Carlos Ademar. O Bairro

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1 Carlos Ademar O Bairro

2 Índice Introdução O giro O trio O vizinho estranho Os reis da noite O caso Viúva aos dezoito E agora? Ângela Primeira abordagem Conversa a dois Jibi e Zuca A Alzira da Rua das Flores Neves e a informação Do embalo das mornas ao abalo das drogas De Bafatá para a Cova De volta ao trio As meninas brancas da outra margem Os «carochos» Um cadáver no carrinho de compras Mundos paralelos O primeiro arguido Gus e o momento da verdade Serafim e a informação O luso-brasileiro «Amêndoas de Chocolate» A reacção visível Aconteceu na Comporta

3 Introdução Diz-se que em tempos existiu ali uma pedreira cuja exploração terá gerado uma enorme cova e que uma das famílias mais antigas do lugar tinha por apelido Moura. Diz-se também que ao longo dos anos ali aportaram alguns camponeses vindos dos vários cantos do país, cansados da míngua que das suas terras colhiam e imaginando as fábricas das cidades como o remédio de que estavam precisados. Certo é que o bairro cresceu um pouco mais quando, nos primeiros anos da década de setenta do século passado, ali se instalaram uns quantos operários vindos de Cabo Verde. Por esses anos, África e a França, a guerra e a emigração, levavam os mais activos, pelo que Portugal se debatia com falta de mão-de-obra. Uma então pujante empresa de construção civil, a J. Pimenta, responsável pela edificação de toda a Reboleira, tentou resolver o problema chamando para os seus estaleiros centenas de homens naturais daquelas ilhas atlânticas, que então atravessavam mais um ciclo prolongado de tormentosas secas. Foi, porém, após o 25 de Abril, mais precisamente aquando da descolonização das antigas províncias ultramarinas, que a Cova da Moura conheceu o período de maior crescimento. Alguns dos portugueses que então chegaram, os chamados «retornados», ainda que a muitos a alcunha não lhes assentasse bem porque nunca haviam pisado terra europeia, ali fizeram crescer as suas barracas. Para eles, era igual morar ali ou noutro local qualquer. Sem raízes que os prendessem, tendo deixado o lastro do equilíbrio a alguns milhares de quilómetros, qualquer sítio seria mau, mas algum teria de servir. As cir- 13

4 carlos ademar cunstâncias conturbadas em que viveram os últimos tempos em África, e depois os primeiros em Portugal, levaram-nos a resignar-se. Havia urgência de paz, de continuar a vida, assentar, arrumar coisas, família, espíritos. Um pouco mais tarde, no fim dessa década e ao longo da seguinte, foi-se instalando um forte contingente de africanos oriundo das antigas colónias, com particular destaque para o de Cabo Verde, que encontrou acolhimento e apoio nos familiares e amigos que haviam chegado na primeira vaga. A verdade é que, de uma esmagadora maioria de residentes de origem europeia, paulatinamente, o bairro é hoje habitado por uma quase unanimidade de africanos ou seus descendentes. Problemas de ordem pública, sempre os houve, muitos relacionados com o abuso de bebidas alcoólicas; no entanto, com o incremento do consumo de drogas, sobretudo no período áureo da heroína, entre meados das décadas de oitenta e noventa, os conflitos aumentaram em quantidade e grau de violência. Por um lado, os roubos surgiram de forma natural, tendo como principais actores os consumidores, que, em carência de produto, não hesitavam em assaltar residências, estabelecimentos e transeuntes, originando muitas vezes situações de agressões e com certa frequência algumas mortes. Outro elemento desestabilizador foi a crescente rivalidade entre grupos de traficantes ali formados, que disputavam, quase sempre com armas na mão, nichos de mercado ou zonas do bairro, para mais lucrativamente desenvolverem a sua actividade. Esta nova realidade gerou uma certa tensão dentro da comunidade residente, que, nada tendo que ver com a autoria dos crimes, passou a ser a sua principal vítima. Assentaram arraiais a insegurança objectiva por parte das vítimas directas e o sentimento de insegurança pelos que das situações ouviam falar. Naturalmente, os efeitos psicológicos não deixavam de se manifestar quando corria a notícia de que alguém conhecido havia sido assaltado, agredido ou morto. O reflexo imediato para muitos foi a aceitação da nova ordem sem condições, com as consequências negativas ou positivas inerentes: submissão 14

