MANUAL DE FISCALIZAÇÃO

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1 MANUAL DE FISCALIZAÇÃO

2 Ministério do Meio Ambiente - MMA Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA Diretoria de Proteção Ambiental - DIPRO Coordenação Geral de Fiscalização Ambiental - CGFIS MANUAL DE FISCALIZAÇÃO Brasília

3 APRESENTAÇÃO 3

4 SUMÁRIO INTRODUÇÃO CAPÍTULO 1: O AGENTE DE FISCALIZAÇÃO 1 O AGENTE DE FISCALIZACÃO INVESTIDO NA FUNCÃO 1.1 REQUISITOS BÁSICOS 1.2 CRITÉRIOS PARA A EXCLUSÃO DO SERVIDOR DA FUNCÃO DE AGENTE DE FISCALIZACÃO 1.3 PERFIL DO AGENTE DE FISCALIZACÃO 1.4 COMPETËNCIAS BÁSICAS DO AGENTE DE FISCALIZACÃO 1.5 CONDUTA 1.6 USO E EMPREGO DE ARMAS DE FOGO 2 DEVERES/OBRIGAÇÕES DO AGENTE DE FISCALIZAÇÃO 3 FORMAS DE ATUAÇÃO DO AGENTE DE FISCALIZACÃO 4 INFORMACÕES GERAIS 5 GUIA DE PRIMEIROS SOCORROS E SOBREVIVÊNCIA CAPÌTULO 2: AÇÃO FISCALIZATÓRIA 1 AÇÃO FISCALIZATÓRIA 2 PLANEJAMENTO DA ACÃO FISCALIZATÓRIA 2.1 FORMULÁRIOS 2.2 EQUIPAMENTOS, EMBARCAÇÕES E VEÍCULOS 2.3 LEGISLAÇÃO 2.4 TABELA DE CODIFICAÇÃO DAS INFRAÇÕES AMBIENTAIS 2.5 RECURSOS HUMANOS E FINANCEIROS 2.6 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 3 PROCEDIMENTOS PARA AUTUAÇÃO 4 TÉCNICAS DE ABORDAGEM 4.1 FISCALIZAÇÃO EM AEROPORTOS 4.2 PORTOS E PORTOS SECOS 4.3 FISCALIZAÇÃO DE TRANSPORTE 5 INSTALAÇÃO DE BARREIRAS 6 PROCEDIMENTOS DA AÇÃO FISCALIZATÓRIA 6.1 FLORA FISCALIZAÇÃO EM PROPRIEDADES RURAIS EMPREENDIMENTOS E ATIVIDADES FLORESTAIS INDÚSTRIA MADEIREIRA 6.2 FAUNA FISCALIZAÇÃO EM EMPREENDIMENTOS COMERCIAIS FISCALIZAÇÃO PROPRIEDADES PARTICULARES E FAMILIARES FISCALIZAÇÃO DE TRANSPORTE DE ANIMAIS 4

5 6.2.4 FISCALIZAÇÃO EM OUTROS TIPOS DE INSTITUIÇÕES PROCEDIMENTOS GERAIS DA FISCALIZAÇÃO DE FAUNA 6.3 PESCA FISCALIZAÇÂO DA PESCA AMADORA FISCALIZAÇÃO DA PESCA PROFISSIONAL FISCALIZAÇÃO DE INDÚSTRIA: PESCADO, COMÉRCIO E TRANSPORTE FISCALIZAÇÃO EM EMBARCAÇÃO DE PESCA PESQUE-PAGUE E AQÜICULTOR 6.4 DEGRADAÇÃO E POLUIÇAO AMBIENTAL SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS PERIGOSAS E TRATAMENTO DE RESÍDUOS TRANSPORTE, TERMINAIS, DEPÓSITO E COMÉRCIO DE SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS PERIGOSAS AGROTÓXICOS, SEUS COMPONENTES E AFINS IMPORTADORAS, REFORMADORAS, COMÉRCIO DE PNEUMÁTICOS E DESTINAÇÃO DE PNEUS PRODUÇÃO, IMPORTAÇÃO, COMERCIALIZAÇÃO E DESTINAÇÃO FINAL DE PILHAS E BATERIAS ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS OGM SUBSTÂNCIAS CONTROLADAS PELO PROTOCOLO DE MONTREAL EMERGÊNCIAS AMBIENTAIS OUTRAS ATIVIDADES DE DEGRADAÇÃO AMBIENTAL 6.5 BIOPIRATARIA ACESSO AO PATRIMÔNIO GENÉTICO REMESSA DE AMOSTRA DE COMPONENTE DE PATRIMÔNIO GENÉTICO PARA PESQUISA CIENTÍFICA TRANSPORTE DE AMOSTRA DE COMPONENTE DE PATRIMÔNIO GENÉTICO PARA PESQUISA CIENTÍFICA 7 ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS 7.1 EMBARGO/INTERDIÇÃO 7.2 BENS APREENDIDOS 7.3 FISCALIZAÇÃO EM PORTOS E PORTOS SECOS 7.4 FISCALIZAÇÃO EM AEROPORTOS 7.5 COMUNICAÇÃO CRIME MINISTÉRIO PÚBLICO 7.6 CADASTRO TÉCNICO FEDERAL 5

6 CAPÌTULO 3: MÉTODOS DE MENSURAÇÃO E MARCAÇÃO 1 MENSURAÇÃO 1.1 CONCEITO 1.2 PROCEDIMENTOS 2 MARCAÇÃO 2.1 CONCEITO 2.2 PROCEDIMENTOS ANEXO I: FORMULÁRIOS UTILIZADOS NA FISCALIZAÇÃO ANEXO II: TABELA DE UNIDADE DE MEDIDA ANEXO III: TABELA DE CUBAGEM DE MADEIRA ANEXO IV: LISTA OFICIAL DE ESPÉCIES AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO GLOSSÁRIO BIBLIOGRAFIA 6

7 INTRODUÇÃO 7

8 Capítulo 1 O AGENTE DE FISCALIZAÇÃO 8

9 1 O AGENTE DE FISCALIZACAO INVESTIDO NA FUNCÃO O Agente de Fiscalização é a autoridade competente, investida do poder de polícia ambiental (discricionário) para lavrar Autos de Infração e demais documentos inerentes à infração ambiental, devidamente designado. 1.1 REQUISITOS BÁSICOS - Pertencer ao quadro efetivo do IBAMA; - Ter participado do Curso de Fiscalização ministrado pelo IBAMA; - Estar lotado na área de fiscalização e atuar na execução de ações fiscalizatórias; - Estar designado em ato legal do IBAMA. 1.2 CRITÉRIOS PARA EXCLUSÃO DO agenteda FUNCÃO DE AGENTE DE FISCALIZACÃO - Ter sido cedido/requisitado para outro órgão, aposentado, demitido; - Estar lotado em área que não tenha como competência a atividade de fiscalização; - Por solicitação do próprio servidor, com anuência da chefia imediata; - Ter sido julgado culpado em PAD cuja decisão determine a sua exclusão como Agente de Fiscalização. Obs.: Ressalta-se que caso o servidor esteja envolvido em processo de sindicância e/ou administrativo disciplinar, será afastado das atividades de fiscalização, até que o processo tenha transitado em julgado. 1.3 PERFIL DO AGENTE DE FISCALIZACAO Qualidades Desejáveis - Integridade; - Disciplina; - Iniciativa; - Lealdade; - Mente aberta para aprender; - Humildade; - Visão crítica; - Educação; - Firmeza. 9

10 1.3.2 Habilidades Básicas - Manter atualizados os conhecimentos sobre a Instituição; legislação, procedimentos e tecnologias; - Capacidade de elaborar relatórios claros e objetivos; - Saber interpretar as situações e tomar decisões; - Negociar e mediar conflitos. 1.4 COMPETËNCIAS BÁSICAS DO AGENTE DE FISCALIZACÃO - Realizar diligências para averiguação ou apuração de agressões cometidas contra a flora e fauna, bem como, para apurar ações ilícitas nas atividades de pesca, que provoquem poluição/degradação no meio ambiente, ou que envolvam ações de biopirataria; - Multar, advertir, notificar, embargar e interditar atividades ilegais, interditar empresas por cometimento a infrações ambientais, apreender produtos e subprodutos, objetos e instrumentos resultantes ou utilizados na prática de agressão ambiental; - Inspecionar estabelecimentos industriais e comerciais que tenham por objetivo a exploração de produtos e subprodutos oriundos dos recursos naturais renováveis; - Acompanhar, fiscalizar, inspecionar e controlar as atividades de exploração dos recursos naturais renováveis, autorizadas; - Orientar contribuintes e a comunidade em geral sobre as atribuições e competências do IBAMA, divulgando a legislação ambiental em vigor, propiciando a formação de uma consciência crítica e ética voltada para as ações conservacionistas e preservacionistas. 1.5 USO E EMPREGO DE ARMAS DE FOGO O porte de arma de fogo é concedido ao Agente de Fiscalização pelo Diretor de Proteção Ambiental, com base em solicitação da Área de Fiscalização da Superintendência/Gerência, com anuência da CGFIS, obedecendo aos seguintes requisitos: a) Ser aprovado no exame psicológico; b) Fazer capacitação técnica com aprovação em estágio de manuseio e uso de armas de fogo; c) Não estar respondendo ou haver respondido por crime contra a pessoa. A pistola ou revólver acautelado para o Agente de Fiscalização deve ser bem cuidado, limpa e lubrificada, de forma a garantir bom desempenho em caso de necessidade. O Agente deve, ainda, estar habituado com a 10

11 arma que portará, deve conhecê-la e treinar constantemente seu manuseio. Um coldre adequado também é importante. O Agente de Fiscalização em atividade ostensiva não deve portar a arma no bolso ou presa no cinto, mas, devidamente acondicionada em coldre apropriado. Vale ressaltar que a arma constitui instrumento de defesa e dissuasão não devendo ser usada como ameaça. 1.6 CONDUTA O agente de fiscalização representa o IBAMA, para a sociedade, portanto, sua conduta durante a operação deve ser totalmente profissional, obedecendo à legislação vigente e as normas internas da instituição, ressaltando, entre outras, as seguintes regras de postura: a) Abordar as pessoas de forma educada e formal, quando em ação de fiscalização; b) Abster-se de aceitar favorecimentos que impliquem no recebimento de benefícios para hospedagem, transporte, alimentação, bem como presentes e brindes de qualquer espécie, sob qualquer pretexto; c) Abster-se do consumo de bebidas alcoólicas durante o serviço, bem como de trabalhar alcoolizado; d) Manter a discrição e portar-se de forma compatível com a moralidade e bons costumes Uso do Uniforme O agente de fiscalização no desempenho de sua função, deve se apresentar devidamente uniformizado, ostentando o brasão da fiscalização, a logomarca do IBAMA em conformidade com as determinações da norma vigente sobre padronização de uniforme Condução de Viaturas O Agente de Fiscalização deve conduzir a viatura, sob a sua responsabilidade, tendo como dever, zelar por sua conservação em todos os aspectos, observando as regras de trânsito, especialmente, referentes a sinais, limites de velocidade, estacionamento e condições do terreno Abordagem a Pessoas Seja sempre educado, firme e atento. Enquanto preencher o Auto de Infração ou qualquer outro documento assegure-se que seu parceiro esteja lhe fornecendo cobertura. 11

12 Não adotar postura exibicionista no que diz respeito à conduta e armamento para não causar constrangimento ao condutor do veículo e demais pessoas envolvidas no caso Abordagem a Veículos a) Fatores a Serem Considerados na Abordagem a Veículos Segurança A ação deverá ser analisada e se não oferecer riscos à integridade física dos envolvidos poderá ser realizada; Surpresa Após a analise, os fiscais deverão agir surpreendendo a pessoa abordada; Unidade de comando A ação tem que ser organizada e para isso é importante ter um único comandante, que tem como função dar todas as diretrizes e comandos durante a ação; Ação vigorosa Os fiscais deverão agir com vigor, firmeza e energia, o que não pode ser confundido com brutalidade. Rapidez Ação quanto mais veloz, menos será o desgaste dos agentes de fiscalização e a probabilidade de reação dos abordados. b) Formação Tática na Abordagem a Veículos É a disposição esquemática para pronto emprego de uma ação, utilizando técnicas, primando pela segurança pessoal, do grupo e a de terceiros. Uma formação tática pode ser composta por: DUPLAS: 12

13 FOTOfoto GRUPO OU TIME TÁTICO: Uma ou mais equipes, compostas por um grupo de dos agentes de fiscalização com funções e posições definidas e uma equipe tática composta por no mínimo dois. dos agentes de fiscalização foto c) Cuidados e Precauções durante a Abordagem Durante uma perseguição ou abordagem, deve-se tomar alguns cuidados especiais para que não haja surpresas, tais como: - Escolher um local adequado para a abordagem; - Acionar a sirene, giroflex, etc. ; - Verificar se o veículo suspeito não está com apoio de cobertura de outro veículo; - Não ultrapassar ou mesmo colocar-se ao lado do veículo suspeito; - Solicitar apoio, quando necessário e aguardar a chegada do mesmo para proceder a abordagem; - Durante a abordagem, jamais baixar a guarda ou o nível de alerta. d) Procedimentos de Abordagem 13

14 1 - O agente de fiscalização deve se posicionar cautelosamente no eixo da via; 2 - Demonstrar claramente aos motoristas sua intenção, através dos gestos ou silvos de apito; 3 - Indicar o local de parada; 4 - Aproximar-se sempre pela traseira do veículo e o tempo todo estar atento ao movimento das mãos, parando próximo à coluna central do veículo; 5 - Cumprimentar o motorista e solicitar a documentação pessoal e a do veículo conduzido. 6 - Concomitantemente, o (os) agente (s) de fiscalização de cobertura se posicionará (ão) na retaguarda protegido (s) pela coluna traseira do veículo abordado. 7 - Ficar atento para que nenhum agente de fiscalização cruze a linha de visão do outro. FOTO 14

15 e) Abordagem de Verificação a Veículos de Carga - A abordagem a veículos de carga necessita de alguns cuidados especiais, devido à compleição física do veículo e da possibilidade de emboscadas, além da vulnerabilidade dos agentes de fiscalização. Portanto o nível de alerta deverá permanecer alto. - Os veículos de carga possuem algumas peculiaridades em relação aos veículos de passeio durante a fiscalização de verificação, tais como: a observação do tacógrafo, excesso de carga, produtos perigosos, documentação fiscal (DOF, Guia Florestal,etc) madeira, etc. - Os procedimentos de parada serão idênticos aos dos veículos de passeio, exceto que a cobertura ficará posicionada na frente do veículo abordado. 2 DEVERES E OBRIGAÇÕES DO AGENTE DE FISCALIZAÇÃO a) Conhecer a estrutura organizacional do Ibama, seus objetivos e competências como órgão executor da Política Nacional do Meio Ambiente; b) Aplicar técnicas, procedimentos e conhecimentos inerentes à prática fiscalizatória, adquiridas nos cursos de capacitação ou aperfeiçoamento; c) Cumprir as determinações da autoridade competente; d) Cumprir e fazer cumprir as normas legais destinadas à proteção, conservação e preservação dos bens ambientais; e) Participar de cursos, atualizações, treinamentos e encontros que visem ao aperfeiçoamento das suas funções, bem como conhecer e habilitar-se ao manuseio de armas de fogo; f) Apresentar relatório das atividades de fiscalização ao seu chefe imediato; g) Preencher os formulários de fiscalização, de forma concisa e legível, circunstanciando os fatos averiguados com informações objetivas e 15

16 fazendo o enquadramento legal específico, evitando a perda do impresso ou a nulidade da autuação; h) Obedecer, rigorosamente, os deveres, proibições e responsabilidades relativas ao servidor público civil da União; i) Zelar pela manutenção, uso adequado e racional dos veículos, barcos, equipamentos, armas e demais instrumentos empregados nas ações de fiscalização em geral e, especificamente, aqueles que lhes forem confiados; j) Identificar-se, previamente, sempre que estiver em ação fiscalizatória; l) Atender às necessidades do exercício da fiscalização, atuando em locais, dias e horários estabelecidos, peculiares à determinada prática fiscalizatória; m) Portar arma de modo discreto, sendo vedado o seu manuseio em locais de aglomeração popular ou estabelecimentos e empreendimentos sob fiscalização, salvo sob iminente ameaça e mediante orientação expressa do coordenador da equipe; n) Obedecer às normas quanto ao uso de espingardas e carabinas, que é restrito às ações fiscalizatórias efetuadas em área rural, rios e mar territorial ou outras que justifique o seu emprego, mediante orientação expressa da área de fiscalização; p) Atuar ostensivamente, mediante o uso do uniforme e veículo oficial identificado, salvo em situações devidamente justificadas; r) Guardar, rigorosamente, o sigilo das ações de fiscalização; s) Comunicar ao coordenador da equipe os desvios praticados e irregularidades detectadas no exercício da ação fiscalizatória; t) Devolver todo material inerente à fiscalização, por ocasião do seu afastamento da atividade de fiscalização. u) Atuar em ação fiscalizatória sempre em equipe. No caso de estar sozinho e deparar-se com infração ambiental, procurar ajuda policial ou procurar testemunhas. u) Evitar conversas isoladas com infratores ou advogados, para não ser acusado de qualquer solicitação de favorecimento. 3 FORMAS DE ATUAÇÃO DO AGENTE DE FISCALIZACÃO 3.1 DESEMPENHO DAS ATIVIDADES No desempenho de suas atividades, o agente de fiscalização tem a função de exercer o poder de polícia (discricionário) aplicando as sanções 16

17 administrativas aos agressores do meio ambiente de acordo com a legislação ambiental em vigor. O Agente, no seu papel de educador e disseminador de informações, deve orientar os usuários e a comunidade em geral, sobre a legislação ambiental, seus direitos e deveres. O objetivo dessa orientação específica para a comunidade é o rigoroso cumprimento das normas pertinentes à área ambiental, referentes a prazos, documentos a serem apresentados e demais determinações que devam ser observadas pelos diversos segmentos da sociedade, que, de alguma forma, se relacionem com o Instituto, a saber. 4 INFORMAÇÕES GERAIS 4.1 INFORMACÕES AO AUTUADO a) O autuado tem 20 (vinte) dias corridos, a partir do dia seguinte da lavratura do Auto de Infração, para pagar a multa com desconto de 30% (trinta por cento). A multa deverá ser paga através do boleto (vias brancas, azul e amarela), Banco do Brasil ou outros bancos credenciados pelo Ibama, para apresentar defesa dirigida à autoridade competente da Superintendência ou Gerencia do IBAMA onde ocorreu a infração; b) O autuado terá amplo direito para dar vista ao processo administrativo, bem como requerer cópia do mesmo, às suas custas. Se a infração constituir crime, será feita comunicação ao Ministério Público para instauração de inquérito penal; c) No caso de indeferimento de defesa, o autuado será notificado de que sua defesa foi indeferida e, após a ciência da notificação, terá o prazo de 5 (cinco) dias corridos para o pagamento de multa ou 20 (vinte) dias corridos para apresentar recurso, junto ao Superintendente/Gerente, Presidente do Ibama, Ministro do Meio Ambiente ou Presidente do CONAMA, observados os valores estabelecidos em norma do Ibama; d) Esclarecer, ainda, ao autuado, que até o julgamento do recurso, será mantido o direito do pagamento do valor da multa, com o desconto de 30% (trinta por centro), atualizando este valor, monetariamente; e) No caso de apreensão de bens, o fiel depositário, infrator ou terceiro, deve ter o cuidado com relação à manutenção, conservação e zelo que deverão ser adotados, não podendo desfazer-se dos mesmos sob pena de incorrer em crime de infiel depositário, previsto nos artigos a do Código Civil; f) No caso de obra embargada ou atividade suspensa, informar ao autuado que não poderá descumprir a sanção imposta, sob pena de se caracterizar crime de desobediência; g) Informar ao autuado da possibilidade de conversão da multa em prestação de serviço de melhoria da qualidade ambiental ou reparação do dano ambiental quando for o caso, através de Termo de Compromisso, 17

18 aprovado pela autoridade competente, podendo a multa ser reduzida conforme legislação vigente. 4.2 INFORMACÕES AO NOTIFICADO a) Informar ao Notificado que o mesmo deve comparecer à Unidade do Ibama indicada para prestar esclarecimento e/ou apresentar a documentação solicitada, no prazo estabelecido na Notificação. O não atendimento em conformidade com o requerido poderá ocasionar a aplicação de sanções administrativas cabíveis. 4.3 INFORMACÕES AO ADVERTIDO a) O advertido tem 20 (vinte) dias corridos, a partir do dia seguinte da lavratura da Advertência para apresentar defesa dirigida à autoridade competente da Superintendência ou Gerencia do IBAMA onde ocorreu a infração; b) O advertido terá amplo direito para dar vista ao processo administrativo, bem como requerer cópia do mesmo, às suas custas. c) Informar ao Advertido que nova infração constitui motivo para a lavratura de Auto de Infração e demais sansões administrativas, perdendo a condição de infrator primário. 4.4 INFORMACÕES SOBRE O CADASTRO TÉCNICO FEDERAL a) O Agente de Fiscalização deve informar a pessoa física ou jurídica da obrigação da inscrição no Cadastro Técnico Federal de Atividades de Defesa, Potencialmente Poluidoras ou Utilizadores de Recursos Ambientais, conforme norma vigente. A inscrição deve ser feita, via Internet (Rede Mundial de Computadores) no site ou através da unidade do Ibama mais próxima; b) Informar a pessoa física ou jurídica inscrita no Cadastro Técnico Federal da obrigação da entrega do Relatório de Atividade Anual, ao IBAMA, via Internet, até 31 de março de cada ano, referente às atividades do ano anterior. 5 GUIA DE PRIMEIROS SOCORROS E SOBREVIVENCIA NA SELVA Nas ações de fiscalização, muitas vezes o agente trabalha em locais e regiões sujeitas a acidentes, contaminações, enfermidades, devendo, ter a mão, um guia de primeiros socorros e um kit contendo, entre outros, os seguintes itens 5.1 Primeiros Socorros e Sobrevivência na Selva O Agente deve seguir as instruções do Manual de Primeiros Socorros e Sobrevivência na Selva 18

19 Capítulo 2 AÇÃO FISCALIZATÓRIA 19

20 1 AÇÃO FISCALIZATÓRIA Fiscalização ambiental significa toda a vigilância e controle que devem ser exercidos pelo Poder Público, visando proteger os bens ambientais das ações predatórias. Apresenta-se como uma necessidade do Estado para fazer cumprir sua missão de defensor e propugnador dos interesses relativos à ordem jurídica e social. Assim, a fiscalização deve ser acionada sempre que o interesse individual se sobrepuser ao interesse da sociedade, estando inseridas nesse contexto as infrações cometidas contra o meio ambiente. A ação fiscalizatória, exercida em nível nacional, pelo IBAMA e pelos órgãos conveniados, tem por objetivo manter a integridade do meio ambiente, bem como assegurar o uso racional dos recursos naturais e seus subprodutos, visando coibir as ações prejudiciais do homem sobre a natureza, com vistas atender as demandas classificadas em: Plano de fiscalização estabelecido; Determinação superior; Determinação judicial/ Ministério Público; Denúncia formal/informal; Ação supletiva; Ação emergencial impactante; Iniciativa própria (ação rotineira). 2 PLANEJAMENTO DA ACÃO FISCALIZATÓRIA O planejamento tem por objetivo definir uma agenda de realização das operações de forma a priorizar o atendimento, seguindo critérios de prevenção e controle dos danos ambientais, preservação do meio ambiente e o bem-estar da coletividade. Para tanto, deverá ser elaborado um Plano de Fiscalização padronizado pela CGFIS/DIPRO, prevendo-se para a ação fiscalizatória o material e informações necessárias à perfeita execução da missão, conforme especificação a seguir: 2.1 FORMULÁRIOS Ordem de Fiscalização Termo de Inspeção Levantamento de Produto Florestal - Madeira In-Natura Levantamento de Produto Florestal - Madeira Beneficiada Auto de Infração Relação de Pessoas Envolvidas na Infração Ambiental Termo de Apreensão/Depósito/Embargo/Interdição Termo de Doação/Soltura Termo de Incineração/Destruição Notificação Certidão Relatório de Fiscalização 20

21 2.2 EQUIPAMENTOS, EMBARCAÇÕES E VEÍCULOS Máquina Fotográfica GPS Trena/Paquímetro Balança Lacres Carimbos Rádios de comunicação Armamento Clinômetro Notebook Palm-top, Auto-trac Filmadora Binóculo Motoserra ALTÍMETRO Kit teste/coleta Armamento Embarcações e veículos adequados 2.3 LEGISLAÇÃO 2.4 TABELA DE CODIFICAÇÃO DAS INFRAÇÕES AMBIENTAIS 2.5 RECURSOS HUMANOS E FINANCEIROS Servidores qualificados e com perfil exigidos para cada tipo de operação, bem como o quantitativo adequado. Recursos financeiros necessários para a operação, de acordo com o planejamento descrito em formulário padronizado pela CGFIS/DIPRO. 2.6 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO a) SICAFI: Sistema de Cadastro, Arrecadação e Fiscalização Pesquisar, no SICAFI, no módulo CADASTRO TÉCNICO FEDERAL, informações relativas a pessoas físicas e jurídicas, com vistas a verificar se estão regulares quanto à apresentação de relatório anual de atividades, licenças ambientais, disposição de resíduos e demais informações que se fizerem necessárias. Pesquisar, no SICAFI, no módulo FISCALIZAÇÃO, informações relativas a pessoas físicas e jurídicas, com vistas a verificar autuações, fiel depositário, embargo, interdição e demais informações relevantes para a ação fiscalizatória. b) DOF: Documento de Origem Florestal Pesquisar, no Sistema DOF, informações relativas a pessoas físicas e jurídicas, no que diz respeito aos DOF s emitidos no período pertinente a 21

