Carlos Ademar. O Bairro

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Carlos Ademar. O Bairro"

Transcrição

1 Carlos Ademar O Bairro

2 Índice Introdução O giro O trio O vizinho estranho Os reis da noite O caso Viúva aos dezoito E agora? Ângela Primeira abordagem Conversa a dois Jibi e Zuca A Alzira da Rua das Flores Neves e a informação Do embalo das mornas ao abalo das drogas De Bafatá para a Cova De volta ao trio As meninas brancas da outra margem Os «carochos» Um cadáver no carrinho de compras Mundos paralelos O primeiro arguido Gus e o momento da verdade Serafim e a informação O luso-brasileiro «Amêndoas de Chocolate» A reacção visível Aconteceu na Comporta

3 Introdução Diz-se que em tempos existiu ali uma pedreira cuja exploração terá gerado uma enorme cova e que uma das famílias mais antigas do lugar tinha por apelido Moura. Diz-se também que ao longo dos anos ali aportaram alguns camponeses vindos dos vários cantos do país, cansados da míngua que das suas terras colhiam e imaginando as fábricas das cidades como o remédio de que estavam precisados. Certo é que o bairro cresceu um pouco mais quando, nos primeiros anos da década de setenta do século passado, ali se instalaram uns quantos operários vindos de Cabo Verde. Por esses anos, África e a França, a guerra e a emigração, levavam os mais activos, pelo que Portugal se debatia com falta de mão-de-obra. Uma então pujante empresa de construção civil, a J. Pimenta, responsável pela edificação de toda a Reboleira, tentou resolver o problema chamando para os seus estaleiros centenas de homens naturais daquelas ilhas atlânticas, que então atravessavam mais um ciclo prolongado de tormentosas secas. Foi, porém, após o 25 de Abril, mais precisamente aquando da descolonização das antigas províncias ultramarinas, que a Cova da Moura conheceu o período de maior crescimento. Alguns dos portugueses que então chegaram, os chamados «retornados», ainda que a muitos a alcunha não lhes assentasse bem porque nunca haviam pisado terra europeia, ali fizeram crescer as suas barracas. Para eles, era igual morar ali ou noutro local qualquer. Sem raízes que os prendessem, tendo deixado o lastro do equilíbrio a alguns milhares de quilómetros, qualquer sítio seria mau, mas algum teria de servir. As cir- 13

4 carlos ademar cunstâncias conturbadas em que viveram os últimos tempos em África, e depois os primeiros em Portugal, levaram-nos a resignar-se. Havia urgência de paz, de continuar a vida, assentar, arrumar coisas, família, espíritos. Um pouco mais tarde, no fim dessa década e ao longo da seguinte, foi-se instalando um forte contingente de africanos oriundo das antigas colónias, com particular destaque para o de Cabo Verde, que encontrou acolhimento e apoio nos familiares e amigos que haviam chegado na primeira vaga. A verdade é que, de uma esmagadora maioria de residentes de origem europeia, paulatinamente, o bairro é hoje habitado por uma quase unanimidade de africanos ou seus descendentes. Problemas de ordem pública, sempre os houve, muitos relacionados com o abuso de bebidas alcoólicas; no entanto, com o incremento do consumo de drogas, sobretudo no período áureo da heroína, entre meados das décadas de oitenta e noventa, os conflitos aumentaram em quantidade e grau de violência. Por um lado, os roubos surgiram de forma natural, tendo como principais actores os consumidores, que, em carência de produto, não hesitavam em assaltar residências, estabelecimentos e transeuntes, originando muitas vezes situações de agressões e com certa frequência algumas mortes. Outro elemento desestabilizador foi a crescente rivalidade entre grupos de traficantes ali formados, que disputavam, quase sempre com armas na mão, nichos de mercado ou zonas do bairro, para mais lucrativamente desenvolverem a sua actividade. Esta nova realidade gerou uma certa tensão dentro da comunidade residente, que, nada tendo que ver com a autoria dos crimes, passou a ser a sua principal vítima. Assentaram arraiais a insegurança objectiva por parte das vítimas directas e o sentimento de insegurança pelos que das situações ouviam falar. Naturalmente, os efeitos psicológicos não deixavam de se manifestar quando corria a notícia de que alguém conhecido havia sido assaltado, agredido ou morto. O reflexo imediato para muitos foi a aceitação da nova ordem sem condições, com as consequências negativas ou positivas inerentes: submissão 14

5 o bairro ou colaboração. Para outros, o abandono puro e simples do bairro, particularmente por parte de quem se podia dar ao luxo de o fazer ou, podendo menos, se sacrificou a fim de não sofrer o ónus da violência, ou para que os filhos não crescessem num meio tão hostil. Neste grupo, a população branca foi a que mais se ressentiu. Eram eles os comerciantes, os empresários, os que se encontravam mais bem instalados e por isso se sentiam mais ameaçados, daí terem sido os primeiros a procurar casa noutras paragens. Enquanto se dava a diminuição do número dos residentes de origem europeia, não cessava de crescer o de africanos que continuaram a chegar em número razoável, contribuindo para o aumento do diferencial existente entre brancos e negros, com significativa vantagem para estes. Em menor escala, mas sem deixar de ter algum efeito a médio prazo, de realçar a taxa de natalidade elevadíssima no lado africano face aos baixos padrões portugueses. Com o número de marginais em crescendo e o de potenciais vítimas a diminuir, rapidamente os assaltos nas ruas e às residências deixaram de bastar as necessidades dos criminosos. Após a debandada dos habitantes mais remediados, os estabelecimentos, mesmo aqueles a que por vezes recorriam como clientes, passaram a ser alvo das suas visitas, então como assaltantes. Primeiro, pela calada noite, para furtar tabaco, bebidas e pouco mais, porque pouco mais havia. Depois, quando o resto do pudor desapareceu, em plena luz do dia e, com os fregueses no interior, entravam com as caçadeiras em riste e faziam as suas colheitas, aliviando, além da caixa registadora, as carteiras e os bens de quem estivesse presente, alguns vizinhos, amigos da família que os conheciam de sempre. Por força das dinâmicas que se geraram, o medo começou a imperar e o meio fechou-se em torno de si mesmo. Também por isso, as polícias foram-se afastando, e a cada dia eram menos solicitadas para intervir. Só em casos mais graves o faziam, geralmente homicídios, mas com fracos resultados face a crimes idênticos praticados noutras localidades. As queixas rarea- 15

6 carlos ademar vam pela rápida conclusão por parte das vítimas da inutilidade do acto, tendo em conta a baixa expectativa quanto aos resultados e os riscos que corriam ao fazê-lo. Depois, a investigação debatia-se com sérios problemas, a juntar à tradicional carência de provas materiais: a ausência de testemunhas. Não era tarefa fácil encontrar pessoas predispostas a enfrentar os interesses instalados, acusando alguém para defender outrem. E, assim, não é difícil de imaginar que a maioria dos processos abertos por factos criminais ocorridos ali terminasse nos arquivos. Por último, o sentimento comum por parte da população local de que a polícia teria outras prioridades não deixava de ter tradução no concreto, porque as poucas queixas oriundas do bairro eram relegadas para as calendas. As justificações mais ouvidas nas salas e corredores dos edifícios policiais não fugiam muito deste registo: «Procurar vítimas e testemunhas que não querem nada com a polícia e não acrescentam nada de útil ao processo é pura perda de tempo. Eles lá que se entendam.» E à medida que a polícia se afastava, o espaço ia sendo ocupado pelos grupos de marginais, que se organizavam, ganhando poder, atraindo ou dividindo, mas impondo a sua vontade como se o bairro fosse a sua coutada. A falta de determinação do poder político em reprimir com eficácia a pequena e média criminalidade muito contribuiu para a progressão dessa forma de crime comum, podendo até originar fenómenos de criminalidade mais sofisticada, tendo como reflexo directo e inevitável nos cidadãos a perda de confiança no Estado como principal regulador da paz social. Assim aconteceu. Como o bairro se tornou pequeno para tanta ânsia aquisitiva, a acção dos marginais passou a contemplar primeiro a periferia, depois a cidade e mais tarde a servir-se das auto-estradas, começando a visitar localidades afastadas das suas residências, em busca de algo transformável facilmente em dinheiro. E se numa primeira fase grande número destes assaltantes o era quase em exclusivo para alimentar o vício de drogas, as novas gerações, sem deixarem de tocar aqui e ali num ou noutro produto estupefaciente, passaram a ter os exemplos dos irmãos e amigos 16

