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1 Relatório DE SUSTENTABILIDADE INTERCALAR CoNTAS

2 13 CONTAS 13.1 RELATÓRIO DE GESTÃO ANÁLISE MACRO ECONÓMICA ENQUADRAMENTO INTERNACIONAL O enquadramento internacional da economia portuguesa foi marcado por um baixo crescimento da actividade económica e dos fluxos de comércio à escala global, tendo-se no entanto, registado uma melhoria a partir do segundo semestre. De acordo com as previsões do FMI, o crescimento do PIB mundial deverá atingir 3% em 2013, inferior aos 3,2% registados em 2012 e aos 3,6% estimados para O contraste entre as economias avançadas e emergentes continua a ser muito visível, com o conjunto das primeiras a crescer 1,3% em 2013 e 2,2% em 2014, muito abaixo dos registos de 4,7% e 4,9%, respectivamente, previstos para as economias emergentes. Em linha com as restantes previsões, o FMI estima que os EUA apresentem crescimentos de 2,2% em 2014 e de 2,3% em Já na Zona Euro, depois do recuo do PIB em 2013 de -0,5%, prevê-se um crescimento de 1,2% para 2014 e de 1,5% para 2015, sendo evidentes os sinais de retoma iniciados no segundo semestre de PORTUGAL No decorrer de 2013 a economia portuguesa prosseguiu com a correcção dos desequilíbrios macroeconómicos, concretizados através de um conjunto de medidas de consolidação orçamental e uma desalavancagem ordenada e gradual do sector privado, que culminou numa forte contracção da procura interna. Enquadradas no Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), estas medidas têm sido implementadas num contexto macroeconómico internacional bastante desfavorável, nomeadamente pela recessão sentida na zona euro. Neste sentido, têm sido corrigidos alguns dos principais desequilíbrios económicos internos e externos da economia portuguesa, principalmente ao nível da consolidação estrutural das contas públicas, a melhoria do saldo das contas externas, traduzida numa capacidade líquida de financiamento da economia portuguesa, bem como uma reafectação de recursos no sentido dos sectores produtores de bens e serviços transaccionáveis. Em 2013, a taxa de desemprego fixou-se nos 16,3%. No entanto, chegou a atingir máximos históricos de 17,8% em Abril de 2013, tendo em Dezembro do mesmo ano reduzido para os 15,3%. Em comparação com o ano transacto, verificou-se um agravamento deste indicador, que se tinha fixado nos 15,7%. O défice orçamental terminou em 2013 nos 4,9% do PIB, um valor inferior à meta acordada com a troika, que era de 5,9%. Em relação às exportações portuguesas, registou-se um acréscimo de 4,6% em 2013, mas que reflecte um abrandamento face ao aumento de 5,7% verificado em Já as importações aumentaram 0,8% (-5,2% em 2012), o que permitiu uma taxa de cobertura de 83,6% em 2013, face a 80,6% em Estes valores conseguidos são determinantes para o equilíbrio externo das contas Nacionais, nomeadamente através da redução de milhões de euros no défice da balança comercial. De acordo com a 11ª avaliação da troika, cujas conclusões foram divulgadas a 28 de Fevereiro de 2014, para 2014 prevê-se um crescimento do PIB de 1,2%, que em 2013 recuou 1,4%, bem como o crescimento das exportações em 5,3% e das importações em 5,4%. ESPANHA O PIB a preços correntes alcançou o volume de milhões de euros, o que representa uma redução de -1,2% em relação ao ano de Contudo, no 4º trimestre de 2013, registou-se um crescimento de 0,3% em relação ao trimestre anterior, o que pode indiciar o início da recuperação económica. Em Espanha, a taxa de desemprego no final do ano foi de 26,03%, ainda assim menor em 1,17 p.p. do que a registada em O primeiro trimestre de 2014, confirma a recuperação da economia espanhola, com a continuação do crescimento do PIB e criação de emprego. Espera-se que a recuperação do consumo privado continue, embora a um ritmo menor do que o registado no 2º semestre de Espanha prossegue assim o seu programa de consolidação fiscal, agora num ambiente economicamente mais favorável. 69 Contas Consolidado 2013 PORTUGUÊS

3 Crescimento Anual do PIB (%) Valores Reais Projecções Economia mundial -0,6 5,2 3,8 3,2 3,0 3,6 3,9 Zona Euro -4,1 1,9 1,5-0,7-0,5 1,2 1,5 Espanha -3,7-0,3 0,4-1,6-1,2 0,9 1,0 Portugal -2,9 1,4-1,7-3,2-1,4 1,2 1,4 Fonte: FMI - World Economic Outlook Abril 2014, Banco de Portugal-Boletim Económico Abril 2014 ANÁLISE DO SECTOR A LUIS SIMÕES actuou, em 2013, em Portugal, nos sectores do Transporte Rodoviário de Mercadorias, Logística, Manutenção e Reparação de Veículos Industriais, Aluguer e Venda de Veículos Industriais, Corretor de Seguros e Actividade Imobiliária. A actividade da LUIS SIMOES em Espanha, durante o ano de 2013, foi realizada nos sectores do Transporte Rodoviário de Mercadorias e da Logística. Transporte Rodoviário de Mercadorias e Logística O sector do Transporte Rodoviário de Mercadorias e Logística na Península Ibérica continua a apresentar-se como um sector de actividade muito cíclico, isto é, um sector muito correlacionado com o desempenho económico de Portugal e de Espanha. Após os crescimentos verificados até , e da forte contracção em 2009, este sector apresentou no período de alguma estabilidade. O valor do mercado Ibérico em 2013 terá sido de aproximadamente mil milhões de euros, significando uma redução de 3%-5% relativamente a Em termos dos diversos modos de transporte de mercadorias, o rodoviário continua a ser o mais relevante na Península Ibérica, com mais de 70% de quota de mercado. O transporte marítimo aumentou ligeiramente a sua importância, mas apenas nos segmentos de produto e com destino ao ponto de venda em que poderá ser uma opção, tendo em conta os seus lead-times superiores aos do transporte rodoviário de mercadorias. As primeiras 20 empresas a nível Ibérico poderão representar apenas um terço do mercado total de Transportes Rodoviários de Mercadorias e Logística, com um volume de negócios total que andará próximo dos 6 mil milhões de euros. Dada a conjuntura, as empresas do sector apresentaram uma rentabilidade muito reduzida (em 2012 a margem de resultado líquido do exercício no sector foi ligeiramente superior a 0%). O sector dos Transportes Rodoviários de Mercadorias e Logística em Portugal é liderado pela Luís Simões, mas é muito fragmentado, continuando a apresentar diversas empresas de capital próprio nacional com um volume de negócios superior a 30 milhões de euros. O crescimento médio do volume de negócios em 2012 das principais empresas foi nulo. Durante o ano de 2013, Portugal e o mercado Ibérico, continuaram a viver sobre as regras da austeridade que se têm vindo a verificar desde 2012, pelo que o mercado continua contraído, prevendo-se que se reduza cerca de 5,6% face ao ano anterior com o consequente impacto negativo em ambas as economias, sendo que o défice de fluxos de Portugal para Espanha pressiona a que os preços sejam canibalizados, sem contrapartidas no sentido contrário, provocando grande desequilíbrio e consequente impacto nas rentabilidades do serviço inter-regional. Apesar da conjuntura bastante desfavorável, a Empresa demonstrou capacidade para ultrapassar as adversidades, aumentando ligeiramente as vendas face ao ano anterior. Em Espanha o mercado também é muito fragmentado, mas os principais operadores são multinacionais, alguns pertencentes a Governos de países Europeus. O crescimento médio do volume de negócios das principais empresas foi de 3,6% em O negócio de Transportes Rodoviários de Mercadorias em Espanha é o segundo maior da Zona Euro em termos de mercadorias transportadas, tendo representado 196 mil milhões de toneladaskm em 2012, apenas atrás da Alemanha. O Sector do Transporte Rodoviário de Mercadorias apresentou em 2012 um valor de 16 mil milhões de euros, 2,5 mil milhões de euros em Portugal e 13,5 mil milhões de euros em Espanha. O mercado é muito atomizado, existindo em Portugal mais de empresas de Transporte Rodoviário de Mercadorias em 2012, e em Espanha mais de Sendo líder em Portugal, a LS terá uma quota de mercado inferior a 5% em Portugal, e inferior a 1% em Espanha (quota de mercado essa que varia significativamente em função de cada segmento de produto). Enquanto que em Portugal o transporte rodoviário de mercadorias se reparte quase equitativamente entre nacional e internacional, em Espanha é predominantemente de cariz nacional. O sector da Logística apresentou em 2013 um valor de 4,1 mil milhões de euros, 0,5 mil milhões de euros em Portugal e 3,6 mil milhões de euros em Espanha. Estima-se que em Portugal existam 80 operadores e em Espanha 175. Sendo líder em Portugal, a LS terá uma quota de mercado próxima dos 10% em Portugal, e inferior a 2% em Espanha (quota de mercado essa que varia significativamente em função de cada segmento de produto). O segmento da logística realizada para produtos alimentares e bebidas é claramente o mais representativo, com aproximadamente 50% do mercado total em Portugal e mais de umterço em Espanha. 70 Contas Consolidado 2013 PORTUGUÊS