22 operação, cancelados, empresas bloqueadas, estoque, conversões e demais informações relevantes para a ação fiscalizatória. c) SISLIC: Sistema de Licenciamento Ambiental (ver na DILIC) d) SISLIV: Sistema da Linha Verde (ver na Linha Verde) e) SISPASS: Sistema de Cadastro de Passeriformes (ver Cabral/IN 001/2003) f) SISPROF: Sistema de Produtos Florestais (ver DIREF) 3 PROCEDIMENTOS PARA AUTUAÇÃO a) Se constatada a ocorrência de infração ambiental, tipificá-la de acordo com a Tabela de Codificação das Infrações Administrativas; b) Para cada ilícito deverá ser lavrado um Auto de Infração; c) Se o infrator for pessoa jurídica, o Auto de Infração deverá ser lavrado em nome da razão social. Não havendo documentação completa, lavrá-lo em nome do proprietário ou do responsável direto; d) Se o infrator for pessoa física, o campo 2 deve ser preenchido com o CPF e o campo 6 com a Carteira de Identidade/Título de Eleitor/Carteira Profissional/Passaporte, pois o campo em branco dificulta o cadastramento do Auto de Infração no SICAFI. Independente da existência, ou não, da documentação, o Auto de Infração deve ser lavrado. e) Nas infrações decorrentes de transporte, o Auto de Infração deverá ser lavrado em nome do emitente da Nota Fiscal (proprietário/responsável pelo produto transportado). Caso não haja Nota Fiscal ou qualquer outro documento que o identifique, o Auto de Infração deverá ser lavrado em nome do condutor; (ver orientações PROGE) f) O condutor do veículo deverá ser qualificado na Relação de Pessoas Envolvidas na Infração Ambiental, como co-responsável; (ver orientações PROGE) g) Na impossibilidade da lavratura do Auto de Infração, por motivo de evasão do infrator, o Agente de Fiscalização deve lavrar os termos pertinentes à infração: (ver orientações PROGE) h) No caso de não ser possível retirar os produtos/subprodutos no local da infração, o agente deve verificar, junto a sua Unidade, a possibilidade de remoção para local de depósito, quando será lavrado o Termo; (ver orientações PROGE/minuta de IN destinação/orientações específicas/bens apreendidos) i) Os bens apreendidos deverão ficar sob a responsabilidade do órgão que procedeu a apreensão ou poderão ser confiados, preferencialmente, à guarda de fiel depositário: Prefeitura Municipal; Polícia Florestal, Rodoviária ou Militar; Corpo de Bombeiros; Secretaria Estadual ou Municipal de Meio Ambiente; Órgãos Públicos; Entidades Ambientalistas ou similares e Entidades não-governamentais; 22

23 j) Quando o autuado for o fiel depositário do bem apreendido, esta condição deve ser assinalada nos campos específicos do Termo; k) Quando o infrator não for o depositário fiel, será lavrado um Termo de Apreensão em nome do infrator e um Termo de Depósito em nome daquele que ficar como fiel depositário; l) Especificar e quantificar corretamente o bem apreendido, que foi confiado a fiel depositário, bem como atribuir o valor do mesmo, o mais aproximado da realidade, observadas as peculiaridades locais e regionais, principalmente a pauta da Receita Estadual. Não atribuir valor para infrações da fauna silvestre nativa; m) O Agente deve proceder ao embargo da obra (construção de estrada, barragem, aterro, linhas de transmissão de energia, dutos, oleodutos, desmatamento, manejo, etc.) lavrando o respectivo Termo de Embargo ; n) Os produtos e subprodutos da fauna não perecíveis, que não forem doados, serão destruídos, lavrando-se um Termo de Destruição/Incineração correspondente; o) Os equipamentos, os petrechos e os demais instrumentos utilizados na infração serão vendidos pelo órgão responsável pela apreensão, garantida a sua descaracterização por meio de reciclagem; p) Os petrechos e instrumentos de uso proibido, utilizados em infrações ambientais da fauna e pesca, serão destruídos mediante lavratura do Termo de Destruição/Incineração ; q) As substâncias, os produtos e subprodutos químicos não reaproveitáveis, serão destruídos, em locais apropriados, com o acompanhamento de técnicos ou instituições habilitadas; r) O Termo de Destruição/Incineração deve conter o dia, mês e ano, o local, a descrição dos produtos/subprodutos/substâncias, a quantidade, a unidade de medida, devendo ser assinado pelo Agente e testemunhas; s)o Agente deve proceder a suspensão parcial ou total das atividades (estabelecimentos comerciais, industriais, de beneficiamento, consumo de produtos e subprodutos da flora, fauna, pesca e degradação ambiental), preenchendo o formulário Termo de Interdição ; (ver orientações PROGE/orientações específicas/embargo/interdição) t) Concluída a ação de fiscalização, o Agente deve relatar, de forma clara e objetiva, os resultados alcançados, utilizando o formulário próprio, denominado Relatório de Fiscalização, anexando ao mesmo o laudo técnico, a documentação pertinente, como fotografias, mapas e amostras, indicando a necessária a recuperação do dano; u) Se a obra ou a atividade não estiver autorizada, licenciada, registrada, adotar as providências necessárias para a obtenção de mandado de busca objetivando o acesso ao local; (ver orientações PROGE) 23

24 v) Em situações emergenciais que possam caracterizar um flagrante se o acesso estiver bloqueado, o Agente deve forçar a entrada, removendo os obstáculos, adotando as providências cabíveis. (ver orientações PROGE) w) Ante a incerteza de flagrante delito, deve a fiscalização agir com cautela e a prudência buscando localizar o proprietário da área para solicitar-lhe autorização para adentrar e realizar as diligências necessárias na propriedade. Não sendo autorizada a entrada, solicitar autorização por mandado judicial. Na certeza de flagrante delito pode a fiscalização adentrar na propriedade sem a necessidade de autorização judicial. Nos casos em que a fiscalização promover o rompimento de qualquer obstáculo (cadeado, correntes, etc.) deverá restituir a coisa em mesma qualidade e quantidade. (ver orientações PROGE) 4 TÉCNICAS DE ABORDAGEM 4.1 FISCALIZAÇÃO EM AEROPORTOS A fiscalização em aeroportos é uma atividade auxiliar no combate a biopirataria, ao tráfico de produtos e subrpodutos da flora, fauna e pesca, assim como espécimes silvestres e ao desvio ou abuso de licenças de exportação ou importação. A atuação em aeroportos, por ocorrer em áreas de segurança, deve ser realizada em cooperação e harmonia com órgãos envolvidos na administração aeroportuária, como a Aeronáutica, INFRAERO, MAPA, ANVISA, Polícia Federal e Receita Federal, de acordo com a situação local. Toda a orientação local quanto à segurança deve ser respeitada. Quando necessário, treinamentos de segurança são administrados pela administração do aeroporto. Cooperação com os operadores de máquinas de Raios X também é fundamental para maior sucesso de fiscalização. A fiscalização em aeroportos pode ser fixa, cobrindo as vinte e quatro horas do dia, ou dirigida a horários e vôos cujas rotas impliquem maior risco. Pode também ser eventual, motivada por informações dos serviços de inteligência do IBAMA, das polícias ou de outros órgãos. No caso de suspeita de passageiros com objetos da flora, fauna e recursos pesqueiros ou espécimes da fauna solicitar a Polícia Federal fazer a abordagem pessoal de forma a identificar as possíveis irregularidades. 4.2 PORTOS E PORTOS SECOS A abordagem de passageiros em portos, quando for o caso, deverá ocorrer no momento em que o mesmo adentra a área de fiscalização aduaneira, ou seja, simultânea à fiscalização da Receita Federal; 24

25 A atuação em portos e portos secos complementa a fiscalização sobre toda a cadeia de produção e transporte de produtos a ela sujeitos; A exemplo da fiscalização de aeroportos, deve ser realizada em cooperação e harmonia com a administração e demais órgãos envolvidos, como, Capitania dos Portos, Marinha, Polícia Federal e Receita Federal, respeitando-se as normas locais de segurança, dependendo do órgão que administra o porto específico; Evitar comportamento exibicionista no que diz respeito à conduta/armamento para evitar constrangimentos; Deve ser feita de forma discreta, embora com firmeza e educação. 4.3 FISCALIZAÇÃO DE TRANSPORTE Transporte Rodoviário a) Orientar o motorista a estacionar o veículo de forma segura, caso o mesmo esteja em movimento ou localizar o motorista, caso esteja parado/estacionado; b) Aproximar-se do veículo, sempre pelo lado do motorista e nunca pela frente, para evitar atropelamento no caso de uma saída brusca; c) Não ficar muito perto das portas, por medida de segurança, em caso de abertura brusca das mesmas; d) Não adotar postura exibicionista no que diz respeito a conduta/armamento, para não causar constrangimento ao condutor do veículo e demais pessoas envolvidas no caso; e) Durante a fiscalização, a equipe deve manter vigilância constante sobre os ocupantes do veículo e arredores, para garantir a total segurança; f) Se o condutor desobedecer à solicitação de parada do veículo, a equipe deve, verificar a possibilidade de persegui-lo ou solicitar, imediatamente, o auxílio a um Posto da Polícia Rodoviária, para interceptação do veículo. g) No caso de veiculo parado ou estacionado localizar o condutor identificando-se, esclarecendo os motivos de sua missão, solicitando ao mesmo que se dirija ao veículo para a fiscalização ambiental Transporte Hidroviário Transporte Ferroviário a) Abordar o trem para inspeção, numa ocasião em que esteja parado na estação ou no terminal; 25

26 b) Evitar comportamento exibicionista no que diz respeito à conduta/armamento para não causar constrangimento ao condutor do trem e demais pessoas envolvidas no caso Transporte Aéreo a) A abordagem de passageiros, quando necessária, deverá ocorrer no momento em que este adentra a área do portão de embarque; b) Deverá ser feita com discrição, educação e firmeza; c) Evitar comportamento exibicionista quanto à ação e armamento. 5 INSTALAÇÕES DE BARREIRAS 5.1 CONCEITO Barreira é um instrumento utilizado na ação fiscalizatória, instalada em local estratégico de forma a facilitar a abordagem de veículos/pessoa, bem como causar obstáculos ao cometimento de ilícitos ambientais. 5.2 CLASSIFICAÇÃO Barreira Fixa - instalada em local determinado, observando-se as rotas de transporte de produtos florestais, faunísticos e pesqueiros, produtos perigosos, permanecendo por determinado tempo no local definido, principalmente as bases da polícia rodoviária, florestal e receita federal/estadual. Barreira Móvel - modalidade que permanece em determinado local por um curto período, deslocando-se constantemente conforme a demanda de veículos trafegando em outras vias. Barreira Mista modalidade com base fixa com equipes volantes que se deslocam para a região do entorno, de forma a evitar desvios e retornos dos veículos/pessoas. 5.3 PROCEDIMENTOS PARA INSTALAÇÃO DE BARREIRAS a) Na instalação de barreira, alguns instrumentos são de fundamental importância, tais como: placas de sinalização, cones para o desvio do tráfego, coletes reflexivos, lanternas adequadas, mesa dobrável com cadeiras, rádios intercomunicadores, autotrac, palmtop, câmaras fotográficas, lacres, fita gomada, trena, recipientes com óleo queimado para iluminação noturna, armas e munições, adequadas para situações de emergência, podendo ser de pequeno, médio e longo alcance; b) Sempre que possível, procurar instalar as barreiras próximas a Postos da Polícia Rodoviária Federal e Estadual ou da Receita Estadual, visando 26

27 facilitar a segurança da equipe, bem como o depósito dos bens apreendidos; c) Para garantir maior segurança dos componentes da equipe, solicitar o apoio da Polícia Federal, Polícia Florestal, Polícia Rodoviária ou de outras corporações militares que possam prestar auxílio à fiscalização. 6 PROCEDIMENTOS DA AÇÃO FISCALIZATÓRIA O Brasil tem a maior biodiversidade do mundo e, sua flora contém mais ou menos 55 (cinqüenta e cinco) mil espécies de plantas superiores conhecidas e a maioria é usada pelo ser humano como fonte de alimento, como matéria-prima para construção, na fabricação de móveis, na produção de medicamentos, no uso de aromatizantes, como ornamentação, nos projetos de paisagismo, entre outras aplicações. A atividade de fiscalização do IBAMA objetiva garantir que os recursos naturais do país sejam explorados racionalmente, em consonância com as normas e regulamentos estabelecidos para o seu desenvolvimento sustentável, visando diminuir a ação predatória do homem sobre a natureza e fomentar o desenvolvimento de técnicas de cultivo e manejo que garantam a sustentabilidade econômica e ecológica. Neste sentido, é de primordial importância, que os instrumentos de sempre atualizados, de maneira racional e obedecendo a um padrão pré orientação e consulta tais como; normas, regulamentos e manuais, estejam definido e de acordo com a legislação ambiental em vigor e com as diretrizes e estratégias da Política Nacional do Meio Ambiente. A seguir serão apresentados em blocos específicos, por segmento, procedimentos para facilitar a ação dos agentes de fiscalização em Operações Específicas, com vistas a minimizar erros e maximizar a eficiência e eficácia das Ações Fiscalizatórias empreendidas por esse instituto, conveniados e parceiros. Vale ressaltar que as referidas ações só fazem sentido quando desenvolvidas em consonância com todos órgãos que atuam em defesa do Meio Ambiente, na esfera federal, estadual ou municipal, organizações não governamentais e, até mesmo organismos internacionais que atuam em busca de um único objetivo que é; a busca da sobrevivência do nosso planeta. 27

28 6.1 FLORA O Brasil tem a maior biodiversidade do planeta e sua flora contém mais ou menos 55 (cinqüenta e cinco) mil espécies de plantas superiores conhecidas e a maioria é usada pelo ser humano como fonte de alimento, como matéria-prima para construção, na fabricação de móveis, na produção de medicamentos, no uso de aromatizantes, como ornamentação, nos projetos de paisagismo, entre outras aplicações. A atividade de fiscalização do Ibama objetiva garantir que os recursos naturais do país sejam explorados racionalmente, em consonância com as normas e regulamentos estabelecidos para o seu desenvolvimento sustentável, visando diminuir a ação predatória do homem sobre a natureza e fomentar o desenvolvimento de técnicas de cultivo e manejo que garantam a sustentabilidade econômica e ecológica. 28

29 6.1.1 FISCALIZAÇÃO EM PROPRIEDADES RURAIS Desmatamento I - Conceito: Supressão total ou parcial da vegetação nativa numa determinada área, para fins agrícolas, pastoris, florestais, de pesquisa científica e tecnológica, bem como, empreendimentos gerais. II - Procedimentos: a) Verificar a priori, a imagem georreferenciada do desmatamento ou in loco e constatar o desmatamento; b) Solicitar a presença do proprietário ou pessoa que possa representá-lo (gerente, capataz, sócio, empregado, esposa, filho), devidamente identificado; c) Solicitar documento de comprovação da titularidade da propriedade; d) Solicitar a apresentação do Certificado de Regularidade no Cadastro Técnico Federal (CTF), do Relatório de Atividade Anual, licenças ambientais, se for o caso, autorizações e CNPJ/CPF, verificando a correlação e veracidade destes documentos; e) Verificar se a licença ambiental está dentro do seu prazo de validade, assim como seus objetivos e se contém rasura, se for o caso. f) Solicitar a apresentação da Autorização de Desmatamento e verificar; se a área e o local desmatados correspondem aos autorizados e se o desmatamento não atingiu áreas de Preservação Permanente, Reserva Legal ou alguma das espécies protegidas por lei ou norma (aroeira, pequizeiro, castanheira, buriti, seringueira, araucária, etc.); g) Capturar e registrar com o auxílio do GPS as coordenadas geográficas no Auto de Infração ou na Notificação, se necessário utilizar o verso e quando possível registrar também os pontos nos limites das áreas alvo de infração (poligonais); h) Solicitar a licença ambiental quando for o caso i) Verificar na Licença Ambiental o prazo de validade, rasuras, bem como o cumprimento de suas condicionantes; j) Solicitar apresentação de licença de porte e uso de motosserra. l) Quantificado e tipificar o produto florestal encontrado na área; 29

30 III - Situações que Caracterizam Infração: a) Desmatamento sem autorização do órgão competente ou em local diferente do autorizado; b) Desmatamento superior ao autorizado; c) Desmatamento sem licença ambiental, quando for obrigatória; d) Exploração com Autorização de Desmatamento vencida, rasurada (especificar o número do campo), falsificada ou utilizada em desacordo; e) Desmatamento em área de reserva legal, preservação permanente, sem autorização do órgão competente e de espécies preservadas pelo poder público (aroeira, pequizeiro, castanheira, buriti, seringueira, araucária, etc.). f) Queima da área sem autorização ou queima do produto florestal para fins de limpeza de área; g) Utilização de motosserra sem a licença de porte e uso, ou com licença vencida/falsificada/adulterada. h) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o registro ou norma; i) Falta de Certificado de Regularidade no CTF e de entrega do Relatório de Atividade Anual; (Ver no CTF SUPES/GEREX/SAR) j) Falta de Licença Ambiental para o desenvolvimento da atividade; l) Descumprimento das condicionantes da Licença Ambiental; IV - Observações: a) Caso não seja apresentada a Autorização de Desmatamento no ato da fiscalização e o responsável alegar que a possui, notificar, determinando um prazo para a apresentação da mesma. Não sendo apresentada a documentação solicitada no prazo determinado na Notificação, proceder a Autuação e demais procedimentos administrativos. b) Caracterizada a infração, verificar as situações em que se aplicam o embargo das atividades, assim como apreensão, lavrando-se os respectivos Termos; d) Caso a pessoa física ou jurídica desenvolva várias atividades deve ser embargada apenas a atividade irregular; c) O agente deverá ainda, verificar se o desmatamento atingiu área de Preservação Permanente, Reserva Legal, Unidade de Conservação e 30

31 seu entorno e, em caso positivo, proceder separadamente a medição da área atingida em hectare, verificar se foram atingidas espécies preservadas pelo poder público (aroeira, pequizeiro, castanheira, buriti, seringueira, araucária, etc.), d) O produto florestal encontrado no local do desmatamento deverá ser objeto de apreensão e demais procedimentos administrativos; e) possibilidade da lavratura de dois autos de infração em processo de desmatamento cometido por infrator ambiental numa área contígua atingindo, simultaneamente, atributos de área de preservação permanente, reserva legal e de área economicamente explorável. (VERIFICAR NAS SUPES/GEREX/DITEC/JURÍDICO f) O fiscal pode restringir-se apenas a um auto de infração, quando a segunda irregularidade for irrelevante. Neste caso deve prevalecer o bom senso. (VERIFICAR NAS SUPES/GEREX/DITEC/JURÍDICO g) Possibilidade de aplicação de sanções em desmate irregular antigo, pela ação de impedir a regeneração natural da área desmatada, já que esta é de caráter continuado, a exemplo de uma casa construída, de uma lavoura em crescimento, de uma criação extensiva de animais, observando no caso quanto o tempo da construção e da implantação das culturas, quanto ao princípio da irretroatividade da lei no tempo. Não cabe qualquer sanção administrativa, embora seja de responsabilidade do adquirente a recuperação do dano, nos termos da Constituição Federal, no tocante as áreas protegidas. (VERIFICAR NAS SUPES/GEREX/DITEC/JURÍDICO h) Na ocorrência de obstáculos, como porteiras e cercas que impeçam as rotinas da fiscalização em campo ou em lugares remotos, deve a fiscalização agir com a cautela e a prudência necessárias, ante a incerteza de flagrante delito. i) Deve a fiscalização agir com cautela e prudência, buscando localizar o proprietário da área para solicitar-lhe autorização para adentrar e realizar as diligências necessárias na propriedade. Não sendo autorizada a entrada, solicitar autorização por mandado judicial. Na certeza de flagrante delito pode a fiscalização adentrar na propriedade sem necessidade de autorização judicial. Nos casos em que a fiscalização promover o rompimento de qualquer obstáculo (cadeado, correntes, etc.) deverá restituir a coisa em mesma qualidade e quantidade. j) Havendo possibilidade de risco de dano ambiental grave ou irreversível, pelo não cumprimento da condicionante, apurado mediante laudo técnico, deve ser lavrado o auto de infração, aplicando-se o disposto no inciso VI do 1 o do art. 41 do Decreto n 3.179/99, sem prejuízo da suspensão da licença. 31

32 - Não havendo risco de dano ambiental, o empreendedor deverá ser notificado para adimplir a condicionante, no prazo determinado na notificação, sob pena de suspensão da licença e imposição de multa, prevista no art. 44, in fine, do Decreto n 3.179/99, com o imediato embargo ou suspensão da obra ou atividade, sem prejuízo das demais sanções ou lavratura de novo auto de infração por infração específica. (VERIFICAR NAS SUPES/GEREX/JURÍDICO l) Em caso de obras civis, aplica-se a sanção de embargo de obra, tendo em vista que se paralisa a atividade como um todo, impedindo qualquer interferência no local. Aplica-se a sanção de embargo de atividade quando esta diz respeito à paralisação da atividade de uma área ou de uma determinada atividade, tal como: desmatamento, plantações etc. Quanto à sanção de suspensão de atividade, pode ser aplicada a uma das fases da produção ou comercialização, independentemente da área. (VERIFICAR NAS SUPES/GEREX/JURÍDICO m) Verificar se houve queima na área Queima Controlada I - Conceito: Uso de fogo para práticas agrosilvipastoris conforme técnicas préestabelecidas, para que o fogo seja mantido dentro dos limites estabelecidos, ou seja, como ferramenta para eliminar restos de exploração florestal, restos de cultura e para renovação de pastagem, conforme técnicas pré-estabelecidas, para que o fogo seja mantido dentro dos limites estipulados. II - Procedimentos: a) Constatar a atividade de fogo na área (fazenda, sítio, chácara, etc.); b) Solicitar a presença do proprietário ou pessoa que possa representálo (gerente, capataz, sócio, empregado, esposa, filho) devidamente identificada; c) Solicitar a apresentação do Certificado de Regularidade no Cadastro Técnico Federal, do Relatório de Atividade Anual, licenças ambientais, se for o caso, autorizações e CNPJ/CPF, verificando a correlação e veracidade destes documentos; d) Verificar se a licença ambiental está dentro do seu prazo de validade, assim como seus objetivos e se contém rasura, se for o caso. 32

33 (VERIFICAR NAS SUPES/GEREX/DITEC A OBRIGATORIEDADE DA LICENÇA) e) Solicitar a Autorização de Queima Controlada, verificando a autenticidade, a validade e o objetivo e, se a área queimada corresponde à área autorizada e, se houve desmatamento autorizado, quando for o caso. III - Situações que Caracterizam Infração: a) Queimada sem autorização ou em desacordo com a mesma; b) Queimada superior à autorizada; c) Queimada em local diferente do autorizado; d) Autorização de queima vencida, rasurada (especificar o número do campo), falsificada, adulterada. e) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o registro ou norma; f) Falta de Certificado de Regularidade no CTF e de entrega do Relatório de Atividade Anual (Ver no CTF SUPES/GEREX/SAR) g) Falta de Licença Ambiental para o desenvolvimento da atividade, se for o caso; (VERIFICAR NAS SUPES/GEREX/DITEC A OBRIGATORIEDADE DA LICENÇA) IV - Observações: a) No caso da queimada atingir áreas de Preservação Permanente, de Reserva Legal, Unidades de Conservação e seu entorno proceder a medição das áreas atingidas em hectare/fração e posterior autuação e demais procedimentos administrativos; b) Lavrar o Auto de Infração apenas sobre o excedente da autorização; 33

34 c) possibilidade da lavratura de dois autos de infração em processo de desmatamento cometido por infrator ambiental numa área contígua atingindo, simultaneamente, atributos de área de preservação permanente, reserva legal e de área economicamente explorável. (VERIFICAR NAS SUPES/GEREX/DITEC/JURÍDICO d) O fiscal pode restringir-se apenas a um auto de infração, quando a segunda irregularidade for irrelevante. Neste caso deve prevalecer o bom senso. (VERIFICAR NAS SUPES/GEREX/DITEC/JURÍDICO e) Na ocorrência de obstáculos, como porteiras e cercas que impeçam as rotinas da fiscalização em campo ou em lugares remotos, deve a fiscalização agir com a cautela e a prudência necessárias, ante a incerteza de flagrante delito. Obs.:A fiscalização deve agir com cautela e prudência, buscando localizar o proprietário da área para solicitar-lhe autorização para adentrar e realizar as diligências necessárias na propriedade. Não sendo autorizada a entrada, solicitar autorização por mandado judicial. Na certeza de flagrante delito pode a fiscalização adentrar na propriedade sem necessidade de autorização judicial. Nos casos em que a fiscalização promover o rompimento de qualquer obstáculo (cadeado, correntes, etc.) deverá restituir a coisa em mesma qualidade e quantidade. (VERIFICAR NAS SUPES/GEREX/JURÍDICO f) Sempre que possível o Auto de Infração deve ser acompanhado pelo laudo pericial. d) Caso a pessoa física ou jurídica pratique irregularidade na queima deve ser embargada apenas a atividade irregular; Manejo Florestal I - Conceito: 34

