Boletim do Centro Regional de Informação das Nações Unidas

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1 Boletim do Centro Regional de Informação das Nações Unidas Bruxelas, Março de 2007, N.º 23 Assembleia Geral apoia propostas de reforma de Ban Ki-moon em prol de uma ONU mais forte A Assembleia Geral da ONU aprovou, a 15 de Março, importantes propostas de reforma apresentadas pelo Secretário-Geral Ban Kimoon, nomeadamente a designação de um Alto Representante para Assuntos de Desarmamento e a reestruturação das funções de manutenção da paz, a fim de assegurar um melhor planeamento, um envio mais rápido de forças e um processo mais dinâmico. O apoio da Assembleia traduziu-se na adopção de duas resoluções, facto que foi considerado pelo Secretário-Geral como um bom começo para o nosso trabalho em conjunto. Agora, podemos iniciar uma iniciativa de reforma a um só voz uma colaboração assente na confiança recíproca, disse, prometendo continuar a consultar os Estadosmembros num espírito de abertura e de transparência. Na sua resolução sobre o reforço da capacidade da ONU no domínio da manutenção da paz (A/RES/61/256), a Assembleia apoiou a reestruturação do Departamento de Operações de Manutenção da Paz (DPKO), incluindo a criação de um novo Departamento de Apoio Logístico. De acordo com o plano, o novo Departamento de Operações de Paz trataria de todos os factores relacionados com estratégia, planeamento e envio de forças, enquanto o Departamento de Apoio Logístico assumiria a responsabilidade pela gestão. Pela resolução sobre a promoção da agenda do desarmamento (A/RES/61/257), a Assembleia apoiou a criação de um Gabinete de Assuntos de Desarmamento, mantendo, ao mesmo tempo, a autonomia orçamental e integridade das actuais estruturas e funções do actual Departamento de Assuntos de Desarmamento. O novo Gabinete será chefiado por um Alto Representante com a categoria de Secretário-Geral Adjunto, ou seja, a mesma do actual chefe do Departamento. Caricaturas em Bruxelas Editoral - Afsane Bassir-Pour Este mês temo-nos dedicado a organizar três novas edições de Caricaturas pela paz. Alguns de vós lembrar-se-ão de que a iniciativa nasceu a 16 de Outubro do ano passado, na Sede da ONU, em Nova Iorque, com uma conferência e uma exposição de caricaturas políticas. O caso das caricaturas dinamarquesas e a controversa exposição de cartazes sobre o Holocausto, no Irão, ilustraram bem o poder e a responsabilidade dos caricaturistas políticos. A ideia de Caricaturas pela Paz foi concebida pelo caricaturista francês Plantu, que convidou os seus amigos em todo o mundo a associarem-se a ele, na ONU, para falar da responsabilidade que implica aparecer diariamente nas primeiras páginas dos jornais a comentar as notícias. O evento alcançou um grande êxito, sobretudo porque aqueles caricaturistas não eram só artistas talentosos e responsáveis mas também divertidos. Nasceu, assim, um movimento. A segunda edição da iniciativa teve lugar na Sede da ONU em Genebra, quando do primeiro aniversário do Conselho de Direitos Humanos. A Directora do Serviço de Informação das Nações Unidas em Genebra, Marie Heuze, organizou um acontecimento notável. Em parceria com os organizadores do Festival Internacional do Filme de Direitos Humanos, promoveu um debate corajoso e interessante com Plantu e seis outros caricaturistas. A próxima edição decorrerá em França, cujo Ministério da Cultura e Comunicação acolherá os nossos caricaturistas. A fim de celebrar o Dia da Liberdade de Imprensa, a 3 de Maio, dez caricaturistas da Argélia, Bélgica, República Democrática do Congo, Egipto, Líbano, Israel, Dinamarca, Estados Unidos e, é claro, Plantu virão a Bruxelas. UNRIC está a trabalhar em parceria com o Centro Belga da Banda Desenhada para organizar uma mesa redonda e montar uma exposição de caricaturistas políticos, que estará aberta ao público durante dois meses. A 4 de Maio, os caricaturistas encontrarse-ão com personalidades influentes de Bruxelas na Biblioteca Solvay, que acolhe os Friends of Europe. Esteja atento a este espaço para mais notícias sobre Caricaturas pela Paz. Em visita a Bruxelas, Vice-Secretária-Geral Asha-Rose Migiro assiste a lançamento de relatório sobre parceria entre ONU e UE A Vice-Secretária-Geral da ONU deslocou-se a Bruxelas, onde teve encontros com funcionários da UE, incluindo o Comissário para o Desenvolvimento e a Ajuda Humanitária, Louis Michel, e com o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Bélgica, Karel De Gucht. Durante a sua presença na capital belga, Asha-Roge Migiro assistiu ao lançamento do relatório The Partnership between the UN and the EU, o primeiro a descrever minuciosamente a parceria entre as duas organizações. O relatório explica que a ONU e a Comissão Europeia trabalham em conjunto em mais de 80 países em desenvolvimento e países em transição, produzindo um impacto considerável nas esferas do desenvolvimento e dos direitos humanos, da assistência humanitária e da reabilitação e recuperação no pósconflito. Incidindo sobre os resultados da parceria entre a CE e a ONU no terreno, dá uma ideia da amplitude e profundidade da colaboração entre as duas organizações. A primeira análise realizada pela ONU da totalidade da sua cooperação para o desenvolvimento e no domínio da ajuda humanitária no terreno com a CE aponta claramente áreas em que a ONU acrescenta valor ao trabalho da CE, nomeadamente áreas sensíveis de governação que beneficiam com a legitimidade mundial e a imparcialidade de que a ONU goza, áreas temáticas onde a ONU tem conhecimentos específicos essenciais e casos em que o mais importante é a coordenação entre múltiplos actores e doadores.

2 er Paz e Segurança Internacionais Secretário-Geral apoia proposta de um Kosovo independente O Secretário-Geral transmitiu ao Presidente do Conselho de Segurança o relatório sobre o futuro estatuto do Kosovo, assim como o projecto de resolução global elaborado pelo seu Enviado Especial, Martti Ahtisaari, que recomenda a independência supervisionada pela comunidade internacional. O Secretário-Geral exprimiu o seu pleno apoio ao relatório e ao projecto do seu Enviado Especial, numa mensagem em que salienta que esta etapa marca uma fase decisiva na determinação do Kosovo, província da Sérvia sob administração da ONU, desde O Conselho de Segurança recebeu um plano que o Secretário-Geral considera conter todos os elementos necessários para uma solução justa e duradoura sobre o futuro estatuto do Kosovo, afirma Ban Ki-moon. O Secretário-Geral, para quem a adopção de uma solução duradoura para a questão do estatuto político do Kosovo deveria ser uma prioridade da comunidade internacional no seu conjunto, avisara: o recurso de grupos extremistas à violência para atingir objectivos políticos não será tolerado e deverá ser firmemente condenado. Timor Leste: assinatura de um Código de Conduta para eleições presidenciais de 9 de Abril O Chefe da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor Leste (UNMIT), Atul Khare, saudou a assinatura em Díli de um Código de Conduta para as eleições presidenciais previstas para 9 de Abril. A assinatura de hoje [16 de Março] demonstra um reconhecimento formal dos princípios orientadores e das regras que ajudarão a garantir que as eleições sejam livres, justas, transparentes e pacíficas, delcarou Atul Khare. O Código de Conduta foi assinado pelos oito candidatos à presidência bem como por representantes dos órgãos de soberanias de Timor Leste (Presidente da República, Governo, Parlamento e tribunais), da Igreja e da sociedade civil. Atul Khare sublinhou o compromisso de aceitar o resultado das eleições ou de o contestar apenas perante os tribunais competentes, assumido por todos os candidatos, os seus representantes e apoiantes. Comprometeram-se também a fazer uma campanha positiva, com programas de acção isentos de ataques pessoais contra os outros candidatos, e a evitar toda e qualquer influência ilegítima nos eleitores. Guiné-Bissau: tensões políticas e sociais persistem, enquanto a economia se deteriora Kosovo: Martti Ahtisaari recomenda independência sob supervisão internacional Após mais de um ano de conversações, comprovando que se tornou evidente que as partes não são capazes de chegar a um acordo sobre o futuro estatuto do Kosovo, o Enviado Especial da ONU, Martti Ahtisaari, pronunciou-se a favor de um «futuro Kosovo independente, viável, duradouro e estável», numa primeira fase sob a supervisão de um Representante Civil Internacional. A palavra independência aparece, pela primeira vez, no relatório definitivo do Enviado Especial do Secretário-Geral, transmitido ao Conselho de Segurança a 26 de Março. O descontentamento da população continua a ser o principal factor de intensificação da insurreição, afirma o Secretário-Geral, no seu último relatório sobre a situação no Afeganistão, o qual refere que a violência fez 2723 mortos entre 1 de Setembro de 2006 e 25 de Fevereiro de A violência ligada à insurreição atingiu o nível máximo em Setembro de 2006, depois, diminuiu, devido aos intensos esforços para garantir a segurança e à chegada do Inverno, sublinha o relatório. O número de incidentes durante os meses de Inverno foi, no entanto, muito superior ao número registado nos anos anteriores. Ban Ki-moon precisa que, desde o último relatório, se