4 Aluguer, Venda, Manutenção e Reparação de Veículos Pesados Este sector de actividade está centrado no sector de operadores logísticos e transportes, comercializando produtos e serviços relacionados com o mercado de viaturas pesadas, com particular incidência no segmento de tractores e semi-reboques. Oferece aos seus clientes um portfólio alargado de soluções, como a venda de semi-reboques novos e usados, o aluguer semi-reboques e tractores, e serviços de manutenção e reparação a viaturas pesadas. O sector transportador e logístico continua a enfrentar dificuldades económicas e financeiras em consequência da conjugação de vários factores desfavoráveis resultantes da crise financeira surgida em finais de 2007, à qual se seguiu, em 2008, a crise económica, e que perdura até aos dias de hoje. Consequentemente, a realidade referida acima tem-se reflectido negativamente no sector de actividade onde a Empresa se insere. Esse facto está consubstanciado na falência de alguns concorrentes e na dificuldade económica e financeira de outros, decorrente de uma menor procura pelos bens e serviços disponibilizados pelo sector (menos clientes, redução de investimento e redução de frota em circulação). Actividade de Mediador e Corretor de seguros A conjuntura económica desfavorável que se tem observado nos últimos anos tem contribuído para a evolução desfavorável do mercado segurador. De acordo com os dados provisórios do Instituto de Seguros de Portugal (ISP), as empresas de seguro sob sua supervisão, deverão registar em 2013 uma retracção de 3,1% no ramo Não Vida, face a Contudo, o mercado segurador deverá crescer 20,2% devido, exclusivamente, ao segmento do ramo Vida (+33,6% face a 2012). No segmento Não Vida, os ramos tradicionalmente mediados pela Diagonal, e seus concorrentes, evidenciam decrescimentos, como são exemplos os ramos Acidentes de Trabalho (-8,0%), Incêndio e Outros Danos (-0,8%), Automóvel (-5,8%), Mercadorias Transportadas ( 1,1%) e Responsabilidade Civil (-6,6%). O GRUPO LUÍS SIMÕES PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS EM 2013 O desempenho evidenciado pelas empresas do Grupo Luís Simões, reflectem a conjugação de várias acções e projectos desenvolvidos e iniciados em anos anteriores e no próprio exercício económico de A consolidação dos projectos que vinham sendo desenvolvidos e as estratégias delineadas serão determinantes para que a Luís Simões continue a afirmarse com a solidez e estabilidade que a tem caracterizado ao longo da sua história. Nos Negócios Core do Grupo, que assentam nas actividades de Operador Logístico e do Transporte Rodoviário de Mercadorias consolidaram-se alguns dos projectos que têm vindo a ser desenvolvidos no sentido de aumentar a competitividade da empresa, dos quais destacamos: Inicio da parceria com o Grupo Portmann (França) e Primafrio (Espanha), que após o desinvestimento em meios próprios supriu as necessidades de meios existentes em operações específicas; Lançamento de vários projectos, com destaque para: Go-Green (serviço marítimo subcontratado), que será um elemento agregador e um novo código de conduta operacional; Geo-referenciação Localização de Semi-reboques por GPS; GO Inter Gestão de fluxos na actividade inter-regional e local; Optimizador de Rotas programa informático que permite optimizar as cargas por viagem e destino; Níveis de serviço - dotação das estruturas comerciais e operativas de novos formatos e tecnologias que permitam o domínio do Nível de Serviço on-line e ainda de KPIS (Key Performance Indicators) para relacionamento comercial com o cliente; Melhoria da rentabilidade da Frota Própria, beneficiando de um ano de preços de combustíveis mais estáveis; Manutenção da posição da LSLI nos segmentos do mercado em que actua; Reforço da aposta em novos segmentos de Mercado como o segmento de Logística promocional e PLV, com a actividade de Implementações em Lojas; Grande agressividade dos clientes em redução de tarifas e controlo de stock s; Mercado muito adverso, com a concorrência a pressionar os preços nos tender s dos clientes. De realçar a entrada no mercado nos últimos anos de alguns concorrentes internacionais e outros cujo foco era apenas a actividade de transporte rodoviário de mercadorias; Entrada de novos clientes/operações com vendas anualizadas superiores a 2,5M ; Grande aposta na subcontratação de pessoal de armazém pago com base na produtividade. Isto permite à Empresa uma melhor gestão dos picos de actividade, com contenção de custos e com diminuição das quebras em armazém; 71 Contas Consolidado 2013 PORTUGUÊS