35 Conjunto de técnicas para exploração da floresta visando obtenção de benefícios econômicos e sociais, respeitando os mecanismos de sustentabilidade do ecossistema. II - Procedimentos: a) Constatar a atividade de Manejo Florestal; b) Solicitar a presença do proprietário ou pessoa que possa representálo (gerente, capataz, sócio, empregado, esposa, filho, responsável técnico) devidamente identificado; c) Solicitar a apresentação do Certificado de Regularidade no Cadastro Técnico Federal, do Relatório de Atividade Anual, licenças ambientais, se for o caso, autorizações e CNPJ/CPF, verificando a correlação e veracidade destes documentos; d) Solicitar a licença ambiental quando for o caso e) Verificar na Licença Ambiental o prazo de validade, rasuras, bem como o cumprimento de suas condicionantes; f) Solicitar a apresentação de Autorização para Exploração sob regime de manejo florestal sustentável; g) Localizar a área do Plano de Manejo com base no mapa da propriedade, h) Verificar qual a empresa que está explorando a respectiva área; VERIFICAR NA SUPES/GEREX/DITEC i) Verificar se Unidade de Produção Anual UPA ou talhão e as espécies exploradas conferem com as constantes da Autorização de Exploração; VERIFICAR NA SUPES/GEREX/DITEC j) Verificar se os documentos de transporte (DOF, Guia Florestal, etc.), estão sendo utilizados corretamente pelo detentor do Plano de Manejo; 35

36 l) Verificar se as árvores ou tocos estão com suas respectivas plaquetas de identificação numéricas apostas, quando exigido, para que possam ser identificadas no mapa logístico; VERIFICAR NA SUPES/GEREX/DITEC m) Solicitar licença de porte e uso de motosserra; n) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o registro ou norma; o) Falta de Certificado de Regularidade no CTF e de entrega do Relatório de Atividade Anual ; (Ver no CTF SUPES/GEREX/SAR) p) Quantificar e tipificar o produto florestal encontrado na área; III - Situações que Caracterizam Infração: a) Manejo Florestal sem autorização de exploração; b) Exploração de espécies não autorizadas (aroeira, pequizeiro, castanheira, seringueira, etc.) e demais não previstas na autorização de exploração do plano de manejo; c) Volume explorado superior ao autorizado; d) Autorização vencida (desde que esteja havendo a exploração), rasurada (especificar o número do campo), falsificada, adulterada ou utilizada em desacordo; e) Documentos de transporte (DOF, Guia Florestal, etc.) vencidos, falsificados, adulterados ou utilizados em desacordo. f) Falta de plaquetas de identificação nas árvores e tocos, quando exigido; VERIFICAR NA SUPES/GEREX/DITEC 36

37 g) Utilização de motosserra sem licença de porte e uso ou com licença vencida/falsificada/adulterada. h) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o registro ou norma; i) Falta de Certificado de Regularidade no CTF e de entrega do Relatório de Atividade Anual (Ver no CTF SUPES/GEREX/SAR) j) Falta de Licença Ambiental para o desenvolvimento da atividade; l) Descumprimento das condicionantes da Licença Ambiental; IV - Observações: a) Caso não seja apresentada a Autorização de Exploração Florestal no ato da fiscalização e o responsável alegar que a possui, notificar, determinando um prazo para a apresentação da mesma. Não sendo apresentada a documentação solicitada no prazo determinado na Notificação, proceder a Autuação e demais procedimentos administrativos.; b) Caracterizada a infração, verificar as situações em que se aplicam o embargo das atividades, assim como apreensão, lavrando-se os respectivos Termos; c) Caso o extrator desenvolva várias atividades deve ser embargada apenas a atividade irregular; d) O agente deverá ainda, verificar se a área explorada do manejo florestal atingiu área de Preservação Permanente, Reserva Legal autorizada, Unidade de Conservação e seu entorno e, em caso positivo, proceder separadamente a medição da área atingida em hectare, verificar se foram atingidas espécies preservadas pelo poder público (aroeira, pequizeiro, castanheira, buriti, seringueira, araucária, etc.), e) O produto florestal encontrado na área do plano de manejo será objeto de apreensão e demais procedimentos administrativos. 37

38 f) Havendo possibilidade de risco de dano ambiental grave ou irreversível, pelo não cumprimento da condicionante, apurado mediante laudo técnico, deve ser lavrado o auto de infração, aplicando-se o disposto no inciso VI do 1 o do art. 41 do Decreto n 3.179/99, sem prejuízo da suspensão da licença. - Não havendo risco de dano ambiental, o empreendedor deverá ser notificado para adimplir a condicionante, no prazo determinado na notificação, sob pena de suspensão da licença e imposição de multa, prevista no art. 44, in fine, do Decreto n 3.179/99, com o imediato embargo ou suspensão da obra ou atividade, sem prejuízo das demais sanções ou lavratura de novo auto de infração por infração específica. (VERIFICAR NAS SUPES/GEREX/JURÍDICO g) Em caso de obras civis, aplica-se a sanção de embargo de obra, tendo em vista que se paralisa a atividade como um todo, impedindo qualquer interferência no local. Aplica-se a sanção de embargo de atividade quando esta diz respeito à paralisação da atividade de uma área ou de uma determinada atividade, tal como: desmatamento, plantações etc. Quanto à sanção de suspensão de atividade, pode ser aplicada a uma das fases da produção ou comercialização, independentemente da área. (VERIFICAR NAS SUPES/GEREX/JURÍDICO Fiscalização em Empreendimentos e Atividades Florestais A) ATIVIDADES UTILIZADORAS DE RECURSOS NATURAIS DE ORIGEM VEGETAL I - Conceito: Pessoa Física ou Jurídica que se dedica à atividade de extração de produtos de origem florestal nativa, utiliza recursos florestais na produção de carvão, achas, lascas, mudas florestais nativas, bem como, à utilização da diversidade biológica através da biotecnologia. II - Procedimentos: a) Constatar a modalidade da atividade exercida 38

39 b) Solicitar a presença do proprietário ou da pessoa que possa representá-lo (gerente, capataz, sócio, empregado, esposa, filho), devidamente identificado; c) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o Anual; (Ver no CTF SUPES/GEREX/SAR) d) licitar a licença ambiental quando for o caso e)verificar na Licença Ambiental o prazo de validade, rasuras, bem como o cumprimento de suas condicionantes; f) Solicitar licença de porte e uso de motosserra; g) Solicitar a apresentação dos documentos de transporte (DOF, Guia Florestal, Nota Fiscal, etc.) que se encontram em poder do produtor e extrator, (entrada e saída) e verificar no sistema DOF a validade dos documentos fornecidos. h) Quantificar e tipificar os produtos e subprodutos em estoque produzidos e comercializados com base nos documentos citados acima, quando for o caso; III - Situações que Caracterizam Infração: a) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o registro ou norma; b) Falta de Certificado de Regularidade no CTF e de entrega do Relatório de Atividade Anual ; c) Falta de Licença Ambiental para o desenvolvimento da atividade, quando for o caso; d) Descumprimento das condicionantes da Licença Ambiental, quando for o caso; e) Recebimento/comercialização de produto/subproduto sem documento de transporte (DOF, Guia Florestal, etc.). 39

40 f) Divergência de volume e essências florestais entre o saldo atual dos sistemas de controle de produtos florestais e o estoque encontrado no extrator e produtor (armazenamento sem origem comprovada). g) Alguma situação que caracteriza infração relativa à biopirataria GRUPO DE BIOPIRATARIA IV - Observações: a) Verificar as possíveis infrações relativas à poluição e degradação na empresa vistoriada, tais como lançamento de resíduos, depósito de óleo e combustível, lavagem das peças, troca de óleo das máquinas, caminhões e outros veículos com possíveis derramamentos, infiltrações no lençol freático ou lançamento em cursos d água, lagos, etc. b) Caracterizada a infração, verificar as situações em que se aplicam o embargo/interdição das atividades, assim como apreensão, lavrando-se os respectivos Termos; c) Caso a empresa desenvolva várias atividades deve ser interditada apenas a atividade irregular; d) Caso a pessoa física ou jurídica desenvolva várias atividades deve ser embargada/interditada apenas a atividade irregular; B) ATIVIDADES DE CONSUMO DE PRODUTO/SUBPRODUTO FLORESTAL I - Conceito: Pessoa jurídica que se dedica à atividade industrial, utilizando, como fonte de energia, produtos/subprodutos florestais. II - Procedimentos: a) Constatar a modalidade da atividade exercida b) Solicitar a presença do proprietário ou da pessoa que possa representá-lo (gerente, sócio, empregado), devidamente identificado; 40

41 c) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o Anual; (Ver no CTF SUPES/GEREX/SAR) d) solicitar a licença ambiental quando for o caso e) Verificar na Licença Ambiental o prazo de validade, rasuras, bem como o cumprimento de suas condicionantes; g) Solicitar a apresentação dos documentos de transporte (DOF, Guia Florestal, Nota Fiscal, etc.) que se encontram em poder do produtor e extrator, (entrada e saída) e verificar no sistema DOF a validade dos documentos fornecidos. h) Quantificar e tipificar os produtos e subprodutos em estoque produzidos e comercializados com base nos documentos citados acima, quando for o caso; III - Situações que Caracterizam Infração: a) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o registro ou norma; b) Falta de Certificado de Regularidade no CTF e de entrega do Relatório de Atividade Anual ; c) Falta de Licença Ambiental para o desenvolvimento da atividade, quando for o caso; d) Descumprimento das condicionantes da Licença Ambiental, quando for o caso; e) Recebimento/comercialização de produto/subproduto sem documento de transporte (DOF, Guia Florestal, etc.). f) Divergência de volume e essências florestais entre o saldo atual dos sistemas de controle de produtos florestais e o estoque encontrado no extrator e produtor (armazenamento sem origem comprovada). IV - Observações: 41

42 a) Verificar as possíveis infrações relativas à poluição e degradação na empresa a vistoriada, tais como lançamento de resíduos, depósito de óleo e combustível, lavagem das peças, troca de óleo das máquinas, caminhões e outros veículos com possíveis derramamentos, infiltrações no lençol freático ou lançamento em cursos d água, lagos, etc. b) Caracterizada a infração, verificar as situações em que se aplica a interdição das atividades, assim como apreensão, lavrando-se os respectivos Termos; c) Caso a empresa desenvolva várias atividades deve ser interditada apenas a atividade irregular; FISCALIZAÇÃO EM EMPREENDIMENTOS E ATIVIDADES FLORESTAIS Atividade De Desenvolvimento Florestal I - Conceito: Atividade realizada por pessoa física ou jurídica relativo à administração de florestas plantadas e de consultoria do setor florestal. II - Procedimentos: a) Constatar a modalidade da atividade exercida b) Solicitar a presença do proprietário ou da pessoa que possa representá-lo (gerente, capataz, sócio, empregado, esposa, filho), devidamente identificado; c) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o Anual; (Ver no CTF SUPES/GEREX/SAR) d) licitar a licença ambiental, quando for o caso; e)verificar na Licença Ambiental o prazo de validade, rasuras, bem como o cumprimento de suas condicionantes, quando for o caso; 42

43 f) Divergência de volume e essências florestais entre o saldo atual dos sistemas de controle de produtos florestais e o estoque encontrado em posse do administrador (armazenamento sem origem comprovada). (Ver SUPES/DITEC) g) Quantificar e tipificar os produtos e subprodutos em estoque produzidos e comercializados com base nos documentos citados acima, quando for o caso; (Ver SUPES/DITEC) III - Situações que Caracterizam Infração: a) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o registro ou norma; b) Falta de Certificado de Regularidade no CTF e de entrega do Relatório de Atividade Anual ; c) Falta de Licença Ambiental para o desenvolvimento da atividade, quando for o caso; d) Descumprimento das condicionantes da Licença Ambiental, quando for o caso; e) Exploração de espécies não autorizadas (aroeira, pequizeiro, castanheira, seringueira, etc.) e demais não previstas na autorização de exploração do plano de manejo; (Ver SUPES/DITEC) f) Volume explorado superior ao autorizado; (Ver SUPES/DITEC) g) Autorização vencida (desde que esteja havendo a exploração), rasurada (especificar o número do campo), falsificada, adulterada ou utilizada em desacordo; (Ver SUPES/DITEC) h) Divergência de volume e essências florestais entre o saldo atual dos sistemas de controle de produtos florestais e o estoque encontrado no 43

44 extrator e produtor (armazenamento sem origem comprovada). (Ver SUPES/DITEC) INDÚSTRIA MADEIREIRA I - Conceito: Pessoa jurídica que se dedica à operação industrial de desdobro, serragem, laminação, faqueamento, preparação de dormentes, beneficiamento de madeira, preservação de madeira, bem como às atividades de fabricação de artefatos de origem de produtos/subprodutos florestais (móveis em geral, placas, compensados, MDF, aglomerados, etc.) II - Procedimentos: a) Constatar a atividade da indústria madeireira; b) Solicitar a presença do proprietário ou da pessoa que possa representá-lo, devidamente identificada; c) Solicitar a apresentação do Certificado de Regularidade (no CTF), do Relatório de Atividade Anual, licenças ambientais, autorizações e CNPJ/CPF, verificando a correlação e veracidade destes documentos; d) Solicitar a apresentação dos documentos de transporte (DOF, Guia Florestal, Nota Fiscal, etc.) que se encontram em poder da indústria, (entrada e saída) e verificar no sistema DOF a validade dos documentos fornecidos. e) Quantificar e tipificar os produtos e subprodutos em estoque produzidos e comercializados com base nos documentos citados acima, quando for o caso; f) Verificar o cumprimento dos condicionantes da Licença Ambiental. g) Solicitar a licença ambiental quando for o caso 44

45 h) Verificar na Licença Ambiental o prazo de validade, rasuras, bem como o cumprimento de suas condicionantes; III - Situações que Caracterizam Infração: a) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o registro ou norma; b) Falta de Certificado de Regularidade no CTF e de entrega do Relatório de Atividade Anual ; c) Falta de Licença Ambiental para o desenvolvimento da atividade; d) Descumprimento das condicionantes da Licença Ambiental; e) Recebimento/comercialização de produto/subproduto sem documento de transporte (DOF, Guia Florestal, etc.). f) Documentos de transporte (DOF, Guia Florestal, etc.) falsificados, rasurados, adulterados, vencidos ou utilizados em desacordo. g) Divergência de volume e essências florestais entre o saldo atual dos sistemas de controle de produtos florestais e o estoque encontrado na empresa (armazenamento sem origem comprovada). IV - Observações: a) Verificar as possíveis infrações relativas à poluição e degradação na empresa vistoriada, tais como lançamento de resíduos, depósito de óleo e combustível, lavagem das peças, troca de óleo das máquinas, caminhões e outros veículos com possíveis derramamentos, infiltrações no lençol freático ou lançamento em cursos d água, lagos, observando os procedimentos e situações que caracterizam infração no item... de poluição/degradação. b) Caracterizada a infração, verificar as situações em que se aplicam o embargo/interdição das atividades, assim como apreensão, lavrando-se os respectivos Termos; 45

46 c) Caso a empresa desenvolva várias atividades deve ser interditada apenas a atividade irregular; d) Caso a empresa desenvolva várias atividades deve ser interditada apenas a atividade irregular; e) Em caso de obras civis, aplica-se a sanção de embargo de obra, tendo em vista que se paralisa a atividade como um todo, impedindo qualquer interferência no local. Aplica-se a sanção de embargo de atividade quando esta diz respeito à paralisação da atividade de uma área ou de uma determinada atividade, tal como: desmatamento, plantações etc. Quanto à sanção de suspensão de atividade, pode ser aplicada a uma das fases da produção ou comercialização, independentemente da área. (VERIFICAR NAS SUPES/GEREX/JURÍDICO Atividade de Comércio e Exportação de Produtos e Subprodutos Florestais I - Conceito: Pessoa física ou jurídica que se dedica as atividades de comércio e exportação de produtos/subprodutos florestais. II - Procedimentos: a) Constatar a atividade de comércio e exportação de produtos e subprodutos florestais; b) Solicitar a presença do proprietário ou da pessoa que possa representá-lo (gerente, sócio), devidamente identificada; c) Solicitar a apresentação do Certificado de Regularidade (no CTF), do Relatório de Atividade Anual, licenças ambientais, autorizações e CNPJ/CPF, verificando a correlação e veracidade destes documentos; d) Solicitar a apresentação dos documentos de transporte (DOF, Guia Florestal, Nota Fiscal, Guia de Importação, etc.) que se encontram em poder da indústria, (entrada e saída) e verificar no sistema DOF a validade dos documentos fornecidos. 46

47 e) Quantificar e tipificar os produtos e subprodutos em estoque produzidos e comercializados com base nos documentos citados acima, quando for o caso; III - Situações que Caracterizam Infração: a) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o registro ou norma; b) Falta de Certificado de Regularidade no CTF e de entrega do Relatório de Atividade Anual ; e) Recebimento/comercialização de produto/subproduto sem documento de transporte (DOF, Guia Florestal, Guia de Importação etc.). f) Documentos de transporte (DOF, Guia Florestal, etc.) falsificados, rasurados, adulterados, vencidos ou utilizados em desacordo. g) Divergência de volume e essências florestais entre o saldo atual dos sistemas de controle de produtos florestais e o estoque encontrado na empresa (armazenamento sem origem comprovada). IV - Observações: a) As pessoas físicas ou jurídicas comerciantes, exportadores e importadores estão isentas de apresentar documentos de transporte (DOF, Guia Florestal, Guia de Importação etc.) referentes a produtos acabados, embalados, manufaturados para uso final, tais como: compensado, porta, janela, móveis, cabos de madeira para diversos fins, lambril, taco, esquadria, portais, alisar, rodapé, assoalho (aquele que já esteja preparado com os encaixes macho e fêmea, para colocação final), acabamentos de forro e caixas ou outros produtos similares com denominações regionais e demais produtos constantes em legislação específica, exceto quando exigidos na legislação estadual. 47

48 b) Os produtos/subprodutos florestais provenientes de florestas plantadas de espécies exóticas, vinculadas ou não, estão isentos de autorização do IBAMA para as atividades de comercialização e exportação de produtos/subprodutos florestais, observando a legislação estadual sobre transporte de produtos/subprodutos de florestas plantadas; (VER COM A SUPES/DITEC) c) Caracterizada a infração, verificar as situações em que se aplica a interdição das atividades, assim como apreensão, lavrando-se os respectivos Termos; Transporte de Produto e Subproduto Florestal I - Conceito: Pessoa física ou jurídica que se dedica à atividade de transporte de produto/subprodutos florestais, através do transporte rodoviário, ferroviário, fluvial, marítimo e aéreo. Para efeito da ação fiscalizatória, define-se como: a) Produto Florestal - aquele que se encontra no seu estado bruto ou in natura. Ex: madeira em toras, toretes, postes não imunizados, escoramentos, palanques roliços, dormentes nas fases de extração/fornecimento, estacas e moirões, achas e lascas, pranchões desdobrados com motosserra, bloco ou filé, tora em formato poligonal, obtida a partir da retirada de costaneiras, lenha, palmito, xaxim e óleos essenciais. Considera-se, ainda, produto florestal, as plantas ornamentais, medicinais e aromáticas, mudas, raízes, bulbos, cipós e folhas de origem nativa ou plantada das espécies constantes da lista oficial de flora brasileira ameaçada de extinção e dos anexos da CITES, para efeito de transporte com documentos de transporte (DOF, Guia Florestal, etc.) b) Subproduto Florestal - aquele que passou por processo de beneficiamento na forma relacionada: madeira serrada sob qualquer forma, laminada e faqueada, resíduos da indústria madeireira (aparas, costaneiras, cavacos e demais restos de beneficiamento e de 48

49 industrialização de madeira) quando destinados para fabricação de carvão, dormentes e postes na fase de saída da indústria, carvão de resíduos da indústria madeireira, carvão vegetal nativo empacotado, na fase posterior à exploração e produção, xaxim e seus artefatos na fase de saída da indústria. c) Documento de Origem Florestal/DOF é a licença ambiental obrigatória para o controle do transporte e armazenamento de produto/subproduto florestal de origem nativa, inclusive o carvão vegetal nativo. - Verificar se o DOF corresponde a uma única Nota Fiscal, no caso de transporte de produto e subproduto florestal realizado por uma única unidade de transporte. d) Guia Florestal (verificar emissão em cada Estado) II - Procedimentos: a) Apresentar-se/identificar-se ao condutor/responsável pelo meio de transporte, esclarecendo o motivo de sua missão, agindo com prudência, cautela e decisão, respeito, demonstrando segurança; b) Solicitar ao condutor/responsável pelo meio de transporte do veículo, embarcação a apresentação dos documentos de transporte (DOF, Guia Florestal, etc.) correspondentes ao produto ou subproduto florestal que está sendo transportado; d) Verificar se documentos de transporte (DOF, Guia Florestal, etc.) estão preenchidos corretamente, consultar por meios disponíveis a base de dados e se as especificações do produto ou subproduto florestal (espécie; quantidade; unidade de medida; valor; número da Nota Fiscal; data de emissão e de validade; código do usuário no sistema de documentos de transporte (DOF, Guia Florestal, etc.) percurso da origem até o destino final do produto; placa do veículo), conferem com o carregamento; e) Quantificar e tipificar em formulário específico os produto/subproduto florestal transportados, seguindo orientações e tabelas constantes no capítulo 3; 49

50 f) Confrontar os dados da Nota Fiscal (nome da espécie, especificação, quantidade, unidade de medida e valor), com aqueles constantes nos documentos de transporte (DOF, Guia Florestal, etc.) e com o carregamento; g) Verificar se não houve a reutilização de DOF para o acobertamento de mais de um transporte ou carga transportada. AQUI III - Situações que Caracterizam Infração: a) Falta de documento de transporte (DOF, Guia Florestal, etc.) b) Documento de transporte (DOF, Guia Florestal, etc.) vencidos, rasurados, com emendas, com campo em branco, falsificados, adulterados, com preenchimento incorreto/incompleto ou com percurso diferente; c) documentos de transporte (DOF, Guia Florestal, etc.) em desacordo com a carga transportada (volume, espécie, essência). IV - Observações Ao proceder a fiscalização referente a transporte de produtos/subprodutos florestais, verificar também situações relativas ao transporte de: animais silvestres/nativos e exóticos (produtos/subprodutos), pescados (produtos/subprodutos), produtos ou substâncias tóxicas/perigosas ou nocivas ao meio ambiente, sem licença ou em desacordo com a mesma. (verificar junto a fauna/transporte exóticos e maus tratos) (verificar junto a degradação/produtos ou substâncias tóxicas ou nocivas) O DOF acompanhará, obrigatoriamente, o produto ou subproduto florestal nativo, da origem ao destino nele consignado, por meio de transporte individual: rodoviário, aéreo, ferroviário, fluvial ou marítimo. 50

51 a) As abordagens nos diferentes meios de transporte (hidroviário, ferroviário, rodoviário) devem obedecer as técnicas de abordagem específicas constantes neste capítulo b) Deverá ser emitido um DOF para cada Nota Fiscal, no caso de transporte de produto e subproduto florestal realizado por uma única unidade de transporte; c) A verificação da Nota Fiscal quanto à sua legalidade compete à Receita Estadual, não sendo objeto de fiscalização do IBAMA, entretanto o fiscal a utiliza a mesma para confronto com o documento de transporte; quando constatada alguma irregularidade fiscal, o agente deve reter a carga e convocar a Receita Estadual; c) No trânsito de uma mesma carga com diferentes meios de transporte deve ser emitido sempre um documento de transporte (DOF, Guia Florestal, etc.) distinto para cada trecho e veículo, com a descrição individual dos dados relativos às espécies e volumes transportados, informando-se o itinerário a ser percorrido em cada trecho. A Guia Florestal prevê o transbordo; O local de transbordo ou armazenamento da carga é caracterizado pátio, obrigando o usuário a realizar o controle do seu estoque por meio da emissão DOF. Havendo o transbordo da carga, esta deve permanecer separada no local de desembarque, devidamente identificada e acompanhada de seu respectivo DOF até o novo embarque. Ocorrendo o transbordo da unidade de transporte juntamente com a carga, não será necessário novo DOF, caracterizando-se transporte continuado. Se por motivo de caso fortuito ou força maior houver necessidade de troca do veículo, o interessado deverá apresentar ocorrência policial, e na ausência desta, informação no Sistema - DOF, para efeito de comprovação junto à fiscalização do Ibama ou órgão conveniado. Na hipótese de produtos e subprodutos florestais transportados por diversos veículos, e um único documento fiscal, deve ser emitido um DOF específico para cada veículo, e acompanhados do respectivo documento fiscal ou cópia. 51

52 Havendo recusa do recebimento do produto ou subproduto florestal nativo não será permitido o retorno como mesmo DOF. O fornecedor ou transportador deve procurar a Agência Fazendária do município, munido do DOF e da Nota Fiscal, para anotação do novo destinatário no verso do DOF. Para efeito de lançamento de crédito no Sistema DOF, o interessado deverá procurar a unidade do Ibama mais próxima com o DOF e a Nota Fiscal correspondentes. Para o transporte de produto ou subproduto florestal destinado à construção civil ou para pessoa física ou jurídica, cuja atividade não exige o CTF, é obrigatório o uso do DOF. d) No caso específico de transporte rodoviário deve ser informada a placa do veículo e das carretas, quando houver. d) O transporte, consumo ou armazenamento de produtos/subprodutos florestais provenientes de florestas plantadas de espécies, vinculadas ou não, está isento de autorização de transporte fornecida pelo IBAMA; e) O transporte de produto ou subproduto florestal acobertado com DOF ou Guia Florestal cancelados ou fora do prazo de validade será considerado irregular, exceto no caso da necessidade de reparo ou troca do veículo com a apresentação de Termo Circunstanciado, lavrado junto à autoridade policial, ou procurar o IBAMA para registro no sistema DOF. f) Quando a apreensão se tratar de produto ou subproduto da flora ou fauna destinado à alimentação humana (palmito, guariroba, carne de animais silvestres), sempre que possível, o agente deve providenciar, junto aos órgãos competentes, a análise bromatológica (qualidade do produto), para posterior doação ou destinação; h) A fiscalização deve proceder a autuação e apreensão do volume total do produto transportado, bem como do respectivo DOF ou ATPF, objeto da fraude, como prova material da irregularidade, comunicandose o ocorrido a unidade do IBAMA de origem do produto, para fins de controle. Neste caso há a configuração da utilização de licença inválida, já que a mesma não representa o volume transportado, nos termos da legislação vigente. 52

