PoupançaIndependente. PPR ou não? Eis a questão. Portal financeiro com novo visual e endereço: Credível.

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1 25 de janeiro 2011 N. o 395 P R O T E S T E Credível PoupançaIndependente Perto de Si Portal financeiro com novo visual e endereço: PPR ou não? Eis a questão PROTESTE POUPANÇA Boletim Quinzenal Ano 17 Diretor e Editor : Pedro Moreira DECO PROTESTE, Editores, Lda. Av. Eng.º Arantes e Oliveira, n.º 13, 1.º B, Olaias Lisboa 6,40 Em foco p. 2 Desafios para Portugal Economia e mercados p. 3 Rendimento garantido p. 4-5 Corrida aos Certificados do Tesouro Inflação anula rendimento dos depósitos Caixa Valor 2016, CA Super 4,25 Barclays Garantia Dupla Investimento - Série 6 Poupança & reforma p. 6-7 Vale a pena subscrever um PPR este ano? Portal financeiro p Conheça o novo portal financeiro e as suas funcionalidades Ações p. 11 Mudança de conselho: Portugal Telecom Jerónimo Martins Entre nós p. 12 Portal financeiro: FMI em Portugal Quando se pensa em poupar para a reforma, a aplicação financeira que imediatamente nos surge é o Plano Poupança Reforma (PPR), seja ele sob a forma de seguro ou fundo. Este foi um produto que, ao longo dos anos, se tornou bastante popular para os portugueses, especialmente porque tinha vantagens fiscais: as deduções de 20% dos montantes entregues anualmente até ao limitede300a400euros,consoanteaidade,eatributaçãoreduzida de 8,6% no momento do resgate, desde que cumpridas as condições (a partir dos 60 anos, na reforma ou em algumas situações excecionais). Mas este ano, mais uma vez, os benefícios fiscais foram alterados e o interesse deste produto é bastante afetado. Em 2011, foram limitadas as deduções fiscais por escalão de rendimento e nesses limites constam os montantes aplicados em seguros, donativos, energias renováveis, PPR e Certificados de Reforma. Além disso são limites bastantes reduzidos (entre 0 e 100 euros). Apenas os contribuintes com rendimento coletável até 7410 euros não são afetados (veja o quadro 1 na página 6). Embora os benefícios fiscais dos PPR se mantenham, poucos os poderão usufruir: apenas quem tem rendimento mensal próximo do salário mínimo, o que não deixa de ser caricato. Esta não é a primeira vez que há mudanças nos PPR. Em 2005 foram abolidas as deduções fiscais, tendo regressado em 2006 mas sem a componente "educação" (na altura eram PPR/E) e em montantes inferiores. A extinção das deduções, na prática, retira aos PPR o seu maior atrativo, já que permitiam poupar nos impostos. Além disso, o rendimento não é diferente de outros produtos semelhantes, como os fundos mistos, e estes últimos até têm custos muito inferiores e não têm restrições de liquidez. Por isso, tendo em conta as condições atuais, não recomendamos novas subscrições e entregas para PPR. Mas, se já tem PPR deve manter ou transferir para um mais rentável. Condenamos as constantes alterações fiscais que retiram previsibilidade e fiabilidade a este instrumento de poupança de longo prazo. Retiram-se os benefícios mas, nem de longe foram atingidososobjetivosparaosquaisforamcriadososppr.anecessidade de poupar para a reforma continua premente e mantém-se na ordem do dia. A PROTESTE POUPANÇA indica-lhe as melhores formas de o fazer este ano (veja na página 7).

2 Em foco Portugal, a terceira vítima? Depois da Grécia e da Irlanda, o nosso país poderá ter de recorrer à ajuda da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional. Contudo, o Governo conseguiu reduzir o défice em 2010 e a dívida pública está próxima da média europeia. Além disso, não existiu adulteração das contas públicas como na Grécia, nem tivemos os problemas do setor financeiro da Irlanda. Ainda assim, todas as opções estão em aberto. Dificuldades com uma década Desde a última primavera, sucederam-se as medidas de austeridade para reduzir o défice e conter o disparo do endividamento público. Aumento da carga fiscal, redução dos salários da função pública, congelamento das pensões de reforma, o Governo recorreu a todos os meios para cumprir o programa de redução do défice. E aliás anunciou, no início do ano, que o défice de 2010 ficou abaixo dos 7,3% do produto interno bruto (PIB) que estavam previstos DÍVIDA EMITIDA POR PORTUGAL (em milhões de euros) Curto prazo Dívida Total Contudo, esse esforço poderá ter sido insuficiente para tranquilizar os investidores. Após uma década com um crescimento económico médio de 1%, estas medidas poderão colocar Portugal em recessão em 2011 (Banco de Portugal prevê -1,3% do PIB). Com efeito, a redução de um défice orçamental torna-se ainda mais difícil quando a conjuntura é pouco favorável. Acrescem ainda outros problemas: a mão-de-obra é pouco qualificada e a produtividade é das mais baixas da Europa, o que torna o nosso país pouco competitivo. Assim, é difícil atrair investimento para compensar o défice comercial. Após uma década de consumo excessivo, continuamos muito dependentes dos capitais estrangeiros para obter financiamento.eadívidadoestadoéapenasapontado icebergue dado elevado endividamento das famílias. A dívida externa do Estado era, em setembro, de 56% PIB, o endividamento total do país aproximava-se 243% do PIB. Nestas condições, não surpreende que Portugal seja visado pelos mercados. Gestão questionável As dúvidas relativas ao nosso país são ainda maiores, dada a necessidade recorrente de financiamento. Nos últimos anos, as taxas de juro de longo prazo estiveram bastante baixas, permitindo aos Estados financiar a dívida a bom preço e para prazos mais extensos. Esta ocasião foi aproveitada, por exemplo, pelo Reino Unido e pelo Japão, comemissõesdetítulosa30ou40anos. Em Portugal foi escolhida outra via. Ao invés de beneficiar das baixas taxas de longo prazo, optou-se pelas taxas de curto prazo, que ainda eram mais reduzidas. Entre 1999 e 2009, a dívida emitida a curto prazo passou de 7% para 58% do total. Tal como banco britânico Northern Rock, nacionalizado em 2008, Portugal financiou-se a curto prazo para cumprir as suas obrigações a longo prazo. E como esse banco, o nosso país viu-se muito mais exposto à falta de liquidez dos mercados O disparo da dívida nacional e a crescente dependência do financiamento a curto prazo tornam ainda mais delicada a situação de Portugal. Esta estratégia de longo prazo tem a vantagem de reduzir os encargos ligados ao financiamento da dívida, mas também tem inconvenientes, obrigando a refinanciamentos cada vez mais frequentes e a expor ao sentimento mais conjuntural dos mercados. Entre 1999 e 2009, as emissões da dívida passaram de 12,4 para 39,6 mil milhões de euros. A este ritmo, e tendo em conta o fraco crescimento económico, que torna difícil o saneamento das contas públicas, é muito provável que a dívida nacional continue a suscitar dúvidas nos próximos meses. Atualmente Portugal está a ser atingido por uma falta de competitividade a nível internacional e pelo elevado endividamento do Estado e das famílias. É certo que as medidas de austeridade foram bem acolhidas pelos mercados financeiros, mas o ajustamento das despesas e o corte nos salários terão um efeito prolongado e poderão, muito provavelmente, lançar Portugal para uma nova década de fraco crescimento económico. Neste cenário, não está afastada a necessidade do nosso país recorrer a ajuda externa. Conselho Contudo, consideramos que é altamente improvável que o Estado português não cumpra com as suas obrigações financeiras. Assim, se os certificados de aforro continuam pouco interessantes, os certificados do tesouro (pág.4)são uma opção muito atrativa para prazos até 10 anos. Porseuturno,dadaaconsiderávelexposiçãoexternade muitas empresas nacionais, há alguma opções interessantes para aplicações diretas na Euronext Lisboa (ver pág. 11) ou através de fundos de investimento - consulte a última edição ou o portal financeiro PROTESTE POUPANÇA 25 de janeiro 2011

