionalmente, tendo em vista que veio com a difícil missão de por fim à cruel realidade de violência praticada pelo homem contra a mulher. Neste sentido, a norma se justifica juridicamente e socialmente, pelo importante papel a que se presta e pela oportunidade que confere às mulheres para que possam gozar plenamente dos direitos individuais relativos à democracia e dignidade da pessoa humana.

17 17 2 TRATAMENTO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NO DIREITO PÁTRIO. Este capítulo mostra a evolução das normas brasileiras no combate à violência doméstica até o advento da Lei Maria da Penha. Será analisado, também, o fenômeno da violência na sociedade com vistas a fundamentar a necessidade de proteção para mulher em virtude do poder exercido pelo homem nas relações domésticas. 2.1 ENTENDENDO O FENÔMENO DA VIOLÊNCIA. A violência é um fenômeno social complexo, que surgiu com o homem. Difícil de ser compreendida e também explicada. Neste sentido, na tentativa de conceituar a violência, Cavalcanti discorre que Do ponto de vista pragmático podemos afirmar que a violência consiste em ações de indivíduos, grupos, classes, nações que ocasionam a morte de outros seres humanos ou que afetam sua integridade física, moral, mental ou espiritual. (CAVALCANTI, 2012, p. 30 e 31). A violência está sempre relacionada com interesse e poder. Sendo assim, no mundo natural, o mais forte sempre vence. Numa cruel realidade em que o mais fraco será sempre a vítima. Indefesa, ingênua e submissa, quase sempre o pobre, a mulher, o idoso ou a criança. Neste sentido Arendt; Poder, força, autoridade e violência nada mais são do que palavras a indicar os meios pelos quais o homem governa o homem (...) Se voltarmos para os debates sobre o fenômeno do poder, descobriremos logo que existe um consenso entre os teóricos políticos da esquerda e da direita de que a violência nada mais é do que a mais flagrante manifestação do poder.(apud CAVALCANTI, 2012, p ) Para Hobbes, no estado de natureza, todos os homens têm desejo e vontade de ferir, mas que não procede da mesma causa, e por isso não deve ser condenado com igual vigor. (HOBBES, 2002, p.29). Assim, a sociedade nasce do medo recíproco entre os homens, sendo, pois, a violência própria da natureza humana.

18 18 Ainda sobre a violência como uma característica da natureza humana o mesmo autor assevera que; Espero que ninguém vá duvidar de que, se fosse removido todo o medo, a natureza humana tenderia com muito mais avidez à dominação do que a construir uma sociedade. Devemos, portanto concluir que a origem de todas as grandes e duradouras sociedades não provém da boa vontade recíproca que os homens tivessem uns para com os outros, mas do medo recíproco que uns tinham dos outros. (HOBBES, 2002, p. 28) Desse modo, a violência, mesmo sendo natural do instinto do homem não é aceita pela sociedade, que criou regras para proteger-se das agressões recíprocas. Embora a opinião social quanto ao assunto dependa de aspectos culturais, pois a sociedade ocidental não aceita a clitoridectomia 1, praticada em algumas regiões da África e da Ásia, embora nestes lugares sejam acontecimentos comuns. No atual patamar, poderíamos aprofundar páginas e mais páginas de estudo sobre a violência, os tipos as formas e consequência, mas não cumpre com o objetivo deste trabalho relatar todas as nuances desse assunto, mas apenas trata-lo como ponto importante para entendimento do tema violência doméstica Violência no âmbito doméstico e familiar Entre as diversas formas manifestação da violência, cabe especial atenção à violência doméstica. Para isso, importante frisar o magistério de Cavalcanti: A violência doméstica é aquela que acontece dentro da família, ou seja, nas relações entre os membros da comunidade familiar, formada por vínculos de parentesco natural (pai, mãe, filha etc.) ou civil (marido, sogra, padrasto ou outros), por afinidade (por exemplo, o primo ou tio do marido) ou afetividade (amigo ou amiga que more na mesma casa). (2012, p.54) Da lição acima, pode-se entender a particularidade e complexidade da violência doméstica. Sendo esta, um gênero que tem como espécie a violência doméstica praticada contra a mulher. Ocorrendo no âmbito do convívio familiar, e não apenas entre parentes 1 A clitoridectomia, como é chamada, é um ritual de passagem, ou iniciação, praticado na África, Oriente Médio e sudeste asiático há 2000 anos. O objetivo é evitar que a mulher tenha prazer sexual. As vítimas em geral são bem jovens entre uma semana e 14 anos e os tipos de extirpação variam. Pode ser retirado desde uma parte do clitóris até os pequenos lábios da vagina. As operações são seguidas de muita dor e sangramento. Como são feitas em condições precaríssimas de higiene, com tesouras, facas e navalhas, o número de infecções é muito grande e boa parte das mulheres operadas torna-se estéril. Está provado também que a prática não traz nenhum benefício para o organismo feminino. A Organização Mundial de Saúde estima que entre 80 e 114 milhões de mulheres já passaram por esse ritual macabro. O número de mortes decorrente é desconhecido, pois as tribos não acreditam que a prática possa matar alguém, o que dificulta a contabilidade. É uma prática ligada aos costumes dos povos, sem relação direta com a religião. (MENAI, 1997, p.01).