53 Os produtos e subprodutos florestais nativos destinados à exportação deverão estar acompanhados pelo respectivo DOF desde o pátio de origem até o porto ou terminal alfandegário de embarque. A exportação de espécies constantes dos apêndices I e II da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagem em Perigo de Extinção CITES, depende da licença de exportação CITES, emitida pelo Ibama. i) São isentos de documentos de transporte (DOF ou Guia Florestal): a) Material lenhoso proveniente de erradicação de culturas, pomares ou de poda de arborização urbana; b) Os subprodutos que por sua natureza, já se apresentam acabados, embalados, manufaturados para uso final, tais como: portas, janelas, mesas, cadeiras, camas, armários, guarda-roupas, cabos de vassoura, bancos, rodos, cabos de madeira para diversos fins, lambris, tacos, esquadrias, portais, alisares, rodapés, assoalhos (aqueles que já vêm preparados com os encaixes macho/fêmea para colocação final), acabamentos de forro e caixas ou outras madeiras similares com denominações regionais; c) Celulose, goma-resina e demais pastas de madeira; d) Aparas, costaneiras, cavacos e demais restos de beneficiamento e de industrialização de madeira, serragem, paletes e briquetes de madeiras e de castanha em geral, folhas de essências plantadas, folhas, palhas e fibras de palmáceas, casca e carvão produzido da casca de coco, moinha e briquetes de carvão vegetal, escoramentos e madeira beneficiada entre canteiros de obra de construção civil, madeira usada em geral, reaproveitamento de madeira de cercas, currais e casas; e)carvão vegetal empacotado do comércio varejista; f) Bambu (Bambusa vulgares) e espécies afins; g) Vegetação arbustiva de origem plantada para qualquer finalidade. h) Plantas ornamentais, medicinais e aromáticas, mudas, raízes, bulbos, cipós e folhas de origem nativa das espécies não constantes da lista oficial de espécie ameaçada de extinção e dos anexos da CITES. 53

54 Obs.: O aparelhamento da madeira não a transforma em produto final e não a isenta de documento de transporte (DOF, Guia Florestal, etc.). i) No caso de irregularidade no transporte de produtos e subprodutos florestais poderão ser lavrados Autos de Infração contra o vendedor, o transportador e recebedor/adquirinte. j) VENDEDOR/FORNECEDOR: Uma vez constatando-se a venda através da nota fiscal devidamente emitida, é possível lavrar o auto de infração em desfavor do vendedor/fornecedor, concernente a venda por si efetuada. l)transportador: o condutor do veículo deverá ser autuado pelo transporte irregular, independentemente da autuação do vendedor/fornecedor. m)recebedor/adquirente: desde que o transporte se concretize no exato momento da efetiva entrega dos produtos florestais irregulares na empresa destinatária que será autuado por receber produto/subproduto com licença inválida. Obs.: O Agente deve considerar caso a caso, prevalecendo o bom senso para aferir a culpabilidade e a participação de cada um dos infratores na hipótese epigrafada, devendo ser lavrado somente um TAD (apreensão e fiel depositário) em nome do recebedor/adquirente BARREIRA I - Conceito: Barreira Fixa - uma ação fiscalizatória ostensiva, instalada em local estratégico, observando-se as rotas de transporte de produtos florestais, faunísticos e pesqueiros, permanecendo por determinado tempo no local definido, principalmente as bases da polícia rodoviária, florestal e receita federal/estadual. Barreira Móvel - um tipo de barreira que permanece em determinado local por um curto período, deslocando-se constantemente conforme a demanda de veículos trafegando em outras vias. 54

55 Barreira Mista - uma barreira com base fixa com equipes volantes que se deslocam para a região do entorno, de forma a evitar desvios e retornos dos veículos. II - Procedimentos: a) Na instalação de barreira, alguns instrumentos são de fundamental importância, tais como: placas de sinalização, cones para o desvio do tráfego, coletes reflexivos, lanternas adequadas, rádios intercomunicadores, autotrac, palmtop, câmaras fotográficas, lacres, fita gomada, trena, recipientes com óleo queimado para iluminação noturna, armas e munições, adequadas para situações de emergência, podendo ser de pequeno, médio e longo alcance; b) Sempre que possível, procurar instalar as barreiras próximas a Postos da Polícia Rodoviária Federal e Estadual ou da Receita Estadual, visando facilitar a segurança da equipe, bem como o depósito dos bens apreendidos; c) Para garantir maior segurança dos componentes da equipe, solicitar o apoio da Polícia Federal, Polícia Florestal, Polícia Rodoviária ou de outras corporações militares que possam prestar auxílio à fiscalização; 55

56 6.2 FAUNA A fauna brasileira é uma das nossas maiores riquezas e é cobiçada por todo o planeta. A cada dia que passa, aumenta significativamente a quantidade de espécies ameaçadas de extinção e isso se deve a ações desordenadas do homem junto a esse segmento específico do meio ambiente como; caça de subsistência, caça predatória, venda de produtos/subprodutos animais procedentes da caça, apanha ou captura ilegal (tráfico), além do desmatamento e degradação dos ambientes naturais, que provocam um desequilíbrio ecológico. Para proteger toda essa riqueza, faz-se necessária, não só uma fiscalização eficaz e um manejo ordenado da fauna silvestre, como uma ação integrada dos órgãos governamentais com a sociedade, no sentido de preservar o patrimônio natural do Brasil para as gerações futuras. 56

57 6.2.1 FISCALIZAÇÃO EM EMPREENDIMENTOS COMERCIAIS Comércio de Fauna Silvestre, Nativa ou Exótica I - Conceito: Pessoa jurídica que comercializa espécimes vivos ou abatidos da fauna silvestre brasileira e/ou exótica, bem como, suas partes, produtos e subprodutos. Ex: lojas de animais, abatedouros, aviários, casas de carnes especializadas, supermercados, lojas de artesanatos, feiras em geral, etc. II - Procedimentos: a) Constatar a atividade de comércio de animais silvestres, produtos ou subprodutos; b) Solicitar a presença do proprietário ou pessoa que possa representálo (gerente, capataz, sócio, empregado, esposa, filho), devidamente identificado; c) Solicitar a apresentação do Certificado de Regularidade no Cadastro Técnico Federal e do Relatório de Atividade Anual, verificando a correlação e veracidade destes documentos; (VERIFICAR SE TEM ALGUM TIPO DE AUTORIZAÇÃO) d) Verificar se os animais, produtos ou subprodutos a serem comercializados constam na relação de itens autorizados; e) Verificar a licença/autorização e Nota Fiscal do fornecedor autorizado (Criadouro Amador, Comercial ou Comerciante de Produtos da Fauna) e se é devidamente registrado; (VERIFICAR A REDAÇÃO) f) Verificar se os animais estão marcados conforme o declarado e aprovado de acordo com as normas; g) Verificar se o produto está de acordo com as normas sobre embalagens, selos, lacres, número do registro, carimbos e rótulos; h) Verificar as condições dos animais quanto ao ato de abuso, maustratos, ferimentos ou mutilações. AQUI III - Situações que Caracterizam Infração: a) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal; b) Falta de entrega do Relatório de Atividade Anual; 57

58 c) Autorização/documento rasurados, falsificados (especificar o número do campo) ou utilizados em desacordo; d) Embalagens, selos, lacres, número do registro, carimbos e rótulos em desacordo com as normas; e) Quantidade de animais/produtos/subprodutos superior à declarada ou sem marcação obrigatória ou em desacordo com as normas; f) Espécies diferentes das autorizadas Indústria, Beneficiamento E Curtimento De Produtos E Subprodutos Da Fauna Silvestre I - Conceito: Empreendimentos comerciais que desenvolvem atividades de beneficiamento de fibras têxteis de origem animal ou sintéticas, fabricação, curtimento e outras preparações de artefatos diversos de couros e peles. II - Procedimentos: a) Constatar a atividade de indústria, beneficiamento ou cutimento de produtos e subprodutos da fauna silvestre; b) Solicitar a presença do proprietário ou da pessoa que possa representá-lo (gerente, capataz, sócio, empregado, esposa, filho), devidamente identificado; c) Solicitar a inscrição no Cadastro Técnico Federal e Relatório de Atividade Anual, verificando as categorias das atividades desenvolvidas; d) Solicitar Notas Fiscais, autorizações/licenças para verificar as entradas e saídas dos produtos/subprodutos; e) Verificar se os produtos/subprodutos têm origem legal. III - Situações que Caracterizam Infração: a) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal; b) Falta de entrega do Relatório de Atividade Anual; c) Recebimento e saída de produtos e subprodutos sem documentação; d) Licenças adulteradas, falsificadas ou utilizadas em desacordo FISCALIZAÇÃO EM PROPRIEDADES PARTICULARES E FAMILIARES Criadouros 58

59 I - Conceito: Pessoa física ou jurídica que cria e mantém em cativeiro, com condições adequadas, animais da fauna silvestre, com um objetivo específico, de acordo com os tipos de atividades a que se destinam, quais sejam: a) Criadouros Científicos - pessoa física ou jurídica representada por instituição de ensino e/ou pesquisa, oficial ou oficializada pelo Poder Público, com o objetivo de regulamentar atividades de pesquisas científicas com animais silvestres; b) Criadouros Conservacionistas - pessoa física ou jurídica que tem por objetivo apoiar as ações do IBAMA e dos demais órgãos ambientais na conservação da fauna silvestre, participando de programas recebendo e mantendo em cativeiro animais impossibilitados de reintegração à natureza, originários ou não de ações fiscalizatórias dos órgãos competentes ou dos centros de triagem de animais silvestres e instituições afins; c) Criadouros Comerciais - pessoa física ou jurídica que possui área e instalações capazes de possibilitar a criação e a recria de espécies da fauna silvestre ou exótica, em cativeiro, para atender este mercado, seus produtos e subprodutos; d) Criadouros Amadorísticos de Passiriformes - pessoa física que tem por objetivo criar e manter em cativeiro espécimes de aves da Ordem Passeriforme, visando a preservação e conservação do patrimônio genético das espécies, sem finalidade comercial. II - Procedimentos: a) Constatar a existência e funcionamento de um criadouro; b) Solicitar a presença do proprietário ou da pessoa que possa representá-lo (gerente, capataz, sócio, empregado, esposa, filho), devidamente identificado; c) Solicitar a inscrição no Cadastro Técnico Federal e Relatório de Atividade Anual, verificando as categorias das atividades desenvolvidas; d) Verificar se os animais, produtos e subprodutos têm origem legal, através de documento vigente; e) Verificar se os controles das espécies são compatíveis com o registro de criadouros, entradas, saídas e óbitos ocorridos na atividade fiscalizada; f) Verificar se as espécies e quantidades, no caso de mantenedouro, conferem com as autorizadas; 59

60 g) Verificar se os animais existentes estão marcados de acordo com os padrões estabelecidos pelo IBAMA; h) Verificar as condições dos animais quanto ao ato de abuso, maustratos, ferimentos ou mutilações (circo, rodeios, exposições, criadouros, zoológico, etc.). III - Situações que Caracterizam Infração: a) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal; b) Falta de entrega do Relatório de Atividade Anual; c) Falta de autorização/licenças; d) Recebimento de animais, produtos e subprodutos sem autorização/licença; e) Maus-tratos em animais (solicitar o laudo técnico do profissional habilitado); f) Quantidade de animais, produtos/subprodutos em desacordo com os registros e controles, superiores ao autorizado; g) Licenças/autorizações adulteradas, falsificadas ou utilizadas em desacordo (especificar o número do campo) FISCALIZAÇÃO DE TRANSPORTE DE ANIMAIS Transporte Nacional I - Conceito: Pessoa física ou jurídica que transporta sistematicamente dentro do território nacional (por meio aéreo, rodoviário, marítimo ou fluvial), animais silvestres, partes, produtos e subprodutos originados de criadouros comerciais e jardins zoológicos devidamente legalizados junto ao IBAMA. II - Procedimentos: a) Solicitar a Licença de Transporte expedida pelo IBAMA; b) Solicitar a Guia de Transporte do Animal GTA, bem como o documento de identificação do responsável pelo transporte; c) Verificar se as espécies e quantidades relacionadas na autorização conferem com os animais transportados; d) Verificar se a marcação do animal (anilha, plaqueta, microchip, etc.) confere com a que consta na licença; e) Verificar se a autorização está de acordo com o prazo de validade, com o objetivo e não contém rasuras; 60

61 f) No caso de animal vivo, solicitar ao documento de origem do animal ou o termo de depósito do IBAMA. III - Situações Que Caracterizam Infração: a) Falta de autorização/licença; b) Autorização/licença, vencida (especificar o número do campo), rasurada, falsificada ou utilizada em desacordo; c) Marcação de identificação em desacordo com a autorização. IV - Observações: a) No caso de embalagens lacradas (sacos, sacolas, caixas, isopor, etc.), estas devem ser abertas na presença do proprietário/responsável pelo transporte; b) No caso de produtos perecíveis, impróprios ao consumo humano, deve ser providenciada a sua destruição/incineração, conforme Termo de Incineração, Anexo X, (aterro, sanitário, incinerador público); c) Nas fiscalizações relativas ao transporte de animais silvestres em ônibus, veículo de passeio e embarcação, o Agente deve solicitar, ao condutor, o acesso ao interior do veículo, bem como a abertura do portamalas, objetivando uma inspeção geral; d) Se forem encontrados produto/subproduto e objetos da fauna silvestre sem a identificação do proprietário, o condutor deve ser autuado ou a empresa transportadora Transporte Internacional (Importação E Exportação) I - Conceito: Pessoa jurídica que transporta sistematicamente animais vivos, abatidos, partes, produtos e subprodutos da fauna silvestre e exótica de outros países para o Brasil (importação), bem como, pessoa jurídica que transporta sistematicamente espécimes vivos, abatidos, partes, produtos ou subprodutos da fauna silvestre brasileira nativa e exótica para fora do território nacional (exportação/reexportação). II - Procedimentos: a) Solicitar a Licença CITES do IBAMA Brasília (observada a legislação do país de destino), no caso de exportação/reexportação ou o Atestado de Sanidade do animal e a Licença CITES do país de origem; b) Solicitar a Guia de Transporte do Animal GTA, bem como o documento de identificação do responsável pelo transporte; c) Verificar se as espécies e quantidades relacionadas na autorização conferem com os animais transportados; 61

62 d) Verificar se a marcação do animal (anilha, plaqueta, microchip, etc.) confere com a que consta na licença; e) Verificar se a autorização está de acordo com o prazo de validade, com o objetivo e não contém rasuras; f) No caso de animal vivo, solicitar ao documento de origem do animal ou o termo de depósito do IBAMA. III - Situações que Caracterizam Infração: a) Falta de autorização/licença; b) Autorização/licença, vencida (especificar o número do campo), rasurada, falsificada ou utilizada em desacordo; c) Marcação de identificação em desacordo com a autorização. IV - Observações: a) No caso de embalagens lacradas (sacos, sacolas, caixas, isopor, etc.), estas devem ser abertas na presença do proprietário/responsável pelo transporte; b) No caso de produtos perecíveis, impróprios ao consumo humano, deve ser providenciada a sua destruição/incineração, conforme Termo de Incineração, Anexo X, (aterro, sanitário, incinerador público) FISCALIZAÇÂO EM OUTROS TIPOS DE INSTITUIÇÕES Jardim Zoológico I - Conceito: Pessoa jurídica proprietária de qualquer coleção de animais silvestres mantidos vivos em cativeiro ou em semi-liberdade e expostos à visitação pública. II - Procedimentos: a) Constatar a existência e funcionamento de um jardim zoológico; b) Solicitar a presença do proprietário ou da pessoa que possa representá-lo (gerente, sócio, empregado); c) Solicitar a inscrição no Cadastro Técnico Federal e Relatório de Atividade Anual, verificando as categorias das atividades desenvolvidas; d) Verificar se os animais, produtos e subprodutos têm origem legal, através de documento vigente; e) Verificar se os controles das espécies são compatíveis com os registros, entradas, saídas e óbitos ocorridos; 62

63 f) Verificar se as espécies e quantidades conferem com as autorizadas; g) Verificar se os animais existentes estão marcados de acordo com os padrões estabelecidos pelo IBAMA; h) Verificar as condições dos animais quanto ao ato de abuso, maustratos, ferimentos ou mutilações. III - Situações que Caracterizam Infração: a) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal; b) Falta de entrega do Relatório de Atividade Anual; c) Falta de autorização/licenças; d) Recebimento de animais, produtos e subprodutos sem autorização/licença; e) Maus-tratos em animais (solicitar o laudo técnico do profissional habilitado); f) Quantidade de animais, produtos/subprodutos em desacordo com os registros e controles, superiores ao autorizado; g) Licenças/autorizações adulteradas, falsificadas ou utilizadas em desacordo (especificar o número do campo) Mantenedouro de Fauna Silvestre e Exótica I - Conceito: Pessoa física ou jurídica que mantenha em cativeiro fixo, espécimes da fauna silvestre e exótica. II - Procedimentos: a) Constatar a existência de um mantenedouro; b) Na propriedade, solicitar a presença do proprietário ou da pessoa que possa representá-lo (gerente, capataz, sócio, empregado, esposa, filho); c) Solicitar a inscrição no Cadastro Técnico Federal e Relatório de Atividade Anual, verificando as categorias das atividades desenvolvidas; d) Verificar se os animais, produtos e subprodutos têm origem legal, através de documento vigente; 63

64 e) Verificar se os controles das espécies são compatíveis com o registro do mantenedouro, entradas, saídas e óbitos ocorridos na atividade fiscalizada; f) Verificar se as espécies e quantidades existentes, conferem com as autorizadas; g) Verificar se os animais existentes estão marcados de acordo com os padrões estabelecidos pelo IBAMA; h) Verificar as condições dos animais quanto ao ato de abuso, maustratos, ferimentos ou mutilações (circo, rodeios, exposições, criadouros, zoológico, etc.). III - Situações que Caracterizam Infração: a) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal; b) Falta de entrega do Relatório de Atividade Anual; c) Falta de autorização/licenças; d) Recebimento de animais, produtos/subprodutos sem autorização/licença; e) Maus-tratos em animais (solicitar o laudo técnico do profissional habilitado); f) Quantidade de animais, produtos/subprodutos em desacordo com os registros e controles, superiores ao autorizado; g) Licenças/autorizações adulteradas, falsificadas ou utilizadas em desacordo (especificar o número do campo) PROCEDIMENTOS GERAIS DA FISCALIZAÇÃO DE FAUNA I - Conceitos: a) Fauna Silvestre - Animais pertencentes às espécies nativas, ou em rota migratória e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham todo, ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território nacional ou em águas jurisdicionais brasileiras. b) Fauna Exótica - Espécie vegetal ou animal presente em uma determinada área geográfica da qual não é originária, introduzida geralmente por intervenção do homem. c) Fauna Domesticada - Espécimes pertencentes à fauna silvestre, nativa ou exótica, provenientes da natureza, que se tornaram dependentes das condições artificiais oferecidas pelo homem para a sua 64

65 sobrevivência, podendo ou não apresentar características comportamentais dos espécimes silvestres. d) Fauna Doméstica - Espécies que através de processos tradicionais e sistematizados de manejo e melhoramento zootécnico passaram a apresentar características biológicas e comportamentais de estreita dependência do homem, inclusive com fenótipo variável diferente da espécie silvestre que a originou. II - Procedimentos: a) A equipe de Fiscalização deverá estar devidamente uniformizada, identificada, documentada, e com os blocos de AI (Auto de Infração), TAD (Termo de Apreensão e Depósito), TDS (Termo de Doação e Soltura e o) e o de NOTIFICAÇÃO; b) O coordenador da operação, caso seja viável, deverá acionar o Núcleo de Fauna para verificar a possibilidade de que um servidor do núcleo possa acompanhar a equipe de Fiscalização. O objetivo do acompanhamento é para que o manejo do(s) animal(is) seja realizado por pessoa habilitada e treinada, e que o técnico possa prestar as orientações técnicas necessárias; c) A equipe de Fiscalização ou o servidor do Núcleo de Fauna deverá dispor do material específico para a contenção e transporte do animal; d) Caso seja necessário, deverá ser solicitado o apoio da força policial para o acompanhamento nas ações de Fiscalização; e) Caso o infrator porte documento de identificação ele não precisa ser conduzido à delegacia, pois após a autuação se procede a comunicação de crime. Caso não porte documento, o infrator deverá ser conduzido à Delegacia para identificação. Na condução deve-se atentar para a segurança da equipe e, também, do infrator. Assim, sua condução deve seguir as regras básicas de segurança adotadas para agentes de segurança pública; f) No ato da Fiscalização, o coordenador deve solicitar a presença do proprietário ou da pessoa que possa representá-lo legalmente, identificar-se e expor os motivos pelo qual está ocorrendo aquela Ação Fiscalizatória; g) Após a permissão para a entrada nas dependências da residência (ou estabelecimento), o Fiscal deve pedir que o proprietário, ou seu representante, apresente o(s) animal(is) que está(ão) sob a sua guarda, e pedir que o mesmo o acompanha na vistoria; h) Caso a permissão para a entrada na residência (ou estabelecimento) não seja concedida, um (ou dois) membro(s) da equipe deverá(ão) permanecer no local para que outro servidor possa providenciar um mandado judicial, para a entrada naquela. (OBS.:Caso a polícia esteja 65

66 acompanhando a operação, um membro da corporação deverá ser o indicado para permanecer no local); i) Ressalta-se que o mandado é necessário em caso de residências, mas, em estabelecimentos comerciais é livre o acesso da ação de Fiscalização sob pena de incorrerem, os proprietários, no Art. 69 da Lei nº 9.605/98; j) A multa simples será aplicada sempre que o agente, por negligência ou dolo, opuser embaraço á Fiscalização dos órgãos do SISNAMA ou da Capitania dos portos, do Ministério da Marinha ( 3 0., inciso II, da Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e do Decreto Federal n , de 21 de setembro de 1999); l) Durante a vistoria/fiscalização esteja, preferencialmente, acompanhado do responsável; m) Havendo necessidade de autuação e apreensão, preencha primeiramente o TAD informando ao infrator que é o documento que prova do que está sendo levado pela Fiscalização. Informe que este documento representa a garantia dele de que tudo o que for apreendido não sumirá. Solicite, então, que ele assine o TAD. O Auto de Infração deverá ser preenchido após, pois, se ele se recusar a assiná-lo, você já comprovou o fato com o TAD devidamente assinado; n) No preenchimento do AI deixe o valor da multa como o último campo a ser preenchido, isto diminuirá o tempo de possíveis lamúrias do infrator; o) Nunca apreenda qualquer animal sem lavratura dos dois documentos Procedimentos Básicos de Fiscalização em Feiras, Exposições, Mercados, Acampamentos e Barcos a) Fiscais, descaracterizados, devem identificar as pessoas que estão de posse do(s) animal(is), produto/subproduto(s); b) Uma possibilidade de aumentar a eficiência desta identificação ocorre quando se infiltra um agente na feira. Para que ele passe despercebido é interessante que venda algo legal, mas que o permita circular próximo e entre os traficantes; c) Deve-se atentar para pessoas que controlam a venda dos animais embora não os manipulem diretamente; d) Identificados os alvos, estes devem ser seguidos até seus depósitos, residências ou mesmo carros. As placas dos carros poderão ser anotadas para que os endereços sejam verificados com a Polícia; 66

67 e) Identificadas as residências deve-se solicitar junto com a Polícia e Ministério Público a interceptação telefônica e, não sendo possível, mandado de busca e apreensão; f) Este tipo de procedimento mostra-se mais eficaz que a tradicional operação em feiras nas quais se corre atrás dos infratores; g) O próximo passo reside na ocupação das feiras: esta ocupação poderá ser dividida entre Ibama e Polícias Militares de Meio Ambiente; h) A ocupação não precisa ser em tempo integral mas deve ser o suficiente para inibir que os traficantes e consumidores considerem como certo a possibilidade de comercializar animais no local; i) Pode-se, ainda, responsabilizar e autuar os administradores da feira. j) Caso não seja comprovada a origem legal do animal, o Fiscal deverá dar prosseguimento aos atos administrativos, ou seja, lavrar o AI e o TAD (incluindo neste todos os produtos envolvidos no ilícito, incluindo o veículo utilizado para o transporte); l) Deverão ser verificadas as condições dos animais, quanto aos atos de abuso, maus-tratos, ferimentos ou mutilações, fornecimento de alimento e água. Os fiscais também devem verificar se os animais estão em locais adequados e devidamente protegidos de ventos, chuvas e sol. Caso positivo, o Fiscal deverá proceder aos atos administrativos, lavrando também o AI Procedimentos na Abordagem a Pessoas Expondo Aves em Locais Públicos, Quando Criadores Amadorístas de Passeriformes Regularizados a) O Fiscal deve estar ciente de que é PROIBIDA a exposição ou concurso de canto de aves provenientes da categoria de criadores amadoristas de passeriformes, sem a aprovação do CALENDÁRIO ANUAL, este emitido pelas SUPERINTENDÊNCIAS, GERÊNCIAS EXECUTIVAS ou ESREGs do IBAMA, conforme o ANEXO IV da IN/IBAMA n 0 01, de 24 de janeiro de 2003, onde constarão os eventos previstos com suas respectivas datas e localizações; b) Os fiscais devem verificar se os torneios e exposições estão sendo realizados em locais adequados e devidamente protegidos de ventos, chuvas e sol, e/ou outras condições de maus-tratos; c) Os fiscais devem verificar se existe o comércio de aves provenientes da categoria de criadores amadoristas de passeriformes, o que é considerado ILEGAL. d) Caso seja verificada alguma dessas situações, o Fiscal deverá dar prosseguimento aos atos administrativos, ou seja, lavrar o AI e o TAD (incluindo todos os produtos envolvidos na infração). Com base no Art. 2º da Lei nº 9.605/98 responsabiliza-se também os organizadores do evento. 67