verificou um aumento claro dos efectivos das forças de insurreição dispostos a realizar operações de combate clássicas contra as forças de segurança governamentais e internacionais. Durante o período abrangido, ou seja, desde 11 de Setembro de 2006, o número de atentadossuicidas atingiu um nível recorde. O antigo presidente finlandês considera urgente resolver a questão fundamental do estatuto, afirmando que o Kosovo não poder permanecer no seu estado actual de indeterminação, pois a incerteza tornou-se um obstáculo importante à sua evolução democrática, à consagração do princípio de responsabilidade, à recuperação económica e à reconciliação interétnica. Martti Ahtisaari considera que a única opção viável para o Kosovo é a independência, numa primeira fase sob supervisão da comunidade internacional, mas sublinha: o Kosovo é um caso inédito que requer uma solução inédita. Esta solução não constitui um precedente para outros conflitos que não foram resolvidos. Afeganistão: perante agravamento da insegurança Ban Ki-moon recomenda prolongamento da para as autoridades governamentais e a representar um perigo para o pessoal das organizações internacionais de ajuda, afirma Ban Ki-moon. A insegurança continua a ser o principal obstáculo à realização dos direitos humanos no Afeganistão, recorda, frisando que a igualdade de género não avança. Ban Ki-moon considera também extremamente preocupante a corrupção generalizada do sistema judicial e afirma que a cultura da papoila do ópio e a economia da droga continuam a ganhar terreno. Atendendo a todos estes factores, entende que chegou a hora de a comunidade internacional reconfirmar o seu compromisso em relação ao Afeganistão e agir rapidamente para consolidar os resultados obtidos ao longo dos seis últimos anos. O clima político na Guiné-Bissau é marcado por diferendos cada vez mais profundos, num contexto económico muito frágil, afirma o Secretário- Geral no seu último relatório ao Conselho de Segurança. No Norte do Afeganistão, a violência entre facções e a criminalidade continuam a constituir um problema real Assim, recomenda que o mandato da UNAMA, que termina a 24 de Março, seja prorrogado por 12 meses. O apoio internacional é, sem dúvida, importante, mas o Governo deve continuar a mostrar o caminho, se quiser que as reformas sejam levadas a bom termo, lembra o documento, publicado a 22 de Março e que incide essencialmente sobre a evolução da situação desde o último relatório de Kofi Annan, datado de 6 de Dezembro de É crucial que o Governo se continue a interessar de perto pelas reformas da administração pública e do sector da segurança, que são elementoschave da estratégia de redução da pobreza e da promoção da estabilidade e do desenvolvimento, diz Ban Ki-moon. Year in Review 2006 UN Peace Operations New Challenges, New Horizons Além de factos e dados estatísticos e outras informações sobre as actuais operações de manutenção da paz da ONU, a publicação, lançada em Março, contém capítulos sobre os acordos de paz, de cessar-fogo e de cessação de hostilidades alcançados com o apoio político e diplomático das Nações Unidas.

3 Primeiro aniversário do Fundo Central de Resposta em Situação de Emergência Assuntos Humanitários O Fundo Central de Resposta em Situação de Emergência (CERF) festejou o seu primeiro ano de existência, a 9 de Março. Durante este período, foram atribuídos mais de 376 mil milhões de dólares a programas de ajuda humanitária, em 40 países. «Saúdo tudo o que foi conseguido pelo CERF ao longo do ano e aguardo com impaciência a consolidação e a continuação deste avanço, à medida que o Fundo for evoluindo», declarou John Holmes, Secretário-Geral Adjunto para os Assuntos Humanitários e Coordenador das Operações de Socorro de Emergência da ONU. «Apesar de a generosidade demonstrada pelos doadores ter sido impressionante, espero ver ainda mais países, organizações e indivíduos juntarem-se a nós, no quadro de parcerias, a fim de apoiar este Fundo», acrescentou John Holmes. Em 2006, numerosas contribuições do CERF foram utilizadas em crises humanitárias em que os civis foram apanhados num conflito armado, mas a maioria dos fundos foi utilizada como resposta a catástrofes naturais. Moçambique: organismos da ONU solicitam 17,7 milhões de dólares para ajudar as vítimas das cheias e do ciclone As Nações Unidas e os seus parceiros humanitários lançaram um apelo urgente de 17,7 milhões destinado a apoiar os esforços do Governo moçambicano no sentido de socorrer as centenas de milhar de pessoas afectadas pelas cheias e pelo ciclone Favio, que atingiram o país no mês passado. Os fundos obtidos serão aplicados na ajuda de emergência e de recuperação a prestar a moçambicanos, durante cerca de 6 meses, afirmou o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA). O apelo da ONU surge em resposta ao plano de recuperação e reconstrução do Governo, no valor de 71 milhões, o qual se centra na reinstalação, produção agrícola, abastecimento de água e estradas, saúde e educação, infra-estruturas e rápida recuperação do sector privado. O Coordenador dos Assuntos Humanitários da ONU, John Holmes, elogiou o Governo por se ter mostrado preparado, o que ajudou a evitar que uma catástrofe natural se transformasse numa calamidade. «As autoridades mostraram uma liderança que permitiu que a ONU e aos seu parceiros prestassem apoio onde foi sendo necessário, a fim de garantir que as pessoas afectadas possam reconstruir as suas vidas o mais rapidamente possível», acrescentou John Holmes. O OCHA advertiu que os fundos governamentais, embora sejam bem-vindos, são insuficientes para fazer face às necessidades humanitárias. Entretanto, após mais de 40 dias de operações de ajuda humanitária, os recursos estão a «esgotar-se rapidamente». Lançado jogo de vídeo que ensina a reduzir os riscos associados a catástrofes naturais As crianças podem agora aprender a agir perante catástrofes naturais desde incêndios florestais a inundações ou tsunamis, passando por ciclones e sismos de grande intensidade - e a atenuar os efeitos destas, graças ao novo jogo de vídeo em linha lançado pela Estratégia Internacional de Redução de Catástrofes (ISDR). O projecto resulta de uma campanha de educação da ISDR e ensina as crianças a construírem aldeias e cidades mais seguras. O jogo é constituído por várias missões que têm de ser realizadas num tempo-limite e com um orçamento específico. Deste modo, as crianças aprendem, de uma forma lúdica, em que medida o local e os materiais de construção utilizados são importantes, quando surge uma catástrofe natural. É-lhes também ensinado como os sistemas de alerta precoce, os planos de evacuação e a educação podem salvar vidas. As crianças são os futuros arquitectos, governantes, médicos e pais do mundo de amanhã. Se souberem o que há a fazer para reduzir o impacto das catástrofes naturais, ajudarão a criar um mundo mais seguro. Para jogar: Seca e cheias em risco de causar escassez geral de alimentos na África Austral, adverte a ONU A instabilidade meteorológica na África Austral, caracterizada por condições que vão desde secas abrasadoras a cheias devastadoras, destruiu as perspectivas de uma colheita para milhões de pessoas e pode significar mais um ano de escassez geral de alimentos, advertiu hoje o Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas, que se debate com grande falta de fundos. "Tudo indica que a África Austral poderá enfrentar, mais uma vez, uma escassez alimentar crítica no próximo ano", disse o Director Regional do PAM, Amir Abdulla. "É necessário realizar avaliações tão brevemente quanto possível, a fim de determinar o impacte das perdas agrícolas nestes grupos, mas os indícios que já existem relativamente a vários países são alarmantes." Mesmo sem as dificuldades adicionais da irregularidade geral das colheitas na África Austral, o PAM enfrenta um défice de fundos de aproximadamente 97 milhões de dólares no que se refere às operações em curso e a realizar até ao final de O PAM presta actualmente assistência a 4,3 milhões pessoas na região. Partes de Angola, Madagáscar, Moçambique, Namíbia e Zâmbia foram atingidas por cheias devastadoras que destruíram dezenas de milhares de hectares de culturas durante a fase de crescimento mais crítica. Pelo contrário, no Lesoto, na Namíbia, no Sul de Moçambique, em grande parte da Suazilândia e em zonas extensas de terras de cultivo no Zimbabué, têm-se registado secas prolongadas que estão a destruir as culturas ou a impedir o seu desenvolvimento. O Lesoto, por exemplo, prevê que a sua produção agrícola diminua 60% em comparação com o ano passado. Além disso, na África do Sul, geralmente o maior produtor de milho da região e um dos locais de aprovisionamento do PAM, receia-se que as colheitas sejam fracas, devido ao intenso calor que se tem feito sentir nas últimas semanas e à seca em algumas zonas do país. Um dos países mais afectados por episódios de seca é a Suazilândia, que enfrenta a possibilidade de um sexto ano consecutivo de más colheitas, talvez o pior dos últimos 25 anos. Há zonas do Zimbabué que também constituem motivo de especial preocupação, já que os primeiros indícios revelam que as culturas de cereais em grande parte da metade meridional do país foram dizimadas por um período prolongado de seca em Janeiro e princípios de Fevereiro.