3 Economia e mercados Portugal Em Portugal, o indicador de clima económico diminuiu no último trimestre, após ter estabilizado no valor mais elevado desde setembro de Em novembro, o indicador de consumo privado, também desacelerou, mantendo o movimento descendente dos cinco meses anteriores. O indicador de investimento apresentou uma redução ligeiramente mais intensa em novembro, refletindo a evolução negativa da componente de construção. Relativamente ao comércio internacional de bens, as importações e das exportações apresentaram crescimentos homólogos menores, passando de 7,9% e 15,1% em outubro, para 4,6% e 12,8%, em novembro, respetivamente. Em 2010, o índice de preços no consumidor (IPC) registou uma taxa média de 1,4% (contra -0,8% em 2009). Excluindo a energia e os bens alimentares não transformados, a taxa média anual manteve-se praticamente inalterada, situando-se em 0,3% em 2010 (contra 0,4% em 2009). Para 2011, o Banco de Portugal estima uma inflação de 2,7% Alemanha Aeconomiateveumótimo início de ano. O indicador IFO, quemedeosentimentoempresarial,atingiuumvalor recorde em janeiro. O desempenho das exportações e o "despertar" do consumidor alemão, graças ao recuo do desemprego, permite que as empresas se mostrem confiantes face ao futuro. Uma expectativa partilhada pelos investidores, pois o índice ZEW, que mede a sua confiança, está ao nível mais elevado desde julho de Reino Unido A inflação atingiu 3,7% em dezembro. Este nível bastante superior ao objetivo de 2% das autoridades monetárias deixa em posição difícil o Banco de Inglaterra. À primeira vista impunha-se uma subida das taxas de juro diretoras para conter as pressões inflacionistas que até se deverão acentuar com a subida do IVA no início do ano. Contudo, essa medida iria prejudicar a débil retoma económica, que tem até sido pautada por aumento do desemprego (7,9% em novembro) e poderá também ser prejudicada pelas medidas de austeridade que o governo irá implementar. China No último trimestre de 2010, o crescimento foi de 9,8%, o que coloca em 10,3% o total do ano. Com um produto interno bruto de 4400 mil milhões de euros, a China confirma-se como a segunda maior economia mundial,à frente do Japão. Aprocurainternacontinuaaevoluirabomritmo,masa produçãoindustrialeosetordaconstrução,comtaxasde progressão anuais de 12%, são os principais motores de crescimento. Se a taxa de crescimento potencial da China é elevada,estesvaloressãoexcessivoseaeconomiaarrisca-se a entrar em sobreaquecimento. Se um retorno suave para valores mais sustentáveis é ainda uma incógnita, acreditamos que as autoridades de Pequim dispõem de meios e demonstram vontade para atingir esse objetivo. Assim, os fundos de ações chinesas continuam a ser incluídos nas carteiras recomendadas para o longo prazo, representando 10% do total CRESCIMENTO ECONÓMICO NA CHINA (em %) Em 2010, a maior parte dos países industrializados obteve fracos crescimentos económicos, mas a China conseguiu manter uma taxa de crescimento impressionante. O reverso da medalha passa pelo perigo de sobreaquecimento da economia com um aumento significativo da inflação. Brasil O banco central brasileiro aumentou novamente a taxa de juro diretora. A taxa SELIC subiu de 10,75% para 11,25 por cento. Deste modo, as autoridades de Brasília pretendem controlar a inflação, cujo valor atingiu 5,9% em dezembro. A este nível, o crescimento dos preços aproxima-se do limite superior do objetivo do banco, fixado em 4,5% (±2%). Apesar das pressões inflacionistas, as ações brasileiras são interessantes para investidores mais audaciosos e com prazos de investimento bastante alargados (20 anos). OS MERCADOS E OS SEUS INVESTIMENTOS Aos poucos, a inflação volta a surgir. Por um lado, na maior parte dos países desenvolvidos, o fraco consumo privado, as reduzidas taxas de utilização das capacidades industriais e a débil conjuntura deverão manter a inflação em níveis relativamente reduzidos. Por outro, a história é diferente no que diz respeito aos mercados emergentes, onde o crescimento económico é elevado e há elevados riscos de sobreaquecimento. Acrescem ainda injeções massivas de liquidez por parte dos bancos centrais que contribuem para fazer aumentar o preço das matérias-primas e estão reunidas as condições para que a inflação, sem ser preocupante, se faça sentir a médio prazo. Mas o aumento das expectativas de inflação a médio prazo é uma má notícia para os mercados obrigacionistas. Assim, para carteiras até 10 anos preferimos os certificados de tesouro. Para prazos de 20 anos, ainda há espaço para fundos de investimento em obrigações, mas em proporções reduzidas. Para saber mais, consulte o módulo 'Ferramentas' do novo portal financeiro. PROTESTE POUPANÇA 25 de janeiro