68 6.3 PESCA O Setor Pesqueiro e a administração dos recursos oriundos da pesca e da aqüicultura são alvos essenciais das políticas de meio ambiente e fazem parte dos objetivos finalísticos do Ibama, portanto requer uma atenção especial no que se refere aos instrumentos de orientação da fiscalização nesta área. No entanto, cabe ressaltar que para que esta atividade seja desempenhada com eficácia é necessária uma estrutura mínima, com as devidas condições e apoio logístico. Além de direcionar esforços e recursos para esse fim, o Ibama pode utilizar todo o potencial já existente, inclusive lançando mão de parcerias e convênios para consecução dos objetivos. 68

69 6.3.1 CONCEITOS GERAIS a) PESCA: entende-se por pesca, todo ato tendente a retirar, extrair, coletar, apanhar, apreender, ou capturar espécimes dos grupos de peixes, crustáceos, moluscos e vegetais hidróbios, suscetíveis ou não de aproveitamento econômico, ressalvadas as espécies ameaçadas de extinção, constantes nas listas oficiais de fauna e flora. Os recursos pesqueiros são bens da união (Art. 20, CF 1988) e a pesca é uma concessão do estado. A permissão de pesca é um ato administrativo discricionário e precário pelo qual é facultado ao proprietário, armador ou arrendatário operar com embarcação de pesca. Portanto via de regra todos os usuários dos recursos pesqueiros necessitam de permissão de pesca. b) PESCA AMADORA: pesca praticada por brasileiros ou estrangeiros com a finalidade de lazer ou de esporte, sem fins lucrativos. O produto da atividade não pode de forma alguma ser comercializado ou industrializado. A pesca amadora pode ser desembarcada (Categoria A), embarcada (Categoria B) e subaquática (Categoria C). Os petrechos permitidos são a linha de mão, o caniço simples com um anzol, vara com carretilha ou molinete. Os anzóis múltiplos só são permitidos com iscas artificiais, nas modalidades de arremesso e corrico. Na pesca subaquática é vedado o uso de aparelhos de respiração artificial. Há limites de captura e transporte por pescador amador que são estabelecidos nacionalmente pelo IBAMA ou por legislações estaduais, prevalecendo a mais restritiva. c) PESCA PROFISSIONAL: ações de fiscalização da pratica da pesca comercial. É ser exercida em águas continentais, estuarinas, costeiras e oceânicas, podendo ser classificada como industrial ou artesanal. Artesanal: praticada por pescadores autônomos, sem vinculo empregatício, que exerce atividade individualmente ou em parcerias e que empregam embarcações e petrechos relativamente simples. Industrial: diferencia-se da pesca artesanal por utilizar embarcações e petrechos com maior poder de pesca e tecnologia, havendo vinculo empregatício e divisão de trabalho em tarefas especializadas. 69

70 d) PESCADOR PROFISSIONAL: pessoa física maior de 18 anos que faz da pesca sua profissão ou principal meio de vida podendo atuar no setor pesqueiro artesanal ou industrial. e) ARMADOR DE PESCA: pessoa física ou jurídica que, em seu nome ou sob sua responsabilidade, apresta para sua utilização uma ou mais embarcações pesqueiras, cuja arqueação bruta totalize ou ultrapasse 10 toneladas. f) EMBARCAÇÃO DE PESCA: embarcação que devidamente registrada e permissionada, se destina à captura, coleta, extração, de peixes, crustáceos, moluscos e vegetais hidróbios. g) INDÚSTRIA PESQUEIRA: pessoa jurídica que, direta ou indiretamente, exerce atividade de captura, extração, coleta, conservação, processamento, beneficiamento, ou industrialização de pescado; h) ENTREPOSTO DE PESCA: local de desembarque, comércio e transbordo de produtos pesqueiros, sem industrialização ou beneficiamento; c) EMPRESA QUE COMERCIA ORGANISMOS AQUÁTICOS VIVOS: a pessoa jurídica que, sem produção própria, atua no comércio de organismos animais e vegetais vivos oriundos da pesca extrativa ou da aqüicultura, destinados à ornamentação ou exposição, bem como na atividade de pesque-pague FISCALIZAÇÃO DE PESCA AMADORA I - Conceito: Pesca praticada por brasileiros ou estrangeiros com a finalidade de lazer ou de esporte, sem fins lucrativos. II - Procedimentos: a) Solicitar a licença de pesca amadora e documento de identificação, dos pescadores maiores de dezoito anos verificando se a categoria da licença é compatível (embarcada, desembarcada ou subaquática) b) Verificar se a época e o local são permitidos para a pesca; 70

71 c) Verificar se as espécies capturadas estão de acordo as normas vigentes no âmbito federal e estadual no que se refere a quantidade (cota), espécies proibidas ou ameaçadas de extinção, tamanhos mínimos, petrechos, técnicas e métodos; d) Constatada a infração, lavrar o Auto de Infração, proceder apreensão do pescado e petrechos, verificando a necessidade de elaboração de laudo técnico de identificação de espécies, principalmente no caso de espécies ameaçadas de extinção, proibidas e em épocas de defeso. II- Situações que Caracterizam Infração: a) Falta de licença de pesca; b) Licença rasurada (especificar o campo ou local da rasura), falsificada, vencida ou utilizada em desacordo; c) Exercer a pesca em período proibido (piracema, defeso) ou em local interditado; d) Pescar espécies proibidas, ameaçadas de extinção ou com tamanhos inferiores ao permitido; e) Pescar quantidades superiores às permitidas ou mediante a utilização de aparelhos, petrechos, técnicas e métodos proibidos. f) Pescar mediante a utilização de explosivos ou substâncias que, em contato com a água, produzam efeito semelhante ou substâncias tóxicas, ou outro meio proibido pela autoridade competente. III - Observações: a) São isentos de licença de pesca amadora: (1) aposentados, (2) homens acima de 65 anos e mulheres acima de 60, (3) pescadores amadores desembarcados que utilizam apenas linha de mão ou vara, linha e anzol, e (4) menores de 18 anos, sem o último sem direito à cota de captura e/ou transporte de pescado. b) O uso de tarrafas por pescadores amadores nas áreas litorâneas pode estar liberado por Portaria especifica das Superintendências Estaduais/Gerências do IBAMA. (verificar) c) A pesca de espécies ameaçadas de extinção é enquadrada como infração 71

72 contra a fauna. (verificar) FISCALIZAÇÃO DA PESCA PROFISSIONAL I - Conceito: Atividade praticada com fins comerciais, podendo ser industrial ou artesanal.é exercida nas modalidades de: arrasto, cerco, emalhe, linha, armadilhas, cata, coleta manual. II - Procedimentos: a) Solicitar o registro e a permissão de pesca da embarcação; b) Conferir a compatibilidade do que consta na permissão de pesca da embarcação com a modalidade que esta exercendo no momento da abordagem; c) Solicitar carteira de pescador profissional e verificar o prazo de validade. No caso de embarcações, todos os pescadores a bordo devem possuir carteira de pescador profissional; d) Verificar o cumprimento das normas vigentes no âmbito federal e estadual no que se refere a: - ocorrência de espécies proibidas ou ameaçadas de extinção - tamanhos mínimos (observar se existe percentual de tolerância) - petrechos, técnicas e métodos (tamanho de malha, comprimento e altura das redes, por exemplo) - época e local permitidos para pesca - quantidade capturada e) Exigir o Mapa de Bordo da Embarcação f) Constatada infração, lavrar o Auto de Infração proceder apreensão do pescado, petrechos e, se for o caso, da embarcação,. No caso de apreensão de produtos da pesca ilegal providenciar a doação sumária, considerando as condições de conservação e armazenamento do pescado, bem como a nomeação de fiel depositário de acordo com a legislação vigente do IBAMA. g) Verificar a necessidade de elaboração de laudo técnico de identificação de espécies, principalmente no caso de espécies ameaçadas de extinção, proibidas e em épocas de defeso. III- Situações que Caracterizam Infração: 72

73 a) Falta de registro ou permissão de pesca da embarcação, vencida ou utilizada em desacordo; b) Falta de carteira de pescador profissional, ou vencida; d) Pescar espécies proibidas, ameaçadas de extinção ou com tamanhos inferiores ao permitido; e) Pescar quantidades superiores às permitidas ou mediante a utilização de aparelhos, petrechos, técnicas e métodos proibidos. g) Pescar mediante a utilização de explosivos ou substâncias que, em contato com a água, produzam efeito semelhante ou substâncias tóxicas, ou outro meio proibido pela autoridade competente. h) causar degradação em viveiros, açudes ou estações de aqüicultura de domínio público; explorar campos naturais de invertebrados aquáticos e algas, sem licença, permissão ou autorização da autoridade competente ou fundeiar embarcações ou lança detritos de qualquer natureza sobre bancos de moluscos ou corais, devidamente demarcados em carta náutica; i) Falta ou não preenchimento do Mapa de Bordo da embarcação; j) Manter a bordo aparelhos ou petrechos não permitidos (verificar) IV - Observações: a) Atenção: observar as orientações das técnicas de abordagem de embarcações no caso de pesca embarcada b) Aplica-se a sanção administrativa de advertência nos casos de ato tendente de pesca. c) Na pesca de arrasto de peixes não se aplica tamanho mínimo de captura. d) A pesca de espécies ameaçadas de extinção é enquadrada como infração contra a fauna INDÚSTRIA DE PESCADO, COMÉRCIO E TRANSPORTE I - Conceito: 73

74 Ações de fiscalização nas atividades que envolvem a industrialização, comércio de pescado e animais aquáticos vivos em feiras, peixarias, mercados e entrepostos, portos e aeroportos, pet shops e lojas de aquariofilia, bem como no transporte desses produtos. II - Procedimentos: a) Identificar o proprietário ou a pessoa responsável pelo estabelecimento; b) Solicitar a apresentação do Certificado de Regularidade (no CTF), do Relatório de Atividade Anual, Licença ou Autorização do órgão ambiental competente, o CNPJ/CPF verificando a correlação e veracidade destes documentos; c) Solicitar licença ambiental de operação dos empreendimentos que a legislação exigir. d) Verificar o Registro da Indústria de Pesca no órgão competente; e) Verificar o Registro do Comércio de Animais Aquáticos Vivos no órgão competente e comprovação de origem dos animais; f) Solicitar Notas Fiscais de entrada e/ou saída de produtos oriundos da pesca ou de cultivo, assim como os respectivos certificados de Inspeção Sanitária do Ministério da Agricultura; g) Verificar a Declaração de Estoque quando em período de proibição de pesca. h) Solicitar a Guia de Transito de peixes ornamentais expedida pelo Ibama. i) Verificar o tamanho do pescado e a ocorrência de espécies ameaçadas de extinção ou cuja captura seja proíbida; j) Verificar a ocorrência de espécies exóticas, e solicitar o comprovante de origem e autorização de importação. III - Situações que Caracterizam Infração: a) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal; 74

75 b) Falta de licença ou permissão de pesca; c) Falta do Mapa de Bordo; d) Licença de Pesca vencida (especificar o número do campo) rasurada, falsificada ou utilizada em desacordo; e) Exercer a pesca em período de piracema, defeso ou em local interditado; f) Pescar espécies proibidas, ameaçadas de extinção ou com tamanhos inferiores ao permitido; g) Pescar mediante a utilização de explosivos ou substâncias que, em contato com a água, produzam efeito semelhante ou substâncias tóxicas, ou outro meio proibido pela autoridade competente, no caso de indústria de pesca; h) causar degradação em viveiros, açudes ou estações de aqüicultura de domínio público; explorar campos naturais de invertebrados aquáticos e algas, sem licença, permissão ou autorização da autoridade competente ou fundeiar embarcações ou lança detritos de qualquer natureza sobre bancos de moluscos ou corais, devidamente demarcados em carta náutica, no caso de indústria de pesca; i) Manter a bordo ou fazer uso de aparelhos, petrechos, técnicas e métodos proibidos FISCALIZAÇÃO EM EMBARCAÇÃO DE PESCA I - Conceito: Aquela embarcação que devidamente autorizada ou permissionada, se destina exclusiva e permanentemente à captura, coleta, extração transformação ou pesquisa dos organismos animais e vegetais que tenham na água seu meio natural ou mais freqüente habitat. II - Procedimentos: a) Chamar a atenção do comandante, utilizando sirene, megafone ou similar, objetivando a parada da embarcação; b) Identificar-se, esclarecendo o motivo de sua missão; c) Aproximar-se da embarcação utilizando barco (lancha voadeira com motor de popa); d) Solicitar ao comandante a documentação de registro da embarcação no órgão competente, bem como a Licença de Pesca; e) Verificar se o pescado, a modalidade de pesca e o local estão de acordo com a Licença de Pesca/permissão; f) Verificar o Mapa de Bordo da embarcação. 75

76 III - Situações que Caracterizam Infração: a) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal; b) Falta de licença ou permissão de pesca; c) Falta do Mapa de Bordo; d) Licença de Pesca vencida (especificar o número do campo) rasurada, falsificada ou utilizada em desacordo; e) Exercer a pesca em período de piracema, defeso ou em local interditado; f) Pescar espécies proibidas, ameaçadas de extinção ou com tamanhos inferiores ao permitido; g) Pescar mediante a utilização de explosivos ou substâncias que, em contato com a água, produzam efeito semelhante ou substâncias tóxicas, ou outro meio proibido pela autoridade competente. h) causar degradação em viveiros, açudes ou estações de aqüicultura de domínio público; explorar campos naturais de invertebrados aquáticos e algas, sem licença, permissão ou autorização da autoridade competente ou fundeiar embarcações ou lança detritos de qualquer natureza sobre bancos de moluscos ou corais, devidamente demarcados em carta náutica; i) Manter a bordo ou fazer uso de aparelhos, petrechos, técnicas e métodos proibidos. IV - Observações: a) No caso de apreensão de pescado, a doação deve ser feita com brevidade para não comprometer a qualidade do produto; b) Na impossibilidade de doação do pescado, constituir fiel depositário. c) Observar as normas federais e estaduais especificas aplicáveis a cada caso PESQUE-PAGUE E AQÜICULTOR I - Conceitos: Ações de fiscalização das atividades que envolvem manutenção em cativeiro e cultivo de espécies aquáticas. 76

77 a) Pesque-pague - atividade exercida por pessoa física ou jurídica que mantenha estabelecimento constituído de tanques ou viveiros com peixes para exploração comercial para a pesca esportiva ou de lazer. b) Aqüicultor - pessoa física ou jurídica que se dedica ao cultivo ou à criação comercial de peixes, moluscos, crustáceos e vegetais hidrobios. II Procedimentos: a) Identificar o proprietário ou a pessoa responsável pelo estabelecimento; b) Solicitar a apresentação do Certificado de Regularidade (no CTF), do Relatório de Atividade Anual, Licença ou Autorização do órgão ambiental competente, o CNPJ/CPF verificando a correlação e veracidade destes documentos; c) Solicitar licença ambiental do empreendimento quando a legislação exigir. d) Verificar o Registro de Pesque e Pague e Aqüicultor no órgão competente; e) Verificar o Registro do Comércio de Animais Aquáticos Vivos no órgão competente e comprovação de origem.;(verificar) f) Solicitar Notas Fiscais de entrada e/ou saída de produtos oriundos da pesca ou de cultivo, assim como os respectivos certificados de Inspeção Sanitária do Ministério da Agricultura; g) Verificar a ocorrência de espécies ameaçadas de extinção ou proibida, sem licença ou autorização;.;(verificar) III - Situações que Caracterizam Infração: a) Utilização/criação de espécie não permitida; b) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o registro ou norma; 77

78 c) Falta de Certificado de Regularidade no CTF e de entrega do Relatório de Atividade Anual; d) Falta de licença ambiental, quando for o caso, ou em desacordo com a mesma; e) Ocorrência de espécies ameaçadas de extinção, sem autorização ou licença; f) Falta de autorização para importação ou exportação de espécies aquáticas OBSERVAÇÕES GERAIS a) Observar se houve supressão ou danos em áreas de preservação permanente (APP); b) Verificar se as instalações estão de acordo com a licença ambiental concedida; c) Quando forem detectadas irregularidades no produto pescado, a multa e a apreensão devem incidir sobre a quantidade considerada irregular, tamanho inferior ao permitido ou espécies proibidas. d) No caso do período de piracema ou defeso, apreender todo o produto quando não for apresentada a declaração de estoque ou a origem. e) Não exigir a licença de pesca amadora aos maiores de 65 anos (sexo masculino) e 60 anos (sexo feminino) ou aposentados, desde que comprovado através de documentos que os identifique IMPORTANTE a) No caso de apreensão de pescado, a doação deve ser feita imediatamente para não comprometer a qualidade do produto; b) Na impossibilidade de doação do pescado ou constituição de fiel depositário, proceder ao leilão sumário; c) Fazer a apreensão do pescado, petrechos e veículo utilizados na prática da infração. d) No transporte, apenas o pescado considerado irregular e o objeto no qual está acondicionado devem ser apreendidos. Exemplo: caixa de isopor, de madeira, plástico, freezer, lata, sacola, etc., rede e tarrafa que caracteriza terem sido utilizadas na pesca. Não deve ser apreendidos barco de pesca, molinete, varas, anzol, linha, espinhel, etc. O veículo 78

79 que deve ser apreendido é aquele que caracteriza objeto da infração. Exemplo: o carro freezer apropriado para transporte de pescado congelado. e) Observar legislação ambiental de cada Estado, relativa à pesca: época, local, espécies permitidas, tamanho mínimo e quantidade pescada (kg); f) As infrações por falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal e entrega do Relatório de Atividade Anual, são administrativas; g) Nos procedimentos de autuação/apreensão/depósito/suspensão da atividade/doação/destruição, o Agente deve aplicar os formulários específicos constantes no Anexo FORMULÁRIOS UTILIZADOS NA FISCALIZAÇÃO. 79

80 6.4 DEGRADAÇÃO E POLUIÇAO AMBIENTAL Com base na Lei 6938/81 da Política Nacional de Meio Ambiente, considera-se degradação, a alteração adversa das características do meio ambiente, provocando modificações em sua natureza física, química e biológica. Poluição é a degradação da qualidade ambiental, capaz de prejudicar a saúde, a segurança e o bem-estar da população e dos demais seres vivos, por meio do lançamento de matérias e energias provenientes da atividade humana. O IBAMA tem como uma de suas missões essenciais, minimizar o impacto de condutas e atividades lesivas aos recursos naturais do país, gerando uma política de desenvolvimento sustentável que garanta a digna e saudável existência dos seres em sua totalidade. Para tanto, as ações de fiscalização são uma prática educativa, preventiva e corretiva dos ilícitos ambientais. São consideradas atividades potencialmente poluidoras e que causam degradação ambiental as provenientes de: construções, indústrias (metalúrgica, de produtos químicos, de borracha, de couros e peles, de papel e celulose, de alimentos e bebidas, de materiais elétricos e eletrônicos, de comunicação etc.), estações de tratamento de efluentes, laboratórios, mineração, extração de areia, ou qualquer empreendimento cuja atividade utiliza recursos ambientais. 80

81 6.4.1 CONCEITOS GERAIS a) Meio Ambiente: Conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas. b) Degradação da Qualidade Ambiental: Alteração adversa das características do meio ambiente, provocando modificações em sua natureza física, química e biológica. c) Poluição: Degradação da qualidade ambiental, capaz de prejudicar a saúde, a segurança e o bem-estar da população e dos demais seres vivos, por meio do lançamento de matérias e energias provenientes da atividade humana. d) Poluidor: Pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta ou indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS PERIGOSAS E TRATAMENTO DE RESÍDUOS Com o crescimento acelerado das metrópoles, do consumo de produtos industrializados e, mais recentemente, com o surgimento de produtos descartáveis, o aumento excessivo do lixo se tornou um dos maiores problemas da sociedade moderna. Isso é agravado pela escassez de áreas para o destino final do lixo. A sujeira despejada no ambiente aumentou a poluição do solo, das águas, do ar e agravou as condições de saúde da população mundial. O volume de lixo tem crescido assustadoramente. Uma das soluções imediatas seria reduzir ao máximo o seu volume e o consumo de produtos descartáveis, ao reutilizá-los e reciclá-los. Isso traz grandes benefícios à comunidade, como a proteção da saúde pública e a economia de divisas e de recursos naturais Indústrias e Empresas que atuam na Área de Substâncias Químicas Perigosas e Tratamento de Resíduos. I - Conceitos: a) Empresas/Indústrias - aquelas que desenvolvem atividades na área de substâncias químicas perigosas e tratamento de resíduos. Ex: Empresas de Tratamento de Esgotos. b) Substâncias Químicas Perigosas - aquelas que têm a capacidade de causar dano em um organismo exposto. As substâncias químicas 81

82 podem ingressar no organismo por três vias principais: digestiva, respiratória e cutânea. c) Resíduos Sólidos - qualquer forma de matéria ou substância, no estado sólido e semi-sólido, que resulte de atividade industrial, domiciliar, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços, de varrição e de outras atividades humanas, capazes de causar poluição ou contaminação ambiental. Incluem aqui os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água e os gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como os líquidos cujas características tornem inviável o seu lançamento em rede pública de esgotos ou corpos d'água ou exijam, para tal fim, solução técnica e economicamente inviável, em face da melhor tecnologia disponível. d) Resíduos Gasosos - resultantes das reações de fermentação aeróbia (desenvolvidos na superfície) e anaeróbia (nas camadas mais profundas); a fermentação anaeróbia dá origem ao CO 2 (gás carbônico) e ao CH 4 (metano), podendo ser aproveitado para a produção de biogás. e) Resíduos Perigosos - aqueles que, em função de suas propriedades físicas, químicas ou infectantes, podem apresentar riscos à saúde pública ou à qualidade do meio ambiente. Quanto à origem os resíduos estão agrupados em: a) Resíduos Urbanos - provenientes de residências, estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços, da varrição, de podas e da limpeza de vias, logradouros públicos, de sistema de drenagem urbana e tratamento de esgotos, os entulhos da construção civil e similares. b) Resíduos Industriais - provenientes de atividades de pesquisa e transformação de matérias-primas e substâncias orgânicas e inorgânicas em novos produtos por processos específicos, bem como os provenientes das atividades de mineração, de montagem e aqueles gerados em áreas de utilidades e manutenção dos estabelecimentos industriais. c) Resíduos de Serviços de Saúde - provenientes de atividades de natureza médico-assistencial, de centros de pesquisa e de desenvolvimento e experimentação na área de saúde, bem como os remédios vencidos e/ou deteriorados, requerendo condições especiais quanto ao acondicionamento, coleta, transporte, tratamento e disposição final, por apresentarem periculosidade real ou potencial à saúde humana, animal e ao meio ambiente. d) Resíduos Especiais - provenientes do meio urbano e rural que pelo seu volume, ou por suas propriedades intrínsecas, exigem sistemas especiais para acondicionamento, armazenamento, coleta, transporte, tratamento e destinação final, de forma a evitar danos ao meio ambiente; 82

83 e) Resíduos de Atividades Rurais - provenientes da atividade agrosilvopastoril, inclusive os resíduos dos insumos utilizados nestas atividades. f) Resíduos de Serviços de Transporte - decorrentes da atividade de transporte e os provenientes de portos, aeroportos, terminais rodoviários, ferroviários, portuários e postos de fronteira. g) Rejeitos Radioativos - materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de isenção especificados de acordo com a norma da Comissão Nacional de Energia Nuclear CNEN, e que sejam de reutilização imprópria ou não prevista, observado o disposto na Lei 11423, de 08/01/88. Quanto à natureza os resíduos se classificam da seguinte forma: a) Resíduos Classe I - perigosos: são aqueles que, em função de suas características intrínsecas de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxidade ou patogenecidade, apresentam riscos à saúde ou ao meio ambiente; b) Resíduos Classe II - não inertes: são aqueles que podem apresentar características de combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade, com possibilidade de acarretar riscos à saúde ou ao meio ambiente, não se enquadrando nas classificações de resíduos classe I perigosos ou classe III inertes; c) Resíduos Classe III - inertes: são aqueles que, por suas características intrínsecas, não oferecem riscos à saúde e que apresentam constituintes solúveis em água e em concentrações superiores aos padrões de potabilidade. II - Procedimentos: a) Identificar o responsável e solicitar informações sobre o empreendimento; b) Solicitar a apresentação do Certificado de Regularidade (no CTF), do Relatório de Atividade Anual, Licença ou Autorização do órgão ambiental competente, o CNPJ/CPF verificando a correlação e veracidade destes documentos; c) Solicitar a apresentação de Licença Ambiental e observar as condicionantes, a validade da licença e se contém rasura; d) Verificar se a atividade está sendo exercida de acordo com o estabelecido na licença; e) Verificar a existência de geração de resíduos (sólidos, líquidos e/ou gases) provenientes da atividade e verificar se o meio ambiente está 83