7 o bairro mais velhos como referências negativas nessa matéria. Rodeados de alguns cuidados, lá iam fazendo pela vida, não tanto pelo impulso das drogas, mas pela mais fácil capacidade aquisitiva que só actuando de forma criminosa conseguiam obter. Naturalmente, também a eles agrada a sociedade da abundância, e não pretendem dispensar as suas vantagens. Confrontados com condições quase sempre de grande pobreza, quando começam a tomar consciência das coisas da vida e a conviver com vizinhos e amigos de escola de origens idênticas à deles, mas que usufruem de bens e serviços impensáveis para o seu estatuto, ficam despertos. O sentimento de menoridade de que ficam possuídos fá-los repensar o trilho de honestidade seguido até ali. Quase sempre esta reflexão provoca alguma predisposição para a marginalidade, tendo em vista o aparente facilitismo da acção e as vantagens que dela podem colher. A desigualdade, que não sendo social é de capacidade de aquisição, gera inevitavelmente uma tentação difícil de combater: a de entrar pelos caminhos que outros já percorrem com sucesso. Nestas condições, o fenómeno da imitação numa pequena comunidade nunca se faz esperar e o número de marginais depressa germina e, com ele, o aumento da instabilidade geral. O Bairro pretende dar a conhecer uma ilha social com características próprias em termos do seu desenvolvimento, ainda que, com ligeiras nuances, possamos encontrar similitude em muitas outras localidades, porque em todas elas é comum o fenómeno que as transformou em autênticos viveiros de marginais. A Quinta do Mocho e a Quinta da Fonte, em Loures, o Vale da Amoreira, na Moita, e o Bairro da Bela Vista, em Setúbal, são apenas alguns exemplos entre muitos outros existentes na área de Grande Lisboa. Com estas características existem igualmente focos de tensão no litoral algarvio que justificam alguma atenção por parte das entidades políticas e judiciais. Grande parte dos episódios e personagens insertos nesta obra foi inspirada na experiência profissional do autor, a que foi adicionada a necessária componente ficcional, visando não só impedir a identificação das pessoas envolvidas, mas tam- 17

8 carlos ademar bém na mira de encontrar a argamassa que tudo unisse, dando origem a uma trama que se quis convincente e capaz de gerar o interesse dos leitores. É isso que se deseja, mas já agora, certos de que o conhecimento traz compreensão, que o leitor fique desperto para as causas mais profundas de algumas situações criminais de que vamos tendo noção, através dos jornais e das televisões, ocorridas em bairros com características físicas e humanas semelhantes a este que nos serviu de pano de fundo para a construção da nossa história. Diz-se que a Cova da Moura de hoje é diferente da imagem que neste livro se dá. Diz-se que alguns dos episódios ocorridos ali em 2005, que inspiraram fortemente esta obra, marcaram uma linha de fronteira que assinala de forma clara o antes e o depois. Diz-se também que hoje é um bairro, sem perder as suas especificidades, mais seguro e tranquilo para viver e que se encontra em vias de integração na estrutura urbana mais vasta a que pertence. Todos nos devemos regozijar com isso. O certo é que teremos de concluir que o poder político e o judicial não podem negligenciar uma comunidade como fez com aquela durante tantos anos, votando as suas gentes à lei arbitrária do mais forte. Um Estado de direito democrático como o português não pode abdicar do papel que é o seu de regulação da estabilidade social, abrindo as portas a marginais que não se regem por outras leis que não as por eles impostas, necessariamente contra os interesses das comunidades que dominam. Além do entretenimento que nunca menosprezamos, O Bairro ambiciona ser o alfinete que tem por função fazer-nos lembrar um passado recente menos positivo no que respeita à Cova da Moura, mas também a urgência de encontrar solução para muitos outros bairros onde situações graves subsistem. Não podemos perder de vista o que recentemente sucedeu em grandes capitais europeias como Paris, Londres e Berlim, onde, ainda que a outra escala, se vivem problemas que na sua génese são similares aos que aqui procuramos abordar. Boas leituras! 18

9 I O giro As últimas horas de vida do agente Manuel de Sousa foram bastante agitadas, embora nem sempre de sinal negativo. Estava no turno da noite, o que menos gostava, e após horas intensas de trabalho, quando o corpo lhe pedia descanso, a cabeça não descolava da silhueta de Marisa. Por ela e só por ela, a cabeça levou a melhor, e foi cumprir a palavra dada. «Palavra dada é palavra honrada», pensava, enquanto a memória do corpo da rapariga lhe segredava constantemente, lembrando-o do compromisso. Quando dois dias antes combinaram encontrar-se, o agente desconhecia duas realidades: a noite dura de trabalho que iria ter e como era estar com ela. Soube depois, ambas foram demolidoras para o físico. Mas se, no fim daquele dia, do trabalho mal se lembrava, da mulher não se conseguia esquecer. Já não era apenas a silhueta, era o jeito de falar em momentos de maior intimidade, mas também as coxas, a curvatura das ancas, os seios, o sorriso, que ganhara outra sedução, e até quando lhe dizia, de modo algo arrastado tal como mia a gata com o cio: «Quero-te!» Enganara-se na primeira leitura que dela fizera. Quando esperava mais uma sensaborona, daquelas que geralmente apenas pensam na melhor forma de agradar para melhor cativar, saiu-lhe alguém que só parecia ter cabeça para as coisas que o Diabo ordena, sem se preocupar com os adornos da imagem. Só conseguiu abandonar aquela casa, aquele cheiro, aquele sorriso, aquele corpo, quando tomou a decisão séria de ter de ir descansar porque novo turno o aguardava daí 19

10 carlos ademar a meia dúzia de horas. Porém, ficou amarrado a todo aquele conjunto tão feminino e atraente que tanto o preencheu. A passagem pelo sono foi meteórica, assim lhe pareceu, não obstante o seu telemóvel o ter despertado cinco horas depois de se deitar. Pôs de lado o jantar, por falta de tempo, e avançou para a esquadra a fim de iniciar o turno, que, de resto, lhe pareceu a continuação da noite anterior no que toca a agitação. Até às quatro da manhã já acorrera a múltiplas situações. A bem dizer, nada de grave, mas em número suficiente para que os minutos de cadeira na sala, todos somados, se contassem pelos dedos das mãos. Eram por fim horas de o povo dormir, pensava; as coisas acalmariam e teria tempo para repousar, desejava. Das suas obrigações, faltava-lhe cumprir o giro das cinco, além de uma ou outra peça de expediente que dele resultasse, e ficaria com o turno arrumado. Sairia da esquadra directamente para casa e dormiria o dia inteiro como um santo que nunca fizera por ser, prometia. À meia-noite estaria de volta para aturar mais bebedeira, insanos, incivilidade e a arrogância de alguns chefes, tudo por um ordenado que mal cobria as despesas essenciais. Casamento? Qual quê?! Estava nos trinta, mas deixava-se andar, não tinha vida para família. Gostava de conviver com os amigos, das indispensáveis experiências amorosas e das saídas à noite de quando em vez, tudo o que a vida familiar desaconselhava. Não excluindo de todo a hipótese de vir a casar-se e ter filhos, naquela fase da vida nem pensava nisso; não pretendia trocar por coisa alguma a liberdade que saboreava. A sua família, a mãe e as irmãs, ficara por Valpaços. A primeira era viúva havia mais de dez anos, as outras estavam casadas, tinham filhos, e todos iam bem. Sousa, enquanto o mais novo dos irmãos, continuava a beneficiar das preocupações da mãe e das irmãs, particularmente da mais velha, sem sentir a obrigação de pagar com a mesma moeda. E gostava dessa leveza com que gozava a vida, sem sobressaltos de monta, a não ser os que o trabalho lhe dava e uma ou outra namorada mais quezilenta que reclamava apenas porque elevara em demasia as expectativas na relação que mantinham. 20