4 Rendimento garantido No último mês de 2010 as subscrições de Certificados do Tesouro aumentaram bastante. Os seguros de capitalização, que já tinham pouco interesse, são um produto muito pouco vantajoso quando comparado com os Certificados do Tesouro. Analisámos três exemplos em comercialização. INFLAÇÃO ANULA RENDIMENTO DOS MELHORES DEPÓSITOS Se procura um depósito de curto prazo para as suas poupanças saiba que é muito importante escolher bem, caso contrário arrisca o capital a perder valor. O Banco de Portugal reviu este mês as suas previsões e estimou uma taxa de inflação de 2,7% para 2011, bastante mais elevada do que a taxa prevista anteriormente (1,8%). Assim, até mesmo alguns dos melhores depósitos (ver quadro 1) apresentam um rendimento inferior à inflação, o que significa que o rendimento real será negativo para quem aplicar na maioria dos depósitos. Apenas alguns conseguem superar a taxa de inflação prevista, mas têm sempre condições especiais: são para novos clientes, novos capitais ou exigem a subscrição de outros produtos (é o caso do Poupança Extra do ActivoBank, que rende 3,1%) Depósitos de médio/longo prazo são uma opção? Perante este cenário nos depósitos de curto prazo, o leitor poderá perguntar-se se não será preferível optar por um depósito de prazo mais alargado. Existem no mercado muitos depósitos de taxa crescente até 5 anos, no entanto, como já analisámos anteriormente (edição n.º388), na maior parte dos casos, o rendimento médio é inferior ao dos melhores depósitos a um ano. Por isso, terá que verificar o rendimentodoprimeiroanoeamédiadosanostodose comparar com as alternativas. Se tiver dificuldades, pode recorrer ao nosso serviço de análise a pedido em CERTIFICADOS DO TESOURO REGISTARAM RECORDE DE SUBSCRIÇÕES As subscrições efetuadas em dezembro último representam cerca de 34% do montante total aplicado em Certificados do Tesouro. Foi uma procura surpreendente para a qual contribuiu a subida das taxas de juro da dívida pública, tornando o rendimento deste produto mais interessante nesse mês, atingindo a taxa máxima (5,1% líquidos ao ano para quem aplicar por 10 anos). Já em janeiro de 2011 a taxa baixou ligeiramente para 5% (a 10 anos). Como pode ver no gráfico em baixo, em novembro foram subscritos 25 milhões de euros, mas no mês de dezembro a quantia aumentou para 133 milhões SUBSCRIÇÕES DE CERTIFICADOS DO TESOURO (em milhões de euros) Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Em Dezembro passado, os Certificados do Tesouro registaram o maior volume de subscrições desde o seu lançamento (233 milhões de euros). Para tal contribuiuasubidadastaxasdejurodadívidapública.nessemês,rendiam5,1%aoano durante 10 anos, o rendimento mais elevado desde o lançamento da aplicação BANCA TRADICIONAL Instituição 1. AS MELHORES TAXAS PARA DEPÓSITOS Montante mínimo (euros) TANB (%) TANL (%) BANCA ONLINE Instituição Montante mínimo (euros) 1 mês BPN ,9 0,7 Barclays Bank (Dep. Net) ,4 1,0 Banco Popular (Depósito Ouro) ,7 0,5 Banco Big 500 1,4 1,0 CajaDuero ,6 0,5 Santander (DP 250 1,3 1,0 3 meses Santander (DP 5) (1) 250 5,0 4,0 Best (Dep. Promocional 4%) (1) ,0 3,1 Popular (Dep. Aniversário) (2) (4) ,8 2,9 Best (Dep. a Prazo Blue) (1) (2) ,0 3,1 Popular (Depósito Ouro 3 M.) (1) 300 2,7 2,1 Banco Big (DP Top II) ,9 2,2 6 meses BPN (DP Oportunidade) (1) (2) ,8 2,9 Banco Big (DP Top II) ,0 2,4 Popular (Ouro Crescente) (2) (3) 300 3,0 2,4 Banco Big (DP Top) ,6 2,0 BPN (DP Crescente 6 Meses) ,0 2,4 Banif (Depósito 500 2,5 2,0 12 meses Popular (Dep. Ouro Plus) (2) (3) 300 3,3 2,6 ActivoBank (Dep. Poup. Extra) (5) ,0 3,1 BPN (DP Crescente 12 Meses) ,3 2,6 Banif (Depósito 500 2,8 2,2 Banif (Poupança Nova Vida) 25 3,0 2,4 ActivoBank (Net Activo) 500 2,8 2,2 TANB: taxa anual nominal bruta. TANL: taxa anual nominal líquida. Taxas atualizadas à data de 21 de janeiro de O capital aplicado em depósitos está garantido até 100 mil euros. O excedente não está ao abrigo do Fundo de Garantia dos Depósitos. (1) Só para os novos clientes. (2) Só para novos capitais. (3) Taxa média. (4) Apenas para aniversariantes neste mês. (5) Exige o cumprimento de algumas condições, caso contrário a taxa desce para 2%. TANB (%) TANL (%) 4 PROTESTE POUPANÇA 25 de janeiro 2011