5 o bairro ou colaboração. Para outros, o abandono puro e simples do bairro, particularmente por parte de quem se podia dar ao luxo de o fazer ou, podendo menos, se sacrificou a fim de não sofrer o ónus da violência, ou para que os filhos não crescessem num meio tão hostil. Neste grupo, a população branca foi a que mais se ressentiu. Eram eles os comerciantes, os empresários, os que se encontravam mais bem instalados e por isso se sentiam mais ameaçados, daí terem sido os primeiros a procurar casa noutras paragens. Enquanto se dava a diminuição do número dos residentes de origem europeia, não cessava de crescer o de africanos que continuaram a chegar em número razoável, contribuindo para o aumento do diferencial existente entre brancos e negros, com significativa vantagem para estes. Em menor escala, mas sem deixar de ter algum efeito a médio prazo, de realçar a taxa de natalidade elevadíssima no lado africano face aos baixos padrões portugueses. Com o número de marginais em crescendo e o de potenciais vítimas a diminuir, rapidamente os assaltos nas ruas e às residências deixaram de bastar as necessidades dos criminosos. Após a debandada dos habitantes mais remediados, os estabelecimentos, mesmo aqueles a que por vezes recorriam como clientes, passaram a ser alvo das suas visitas, então como assaltantes. Primeiro, pela calada noite, para furtar tabaco, bebidas e pouco mais, porque pouco mais havia. Depois, quando o resto do pudor desapareceu, em plena luz do dia e, com os fregueses no interior, entravam com as caçadeiras em riste e faziam as suas colheitas, aliviando, além da caixa registadora, as carteiras e os bens de quem estivesse presente, alguns vizinhos, amigos da família que os conheciam de sempre. Por força das dinâmicas que se geraram, o medo começou a imperar e o meio fechou-se em torno de si mesmo. Também por isso, as polícias foram-se afastando, e a cada dia eram menos solicitadas para intervir. Só em casos mais graves o faziam, geralmente homicídios, mas com fracos resultados face a crimes idênticos praticados noutras localidades. As queixas rarea- 15

6 carlos ademar vam pela rápida conclusão por parte das vítimas da inutilidade do acto, tendo em conta a baixa expectativa quanto aos resultados e os riscos que corriam ao fazê-lo. Depois, a investigação debatia-se com sérios problemas, a juntar à tradicional carência de provas materiais: a ausência de testemunhas. Não era tarefa fácil encontrar pessoas predispostas a enfrentar os interesses instalados, acusando alguém para defender outrem. E, assim, não é difícil de imaginar que a maioria dos processos abertos por factos criminais ocorridos ali terminasse nos arquivos. Por último, o sentimento comum por parte da população local de que a polícia teria outras prioridades não deixava de ter tradução no concreto, porque as poucas queixas oriundas do bairro eram relegadas para as calendas. As justificações mais ouvidas nas salas e corredores dos edifícios policiais não fugiam muito deste registo: «Procurar vítimas e testemunhas que não querem nada com a polícia e não acrescentam nada de útil ao processo é pura perda de tempo. Eles lá que se entendam.» E à medida que a polícia se afastava, o espaço ia sendo ocupado pelos grupos de marginais, que se organizavam, ganhando poder, atraindo ou dividindo, mas impondo a sua vontade como se o bairro fosse a sua coutada. A falta de determinação do poder político em reprimir com eficácia a pequena e média criminalidade muito contribuiu para a progressão dessa forma de crime comum, podendo até originar fenómenos de criminalidade mais sofisticada, tendo como reflexo directo e inevitável nos cidadãos a perda de confiança no Estado como principal regulador da paz social. Assim aconteceu. Como o bairro se tornou pequeno para tanta ânsia aquisitiva, a acção dos marginais passou a contemplar primeiro a periferia, depois a cidade e mais tarde a servir-se das auto-estradas, começando a visitar localidades afastadas das suas residências, em busca de algo transformável facilmente em dinheiro. E se numa primeira fase grande número destes assaltantes o era quase em exclusivo para alimentar o vício de drogas, as novas gerações, sem deixarem de tocar aqui e ali num ou noutro produto estupefaciente, passaram a ter os exemplos dos irmãos e amigos 16