4 Desenvolvimento Económico e Social A população mundial continua a envelhecer e irá exceder os 9 mil milhões de habitantes até 2050, afirma um relatório da ONU (World Population Prospects: The 2006 Revision), que prevê um período de transição na estrutura demográfica do planeta. Segundo o relatório, a população mundial irá registar um crescimento de cerca de 2,5 mil milhões nos próximos 43 anos, passando dos actuais 6,7 mil milhões para 9,2 mil milhões, em Este crescimento equivale à população total do planeta em 1950 e diz sobretudo respeito às regiões menos desenvolvidas. A população destas regiões passará de 5,4 mil milhões em 2007, para 7,9 mil milhões em 2050, enquanto as regiões desenvolvidas permanecerão estáveis, com cerca de 1,2 mil milhões de habitantes. Estas regiões deveriam sofrer um declínio da população, se não tomássemos em conta a migração dos países em desenvolvimento para os países População mundial continua a envelhecer, afirma relatório da ONU OIT alerta para feminização dos trabalhadores pobres As mulheres que trabalham são mais numerosas do que nunca, mas as disparidades entre homens e mulheres no que se refere à condição destas, à segurança do emprego, aos salários e à educação contribuem para a «feminização dos trabalhadores pobres», segundo um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo o relatório Global Employment Trends for Women 2007, o número de mulheres presentes no mercado de trabalho com um emprego ou activamente à procura de emprego atingiu o nível mais elevado. Em 2006, a OIT considerou que as desenvolvidos. O relatório salienta que o declínio da fecundidade e a crescente longevidade conduzirão a um envelhecimento rápido da população, num número cada vez maior de países, nomeadamente no que se refere à faixa etária de mais de 60 anos. Nos países desenvolvidos, o número de pessoas com mais de 60 anos deve praticamente duplicar, de 245 milhões, em 2005, para 406 milhões, em 2050, e o número de pessoas com menos de 60 anos deve baixar de 971 milhões, em 2005, para 839 milhões, em Nos países menos desenvolvidos, o relatório prevê que a fecundidade desça de 2,75 filhos por mulher, entre 2005 e 2010, para 2,05, entre 2045 e No grupo dos países menos avançados, esta redução ainda será mais abrupta, ao passar de 4,63 filhos por mulher para apenas 2,50. mulheres representavam 1,2 mil milhões num total de 2,9 mil milhões de trabalhadores no mundo. Aliás, há cada vez mais mulheres no desemprego (81,8 mil milhões) ou que estão limitadas a empregos pouco produtivos no sector agrícola e nos serviços ou que recebem ainda uma remuneração inferior à dos homens com funções semelhantes. O relatório acrescenta que é necessário dar às mulheres e às suas famílias a possibilidade de trabalharem para conseguir escapar à pobreza, criando oportunidades de um emprego digno que lhes permitam exercer uma actividade produtiva e remunerada em condições de liberdade, segurança e dignidade humana. Se assim não for, o processo de feminização dos trabalhadores pobres prosseguirá e será transmitido à próxima geração, avisou a OIT. «Para se alcançarem estes resultados, é essencial que o acesso ao planeamento familiar cresça nos países mais pobres», afirma o relatório. Todos estes números revelam uma transição na estrutura demográfica do planeta, disse Hania Zlotnik, Directora da Divisão de População do Departamento dos Assuntos Económicos e Sociais da ONU. A fase em que se encontram a Europa e a América do Norte caracteriza-se por uma maioria de pessoas idosas. Convém, no entanto, que salientar que o envelhecimento da população é o resultado de um êxito da humanidade. É agora necessário que as mudanças na sociedade possam permitir que as populações beneficiem plenamente de uma vida mais longa e melhor. Perturbações neurológicas afectam milhões de pessoas no mundo Um novo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) revela que as perturbações neurológicas, da epilepsia à doença de Alzheimer, passando pelos acidentes vasculares cerebrais e as dores de cabeça, afectam cerca de mil milhões de habitantes do nosso planeta. As perturbações neurológicas incluem também traumatismos cerebrais, infecções neurológicas, a esclerose múltipla e a doença de Parkinson. Este relatório, intitulado Neurological Disorders: public health challenges, revela que dos mil milhões de pessoas afectadas no mundo, 50 milhões sofrem de epilepsia e 24 milhões padecem da doença de Alzheimer e outras demências. As perturbações neurológicas afectam pessoas de todos os países, independentemente da idade, sexo, nível de educação ou rendimento. Estima-se que, todos os anos, 6,9 milhões de pessoas morram devido a perturbações neurológicas. Na Europa, os custos das perturbações neurológicas para a economia foram avaliados em cerca de 139 mil milhões de Euros, em O acesso a cuidados apropriados é difícil para a maioria das pessoas que sofrem de perturbações neurológicas, para as suas famílias e para as pessoas que cuidam delas. A OMS preconiza a integração dos cuidados neurológicos nos cuidados de saúde primários. É preciso superar os obstáculos para eliminar a tuberculose, afirma Enviado Especial da ONU Jorge Sampaio O Enviado Especial do Secretário-Geral para Luta contra a Tuberculose apelou a que se intensificassem os esforços para erradicar a tuberculose, que é, em regra, considerada uma doença do passado, mas continua a matar diariamente 5000 pessoas. É absolutamente essencial que o público seja mais bem informado sobre a tuberculose, disse Jorge Sampaio aos jornalistas, em Nova Iorque, a 22 de Março, quando do lançamento do novo relatório Global Tuberculosis Report, da Organização Mundial de Saúde. Embora se trate de uma doença curável, a tuberculose não desapareceu e o mundo enfrenta situações assustadoras com novas estirpes que são extrememamente resistentes, lembrou Jorge Sampaio, que também sublinhou que a ligação letal entre o VIH e a tuberculose está a aumentar rapidamente. Na véspera, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, assinou o Apelo à Acção para Acabar com a Tuberculose, no âmbito da parceria que imagina um mundo sem tuberculose, um mundo onde a primeira criança nascida neste milênio verá a tuberculose ser erradicada durante a sua vida.

5 Direitos Humanos Conselho de Direitos Humanos Hoje, o mundo observa-vos, afirma Ban Ki-moon Numa mensagem vídeo enviada à 4ª. sessão do Conselho de Direitos Humanos, que decorre em Genebra de 12 a 30 de Março, o Secretário-Geral da ONU reconheceu a enorme responsabilidade que pesa sobre os ombros dos seus membros. Nas próximas semanas e meses, a vossa determinação será constantemente posta à prova, avisou o Secretário-Geral, acrescentando que as graves crises e problemas que surgirão, exigirão uma análise e soluções e que é crucial que disponham dos elementos necessários para ser bem-sucedidos. Insistindo na importância do trabalho do Conselho de Direitos Humanos, o Secretário- Geral frisou, dirigindo-se aos seus membros: Hoje, o mundo observa-vos para ver se este jovem Conselho cumprirá as suas promessas. Referindo-se ao primeiro aniversário do novo órgão, no mês de Junho, Ban Ki-moon evocou o exame periódico universal a que os seus membros serão sujeitos, insistindo no facto de esta avaliação oferecer perspectivas A apresentação do relatório da Missão de Alto Nível do Conselho de Direitos Humanos sobre a situação no Darfur ficou marcada pela preocupação em relação às vítimas do conflito e pelo reconhecimento de que o Governo sudanês infringiu a responsabilidade de proteger, ao actuar em concertação com as milícias Janjaweed responsáveis pelos massacres e pela deslocação de populações. A Missão, dirigida por Jody Williams, Prémio Nobel da Paz 1997, não pôde visitar o Darfur ou mesmo o Sudão, apesar dos repetidos pedidos de vistos, mas deslocou-se à Sede da União Africana, em Addis Abeba, assim como ao terreno, no Chade. «As forças governamentais agiram frequentemente em conjunto com os Janjaweed e as milícias, nomeadamente para cometer violações dos direitos humanos. Os movimentos rebeldes também cometeram tais violações. Aliás, os ataques armados e as actividades criminosas aumentaram de uma forma significativa», salienta o relatório. O relatório, que afirma claramente que os civis se tornaram os principais alvos e vítimas, considera que os mecanismos judiciais e de promissoras para a promoção e protecção dos direitos humanos onde a situação é mais sombria. O Secretário-Geral considerou ainda necessária a presença de peritos independentes de forma a garantir uma recolha e uma análise imparcial dos factos. A responsabilidade que recai sobre o Conselho exige que aproveite os recursos da sociedade civil e dos mecanismos internacionais dos direitos humanos, referiu Ban Ki-moon, que acrescentou que era igualmente necessária a plena utilização dos procedimentos especiais. A questão dos procedimentos especiais é complexa, uma vez que existem posições divergentes nesta matéria. Todas as vítimas de violações dos direitos humanos devem poder recorrer ao Conselho de Direitos Humanos afirmou Ban Ki-moon. É nisto que consiste o vosso mandato. É, afinal, em função disso que sereis julgados, disse ainda o Secretário-Geral. A população do Darfur não precisa de relatórios suplementares, mas sim de protecção, frisou Jody Williams justiça existentes são subfinanciados, politicamente comprometidos e ineficazes. Ao apresentar o relatório, Jody Williams evocou o princípio da responsabilidade, que recai sobre os Estados, de proteger a população contra o genocídio, os crimes de guerra, os crimes contra a humanidade e a limpeza étnica