5 Rendimento garantido CAIXA VALOR 2016 (5 ANOS) Seguro de capitalização da Fidelidade-Mundial com entrega única. Rende 2,8% ao ano. Pouco interessante. PrefiraosCertificadosdoTesouro. Subscrição Disponível na Caixa Geral de Depósitos até 4 de fevereiro. Entrega única com um montante mínimo de 2500 euros. Resgate e comissões Em qualquer momento é possível efetuar o resgate total da aplicação, mas não é permitido o resgate parcial. O valor de resgate é calculado em função da taxa de juro swap da zona euro nessa data. Se a taxa for inferior ou igual a 3,83% não será aplicada qualquer penalização. Caso contrário não existe garantia de quaisquer montantes mínimos de resgate. O valor de resgate corresponderá ao prémio remanescente revalorizado à taxa de juro anual bruta pelo prazo do contrato devidamente descontado para a data do pedido de resgate, à taxa de juro swap da zona euro, nessa data, deduzida de meio ponto (0,5) percentual. Rendimento Os valores garantidos em caso de vida da pessoa segura são calculados com uma taxa anual bruta garantida de 3,33%, não havendo lugar a participação nos resultados. Na segunda data aniversária do contrato, é devido, ao beneficiário, um valor indicado nas condições particulares, correspondente a uma parte do prémio pago, capitalizado até essa data aniversaria à taxa anual bruta garantida. No final do prazo, o valor a pagar corresponde ao prémio remanescente revalorizado à taxa garantida, pelo prazo do contrato (ou seja, 2,8% líquida, já que é tributada a 17,2%). Não invista. Prefira os Certificados do Tesouro. CA SUPER 4,25 (8 ANOS) Rende 4,25% brutos ao ano durante 8 anos. Se resgatar antes tem penalizações elevadas. Pouco interessante. Subscrição Seguro de capitalização pelo prazo de oito anos e um dia. É feita uma entrega única, cujo montante mínimo é de 500 euros. Disponível para subscrição aos balcões do Crédito Agrícola até 14 de fevereiro. Comissões Existeumacomissãodesubscriçãode 0,9% sobre cada entrega. Em qualquer momento do contrato é possível efetuar o re-embolso parcial ou total. No entanto, são aplicadas comissões de resgate:3%seesteocorrerentreo primeiroeoquintoanoe1,5% do sexto ao oitavo ano. Rendimento Este seguro apresenta uma rentabilidade mínima garantida de 4,25% durante todo o contrato (taxa anual efetiva bruta). Mas poderá ser superior, consoante os resultados, já que há participação nos resultados em, pelo menos, 50%. BARCLAYS GARANTIA DUPLA INVESTIMENTO SÉRIE 6 (5 ANOS) Rende 4% brutos até final deste ano, mas nos restantes anos garante apenas 2,6% brutos. Prefira os Certificados. Subscrição Segurodecapitalizaçãopeloprazomínimode5anosea maturidade máxima é de 20 anos. O montante exigido para subscrição é de 1000 euros, no mínimo, e em múltiplos de 500. Disponível no Barclays Bank até31demarço. Liquidez e comissões Possibilidade de resgate diário, ao valor calculado no final do mês anterior, sujeito às comissões de resgate:5%até1de janeiro de 2012; 4% até 1 de janeiro de 2013; 3% até 1 de janeiro de 2014; 2% até 1 de janeiro de 2015; 1% até final de 2015; 0% de 1 de janeiro de 2016a1deabrilde2016. Existe ainda a comissão de subscrição de 0.1% sobre o valor do prémio investido e a comissão de gestão até um máximo de 1.4% (aplicada anualmente sobre o fundo autónomo) Rendimento Rende 4% brutos até final de Nos restantes anos apresenta a rentabilidade mínima garantida de 2.6% bruta, acrescida de participação nos resultados, ou seja, é variável. Três produtos, a mesma conclusão: Prefira os Certificados do Tesouro! Os seguros de capitalização são os produtos financeiros que mais perderam com os Certificados do Tesouro (consulte a análise da edição n.º383). Ambas as aplicações se destinam a rentabilizar poupanças no longo prazo assumindo um risco baixo. A vantagem dos seguros de capitalização é a tributação de 8,6% (se o capital estiver aplicado por mais de 8 anos) ou 17,2% (se o capital estiver aplicado entre 5 a 7 anos). Para aplicações até 5 anos é aplicada a mesma taxa que nos restantes produtos (21,5%). No entanto têm uma grande desvantagem: falta de liquidez. Ou não é permitido o resgate parcial, como acontece com o Caixa Valor 2016, ou as comissões de resgate antecipado são bastante elevadas, penalizando o rendimento, como acontece com o Barclays Garantia Dupla, cujas despesas de desinvestimento podem chegar aos 5%. Já os Certificados do Tesouro não têm comissões. Do ponto de vista do rendimento também não há margem para dúvidas: se, este mês, subscrever Certificados do Tesouro e mantiver durante 10 anos, obtém um rendimento anual líquido de 5%; se mantiver entre cinco e nove anos, o rendimento é de 4,2% líquido ao ano. Claramente superior ao que teria como garantido em qualquer um dos três seguros apresentados atrás. Os dois últimos têm ainda participação nos resultados. No entanto, opte pelos Certificados do Tesouro! PROTESTE POUPANÇA 25 de janeiro