7 o bairro mais velhos como referências negativas nessa matéria. Rodeados de alguns cuidados, lá iam fazendo pela vida, não tanto pelo impulso das drogas, mas pela mais fácil capacidade aquisitiva que só actuando de forma criminosa conseguiam obter. Naturalmente, também a eles agrada a sociedade da abundância, e não pretendem dispensar as suas vantagens. Confrontados com condições quase sempre de grande pobreza, quando começam a tomar consciência das coisas da vida e a conviver com vizinhos e amigos de escola de origens idênticas à deles, mas que usufruem de bens e serviços impensáveis para o seu estatuto, ficam despertos. O sentimento de menoridade de que ficam possuídos fá-los repensar o trilho de honestidade seguido até ali. Quase sempre esta reflexão provoca alguma predisposição para a marginalidade, tendo em vista o aparente facilitismo da acção e as vantagens que dela podem colher. A desigualdade, que não sendo social é de capacidade de aquisição, gera inevitavelmente uma tentação difícil de combater: a de entrar pelos caminhos que outros já percorrem com sucesso. Nestas condições, o fenómeno da imitação numa pequena comunidade nunca se faz esperar e o número de marginais depressa germina e, com ele, o aumento da instabilidade geral. O Bairro pretende dar a conhecer uma ilha social com características próprias em termos do seu desenvolvimento, ainda que, com ligeiras nuances, possamos encontrar similitude em muitas outras localidades, porque em todas elas é comum o fenómeno que as transformou em autênticos viveiros de marginais. A Quinta do Mocho e a Quinta da Fonte, em Loures, o Vale da Amoreira, na Moita, e o Bairro da Bela Vista, em Setúbal, são apenas alguns exemplos entre muitos outros existentes na área de Grande Lisboa. Com estas características existem igualmente focos de tensão no litoral algarvio que justificam alguma atenção por parte das entidades políticas e judiciais. Grande parte dos episódios e personagens insertos nesta obra foi inspirada na experiência profissional do autor, a que foi adicionada a necessária componente ficcional, visando não só impedir a identificação das pessoas envolvidas, mas tam- 17

8 carlos ademar bém na mira de encontrar a argamassa que tudo unisse, dando origem a uma trama que se quis convincente e capaz de gerar o interesse dos leitores. É isso que se deseja, mas já agora, certos de que o conhecimento traz compreensão, que o leitor fique desperto para as causas mais profundas de algumas situações criminais de que vamos tendo noção, através dos jornais e das televisões, ocorridas em bairros com características físicas e humanas semelhantes a este que nos serviu de pano de fundo para a construção da nossa história. Diz-se que a Cova da Moura de hoje é diferente da imagem que neste livro se dá. Diz-se que alguns dos episódios ocorridos ali em 2005, que inspiraram fortemente esta obra, marcaram uma linha de fronteira que assinala de forma clara o antes e o depois. Diz-se também que hoje é um bairro, sem perder as suas especificidades, mais seguro e tranquilo para viver e que se encontra em vias de integração na estrutura urbana mais vasta a que pertence. Todos nos devemos regozijar com isso. O certo é que teremos de concluir que o poder político e o judicial não podem negligenciar uma comunidade como fez com aquela durante tantos anos, votando as suas gentes à lei arbitrária do mais forte. Um Estado de direito democrático como o português não pode abdicar do papel que é o seu de regulação da estabilidade social, abrindo as portas a marginais que não se regem por outras leis que não as por eles impostas, necessariamente contra os interesses das comunidades que dominam. Além do entretenimento que nunca menosprezamos, O Bairro ambiciona ser o alfinete que tem por função fazer-nos lembrar um passado recente menos positivo no que respeita à Cova da Moura, mas também a urgência de encontrar solução para muitos outros bairros onde situações graves subsistem. Não podemos perder de vista o que recentemente sucedeu em grandes capitais europeias como Paris, Londres e Berlim, onde, ainda que a outra escala, se vivem problemas que na sua génese são similares aos que aqui procuramos abordar. Boas leituras! 18