11 o bairro Recostou-se no maple de napa preta, também ele cansado de tantos turnos, em frente da televisão, que estava permanentemente ligada, e em menos de um minuto adormeceu. Quando fosse hora da ronda, que alguém o acordasse. Tinha nove anos de polícia, sabia que era respeitado pelo profissionalismo que sempre punha no que fazia, e podia por uma vez dar-se a um excesso. Porque não? Mal começara a roncar profundamente, já Pimenta o acordava para iniciarem o giro. Fora a meia hora mais rápida da sua vida. Havia logo de lhe calhar um novato, ainda com a farda a brilhar e a transbordar de ânsia por entrar em acção. Qualquer outro deixá-lo-ia dormitar mais uns minutos se o chefe não chateasse, claro. Vá lá, ofereceu-se para ir «à roda», permitindo assim que o mais veterano pudesse descansar, e Sousa só não agradeceu porque lhe faltava o jeito, mas também porque estava estremunhado e com outras prioridades: sentar-se onde fosse e fechar os olhos, que lhe pesavam como bigornas. Foi no velho Range Rover, a viatura dos giros nos bairros na área da esquadra, mas para ele poderia ser noutro qualquer. Para a tarefa, porém, este era o mais adequado, possuía carapaça dura e suportava bem umas pedradas; já o demonstrara. As múltiplas pequenas amolgadelas na chapa branca e azul eram a prova da chuva pesada e rija que por vezes o atingia. Quando entrou, já o tac-tac algo descompassado do motor, que parecia ameaçar parar a todo o momento, se ouvia. No rádio, em aparente boa forma, soava uma qualquer batida de discoteca, com o volume quase tão alto como ali se poderia ouvir. Ao volante, o novato estava impaciente e ia dando pequenos toques no acelerador, tentando passar pressão ao outro para que se apressasse. Ainda Sousa não estava bem sentado e já o rádio se emudecia. O condutor ia reclamar, mas calou-se. Talvez assim o parceiro adormecesse rapidamente, ficando senhor de escolher o percurso que mais desejasse. Mal o carro entrou em marcha, os solavancos suaves foram o embalar que o pendura precisava para retroceder uns minutos e voltar a mergulhar no sono. Pimenta olhou e sorriu. Acertara. Ao contrário 21

12 carlos ademar de Sousa, o condutor era baixo e franzino de físico, ao ponto de se encaixar no assento de tal forma que quem visse por trás não dava por ele. Começaria o giro pela Cova da Moura e depois seguiria para o Bairro do Zambujal, as duas localidades mais próximas da esquadra e também as mais problemáticas. Era hora de os larápios regressarem a casa com os carros que haviam furtado nas imediações e de os abandonarem pelas ruas. Os curtos meses de polícia levavam-no a pensar que já conhecia as rotinas do bairro, pelo que de todos os veículos estranhos detectados seriam registadas as matrículas. Assim, quando as queixas de furto fossem apresentadas, faltaria apenas proceder à recuperação das viaturas e receber os parabéns do chefe ou do proprietário. Entrou na Cova da Moura pela Rua 8 de Dezembro e seguiu pela Principal, que perfez até começar a descer para os lados da estação da Damaia. Na última ruela em que o podia fazer virou à esquerda, subiu-a até entrar na Rua do Moinho, que percorreu quase na íntegra. Pouco antes de ela terminar mudou de direcção novamente e entrou na Rua do Chafariz, que desemboca quarenta metros abaixo na Principal. Antes, porém, já Pimenta desabafava entre dentes: «Nada de novo.» Apenas se apercebera de um grupo de três negros que seguiam a pé, em sonoras gargalhadas, na parte final da Rua do Moinho, quanto ao resto, só escuridão sem vivalma. Os do pequeno grupo eram conhecidos e seguiam no sentido das respectivas residências. Iam dormir. Carros estacionados, alguns; mas estranhos ao bairro, nem um. «Pasmaceira completa», pensava, desiludido. As ruas são estreitas, a Lua andava escondida e porque a iluminação pública funcional rareava, a escuridão abundava. Praticamente, só se vislumbrava o que os faróis do jipe tocavam. Eram cinco e um quarto, e Pimenta preparava-se para virar à esquerda, abandonando a Rua do Chafariz. Foi então que se apercebeu de um Toyota estacionado na Rua Principal, onde acabara de reentrar, que impedia a realização da manobra à 22

13 o bairro primeira. O condutor estacou quase encostado ao carro, fez marcha atrás. Para ganhar espaço, torceu a direcção para a esquerda, engrenou a primeira velocidade e preparava-se para arrancar quando, subitamente, um barulho infernal, vindo sabe-se lá de onde, se sobrepôs ao roncar metálico do motor e ao mais grave e espaçado produzido pelo Sousa. Era uma ensurdecedora saraivada de tiros que perfuraram a chapa, atravessaram o carro, estilhaçando os vidros, zumbindo nos ouvidos de tão perto que passaram. Debaixo daquele dilúvio de chumbo, quando o agente conseguiu largar a embraiagem e carregar no acelerador, fê-lo sem um sussurro por mínimo que fosse. Só o coração encontrara tempo para reagir, parecendo querer acompanhar com o ritmo das batidas o som compassado das rajadas. No primeiro solavanco que a viatura deu, sem que ouvisse um murmúrio sequer, caiu-lhe no colo o corpo inanimado do companheiro. Sarapantado, Pimenta assim seguiu a toda a velocidade que conseguiu imprimir ao veículo. Desceu toda a Rua Principal e até entrar na Avenida da República, onde virou à direita, ainda ouviu alguns silvos de disparos, e mais projécteis atravessaram o jipe, mas fê-lo chegar à Urgência do Hospital Amadora-Sintra, que dista cerca de meia dúzia de quilómetros. Ali, enquanto uma jovem e carinhosa enfermeira cuidava das escoriações ligeiras nos antebraços e no rosto do agente Pimenta, ferimentos provocados pelos fragmentos de vidro que percorreram o ar a alta velocidade, um dos médicos mais sorumbáticos que jamais conheceu comunicava-lhe a morte de Sousa. 23

14 II O trio No lado esquerdo de quem desce a Rua do Chafariz, a uns dez metros do cruzamento com a Rua Principal, estava implantado um poste de madeira com o propósito de dar luz ao lugar, coisa que poucas vezes terá conseguido porque as pessoas que mais circulavam por ali o não desejavam. Era por isso uma quase constante que a penumbra se instalasse mal o Sol se punha. Imediatamente a seguir ao poste existia uma pequena reentrância na parede do prédio face ao restante alinhamento. Eram apenas vinte ou trinta centímetros por menos de um metro, mas o suficiente para que três jovens entre os dezasseis e os dezoito anos ali se acoitassem do jipe da PSP. Eram os dois irmãos Franco, Celso, o mais velho, e Cesário, que seguiam acompanhados pelo primo Gustavo André, que então passava uns dias em casa dos tios. Os Franco viviam na Rua da Paz com os pais e as duas irmãs, Rosa, a mais velha dos quatro, e Carina, a única que ainda frequentava a escola. Pai e mãe há muito que tinham empregos estáveis num armazém de géneros alimentícios e numa fábrica de confecções, respectivamente. Por força da sua dependência da heroína, havia uns meses que Celso conseguia o dinheiro necessário para os consumos diários com os roubos que fazia a pessoas, estabelecimentos e residências das redondezas, sendo por isso sobejamente conhecido na esquadra da polícia. A precipitação do trio para aquele pequeno porto de abrigo teve exactamente que ver com o receio de que algum dos agentes que vinham no jipe reconhecesse o 24

Este testemunho é muito importante para os Jovens.

Este testemunho é muito importante para os Jovens. Este testemunho é muito importante para os Jovens. Eu sempre digo que me converti na 1ª viagem missionária que fiz, porque eu tinha 14 anos e fui com os meus pais. E nós não tínhamos opção, como é o pai

Leia mais

Assim nasce uma empresa.