6 Poupança & reforma Vale a pena subscrever um PPR? Com as deduções limitadas dos benefícios fiscais, em 2011, subscrever ou reforçar o PPR deixa de ser vantajoso do ponto de vista fiscal. E quanto ao rendimento? Será uma boa opção para investir a longo prazo? Comparámos várias categorias de PPR com outros produtos e mudámos o conselho! Deduções fiscais só para alguns (ou nenhuns!) A principal vantagem dos PPR era o benefício fiscal que proporcionava, nomeadamente "à entrada", pois permitiam deduzir 20% das entregas anuais efetuadas até 300, 350 ou 400 euros, consoante a idade do subscritor. Tais benefícios tinham um forte impacto na rentabilidade efetiva. No entanto, este ano mudaram as regras e, apesar de teoricamente se manterem os benefícios fiscais dos PPR, foram definidos limites máximos de deduções fiscais (ver quadro 1). Apenas quem tiver um rendimento mensal próximo do salário mínimo nacional poderá beneficiar das deduções fiscais máximas dos PPR. Na prática, será muito difícil dada a provável escassez do rendimento. Além disso, incluem-se nestes limites todas as despesas com benefícios fiscais (seguros, donativos e energias renováveis). Por exemplo, quem tenha um seguro de vida pelo crédito à habitação, já não conseguirá usufruir deste benefício fiscal dos PPR. Assim, é quase caricato: os benefícios fiscais dos PPR existem, mas poucos, ou mesmo nenhuns, os poderão usufruir. No entanto, mantém-se o benefício fiscal "à saída", ou seja, a taxa de imposto reduzida (8,6%), desde que respeitadas as condições (caso contrário, o imposto é de 21,5%). Na prática, os PPR passam a ter uma tributação semelhante à dos seguros de capitalização, com a desvantagem de que os PPR exigem a permanência até à idade da reforma, enquanto nos seguros de capitalização bastaterocapitalporoitoanos. 1. LIMITES AOS BENEFÍCIOS FISCAIS EM 2011 Escalões de rendimento coletável (euros) Limite máximo a deduzir com benefício fiscal (euros) (1) Até 4898 Limitados (2) Entre 4898 e 7410 Limitados (2) Entre 7410 e Entre e Entre até Entre e Entre e Superior a (1) Nestes limites estão englobados os benefícios fiscais dos PPR, Certificados de Reforma, seguros, donativos e energias renováveis. (2) Para os PPR, até ao máximo dos 300 a 400 euros, consoante a idade do subscritor. Os fundos PPR nos últimos 5 anos A pergunta que se coloca é: sem as deduções fiscais, os PPR são competitivos quando comparados com outros produtos? No quadro 2 apresentamos o rendimento das várias classes depprsobaformadefundo,bemcomooutrascategorias de fundos. A que mais se assemelha a um PPR são os fundos mistos defensivos, que aplicam até 30% de ações. Repare que as diferenças de rendimento não são muito significativas, exceto em 2010, em que os Mistos Defensivos conseguiram um rendimento de 3,3%, bastante superior ao apresentado por qualquer classe de PPR. Os fundos de Obrigações Médio/Longo Prazo Euro foram os mais beneficiados nos últimos3e5anosdevidoà descida das taxas de juro, enquanto os fundos mistos foram bafejados em Assim, em termos de rendimento, os PPR não são uma categoria que se destaque, comparativamente aos fundos mistos, sendo apenas mais moderados nos ganhos e nas perdas. Além disso, os PPR apresentam comissões bastante superiores aos de outras categorias de produtos. 2. PPR E OUTROS FUNDOS Categoria de fundo Rendimento médio (%) anos 5 anos Obrigações M/L Prazo Euro 0,5 3,9 2,2 PPR Agressivos 2,9-2,1 1,6 PPR Defensivos -0,2-0,3 0,6 PPR Neutros 0,5-1,0 0,6 Mistos Defensivos 3,3-0,6 0,4 Mistos Neutros 7,0-1,5 0,3 Mistos Agressivos 8,3-3,3-0,8 Ações Europa 9,7-7,5-0,9 Ações Portugal -17,3-17,3-3,2 3,50% 3,00% 2,50% 2,00% 1,50% 1,00% 0,50% 0,00% -0,50% -1,00% 1. RENDIMENTO DOS FUNDOS MISTOS DEFENSIVOS E PPR DEFENSIVOS (em %) Em 2010 os fundos mistos defensivos tiveram um desempenho positivo, bastante diferente dos PPR defensivos. Nos últimos três e cinco anos, as diferenças são menos significativas. E os PPR sob a forma de seguro? PPR Defensivos Mistos Defensivos anos 5 anos Ainda não foi divulgado o rendimento dos seguros PPR em 2010 mas, em 2009, os seguros PPR de capital garantido renderam em média 3,4% e 3,2% nos 5 anos até essa data (ver gráfico 2). São valores muito semelhantes ao dos seguros de capitalização de capital garantido. Sem benefícios fiscais "à entrada" e com a mesma tributação "à saída", estes seguros poderiam ser uma alternativa aos PPR, com a vantagem de terem menos restrições de liquidez e bastam 8 anos para obter a tributação mínima (ao contrário dos PPR, que exigem a permanência até à reforma). 6 PROTESTE POUPANÇA 25 de janeiro 2011

7 Poupança & reforma 4,00% 3,50% 3,00% 2,50% 2,00% 1,50% 1,00% 0,50% 0,00% As comissões de betão dos PPR Um dos aspetos que sempre criticámos nos PPR são as pesadas comissões: nos seguros PPR de capital garantido o custo de subscrição (e por cada entrega) é 1,3%, em média. Mas também os seguros de capitalização de capital garantido que não são PPR praticam comissões semelhantes (1,2%, como se pode ver no gráfico 3). Para além desta, existem ainda as comissões de gestão (e depósito,nocasodosfundos)eacomissãodetransferência. Esta última está limitada a 0,5% no caso dos PPR. Se compararmos as comissões aplicadas nos PPR com a dos fundos mistos, por exemplo, as diferenças são substanciais, como pode ver no gráfico 3. Este fator também irá pesar na escolha do consumidor, agora que os PPR já não permitem as deduções. 2,50% 2,00% 1,50% 1,00% 0,50% 0,00% 2. SEGUROS PPR E DE CAPITALIZAÇÃO (rendimento bruto em %) Seguros de capitalização Seguros PPR 3. COMISSÕES DE SUBSCRIÇÃO E GESTÃO: SEGUROS PPR, DE CAPITALIZAÇÃO E FUNDOS (em %) 1,30% 1,20% anos O rendimento dos seguros PPR de capital garantido e dos seguros de capitalização são muito próximos. Aliás, muitos destes produtos têm o mesmo fundo autónomo. Além disso, os seguros de capitalização têm menos restrições de liquidez e bastam 8 anos para conseguir a tributação de 8,6%. Seguros PPR com capital garantido Seguros de capitalização Fundos PPR neutros Fundos PPR agressivos Fundos mistos defensivos 0,70% 0,80% Subscrição 0,10% 1,10% 0,90% 1,70% 2,00% Gestão e depósito 1,20% Os PPR têm custos bastante elevados, sobretudo na comissão de subscrição, sejam seguros ou fundos. Já os fundos mistos, que têm carteiras de investimento semelhantes, têm custos bastante inferiores. E os Certificados de Reforma? Estas mudanças vieram também acabar com o pouco interesse que existia nos Certificados de Reforma (CR), ou seja, o fato de permitirem a acumulação do benefício fiscal com o dos PPR. Nos CR a dedução fiscal corresponde a 20% do montante aplicado com o limite de 350 euros, qualquer que seja a idade do subscritor. A diferença é que nos CR as entregas são uma percentagem fixa do salário (2, 4 ou 6%). Assim, só atingiria o limite máximo do benefício fiscal se tivesse um salário mensal superior a 3645 euros (se descontar 4%) ou superior aos 7292 euros (caso desconte 2%) e descontar durante os 12 meses. Mas, estes benefícios fiscais foram incluídos no mesmo limite das deduções dos PPR (quadro 1). Na prática, é como se não existissem! Além disso, em 2010, os Certificados de Reforma renderam apenas 0,15%. Têm ainda outra grande desvantagem: não permitem o resgate antecipado. Resumindo não vale a pena! Tanto os PPR como os CR têm a vantagem de permitir entregas periódicas o que permite a programação da poupança como se fosse um encargo. Mas estes dois produtostêmmaiscontrasdoquevantagens.porisso,em 2011, poucos terão interesse em subscrevê-los. Por isso, parece claro que quem ainda não tem PPR não será este ano que o deverá fazer. Mas quem já tem um PPR vai perguntar-se o que fazer com ele? É certo que a inércia poderá fazer com que muitos aforradores deixem tudo como está e continuem a fazer as entregas programadas ao longo do ano, quanto mais não sejaparaacumularcapitalparaareforma.mas,énosso dever informá-lo que essa nãoéadecisãomaisacertada. O nosso conselho: Não deixe de poupar para a reforma! É um fato que a maior vantagem dos PPR perdeu-se com o limite das deduções fiscais, em As deduções anuais no IRS até 400 euros eram, sem sombra de dúvida, o atrativo desta aplicação. Os PPR não são mais do que fundos mistos mas com custos médios mais elevados e pouca liquidez. Por isso deixámos de ter Escolhas Acertadas nos PPR. Mas, aconselhamos o leitor a continuar a fazer o pé-de-meia para a reforma, mudando de estratégia: mantenha o PPR já efetuado, mas não faça novas entregas em Primeiro, porque são produtos com pouca liquidez; e segundo, porque o rendimento é, muitas vezes, inferior ao de outras aplicações. Se escolheu mal o seu PPR, poderá transferir para outro mais rentável e com menos comissões. No entanto, deverá continuar a poupar para a reforma, mas opte por aplicações com maior liquidez, menos custos e rendimento semelhante ou superior: Quem tem menos de 50 anos poderá escolher os fundos mistos, que têm uma estratégia mais diversificada (veja as alterações de conselho na página 12), ou uma carteira de fundos (veja a carteira recomendada na edição anterior) ou no portal financeiro. Se fizer questão do capital garantido e não quiser arriscar, então opte pelos Certificados do Tesouro. Quem tem 50 anos ou mais, os Certificados do Tesouro são a melhor opção para quem pretende capital garantido: garantem o capital, não têm custos e, em janeiro, rendem 4,2% se investir por um período mínimo de 5 anos e 5% por 10 anos. PROTESTE POUPANÇA 25 de janeiro