5 Grande impacto na actividade de alguns projectos estruturais, como o Portal LS mais-valia na relação com o cliente ao nível das comunicações e das integrações de sistemas. Além deste, realce para o LS Mobile 2 sistema de comunicações móveis entre a Luís Simões e os motoristas que permite manter contactos em zonas sem rede móvel, permitindo assim, informação sempre atempada aos clientes. Realce ainda para o Optimizador de rotas, programa informático que permite optimizar as cargas por viagem e destino. Implementação e obtenção da Certificação Sistema Gestão Ambiental e Segurança Alimentar, para além da renovação da Certificação em Qualidade; Implementação parcial da telemática na frota, cujo projecto terminará em A Actividade Imobiliária na óptica da gestão do património dedicado às atividades core da LS desenvolveu em 2013 várias acções, das quais salientamos: Os Negócios Complementares do grupo, assentes nas actividades de aluguer, venda e manutenção/reparação de viaturas pesadas, desenvolvidas pela RETA, e na actividade de corretor de Seguros desenvolvida pela Diagonal. A consolidação das condições para o desenvolvimento das actividades logísticas a Norte de Portugal com a assinatura e demais actividades tendentes à instalação da LS em novas instalações logísticas no horizonte 2014; O ano 2013 fica marcado pela aquisição, por parte da Lusiseg, dos negócios da Diagonal- Corretores de Seguros, S.A. e da SPM Sociedade Portuguesa de Mediação de Seguros, S.A., em Maio de 2013 e pela incorporação gradual desses mesmos negócios na Diagonal (antes denominada Lusiseg). Relativamente a esta actividade destacamos: Alargamento do âmbito da certificação ISO 9001:2008 a todos os escritórios na actividade de mediador e corretor de seguros com o objectivo de melhorar os padrões de gestão deste negócio e da relação com os clientes e parceiros, reforçando a confiança e notoriedade da marca. A filosofia de gestão na área de negócio de aluguer, venda e manutenção/reparação de viaturas pesadas tem tido como princípios orientadores o foco no cliente, no accionista e nas soluções. Neste exercício foram implementados projectos que contribuíram para o crescimento da actividade, para o aumento da notoriedade da marca RETA, para a fidelização dos clientes e para a sustentabilidade futura, destacando-se os seguintes projectos: Obtenção da representação da marca de tractores DAF (DAF Service Partner), como agente autorizado no serviço pós-venda; Obtenção da representação da marca de semi-reboques Lecitrailer; Acordo com a Schmitz como oficina autorizada na reparação de caixas Ferroplast; Implementação da Casa da Fibra no Centro do Carregado, proporcionando melhores condições de trabalho e de serviço ao cliente; A conclusão do projecto específico da alteração da iluminação no centro do Carregado que se traduziu numa redução dos gastos de exploração deste edifício; Foi acompanhada adicionalmente a gestão dos activos na óptica do proprietário, tendo sido efectuadas as acções de gestão da sua competência e responsabilidade nomeadamente quanto à manutenção, licenciamentos e apoio na resolução de situações específicas decorrentes da sua exploração. ANÁLISE ECONÓMICA E FINANCEIRA Apesar da conjuntura económica desfavorável, o volume de vendas Consolidado da Luís Simões, ascendeu a 208 Milhões de Euros, verificando-se um crescimento de 1,1% face ao alcançado em A difícil conjuntura económica observada nos últimos anos nos mercados onde o Grupo actua, a qual tem provocado uma forte contracção do mercado interno e uma redução de fluxos entre Portugal e Espanha, em parte devido à redução drástica do consumo das famílias, tem contribuído para uma quebra da actividade de alguns clientes estruturais do Grupo, e da necessidade crescente destes em reduzir custos. Mesmo assim, graças ao intenso esforço comercial das empresas do Grupo, tem sido possível compensar a redução de actividade desses clientes com novos fluxos e operações tanto nos clientes atuais como em novos clientes, tendo sido possível 72 Contas Consolidado 2013 PORTUGUÊS

6 reforçar a posição em clientes estruturais e conseguido angariar novos negócios. Apesar da quebra de actividade de alguns clientes, a Luís Simões manteve uma carteira de clientes sólida, em que o domínio dos processos logísticos e de transporte foram claramente determinantes para manter a qualidade do serviço prestado, reconhecido pelos próprios clientes como factor diferenciador. A segmentação das vendas por actividades manteve-se idêntica à verificada no ano anterior, com um aumento de 0,9 p.p. da Unidade de Negócio da Logística. A Unidade de Negócio de Transportes Ibéricos continua a representar a maior fatia, com 55% das vendas do Grupo, seguido da Unidade de Negócio de Logística Ibérica com 41%, representando a Unidade de Negócio de Diversificação, complementar às restantes actividades do Grupo, uma quota de 4%. O EBITDA fixou-se nos 12,9 Milhões de Euros, representando 6,2% das vendas consolidadas. Este indicador foi bastante penalizado devido principalmente a algumas rubricas de gastos operacionais que apresentaram um crescimento superior ao das vendas, destacando-se pela negativa os gastos com subcontratação de transporte e distribuição. Pela positiva, observámos pela primeira vez desde 2009 a uma inversão da tendência de subida do preço médio do gasóleo que baixou em cerca de 4% em Portugal e 0,5% em Espanha quando comparado com A redução da frota própria, aliada à descida do preço do combustível contribuíram para uma diminuição de 8% destes gastos face ao ano anterior. Esta rubrica passou a representar menos um ponto percentual da estrutura de custos do Grupo, medido em função do Volume de Vendas. Voltamos a destacar a redução dos gastos com pessoal que passaram a representar 20% do Volume de Vendas, menos dois pontos percentuais do que em O Grupo apresentou um Resultado Líquido negativo de Milhares de Euros, resultante não só de um pior desempenho económico face aos anos anteriores, mas também devido ao desreconhecimento de Activos por Impostos Diferidos no valor de 740 Mil Euros referentes, essencialmente ao efeito da alteração da taxa do IRC de 25% para 23% e a prejuízos fiscais que o Grupo não espera recuperar. Contas Consolidado 2013 PORTUGUÊS A política financeira do Grupo Luís Simões assenta principalmente em três vectores: O autofinanciamento como forma de financiamento do Investimento, a adequação da estrutura temporal de Capitais Alheios à natureza das aplicações e a manutenção de uma estrutura financeira equilibrada. sustentado dos negócios do Grupo. O Grupo contínua a reduzir de forma substancial o seu endividamento, em grande medida devido ao reduzido nível de investimento. No final do presente exercício o rácio de Autonomia Financeira ascendia a 32%. Os indicadores financeiros do Grupo revelam uma estrutura financeira saudável e sólida, permitindo encarar o futuro com confiança e continuar a contribuir para o desenvolvimento PERSPECTIVAS PARA O FUTURO As actuais projecções para a economia portuguesa apontam para uma recuperação moderada da actividade no período , após uma contracção acumulada de cerca de 6% no período As exportações deverão manter um crescimento forte, suportado pela recuperação da procura externa, embora a um ritmo inferior ao observado no período anterior à crise financeira. As actuais projecções do Banco de Portugal confirmam as perspectivas de recuperação gradual da economia portuguesa. Em , o crescimento da economia portuguesa tenderá a aproximar-se dos valores actualmente projectados para o conjunto da área do Euro. Esta evolução favorável deverá assentar na robustez das exportações de bens e serviços e na aceleração da procura interna, com destaque para o investimento empresarial. O ano de 2014 é encarado pela Empresa, com um sentimento de alguma incerteza pelo facto das condições económicas serem adversas, de os clientes perspectivarem um reduzido crescimento da actividade, dos volumes de transportadores no mercado estarem a diminuir podendo reduzir a base de subcontratação e como não poderia deixar de ser, da imprevisibilidade face à evolução dos preços do combustível. No entanto, prevê-se alguma recuperação da procura interna, o que adicionado a uma possível redução do número de operadores em consequência da conjuntura económica desfavorável, poderá levar a um aumento da actividade dos principais operadores do mercado Ibérico de Transporte Rodoviário de Mercadorias e Logística. O negócio de Logística poderá beneficiar de um 73