19 19 consanguíneos, abrangendo um grupo mais amplo, incluindo qualquer pessoa que de maneira permanente esteja integrado a família, como por exemplo ex-companheiros, ou pessoas que apenas teem filho comum, sem nunca ter se casado. Essa ampla abrangência que permite o enquadramento na violência doméstica contra a mulher foi inserida pelo legislador com o artigo 5º da Lei Maria da Penha com a expressão qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação. Neste sentido, Cavalcanti: O conceito de grupo familiar é mais amplo, pois não só os familiares em linha reta até 4º grau ou colateral até o 2º grau fazem parte. Também se inclui dentro do grupo familiar qualquer outra pessoa que de maneira permanente esteja integrado a célula familiar. (2012, p. 173) Percebe-se, pois, que a violência doméstica contra a mulher é espécie do gênero violência doméstica. E que a técnica legislativa utilizada na elaboração da norma específica de combate a este tipo de violência buscou, através de termos abrangentes, ampliar o conceito de núcleo familiar visando criar uma lei com nível mais profundo de proteção ao bem jurídico. 2.2 O TRATAMENTO PENAL DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER ATÉ O ADVENTO DA LEI MARIA DA PENHA Com relação ao tratamento jurídico adotado contra a violência doméstica, os países latinoamericanos normalmente adotam o chamado sistema específico, no qual é elaborada uma lei especialmente destinada a tratar da matéria. Neste sentido, Cavalcanti: Os países latino-americanos, em caráter geral, abordam o tema da violência doméstica mediante a elaboração de uma lei específica que regula de maneira conjunta os aspectos civis, processuais, sociais. Prescindem, portanto, de um delito expresso em seus textos penais, a exemplo da Costa Rica e da Guatemala que em seus Códigos Penais não fazem referencia a este tema, e, portanto, aplicam aos casos de violência doméstica o tipo penal de lesão corporal ou de homicídio com o agravamento da conduta pela circunstância especial de parentesco. (2012. Pág. 163 e 164)

20 20 Seguindo esta tendência, o legislador pátrio buscou aperfeiçoar as normas de combate à violência doméstica contra a mulher, até que adveio a lei específica: A Lei Maria da Penha. Mas, até o surgimento desta, as agressões no âmbito doméstico contra a mulher eram enquadradas no Código Penal como lesões corporais, e por força da Lei 9.099/90 (lei que instituiu os juizados especiais cíveis e criminais) eram tidos delitos de menor potencial ofensivo, uma vez que a pena máxima cominada em abstrato não ultrapassa dois anos. Para ser processado pela via dos Juizados Especiais, o delito de lesão corporal contra a mulher no âmbito das relações domésticas, necessitava de representação da vítima e na maioria dos casos era possível converter a pena em pagamento de cestas básicas ou em serviços comunitários. Essa realidade gerou um enorme quadro de impunidade tendo em vista que raramente o autor do crime ficava preso, e a forma banal como a violência doméstica era tratada estimulava a reincidência e desestimulava as vítimas a representar os agressores. Neste sentido, importante destacar as conclusões de um estudo realizado por Campos junto aos Juizados Especiais Criminais do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, onde constatou que dos casos julgados nos Juizados Especiais 70% referia-se à violência conjugal, e, 90% destes terminavam em conciliação com a renúncia da vítima à representação. (2003, p. 43). Essa triste realidade demonstrava como era banalizada a violência doméstica, contribuindo cada vez mais para o aumento das estatísticas e casos sempre mais graves. Neste sentido, não havia justificativa para continuar tratando a violência contra a mulher no âmbito das relações domésticas como se trata a troca de socos entre desconhecidos em via pública. Na tentativa de inibir o crescente número de casos de violência no lar, adveio a Lei nº /2004 que criou mais uma figura qualificada do crime de lesão corporal, sendo aquela perpetrada contra familiares, tipificando a violência doméstica no Brasil. Neste sentido, Cavalcanti: A violência doméstica foi estabelecida pela primeira vez no Brasil em 2004, pela Lei Esta Lei acrescentou ao artigo 129 do Código Penal, que trata das modalidades de lesão corporal, os parágrafos 9º e 10º, que disciplinam a violência praticada no âmbito das relações familiares. (2012, p. 178)