e lembrou: Quando um Estado não é capaz de o fazer ou se recusa fazê-lo, a responsabilidade de reagir recai sobre a comunidade internacional. A Prémio Nobel da Paz 1997 chamou a atenção para o facto de o conflito continua a assolar o país, tendo matado pessoas. O relatório recomenda a melhoria da protecção das populações, o avanço das negociações de paz e a melhoria do acesso dos trabalhadores humanitários. Recomenda ainda que se julguem os autores de violações dos direitos humanos, se criem programas que visem remediar as causas fundamentais do conflito, incluindo as causas económicas, se apliquem as recomendações dos mecanismos de protecção dos direitos e se ofereça uma compensação às vítimas. A situação é clara e a documentação, abundante; não há dúvidas quanto a este assunto. A população não precisa de relatórios suplementares, mas sim de protecção, frisou Jody Williams, apelando à comunidade internacional para que tome medidas urgentes a fim de proteger a população do Darfur. Nenhum país está imune aos problemas de direitos humanos, diz Alta-Comissária para os Direitos Humanos, Louise Arbour «Agradeço esta nova oportunidade para usar da palavra perante o Conselho e abordar numerosos casos específicos de países e alguns relatórios temáticos», disse Louise Arbour, a 15 de Março. Referi muitas vezes que nenhum país está imune aos problemas de direitos humanos, continuou a Alta- Comissária para os Direitos Humanos, para quem todos os países podem beneficiar com a cooperação com os mecanismos de direitos humanos e com o Alto Comissariado. Estas formas de cooperação e interacção variam de intensidade e alcance, acrescentou, mas estou convencida de que uma maior abertura e receptividade por parte dos governos proporcionam benefícios e recursos adicionais para enfrentar os desafios que os direitos humanos colocam. Temos perante nós grandes desafios e, acima de tudo, uma grande responsabilidade, afirmou o Presidente do Conselho de Direitos Humanos Na abertura da 4ª. sessão do Conselho de Direitos Humanos, o seu Presidente, Embaixador Luís Alfonso de Alba, declarou que a sessão tinha lugar num momento crucial. Embora tenhamos alcançado avanços significativos na construção institucional do Conselho, ainda temos de alcançar acordos sobre pontos delicados e importantes do que será o novo sistema de promoção e protecção dos direitos humanos no mundo, disse, sublinhando a necessidade de que nas negociações prevaleça um espírito construtivo e um diálogo aberto, especialmente entre actores de diferentes regiões e grupos. Só assim será possível superar as divergências e evitar a politização. Segundo o Presidente, para superar a tentação de repetir as inércias da Comissão de Direitos Humanos, será preciso fixar critérios de aplicação universal, que permitam evitar a politização, a selectividade e a política de dois pesos duas medidas. Salientou também a importância da cooperação, uma das premissas básicas que deram origem à criação deste órgão e que não deve ser mera retórica, devendo antes permear todo o trabalho do Conselho. Luís Alfonso Alba sustenta que, para ser eficiente e justa, a nova instituição tem de desenvolver uma prática que destaque a cooperação genuína e o compromisso dos Estados no novo contexto do Conselho, de uma maneira bi-direccional. Neste contexto, precisamos de uma nova cultura que se traduza num aumento da cooperação.

6 Direitos Humanos Duzentos anos depois da abolição do tráfico de escravos, persistem práticas esclavagistas, avisou Ban Ki-moon A exposição Lest We Forget The Triumph Over Slavery (Para que Não Esqueçamos O Triunfo sobre a Escravatura), que está aberta ao público na Sede da ONU em Nova Iorque, ilustra as práticas culturais, políticas, económicas e sociais dos africanos escravizados, quando viviam nas condições desumanizadoras impostas pela escravatura. Duzentos anos depois de os Estados Unidos e o Império Britânico terem proibido o tráfico de escravos, muitos milhões de pessoas continuam a ser submetidas a práticas esclavagistas, avisou o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon. Essas práticas incluem a servidão por dívidas e a utilização de crianças em conflitos armados, disse o Secretário-Geral a 1 de Março, na cerimónia de abertura de uma exposição que assinala o duocentésimo aniversário do comércio transatlântico de escravos. As vítimas estão demasiado assustadas para falar publicamente. Apesar de tudo o que temos conseguido com a nossa campanha em prol dos direitos humanos, muito resta ainda por fazer. Organizada pelo Departamento de Informação Pública da ONU e os Estados Membros da Comunidade Caraíba (CARICOM), em associação com o Centro Schomburg para a Investigação sobre a Cultura Africana, a exposição coincidirá com o Dia Internacional para a Comemoração do 200º Aniversário da Abolição do Tráfico Transatlântico de Escravos. Esta exposição não fala apenas da vitória sobre o tráfico de escravos, disse Ban Ki-moon. Vemos também homens e mulheres que lutam por manter a dignidade e preservar a sua cultura, num mundo impiedoso. Que a sua luta nos inspire. Façamos o que resta ainda fazer. Em 28 de Novembro de 2006, a Assembleia Geral das Nações Unidas designou 25 de Março de 2007 Dia Internacional de Comemoração do 200º Aniversário da Abolição do Tráfico Transatlântico de Escravos. Reconhecendo os efeitos duradouros da escravatura no mundo moderno, os Estados-membros afirmaram que a escravatura estava no cerne de "uma profunda desigualdade social e económica e de sentimentos de ódio, intolerância, racismo e preconceito que continuam a afectar ainda hoje as pessoas de ascendência africana". A finalidade deste Dia Internacional é prestar homenagem à memória daqueles que morreram em consequência da escravatura, inclusivamente devido aos horrores da travessia do Atlântico e da luta pela libertação. Um outro objectivo é reduzir o "défice de conhecimento" que existe hoje em dia em relação às consequências do tráfico de escravos e da escravatura. Contexto Dia Internacional de Comemoração do 200º Aniversário da Abolição do Tráfico Transatlântico de Escravos A escravatura e o tráfico de escravos encontram-se entre as mais graves violações de direitos humanos da história da humanidade. O tráfico transatlântico de escravos foi um fenómeno único em toda a história da escravatura devido à sua duração (400 anos), escala (aproximadamente 17 milhões de pessoas, excluindo as que morreram durante o transporte) e a legitimidade que lhe foi conferida, inclusivamente pelas leis desse tempo. O tráfico transatlântico de escravos foi a maior deportação da história. Prolongou-se do século XVI ao século XIX e envolveu várias regiões e continentes: a África, a América do Norte e do Sul, a Europa e as Caraíbas, e traduziu-se na venda e exploração de milhões de Africanos pelos Europeus. Justificação do sistema de escravatura O tráfico transatlântico de escravos era um sistema económico abrangente e em grande escala. Os principais países que praticavam este tráfico - Espanha, Portugal, os Países Baixos, a Dinamarca, Bélgica, Estados Unidos, Inglaterra e França - obtinham lucros consideráveis em cada etapa da viagem triangular e muitas cidades europeias floresceram graças aos lucros das indústrias agrícolas criadas e literalmente sustentadas pelo trabalho dos escravos africanos. Legado O legado do tráfico transatlântico de escravos é um tema muito debatido. Ninguém pode negar que esteve na origem da destruição de uma parte considerável das línguas, culturas e religiões de milhões de escravos africanos. O facto de se ter retirado de África um número tão elevado de pessoas causou grandes perturbações na economia africana e, segundo alguns estudiosos, deixou África permanentemente numa situação de desvantagem em comparação com outras partes do mundo. Pode também dizer-se que a escravatura deu ao mundo uma definição dos Africanos que deixou um legado de racismo e um estereótipo que os classifica como inferiores. Formas modernas de escravatura A comemoração do 200º. Aniversário da Abolição do Tráfico Transatlântico de Escravos também serve para nos recordar que continuam a florescer formas contemporâneas de escravatura como o tráfico de seres humanos, a prostituição forçada, as crianças-soldado e o trabalho em condições de servidão e a utilização de crianças no comércio internacional de droga em grande medida em consequência da discriminação, da exclusão social e da vulnerabilidade, exacerbadas pela pobreza. Calcula-se que crianças sejam actualmente exploradas como criançassoldado, em cerca de 30 zonas de conflito em todo o mundo. Muitas das crianças raptadas que se convertem em crianças-soldados são também obrigadas a tornar-se escravas sexuais. A Organização Internacional das Migrações estima que mulheres, raparigas, homens e rapazes sejam traficados para fora do seu país, sendo afastados de suas casas e famílias e submetidos à escravatura. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, há 191 milhões de crianças economicamente activas com idades compreendidas entre os 5 e os 14 anos. Quase 40% 74 milhões de crianças realizam trabalhos perigosos. Calcula-se que 5,7 milhões de crianças sejam vítimas de trabalho forçado e de trabalho em condições de servidão e que 1,2 milhões de crianças sejam vítimas de tráfico de crianças. Associada ao tráfico de pessoas existe a exploração sexual das crianças para fins comerciais. Todos os anos, um milhão de crianças, sobretudo raparigas, é obrigado a prostituir-se. Essas raparigas são vendidas para serem usadas sexualmente ou na pornografia infantil, tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento.