84 sendo afetado ou se a qualidade e quantidade do resíduo estão em desconformidade com a licença; f) Após proceder vistoria no local, elaborar um Relatório de Vistoria com a descrição da atividade de campo, do dano, anexando-se a(s) coordenada(s) geográfica(s), a estimativa da área atingida, informações prestadas por testemunhas e interlocutores e fotos; e g) Quando necessário, requisitar elaboração de laudo técnico por profissional e instituições especializadas, para dar sustentabilidade ao auto de infração. III - Situações que Caracterizam Infração: a) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o registro ou norma; b) Falta de Certificado de Regularidade no CTF e de entrega do Relatório de Atividade Anual; (Ver no CTF SUPES/GEREX/SAR) c) Falta de Licença Ambiental para o desenvolvimento da atividade; d) Falta do registro do produto; e) Licença vencida, rasurada e falsificada; f) Exercer atividade em desacordo com a licença; VI - Observações: a) Em casos de acidentes, nas situações previstas na legislação, elaborar Laudo Técnico, identificando a dimensão do dano decorrente da infração, para fins de aplicação da multa e demais penalidades. b) As infrações por falta de registro no Cadastro Técnico Federal e entrega do Relatório de Atividade Anual, são administrativas TRANSPORTE, TERMINAIS, DEPÓSITO E COMÉRCIO DE SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS PERIGOSAS I - Conceito: Neste item são considerados, os requisitos de radioproteção e segurança referentes ao transporte de materiais radioativos, necessários para garantir um nível adequado de controle da eventual exposição de pessoas, de bens e do meio ambiente, à radiação ionizante. Apresenta as condicionantes estabelecidas em normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear CNEN (NE-5.01) que devem ser levadas em 84

85 consideração para a seleção do tipo de embalagem e, após ser utilizada, a forma adequada de descarte das mesmas. II - Procedimentos: a) Identificar o responsável e solicitar informações sobre o empreendimento; b) Solicitar a apresentação do Certificado de Regularidade (no CTF), do Relatório de Atividade Anual, Licença ou Autorização do órgão ambiental competente, o CNPJ/CPF verificando a correlação e veracidade destes documentos; c) Solicitar a apresentação de licença para comércio e/ou armazenamento, de acordo com a atividade exercida; d) Solicitar a apresentação de licença para transporte de produtos perigosos que deve atender ao disposto na legislação vigente. III - Situações Que Caracterizam Infração: a) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o registro ou norma; b) Falta de Certificado de Regularidade no CTF e de entrega do Relatório de Atividade Anual; (Ver no CTF SUPES/GEREX/SAR) c) Falta do registro ou autorização do produto junto ao (s) órgão (s) competente (s); AGROTÓXICOS, SEUS COMPONENTES E AFINS Os agrotóxicos e afins são produtos e agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, destinados ao uso nos setores de produção, no armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas, nativas ou plantadas, e de outros ecossistemas de ambientes urbanos, hídricos e industriais, cuja finalidade seja alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos, bem como, substâncias e produtos empregados como desfolhantes, dessecantes, estimuladores e inibidores de crescimento. 85

86 Os componentes são os princípios ativos, os produtos técnicos, suas matérias-primas, os ingredientes inertes e aditivos usados na fabricação de agrotóxicos e afins. Os agrotóxicos, seus componentes e afins só podem ser produzidos, exportados, importados, comercializados e utilizados, se previamente registrados nos órgãos federais responsáveis pelos setores da saúde, do meio ambiente e da agricultura, de acordo com as diretrizes e exigências dos mesmos. Para serem vendidos ou expostos à venda em todo o território nacional, os agrotóxicos e afins são obrigados a exibir rótulos próprios e bulas, redigidos em português, e só poderão ser comercializados diretamente ao usuário, mediante apresentação de receituário próprio emitido por profissional legalmente habilitado. Os agrotóxicos legais são aqueles que foram avaliados pelos órgãos federais competentes, responsáveis pelos setores da saúde e só podem ser produzidos, exportados, importados, comercializados e utilizados, se previamente registrados nos referidos órgãos, e, ainda, se estiverem de acordo com as diretrizes e exigências dos órgãos federais, do meio ambiente e da agricultura. Por sua vez, os agrotóxicos ilegais são produtos ilegais ou falsificados, não possuindo registro nos órgãos federais competentes: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ministério da Saúde (na ANVISA) e Ministério do Meio Ambiente (no IBAMA). Geralmente, tratam-se de produtos contrabandeados e falsificados, podendo ser ineficazes e prejudiciais à saúde do homem e dos animais domésticos e ao meio ambiente, e ineficientes agronomicamente. Isso impossibilita ou dificulta aos que os transportam, armazenam, aplicam ou manipulam, tomar as medidas de precaução corretas para evitar estes danos, o que os tornam extremamente perigosos. A correta forma de utilização de agrotóxicos, bem como o adequado transporte e destinação final das embalagens vazias e das sobras dos referidos produtos, visa minimizar os riscos de intoxicação do homem e animais domésticos e de contaminação ambiental (solo, água, ar, fauna e flora). 86

87 Importadores de Agrotóxicos, seus Componentes e Afins I - Conceito: Importadores são pessoas físicas ou jurídicas que produzem agrotóxicos, seus componentes e afins e que ficam obrigadas a fazer os respectivos registros nos órgãos estaduais e municipais competentes, bem como, atender as diretrizes e exigências específicas dos órgãos federais que atuam na área de saúde, meio ambiente e agricultura. II - Procedimentos: a) Solicitar a apresentação do Certificado de Regularidade (no CTF), do Relatório de Atividade Anual, Licença ou Autorização do órgão ambiental competente, o CNPJ/CPF verificando a correlação e veracidade destes documentos; b) Solicitar o registro do importador, ou exportador de agrotóxicos obtido junto ao órgão estadual competente, e cópia se necessário; c) Solicitar o registro dos agrotóxicos, seus componentes e afins junto aos órgãos federais competentes, com rótulos redigidos em português e dentro das normas especificadas pela legislação, com definição do prazo de validade e registros de uso pelos ministérios competentes. d) Verificar se os agrotóxicos e afins e suas embalagens estão em conformidade com o aprovado pelos órgãos competentes, inclusive quanto à destinação final; e) Verificar a documentação de controle da importação, exportação e comercialização, solicitando cópia dos laudos de análise de controle de qualidade dos agrotóxicos, seus componentes e afins. III - Situações que Caracterizam Infração: a) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o registro ou norma; b) Falta de Certificado de Regularidade no CTF e de entrega do Relatório de Atividade Anual; (Ver no CTF SUPES/GEREX/SAR) c) Importar e exportar agrotóxicos e afins, em desconformidade com as normas vigentes; 87

88 d) Falta de registro dos produtos, emitido pelo órgão federal competente Fabricantes de Agrotóxicos, seus Componentes e Afins I - Conceito: Fabricantes são pessoas físicas ou jurídicas que produzem, importam ou exportam agrotóxicos, seus componentes e afins e que ficam obrigadas a fazer os respectivos registros nos órgãos estaduais e municipais competentes, bem como, atender as diretrizes e exigências específicas dos órgãos federais que atuam na área de saúde, meio ambiente e agricultura. II - Procedimentos: a) Solicitar a apresentação do Certificado de Regularidade (no CTF), do Relatório de Atividade Anual, Licença ou Autorização do órgão ambiental competente, o CNPJ/CPF verificando a correlação e veracidade destes documentos; b) Solicitar o registro de fabricante de agrotóxicos obtido junto ao órgão estadual competente, e cópia se necessário; c) Solicitar o registro dos agrotóxicos, seus componentes e afins junto aos órgãos federais competentes, com rótulos redigidos em português e dentro das normas especificadas pela legislação, com definição do prazo de validade e registros de uso pelos ministérios competentes. d) Verificar se os agrotóxicos e afins e suas embalagens estão em conformidade com o aprovado pelos órgãos competentes, inclusive quanto à destinação final; e) Verificar se o estabelecimento (indústria) dispõe de unidade própria ou se utiliza de institutos ou laboratórios oficiais ou privados para efetuar o controle de qualidade do processo produtivo, das matérias-primas e substâncias empregadas, quando couber, e dos produtos finais; f) Verificar a documentação de controle da produção, importação, exportação e comercialização, solicitando cópia dos laudos de análise de controle de qualidade dos agrotóxicos, seus componentes e afins. III - Situações que Caracterizam Infração: 88

89 a) Falta de inscrição no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o registro ou norma; b) Falta de Certificado de Regularidade no CTF e de entrega do Relatório de Atividade Anual; (Ver no CTF SUPES/GEREX/SAR) c) Produzir e rotular agrotóxicos e afins, em desconformidade com as normas vigentes; d) Falta de registro dos produtos, emitido pelo órgão federal competente. IV - Observações: a) No caso de transporte de substâncias químicas perigosas verificar o se o produto e/ou veículo estão em conformidade com as exigências legais. (Ex. Rótulo, painel, EPIs, motorista, etc); b) Nos estabelecimentos, definir previamente, se possível, os alvos da fiscalização. c) Obter e avaliar as informações relevantes sobre o(s) produto(s) alvo(s) da fiscalização, princípios ativos e formulações produzidas pelo estabelecimento para direcionar e qualificar a operação. d) Priorizar, caso haja restrição de material ou recurso, amostragem de agrotóxicos, componentes e afins que contenham impurezas significativas do ponto de vista toxicológico ou ambiental. Para realização deste procedimento, faz-se necessário a presença de profissional qualificado com capacidade de avaliar as informações dos procedimentos e e f do item Procedimentos, para realizar as coletas para as análises periciais citadas (caso seja necessário) Estabelecimentos Comerciais ou Revendedores de Agrotóxicos, seus Componentes e Afins. I - Conceito: Pessoas físicas ou jurídicas que comercializam ou revendem agrotóxicos, seus componentes e afins devendo atentar para que os mesmos estejam devidamente registrados nos órgãos estaduais e municipais competentes, bem como, de acordo com as diretrizes e exigências específicas dos órgãos federais que atuam na área de saúde, meio ambiente e agricultura. 89

90 II - Procedimentos: a) Solicitar a apresentação do Certificado de Regularidade (no CTF), do Relatório de Atividade Anual, Licença ou Autorização do órgão ambiental competente, o CNPJ/CPF verificando a correlação e veracidade destes documentos; b) Solicitar o registro de comerciante de agrotóxicos obtido junto ao órgão estadual de agricultura, e cópia se necessário; c) Verificar se os agrotóxicos vendidos possuem registro no órgão federal competente e encontram-se dentro das normas exigidas pela legislação; d) Verificar a validade dos produtos à venda e as condições de armazenamento dos mesmos, observando a presença de agrotóxicos vencidos ou obsoletos; e) Quanto às embalagens vazias, verificar se o estabelecimento comercial dispõe de instalações adequadas ou de unidade de recebimento (posto ou central) credenciada para receber e armazená-las, até a sua retirada pelos fabricantes; f) Solicitar receituário agronômico e notas fiscais. Conferir por amostragem a relação e quantidade de agrotóxicos especificados no receituário e respectiva nota fiscal (obrigatoriamente deve ser igual) e, ainda, se o endereço para devolução das embalagens vazias consta da nota fiscal de venda dos produtos emitida pelo revendedor. III - Situações que Caracterizam Infração: a) Falta de registro no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o registro ou norma; b) Falta de Certificado de Regularidade no CTF e de entrega do Relatório de Atividade Anual; c) Falta de Licença Ambiental para o desenvolvimento da atividade; d) Licença vencida, rasurada ou falsificada; e) Exercer atividade em desacordo com a licença ou documentos apresentados. 90

91 f) Manipulação e armazenamento dos agrotóxicos e afins, em desconformidade com as normas vigentes; g) Falta de registro dos produtos emitido pelo órgão federal competente; h) Falta de Registro emitido pelos órgãos estaduais competentes para o desenvolvimento da atividade; i) Armazenamento, recolhimento e destinação final incorreta das embalagens vazias. IV - Observações: a) Proceder, quando houver irregularidade, ao embargo, suspensão da atividade e a apreensão dos produtos/subprodutos, equipamentos, veículos, e instrumentos utilizados. b) Observar a legislação estadual relativa ao licenciamento ambiental. c) Os produtos ilegais não apresentam rótulos dentro do especificado por lei, estão escritos em língua estrangeira e podem estar dentro de embalagens sem rótulo. d) No caso de encontrarem-se produtos sem rótulo, fazer apreensão do produto para análise química. e) Proceder à fiscalização observando o a legislação vigente e coletar amostras para análises de controle de qualidade ou de conformidade Propriedades Rurais que utilizam Agrotóxicos, seus Componentes e Afins I - Conceito: Pessoa física ou jurídica que desenvolve atividade na área de agricultura e/ou pecuária e utiliza agrotóxicos, seus componentes ou afins para proteger sua lavoura e/ou sua pastagem. II- Procedimentos: a) Solicitar a apresentação do Certificado de Regularidade (no CTF) no caso de produtor (propriedade rural), e na categoria Aplicação de Agrotóxicos, quando for o caso, respectivamente, o Relatório de Atividade Anual, Licença ou Autorização do órgão ambiental competente, o CNPJ/CPF verificando a correlação e veracidade destes documentos; 91

92 b) Constatar o modo de utilização e armazenamento de agrotóxicos na propriedade e solicitar a presença do responsável; c) Verificar se os produtos estão acondicionados de forma apropriada e armazenados em local adequado (seguro, longe de crianças, animais e cursos de água e protegidas da chuva e do vento) e devidamente sinalizado; d) Verificar se os produtos utilizados ou armazenados em estoque são legais, vencidos, obsoletos ou ilegais (por meio do rótulo aderido às embalagens dos produtos, da nota fiscal de compra e do receituário agronômico); e) Caso não sejam legais, proceder à apreensão dos produtos e autuar o infrator. Em caso de grande quantidade entrar em contato com a autoridade superior; f) Caso o proprietário alegue que a Nota Fiscal não esteja na propriedade rural, notifique-o para que seja apresentada posteriormente; g) Verificar se os produtos relacionados na nota fiscal são os mesmos indicados ou listados no receituário agronômico; h) Verificar se o local e a forma de acondicionamento e armazenamento das embalagens vazias (lavadas e contaminadas) está em conformidade com as instruções do rótulo e bula dos produtos, ou seja, em local adequado (seguro, longe de crianças, animais e cursos de água e protegidos da chuva e do vento) e devidamente sinalizado até a devolução à unidade de recebimento; i) Verificar se as embalagens vazias estão sendo devolvidas, de acordo com a legislação, nas unidades de recebimento (posto ou central). Para isso, solicitar recebido de devolução/recebimento emitido pela unidade de recebimento, observando o nome da pessoa que a efetuou e a data da devolução, tipo (volume e material se plástico, metal, flexível, papelão ou rígida), quantidade (por tipo e por volume) e qualidade (lavadas, laváveis, porém, consideradas contaminadas, e contaminadas aquelas que não são passíveis de serem lavadas, p.ex. as embalagens 92

93 flexíveis ou de tratamento de sementes, formulações oleosas, p.ex. Furadan) das embalagens devolvidas. III - Situações que Caracterizam Infrações: a) Falta de registro no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o registro ou norma; b) Falta de Certificado de Regularidade no CTF e de entrega do Relatório de Atividade Anual; c) Falta de Licença Ambiental para o desenvolvimento da atividade rural, se for o caso e de aplicação de d) Licença vencida, rasurada ou falsificada; e) Exercer atividade em desacordo com a licença ou documentos apresentados. f) Armazenamento e utilização dos agrotóxicos e afins, rotulagem e a destinação final de suas sobras, resíduos e embalagens vazias em desconformidade com as normas vigentes; g) Falta de registro dos produtos emitido pelo órgão federal competente; h) Falta de Licença Ambiental e de Registro emitido pelos órgãos estaduais competentes para o desenvolvimento da atividade; i) Armazenar ou possuir em estoque e utilizar produtos ilegais ou contrabandeados; j) Comprar, utilizar ou aplicar agrotóxicos em desacordo com o receituário ou com as recomendações do fabricante ou dos órgãos sanitário-ambientais (rótulo e bula); l) Armazenamento, lavagem, devolução e destinação final incorreta das embalagens vazias. IV - Observações: a) Verificar se a tríplice lavagem das embalagens rígidas (lavadas de acordo com as recomendações do rótulo) está sendo realizada adequadamente. 93

94 b) O pátio de abastecimento de aeronave para pulverização deve estar dentro das normas de segurança da aviação agrícola. c) Verificar a utilização de EPI (equipamento de proteção individual), quando do manuseio e aplicação dos agrotóxicos. Caso contrário, instruir o proprietário rural ou responsável quanto ao uso adequado. d) Orientar, quando necessário, os fornecedores e proprietários rurais sobre o manuseio, armazenamento e utilização correta dos agrotóxicos Unidades de Recebimento I - Conceito: a) Unidades de Recebimento (UR) - Unidades responsáveis pelo recolhimento e destinação das embalagens usadas de agrotóxicos. Existem dois tipos de unidades de recebimento, quais sejam: b) Centrais: são unidades responsáveis por receber, desmanchar (prensar ou triturar) e encaminhar as embalagens vazias de agrotóxicos às indústrias. c) Postos: são unidades responsáveis apenas por receber as embalagens vazias de agrotóxicos e repassá-las às centrais de recebimento. II - Procedimentos: a) Solicitar a apresentação do Certificado de Regularidade (no CTF) no caso de produtor (propriedade rural), e na categoria Aplicação de Agrotóxicos, quando for o caso, respectivamente, o Relatório de Atividade Anual, Licença ou Autorização do órgão ambiental competente, o CNPJ/CPF verificando a correlação e veracidade destes documentos; b) Verificar se a unidade está devidamente cercada, isolada, sinalizada e se possui local adequado para receber, manipular e armazenar, até a retirada pelos fabricantes, das embalagens vazias de agrotóxicos devolvidas pelos usuários (lavadas e contaminadas); c) Verificar a documentação (comprovante de recebimento/devolução e notas fiscais emitidas pelas UR) de entrada e saída das embalagens vazias de agrotóxicos, observando o tipo, quantidade e qualidade das 94

95 embalagens recebidas pela UR. Constatando-se que as embalagens rígidas laváveis não estão sendo adequadamente lavadas pelo agricultor, tomar as providências cabíveis (solicitar cópia do comprovante de recebimento/devolução, com a finalidade de obter prova da infração, dados sobre o infrator para notificar ou autuar o responsável (usuário ou agricultor) pelas embalagens devolvidas na UR em desconformidade com a legislação); d) Solicitar a lista de revendedores e respectivos endereços aos quais a UR está credenciada. III - Situações que Caracterizam Infrações: a) Falta de registro no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o registro ou norma; b) Falta de Certificado de Regularidade no CTF e de entrega do Relatório de Atividade Anual; c) Falta de Licença Ambiental para o desenvolvimento da atividade; d) Licença vencida, rasurada ou falsificada; e) Exercer atividade em desacordo com a licença ou documentos apresentados. f) Manipulação, armazenamento, e/ou destinação final de suas sobras, resíduos e embalagens vazias em desconformidade com as normas vigentes; g) Falta de Licença Ambiental e de Registro emitido pelos órgãos estaduais competentes para o desenvolvimento da atividade; h) Armazenar ou possuir em estoque produtos ilegais ou contrabandeados; i) Vender, comprar, utilizar ou aplicar agrotóxicos em desacordo com o receituário ou com as recomendações do fabricante ou dos órgãos sanitário-ambientais (rótulo e bula); j) Armazenamento, devolução e/ou destinação final incorreta das embalagens vazias. IV - Observações: 95

96 a) As infrações e as sanções administrativas específicas estão caracterizadas na legislação vigente sobre agrotóxicos e crimes ambientais, para lavrar a Notificação ou Auto de Infração de acordo com o ilícito constatado IMPORTAÇÃO, REFORMADORAS, COMÉRCIO DE PNEUMÁTICOS E DESTINAÇÃO DE PNEUS Atualmente são fabricados diferentes tipos de veículos (aviões, tratores, automóveis, caminhões, ônibus, motocicletas e bicicletas) e para que possam ser utilizados são fabricados e comercializados (importados, exportados) no mundo inteiro uma variedade enorme de tipos pneus. Na maior parte dos diferentes tipos de usos, os pneus são preenchidos por ar comprimido, numa câmara de borracha ou diretamente no interior do pneu, este sem a câmara, o qual é muito utilizado em automóveis. Além destes, existem os "pneus maciços", que são compostos de borracha sólida, é de uso restrito a alguns veículos industriais, agrícolas e militares. O peso de um pneu de caminhão e de um automóvel pode variar entre 55 e 80 kg (18 a 12 unidades por tonelada) e 5,5 e 7,0 kg (182 a 143 unidades por tonelada), respectivamente. A composição química dos principais e mais abundante tipos de pneus é de 70% de carbono, 7% de hidrogênio, 1,2% de óxido de ferro, 1,3 de enxofre, 15% de ferro e 5,5 de outros elementos/compostos. O acúmulo irregular de pneumáticos usados também é uma grave ameaça à saúde da população e ao meio ambiente. O pneu é considerado não biodegradável, pois o seu tempo de degradação é indeterminado. Em sua composição, estão metais pesados altamente tóxicos e substâncias cancerígenas, como chumbo, cromo, cádmio e arsênio. A legislação define pneu ou pneumático como todo artefato inflável, constituído basicamente por borracha e materiais de reforço utilizados para rodagem em veículos automotores e bicicletas. Pneu Novo é aquele que nunca foi utilizado para rodagem, 96

97 Pneu Reformado é aquele que já foi submetido a algum tipo de processo industrial visando aumentar sua vida útil de rodagem em meios de transporte. A reforma do pneu pode ser do tipo: Pneu Recapado é o pneu usado e já desgastado, que sofreu substituição da banda de rodagem. Pneu Recauchutado é o pneu usado no qual foi feita a substituição da banda de rodagem e dos ombros. Pneu Remodelado é aquele que já foi bastante utilizado e desgastado, no qual ocorreu a substituição da banda de rodagem, dos ombros e de toda a superfície de seus flancos. Pneu inservível aquele pneumático que não mais se presta a processo de reforma que permita condição de rodagem adicional ao mesmo Importadora I - Conceito: São empresas que importam pneus usados para reforma, ou seja, realizam a recapagem, remoldagem ou recauchutagem dos mesmos, para que sejam, posteriormente, revendidos e conseqüentemente reutilizados. II - Procedimentos: a) Vistoriar o empreendimento, verificando-se a importação de pneus encontrados no local de vistoria, para serem utilizados como matériaprima no processo industrial de reforma de pneus usados (recapagem, remodelagem e recauchutagem) e comercialização posterior estão de acordo com a legislação vigente ou liminar judicial; c) Solicitar a seguinte documentação: - Licença de Importação; - Liminar Judicial autorizando a importação pela empresa; - Notas fiscais comprobatórias dos pneus usados, no caso de empresa reformadora; 97

98 - Notas fiscais de saída de produto (para averiguar se está havendo a comercialização de carcaças - pneus usados para o comércio em geral); - Demais documentos que julgar pertinente. d) Verificar se há a comercialização de pneus usados no estado em que foram importados (não-reformados). II - Situações que Caracterizam Infrações: a) Falta de registro no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o registro ou norma; b) Falta de Certificado de Regularidade no CTF e de entrega do Relatório de Atividade Anual; c) Exercer atividade em desacordo com a licença ou documentos apresentados d) Falta de licença de importação ou liminar judicial autorizando a importação de pneus; e) Importação, comercialização e/ou destinação de pneus em desacordo com a legislação vigente. f) Manter em estoque pneus usados importados em desacordo com a legislação vigente ou liminar judicial; Reformadora I - Conceito: São empresas que reformam, ou seja, realizam a recapagem, remoldagem ou recauchutagem dos mesmos, para que sejam, posteriormente, revendidos e conseqüentemente reutilizados. I - Procedimentos: b) Solicitar a presença do proprietário ou do responsável pelo estabelecimento; c) Solicitar a apresentação de registro no Cadastro Técnico Federal e o Relatório de Atividade Anual (se possível, verificar antes da fiscalização as pendências no CTF); 98

99 d) Solicitar a apresentação de Licença de Ambiental da atividade em questão. Observar as condicionantes, a validade da licença e se contém rasura; e) Vistoriar o empreendimento, verificando os pneus encontrados no local vistoriado, para serem utilizados como matéria prima no processo industrial de reforma de pneus (recapagem, remodelagem e recauchutagem) e comercialização posterior, está de acordo com a legislação vigente ou liminar judicial; f) Solicitar a seguinte documentação: - Licença de Importação; - Liminar Judicial amparando a importação contemplando a empresa; - Notas fiscais comprobatórias dos pneus usados; - Notas fiscais de saída de produto (para averiguar se está havendo a comercialização de carcaças - pneus usados para o comércio em geral); - Demais documentos que julgar pertinente. II - Situações que Caracterizam Infrações: a) Falta de Cadastro Técnico Federal e/ou de entrega do Relatório de Atividade Anual b) Falta de Licença de Operação ou desenvolvimento de atividade sem a devida Licença Ambiental. c) Licença Ambiental vencida, rasurada, falsificada ou utilizada em desacordo com as condicionantes; d) Falta de licença de importação ou liminar judicial autorizando a importação de pneus; e) Reforma, comercialização ou destinação de pneus em desacordo com a legislação vigente; IV - Observações: a) Na autuação da empresa descrever o tipo de atividade envolvida na infração (importar, comercializar, transportar, armazenar, guardar ou manter em depósito pneus usados sem autorização e em desacordo com a legislação vigente). Citar outras informações para melhor caracterizar a infração (p.ex. país de origem). b) Fotografar os pneus encontrados no local da empresa e o maquinário utilizado para reforma. No caso dos pneus, fotografar o estoque, bem 99