8 Portal financeiro Novo portal, novas funcionalidades O novo ano traz uma novidade interessante para todos aqueles que costumam acompanhar o portal financeiro da PROTESTE POUPANÇA. Com efeito, desde dia 19 que o portal tem uma apresentação renovada, mantendo as funcionalidades do seu antecessor mas acrescentando mais ferramentas e tornando a sua atualização mais fácil intuitiva. NOVA APRESENTAÇÃO A navegação passará a estar centrada no topo da página, onde podem ser acedidos os principais módulos do portal. Na página inicial (ver imagem na página 1) pode de imediato visualizar os últimos destaques, nomeadamente o comentário diário de bolsa, mas igualmente as análises mais recentes a ações, fundos ou outro tipo de produtos financeiros. Na coluna direita é de referir a questão que é quinzenalmente colocada aos visitantes do portal e um módulo onde é possível descarregar a PROTESTE POUPANÇAeaPOUPANÇAACÇÕESemformato".pdf". No final da página inicial também se encontram disponíveis ligações para a grande maioria das funcionalidades do portal. MÓDULO 'POUPAR' Esta nova parte do portal financeiro destina-se às aplicações tidas como mais conservadores, pois o risco é muito menor. Épossíveldeformaintuitivaencontrarasmelhorestaxasde juro para depósitos a prazo (1, 3,6e12meses)contas poupança (incluindo contas poupança-reformado) e seguros de capitalização. Também estão disponíveis as remunerações oferecidas pelos certificados de aforro (sériesbec)eaevoluçãodastaxasrelativasaos certificados do tesouro. Por fim, é preciso não esquecer as obrigações do tesouro. MÓDULO 'INVESTIR' Este é, sem dúvida, um dos pontos centrais do novo portal. Aqui poderá aceder às principais categorias de produtos financeiros com risco, mas também àqueles com maior potencial de valorização a longo prazo: ações, fundos, fundos de investimento imobiliário, produtos complexos e outros. Em termos práticos é possível aceder facilmente às escolhas acertadas para os fundos de investimento (cerca de 500) ou aos conselhos de compra de uma vasta seleção de ações (cerca de 200, incluindo as acompanhadas pela POUPANÇA ACÇÕES). Para as ações e fundos estão disponíveis ferramentas de busca, onde através de seleção de vários critérios é possível obteralistagemdeprodutosquemaislhepodeminteressar. Para as ações é, por exemplo, obter resultados por bolsa de cotação, setor, conselho e depois ordenar pela rentabilidade. No caso dos fundos,agoraémaisintuitivoselecionaras diferentes categorias, sociedades gestoras ou o nível de indicador de desempenho. Estão igualmente disponíveis critérios de pesquisa como os montantes mínimos e as comissões. Por fim, nos produtos complexos são apresentadas análises sobre as mais recentes aplicações financeiras emitidas pelos bancos. 8 PROTESTE POUPANÇA 25 de janeiro 2011

9 Portal financeiro Para obter informação muito mais detalhada sobre ações ou fundos pode através da funcionalidade "lista A-Z" ou com a seleção de um título após uma "Análise comparativa" aceder à ficha da ação/fundo. Nessas páginas encontra toda a informação sobre o produto financeiro escolhido. No caso das ações, é possível aceder a um vasto conjunto rácios financeiros, dados chave por ação e rácios bolsistas. E mais importante pode saber qual a avaliação, conselho e nível de risco do título selecionado. perderam praticamente todo o interesse (ver análise na páginas 6-7). Além disso, apresentamos as melhores contas poupança-reformado, as quais são adequadas para quem já abandonou a vida ativa e usufrui ganhos mensais inferiores a três vezes a remuneração mínima mensal garantida. É de referir ainda os dois simuladores disponíveis neste módulo: "Quanto vai receber?" e "Quanto devo poupar?". Estes permitem transmitir uma ideia bastante precisa dos montantesrelevantesparaprepararareforma. MÓDULO 'REFORMA' O nível de rendimento após a vida ativa é uma das principais preocupações de muitos portugueses, tendo em conta as muitas reformas que tem sido feitas no sistema de segurança de social público. Assim, é natural que o portal financeiro passe a dedicar um módulo exclusivo a este tema. Assim, pode consultar os produtos financeiros que mais são adequados para ajudar a preparar e complementar asuareforma: fundos PPR seguros PPR certificados de reforma É certo que o corte nos benefícios fiscais previsto no orçamento de Estado de 2011, retirou-lhes algum peso e MÓDULO 'MERCADOS' Trata-se de uma das principais novidades do novo portal financeiro. Agora é possível aceder e personalizar o acesso a um conjunto bastante vasto de "indicadores". É possível ver a evolução de índices de inúmeras bolsas, desde Nova Iorque, passando por Zurique, Frankfurt, Paris e obviamente Lisboa. Também é possível consultar como as taxas de juro Euribor. É preciso não esquecer que estas taxas são bastante importantes para os portugueses servem como referência paraocréditoàhabitaçãoeaoconsumo. Paralelamente, é preciso não esquecer as divisas e as matérias-primas.noprimeirocaso,trata-sedeumfator imprescindível nas decisões de investimento. Saber se um uma moeda está ou não subavaliada não pode ser descurado PROTESTE POUPANÇA 25 de janeiro