7 Desenvolvimento Sustentável ONU lança iniciativa relativa ao clima como modelo para combater aquecimento global Como parte dos esforços das Nações Unidas para combater o aquecimento global, a Organização mundial lançou uma parceria única com a Cidade de São Francisco, o Bay Area Council e uma série de empresas da região, que se destina a servir de modelo para as acções que empresas e cidades do mundo inteiro podem empreender para combater o aquecimento global. A iniciativa, denominada "Principles on Climate Leadership" ("Princípios de Liderança no domínio do Clima"), proporcionará às empresas da zona um quadro para as suas acções de luta contra o aquecimento global, bem como um fórum no âmbito do qual poderão partilhar as melhores práticas destinadas a reduzir os gases com efeito de estufa, por exemplo, através do estabelecimento de objectivos de redução das emissões ao nível das empresas ou da prestação de serviços de transporte alternativos aos trabalhadores. Irá ainda criar um modelo para acções no domínio do clima nos sectores privado e público que o Pacto Global da ONU procurará promover junto de empresas e cidades do mundo inteiro. O Pacto é uma iniciativa lançada em 1999 para promover a boa cidadania empresarial e uma globalização responsável. Os Princípios foram oficialmente subscritos por mais de 20 empresas de diversos sectores incluindo a Gap Inc., a Google e a Shaklee que também anunciaram o lançamento da iniciativa Business Council on Climate Change (BC3) num evento especial em São Francisco, a cidade onde nasceu a ONU, com a assinatura da Carta em "As iniciativas voluntárias como a BC3 e a iniciativa Princípios de Liderança no domínio do Clima serão fundamentais como meio de promover acções progressistas e vigorosas relacionadas com a crise mundial do clima", disse Georg Kell, Director Executivo do Pacto Global da ONU. "Ao mesmo tempo, é importante ter presente que a acção voluntária não pode substituir uma regulamentação eficaz deve antes servir de base e complemento à regulamentação." Conferência sobre alterações climáticas realizada em Potsdam alcança progressos importantes Os Ministros dos principais países industrializados e países em desenvolvimento presentes numa Conferência sobre Alterações Climáticas, na Alemanha, conseguiram alcançar progressos importantes sobre uma série de questões, disse Yvo de Boer, Secretário Executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, mostrando-se animado com o resultado muito construtivo das conversações. Yvo de Boer afirmou que os participantes chegaram a um consenso sobre várias questões, incluindo o apoio à explicação científica do papel da humanidade no aquecimento global e a necessidade de que a resposta esteja de acordo com o pensamento da comunidade científica. Também concordaram em que qualquer resposta a tais alterações deve surgir num contexto duplo, centrando-se na redução das emissões de gases de efeito de estufa e garantindo que promove um desenvolvimento sustentável, em particular nos países mais pobres. Os ministros concordaram também no seguinte: a tecnologia será crucial quando os países tentam dar uma resposta e adaptar-se às alterações; enfrentar o problema da desflorestação merece especial atenção, dado o impacto que esta tem nas emissões de gás de efeito de estufa; os países em vias de desenvolvimento necessitam de ajuda urgente dos Estados industrializados, para se poderem adaptar às alterações climáticas. Na conferência participaram os Ministros do Ambiente dos G8 (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos) bem como os representantes de cinco países em desenvolvimento Brasil, China, Índia, México e África do Sul. Ban Ki-moon apela à nova geração para que cuide melhor do planeta do que a sua própria geração tomou "Somos todos cúmplices no processo de aquecimento global. Há práticas insustentáveis que estão arreigadas na nossa vida do dia-a-dia. Mas, na ausência de medidas decisivas, o verdadeiro custo dos nossos actos será suportado pelas próximas gerações, começando pela vossa", disse Ban Ki-moon, numa conferência da Escola Internacional das Nações Unidas, na sede da Organização, em Nova Iorque. "Isso é um legado inaceitável, um legado que temos de procurar evitar unindo esforços. Neste momento, os danos já causados ao nosso ecossistema levarão décadas, se não séculos, a sanar se agirmos desde já. Infelizmente, a minha geração não soube cuidar do nosso planeta, o único planeta que temos. Mas tenho esperança de que a vossa geração se venha a revelar uma melhor gestora do nosso ambiente; na verdade, ao olhar à minha volta aqui hoje, tenho uma forte sensação de que isso já está a acontecer", acrescentou Ban Ki-moon. Depois de ter reconhecido que grande parte do trabalho das Nações Unidas continua a ter por objectivo prevenir e pôr termo a conflitos, o Secretário-Geral afirmou que perigo que a guerra representa para toda a humanidade e para o nosso planeta pode equiparar-se à crise climática e ao aquecimento global. Tal como tem sublinhado frequentemente, desde que tomou posse, Ban Ki-moon afirmou que a luta contra as alterações climáticas seria uma das suas principais prioridades como Secretário-Geral. Acrescentou que tenciona discutir as alterações climáticas com os dirigentes mundiais na cimeira do G-8 em Junho, que reunirá as principais nações industrializadas. "Estas questões transcendem as fronteiras", disse o Secretário-Geral. "É por essa razão que proteger o ambiente do planeta ultrapassa em grande medida a capacidade dos países agindo isoladamente. Só a acção internacional concertada e coordenada, apoiada e sustentada pela iniciativa individual, será suficiente. "A instância natural para tal acção é a ONU. Estou firmemente empenhado em garantir que a ONU ajude a comunidade internacional a fazer a transição para práticas sustentáveis." Plantar Árvores pelo planeta: campanha mil milhões de arvores O Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) lançou uma campanha a nível mundial destinada a promover a plantação de árvores, já anunciada neste Boletim. Com a iniciativa Plantar Árvores pelo Planeta: Campanha "Mil Milhões de Árvores" pretende-se levar as pessoas, as comunidades, as organizações e os governos a registarem no sítio Web as suas promessas de plantar uma árvore, com o objectivo de conseguir que sejam plantadas pelo menos mil milhões de árvores em todo o mundo, durante A ideia desta campanha deve-se à Professora Wangari Maathai, laureada com o Prémio Nobel da Paz em 2004 e fundadora do Green Belt Movement do Quénia, que já plantou mais de 30 milhões de árvores em 12 países africanos desde Quando um grupo empresarial dos Estados Unidos disse à Professora Maathai que planeava plantar um milhão de árvores, a sua resposta foi: "Acho óptimo, mas aquilo que é realmente necessário fazer é plantar mil milhões de árvores!". Wangari Maathai é a principal patrocinadora da Campanha "Mil Milhões de Árvores". A campanha tem tido um enorme êxito. A 26 de Março, as promessas registadas mencionavam árvores. E árvores foram já plantadas, graças à campanha. Para acompanhar de perto a evolução desta iniciativa, visite

8 Desenvolvimento Sustentável Aquecimento global nos Pólos Norte e Sul debaixo do microscópio em Trabalho de Investigação Apoiado pela ONU O maior programa de investigação polar dos últimos 50 anos, que tem como um dos seus tópicos principais o aquecimento global, teve início a 1 de Março, enquanto milhares de cientistas de mais de 60 países se preparam para realizar 220 projectos científicos e no terreno, nas regiões do Pólo Norte e do Pólo Sul. O Ano Polar Internacional (API) , um programa do Conselho Internacional da Ciência (ICSU) e da Organização Meteorológica Mundial (OMM) das Nações Unidas, será o quarto evento desta natureza. Os API anteriores, , e , este último também conhecido como Ano Internacional da Geofísica, contribuíram todos para um aprofundamento considerável dos conhecimentos sobre o sistema da Terra. "O Ano Polar Internacional surge numa encruzilhada do futuro do planeta; a primeira parte do Quarto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC), apresentada em Fevereiro, revelou que estas regiões são extremamente vulneráveis à subida das temperaturas", disse o Secretário-Geral da OMM, Michel Jarraud. "No entanto, nos pólos existem poucas estações meteorológicas e outras instalações de observação ambiental de carácter mais geral, e é essencial instalar mais destas estruturas e aumentar a cobertura por satélite, de modo a podermos formar uma imagem melhor do ritmo a que estas zonas estão a mudar e do impacte global destas mudanças", acrescentou. Os projectos a realizar no âmbito do Ano Polar Internacional visarão obter um maior conhecimento do estado ambiental passado, presente e futuro das regiões polares e promover uma melhor compreensão das interacções entre estas regiões e o resto do planeta. Irão igualmente investigar as fronteiras da ciência nas regiões polares e utilizar a situação única destas regiões para criar observatórios do interior da Terra, do Sol e do cosmos. Além disso, os projectos investigarão os processos culturais, históricos e sociais que influenciam a sustentabilidade das sociedades humanas circumpolares. Populações de peixes e tubarões do alto-mar em risco de destruição, adverte organismo da ONU Embora a percentagem de unidades populacionais que se considera encontrarem-se num estado de depauperação ou à beira da depauperação tenha permanecido inalterada nos últimos 15 anos, há várias espécies de peixes no alto-mar, fora do alcance das jurisdições nacionais, que estão em risco de