Assim nasce uma empresa. Assim nasce uma empresa. Uma história para você que tem, ou pensa em, um dia, ter seu próprio negócio. 1 "Non nobis, Domine, non nobis, sed nomini Tuo da gloriam" (Sl 115,1) 2 Sem o ar Torna-te aquilo

Leia mais

dinha, a Alvorada, a Matinha, a Grota, a Chatuba, o Caracol, o morro da Baiana, o morro dos Mineiros, a Nova Brasília, a Pedra do Sapo, a Palmeiras,

dinha, a Alvorada, a Matinha, a Grota, a Chatuba, o Caracol, o morro da Baiana, o morro dos Mineiros, a Nova Brasília, a Pedra do Sapo, a Palmeiras, Introdução O Complexo do Alemão é um morro na zona norte do Rio de Janeiro, a cerca de quinze quilómetros do centro, que reúne cerca de quinze favelas, nas quais vive um número impressionante de pessoas:

Leia mais

As 12 Vitimas do Medo.

As 12 Vitimas do Medo. As 12 Vitimas do Medo. Em 1980 no interior de São Paulo, em um pequeno sítio nasceu Willyan de Sousa Filho. Filho único de Dionizia de Sousa Millito e Willian de Sousa. Sempre rodeado de toda atenção por

Leia mais

Alta Performance Como ser um profissional ou ter negócios de alta performance

Alta Performance Como ser um profissional ou ter negócios de alta performance Sobre o autor: Meu nome é Rodrigo Marroni. Sou apaixonado por empreendedorismo e vivo desta forma há quase 5 anos. Há mais de 9 anos já possuía negócios paralelos ao meu trabalho e há um pouco mais de

Leia mais

Viagem a Dornes e Sertã

Viagem a Dornes e Sertã Viagem a Dornes e Sertã (19 e 20 de Março de 2011) Por: RuckFules 1 No fim de semana, aproveitando os belos dias de Sol com que a chegada da Primavera nos presenteou, decidi dar uma volta pelo interior,

Leia mais

O homem que tinha uma árvore na cabeça

O homem que tinha uma árvore na cabeça O homem que tinha uma árvore na cabeça Era uma vez um homem que tinha uma árvore na cabeça. No princípio era apenas um arbusto com folhas esguias e acastanhadas. Depois os ramos começaram a engrossar e

Leia mais

DISTÂNCIAS DE SEGURANÇA

DISTÂNCIAS DE SEGURANÇA FICHA TÉCNICA DISTÂNCIAS DE SEGURANÇA Níveis GDE Temas Transversais Síntese informativa Nível 1 Nível Atitudinal; Nível 3 Nível Táctico Tema 2 - Atitudes e Comportamentos; Tema 5 - Conhecimento das Regras

Leia mais

Transportes Fernando Coelho O que devo saber sobre a mudança

Transportes Fernando Coelho O que devo saber sobre a mudança 01 - Existem empresas que indicam que fazem mudanças e distribuições. O que pensar destas empresas? Normalmente uma distribuição é a entrega de diversos volumes de diferentes clientes em diferentes moradas

Leia mais

ENTRE FERAS CAPÍTULO 16 NOVELA DE: RÔMULO GUILHERME ESCRITA POR: RÔMULO GUILHERME

ENTRE FERAS CAPÍTULO 16 NOVELA DE: RÔMULO GUILHERME ESCRITA POR: RÔMULO GUILHERME ENTRE FERAS CAPÍTULO 16 NOVELA DE: RÔMULO GUILHERME ESCRITA POR: RÔMULO GUILHERME CENA 1. HOSPITAL. QUARTO DE. INTERIOR. NOITE Fernanda está dormindo. Seus pulsos estão enfaixados. Uma enfermeira entra,

Leia mais

Mantenha os vidros fechados e as portas travadas por dentro. Não dê carona a desconhecidos.

Mantenha os vidros fechados e as portas travadas por dentro. Não dê carona a desconhecidos. NO CARRO Como se prevenir Procure usar um carro que não chame a atenção. Mantenha os vidros fechados e as portas travadas por dentro. Não dê carona a desconhecidos. Evite transportar objetos de valor quando

Leia mais

Fantasmas da noite. Uma peça de Hayaldo Copque

Fantasmas da noite. Uma peça de Hayaldo Copque Fantasmas da noite Uma peça de Hayaldo Copque Peça encenada dentro de um automóvel na Praça Roosevelt, em São Paulo-SP, nos dias 11 e 12 de novembro de 2011, no projeto AutoPeças, das Satyrianas. Direção:

Leia mais

Há cabo-verdianos a participar na vida política portuguesa - Nuno Sarmento Morais, ex-ministro da Presidência de Portugal

Há cabo-verdianos a participar na vida política portuguesa - Nuno Sarmento Morais, ex-ministro da Presidência de Portugal Há cabo-verdianos a participar na vida política portuguesa - Nuno Sarmento Morais, ex-ministro da Presidência de Portugal À margem do Fórum promovido pela Associação Mais Portugal Cabo Verde, que o trouxe

Leia mais

A vivência na conjugalidade é todo um processo que engloba outros processos como a intimidade, a vida sexual, o trabalho, a procriação, a partilha

A vivência na conjugalidade é todo um processo que engloba outros processos como a intimidade, a vida sexual, o trabalho, a procriação, a partilha Existe um facto para o qual também devemos dar atenção: o agressor poderá estar numa posição de solidão. Poucos serão os agressores que terão a consciência do problema que têm, a agressividade que não

Leia mais

A ABDUZIDA. CELIORHEIS Página 1

A ABDUZIDA. CELIORHEIS Página 1 CELIORHEIS Página 1 A Abduzida um romance que pretende trazer algumas mensagens Mensagens estas que estarão ora explícitas ora implícitas, dependendo da ótica do leitor e do contexto em que ela se apresentar.

Leia mais

A madrugada estende-se por Mestral, a capital

A madrugada estende-se por Mestral, a capital CAPÍTULO 1 O mensageiro A madrugada estende-se por Mestral, a capital do mundo dos templários. Na cidade, quase todos dormem. Apenas os templários que estão encarregues nessa noite da vigilância da cidade

Leia mais

David pensou que o pai, às vezes, dizia coisas raras, estranhas. A mãe suspirou fundo ao enfiar de novo a agulha.

David pensou que o pai, às vezes, dizia coisas raras, estranhas. A mãe suspirou fundo ao enfiar de novo a agulha. ESTRELAS DE NATAL David acordou. O pai tinha aberto a janela e estava a olhar para as estrelas. Suspirava. David aproximou-se. Ouviu novo suspiro. O que tens, pai? perguntou. O pai pôs-lhe as mãos nos

Leia mais

PORQUE É QUE NÃO DANÇAM?

PORQUE É QUE NÃO DANÇAM? PORQUE É QUE NÃO DANÇAM? Na cozinha, ele serviu se de mais uma bebida e olhou para a mobília de quarto de cama que estava no pátio da frente. O colchão estava a descoberto e os lençóis às riscas estavam

Leia mais

- Então, pai, há alguma notícia importante nos jornais? - Nada de especial. Há muitas notícias sobre a política nacional e internacional e algumas

- Então, pai, há alguma notícia importante nos jornais? - Nada de especial. Há muitas notícias sobre a política nacional e internacional e algumas - Então, pai, há alguma notícia importante nos jornais? - Nada de especial. Há muitas notícias sobre a política nacional e internacional e algumas curiosidades. Se quiseres, depois deixo-te ler. - Tu sabes

Leia mais

Indice. Bullying O acaso... 11

Indice. Bullying O acaso... 11 Indice Bullying O acaso... 11 Brincadeira de mau gosto. Chega! A história... 21 O dia seguinte... 47 A paixão... 53 O reencontro... 61 O bullying... 69 9 Agosto/2010 O acaso Terça-feira. O sol fazia um

Leia mais

Você sabia que... Alguns fatos sobre o meu país

Você sabia que... Alguns fatos sobre o meu país Brasil Você sabia que... A pobreza e a desigualdade causam a fome e a malnutrição. Os alimentos e outros bens e serviços básicos que afetam a segurança dos alimentos, a saúde e a nutrição água potável,

Leia mais

i dos pais O SONO NAS CRIANÇAS QUAL A IMPORTÂNCIA DO SONO?

i dos pais O SONO NAS CRIANÇAS QUAL A IMPORTÂNCIA DO SONO? i dos pais O SONO NAS CRIANÇAS É importante perceber que à medida que as crianças crescem e se desenvolvem, a sua rotina do sono também muda. Assim, será possível que um recém-nascido possa dormir cerca

Leia mais

CAPÍTULO PRIMEIRO. Num dia de Abril de 1957, pela hora da tarde, apareceu em certa aldeola da costa um automóvel aberto, rápido como o pensamento.