7 acentuar da externalização das operações logísticas por parte das empresas e produtores, o que deverá continuar a acontecer. Numa conjuntura económica difícil, os operadores logísticos poderão continuar a desempenhar um papel chave na sociedade, possibilitando transformar estruturas de custos fixos em variáveis e obtendo sinergias nos fluxos de mercadorias. Verifica-se ainda uma tendência para o crescimento de alguns segmentos de actividade de transporte e logística, como por exemplo o aumento dos segmentos de distribuição fraccionada, distribuição urbana, e-commerce, comércio de bairro, entregas B&C, entregas ao domicílio, redes de catering à restauração e escritórios. Destacam-se os seguintes factores que com certeza serão decisivos em 2014: No Negócio Core: A nível do mercado a aposta é o crescimento das vendas, sobretudo nos mercados internacionais e no inter-regional; Grande atenção aos clientes e ao mercado, devendo ser dada prioridade ao crescimento de negócio com a conquista de novos clientes, seja nos segmentos actuais ou em novos segmentos de mercado; Continuar a racionalizar as estruturas administrativas e a efectuar trabalhos de melhoria de processos internos com visibilidade na redução de custos; Conclusão da última fase do projecto GO Inter com impacto em toda a forma de gerir, quer na actividade inter-regional, quer nas restantes actividades, nomeadamente a local; Aproveitar a receptividade dos Clientes para aceitar melhores condições a troco de optimização de recursos; Criação da Direcção de Business Development (BD) com o objectivo de dar maior vitalidade à área comercial na península ibérica; Elevar o modelo de gestão de fábricas, prossecução de novos sectores e serviços, quer de forma isolada, ou ao abrigo de projectos de clientes comuns; Focalização em segmentos complementares às bebidas, de forma a suavizar os picos de actividade operacional, como por exemplo: vestuário, calçado e cargas contentorizadas; Abordagens ao mercado do Transporte de resíduos; Desenvolver e consolidar actividades ligadas à Economia do Mar, que têm tido bom acolhimento nos mercados de importação e exportação para a Europa; Desenhar o serviço de cargas fraccionadas mediante operações em regime de MilkRun ; Renovação de parte significativa da frota; Grande orientação para manutenção de elevado domínio e qualidade nos processos logísticos, de forma a assegurar a manutenção de elevados níveis de serviço aos clientes actuais, e capacidade para continuar a integrar novos negócios e actividades; Enfoque no projecto de melhoria da gestão da produção das operações internas, cujo objectivo é assegurar níveis de excelência na qualidade e produtividade do serviço prestado; Objectivo global de fidelização dos clientes seja por Nível de Serviço prestado ou por um maior leque de serviços prestados o que implica maior dependência; Aposta definitiva na diversificação para novos serviços e novos segmentos; Reforço da equipa de Gestão para fazer face à aposta na Logística Promocional e em novos segmentos; Enfoque das Direcções de Inovação e Processos na intervenção a nível operativo; Manter o investimento no desenvolvimento de tecnologias de informação que suportem um domínio estruturado de todos os processos logísticos, e permitam ter mais e melhor informação de gestão. Neste contexto deve referir-se: Conclusão do projecto de desenvolvimento de uma aplicação para gerir a actividade de CoPacking; Aposta continuada na implementação da Rádio Frequência em todas as operações; Introdução de novos módulos de informação de gestão na ferramenta de Business Inteligence (Produtividade Individual, Gestão Frota, Indicadores RH); 74 Contas Consolidado 2013 PORTUGUÊS

8 Diversos projectos no âmbito da facturação, nomeadamente, Facturação electrónica a clientes; Construção de novo armazém em Leixões, que servirá de pólo central a toda a operação realizada na zona Norte de Portugal. Nos Negócios Complementares: Continuar a materializar a estratégia como reforço da nossa posição nos nossos mercados preferenciais, onde somos líderes ou temos uma posição relevante; Continuar a formatar produtos e serviços que correspondam às necessidades dos clientes; Continuar atentos às oportunidades que surjam, com o objectivo de incrementar negócios e valor à organização; Apostar continuamente nos recursos humanos, quer através de formação, quer através do reforço da equipa operacional e de suporte ao negócio, indispensável ao crescimento perspectivado da organização. A gestão de riscos de crédito, de taxa de juro, de tesouraria e restantes riscos financeiros é da responsabilidade da Direcção Financeira do Grupo. Adicionalmente, a Empresa aplica a gestão de riscos a outras áreas, nomeadamente: de seguros, ambiente, SSHT (saúde, segurança e higiene no trabalho) e tecnologias de informação, cuja responsabilidade está actualmente descentralizada por cada uma dessas áreas. EVENTOS SUBSEQUENTES No final do presente exercício, foi formalizada a aquisição de uma quota correspondente a 70% do capital da sociedade Espaçotrans Gestão de Entrepostos Aduaneiros, Lda, operação que se concretizou já em Janeiro de Não se registaram outros eventos subsequentes a 31 de Dezembro de 2013 que pela sua relevância e materialidade requeiram ajustamento ou divulgação. APLICAÇÃO DE RESULTADOS A empresa LS - Luís Simões, SGPS, S.A., encerrou o exercício de 2013 com um Resultado Líquido negativo de ,01 euros. Atendendo às disposições legais e estatutárias aplicáveis, é proposta a seguinte aplicação de resultados: Na Actividade Imobiliária: Continuação dos trabalhos desenvolvidos de apoio no que concerne às novas instalações das actividades logísticas a Norte do país; Resultados Transitados Moninhos, 30 de Maio de ,01 Euros Aprovação do Plano de Pormenor que permita a conclusão das obras do Terminal de Transportes da Azambuja; José Luís Soares Simões - Presidente Leonel Fernando Soares Simões - Vogal Investimentos em projectos específicos que traduzam reduções nos gastos de exploração dos edifícios, nomeadamente em Gaia. Jorge Manuel Soares Simões - Vogal Maria Celeste Morgado Venâncio dos Santos - Vogal POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS A política de gestão de riscos da Empresa é definida pelo Conselho de Administração, sendo da responsabilidade de cada uma das áreas a sua aplicação prática. A Empresa pretende que as Políticas de Gestão de Riscos, actualmente descentralizadas pelas diversas áreas da sua estrutura, sejam no futuro consolidadas com o objectivo de promover uma actuação integrada das diversas vertentes de gestão de risco. 75 Contas Consolidado 2013 PORTUGUÊS

9 13.2 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS BALANÇO CONSOLIDADO 31 de Dezembro de 2013 (Euros) Datas Rubricas Notas ACTIVO NÃO CORRENTE Activos fixos tangiveis , ,70 Propriedades de investimento , ,58 Activos intangíveis , ,80 Participações financeiras - outros métodos , ,86 Outros activos financeiros , ,28 Activos por impostos diferidos , , , ,31 ACTIVO CORRENTE Inventários , ,83 Clientes , ,25 Adiantamentos a fornecedores , ,17 Estado e outros entes públicos , ,90 Outras contas a receber , ,18 Diferimentos , ,95 Outros activos financeiros ,81 Caixa e depósitos bancários , , , ,65 Total do activo , ,96 CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO CAPITAL PRÓPRIO Capital realizado , ,00 Acções (quotas) próprias 18 - ( ,75) Outros instrumentos de capital próprio , ,00 Reservas legais , ,63 Outras reservas , ,02 Resultados transitados , ,06 Ajustamentos em activos financeiros , , , ,37 Resultado líquido do período ( ,01) ,12 Interesses minoritários , ,42 Total do capital próprio , ,91 76 Contas Consolidado 2013 PORTUGUÊS

10 PASSIVO: PASSIVO NÃO CORRENTE Provisões , ,22 Financiamentos obtidos , ,34 Passivos por impostos diferidos , , , ,28 PASSIVO CORRENTE Fornecedores , ,83 Adiantamentos de clientes ,60 Estado e outros entes públicos , ,04 Financiamentos obtidos , ,94 Outras contas a pagar , ,72 Diferimentos , , , ,77 Total do passivo , ,05 Total do capital próprio e do passivo , ,96 As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras. O Técnico Oficial de Contas Vitor José Caetano Sousa A Administração José Luís Soares Simões - Presidente Leonel Fernando Soares Simões - Vogal Jorge Manuel Soares Simões - Vogal Maria Celeste Morgado Venâncio dos Santos Vogal 77 Contas Consolidado 2013 PORTUGUÊS