10 Portal financeiro quando se constitui uma carteira de investimentos que incluam aplicações financeiras fora da zona euro. As matérias-primas, por seu turno, têm tido uma importância crescente. O "apetite" das economias emergentes colocaram muitas matérias-primas em foco, desdeotrigoaopetróleo,passandopelocobre. constituir uma carteira a longo prazo (5, 10 ou 20). Acedendo a este módulo é possível ter acesso aos mais recentes conselhos de fundos da PROTESTE POUPANÇA. Qual o peso das diversas categorias de fundos de ações e de obrigações e, mais recentemente, também com os certificados de tesouro. AVALIAÇÃO A PEDIDO Trata-se uma funcionalidade incontornável. Muitos leitores/cibernautas são frequentemente confrontados com propostas dos seus bancos. Contudo, a complexidade de muitos produtos financeiros torna difícil tomar uma decisão racional. Por isso, há mais de um ano que a PROTESTE POUPANÇA disponibiliza um serviço de avaliação a pedido. Quem pretende saber sobre o interesse do interesse de determinado produto financeiro só tem de aceder ao portal financeiro e preencher o formulário. MÓDULO 'FERRAMENTAS' Estratégia de investimento Esta é, sem dúvida, uma das secções mais importantes do portal financeiro para todos aqueles que têm o objetivo de 10 PROTESTE POUPANÇA 25 de janeiro 2011

11 Ações Bolsa nacional em forte alta O sucesso dos leilões das Obrigações do Tesouro portuguesas sossegou os investidores e afastou, para já, o cenário de uma eventual ajuda externa. O PSI-20 subiu 5,2% na quinzena com quase todos os títulos em alta. PSI-20 dispara 5,2% O sucesso dos leilões de dívida pública portuguesa tranquilizou os mercados em relação à necessidade de Portugalterderecorreraajudafinanceiraexterna.OPSI-20 subiu 5,2% na quinzena com praticamente todos os títulos a fecharem positivos. Na Europa, as subidas foram moderadas, à exceção de Madrid que avançou 13,3%. Nos Estados Unidos, o S&P 500 valorizou 0,9%. A banca esteve em destaque: o BCP subiu 13,5%, o BPI avançou 7,6% e o BES progrediu 6,7%. Durante os próximos dias serão divulgados os resultados de O BPI divulga a 26dejaneiro,oBESnodia31eoBCPa2defevereiro (calendário em RealceaindaparaaEDP (+11,5%) e para a Sonae (+10,4%) que irá divulgar as vendas de 2010 a 26 de janeiro. Ao invés, a Jerónimo Martins cedeu 3,4%. A empresa divulgou um bom crescimento das vendas em 2010, mas em linha com o previsto (ver texto). Jerónimo Martins: vendas de 2010 A Jerónimo Martins anunciou um crescimento de 18,7% das vendas em 2010, um valor que ficou em linha com as nossas estimativas. Realce pela positiva para a polaca Biedronka, cujas vendas progrediram 19,5% em moeda local (+29,1% em euros) suportadas pelo crescimento obtido em base comparável (+11,6%) e pelo contributo das novas lojas. Em 2010, o grupo inaugurou 197 unidades e já conta com 1649 lojas na Polónia. O objetivo é chegar às 3000 até 2015, um plano de expansão ambicioso. Em Portugal, nota positiva para os supermercados Pingo Doce que avançaram 12% (+8,4% em base comparável) graças ao sucesso da marca própria e das campanhas publicitárias. Pela negativa, realce para o fraco desempenho dos hipermercados (-4,5%) e para a indústria (-0,7%). Aguardamos a publicação completa dos resultados a 18 de fevereiro para ver como evoluíram as margens de cada negócio e os lucros. Para já mantemos as nossas previsões para 2010 de um lucro por ação de 0,45 euros. Em 2011, estimamos 0,56 euros e em 2012 prevemos 0,70 euros. Contudo, aos níveis atuais, a cotação mais do que incorpora as boas perspetivas de crescimento e está cara. Venda. Portugal Telecom: mudança de conselho A Portugal Telecom está em vias de concretizar a compra de uma posição minoritária na brasileira Oi. Apesar do risco, o negócio parece-nos positivo. Primeiro, boa parte do dinheiro que a PT irá pagar (cerca de 3,75 mil milhões de euros) ficará na Oi (via aumentos de capital) para esta investir. Depois, a Oi beneficiará da experiência da PT no setor para o seu desenvolvimento. Em Portugal, a deterioração das condições económicas afetará os resultados, mas empresa está bem posicionada e deverá continuar a enfrentar bem a concorrência. Para 2010, mantemos a estimativa de lucros de 6,49 euros por ação graças à mais-valia com a venda da brasileira Vivo. Para 2011, e por prudência, reduzimos ligeiramente a previsão de 0,43 para 0,41 euros (sem incluir a aquisição da Oi).Pensamos que a PT é uma boa aposta a longo prazo, já que apresenta potencial de crescimento, sobretudo no Brasil mas também em África, tem uma estrutura financeira sólida e uma política de remuneração acionista que é atrativa (rendimento do dividendo de 6%). A ação está ligeiramente barata. Alteramos o nosso conselho de manter para comprar. PORTUGAL TELECOM (em euros) J F M A M J J A S O N D J Após ter atingido máximos dos últimos anos em novembro de 2010, a cotação da PT já caiu 21% desde essa altura (inclui o ajuste à distribuição do dividendo extraordinário de 1 euro) e passou a estar barata. Pode comprar. Nome AÇÕES PORTUGUESAS Cot. (1) Máx. (2) Mín. (2) Risco (3) Conselho BCP manter BES manter BPI comprar Brisa manter Cimpor vender EDP comprar EDP Renováveis manter Galp Energia manter Jerónimo Martins vender Portucel vender Portugal Telecom comprar REN comprar Semapa manter Sonae comprar Sonae Indústria manter Sonaecom manter ZON Multimédia manter (1) Cotação de fecho de 21/01/2011, em euros. (2) Cotação de fecho máxima e mínima nos últimos 365 dias, em euros. (3) Quanto maior o valor (varia entre e ), maior é o risco associado à acção. PROTESTE POUPANÇA 25 de janeiro