CAPÍTULO PRIMEIRO. Num dia de Abril de 1957, pela hora da tarde, apareceu em certa aldeola da costa um automóvel aberto, rápido como o pensamento. CAPÍTULO PRIMEIRO Num dia de Abril de 1957, pela hora da tarde, apareceu em certa aldeola da costa um automóvel aberto, rápido como o pensamento. Já alguém tinha dado por ele quando ainda vinha à distância,

Leia mais

Exame unificado de acesso (Línguas e Matemática) às 4 Instituições do Ensino Superior (2017)

Exame unificado de acesso (Línguas e Matemática) às 4 Instituições do Ensino Superior (2017) Exame unificado de acesso (Línguas e Matemática) às 4 Instituições do Ensino Superior (2017) Português B 澳 門 四 高 校 聯 合 入 學 考 試 ( 語 言 科 及 數 學 科 )2017 Exame unificado de acesso (Línguas e Matemática) às

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 42 Discurso no Hotel Tropical MANAUS,

Leia mais

REGRAS PARA NÃO SE TORNAR UMA VÍTIMA DA VIOLÊNCIA URBANA

REGRAS PARA NÃO SE TORNAR UMA VÍTIMA DA VIOLÊNCIA URBANA SEGURANÇA PESSOAL EM ÁREAS DE ALTO RISCO REGRAS PARA NÃO SE TORNAR UMA VÍTIMA DA VIOLÊNCIA URBANA (Adaptação) BANCO DO BRASIL DILOG/ PRINCIPAIS AMEAÇAS Seqüestro relâmpago Com duração de 1 a 24 horas,

Leia mais

BANCO DO BRASIL GEREL Belo Horizonte (MG) NUSEG - Núcleo de Segurança SEGURANÇA PESSOAL EM ÁREAS DE ALTO RISCO

BANCO DO BRASIL GEREL Belo Horizonte (MG) NUSEG - Núcleo de Segurança SEGURANÇA PESSOAL EM ÁREAS DE ALTO RISCO SEGURANÇA PESSOAL EM ÁREAS DE ALTO RISCO REGRAS PARA NÃO SE TORNAR UMA VÍTIMA DA VIOLÊNCIA URBANA (Adaptação) DILOG/ PRINCIPAIS AMEAÇAS Seqüestro relâmpago Com duração de 1 a 24 horas, geralmente para

Leia mais

Sinopse I. Idosos Institucionalizados

Sinopse I. Idosos Institucionalizados II 1 Indicadores Entrevistados Sinopse I. Idosos Institucionalizados Privação Até agora temos vivido, a partir de agora não sei Inclui médico, enfermeiro, e tudo o que for preciso de higiene somos nós

Leia mais

Copyright RHVIDA S/C Ltda. www.rhvida.com.br

Copyright RHVIDA S/C Ltda. www.rhvida.com.br SEGURANÇA PESSOAL NO TRÂNSITO Estatísticas vêm demonstrando que o risco de perder a vida dentro do seu carro, num sinal de trânsito, é maior do que em qualquer outra situação. A RHVIDA fez um resumo das

Leia mais

O que acontece quando o Código Deontológico dos Jornalistas é violado

O que acontece quando o Código Deontológico dos Jornalistas é violado O que acontece quando o Código Deontológico dos Jornalistas é violado Florbela Batalha Ramiro Marques (Orientação) 1. Introdução O Código Deontológico é um documento que reúne um conjunto de regras que

Leia mais

Caderno 1. 45 minutos. Prova de Aferição de Língua Portuguesa. 1.º Ciclo do Ensino Básico. prova de aferição do ensino básico.

Caderno 1. 45 minutos. Prova de Aferição de Língua Portuguesa. 1.º Ciclo do Ensino Básico. prova de aferição do ensino básico. prova de aferição do ensino básico 2011 A preencher pelo aluno Rubrica do Professor Aplicador Nome A preencher pelo agrupamento Número convencional do Aluno Número convencional do Aluno A preencher pela

Leia mais

Prefeito de São Bernardo do Campo: Hoje tem um show no Cedesc, às 18 horas (incompreensível).

Prefeito de São Bernardo do Campo: Hoje tem um show no Cedesc, às 18 horas (incompreensível). , Luiz Inácio Lula da Silva, durante a inauguração da República Terapêutica e do Consultório de Rua para Dependentes Químicos e outras ações relacionadas ao Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack São

Leia mais

VIAGEM AOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

VIAGEM AOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA VIAGEM AOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA Viagem aos Estados Unidos e ao Canadá, feita em conjunto com um grupo de amigos. Um voo Lisboa Nova York e dirigimo- nos ao rent- a- car, para levantar os veículos

Leia mais

Fotografias de Raquel Porto

Fotografias de Raquel Porto Fotografias de Raquel Porto A RAPARIGA QUE SABIA ANTES Não se lembra da primeira vez que aconteceu. Foi talvez na infância, não se lembra ao certo. Para ela sempre foi assim. Vê as coisas acontecerem antes

Leia mais

Associação Lar do Neném

Associação Lar do Neném Criança Esperança 80 Associação Lar do Neném Recife-PE Marília Lordsleem de Mendonça Abraço solidário Todas as crianças são de todos : esse é o lema do Lar do Neném, uma instituição criada há 26 anos em

Leia mais

Festa da Avé Maria 31 de Maio de 2009

Festa da Avé Maria   31 de Maio de 2009 Festa da Avé Maria 31 de Maio de 2009 Cântico Inicial Eu era pequeno, nem me lembro Só lembro que à noite, ao pé da cama Juntava as mãozinhas e rezava apressado Mas rezava como alguém que ama Nas Ave -

Leia mais

Os Descobrimentos, a comunicação a nível global e a Conquista do Espaço

Os Descobrimentos, a comunicação a nível global e a Conquista do Espaço Os Descobrimentos, a comunicação a nível global e a Conquista do Espaço Este ponto é aqui. É a nossa casa. Somos nós, numa imagem tirada a partir de 6 mil milhões de quilómetros da Terra pela sonda Voyager

Leia mais

RESULTADOS RELATIVOS A GRÂNDOLA INDICADORES DO «CIDADES» (N = 306)

RESULTADOS RELATIVOS A GRÂNDOLA INDICADORES DO «CIDADES» (N = 306) RESULTADOS RELATIVOS A GRÂNDOLA INDICADORES DO «CIDADES» (N = 306) Inquiridos que assinalam (N) % Espaços públicos (Ex.: Jardins, Praças, etc...) 182 61,5% Passeio das ruas 203 68,6% Passadeiras 196 66,2%

Leia mais

Categorias Subcategorias Unidades de registo. Situação. Sai da escola e ia para casa da minha mãe (F1) Experiência de assalto

Categorias Subcategorias Unidades de registo. Situação. Sai da escola e ia para casa da minha mãe (F1) Experiência de assalto Categorias Subcategorias Unidades de registo Experiência de assalto Situação Sai da escola e ia para casa da minha mãe (F1) Estava a ir para a escola (F2) Estava a sair da escola e quando cheguei à porta

Leia mais

LENDA DA COBRA GRANDE. Um roteiro de IVI SIBELI ROCHA DE BARROS DAIANE MONTEIRO POLIANA AGUIAR FERREIRA MARIA LUZIA RODRIGUES DA SILVA

LENDA DA COBRA GRANDE. Um roteiro de IVI SIBELI ROCHA DE BARROS DAIANE MONTEIRO POLIANA AGUIAR FERREIRA MARIA LUZIA RODRIGUES DA SILVA LENDA DA COBRA GRANDE Um roteiro de IVI SIBELI ROCHA DE BARROS DAIANE MONTEIRO POLIANA AGUIAR FERREIRA MARIA LUZIA RODRIGUES DA SILVA CRUZEIRO DO SUL, ACRE, 30 DE ABRIL DE 2012. OUTLINE Cena 1 Externa;

Leia mais

De Profundis.indd 25 20/05/15 18:01

De Profundis.indd 25 20/05/15 18:01 Janeiro de 1995, quinta feira. Em roupão e de cigarro apagado nos dedos, sentei me à mesa do pequeno almoço onde já estava a minha mulher com a Sylvie e o António que tinham chegado na véspera a Portugal.