11 DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS POR NATUREZAS Período findo em 31 de Dezembro de 2013 (Euros) Períodos Rubricas Notas Vendas e serviços prestados , ,73 Subsídios à exploração , ,78 Trabalhos para a própria entidade , ,86 Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas 11 ( ,46) ( ,99) Fornecimentos e serviços externos 21.7 ( ,31) ( ,23) Gastos com o pessoal 19 ( ,91) ( ,38) Imparidade de inventários (perdas / reversões) ,90 (3 956,65) Imparidade de dívidas a receber (perdas / reversões) 18 ( ,00) ( ,72) Provisões (aumentos / reduções) 13 ( ,77) ,27 Outros rendimentos e ganhos , ,82 Outros gastos e perdas 21.9 ( ,83) ( ,50) Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos , ,99 Gastos / reversões de depreciação e de amortização ( ,62) ( ,30) Imparidade de investimentos depreciáveis / amortizáveis (perdas / reversões) 7.2 (48 000,00) - Resultado operacional (antes de gastos de financiamento e impostos) , ,69 Juros e rendimentos similares obtidos , ,61 Juros e gastos similares suportados ( ,22) ( ,08) Resultado antes de impostos ( ,25) ,22 Imposto sobre o rendimento do período 17 ( ,12) ( ,04) Resultado líquido do período ( ,37) ,18 Resultado líquido do período atribuível a: Detentores do capital da empresa mãe ( ,01) ,12 Interesses minoritários , ,06 Resultado por acção básico As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras. (0,17) 0,12 O Técnico Oficial de Contas A Administração Vitor José Caetano Sousa José Luís Soares Simões -Presidente Leonel Fernando Soares Simões - Vogal Jorge Manuel Soares Simões - Vogal Maria Celeste Morgado Venâncio dos Santos Vogal 78 Contas Consolidado 2013 PORTUGUÊS

12 DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA Período findo em 31 de Dezembro de 2013 Rubricas Fluxos de caixa das actividades operacionais - método directo Notas Períodos Recebimentos de clientes , ,11 Pagamentos a fornecedores ( ,79) ( ,04) Pagamentos ao pessoal ( ,51) ( ,08) Caixa gerada pelas operações , ,99 Pagamento/recebimento do imposto sobre o rendimento ( ,12) ( ,19) Outros recebimentos/pagamentos ( ,53) ( ,17) Fluxos de caixa das actividades operacionais (1) , ,63 Fluxos de caixa das actividades de investimento Pagamentos respeitantes a: Activos fixos tangíveis ( ,75) ( ,59) Activos intangíveis ( ,47) ( ,32) Recebimentos provenientes de: Activos fixos tangíveis , ,02 Investimentos financeiros 499,37 584,37 Subsídios ao investimento ,97 Juros e rendimentos similares ,42 Fluxos de caixa das actividades de investimento (2) ( ,85) ,87 Fluxos de caixa das actividades de financiamento Recebimentos provenientes de: Financiamentos obtidos , ,00 Juros e rendimentos similares 1 466,26 ( ,25) Doações ,78 Pagamentos respeitantes a: Financiamentos obtidos ( ,32) ( ,75) Juros e gastos similares ( ,97) ( ,70) Dividendos ( ,71) ( ,01) Outras operações de financiamento ( ,23) ( ,48) Fluxos de caixa das actividades de financiamento (3) ( ,74) ( ,41) Variação de caixa e seus equivalentes (1)+(2)+(3) ( ,05) ,09 Caixa e seus equivalentes no início do período 4 ( ,83) ( ,92) Caixa e seus equivalentes no fim do período 4 ( ,88) ( ,83) As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras. O Técnico Oficial de Contas Vitor José Caetano Sousa A Administração José Luís Soares Simões -Presidente Leonel Fernando Soares Simões - Vogal Jorge Manuel Soares Simões - Vogal Maria Celeste Morgado Venâncio dos Santos Vogal 79 Contas Consolidado 2013 PORTUGUÊS

13 DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO No período de 2012 (Euros) Capital Realizado Acções Próprias Outros instrumentos de Capital Próprio Reservas Legais Outras Reservas Resultados Transitados Ajustamentos em Activos Financeiros Resultado Líquido do Período Total Interesses Minoritários Total do Capital Próprio Posição no Início do Período ,00 ( ,75) , , , , , , , , ,74 Alterações no Período: ,00 ( ,75) , , , , , , , , ,74 Resultado Líquido do Período , , , ,18 Resultado Integral , , , ,92 Operações com detentores de capital no período Aplicação de resultados , ,98 - ( ,72) ( ,01) ( ,01) , ,98 - ( ,72) ( ,01) - ( ,01) Posição no fim do Período ,00 ( ,75) , , , , , , , , ,91 80 Contas Consolidado 2013 PORTUGUÊS

14 No período de 2013 (Euros) Capital Realizado Acções Próprias Outros instrumentos de Capital Próprio Reservas Legais Outras Reservas Resultados Transitados Ajustamentos em Activos Financeiros Resultado Líquido do Período Total Interesses Minoritários Total do Capital Próprio Posição no Início do Período ,00 ( ,75) , , , , , , , , ,91 Alterações no Período: ,00 ( ,75) , , , , , , , , ,91 Resultado Líquido do Período ( ,01) ( ,01) ,64 ( ,37) Resultado Integral ( ,89) , , ,54 Operações com detentores de capital no período Aplicação de resultados ,41 - ( ,12) ( ,71) ( ,71) Outras operações ( ,00) , Extinção de acções próprias (5 028,25) 5 028, Regularização descontos e prémios ,00 ( ,22) ( ,78) - - Aumento de capital , ,75 - ( ,81) ( ,53) - - ( ,12) ( ,71) - ( ,71) Posição no fim do Período , , , , , ,41 ( ,01) , , ,83 81 Contas Consolidado 2013 PORTUGUÊS

15 13.3 ANEXO CONSOLIDADO (valores em euros) Accionistas Nº Acções Detidas % Direito de Voto % Participação 1 - IDENTIFICAÇÃO DA ENTIDADE Designação da entidade: O Grupo Luis Simões ( Grupo ) é constituído pela LS Luis Simões, SGPS, S.A., e pelas suas subsidiárias. A LS Luis Simões, SGPS, S.A. ( Empresa ), sociedade anónima, com sede em Moninhos, Loures, foi constituída em 5 de Agosto de 1996 e tem como objecto social a gestão de participações sociais de outras sociedades, como forma indirecta de exercício de actividades económicas Sede: A entidade tem a sua sede social na Rua Fernando Namora em Moninhos, concelho de Loures Natureza da actividade: O Grupo opera nas seguintes áreas de negócio: 1- A actividade do transporte rodoviário de mercadorias que representa cerca de 55% do volume de negócios do Grupo lidera o mercado do transporte nacional e o mercado dos fluxos rodoviários na Península Ibérica. 2- A actividade logística que representa cerca de 41% do volume de negócios do Grupo, lidera na Logística e Distribuição de produtos de grande consumo, em Portugal, prestando serviços integrados de transporte, armazenagem, preparação de encomendas, controle de inventários e distribuição, para além de outros serviços de valor acrescentado. Em Espanha, esta actividade é também especializada em Logística e Distribuição de produtos de grande consumo. 3- As outras actividades que representam cerca de 4% da facturação global do Grupo, cumprem dois objectivos fundamentais: apoiar as actividades principais do Grupo e desenvolver negócios autónomos nos seus mercados específicos Designação da empresa-mãe: A Empresa-mãe denomina-se LS Luís Simões, SGPS, S.A Designação dos detentores de capital: A Empresa é detida pelas entidades descritas no quadro seguinte: Leonel Simões & Filhas, SGPS,S.A ,19% 29,19% Varanda do Vale, SGPS, S.A ,19% 29,19% Mira Serra, SGPS, S.A ,19% 29,19% José Luís Simões ,15% 4,15% Leonel Fernando Simões ,15% 4,15% Jorge Manuel Simões ,15% 4,15% ,00% 100,00% Estas demonstrações financeiras consolidadas foram aprovadas pelo Conselho de Administração, na reunião de 30 de Maio de É opinião do Conselho de Administração que estas demonstrações financeiras reflectem de forma verdadeira e apropriada as operações do Grupo, bem como a sua posição e performance financeira e fluxos de caixa. Estas demonstrações financeiras consolidadas serão aprovadas na Assembleia Geral de accionistas. 2 - REFERENCIAL CONTABILÍSTICO DE PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 2.1. Base de Preparação Estas demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas de acordo com as Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro (NCRF) em vigor, na presente data. A preparação de demonstrações financeiras consolidadas em conformidade com o Sistema de Normalização Contabilística requer o uso de estimativas, pressupostos e julgamentos críticos no processo da determinação das políticas contabilísticas a adoptar pela Empresa, com impacto significativo no valor contabilístico dos activos e passivos, assim como nos rendimentos e gastos do período de reporte. Apesar de estas estimativas serem baseadas na melhor experiência do Conselho de Administração e nas suas melhores expectativas em relação aos eventos e acções correntes e futuras, os resultados actuais e futuros podem diferir destas estimativas. As áreas que envolvem um maior grau de julgamento ou complexidade, ou áreas em que pressupostos e estimativas sejam significativos para as demonstrações financeiras são apresentadas na Nota Contas Consolidado 2013 PORTUGUÊS