21 21 Dessa forma, a Lei passou a dar especial tratamento à violência doméstica, e a descreveu como sedo aquela praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem viva ou tenha convivido. E ainda quando o agente pratica o ato prevalecendo-se das relações domésticas de coabitação e hospitalidade. (Art. 129, 9º do CPB) A Lei nº /04 trouxe como pena prevista para a violência doméstica, a detenção de 6 meses a 1 ano. Assim, verifica-se que a única mudança foi o aumento do mínimo de 3 para 6 meses, e a pena máxima permaneceu inalterada. Dessa forma, o crime praticado continuou no rol dos delitos de pequeno potencial ofensivo, e, nos JECrims continuavam trocando as penas por cestas básicas. Esse fato gerou críticas na, conforme segue: Daí cabe a pergunta o que efetivamente mudou? Somos levados a concluir que nada de autenticamente útil. Em primeiro lugar, o delito de lesão corporal, intitulado neste 9º violência doméstica, com falsa aparência de severidade do legislador para punir o agressor [...] (CAVALCANTI, 2012, p.184) Assim, verificamos que a evolução das normas de combate à violência doméstica contra a mulher mostrou-se sempre tímida, não sendo possível até então identificar algum efeito prático significativo. Como veremos adiante, com o advento da Lei Maria da Penha, a pena foi aumentada, passando a ser de 3 meses a 3 anos de detenção. Logo, excluiu da competência dos Juizados Especiais para o julgamento deste delito, também não admitindo-se a utilização dos institutos despenalizadores como a conversão ao pagamento de multas e cestas básicas, bem como a suspenção condicional do processo. 2.3 A LEI MARIA DA PENHA Cumprindo com regramento trazido pela Emenda Constitucional nº 45 de 2004, que acrescentou o 3º ao artigo 5º da Constituição Federal, conferindo status constitucional aos tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem devidamente aprovados pelo Congresso Nacional, o legislador pátrio tratou de elaborar a Lei /06 que alterou o código penal, o código de processo penal e a lei de execuções penais. Fruto de anos de lutas travadas pelos movimentos de combate à violência contra a mulher, a Lei /06 Lei Maria da Penha representa um importante avanço no combate à violência

22 22 doméstica em nosso país, pois, trouxe importantes inovações que visam prevenir e punir os crimes contra a mulher, além de uma série de medidas assistenciais para as mulheres vítimas. No campo jurídico, a Lei Maria da Penha vem a sanar a omissão inconstitucional do Estado Brasileiro, que afrontava a Convenção sobre Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres a Convenção CEDAW da ONU, ratificada pelo Brasil em 1984 e sua Recomendação Geral 19, de 1992, que reconhecem a natureza particular da violência dirigida contra a mulher, porque é mulher ou porque a afeta desproporcionalmente. (PIOVESAN; PIMENTEL, 2007, p. 01) Como é de se observar, a citada lei além do impacto social positivo, demonstra um caráter multidisciplinar, refletindo em outros ramos do direito como o trabalhista. A exemplo do que ocorre no artigo 9º, 2º, II, em que o Juiz pode determinar a manutenção do vínculo trabalhista quando houver necessidade da ofendida afastar-se do local de trabalho por até seis meses. Porém, o advento da Lei /06, não criou novos tipos penais, mas apenas circunstâncias agravantes para um crime já tipificado. Identificando e punindo, diferenciadamente a violência doméstica praticada contra a mulher. Neste sentido, Porto: Afirma-se, pois, surgirem, a partir da Lei /06, dois tipos de lesões corporais qualificadas pela violência doméstica: a) forma genérica: é a que deflui da tipificação expressa do 9º, do art. 129 do CP, o qual não faz restrições ao gênero dos sujeitos ativo e passivo. Conforme sustenta-se neste trabalho, aqui estariam tipificadas as agressões praticadas: a.1) por homens contra pessoas do sexo masculino; e, a.2) por mulheres contra mulheres (esta última hipótese assenta-se nas considerações traçadas quando se tratou do tema sujeitos ativo e passivo). b) forma específica: é a que decorre da combinação do art. 129, 9º do CP com os artigos 5º e 7º da Lei /06. Nesse caso, conforme sustenta-se neste trabalho, os sujeitos ativo e passivo são, respectivamente, homem e mulher. (2007, p. 38) Dessa forma, foi obtido um grande avanço jurídico no combate à violência doméstica contra a mulher, uma vez que a qualificadora está respaldada em qualquer relação de afeto que tenha, ou tivera o agressor com a vítima. Neste sentido, Piovesan e Pimentel destacam sete importantes avanços trazidos pela Lei Maria da Penha: Destacam-se sete inovações extraordinárias introduzidas pela Lei "Maria da Penha": mudança de paradigma no enfrentamento da violência contra a mulher; incorporação da perspectiva de gênero para tratar da desigualdade e da violência contra a mulher; incorporação da ótica preventiva, integrada

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