Leia mais

Exercícios de Movimento Uniforme

Exercícios de Movimento Uniforme Exercícios de Movimento Uniforme 1- Uma viagem é realizada em duas etapas. Na primeira, a velocidade média é de 80km/h; na segunda é de 60km/h. Sendo a distância percorrida, na segunda etapa, o triplo

Leia mais

Excelências Senhoras e Senhores,

Excelências Senhoras e Senhores, Excelência Sr. Blaise Campaoré - Presidente do Burkina Faso, Excelência Sr. Jean Ping, Presidente da Comissão da União Africana, Sr. Soumaila Cissé Presidente da Comissão Económica dos Estados da África

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 37 Discurso na cerimónia de retomada

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 20 Discurso na cerimónia "Jovens

Leia mais

4!! PARTE. Prosa de Ficção

4!! PARTE. Prosa de Ficção 4!! PARTE Prosa de Ficção O amigo Toma um fósforo. Acende o teu cigarro! Augusto dos Anjos José Murilo Martins Nunca esqueci o caso do senhor Ed North. Tinha estatura mediana, cabelos brancos, palidez

Leia mais

Como uma onda no mar...

Como uma onda no mar... Como uma onda no mar... A UU L AL A Certa vez a turma passou férias numa pequena cidade do litoral. Maristela costumava ficar horas a fio admirando a imensidão azul do mar, refletindo sobre coisas da vida

Leia mais

14-5-2010 MARIA JOÃO BASTOS AUTOBIOGRAFIA. [Escrever o subtítulo do documento] Bruna

14-5-2010 MARIA JOÃO BASTOS AUTOBIOGRAFIA. [Escrever o subtítulo do documento] Bruna 14-5-2010 MARIA JOÃO BASTOS AUTOBIOGRAFIA [Escrever o subtítulo do documento] Bruna Autobiografia O meu nome é Maria João, tenho 38 anos e sou natural da Nazaré, onde vivi até há sete anos atrás, sensivelmente.

Leia mais

A INDA RESTAM AVELEIRAS

A INDA RESTAM AVELEIRAS CAPÍTULO I ESTARIA EU, naquela manhã, mais ou menos feliz do que nos outros dias? Não tenho a menor ideia, e a palavra felicidade não faz mais muito sentido para um homem de 74 anos. Em todo caso, a data

Leia mais

MEU TIO MATOU UM CARA

MEU TIO MATOU UM CARA MEU TIO MATOU UM CARA M eu tio matou um cara. Pelo menos foi isso que ele disse. Eu estava assistindo televisão, um programa idiota em que umas garotas muito gostosas ficavam dançando. O interfone tocou.

Leia mais

Informações e instruções para os candidatos

Informações e instruções para os candidatos A preencher pelo candidato: Nome: N.º de inscrição: Documento de identificação: N.º: Local de realização da prova: A preencher pelo avaliador: Classificação final: Ass: Informações e instruções para os

Leia mais

- Papá, é hoje! É hoje, papá! Temos que montar o nosso pinheirinho de Natal. disse o rapaz, correndo na direção de seu pai.

- Papá, é hoje! É hoje, papá! Temos que montar o nosso pinheirinho de Natal. disse o rapaz, correndo na direção de seu pai. Conto de Natal Já um ano havia passado desde o último Natal. Timóteo estava em pulgas para que chegasse o deste ano. Menino com cara doce, uma tenra idade de 10 aninhos, pobre, usava roupas ou melhor,

Leia mais

Armados com cocktails molotov

Armados com cocktails molotov Chiado: graffitis de protesto contra o fascismo (Foto Cláudia Lima da Costa) Armados com cocktails molotov 2007/04/26 14:14 Jovens que se manifestaram contra o fascismo traziam também very ligths, paus

Leia mais

JANELA SOBRE O SONHO

JANELA SOBRE O SONHO JANELA SOBRE O SONHO um roteiro de Rodrigo Robleño Copyright by Rodrigo Robleño Todos os direitos reservados E-mail: rodrigo@robleno.eu PERSONAGENS (Por ordem de aparição) Alice (já idosa). Alice menina(com

Leia mais

Dinâmica e Animação de Grupo

Dinâmica e Animação de Grupo Dinâmica e Animação de Grupo Desenvolvimento de Competências Turma G3D Leandro Diogo da Silva Neves 4848 Índice 1. Introdução... 3 2. Planeamento de desenvolvimento individual... 4 2.1 Competências...

Leia mais

A meio do mandato autárquico 2013-2017, e criada que foi uma expetativa enorme com este novo executivo, é hora de fazer o balanço.

A meio do mandato autárquico 2013-2017, e criada que foi uma expetativa enorme com este novo executivo, é hora de fazer o balanço. Sr. Presidente da Assembleia Municipal, Srª Presidente da Câmara Exºs membros do executivo, Membros desta Assembleia Público presente, A meio do mandato autárquico 2013-2017, e criada que foi uma expetativa

Leia mais

Em algum lugar de mim

Em algum lugar de mim Em algum lugar de mim (Drama em ato único) Autor: Mailson Soares A - Eu vi um homem... C - Homem? Que homem? A - Um viajante... C - Ele te viu? A - Não, ia muito longe! B - Do que vocês estão falando?

Leia mais

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA NACIONAL

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA NACIONAL Relatório Analítico PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA NACIONAL PESQUISA SOBRE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER DATASENADO SECS PESQUISA SOBRE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER Há dois anos, o DataSenado

Leia mais

Tel. (11) 5592-5592 / www.fortknox.com.br. Manual de Segurança

Tel. (11) 5592-5592 / www.fortknox.com.br. Manual de Segurança Tel. (11) 5592-5592 / www.fortknox.com.br Segurança no dia-a-dia Vol. X Manual de Segurança Apresentação N ão há estratégias ou sistemas de segurança intransponíveis. Isso é o que dizem todos os especialistas

Leia mais

AJUDA DE MÃE. APOIO DO FUNDO SOCIAL EUROPEU: Através do Programa Operacional da Região de Lisboa e Vale do Tejo (PORLVT)

AJUDA DE MÃE. APOIO DO FUNDO SOCIAL EUROPEU: Através do Programa Operacional da Região de Lisboa e Vale do Tejo (PORLVT) AJUDA DE MÃE APOIO DO FUNDO SOCIAL EUROPEU: Através do Programa Operacional da Região de Lisboa e Vale do Tejo (PORLVT) Objectivos: Informar, apoiar, encaminhar e acolher a mulher grávida. Ajudar cada

Leia mais

CAMPANHA DE PREVENÇÃO RODOVIÁRIA ASSOCIAÇÃO INDUSTRIAL E COMERCIAL DO CAFÉ PREVENÇÃO RODOVIÁRIA PORTUGUESA

CAMPANHA DE PREVENÇÃO RODOVIÁRIA ASSOCIAÇÃO INDUSTRIAL E COMERCIAL DO CAFÉ PREVENÇÃO RODOVIÁRIA PORTUGUESA CAMPANHA DE PREVENÇÃO RODOVIÁRIA O Café e o estado de alerta ASSOCIAÇÃO INDUSTRIAL E COMERCIAL DO CAFÉ PREVENÇÃO RODOVIÁRIA PORTUGUESA Em Portugal o sono é responsável por 20% dos acidentes rodoviários.