16 2.2. Derrogação das disposições do SNC Não existiram, no decorrer do exercício a que respeitam estas Demonstrações Financeiras, quaisquer casos excepcionais que implicassem directamente a derrogação das disposições prevista pelo SNC Comparabilidade das demonstrações financeiras Os elementos constantes nas presentes Demonstrações Financeiras são, na sua totalidade, comparáveis com os do exercício anterior. 3 - PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS As principais políticas contabilísticas adoptadas na preparação das demonstrações financeiras consolidadas anexas são as que abaixo se descrevem. Estas políticas foram consistentemente aplicadas a todos os exercícios apresentados, salvo indicação contrária. 3.1 Bases de Consolidação O universo empresarial do Grupo é composto pelas Subsidiárias descritas na Nota 6. Em obediência ao disposto no artº 6 do Decreto-lei nº 158/2009, de 15 de Julho, que aprovou o SNC, a entidade apresenta contas consolidadas do Grupo constituído por ela própria e por todas as Subsidiárias nas quais: Independentemente da titularidade do capital, se verifique que, em alternativa: - Pode exercer, ou exerce efectivamente, influência dominante ou controlo; - Exerce a gestão como se as duas constituíssem uma única entidade; Sendo titular de capital: - Tem a maioria dos direitos de voto, excepto se se demonstrar que esses direitos não conferem o controlo; - Tem o direito de designar ou de destituir a maioria dos titulares do órgão de gestão de uma entidade com poderes para gerir as políticas financeiras e operacionais dessa entidade; - Exerce uma influência dominante sobre uma entidade, por força de um contrato celebrado com esta ou de uma outra cláusula do contrato social desta; - Detém pelo menos 20 % dos direitos de voto e a maioria dos titulares do órgão de gestão de uma entidade com poderes para gerir as políticas financeiras e operacionais dessa entidade, que tenham estado em funções durante o exercício a que se reportam as demonstrações financeiras consolidadas, bem como, no exercício precedente e até ao momento em que estas sejam elaboradas, tenham sido exclusivamente designados como consequência do exercício dos seus direitos de voto; - Dispõe, por si só ou por força de um acordo com outros titulares do capital desta entidade, da maioria dos direitos de voto dos titulares do capital da mesma. A existência e o efeito dos direitos de voto potenciais que sejam correntemente exercíveis ou convertíveis são considerados quando se avalia se existe ou não controlo. As Subsidiárias são consolidadas, pelo método integral, a partir da data em que o controlo é transferido para o Grupo, sendo excluídas da consolidação a partir da data em que o controlo cessa. É utilizado o método de compra para contabilizar a aquisição das Subsidiárias. O custo de uma aquisição é mensurado pelo justo valor dos bens entregues, dos Instrumentos de Capital emitidos e dos Passivos incorridos, ou assumidos na data de aquisição, adicionados dos custos directamente atribuíveis à aquisição. O excesso do custo de aquisição relativamente ao justo valor da parcela do Grupo dos Activos e Passivos identificáveis adquiridos é reconhecido como Goodwill. Se o custo de aquisição for inferior ao justo valor dos activos líquidos da subsidiária adquirida a diferença é reconhecida directamente na demonstração dos resultados consolidados no exercício em que é apurada. No processo de consolidação, as transacções, saldos e ganhos não realizados em transacções intragrupo e dividendos distribuídos entre empresas do grupo são eliminados. As perdas não realizadas são também eliminadas, excepto se a transacção revelar evidência da existência de imparidade nos activos transferidos e ainda não alienados. As políticas contabilísticas utilizadas pelas Subsidiárias na preparação das suas demonstrações financeiras individuais foram alteradas, sempre que necessário, de forma a garantir consistência com as políticas adoptadas pelo Grupo. Às diferenças temporárias que surgiram da eliminação dos resultados provenientes de transacções intragrupo foi aplicado o disposto na NCRF 25 Impostos sobre o Rendimento. O Capital Próprio e o Resultado Líquido das Subsidiárias que são detidos por terceiros alheios ao Grupo, são apresentados nas rubricas de Interesses Minoritários no Balanço consolidado (de forma autónoma dentro do Capital Próprio) e na Demonstração Consolidada dos Resultados, respectivamente Conversão cambial Moeda funcional e de apresentação As demonstrações financeiras do Grupo e respectivas notas deste anexo são apresentadas em euros, salvo indicação explícita em contrário. 83 Contas Consolidado 2013 PORTUGUÊS