9 I O giro As últimas horas de vida do agente Manuel de Sousa foram bastante agitadas, embora nem sempre de sinal negativo. Estava no turno da noite, o que menos gostava, e após horas intensas de trabalho, quando o corpo lhe pedia descanso, a cabeça não descolava da silhueta de Marisa. Por ela e só por ela, a cabeça levou a melhor, e foi cumprir a palavra dada. «Palavra dada é palavra honrada», pensava, enquanto a memória do corpo da rapariga lhe segredava constantemente, lembrando-o do compromisso. Quando dois dias antes combinaram encontrar-se, o agente desconhecia duas realidades: a noite dura de trabalho que iria ter e como era estar com ela. Soube depois, ambas foram demolidoras para o físico. Mas se, no fim daquele dia, do trabalho mal se lembrava, da mulher não se conseguia esquecer. Já não era apenas a silhueta, era o jeito de falar em momentos de maior intimidade, mas também as coxas, a curvatura das ancas, os seios, o sorriso, que ganhara outra sedução, e até quando lhe dizia, de modo algo arrastado tal como mia a gata com o cio: «Quero-te!» Enganara-se na primeira leitura que dela fizera. Quando esperava mais uma sensaborona, daquelas que geralmente apenas pensam na melhor forma de agradar para melhor cativar, saiu-lhe alguém que só parecia ter cabeça para as coisas que o Diabo ordena, sem se preocupar com os adornos da imagem. Só conseguiu abandonar aquela casa, aquele cheiro, aquele sorriso, aquele corpo, quando tomou a decisão séria de ter de ir descansar porque novo turno o aguardava daí 19

10 carlos ademar a meia dúzia de horas. Porém, ficou amarrado a todo aquele conjunto tão feminino e atraente que tanto o preencheu. A passagem pelo sono foi meteórica, assim lhe pareceu, não obstante o seu telemóvel o ter despertado cinco horas depois de se deitar. Pôs de lado o jantar, por falta de tempo, e avançou para a esquadra a fim de iniciar o turno, que, de resto, lhe pareceu a continuação da noite anterior no que toca a agitação. Até às quatro da manhã já acorrera a múltiplas situações. A bem dizer, nada de grave, mas em número suficiente para que os minutos de cadeira na sala, todos somados, se contassem pelos dedos das mãos. Eram por fim horas de o povo dormir, pensava; as coisas acalmariam e teria tempo para repousar, desejava. Das suas obrigações, faltava-lhe cumprir o giro das cinco, além de uma ou outra peça de expediente que dele resultasse, e ficaria com o turno arrumado. Sairia da esquadra directamente para casa e dormiria o dia inteiro como um santo que nunca fizera por ser, prometia. À meia-noite estaria de volta para aturar mais bebedeira, insanos, incivilidade e a arrogância de alguns chefes, tudo por um ordenado que mal cobria as despesas essenciais. Casamento? Qual quê?! Estava nos trinta, mas deixava-se andar, não tinha vida para família. Gostava de conviver com os amigos, das indispensáveis experiências amorosas e das saídas à noite de quando em vez, tudo o que a vida familiar desaconselhava. Não excluindo de todo a hipótese de vir a casar-se e ter filhos, naquela fase da vida nem pensava nisso; não pretendia trocar por coisa alguma a liberdade que saboreava. A sua família, a mãe e as irmãs, ficara por Valpaços. A primeira era viúva havia mais de dez anos, as outras estavam casadas, tinham filhos, e todos iam bem. Sousa, enquanto o mais novo dos irmãos, continuava a beneficiar das preocupações da mãe e das irmãs, particularmente da mais velha, sem sentir a obrigação de pagar com a mesma moeda. E gostava dessa leveza com que gozava a vida, sem sobressaltos de monta, a não ser os que o trabalho lhe dava e uma ou outra namorada mais quezilenta que reclamava apenas porque elevara em demasia as expectativas na relação que mantinham. 20