sobreexploração, advertiu a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Vinte e cinco por cento de todas as unidades populacionais controladas pela FAO estão sobreexploradas, depauperadas ou a recuperar de um estado de depauperação, segundo um relatório divulgado na segunda-feira pela organização. Mais de metade dos tubarões oceânicos, que são grandes migradores, e dois terços das unidades populacionais do alto-mar, nomeadamente, as da pescada, do bacalhau e do alabote do Atlântico, do tubarão-frade e do atum rabilho encontram-se num estado de depauperação ou em grande risco de ruptura, diz o relatório State of World Fisheries and Aquaculture. "Embora estas unidades populacionais apenas representem uma pequena fracção dos recursos haliêuticos do mundo, são indicadores fundamentais do estado de uma enorme componente do ecossistema dos oceanos", disse Ichiro Nomura, Subdirector-Geral da FAO para as Pescas. O relatório preconiza também que se reforcem as organizações regionais de pesca (ORP), que são instituições multilaterais constituídas pelos governos para promover a cooperação com vista a reduzir a exploração das unidades populacionais. Nos últimos anos, a falta de empenhamento político por parte dos membros de algumas dessas organizações e "as posições inflexíveis que militam contra uma gestão regional correcta da pesca têm dificultado, se não impedido" os esforços desenvolvidos no sentido de responder aos desafios da conservação e da gestão, diz o relatório. Considera, no entanto, que as ORP são os únicos mecanismos realistas susceptíveis de reduzir a exploração das unidades populacionais. Reforçar estas organizações com vista a conservar e gerir mais eficazmente as unidades populacionais "continua a ser o principal desafio que a governação internacional da pesca enfrenta". Algumas florestas do mundo estão a inverter um processo de declínio que dura há séculos, segundo relatório da ONU Embora em termos globais as florestas do mundo estejam a diminuir de ano para ano, o relatório da FAO State of the World Forests 2007 contém informação que é motivo de optimismo e revela que, em algumas regiões, se está a registar uma inversão do processo de desflorestação que dura há séculos, graças a uma gestão eficaz das florestas e à prosperidade económica. "Muitos países têm dado provas de vontade política de melhorar a gestão das florestas revendo as suas políticas e legislação e reforçando as instituições responsáveis pelo sector florestal", disse o Director-Geral Adjunto da FAO, David Harcharik. "Está a dedicar-se cada vez mais atenção à conservação do solo, água, diversidade biológica e outros valores ambientais." Segundo o relatório, as florestas cobrem aproximadamente 4 mil milhões de hectares, ou 30%, da área continental do planeta, e no período entre 1990 e 2005 o mundo perdeu 3% das suas florestas, a um ritmo médio de 0,2% por ano. Entre 2000 e 2005, 57 países participaram um aumento da sua área florestal, enquanto 83 participaram um decréscimo. As florestas desaparecem ao ritmo de 7,3 milhões de hectares por ano, ou hectares por dia, o que equivale a aproximadamente o dobro da área de Paris. Na Ásia e no Pacífico, a área florestal aumentou entre 2000 e 2005, ao contrário do que acontecera em décadas anteriores. Embora se tenha registado uma aceleração da desflorestação no Sudeste Asiático, esta situação foi contrabalançada pela plantação de grandes extensões de floresta na China. A Europa e a América do Norte também apresentaram aumentos das suas áreas florestais. Ainda no mesmo período, entre os 10 países onde, colectivamente, existem 80% por cento das florestas primárias do mundo, a Indonésia, o México, a Papuásia-Nova Guiné e o Brasil foram os quatro países que apresentaram as maiores perdas de área florestal. A África e a América Latina e Caraíbas foram as regiões onde se registaram as maiores perdas de área florestal. O crescimento económico ajuda a travar a desflorestação melhorando as condições, de modo a permitir uma gestão sustentável das florestas, diz o relatório.

9 Especial Mulher 51 ª sessão da Comissão da Condição da Mulher adopta Relatório Final e conclusões acordadas sobre eliminação da discriminação e violência contra as raparigas A 51ª. sessão da Comissão da Condição da Mulher reuniu de 26 de Fevereiro a 9 de Março de 2007, na sede da ONU, em Nova Iorque. A Comissão, constituída por 45 Estados-membros, desempenha um papel catalisador na promoção da igualdade de género, quer a nível nacional, quer a nível do sistema das Nações Unidas, ao trabalhar a par com o ECOSOC, com a própria Assembleia Geral e com o Conselho de Segurança. A principal produção da Comissão são as conclusões acordadas sobre os temas prioritários em cada ano, pois, para além da análise do tema prioritário, contêm as recomendações aos Governos, às entidades governamentais e outras instituições, aos actores da sociedade civil e a outros parceiros relevantes de modo a poderem ser implementadas aos níveis internacional, regional e local. O relatório final é submetido ulteriormente ao Conselho Económico e Social, para adopção. não são suficientes, pois nenhum deles codifica leis que tratem de forma sistemática a situação difícil das raparigas. Por outro lado, os Estados não integram as suas disposições o que tem conduzido à persistência da violação e da discriminação. A constatação mais evidente é que muito está ainda por fazer para se atingirem os padrões inscritos na estratégia internacional para a promoção das mulheres, em particular em termos do acesso das raparigas à educação, da eliminação dos estereótipos e da promoção das mulheres na vida pública e política. Os efeitos da discriminação e da violência contra as raparigas são devastadores. Pelo menos 55 milhões de raparigas continuam a não frequentar a escola; milhões de raparigas em idade escolar trabalham como empregadas domésticas; estima-se ainda que 40% das crianças-soldado sejam raparigas e que em todo o mundo, mais de 60% de jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 25 infectadas com o virus HIV/SIDA sejam do sexo feminino. Em 2006, a Comissão introduziu novos métodos de trabalho, ao decidir que a próxima sessão iria incidir sobre um único tema chave, A eliminação de todas as formas de discriminação contra as raparigas. Outra das inovações da Comissão este ano prende-se com a avaliação dos progressos na implementação dos acordos firmados durante a anterior sessão e que dizem respeito ao papel dos homens e dos rapazes na consecução da igualdade de género. A sessão de 2007 salientou a importância de trabalhar no sentido da eliminação da violência contra as raparigas na vida pública e privada, da eliminação de todas as formas de assédio sexual, exploração e tráfico de mulheres, da eliminação de tendências sexistas na administração da justiça e da erradicação de quaisquer conflitos que possam surgir entre os direitos das mulheres e os efeitos nocivos de certas práticas tradicionais ou consuetidinárias, preconceitos culturais e extremismos religiosos. Na sessão de abertura, Asha-Rose Migiro, Vice-Secretária-Geral das Nações Unidas apelou a uma acção colectiva, concertada e integrada para erradicar todas as formas de discriminação, flagrantes ou ocultas, e eliminar a violência contra a mulher e as raparigas a qual, na sua opinião, é a forma mais perversa de discriminação feminina, relembrando os compromissos assumidos na Cimeira Mundial de Para Asha-Rose Migiro, os direitos das mulheres e das crianças do sexo feminino constituem uma parte inalienável, integral e indivisível dos direitos humanos. A participação plena das raparigas, em condições de igualdade, na vida política, civil, económica, social e cultural, ao nível nacional, regional e internacional, bem como a erradicação de todas as formas de discriminação com base no sexo, constituem objectivos prioritários da comunidade internacional. Apesar das orientações das Nações Unidas, a discriminação de género continua a manter-se. Segundo um relatório do Secretário-Geral, os dois instrumentos jurídicos internacionais directamente relacionados com os direitos das raparigas a Convenção sobre os Direitos da Criança e a Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres No âmbito dos esforços para aplicar, a nível mundial, as recomendações para proteger os direitos fundamentais das raparigas, numerosos Estados-membros aprovaram ou reforçaram leis nacionais que visam proteger as raparigas, nomeadamente pela proibição do aborto selectivo em função do sexo do feto, lutando contra o trabalho infantil, elevando a idade mínima para contrair matrimónio e fazendo face à violência contra as raparigas, incluindo a exploração sexual comercial, a pornografia, o tráfico e o abuso sexual. Apesar destas medidas, subsistem numerosos problemas e insuficiências a nível da aplicação da lei. As partes interessadas, incluindo os decisores políticos, os prestadores de serviços, as comunidades e as famílias e até as próprias raparigas nem sempre têm plena consciência dos seus direitos. Permanecem descuradas em inúmeras políticas e programas nacionais e questões decisivas como o trabalho doméstico das crianças, o casamento precoce e forçado, o trabalho digno, o registo civil, o VIH/SIDA, o abuso sexual e o tráfico continuam a não ser consideradas. O estudo do Secretário-Geral sobre a Violência contra a Mulher e o relatório do Perito Independente das Nações Unidas sobre a Violência contra as Crianças, bem como os relatórios do Secretário-Geral sobre todas as formas de discriminação e de violência contra as raparigas submetidos à apreciação da Comissão, constituem provas incontestáveis e fazem apelo ao fim da discriminação e da violência contra as raparigas. O empoderamento das raparigas é essencial para erradicar a pobreza, a doença e a discriminação em todo o mundo, provocando um efeito multiplicador na produtividade e eficiência e promovendo um desenvolvimento económico sustentado. Este tema assume-se como o prioritário no trabalho da Comissão em Continua na página seguinte