17 Transacções e saldos As transacções em moedas diferentes do euro são convertidas na moeda funcional utilizando as taxas de câmbio à data das transacções. Os ganhos ou perdas cambiais resultantes do pagamento/ recebimento das transacções bem como da conversão pela taxa de câmbio à data do balanço, dos activos e dos passivos monetários denominados em moeda estrangeira, são reconhecidos na demonstração dos resultados, na rubrica de gastos de financiamento, se relacionadas com empréstimos ou em outros rendimentos ou gastos operacionais, para todos os outros saldos/transacções Activos fixos tangíveis Os activos tangíveis encontram-se valorizados ao custo deduzido das depreciações acumuladas e eventuais perdas por imparidade. Este custo inclui o custo estimado à data de transição para NCRF, e os custos de aquisição para activos obtidos após essa data. O custo de aquisição inclui o preço de compra do activo, as despesas directamente imputáveis à sua aquisição e os encargos suportados com a preparação do activo para que se encontre na sua condição de utilização. Os custos com substituições e grandes reparações são capitalizados sempre que aumentem a vida útil do imobilizado a que respeitem e são amortizadas no período remanescente da vida útil desse imobilizado ou no seu próprio período de vida útil, se inferior. As despesas de manutenção e reparação (dispêndios subsequentes) que não são susceptíveis de gerar benefícios económicos futuros são registadas como gastos no período em que são incorridas. Os custos a suportar com o desmantelamento ou remoção de activos instalados em propriedade de terceiros serão considerados como parte do custo inicial dos respectivos activos quando se traduzam em montantes significativos. As taxas de depreciação resultantes da determinação das vidas úteis estimadas para os activos fixos tangíveis mais significativos são conforme segue: Bem 2013 Edificios e Outras Construções 2,00-33,33 Equipamento Básico 5,00-33,33 Equipamento de Transporte 10,00-33,33 Equipamento Administrativo 8,33-33,33 Outros Activos Fixos Tangíveis 10,00-33,33 As depreciações são calculadas numa base duodecimal, após o momento em que o bem se encontra em condições de ser utilizado, em conformidade com o período de vida útil estimado para cada grupo de bens. O gasto com amortizações é reconhecido na demonstração de resultados na rubrica Gastos/Reversões de Depreciação e Amortização. Sempre que existam indícios de perda de valor dos activos fixos tangíveis, são efectuados testes de imparidade, de forma a estimar o valor recuperável do activo, e quando necessário registar uma perda por imparidade. O valor recuperável é determinado como o mais elevado de entre o preço de venda líquido e o valor de uso do activo, sendo este último calculado com base no valor actual dos fluxos de caixa futuros estimados, decorrentes do uso continuado e da alienação do activo no fim da sua vida útil. As vidas úteis dos activos são revistas em cada período de relato financeiro, para que as depreciações praticadas estejam em conformidade com os padrões de consumo esperados dos activos. Alterações às vidas úteis são tratadas como uma alteração de estimativa contabilística e são aplicadas prospectivamente, afetando os resultados do período. O ganho (ou a perda) resultante da alienação ou abate de um activo fixo tangível é determinado como a diferença entre o montante recebido na transacção e a quantia escriturada do activo sendo o ganho (ou a perda) reconhecido em resultados no período em que ocorre a alienação. Os Activos Fixos Tangíveis em Curso dizem respeito a bens que ainda se encontram em fase de construção ou desenvolvimento e estão mensurados ao custo de aquisição sendo somente depreciados quando se encontram disponíveis para uso Locações As locações financeiras são capitalizadas no início da locação pelo menor entre o justo valor do activo locado e o valor presente dos pagamentos mínimos da locação, cada um determinado à data de início do contrato. A dívida resultante de um contrato de locação financeira é registada líquida de encargos financeiros, na rubrica de Financiamentos obtidos. Os encargos financeiros incluídos na renda e a depreciação dos activos locados, são reconhecidos na Demonstração dos resultados, no período a que dizem respeito, na rúbrica de juros e gastos similares suportados. Os activos fixos tangíveis adquiridos através de locações financeiras são depreciados pelo menor entre o período de vida útil do activo e o período da locação, ou quando o Grupo não tem opção de compra no final do contrato, ou pelo período de vida útil estimado quando o Grupo tem a intenção de adquirir os activos no final do contrato. 84 Nas locações consideradas operacionais, as rendas a pagar são reconhecidas como custo na Contas Consolidado 2013 PORTUGUÊS

18 demonstração dos resultados numa base linear, durante o período da locação. 3.5 Propriedades de Investimento As propriedades de investimento são imóveis (terrenos, edifícios ou partes de edifícios) detidos com o objectivo de valorização do capital, obtenção de rendas, ou ambas. As propriedades de investimento foram valorizadas ao justo valor na data de transição para o SNC, sendo valorizadas subsequentemente de acordo com o modelo do custo depreciado, o qual é aplicado a todos os activos classificados como propriedades de investimento. Justo Valor De acordo com os normativos contabilísticos adoptados, e no particular do critério de valorização de acordo com o modelo do custo depreciado, é requerida a divulgação do justo valor das propriedades de investimento nas demonstrações financeiras completas. O justo valor dos outros terrenos e exercícios são determinados com base em avaliações efectuadas por avaliadores externos tendo em conta as condições da sua utilização ou o melhor uso, consoante se arrendado ou não. 3.6 Intangíveis Reconhecimento inicial O custo dos activos intangíveis adquiridos separadamente reflecte, em geral, os benefícios económicos futuros esperados e compreende: O preço de compra, incluindo custos com direitos intelectuais e os impostos sobre as compras não reembolsáveis, após dedução dos descontos comerciais e abatimentos; e Qualquer custo directamente atribuível à preparação do activo, para o seu uso pretendido. Reconhecimento subsequente O Grupo valoriza os seus activos intangíveis, após o reconhecimento inicial, pelo Modelo do Custo, conforme definido pela NCRF 6 Activos Intangíveis, que define que um activo intangível deve ser escriturado pelo seu custo deduzido da amortização acumulada e quaisquer perdas por imparidade acumuladas Amortização O Grupo determina a vida útil e o método de amortização dos activos intangíveis com base na estimativa de consumo dos benefícios económicos futuros associados ao activo. Activos intangíveis com vida útil finita Os activos intangíveis com vida útil definida são amortizados numa base sistemática a partir da data em que se encontram disponíveis para uso, durante a vida útil estimada. Activos intangíveis com vida útil indefinida Os activos que pela sua natureza não possuam uma vida útil definida não são amortizados, estando sujeitos a testes de imparidade anuais ou sempre que os mesmos apresentem sinais de imparidade. O Grupo realiza testes de imparidade no mês de Dezembro de cada ano. O gasto com amortizações é reconhecido na demonstração de resultados na rubrica Gastos/Reversões de Depreciação e Amortização. As vidas úteis e método de amortização dos vários activos intangíveis são revistos anualmente. O efeito de alguma alteração a estas estimativas é reconhecido na demonstração consolidada dos resultados prospectivamente. As taxas de amortização resultantes da determinação das vidas úteis estimadas para os activos intangíveis mais significativos são conforme segue: Tipo de Bem 2013 Programas de Computador 16,66-33, Imparidade de activos Em cada data de relato é efectuada uma revisão das quantias escrituradas dos activos do Grupo com vista a determinar se existe algum indicador de que possam estar em imparidade. Os activos com vida útil indefinida não estão sujeitos a amortização, sendo objecto de testes de imparidade anuais. O Grupo realiza os testes de imparidade no mês de Dezembro de cada ano e sempre que eventos ou alterações nas condições envolventes indiciem que o valor pelo qual se encontra registado nas demonstrações financeiras não seja recuperável. Sempre que a quantia escriturada do activo ou da unidade geradora de caixa for superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade. A perda por imparidade é registada de imediato na demonstração consolidada dos resultados na rubrica de Perdas por imparidade, salvo se tal perda compensar um excedente de revalorização registado no capital próprio. Neste último caso, tal perda será tratada como um decréscimo de revalorização. Nos casos em que a perda não é considerada permanente e definitiva, a perda de imparidade não é reconhecida, sendo feita a divulgação das razões que fundamentam essa conclusão. 85 Contas Consolidado 2013 PORTUGUÊS