Leia mais

O Tomás, que não acreditava no Pai Natal

O Tomás, que não acreditava no Pai Natal O Tomás, que não acreditava no Pai Natal Era uma vez um menino que não acreditava no Pai Natal e fazia troça de todos os outros meninos da escola, e dos irmãos e dos primos, e de qualquer pessoa que dissesse

Leia mais

RECUPERAÇÃO DE IMAGEM

RECUPERAÇÃO DE IMAGEM RECUPERAÇÃO DE IMAGEM Quero que saibam que os dias que se seguiram não foram fáceis para mim. Porém, quando tornei a sair consciente, expus ao professor tudo o que estava acontecendo comigo, e como eu

Leia mais

FITNESSGRAM. O Fitnessgram é um programa de educação e avaliação da aptidão física relacionada com a saúde.

FITNESSGRAM. O Fitnessgram é um programa de educação e avaliação da aptidão física relacionada com a saúde. Professora de Educação Física HelenaMiranda FITNESSGRAM O Fitnessgram é um programa de educação e avaliação da aptidão física relacionada com a saúde. Todos os elementos incluídos no Fitnessgram foram

Leia mais

A ambulância deve: Avançar, mas apenas se assinalar a marcha de urgência. Avançar. Ceder-me a passagem.

A ambulância deve: Avançar, mas apenas se assinalar a marcha de urgência. Avançar. Ceder-me a passagem. A ambulância deve: Avançar, mas apenas se assinalar a marcha de urgência. Avançar. Ceder-me a passagem. A ambulância deve: Avançar. Ceder a passagem apenas ao meu veículo. Ceder a passagem apenas ao veículo

Leia mais

MARK CARVALHO. Capítulo 1

MARK CARVALHO. Capítulo 1 MARK CARVALHO Capítulo 1 Mark era um menino com altura média, pele clara, pequenos olhos verdes, cabelos com a cor de avelãs. Um dia estava em casa vendo televisão, até que ouviu: Filho, venha aqui na

Leia mais

Muito no papel, pouco na prática

Muito no papel, pouco na prática PNPSO Muito no papel, pouco na prática Criado em 2003, o Plano Nacional de Promoção da Saúde Oral (PNPSO) «não está a ser aplicado no terreno». A crítica é de Paulo Rompante, um dos criadores do documento

Leia mais

Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história.

Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história. Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história. Nem um sopro de vento. E já ali, imóvel frente à cidade de portas e janelas abertas, entre a noite vermelha do poente e a penumbra do jardim,

Leia mais

CLIPPING Comunicação e Marketing Ltda. IMPRESSO Veículo: www.acritica.uol.com.br

CLIPPING Comunicação e Marketing Ltda. IMPRESSO Veículo: www.acritica.uol.com.br Comunicação e Marketing Ltda www.acritica.uol.com.br Editoria: Notícias -- Acidente de trânsito na Zona Norte de Manaus resulta na morte de bebê Acidente de trânsito na Zona Norte de Manaus resulta na

Leia mais

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação...

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação... Sumário Agradecimentos... 7 Introdução... 9 1 - Um menino fora do seu tempo... 13 2 - O bom atraso e o vestido rosa... 23 3 - O pequeno grande amigo... 35 4 - A vingança... 47 5 - O fim da dor... 55 6

Leia mais

Prova Escrita de Português

Prova Escrita de Português EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho Prova Escrita de Português Alunos com deficiência auditiva de grau severo ou profundo 12.º Ano de Escolaridade Prova 239/1.ª

Leia mais

31º BATALHÃO. Avenida Salvador Allende nº 5.500 Barra da Tijuca/Cep: 22.783-127 Oficial de Dia 2332-7462. e-mail: 31bpm@operacional.pmerj.

31º BATALHÃO. Avenida Salvador Allende nº 5.500 Barra da Tijuca/Cep: 22.783-127 Oficial de Dia 2332-7462. e-mail: 31bpm@operacional.pmerj. 31º BATALHÃO Avenida Salvador Allende nº 5.500 Barra da Tijuca/Cep: 22.783-127 Oficial de Dia 2332-7462 e-mail: 31bpm@operacional.pmerj.org RESPONSABILIDADE DO SÍNDICO 1. Antes de contratar empregados,

Leia mais

I. Complete o texto seguinte com as formas correctas dos verbos ser ou estar. (5 pontos)

I. Complete o texto seguinte com as formas correctas dos verbos ser ou estar. (5 pontos) I. Complete o texto seguinte com as formas correctas dos verbos ser ou estar. Hoje. domingo e o tempo. bom. Por isso nós. todos fora de casa.. a passear à beira-mar.. agradável passar um pouco de tempo

Leia mais

O comerciante francês havia sido um homem talentoso e amável. Tinha uma mulher encantadora e uma família numerosa. Contrastado com o pétreo Mr.

O comerciante francês havia sido um homem talentoso e amável. Tinha uma mulher encantadora e uma família numerosa. Contrastado com o pétreo Mr. I. MR. CLAY Na década de sessenta do século passado, vivia em Cantão um negociante de chá, imensamente rico, de nome Mr. Clay. Era um velho alto, seco e insociável. Tinha uma casa magnífica e uma esplêndida

Leia mais

Não abra a carteira ou a bolsa na frente de estranhos. Separe pequenas quantias de dinheiro para pagar passagem, café, cigarros etc.

Não abra a carteira ou a bolsa na frente de estranhos. Separe pequenas quantias de dinheiro para pagar passagem, café, cigarros etc. Dicas de Segurança I Cuidados no dia-a-dia Nas Ruas Previna-se contra a ação dos marginais não ostentando objetos de valor como relógios, pulseiras, colares e outras jóias de valor. Evite passar em ruas

Leia mais

1 Identifique as diferentes modalidades de divulgação da comunicação.

1 Identifique as diferentes modalidades de divulgação da comunicação. 1 Identifique as diferentes modalidades de divulgação da comunicação. Cronologicamente, os jornais, as revistas e os livros de tiragem (sobretudo as edições de bolso) foram os primeiros meios de difusão

Leia mais

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão.

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão. REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO Código Entrevista: 2 Data: 18/10/2010 Hora: 16h00 Duração: 23:43 Local: Casa de Santa Isabel DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS Idade

Leia mais

INTERVENÇÃO ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA 2008.10.02. José Pedro AGUIAR-BRANCO

INTERVENÇÃO ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA 2008.10.02. José Pedro AGUIAR-BRANCO INTERVENÇÃO ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA 2008.10.02 José Pedro AGUIAR-BRANCO Senhor Presidente Srs. Ministros Senhoras e Senhores Deputados 1. A segurança e a justiça constituem um pilar fundamental do Estado

Leia mais

Dar de comer a quem tem fome 1º E 2º CICLOS. 3ª feira, dia 26 de abril de 2016 INTRODUÇÃO

Dar de comer a quem tem fome 1º E 2º CICLOS. 3ª feira, dia 26 de abril de 2016 INTRODUÇÃO 3ª feira, dia 26 de abril de 2016 Dar de comer a quem tem fome 1º E 2º CICLOS Bom dia a todos. Preparados para mais um dia de aulas?! Muito bem! Hoje vamos falar como é importante dar comida a quem não

Leia mais

UNIVERSIDADE SAGRADO CORAÇÃO USC

UNIVERSIDADE SAGRADO CORAÇÃO USC UNIVERSIDADE SAGRADO CORAÇÃO USC KARINA VIEIRA SOUZA ALVES SANT ANA REPORTAGEM: A VIDA NAS RUAS DE BOTUCATU BAURU 2012 A vida nas ruas de Botucatu A Praça da Igreja Sagrado Coração de Jesus, na Rua Major

Leia mais

Gabinetes de Atendimento da Mulher e da Criança: a análise dos casos registados. Margarita Mejia, Conceição Osório, Maria José Arthur