11 o bairro Recostou-se no maple de napa preta, também ele cansado de tantos turnos, em frente da televisão, que estava permanentemente ligada, e em menos de um minuto adormeceu. Quando fosse hora da ronda, que alguém o acordasse. Tinha nove anos de polícia, sabia que era respeitado pelo profissionalismo que sempre punha no que fazia, e podia por uma vez dar-se a um excesso. Porque não? Mal começara a roncar profundamente, já Pimenta o acordava para iniciarem o giro. Fora a meia hora mais rápida da sua vida. Havia logo de lhe calhar um novato, ainda com a farda a brilhar e a transbordar de ânsia por entrar em acção. Qualquer outro deixá-lo-ia dormitar mais uns minutos se o chefe não chateasse, claro. Vá lá, ofereceu-se para ir «à roda», permitindo assim que o mais veterano pudesse descansar, e Sousa só não agradeceu porque lhe faltava o jeito, mas também porque estava estremunhado e com outras prioridades: sentar-se onde fosse e fechar os olhos, que lhe pesavam como bigornas. Foi no velho Range Rover, a viatura dos giros nos bairros na área da esquadra, mas para ele poderia ser noutro qualquer. Para a tarefa, porém, este era o mais adequado, possuía carapaça dura e suportava bem umas pedradas; já o demonstrara. As múltiplas pequenas amolgadelas na chapa branca e azul eram a prova da chuva pesada e rija que por vezes o atingia. Quando entrou, já o tac-tac algo descompassado do motor, que parecia ameaçar parar a todo o momento, se ouvia. No rádio, em aparente boa forma, soava uma qualquer batida de discoteca, com o volume quase tão alto como ali se poderia ouvir. Ao volante, o novato estava impaciente e ia dando pequenos toques no acelerador, tentando passar pressão ao outro para que se apressasse. Ainda Sousa não estava bem sentado e já o rádio se emudecia. O condutor ia reclamar, mas calou-se. Talvez assim o parceiro adormecesse rapidamente, ficando senhor de escolher o percurso que mais desejasse. Mal o carro entrou em marcha, os solavancos suaves foram o embalar que o pendura precisava para retroceder uns minutos e voltar a mergulhar no sono. Pimenta olhou e sorriu. Acertara. Ao contrário 21

12 carlos ademar de Sousa, o condutor era baixo e franzino de físico, ao ponto de se encaixar no assento de tal forma que quem visse por trás não dava por ele. Começaria o giro pela Cova da Moura e depois seguiria para o Bairro do Zambujal, as duas localidades mais próximas da esquadra e também as mais problemáticas. Era hora de os larápios regressarem a casa com os carros que haviam furtado nas imediações e de os abandonarem pelas ruas. Os curtos meses de polícia levavam-no a pensar que já conhecia as rotinas do bairro, pelo que de todos os veículos estranhos detectados seriam registadas as matrículas. Assim, quando as queixas de furto fossem apresentadas, faltaria apenas proceder à recuperação das viaturas e receber os parabéns do chefe ou do proprietário. Entrou na Cova da Moura pela Rua 8 de Dezembro e seguiu pela Principal, que perfez até começar a descer para os lados da estação da Damaia. Na última ruela em que o podia fazer virou à esquerda, subiu-a até entrar na Rua do Moinho, que percorreu quase na íntegra. Pouco antes de ela terminar mudou de direcção novamente e entrou na Rua do Chafariz, que desemboca quarenta metros abaixo na Principal. Antes, porém, já Pimenta desabafava entre dentes: «Nada de novo.» Apenas se apercebera de um grupo de três negros que seguiam a pé, em sonoras gargalhadas, na parte final da Rua do Moinho, quanto ao resto, só escuridão sem vivalma. Os do pequeno grupo eram conhecidos e seguiam no sentido das respectivas residências. Iam dormir. Carros estacionados, alguns; mas estranhos ao bairro, nem um. «Pasmaceira completa», pensava, desiludido. As ruas são estreitas, a Lua andava escondida e porque a iluminação pública funcional rareava, a escuridão abundava. Praticamente, só se vislumbrava o que os faróis do jipe tocavam. Eram cinco e um quarto, e Pimenta preparava-se para virar à esquerda, abandonando a Rua do Chafariz. Foi então que se apercebeu de um Toyota estacionado na Rua Principal, onde acabara de reentrar, que impedia a realização da manobra à 22