19 O valor recuperável é o maior de entre o justo valor do activo deduzido dos custos de venda e o seu valor de uso. Para a determinação da existência de imparidade, os activos são alocados ao nível mais baixo para o qual existem fluxos de caixa separados identificáveis (unidades geradoras de caixa). Os Activos não financeiros, que não o goodwill, para os quais tenham sido reconhecidas perdas por imparidade são avaliados, a cada data de relato, sobre a possível reversão das perdas por imparidade. Imposto diferido: os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos para efeitos de relato contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação. Os activos e os passivos por impostos diferidos são mensurados utilizando as taxas de tributação que se espera estarem em vigor à data da reversão das correspondentes diferenças temporárias, com base nas taxas de tributação (e legislação fiscal) que esteja formal ou substancialmente emitida na data de relato. A reversão de perdas por imparidade reconhecidas em exercícios anteriores é registada quando há evidências de que as perdas por imparidade reconhecidas já não existem ou diminuíram. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração dos resultados na rubrica de Reversões de perdas por imparidade. A reversão da perda por imparidade é efectuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de amortizações) caso a perda não tivesse sido registada. Quando há lugar ao registo ou reversão de imparidade, a amortização e depreciação dos activos são recalculadas prospectivamente de acordo com o valor recuperável. 3.8 Participações Financeiras outros métodos O Grupo utiliza o modelo do custo para o reconhecimento inicial das participações financeiras em entidades em que não seja obrigatório a utilização do método da equivalência patrimonial e nas quais não existam condições para a utilização do justo valor, designadamente participações financeiras em empresas não cotadas. De acordo com o modelo do custo as participações financeiras são reconhecidas inicialmente pelo seu custo de aquisição, que inclui custos de transacção, sendo subsequentemente o seu valor diminuído por perdas por imparidade, sempre que ocorram. 3.9 Imposto sobre o rendimento O imposto sobre o rendimento corresponde à soma dos impostos correntes com os impostos diferidos. Os impostos correntes e os impostos diferidos são registados em resultados, salvo quando se relacionam com itens registados directamente no capital próprio. Nestes casos os impostos correntes e os impostos diferidos são igualmente registados no capital próprio. Imposto corrente: o imposto corrente a pagar é baseado no lucro tributável do exercício das várias entidades incluídas no perímetro de consolidação. O lucro tributável difere do resultado contabilístico, uma vez que exclui diversos custos e proveitos que apenas serão dedutíveis ou tributáveis noutros exercícios. O lucro tributável exclui ainda custos e proveitos que nunca serão dedutíveis ou tributáveis. Os impostos diferidos activos são reconhecidos na medida em que seja provável que existam lucros tributáveis futuros disponíveis para a utilização da diferença temporária. Os impostos diferidos passivos são reconhecidos sobre todas as diferenças temporárias tributáveis. Os impostos diferidos activos são revistos anualmente e reduzidos sempre que deixe de ser provável que possam ser utilizados Inventários Os inventários são registados ao custo de aquisição, sendo adoptado como método de custeio das saídas dos inventários o custo médio ponderado. Sempre que o valor realizável líquido é inferior ao custo de aquisição ou de produção, procede-se à redução de valor dos inventários, mediante o reconhecimento de uma perda por imparidade, a qual é revertida quando deixam de existir os motivos que a originaram. Para este efeito, o valor realizável líquido é o preço de venda estimado no decurso ordinário da actividade empresarial menos os custos estimados de acabamento e os custos necessários para efectuar a venda. As estimativas tomam em consideração as variações relacionadas com acontecimentos ocorridos após o final do período na medida em que tais acontecimentos confirmem condições existentes no fim do período Activos e Passivos financeiros O Conselho de Administração determina a classificação dos activos e passivos financeiros, na data do reconhecimento inicial de acordo com a NCRF 27 Instrumentos financeiros. Os activos e passivos financeiros podem ser classificados/mensurados como: (a) Ao custo ou custo amortizado menos qualquer perda por imparidade; ou (b) Ao justo valor com as alterações de justo valor a ser reconhecidas na demonstração dos resultados. O Grupo classifica e mensura ao custo ou ao custo amortizado, os activos e passivos financeiros: i) que em termos de prazo sejam à vista ou tenham maturidade definida; 86 Contas Consolidado 2013 PORTUGUÊS

20 ii) cujo retorno seja de montante fixo, de taxa de juro fixa ou de taxa variável correspondente a um indexante de mercado; e iii) que não possuam nenhuma cláusula contratual da qual possa resultar a perda do valor nominal e do juro acumulado (no caso dos activos) ou alteração à responsabilidade pelo reembolso do valor nominal e do juro acumulado a pagar (no caso dos passivos). Para os activos e passivos registados ao custo amortizado, os juros obtidos a reconhecer em cada período são determinados de acordo com o método da taxa de juro efectiva, que corresponde à taxa que desconta exactamente os recebimentos de caixa futuros estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro. São registados ao custo ou custo amortizado: i) os activos financeiros que constituem empréstimos concedidos, contas a receber (clientes, outros devedores, etc.) e instrumentos de capital próprio bem como quaisquer contratos derivados associados, que não sejam negociados em mercado activo ou cujo justo valor não possa ser determinado de forma fiável e ii) os passivos financeiros que constituem financiamentos obtidos, contas a pagar (fornecedores, outros credores, etc.) e instrumentos de capital próprio bem como quaisquer contratos derivados associados, que não sejam negociados em mercado activo ou cujo justo valor não possa ser determinado de forma fiável. O Grupo classifica e mensura ao justo valor os activos financeiros que não cumpram com as condições para ser mensurados ao custo ou custo amortizado, conforme descrito acima. São registados ao justo valor os activos financeiros que constituem instrumentos de capital próprio cotados em mercado activo, contratos derivados e activos financeiros detidos para negociação. As variações de justo valor são registadas nos resultados de exercício, excepto no que se refere aos instrumentos financeiros derivados que qualifiquem como relação de cobertura de fluxos de caixa. O Grupo avalia a cada data de relato financeiro a existência de indicadores de perda de valor para os activos financeiros que não sejam mensurados ao justo valor através de resultados. Se existir uma evidência objectiva de imparidade, o Grupo reconhece uma perda por imparidade na demonstração de resultados. Os activos financeiros são desreconhecidos quando os direitos ao recebimento dos fluxos monetários originados por esses investimentos expiram ou são transferidos, assim como todos os riscos e benefícios associados à sua posse. Uma entidade deve desreconhecer um passivo financeiro (ou parte de um passivo financeiro) apenas quando este se extinguir, isto é, quando a obrigação estabelecida no contrato seja liquidada, cancelada ou expire Caixa e equivalentes de caixa Os montantes incluídos na rubrica de caixa e depósitos bancários correspondem aos valores de depósitos bancários vencíveis a menos de três meses, e que possam ser imediatamente mobilizáveis com risco insignificante de alteração de valor. Estes activos estão valorizados ao custo. Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica de Caixa e equivalentes de caixa compreende, além da caixa e depósitos bancários, também os descobertos bancários incluídos na rubrica de Financiamentos obtidos correntes do Balanço Financiamentos obtidos Os financiamentos obtidos são inicialmente reconhecidos ao justo valor, líquido de custos de transacção e montagem incorridos. Os financiamentos são subsequentemente apresentados ao custo amortizado sendo a diferença entre o valor nominal e o justo valor inicial reconhecida na demonstração dos resultados consolidados ao longo do período do empréstimo, utilizando o método da taxa de juro efectiva. Os financiamentos obtidos são classificados no passivo corrente, excepto se o Grupo possuir um direito incondicional de diferir o pagamento do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data do balanço, sendo neste caso classificados no passivo não corrente. Os créditos sobre clientes cedidos sem recurso i.e. em que no caso de não pagamento por parte dos Clientes a perda é assumida pela empresa de factoring são desreconhecidos do Balanço aquando do recebimento das quantias provenientes da empresa de factoring. Os gastos com juros relativos a financiamentos obtidos são registados na rubrica de gastos e perdas de financiamento em resultados do exercício Subsídios do Governo Os subsídios do Governo apenas são reconhecidos quando uma certeza razoável de que o Grupo irá cumprir com as condições de atribuição dos mesmos e de que os mesmos irão ser recebidos. Os subsídios do Governo associados à aquisição ou produção de activos não correntes (Subsídios ao Investimento) são inicialmente reconhecidos no capital próprio, sendo subsequentemente imputados numa base sistemática (proporcionalmente às amortizações dos activos subjacentes) como rendimentos do exercício durante as vidas úteis dos activos com os quais se relacionam. Outros subsídios do Governo (Subsídios à Exploração) são, de uma forma geral, reconhecidos como rendimentos de uma forma sistemática durante os períodos necessários para os balancear com os gastos que é suposto compensarem. Subsídios do Governo que têm por finalidade compensar perdas já incorridas ou que não têm custos futuros associados são reconhecidos como rendimentos do período em que se tornam recebíveis. 87 Contas Consolidado 2013 PORTUGUÊS

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