10 Especial Mulher Continuação As situações económicas difíceis nos países mais fragilizados têm como resultado a aceleração e feminização da pobreza. A sua imediata atenuação e eventual eliminação devem permanecer como uma das grandes prioridades da comunidade internacional. Torna-se assim urgente alcançar as metas dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio até 2015, de modo a promover um elevado nível de saúde fisica e mental ao longo da vida, com base na igualdade de género, mediante a redução das taxas de malnutrição e analfabetismo, o acesso à água potável, o direito da mulher a cuidados de saúde adequados e a serviços de planeamento familiar, assim como à igualdade de acesso a todos os níveis de ensino. É essencial promover o acompanhamento dos programas informáticos para erradicar a discriminação de dados, de modo a apresentar estatísticas e indicadores fiáveis por sexo e medir os progressos alcançados no domínio da sua aplicação. A Comissão sublinhou a necessidade de serem tomadas medidas específicas de protecção das raparigas afectadas por conflitos armados ou por situações de pós-conflito. As violações dos direitos das mulheres em situações de conflito armado constituem violações dos princípios fundamentais de Direitos Humanos e do Direito Internacional Humanitário. Todas as violações deste tipo, incluindo o homicídio, as violações sistemáticas, a escravatura sexual e a gravidez forçada, exigem uma resposta particularmente eficaz. Contudo, também se assume como necessário proporcionar formação no domínio dos direitos humanos e do auxílio humanitário aos elementos das forças de manutenção de paz e ao pessoal da ONU, para que possam reconhecer e lidar com este tipo de violações dos direitos humanos e realizar o seu trabalho sem preconceitos. A Comissão afirmou a necessidade do pleno envolvimento de homens e rapazes na luta contra a desigualdade de género no mundo. Este será, aliás, o tema prioritário da Comissão em A Comissão reconhece que se mantêm atitudes socio-culturais negativas e que os estereótipos de género contribuem de facto e de jure para manter as violações dos direitos das raparigas, sendo necessário promover a não discriminação de tratamento entre rapazes e raparigas no seio da família, assegurar que os jovens de ambos os sexos tenham acesso à informação e educação, sobretudo no contexto do VIH-SIDA, e promover a participação e a responsabilização activa dos jovens do sexo masculino nas campanhas de eliminação da discriminação e violência contra as raparigas. Os governos e as organizações regionais e internacionais são exortados a facilitarem o acesso das mulheres a cargos de chefia e a permitirem a sua maior participação nos processos decisórios. A Comissão encoraja ainda a adopção de novas medidas no seio do Secretariado da ONU, no sentido de serem nomeadas e promovidas mulheres enquanto membros do pessoal, em conformidade com a Carta das Nações Unidas e encoraja outros órgãos principais e subsidiários da Organização a garantir a participação das mulheres em condições de igualdade. activa da União Europeia, os Estados são exortados a tomar uma série de medidas para a promulgação e o respeito pelas leis que garantam que o casamento é realizado livremente e com o pleno consentimento dos nubentes. A Comissão também adoptou por 40 votos a favor e 2 contra (Estados Unidos e Canadá) um projecto de resolução sobre as mulheres palestinas e a ajuda a conceder-lhes. Adoptou igualmente uma resolução sobre as raparigas e o vírus VIH/SIDA, apresentada pelo Lesoto em nome da Comunidade de Desenvolvimento dos Estados da África Austral (SADC). O Presidente do ECOSOC precisou que 2007 será um ano vital na conceptualização das relações entre este Comité e os seus órgãos subsidiários. O objectivo primordial será alcançar uma maior eficácia para que o processo de reforma a introduzir permita às comissões funcionais uma melhor concertação. A Comissão da Condição da Mulher, enquanto órgão subsidiário, tem vindo, desde 2002, a contribuir para este esforço de maior cooperação com o ECO- SOC. Neste contexto, a Presidente da Comissão para a Condição da Mulher anunciou ainda a intenção de iniciar um novo diálogo com o Conselho de Direitos Humanos. Em paralelo decorreu no dia 7 de Março, a reunião informal sobre a Reforma das Nações Unidas para a Igualdade de Género, organizada pela Presidência da Comissão da Condição da Mulher. Neste âmbito é de salientar a necessidade do trabalho das Nações Unidas ser alvo de maior difusão, pois só assim se dará visibilidade e continuidade aos esforços nas políticas de igualdade e se conseguirão melhores resultados. Contudo, a igualdade de género deve ser da responsabilidade de todo o sistema da ONU. É essencial a racionalização e a cooperação de esforços de forma a fortalecer os mecanismos das Nações Unidas neste domínio e favorecer os objectivos do respeito universal e observância das normas internacionais, tornando mais eficazes as suas actividades e evitando as duplicações desnecessárias. Mais sobre a 51ª. sessão da Comissão da Condição da Mulher Documentos csw/51sess.htm#documents No que diz respeito ao tema As adolescentes e as práticas tradicionais nocivas a Comissão concluiu que raparigas entre os 10 e os 14 anos estão particularmente expostas à discriminação e à violência, ao casamento precoce, à preferência por filhos varões e a mutilação ou excisão genital. Esta afecta entre 100 a 140 milhões de mulheres e calcula-se que anualmente 2 milhões se encontrem expostas ao risco de serem submetidas a esta prática. A Comissão exortou os Estados-membros a condenar esta prática nos termos da resolução Pôr fim à Mutilação Genital Feminina, apresentada pela África do Sul, em nome do Grupo Africano e que foi adoptada por consenso. A Comissão exortou ainda os Estados a tomarem medidas para proteger as raparigas e as mulheres da mutilação genital feminina, adoptando leis contra esta forma de violência e pondo fim à impunidade daqueles que a praticam. Textos saídos da sessão pdfs/csw51_agreed % 20_conclusions_ADVANCE % 20UNEDITED % 20VERSION.pdf Noutra resolução adoptada por consenso pela Comissão, com participação

11 Especial Mulher A Presidente da Assembleia Geral convidou os Estados-membros e observadores a participarem num debate temático sobre a Promoção da igualdade de género e o empoderamento das mulheres. O debate, que decorreu entre 6 e 8 de Março e consistiu num debate informal de alto nível e em dois debates de peritos sobre as mulheres e a tomada de decisões e o empoderamento das mulheres, incluindo o microfinanciamento. A iniciativa proporcionou uma oportunidade de partilhar opiniões sobre acções realizadas, boas práticas e ensinamentos retirados em matéria de promoção da igualdade de género, bem como de discutir o desfasamento entre políticas e prática e de renovar os compromissos políticos em relação à plena aplicação dos acordos existentes. O debate informal foi aberto pela Presidente da Assembleia, Haya Al Khalifa, que afirmou que a igualdade de género era essencial para a redução da pobreza e a realização dos outros Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, sublinhando que se tratava de uma responsabilidade não só das mulheres mas também de todos, ou seja, mulheres e homens. Relembrou que, nas últimas seis décadas, a ONU teve um papel crucial na promoção da igualdade e que, durante a Cimeira Mundial de 2005, os dirigentes mundiais reiteraram o compromisso de promover a mulher. Defendeu que, para alcançar tal igualdade, é preciso que a comunidade internacional faça do empoderamento das mulheres uma prioridade sistemática e sustentada e reafirmou o papel primordial da Assembleia Geral ao fomentar a troca de ideias sobre medidas eficazes destinadas a eliminar os obstáculos à igualdade de género. Usando da palavra na abertura do debate, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Kimoon, frisou que a igualdade de género e o empoderamentos das mulheres são um objectivo em si, mas também são uma condição para construir sociedades mais saudáveis, instruídas, pacíficas e prósperas. Ban Ki-moon disse ter estudado propostas sobre o reforço da arquitectura de género propostas pelo Grupo de Alto Nível sobre a Coerência do Sistema da ONU e mostrou-se esperançado em que as estruturas existentes viessem a ser substituídas por uma única entidade dinâmica concentrada em promover a igualdade de sexo e o empoderamento das mulheres. A ideia foi favoravelmente acolhida por um grande número de delegações, no debate que se seguiu. O debate permitiu que os ministros responsáveis pela condição feminina e outras questões de igualdade expusessem a sua política nacional nessa área. Assim, 76 países, maioritariamente representados por mulheres, 28 dos quais a nível ministerial, deram conta dos progressos alcançados no que se refere à participação das mulheres nos sectores público e privado. Assembleia Geral Assembleia Geral promove debate sobre igualdade de género e empoderamento das mulheres As delegações identificaram a autonomia económica das mulheres como o elemento fulcral da igualdade. As mulheres que beneficiam de programas de microcrédito, como explicou a Ministra da Condição Feminina e do Bem-estar das