100 como detalhes das condições físicas que os caracterizam como pneus usados e identificando o país de sua origem Comerciantes I - Conceito: São empresas que comercializam pneus novos, recapados, remoldados ou recauchutados e reformados. II - Procedimentos: a) Solicitar a presença do proprietário ou do responsável pelo estabelecimento; b) Solicitar a apresentação de registro no Cadastro Técnico Federal e o Relatório de Atividade Anual (se possível, verificar antes da fiscalização as pendências no CTF); c) Vistoriar o empreendimento, verificando os pneus encontrados no local vistoriado, para serem comercializados estão de acordo com a legislação vigente ou liminar judicial; d) Vistoriar o empreendimento, verificando se a importação de pneus usados, para serem utilizados como matéria prima no processo industrial de reforma de pneus (recapagem, remodelagem e recauchutagem) e comercialização posterior, está de acordo com a legislação vigente ou liminar judicial. III - Situações que Caracterizam Infrações: a) Falta de registro no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o registro ou norma; b) Falta de Certificado de Regularidade no CTF e de entrega do Relatório de Atividade Anual; d) Comercialização de pneus em desacordo com a legislação vigente. d) Manter em estoque pneus usados importados em desacordo com a legislação vigente ou liminar judicial; IV - Observações: a) Nos casos em que for apresentada a documentação solicitada, mas que o proprietário ou responsável pelo estabelecimento alegar que poderá apresentá-la posteriormente, o mesmo deverá ser notificado para comparecer ao IBAMA em até cinco dias úteis, ou em outro prazo exeqüível, munido de cópias e originais dos documentos não apresentados. Deve constar da notificação o quantitativo dos pneus 100

101 usados importados, estocados no local, e a suspensão de comercialização dos mesmos até a comprovação de sua legalidade perante o IBAMA. b) Não sendo apresentado qualquer documento ou justificativa plausível no ato da fiscalização, nem atendida a notificação a contento, proceder a imediata autuação, apreensão dos pneus e demais procedimentos de praxe Destinadores de Pneumáticos Inservíveis I - Conceitos: a) Destinadores de Pneus Inservíveis - São aquelas empresas que estão licenciadas para realizar uma destinação ambientalmente adequada para pneumáticos inservíveis, inteiros ou pré-processados. Dentre as alternativas de destinação desses pneus, destacam-se o de laminadoras e o de fornos de fabricação de cimento. Ressalta-se que estas empresas fornecem um crédito relativo à destinação de pneumáticos para a empresa importadora. b) Destinação Ambientalmente Adequada - Procedimento (ou técnica), devidamente licenciado pelos órgãos ambientais competentes, no qual pneumáticos inservíveis, inteiros ou pré-processados, são descaracterizados por meios físicos ou químicos, podendo ou não ocorrer reciclagem dos elementos originais ou de seu conteúdo energético (...). Não é considerada destinação ambientalmente adequada dos pneus inservíveis, a simples transformação dos mesmos em retalhos, lascas ou cavacos de borracha. II - Procedimentos: a) Solicitar a presença do proprietário ou do responsável pelo estabelecimento; b) Solicitar a apresentação de registro no Cadastro Técnico Federal e o Relatório de Atividade Anual (se possível, verificar antes da fiscalização as pendências no CTF); c) Vistoriar o empreendimento, verificando os pneus encontrados no local vistoriado, para serem destinados estão de acordo com a legislação vigente ou liminar judicial; 101

102 d) Constatar se a atividade de destinação pneus inservíveis está de acordo com a caracterização de destinação ambientalmente adequada descrita nas normas vigentes; e) Solicitar a seguinte documentação: - Notas fiscais de entrada (importação, compra, etc.) dos pneus usados; - Notas fiscais de saída de produto para averiguar se está havendo a comercialização de carcaças (pneus usados para o comércio em geral); - Demais documentos que julgar pertinente. III - Situações que Caracterizam Infrações: a) Falta de registro no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o registro ou norma; b) Falta de Certificado de Regularidade no CTF e de entrega do Relatório de Atividade Anual; d) Comercialização de pneus em desacordo com a legislação vigente. d) Manter em estoque pneus usados importados em desacordo com a legislação vigente ou liminar judicial; b) Destinação de pneus em desacordo com a legislação vigente. IV - Observações: a) Vistoriar o empreendimento, verificando se a destinação dada aos pneus inservíveis é ambientalmente adequada como prevista na legislação específica em vigor. b) As dúvidas porventura existentes deverão ser encaminhadas a CGFIS/DIPRO, bem como informações e relatos que possam subsidiar outras ações fiscalizatórias de pneumáticos PRODUÇÃO, IMPORTAÇÃO, COMERCIALIZAÇÃO E DESTINAÇÃO FINAL DE PILHAS E BATERIAS Existem produtos contrabandeados ou piratas, cuja participação no mercado brasileiro está em torno de 40% a 50%, os quais não 102

103 respeitam as normas atuais de produção e, portanto têm risco maior de poluição ambiental. As pilhas não apresentam riscos à saúde do consumidor, quando manipuladas e armazenadas corretamente, mas é importante estar atento para o seu descarte, pois este pode ser danoso ao meio ambiente, se realizado de maneira inadequada. Muitas vezes, pessoas guardam as pilhas em casa junto de alimentos e remédios. Com o passar do tempo, as pilhas podem se oxidar e vazar as substâncias tóxicas. Dentre os metais pesados, contidos nas pilhas e baterias, que geram maiores preocupações ou contaminações ambientais são Mercúrio (Hg), Cádmio (Cd), Chumbo (Pb), uma vez que causam danos gravíssimos a diversos organismos vivos, incluindo o homem, quando expostos aos mesmos. Estes, além do risco de contaminação do solo e do lençol freático, por lixiviação, ainda podem formar em maior ou menor escala, compostos voláteis, o que causa poluição atmosférica. No caso específico de mercúrio, este elemento já apresenta volatilidade à temperatura ambiente. Outros metais utilizados na fabricação das pilhas e baterias, como o Lítio (Li), Níquel (Ni), Zinco (Zn), Manganês (Mn), Cobalto (Co), Cromo (Cr), Prata (Ag), também afetam seriamente o meio ambiente e a saúde humana. Esses metais pesados são sérios poluentes ambientais, por serem tóxicos e bioacumulativos na cadeia alimentar. O Cd, Pb, Hg e Cr estão entre as 20 substâncias mais perigosas à saúde e ao ambiente, e incluídos na Lista "TOP 20" da ASTDR/USEPA. A legislação vigente disciplina o descarte e o gerenciamento ambientalmente adequado de pilhas e baterias usadas. Segundo o art. 6º, desde 1 o de janeiro de 2001, a fabricação, importação e comercialização de pilhas e baterias devem atender aos limites estabelecidos a seguir: - com até 0,010% em peso de mercúrio, quando forem do tipo zincomanganês e alcalina-manganês; 103

104 - com até 0,015% em peso de cádmio, quando forem dos tipos alcalinamanganês e zinco-manganês; - com até 0,200% em peso de chumbo, quando forem dos tipos alcalina-manganês e zinco-manganês; e - com até 25 mg de mercúrio por elemento, quando forem do tipo pilhas miniatura e botão. As pilhas e baterias que atenderem a esses limites poderão ser dispostas, juntamente com os resíduos domiciliares, em aterros sanitários licenciados (art. 13). Neste sentido, os fabricantes e importadores devem identificar estes produtos mediante a aposição nas embalagens e, quando couber, nos produtos, de símbolo que permita ao usuário distingui-los dos demais tipos de pilhas e baterias comercializados produtos (art. 13, parágrafo único) Fabricação, Comercialização e Importação de Pilhas e Baterias I Conceito: Empresas que produzem, comercializam ou importam pilhas e baterias e que têm obrigação de implantar os sistemas de reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final das mesmas, obedecida a legislação em vigor. II - Procedimentos: a) Solicitar a presença do proprietário ou do responsável pelo estabelecimento; b) Solicitar a apresentação de registro no Cadastro Técnico Federal e o Relatório de Atividade Anual (se possível, verificar antes da fiscalização as pendências no CTF); c) Constatar se as atividades de produção, importação, comercialização e destinação final de pilhas e baterias estão de acordo com as normas vigentes; d) Vistoriar o empreendimento, verificando se a produção ou importação de pilhas e baterias está de acordo com a legislação vigente; e) Identificando que há a produção ou importação, pelo estabelecimento, de pilhas e baterias que contenham em suas composições chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos, solicitar documentação relativa à implantação dos mecanismos operacionais 104

105 para a coleta, recolhimento, transporte, armazenamento, reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final (p.ex. nota fiscal de pagamento pelos serviços) e outros documentos que julgar pertinente. III - Situações que Caracterizam Infrações: a) Falta de Cadastro Técnico Federal e/ou de entrega do Relatório de Atividade Anual b) Falta de Licença de Ambiental, quando exigida ou desenvolvimento de atividade sem a devida Licença Ambiental. c) Licença Ambiental vencida, rasurada, falsificada ou utilizada em desacordo com as condicionantes, quando exigida; d) Falta de licença de importação ou liminar judicial autorizando a importação de pneus; b) Produção, importação, comercialização, tratamento, disposição ou destinação final de pilhas e baterias em desacordo com a legislação vigente ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS OGM Atividades com OGM e seus Derivados I - Conceito: O OGM é um organismo de constituição genética alterada pela introdução controlada de um gene definido, sem ocorrência de fecundação sexual. Também conhecidos como transgênicos, podem ser espécies vegetais, animais, vírus, bactérias, etc. As empresas que desenvolvem atividades de pesquisa (construção e manipulação), produção (cultivo), importação, exportação, transporte, comércio, transporte, transferência, importação, exportação, armazenamento, pesquisa, comercialização, consumo, liberação no meio ambiente e descarte de OGM s e seus derivados, devem atuar em conformidade com as deliberações da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CTNBio e de acordo com a legislação em vigor. II - Procedimentos: a) Solicitar a presença do proprietário ou do responsável pelo estabelecimento; 105

106 b) Solicitar a apresentação de registro no Cadastro Técnico Federal e o Relatório de Atividade Anual (se possível, verificar antes da fiscalização as pendências no CTF); c) Constatar e identificar se a atividade (construção, cultivo, produção, manipulação, transporte, transferência, importação, exportação, armazenamento, pesquisa, comercialização, consumo, liberação no meio ambiente e descarte), envolvendo o OGM, está de acordo com as normas vigentes; d) Solicitar a apresentação da autorização ou registro emitido pelo órgão competente relativo à atividade em desenvolvimento e ao OGM. Caso o OGM seja considerado, na forma da lei, potencialmente causador de significativa degradação do meio ambiente solicitar, também, a licença ambiental obtida. (se possível, obter informações sobre as atividades e OGMs junto a CTNBio e demais órgãos de fiscalização); e) Caso seja necessário, coletar amostras para realização de análise laboratorial visando à comprovação e identificação do OGM, adotando os devidos cuidados para evitar a contaminação ou deterioração das amostras durante a coleta, armazenamento, transporte até o laboratório responsável pelas análises. III - Situações que Caracterizam Infrações: a) Falta de registro no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o registro ou norma; b) Falta de Certificado de Regularidade no CTF e de entrega do Relatório de Atividade Anual; c) desenvolver pesquisa, produzir, importar ou exportar OGM ou seus derivados, sem autorização dos órgãos e entidades de registro e fiscalização: Ministério da Saúde (leia-se ANVISA), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ministério do Meio Ambiente (leiase IBAMA) e Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República ou em desacordo com as normas estabelecidas pela CTNBio; 106

107 d) Liberar ou descartar OGM no meio ambiente, em desacordo com as normas estabelecidas pela CTNBio e pelos órgãos e entidades de registro e fiscalização citadas acima. IV - Observação: No caso do ilícito ser de competência de outro órgão fiscalizador, o fiscal deve notificar o infrator e encaminhar cópia da notificação ao órgão fiscalizador e a CTNBio competente para que tomem as devidas providências SUBSTÂNCIAS CONTROLADAS PELO PROTOCOLO DE MONTREAL I - Conceito: Conhecidas como Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio (SDOs), são aquelas substâncias listadas nos anexos do Protocolo de Montreal e disponíveis no Anexo deste manual. Causam efeitos adversos no meio ambiente físico ou à biota, inclusive causando modificações no clima, efeitos deletérios significativos sobre a saúde humana, sobre a composição, capacidade de recuperação e produtividade de ecossistemas naturais ou administrados, ou sobre materiais úteis à humanidade. Todo importador, exportador, comercializador ou usuário de SDOs, substâncias alternativas e/ou misturas de SDOs devem possuir registro no CTF em uma ou mais das seguintes categorias, de acordo com a atividade exercida. Tabela Categoria e Descrição do Protocolo de Montreal A tabela de SDOs controladas pelo IBAMA encontra-se no endereço eletrônico: 107

108 Atividade Categoria Descrição Produtora Indústria Química Fabricação de produtos e substâncias controladas pelo Protocolo de Montreal Importadora Exportadora Transporte, Terminais, Depósitos e Comércio Transporte, Terminais, Depósitos e Comércio Comércio de produtos e substâncias controladas pelo Protocolo de Montreal Comércio de produtos e substâncias controladas pelo Protocolo de Montreal Usuária Atividades Diversas Usuários de substâncias controladas pelo Protocolo de Montreal - clique para ver lista Reparação de aparelhos de refrigeração Comercializadora Transporte, Terminais, Depósitos e Comércio Comércio de produtos e substâncias controladas pelo Protocolo de Montreal Centro de Coleta Serviços de Utilidade Tratamento e destinação de resíduos industriais Centro de Regeneração Serviços de Utilidade Tratamento e destinação de resíduos industriais I - Procedimentos: a) Solicitar a presença do proprietário ou do responsável pelo estabelecimento; b) Solicitar a apresentação de registro no Cadastro Técnico Federal e o Relatório de Atividade Anual (se possível, verificar antes da fiscalização as pendências no CTF); c) Verificar se a embalagem contém o produto especificado no rótulo ou nota de importação, identificando possíveis ilegalidades. II - Situações que Caracterizam Infração: a) Falta de registro no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o registro ou norma; b) Falta de Certificado de Regularidade no CTF e de entrega do Relatório de Atividade Anual; b) Declarar informações, no CTF, relativas às entradas ou saídas de SDOs, em desconformidade com as notas de entrada e saída das substâncias; c) Promover embalagens cujas características ou informações constantes no rotulo foram modificadas em relação ao produto que o rótulo informa conter. As embalagens podem estar mascaradas para trazer substâncias cuja entrada no País é proibida. 108

109 III - Observações: Durante a ação fiscalizatória, é fundamental a verificação da conformidade dos dados informados pela empresa no CTF EMERGÊNCIAS AMBIENTAIS I - Conceito: É uma ameaça súbita ao bem estar do meio ambiente ou à saúde pública devido à liberação de alguma substância nociva ou perigosa ou, ainda, devido a um desastre natural. Acidente Ambiental, por sua vez, é um acontecimento inesperado e indesejado que pode causar, direta ou indiretamente, danos ao meio ambiente e à saúde. Esses acontecimentos perturbam o equilíbrio da natureza e, normalmente, estão associados também a prejuízos econômicos. Os acidentes podem ser causados pela própria natureza, como é o caso dos vulcões, raios, ciclones, etc. Porém, na maioria das vezes, são causados pelo próprio homem. São os acidentes tecnológicos. A partir da criação da Coordenação Geral de Emergências Ambientais, foram instituídos procedimentos para a comunicação e atendimento de acidentes. Em cada Estado foi composta uma equipe responsável para tratar sobre os assuntos afetos às emergências, sendo que estas equipes são coordenadas pelo ponto focal. II - Procedimentos: a) Obter maior número possível de informações sobre o acidente (empresa, o produto, local afetado, comunidade atingida etc); b) Contatar o ponto focal na Superintendência do IBAMA no Estado, os órgãos municipais e estaduais (Prefeitura, Defesa Civil, Bombeiros, Policia Rodoviária, OEMA) para auxílio imediato e o Pró-Química para orientações pelo telefone ); c) Aproximar-se do local com vento pelas costas. Não arrisque sua segurança, nunca toque no produto derramado ou ande sobre ele. Verifique os EPIs necessários e sua própria capacitação para a ação; 109

110 d) Atendidos os critérios de segurança, identificar o produto, caso possível, e isolar a área se for o caso; d) Notificar a empresa responsável para tomar as providências iniciais de mitigação de atendimento ao acidente, apresentação de documentação (licenças ambientais, etc), e para que informe o acidente ambiental em sua ficha cadastral no CTF-IBAMA; e) Obter informações mais específicas sobre o produto envolvido, bem como sobre os procedimentos a serem adotados no local do acidente através de instituições de pesquisa, Pró-Química, etc. III - Situações que Caracterizam Infrações: - Poluir ou degradar o meio ambiente, configura infração ambiental a ser sancionada conforme legislação vigente. O fiscal ao lavrar o auto deve discutir com o ponto focal o melhor enquadramento para o acidente observando a legislação específica; OUTRAS ATIVIDADES DE DEGRADAÇÃO AMBIENTAL Construções próximas a APPs, Barragens, Mineração, Extração de Areia, Garimpo, Postos de Gasolina, Lixo Hospitalar e outras I - Conceito: São atividades, ao utilizam recursos naturais e degradam o meio ambiente, sendo que várias delas são de competência do Estado e o Ibama atua de modo supletivo, muitas vezes, por exigência do Ministério Público. II - Procedimentos: a) Identificar o responsável e solicitar informações sobre o empreendimento; b) Solicitar a apresentação de registro no Cadastro Técnico Federal e o Relatório de Atividade Anual (se possível, verificar antes da fiscalização as pendências no CTF); c) Verificar se a atividade está sendo exercida de acordo com o estabelecido na licença; d) Verificar se a licença ambiental está dentro do seu prazo de validade, assim como seus objetivos e se contém rasura. III - Situações que Caracterizam Infrações: 110

111 a) Falta de registro no Cadastro Técnico Federal ou atividade em desacordo com o registro ou norma; b) Falta de Certificado de Regularidade no CTF e de entrega do Relatório de Atividade Anual; c) Falta de Licença Ambiental para o desenvolvimento da atividade; d) Licença vencida, rasurada e falsificada; e e) Exercer atividade em desacordo com a licença; IV - Observações: a) Qualquer pessoa da comunidade pode informar um acidente ambiental através da página do IBAMA b) É importante que o ponto focal tenha os telefones de apoio local no caso de ocorrência de acidente. 111

112 6.5 BIOPIRATARIA CAMPANHA NACIONAL CONTRA A BIOPIRATARIA Futuras Gerações precisam de Gerações Futuras Diretoria de Proteção Ambiental 71 Consiste no uso não autorizado de informações de origem genética, contidas em amostras do todo ou de parte de espécime vegetal, fúngico, microbiano ou animal, na forma de moléculas e substâncias provenientes do metabolismo destes seres vivos e de extratos obtidos destes organismos vivos ou mortos. Tais organismos são encontrados em condições in situ, inclusive domesticados, ou mantidos em condições ex situ, coletados in situ no território nacional, na plataforma continental ou na zona econômica exclusiva. 112

113 6.5.1 CONCEITO GERAL É a identificação e o uso não autorizado de informações de origem genética de espécimes da biodiversidade brasileira (PG Patrimônio Genético) para finalidade de pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e econômica. A prática pode ser realizada também através do acesso não autorizado, com apropriação indevida, dos conhecimentos das populações tradicionais, ribeirinhas, indígenas (CTA Conhecimento Tradicional Associado), desenvolvidos a partir de usos de espécies da biodiversidade brasileira, o que reduz custo e tempo na formulação de novos produtos para o mercado mundial. PADRÃO INJUSTO NO USO DA BIODIVERSIDADE PG e CTA P&D Patentes Produtos comerciais Benefícios * Ausência de reconhecimento pela contribuição da inovação da natureza e dos conhecimentos tradicionais Catalisadores da biotecnologia O conhecimento tradicional pode representar uma economia de cerca de 80% dos investimentos necessários para a fabricação de um remédio. Uma droga para ser produzida e levada ao mercado custa cerca de 350 milhões de dólares em um período de 5 a 13 anos e gera cerca de 1 bilhão em lucros anuais. Portanto, a economia que o conhecimento tradicional possibilita é da ordem de 280 milhões de dólares por produto desenvolvido e lançado no mercado. Fonte: Câmara dos Deputados - Comissão Biopirataria Via de regra, como parte fundamental da biopirataria, um dos objetivos centrais é a apropriação privada das inovações biotecnológicas, resultantes de acesso ilegal, por meio de registro junto aos Escritórios de Patentes no exterior e mesmo no Brasil. O acesso ilegal ao PG e CTA, combinado com o atual sistema de patenteamento, impede que o Brasil participe da riqueza gerada a partir de nossa biodiversidade, reforçando inclusive nossa dependência tecnológica. Em muitos casos, ainda nos faz devedores de royalties aos grandes conglomerados de empresas internacionais de biotecnologia. 113

114 As amostras podem estar sob a forma de moléculas, substâncias provenientes do metabolismo destes seres vivos, como sangue, secreções, pêlos, etc. e de extratos obtidos a partir destes organismos. As amostras podem ser encontradas tanto sob a forma material ou mesmo em meio digital ou escrito, uma vez que a cadeia de DNA de determinada espécie pode ser traduzida em seqüência de letras. Os organismos protegidos compõem o Patrimônio Genético brasileiro, encontrados em condições in situ (seu ecossistema natural), inclusive domesticados, ou mantidos em condições ex situ, (já coletados in situ em território nacional, na plataforma continental ou na zona econômica exclusiva) e depositados em coleções científicas, museus, herbários, etc. A remessa, transporte ou envio não autorizados ao exterior, em caráter permanente ou temporário, de amostra de componente do patrimônio genético, com a finalidade de acesso para pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico ou bioprospecção (busca de vantagens enconômicas a partir do PG/CTA), também devem ser entendidos como prática de biopirataria. Para o correto entendimento das normas de combate à biopirataria, deve ser estabelecida a diferenciação entre acesso e coleta: o acesso é a atividade destinada a identificar, isolar e utilizar informações de origem genética, molecular, encontradas em substâncias e extratos provenientes dos organismos e de seu metabolismo. A coleta é entendida como a obtenção de organismo silvestre animal, vegetal, fúngico ou microbiano, seja pela remoção do indivíduo do seu habitat natural, seja pela colheita de amostras biológicas. Outro importante termo é captura, definida como deter, conter ou impedir, temporariamente, por meio químico ou mecânico, a movimentação de animal, seguido de soltura. A informação de origem genética pode ser entendida como a estrutura molecular do organismo e suas funções, encontradas nas amostras, do todo ou de parte, de vegetais, fungos, micróbios ou animais, vivos ou mortos, bem como sua decodificação, obtida pelo sequenciamento do DNA BIODIVERSIDADE E CADEIAS PRODUTIVAS a) Processo de fabricação de alimentos e bebidas - produtos alimentares; b) Combustíveis, tratamento, rejeitos e poluentes, enzimas em processos industriais; c) Nutracêuticos, fármacos, fitoterápicos, cosmecêuticos; d) Novos materiais; e) Cultivos horticultirais, criações animais, agroextrativismo, cultivos agronômicos; 114

115 f) Cosméticos higiene; g) Controle biológico, defensivos agrícolas - químicos, origem biológica BIODIVERSIDADE E ECONOMIA O mercado mundial de produtos farmacêuticos (40% derivados da biodiversidade), movimenta 400 bilhões de dólares ao ano. O mercado mundial de enzimas industriais, movimenta 3,6 bilhões de dólares ao ano. O mercado mundial de cosméticos, movimenta 167 bilhões de dólares ao ano PERFIL DO INFRATOR/COBERTURAS Por ser prática ilegal, o praticante da biopirataria, nacional ou estrangeiro, se utiliza invariavelmente de recursos para dissimular suas atividades. Recursos de ordem tecnológica como demonstrados nas figuras referentes a tecnologias aplicadas e, muitas vezes, histórias coberturas em que se incorpora a projetos e instituições como, por exemplo, as de caráter religioso, assistencial, ambiental ou turístico; merece destaque o grande potencial aberto pelos convênios entre instituições de pesquisa nacionais e estrangeiras. Quanto maior a legitimidade da instituição envolvida, melhor cobertura poderá ter um infrator para se movimentar. Este ponto de vista reforça a necessidade de se intensificar a articulação institucional entre IBAMA e demais instituições que lidam com a biodiversidade e povos tradicionais, como as instituições de pesquisa brasileiras, FUNAI, ONGs, etc. As coberturas normalmente utilizadas são: Missões religiosas; ONG s (meio ambiente, povos indígenas, assistência social, etc); Convênios entre instituições de pesquisa nacionais e estrangeiras; Expedições turísticas EQUIPAMENTOS UTILIZADOS/MODUS OPERANDI Praticamente todos os equipamentos disponíveis para pesquisas biotecnológicas podem ser utilizados para a prática ilegal de acesso ao Patrimônio Genético e ao Conhecimento Tradicional Associado brasileiros, inclusive as novas tecnologias da informação são aptas a serem aplicadas para transferência de dados e informações de origem genética. 115

116 TECNOLOGIA APLICADA - Laboratório Tecnologia: os mais variados instrumentos e técnicas disponíveis para pesquisa científica podem ter utilidade para o cometimento da infração. Centrífugas Racks para organização de tubos Sequenciador de DNA Liofilizadores Reagentes Microtubo Eppendorf Recipientes Medidores de ph 53 TECNOLOGIA APLICADA - Transporte Os mais variados instrumentos e técnicas disponíveis para o transporte podem ser aplicados na biopirataria. Quando se trata de amostra para acesso ao patrimônio genético, o fundamental pode ser encontrado em reduzidas frações de um espécime. Soluções de DNA e RNA são imobilizáveis em suportes físicos neutros (papel, tecido, membranas). O tranporte mais adequado é em eppendorf, caixas plásticas e com leve resfriamento. O tubo parecer vazio mas pode conter quantidades de DNA ou RNA liofilizado. DNA e RNA não precisam, necessariamente, ser congelados ou resfriados. DNA e RNA são facilmente escondidos para transporte, podem ser pingados em papel e enviados via correio. Caixa de gelo Embalagens Bagagens Caixa de filme fotográfico Envelopes 54 Transporte de amostras de tecidos: Tecido animal (pêlos, penas e fezes) geralmente são transportados em álcool absoluto, é um meio mais seguro que o congelamento, pois não necessita de refrigeração. Sangue pode ser tranportado em álcool, que coagula, ou em tubos com EDTA, que devem ser estocados em refrigerador, duração de longo prazo. Tecido vegetal geralmente é transportado seco em sílica gel, em saquinhos ou tubos, necessitando de refrigeração para estoque a longo prazo; podem ser enviados via correio, dentro de revistas, por exemplo. Silica gel Recipiente para esfriamento Cartões: coleta de sangue