12 Entre nós FUNDOS DE INVESTIMENTO Fundos mistos A recente evolução dos mercados financeiros leva-nos a proceder a alterações nos fundos mistos recomendados. Mudanças de conselho Em primeiro lugar, na categoria dos mistos neutros, dado o seu bom desempenho relativo, o fundo BGF Global Allocation E passaaterumarecomendaçãodecompra. Ainda dentro desta categoria o Popular Global 50 FF e o Finiglobal veem os seus conselhos passar de manter para vender. Já o Caixagest Estratégia Arrojada passa para "manter". Nos mistos defensivos, o Santander Multinvest tem agora um conselho de venda (anteriormente era de manter). Nos agressivos, o Millennium Prestige Valorização FF e o Templeton Global Balanced N têm um upgrade de vender para manter. Ao invés, o Popular Global 75 FF recebe agora uma recomendação de resgate. Mais informação no portal financeiro no módulo: Investir > Fundos. Serviço telefónico de informação financeira Enquanto assinante da PROTESTE POUPANÇA poderá consultar o serviço telefónico de informação financeira. A nossa equipa irá responder às suas dúvidas e questões sobre investimento e outros temas. Horário de atendimento: das 9h às 13h e das 14h às 18h (à 6.ª feira, encerra às 17h). Aplicações financeiras e investimento Telefone: (rede fixa) e (para telemóveis). Fiscalidade Telefone: (rede fixa) e (para telemóveis). Crédito Telefone: (rede fixa) e (para telemóveis). PORTAL FINANCEIRO FMI O recurso ao FMI tem sido claramente uma das questões mais referidas nos últimos meses. A Irlanda e a Grécia já recorreram à ajuda internacional. Será Portugal o próximo "cliente"? Cenário atual As notícias sucedem-se diariamente e os leilões de dívida pública portuguesa, e de outros países periféricos da zona euro, têm estado no centro das atenções dos mercados financeiros, mas igualmente da comunicação social. Países, como a China, afirmaram comprar obrigações nacionaiseobancocentraleuropeutambémtemfeitoesse mesmo procedimento, o que permite a Portugal obter taxas de juro mais atrativas, embora elevadas em termos históricos. Ainda assim, o cenário de um pedido de ajuda externa não está totalmente afastado (ver página 2). Relativo otimismo Porém, o pessimismo tipicamente atribuído aos portugueses não teve reflexo nas opiniões dos nossos cibernautas. Com efeito, 32% acha que Portugal não vai necessitar da ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e 43% considera improvável essa eventualidade. Mais pessimistas, 15% dos votantes acreditam que a intervenção é inevitável e 10% pensam que é uma forte possibilidade. Não 32% PORTUGAL VAI PRECISAR DA AJUDA DO FMI (% do total de respostas) Sim 15% Improvável 43% É uma forte possibilidade 10% A grande maioria dos cibernautas é da opinião que Portugal não vai necessitar do apoio do FMI. Apenas 15% está totalmente convicto que o nosso país terá de recorrer a ajuda internacional. Propriedade/Redação: DECO PROTESTE, Editores, Lda. Av. Eng.º Arantes e Oliveira, n.º 13, 1.º B; Lisboa. Editora registada sob o número NIPC: A nossa equipa de analistas financeiros para o mercado nacional ações nacionais: João Sousa: Banca; Luís Pinto: Construção, Cimento, Bens de consumo, Papel; Pedro Catarino: Distribuição, Media, Autoestradas, Serviços informáticos; Rui Ribeiro: Telecomunicações, Papel, Energia; outros valores mobiliários e instrumentos financeiros: António Ribeiro, João Sousa, Jorge Duarte. Na análise do mercado externo a PROTESTE POUPANÇA colabora com um grupo de organizações de consumidores europeias com as quais definiu metodologias de análise idênticas a quem cede e de quem recebe alguns conteúdos. São elas: Euroconsumers S.A. Avenue Guillaume 13b, L-1651 Luxembourg. Altroconsumo Edizioni Finanziarie S.R.L. Via Valassina, Milano. Test-Achats S.C. Rue de Hollande 13, 1060 Bruxelles. OCU Ediciones S.A. C/Albarracín, Madrid. Editions scientifiques et techniques consommateurs France SA 44 Rue Lafayette Paris. As análises publicadas na PROTESTE POUPANÇA são independentes e elaboradas de acordo com uma metodologia que poderá consultar no endereço As análises nunca são enviadas à entidade emitente dos instrumentos financeiros objeto de avaliação e, por isso, não estão sujeitas a alterações a pedido destas. A DECO PROTESTE e os responsáveis pela informação financeira não têm interesses suscetíveis de prejudicar a objetividade da mesma. Os nossos conselhos baseiam-se em análises internas e em fontes externas fiáveis. É impossível fazer previsões totalmente exactas ou garantir o sucesso total dos conselhos apresentados. Todavia, esperamos que as informações apresentadas neste boletim ajudem os leitores a realizar bons investimentos. Conselho de Gerência: Vasco Colaço, Luís Silveira Rodrigues e Alberto Regueira em representação da DECO, detentora de 25% do capital, e Yves Genin, Armand de Wasch, Benoît Plaitin em representação da Euroconsumers que detém 75% do capital. Tiragem: exemplares. Registo no I.C.S. nº Depósito legal n.º 86876/95. Assinaturas: Tel: Fax: Assinatura trimestral: 34,05 25 números por ano. Impressão: Imprejornal, EN 115 ao Km 80. Sto. Antão do Tojal, Loures. Todos os direitos de reprodução, adaptação e de tradução são reservados e a utilização para fins comerciais é proibida. Gráficos: Thomson Financial Datastream e DECO PROTESTE. 12 PROTESTE POUPANÇA 25 de janeiro 2011

Bê-á-Bá da poupança. Depósitos a prazo. Fundos de Tesouraria em euros

Bê-á-Bá da poupança. Depósitos a prazo. Fundos de Tesouraria em euros Bê-á-Bá da poupança Há um vasto leque de escolhas para quem quer poupar, mas a análise da PROTESTE INVESTE mostra-lhe que nem todas são boas opções. No Dia Mundial da Poupança, saiba quais as alternativas.

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