13 o bairro primeira. O condutor estacou quase encostado ao carro, fez marcha atrás. Para ganhar espaço, torceu a direcção para a esquerda, engrenou a primeira velocidade e preparava-se para arrancar quando, subitamente, um barulho infernal, vindo sabe-se lá de onde, se sobrepôs ao roncar metálico do motor e ao mais grave e espaçado produzido pelo Sousa. Era uma ensurdecedora saraivada de tiros que perfuraram a chapa, atravessaram o carro, estilhaçando os vidros, zumbindo nos ouvidos de tão perto que passaram. Debaixo daquele dilúvio de chumbo, quando o agente conseguiu largar a embraiagem e carregar no acelerador, fê-lo sem um sussurro por mínimo que fosse. Só o coração encontrara tempo para reagir, parecendo querer acompanhar com o ritmo das batidas o som compassado das rajadas. No primeiro solavanco que a viatura deu, sem que ouvisse um murmúrio sequer, caiu-lhe no colo o corpo inanimado do companheiro. Sarapantado, Pimenta assim seguiu a toda a velocidade que conseguiu imprimir ao veículo. Desceu toda a Rua Principal e até entrar na Avenida da República, onde virou à direita, ainda ouviu alguns silvos de disparos, e mais projécteis atravessaram o jipe, mas fê-lo chegar à Urgência do Hospital Amadora-Sintra, que dista cerca de meia dúzia de quilómetros. Ali, enquanto uma jovem e carinhosa enfermeira cuidava das escoriações ligeiras nos antebraços e no rosto do agente Pimenta, ferimentos provocados pelos fragmentos de vidro que percorreram o ar a alta velocidade, um dos médicos mais sorumbáticos que jamais conheceu comunicava-lhe a morte de Sousa. 23

14 II O trio No lado esquerdo de quem desce a Rua do Chafariz, a uns dez metros do cruzamento com a Rua Principal, estava implantado um poste de madeira com o propósito de dar luz ao lugar, coisa que poucas vezes terá conseguido porque as pessoas que mais circulavam por ali o não desejavam. Era por isso uma quase constante que a penumbra se instalasse mal o Sol se punha. Imediatamente a seguir ao poste existia uma pequena reentrância na parede do prédio face ao restante alinhamento. Eram apenas vinte ou trinta centímetros por menos de um metro, mas o suficiente para que três jovens entre os dezasseis e os dezoito anos ali se acoitassem do jipe da PSP. Eram os dois irmãos Franco, Celso, o mais velho, e Cesário, que seguiam acompanhados pelo primo Gustavo André, que então passava uns dias em casa dos tios. Os Franco viviam na Rua da Paz com os pais e as duas irmãs, Rosa, a mais velha dos quatro, e Carina, a única que ainda frequentava a escola. Pai e mãe há muito que tinham empregos estáveis num armazém de géneros alimentícios e numa fábrica de confecções, respectivamente. Por força da sua dependência da heroína, havia uns meses que Celso conseguia o dinheiro necessário para os consumos diários com os roubos que fazia a pessoas, estabelecimentos e residências das redondezas, sendo por isso sobejamente conhecido na esquadra da polícia. A precipitação do trio para aquele pequeno porto de abrigo teve exactamente que ver com o receio de que algum dos agentes que vinham no jipe reconhecesse o 24

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