117 TECNOLOGIA APLICADA - Informação As mais variadas técnicas e equipamentos disponíveis para comunicação podem ser aplicados na biopirataria; dados e conhecimentos úteis podem ser captados e/ou enviados facilmente para receptores estrangeiros. Internet GPS Equipamento de escuta Microchip Sensoriamento remoto NORMAS VINCULADAS Desde a assinatura da CDB - Convenção da Diversidade Biológica, passando pelo advento do TRIPS - Tratado de Aspectos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio, o mundo vem debatendo, ainda sem sucesso, a necessidade de regras que vinculem a concessão de patentes ao respeito às leis nacionais de acesso à biodiversidade. O Brasil já vem dando passos concretos neste sentido ao abrir o debate interno com participação da sociedade, criando conselhos de gestão e formulando normas nacionais de acesso num constante processo de renovação. Ao MMA e IBAMA coube a tarefa de coordenar o sistema nacional de autorizações para acesso. Aos fiscais do IBAMA cabe a tarefa de reagir às infrações administrativas, aplicando as seguintes normas gerais que encontram-se em vigor: a) Convenção sobre a Diversidade Biológica CBD, assinada no Rio de Janeiro durante a Eco 92, por praticamente todos os países e acolhida pelo Brasil mediante o Decreto 2.519/98; b) Tratado de Aspectos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio ( Trade Related Aspects of Intelectual Property Rights), acordo estabelecido pela OMC, acolhido pelo Brasil mediante a Lei nº 9279/96, que visa regulamentar direitos e obrigações relativos à propriedade intelectual relacionadas a inovações de aplicação industrial; c) Constituição Federal, art.225, 1º, inciso II e 4º: proteção à diversidade e patrimônio genético ; d) Lei de Crimes Ambientais, Lei 9605/98 e Decreto nº 3179/99, art.29, inciso III: transportar sem autorização ; e) MP Dispõe sobre o acesso ao patrimônio genético, a proteção e o acesso ao conhecimento tradicional associado à repartição 117

118 de benefícios e acesso à tecnologia e transferência de tecnologia para sua conservação e utilização, e dá outras providências ; f) Decreto nº 5459, de 7 de junho de 2005 Regulamenta o art. 30 da Medida Provisória nº , de 23 de agosto de 2001, disciplinando as sanções aplicáveis às condutas e atividades lesivas ao patrimônio genético ou ao conhecimento tradicional associado e dá outras providências. Dentro de uma exposição mais geral, o Decreto 5459/05 foi criado como a primeira norma brasileira destinada a atacar a biopirataria ao estabelecer os tipos de infrações para enquadramento das ações lesivas ao PG - Patrimônio Genético e ao CTA - Conhecimento Tradicional Associado do Brasil. Sua estrutura se divide em dois campos principais, de um lado dispositivos de proteção do acesso ao PG, de outro ao CTA. Em ambos os campos há enquadramentos específicos para práticas de pesquisa científicas, bioprospecção, práticas nocivas ao meio ambiente ou à saúde humana, desenvolvimento de armas biológicas e químicas, reivindicação de propriedade intelectual, patentes e exploração econômica. A norma prevê mecanismos de penalização, multas, interdição, embargo, apreensão, cancelamento de autorizações e patentes, suspensão de venda de produtos, Importante dispositivo para a atividade fiscalizatória é o previsto no artigo 17 do Decreto 5459/05 que pune a remessa, e se for o caso a tentativa de remessa, de componente do PG ao exterior sem autorização. Deixar de repartir benefícios resultantes da exploração econômica de produto ou processo desenvolvido com quem de direito também é enquadrado como infração e tratado no Decreto, entre outros dispositivos de proteção ao CTA. Ressaltamos que há dispositivo no Decreto 5459/05 que estabelece como infração prestar falsa informação ou omitir ao Poder Público informação essencial, conforme parâmetros que estabelece PLANEJAMENTO DE AÇÕES. a) Estabelecer canais de informação, investindo no trabalho de inteligência; b) Realizar operações em portos e aeroportos com função dissuasória; c) Estruturar base de dados e gestão da informação para planejamento e ação; 118

119 d) Estabelecer prioridades regionais/locais para ações fiscais, focando em pontos reconhecidamente visados pela biopirataria (áreas críticas, unidades de conservação e áreas protegidas, terras indígenas); e) Contribuir para a conscientização da comunidade científica; f) Estabelecer interação com universidades e instituições de pesquisa, e integrantes da comunidade científica brasileira; g) Contatar conselhos profissionais p/ sensibilização dos membros; h) Estreitar laços entre IBAMA/MMA, DPF, ABIN e Ministério da Defesa com vistas à proteção do Patrimônio Genético. Neste sentido foi celebrado um Termo de Cooperação que criou o Grupo de Combate à Biopirataria. i) Buscar interação com a FUNAI e CNPT/IBAMA; j) Estabelecer contato com organizações indígenas; l) Estabelecer contato com organizações da sociedade civil que mantenham interface PROCEDIMENTOS FISCALIZATÓRIOS Acesso ao Patrimônio Genético I - Conceito: Atividade que visa à obtenção de amostra de componente do patrimônio genético, permitindo isolar, identificar ou utilizar informação de origem genética, existentes em moléculas ou substâncias provenientes do metabolismo dos seres vivos e extratos obtidos destes organismos, com a finalidade de pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico ou bioprospecção, com vistas a propiciar a sua aplicação industrial ou de outra natureza. II - Procedimentos: a) Constatar a atividade de coleta de material biológico e de acesso ao patrimônio genético; b) Solicitar a presença do representante da instituição pesquisadora; c) Solicitar a Autorização de Acesso ao Patrimônio Genético, emitida pelo IBAMA Sede; d)solicitar a Autorização do Conselho de Gestão ao patrimônio Genético-CGEN/MMA, caso o acesso ao patrimônio genético tenha por finalidade a realização de pesquisa com potencial de uso econômico, como bioprospecção ou desenvolvimento tecnológico ou, caso envolva 119

120 acesso a conhecimento tradicional associado; e) Verificar se existem estrangeiros em expedições científicas e, caso haja, solicitar a Autorização do CNPq/MCT; f) Verificar se o acesso/pesquisa está sendo realizada em plataforma continental e na zona econômica exclusiva e, em caso positivo, solicitar Autorização do Comando da Marinha/Ministério da Marinha; III - Situações que Caracterizam Infrações: a) Falta da Autorização de Acesso ao Patrimônio Genético, emitida pelo IBAMA/Sede; b) Falta da Autorização do CGEN/MMA, se for o caso; c) Falta da Autorização do CNPq/MCT, caso existam estrangeiros em expedições; d) Falta da Autorização do Comando da Marinha/Ministério da Marinha, caso o acesso/pesquisa está sendo realizada em plataforma continental e na zona econômica exclusiva; IV - Observações: a) Se o acesso previr a presença de pessoa jurídica estrangeira em território brasileiro, a solicitação deve ser encaminhada através do CGEN, pedindo o envolvimento do CNPq/MCT no Comitê de Avaliação de Processos, de modo a evitar duplicidade de esforços por parte do solicitante REMESSA DE AMOSTRA DE COMPONENTE DE PATRIMÔNIO GENÉTICO PARA PESQUISA CIENTÍFICA I - Conceito: É o envio, permanente ou temporário, de amostra de componente do patrimônio genético, com a finalidade de acesso a patrimônio genético para pesquisa científica, bioprospecção ou desenvolvimento tecnológico, no qual a responsabilidade pela amostra transfira-se da instituição remetente para instituição destinatária. II - Procedimentos: a) Constatar a existência da remessa de amostra de componente de Patrimônio Genético para instituição que realize pesquisa científica; b) Solicitar a presença do representante da instituição pesquisadora; c) Solicitar a apresentação do Termo de Transferência de Material - TTM, firmado entre as instituições remetente e destinatária; 120

121 d) Solicitar a Autorização de Acesso e Remessa de Patrimônio Genético, emitida pelo IBAMA/Sede, quando a finalidade da remessa ao exterior envolver acesso ao patrimônio genético, para pesquisa científica, sem potencial comercial; e) Solicitar a Autorização de Acesso e Remessa de Amostra de Componente do Patrimônio Genético ao CGEN (Conselho de Gestão do Patrimônio Genético), quando a finalidade da remessa envolver acesso ao patrimônio genético, visando atividades com potencial econômico, como bioprospecção, desenvolvimento tecnológico. III - Situações que Caracterizam Infrações: a) Falta do Termo de Transferência de Material - TTM; b) Falta da Autorização de Acesso ao Patrimônio Genético, emitida pelo IBAMA/Sede; c) Falta da Autorização do Conselho de Gestão ao Patrimônio Genético - CGEN/MMA, se for o caso. IV - Observações: a) A remessa de material proveniente da flora, sem previsão de acesso ao patrimônio genético, requer licença de exportação, ou a licença Cites, emitidas pelo IBAMA/Sede, quando envolver espécies ameaçadas de extinção; b) Para remessa de material consignado, não é necessário licenças do IBAMA, o material é enviado ao exterior acompanhado do TTM e da Guia de Remessa da própria instituição remetente TRANSPORTE DE AMOSTRA DE COMPONENTE DE PATRIMÔNIO GENÉTICO PARA PESQUISA CIENTÍFICA I - Conceito: É o envio de amostra de componente do patrimônio genético, com a finalidade de acesso a patrimônio genético para pesquisa científica, bioprospecção ou desenvolvimento tecnológico, no qual a responsabilidade pela amostra não se transfira da instituição remetente para instituição destinatária. Nesse caso, a instituição que enviará o material ao exterior, deverá assinar o TRTM (Termo de Responsabilidade para Transporte de Material). II - Procedimentos: a) Constatar a existência da remessa de amostra de componente de Patrimônio Genético para instituição que realize pesquisa científica; b) Solicitar a presença do representante da instituição pesquisadora; c) Solicitar a apresentação do Termo de Responsabilidade para 121

122 Transporte de Material TRTM, firmado entre as instituições; remetente e destinatária, no qual a responsabilidade pela amostra não se transfira da instituição remetente para instituição destinatária; d) Solicitar a Autorização de Acesso e Remessa de Patrimônio Genético, emitida pelo IBAMA/Sede, quando a finalidade da remessa ao exterior envolver acesso ao patrimônio genético, para pesquisa científica, sem potencial comercial; e) Solicitar a Autorização de Acesso e Remessa de Amostra de Componente do Patrimônio Genético ao CGEN (Conselho de Gestão do Patrimônio Genético), quando a finalidade da remessa envolver acesso ao patrimônio genético, visando atividades com potencial econômico, como bioprospecção, desenvolvimento tecnológico. III - Situações que Caracterizam Infrações: a) Falta do Termo de Transferência de Material - TTM; b) Falta da Autorização de Acesso ao Patrimônio Genético, emitida pelo IBAMA/Sede; c) Falta da Autorização do Conselho de Gestão ao Patrimônio Genético - CGEN/MMA, se for o caso. IV - Observações: a) O transporte interestadual e para o exterior, de animais silvestres, lepidópteros, e outros insetos e seus produtos, depende de guia de trânsito, fornecida pela autoridade competente. Fica isento dessa exigência se o material for consignado a instituições científicas oficiais; b) A isenção de que trata o item anterior, é válida desde que o material não seja oriundo de espécies listadas nos Anexos da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Ameaçadas de Extinção (Cites). 122

123 Capítulo 3 ] MÉTODOS DE MENSURAÇÃO E MARCAÇÃO 123

124 1 CUBAGEM DE PRODUTO/SUBPRODUTO FLORESTAL A cubagem é uma importante ferramenta de controle de produtos de origem florestal, utilizada durante a ação fiscalizatória. Constitui-se na medição do volume dos mesmos bem como dos seus subprodutos. Cada tipo de produto ou subproduto tem um método de medição de volume mais adequado e, para tanto, existe uma fórmula própria. 1.1 CUBAGEM DE MADEIRA EM TORA Método Geométrico É o método oficial adotado pelo IBAMA, para se obter o volume real da madeira, quer seja em toras regulares ou irregulares. I - Fórmula: V = π x dm 2 x l 4 Onde: V = Volume de madeira expresso em metros cúbicos d 1 = Diâmetro da base (extremidade mais grossa) d 2 = Diâmetro do topo (extremidade mais fina) l = Comprimento da tora 0,7854 constante = π 4 dm 2 = Diâmetro médio ao quadrado = (d 1 + d 2 /2)² a) Volume de tora regular:

125 Exemplo de cubagem de uma tora regular: d 1 (diâmetro da base) = 80 cm d 2 (diâmetro do topo) = 60 cm dm (diâmetro médio) = d1 + d2 2 l (comprimento) = 5 m dm = = 140 = 70 cm dm 2 2 = 0,70 m Aplicando a fórmula, temos: V = 0,7854 x (0,70) 2 x 5 V = 0,7854 x 0,49 m x 5,00 m V = 1,924 m 3 O volume da tora cubada é de m 3. b) Volume de tora irregular: Exemplo: d 1 = 60 cm d 2 = 40 cm d 3 = 40 cm d 4 = 30 cm l = 5,00 m dm = = 170 = 42,5 cm = 0,425 m

126 V = 0,7854 x (0,425) 2 x 5,00 V = 0,7854 x (0,425 x 0,425) x 5,00 V = 0,7854 x 0, m 2 x 5,00 V = 0,709 m 3 O volume da tora é de 0,709 m CUBAGEM DE MADEIRA LAMINADA Cubagem de Madeira Serrada nas Diversas Formas Medição do volume da peca/tábua, utilizando-se procedimentos específicos. I - Fórmula: V = e x lg x l Onde: e = espessura lg = largura l = comprimento Exemplo tábua: e = 2,40 cm = 0,024 m lg = 15,0 cm = 0,15 m l = 3,00 m Aplicando a fórmula, temos: V = 0,024 x 0,15 x 3,00 V = 0,011 m 3 O volume da tábua é de 0,011 m Cubagem de Madeira Serrada em Caminhão Medição do volume de madeira serrada em veículo, utilizando-se fórmula própria. 126

127 I - Fórmulas: V = l x lg x h Onde: L= comprimento da carroceria lg = largura da carroceria h = altura da carga Para encontrar o volume real, utilizar a seguinte fórmula específica: Volume Real (Vr) = l x lg x h x cf Onde: L= comprimento da carroceria lg = largura da carroceria h = altura da carga cf= coeficiente Exemplo: l = 6,00 m lg = 2,20 m h = 1,50 m cf = 70% Aplicando a fórmula, temos: V = 6,00 x 2,20 x 1,50 x 0,70 Vr = 13,86 m 3 O volume da madeira cubada no caminhão é de 13,86 m 3 II - Observações: a) Na cubagem de madeira serrada em veículo, o IBAMA utiliza o coeficiente de 70% (setenta por cento) para encontrar o volume real, sendo que os 30% (trinta por cento) de redução correspondem aos espaços vazios entre uma peça e outra. b) O transporte de madeira tabicado consiste na colocação de ripas entre as tábuas processo utilizado para incrementar a secagem da madeira durante o transporte, e a fórmula de cálculo constante no item abaixo. 127

128 1.2.3 Cubagem de Madeira Serrada Empilhada/Armazenada O volume de madeira serrada empilhada/armazenada é encontrado utilizando-se os seguintes procedimentos: I - Fórmula: V = I x lg x (h e) Onde: I = comprimento da pilha lg = largura da pilha h = altura da pilha e = sarrafo/ tabique (espaços vazios referentes à utilização de pedaços de madeira) lg=3,00 m h = 60,00cm Sarrafo Cálculo = 2,5cm do volume da pilha acima: l = 2,20m V = l x lg x (h e) V= 3,00 X 2,20 X (0,60 X 0,075) = 3,465 m3 II - Observação: a) Levando-se em consideração que no empilhamento as peças são separadas por sarrafos /tabiques, se faz necessário medir a espessura dos vãos (espaços vazios). Neste exemplo verificamos três sarrafos medindo 2,5 cm de espessura correspondente a cada vão, que são somados e subtraídos do valor correspondente à altura da pilha Cubagem de Lenha/Escoramento/Estaca Roliça/Acha ou Lasca O volume de lenha é encontrado utilizando-se os seguintes procedimentos: 128

129 I - Fórmula: V = I x lg x h Onde: I = Comprimento lg = Largura h = Altura Exemplo: l = 1 m lg = 1m h = 1m V = 1m x 1m x 1m = 1,00 st O volume da lenha cubada é de 1,00 st II - Observações: a) A Unidade de medida utilizada para estes produtos é sempre o estéreo (st). b) Estéreo (st) é uma unidade de volume obtida por um sistema simples de empilhamento de madeira, com vãos, decorrentes da tortuosidade das peças, adotando-se os seguintes procedimentos: - Fincam-se, no terreno, quatro estacas de 1,00 m de altura e distanciadas de 1,00 m entre si, o espaço delimitado pelas estacas, (comprimento x altura x largura) corresponde ao volume de 1,00 m 3. - A seguir, empilha-se a lenha (comprimento = 1,00 m) entre as estacas, para a obtenção do volume. - Considerando que o volume de lenha encontrado não é exatamente em metro cúbico e sem igual a 1,00 estéreo (st), devido aos espaços vazios entre os toretes. - Em situações que não for possível o empilhamento de achas, lascas e estacas roliças, a cubagem deve considerar 48 unidades como sendo 1,00 st. 129

130 - Para obtenção do volume de escoramentos, estacas, achas e lascas condicionadas em carrocerias de veículos ou empilhamento regular, utilizase a mesma metodologia de cubagem da lenha. Em outras situações utilizam-se as seguintes regras práticas: Escoramentos: cubar três ou mais peças (tirar a média) e depois multiplicar pela quantidade de escoramentos a serem cubados. Estacas, achas e lascas: cubar três ou mais peças (tirar a média) e depois multiplicar pela quantidade de achas a serem cubadas Cubagem de Lenha em Caminhão O volume de lenha em um veículo é encontrado utilizando-se a seguinte fórmula: I - Fórmula: V = I x lg x h Onde: I = comprimento da carroceria lg = largura da carroceria h = altura da lenha Exemplo: L = 6,00 m lg = 2,30 m h = 2,50 m Aplicando a fórmula, temos: V = 6,00 X 2,30 X 2,50 V = 34,50 st O volume da lenha cubada em caminhão é de 34,50 st II - Coeficiente de Conversão: Região Nordeste: Amazônia Legal: Eucalipto: 1,00 m 3 = 2,65 st. 1,00 m 3 = 1,50 st. 1,00 m 3 = 1,20 st. 130

131 Cerrado: 1,00 m 3 = 2,00 st. Exemplos: Região Nordeste: V = 6,00 x 2,30 x 2,50 V = 34,50 2,65 2,65 V = 13,018m 3 Amazônia Legal: V = 6,00 x 2,30 x 2,50 V = 34,50 = 1,50 1,50 V = 34,50 = V = 23,00m 3 1, OUTROS MÉTODOS PARA CÁLCULO DE CUBAGEM Além de madeira bruta existem outras unidades que você precisa saber para o cálculo de cubagem Dormentes fórmula: Para determinar o volume (cubagem) de um dormente utiliza-se a seguinte I - Fórmula: V = c x l x e Onde: V = volume c = comprimento l = Largura e = Espessura Exemplo: c = 2.20m l = 30 cm = 0,3 m e = 30 cm = 0,3 m Aplicando a fórmula, temos: V = 2,20 X 0,3 X 0,3 V = 0,198 m 3 131

132 O volume encontrado é de 0,198 m 3 II - Observação: a) Como regra prática para cubagem de dormentes, faz-se a média de volume entre três ou mais peças, e depois multiplica-se pela quantidade de dormentes a serem cubados Mourões ou Moirões Para determinar o volume e cubagem de mourões utiliza-se os mesmos procedimentos adotados para cubagem de madeira em tora. I - Fórmula: V = π x dm 2 x l 4 Onde: V = Volume de madeira expresso em metros cúbicos d 1 = Diâmetro da base (extremidade mais grossa) d 2 = Diâmetro do topo (extremidade mais fina) l = Comprimento da tora 0,7854 constante = π 4 dm 2 = diâmetro médio ao quadrado = (d1 + d2 )² 2 Exemplo: d 1 (diâmetro da base) = 40 cm d 2 (diâmetro do topo) = 30 cm dm (diâmetro médio) = d1 + d2 2 l (comprimento) = 2,5 dm = = 70 = 35 cm dm 2 2 Aplicando a fórmula, temos: V = 0,7854 x (0,35) 2 x 2, = 0, 35 m

133 V = 0,7854 x 0,1225 m x 2,50 m V = 0,241 m 3 O volume do mourão cubado é de 0,241 m 3. II - Observação: a) Como regra prática para cubar mourões ou moirões, utiliza-se: - fazer a média de volume entre três ou mais peças, como amostragem; e - multiplicar pela quantidade de mourões ou moirões a serem cubados Carvão Vegetal O volume de carvão em um veículo é encontrado utilizando-se a seguinte fórmula: I - Fórmula: V = L x lg x h Onde: L = comprimento da carroceria lg = largura da carroceria h = altura da carga Exemplo: L = 6,00 m lg = 2,30 m h = 2,50 m Aplicando a fórmula, temos: V = 6,00 X 2,30 X 2,50 V = 34,50 mdc O volume do carvão cubado no caminhão é de 34,50 st Para se determinar o volume de carvão vegetal nativo, utiliza-se as seguintes constantes: 1 Mdc = 255 Kg 1 Mdc = 7 sacos II - Observação: 133

134 a) A unidade utilizada para aplicação de multa administrativa é o mdc Cálculo de Volume de uma Árvore em Pé Para calcular o volume de uma árvore em pé, deve-se utilizar as informações da Circunferência à altura do peito (CAP) ou diâmetro à altura do peito (DAP), em duas fórmulas, da seguinte maneira: a) Cálculo do volume utilizando a circunferência à altura do peito (CAP):. Medir a circunferência da árvore a uma altura de 1,30 metros a partir do chão*. Utilizar a fita métrica para medir a circunferência (CAP). Determinar a altura do fuste (parte comercial) da árvore (estimativa) utilizando uma vara de 5 a 10 metros. b) Na medição de árvore não incluir sapopema ou catana (raízes laterais situadas na base da árvore) cuja medida deve ser acima desse ponto. c)limpar o local da medida quando ocorrer cipós, cupins, etc. DAP 1,30 metro I - Fórmula: V = h x CAP 2 12,56 Onde: V = volume h = altura CAP = circunferência à altura do peito 134

135 Exemplo: Volume CAP (circunferência) h = 15 m CAP = 2 m constante =12,56 ( x 4) V = 15,00m x (2,00m) 2 V = 15,00m x 4,00m² 12,56 12,56 V = 15,00m x 0,3184m² = 4,77m³ O volume da árvore em pé é de 4,77m³ II - Equivalência do Volume (Cap) em Volume (Dap): DAP é igual ao CAP dividido por 3,1416 ( ). No uso da suta (paquímetro gigante) o diâmetro é encontrado imediatamente. Neste caso aplica-se a fórmula do cálculo do volume para DAP (diâmetro).. Para árvores de cones irregulares fazer duas medidas com a suta e tirar a média (diâmetro). Exemplo Prático: Volume DAP (diâmetro) Considerando o CAP = 2,00 metros o DAP será de 2,00m excluído = 0,6366m 3,1416 III - Fórmula: V = h x (DAP)² x Onde: V = volume h = altura DAP = circunferência à altura do peito Exemplo: 135

136 h = 15 m DAP = 0,6366 m constante = 0,7854 = 4 4 V = 15,00m x (0,6366m) 2 x 0,7854 V = 15,00m x 0,4052m² x 0,7854 = 4,77m³ IV - Observação: a) A cubagem apresentada neste exemplo se refere a uma tora de forma cilíndrica. Na cubagem de toras de cones irregulares (ex: neilóide, parabolóide e cone), deve se aplicar a correção de conicidade (fator de forma). 2 MEDIDAS DE PEIXES, CRUSTÁCEOS, MOLUSCOS E REDES 2.1 PEIXES Existem dois grandes grupos de peixes: os peixes osseos (atum, sardinha, surubim, pintado, tambaqui, etc.) e os peixes cartilaginosos (tubarões e arraias). As medidas usualmente empregadas para peixes são: comprimento total, comprimento furcal e no caso dos peixes cartilaginosos, a distancia inter dorsal. O comprimento total é a distância entre a extremidade anterior do focinho e a extremidade posterior da nadadeira caudal. 136

137 O comprimento furcal é a distância entre a extremidade anterior do focinho e o vertice ou furca formada pelo dois lobos da nadadeira caudal bifurcada. O comprimento inter dorsal é a distância entre a extremidade anterior da base da primeira nadadeira dorsal e a extremidade posterior da base da segunda nadadeira dorsal. O exemplar deve estar estendido de lado sobre o instrumento de medida. No casos em que determinadas espécies que se encontram sem a cabeça ou cauda, consultar a legislação específica para efeito de mensuração. 137

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