Gabinetes de Atendimento da Mulher e da Criança: a análise dos casos registados. Margarita Mejia, Conceição Osório, Maria José Arthur Gabinetes de Atendimento da Mulher e da Criança: análise dos casos registados Margarita Mejia, Conceição Osório, Maria José Arthur Publicado em Outras Vozes, nº 7, Maio de 2004 A WLSA Moçambique concluiu

Leia mais

Partido Popular. CDS-PP Grupo Parlamentar. Projecto de Resolução nº 321/X

Partido Popular. CDS-PP Grupo Parlamentar. Projecto de Resolução nº 321/X Partido Popular CDS-PP Grupo Parlamentar Projecto de Resolução nº 321/X Recomenda ao Governo a adopção de medidas de combate e prevenção do Carjacking O roubo de veículos com utilização de violência, designadamente

Leia mais

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 10 de Junho de 2010

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 10 de Junho de 2010 INTERVENÇÃO DO SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE OEIRAS Dr. Isaltino Afonso Morais Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas 10 de Junho de 2010 LOCAL: Figueirinha, Oeiras REALIZADO

Leia mais

Recupere. sono. o ritmo. Conselhos para pessoas que sofrem de insónia

Recupere. sono. o ritmo. Conselhos para pessoas que sofrem de insónia Recupere do sono o ritmo Conselhos para pessoas que sofrem de insónia Prefácio O sono é fundamental na vida de todos nós. Dormir não é um luxo, mas sim uma necessidade fisiológica que devemos respeitar.

Leia mais

TV Ciência: Que modelos de ajuda para a eliminação da pobreza em Moçambique propõe?

TV Ciência: Que modelos de ajuda para a eliminação da pobreza em Moçambique propõe? TV Ciência: É considerado que as forças da globalização e marginalização são responsáveis por criarem dificuldades ao desenvolvimento. Pode concretizar esta ideia? Jessica Schafer: A globalização como

Leia mais

CEGO, SURDO E MUDO (porque nao?) LETRA: Ricardo Oliveira e Mário F.

CEGO, SURDO E MUDO (porque nao?) LETRA: Ricardo Oliveira e Mário F. FRUTO PROIBIDO FRUTO PROIBIDO 1 Cego, surdo e mudo (porque não?) 2 Mundo inteiro 3 Acordo a tempo 4 Contradição 5 A água não mata a fome 6 Quem és é quanto basta 7 Nascer de novo (és capaz de me encontrar)

Leia mais

Segurança pessoal. Cuidados indispensáveis para evitar situações de risco dentro e fora do Campus.

Segurança pessoal. Cuidados indispensáveis para evitar situações de risco dentro e fora do Campus. Segurança pessoal Cuidados indispensáveis para evitar situações de risco dentro e fora do Campus. Você sabe como iden.ficar situações de risco? Ao decorrer de uma roena diária de aevidades, métodos prevenevos

Leia mais

Protocolo da Entrevista a Maria

Protocolo da Entrevista a Maria Protocolo da Entrevista a Maria 1 O que lhe vou pedir é que me conte o que é que aconteceu de importante desde que acabou o curso até agora. Eu... ah!... em 94 fui fazer um estágio, que faz parte do segundo

Leia mais

ANEXO I: QUESTIONÁRIO DO INQUÉRITO

ANEXO I: QUESTIONÁRIO DO INQUÉRITO ANEXO I: QUESTIONÁRIO DO INQUÉRITO 1. Inquérito 1.1 Número de Questionário 1.2 Nome do entrevistador 1.3 Data da entrevista dd/mm/yyyy 1.4 Local da entrevisa 1.5 Lugar da entrevista 1 = lugar público 2

Leia mais

25 NOVEMBRO DIA INTERNACIONAL PARA A ELIMINAÇÃO DE TODAS AS FORMAS DE VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

25 NOVEMBRO DIA INTERNACIONAL PARA A ELIMINAÇÃO DE TODAS AS FORMAS DE VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES 25 NOVEMBRO DIA INTERNACIONAL PARA A ELIMINAÇÃO DE TODAS AS FORMAS DE VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES Porquê a VIOLÊNCIA DOMÉSTICA? A violência doméstica não é, infelizmente, um problema dos nossos dias,

Leia mais

29 de Novembro de 2010 Universidade Lusíada - Lisboa

29 de Novembro de 2010 Universidade Lusíada - Lisboa 29 de Novembro de 2010 Universidade Lusíada - Lisboa Profª Teresa de Lemos, 29 Novembro 2010 29 de Novembro de 2010 Universidade Lusíada - Lisboa Riscos na Condução Sénior Profª Teresa de Lemos Drª Teresa

Leia mais

Análise de Conteúdo Entrevista nº 2 1

Análise de Conteúdo Entrevista nº 2 1 Análise de Conteúdo Entrevista nº 2 1 Dimensões Sub-dimensões D. Maria das Neves 2 A) Perfil Individual Características sócio-biográficas 80 anos Viúva Não frequentou a escola Católica não praticante Residente

Leia mais

Quantas línguas existem no mundo?, perguntava -se

Quantas línguas existem no mundo?, perguntava -se A VOZ DAS COISAS Quantas línguas existem no mundo?, perguntava -se Marta, naquela noite, a sós na cama. Há as línguas que as pessoas falam: francês, alemão, espanhol, chinês, italiano. Para indicar a mesma

Leia mais

RIMAS PERFEITAS, IMPERFEITAS E MAIS-QUE-PERFEITAS JOGOS E ACTIVIDADES

RIMAS PERFEITAS, IMPERFEITAS E MAIS-QUE-PERFEITAS JOGOS E ACTIVIDADES RIMAS PERFEITAS, IMPERFEITAS E MAIS-QUE-PERFEITAS JOGOS E ACTIVIDADES Recorda! Verbos são palavras que refer acções ou processos praticados ou desenvolvidos por alguém. Os verbos distribu-se por vários

Leia mais

Coração ao alto! Comece por tornar a respiração regular curta ou comprida, profunda ou superficial, neste exercício o importante é que seja regular.

Coração ao alto! Comece por tornar a respiração regular curta ou comprida, profunda ou superficial, neste exercício o importante é que seja regular. Há momentos raros na vida. Momentos de orgulho. Momentos de autosatisfação e de alinhamento com um todo maior do que nós, ao qual emprestamos forças e do qual as recolhemos também. Parabéns! Este é um

Leia mais

DROGAS: legalizar ou não? Um grande desafio! RESUMO

DROGAS: legalizar ou não? Um grande desafio! RESUMO 40 DROGAS: legalizar ou não? Um grande desafio! Eduardo Barcaro Carnavali RESUMO O presente artigo tem o intuito de explanar acerca da discussão de um tema cujo debate é extremamente urgente e importante,

Leia mais

Cortar a meta para colar sorrisos

Cortar a meta para colar sorrisos Cortar a meta para colar sorrisos É domingo e o Sol já brilha. O frio matinal típico de um novo Outono que se aproxima já se faz sentir. Mas nem o frio, nem o facto de prescindirem de mais algumas horas

Leia mais

+10 anos GUIA DE LEITURA. Manuela Lapa. Alex Ponto Com Joe Silicone vai à escola. José Fanha Ilustrações de João Fanha

+10 anos GUIA DE LEITURA. Manuela Lapa. Alex Ponto Com Joe Silicone vai à escola. José Fanha Ilustrações de João Fanha GUIA DE LEITURA Manuela Lapa Alex Ponto Com Joe Silicone vai à escola José Fanha Ilustrações de João Fanha +10 anos 2 Apresentação da obra O que terá levado Joe Silicone, personagem virtual, a fugir do

Leia mais

Flavia Mariano. Equilíbrio. a vida não faz acordos. 1ª Edição POD

Flavia Mariano. Equilíbrio. a vida não faz acordos. 1ª Edição POD Flavia Mariano Equilíbrio a vida não faz acordos 1ª Edição POD Petrópolis KBR 2011 Edição e revisão KBR Editoração APED Capa KBR Imagem da capa fotomontagem sobre arquivo Google Copyright 2011 Flavia Mariano

Leia mais