Crianças do Bangladeche, investiram os lucros realizados na saúde e educação dos seus filhos. O aumento da taxa de alfabetização e do poder económico das mulheres permite igualmente aumentar a taxa de utilização de contraceptivos, reduzir a taxa de fecundidade e a mortalidade infantil e materna e ainda aumentar a esperança de vida. Outras delegações afirmaram a necessidade de lutar contra os esquemas culturais patriarcais, que consideram factores de propagação de desigualdades. A fraca taxa de representação das mulheres em cargos de tomada de decisões trava a inclusão de uma perspectiva de género nas esferas críticas de influência e constitui um obstáculo à publicação de leis e de programas estratégicos a favor da igualdade. Segundo as estatísticas avançadas pela delegação australiana, somente 14 países atingiram o objectivo fixado pelas Nações Unidas de reservar 30% dos lugares parlamentares às mulheres. No encerramento do debate, a Presidente da Assembleia Geral sublinhou: Não há nenhuma outra causa em que nos possamos empenhar que possa ter um tão grande impacte na vida de tantos seres humanos. Haya Al Khalifa sustentou que a igualdade de género deve ser introduzida nas legislações, nos orçamentos nacionais e nas políticas macroeconómicas. Impõem-se intervenções específicas, como a introdução de quotas para a representação política e o sistema de microcrédito deve ser considerado prioritário, pois permite a autonomia económica e social das mulheres. Convém, no entanto, não esquecer que a eficácia do microcrédito depende sobretudo de políticas macroeconómicas proactivas. Evocando as intervenções dos Estados-membros, a Presidente afirmou que, sem a igualdade de género e o respeito pelos direitos fundamentais das mulheres, todos os progressos em matéria de paz e de segurança estarão definitivamente comprometidos. Salientou também que, sem o empoderamento das mulheres, será impossível atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Para alcançar a igualdade de género no século XXI, declarou Haya Al Khalifa, há que intensificar os esforços colectivos, uma tarefa que a comunidade internacional levará a cabo velando por que as mulheres e as raparigas, em especial as mais pobres e vulneráveis, tenham a oportunidade de desenvolver plenamente o seu potencial. É preciso não ficar apenas pelas palavras e cumprir as promessas feitas, disse. Informal Summary of the Informal Thematic Debate on Gender Equality and the Empowerment of Women

12 Especial Mulher Conselho de Segurança: declaração presidencial reafirma compromisso em relação à resolução 1325 (2000) O Conselho de Segurança salientou a importância da plena participação das mulheres, em pé de igualdade com os homens, em todos os esforços de manutenção e promoção da paz e segurança, declarando que era necessário reforçar o seu papel na tomada de decisões em matéria de prevenção e resolução de conflitos. Numa declaração presidencial lida pelo Presidente do Conselho durante o mês de Março, Dumisani Kumalo (África do Sul), o Conselho afirmou que um maior conhecimento do impacte dos conflitos armados nas mulheres e raparigas e a existência de mecanismos institucionais eficazes para garantir a sua protecção e plena participação nos processos de paz poderiam contribuir significativamente para a manutenção e promoção da paz e segurança internacionais. Reafirmando o compromisso em relação à plena aplicação da resolução 1325 (2000) sobre as mulheres, a paz e a segurança, o Conselho exortou os Estados-membros a assegurarem uma maior representação das mulheres na tomada de decisões a todos os níveis, nas instituições e mecanismos nacionais, regionais e internacionais para a prevenção, gestão e resolução de conflitos e exortou o ao Secretário- Geral que continuasse a nomear mais mulheres para as funções de seu Representante e Enviado Especial. O Conselho reconheceu a necessidade urgente de intensificar os esforços para integrar uma perspectiva de género nas operações de manutenção da paz e pediu ao Secretário- Geral que alargasse o papel das mulheres nas operações da ONU no terreno, incluindo o nível de tomada de decisões e especialmente entre os observadores militares, a polícia civil e o pessoal humanitário e de direitos humanos. Profundamente preocupado com a omnipresença de todas as formas de violência contra as mulheres e raparigas nos conflitos armados, nomeadamente os assassínios, as mutilações, as violências sexuais graves, o sequestro e o tráfico, o Conselho sublinhou a necessidade de acabar com a impunidade daqueles que cometem actos de violência de género em situações de conflito armado. Salientou a responsabilidade de todos os Estados nesse domínio. Defendeu que, quando possível, o genocídio, os crimes contra a humanidade e os crimes de guerra, incluindo a violência sexual e outros tipos de violência contra as mulheres, não deveriam poder beneficiar de medidas de amnistia. Presidential Statement (S/PRST/2007/5) UNFPA diz que é possível acabar com a violência contra as mulheres e crianças e mostra como O Fundo das Nações Unidas para a Infância lançou um manual Programming to Addresss Violence Against Women que expõe 10 estudos de casos que mostram que as intervenções cuidadosamente planeadas e com alvos bem definidos podem reduzir efectivamente a violência de género. «O que é fora do comum neste manual é que demonstramos efectivamente que é possível conseguir que comunidades inteiras mudem as suas atitudes em relação à violência contra a mulher, graças a algumas intervenções com alvos precisos», disse Thoraya Ahmed Obaid, Directora Executiva do UNFPA. Segundo Thoraya Obaid, em muitos dos casos, a violência contra as mulheres era tão corrente e estava tão arraigada que, de início, parecia ser impossível alterar a atitude geral predominante. O que aprendemos é que a promoção desta causa junto dos líderes da comunidade e do público. Secretário-Geral exorta Conselho de Segurança a criar mecanismo de luta contra a violência sobre as mulheres Por ocasião da celebração do Dia Internacional da Mulher, na Sede da ONU, em Nova Iorque, o Secretário-Geral Ban Kimoon, exortou o Conselho de Segurança a criar um mecanismo de luta contra a violência exercida sobre as mulheres, com base na sua resolução 1325 (2000) relativa às mulheres, à paz e à segurança. Usando da palavra pela primeira vez, nessa comemoração, na qualidade de Secretário-Geral, Ban Ki-moon propôs também que a Assembleia Geral consagrasse todos os anos um ponto da sua ordem do dia à violência contra as mulheres e as raparigas. Reconhecendo que, ultimamente, houve alguns progressos no combate à pandemia que essa violência representa, afirmou que resta ainda muito por fazer. Chegou o momento de romper os muros de silêncio e de tornar as normas jurídicas uma realidade na vida das mulheres. Isto significa que a sociedade no seu conjunto deve assumir as suas responsabilidades e trabalhar no sentido de conseguir uma mudança duradoura dos valores e das atitudes. O Direito Internacional e a Violência contra as Mulheres e as Raparigas Os países que ratificaram os tratados internacionais para visam proteger as pessoas de violações dos seus direitos humanos são responsabilizados, no caso de esses direitos serem violados. Seguem-se alguns dos instrumentos jurídicos internacionais utilizados para combater a violência contra as mulheres: A Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) afirma que todos os homens e mulheres gozam de todos os direitos humanos, em pé de igualdade. A Convenção das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (1979) afirma que nenhuma pessoa, organização ou empresa deveria discriminar as mulheres. A Recomendação Geral nº. 19 do Comité para a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres reafirma o direito das mulheres a não serem alvo de violência. A Declaração sobre a Eliminação da Violência contra as Mulheres (1993) reconhece que a violência contra as mulheres é uma violação de direitos humanos. O Relator Especial sobre Violência contra as Mulheres, as suas causas e consequências é nomeado pelo Conselho de Direitos Humanos para informar sobre violência contra as mulheres e dirige apelos aos governos, em nome das vítimas. O Direito Internacional Humanitário define o limite do uso da violência num conflito armado. Visa também proteger as pessoas que não estão ou deixaram de estar directamente envolvidas em hostilidades (os feridos, os prisioneiros de guerra e os civis). O Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional (criado em 1998) considera certos crimes de violência contra as mulheres como crimes de guerra e crimes contra a humanidade. A violação, a escravatura sexual, a esterilização forçada ou quaisquer outras formas de violência sexual de gravidade semelhante são consideradas crimes de guerra. Se estes actos forem cometidos no contexto de um ataque generalizado ou sistemático contra uma população civil, constituem crimes contra a humanidade.

13 Parceria ONU/UE The Partnership between the UN and the EU O relatório foi elaborado pelo Sistema da ONU em Bruxelas e lançado no passado dia 15 de Março. Procura apresentar os resultados da parceria da Comissão Europeia (CE) e com a ONU em 2005, o último período para o qual existiam dados financeiros na altura em que o mesmo foi elaborado. Incide, principalmente, nos resultados obtidos nos domínios do desenvolvimento e humanitário, que foram possíveis graças aos mais de 700 milhões de euros de contribuições da CE despendidos pela ONU ao longo desse ano. O relatório não cobre as amplas relações políticas, designadamente no domínio da manutenção da paz, que existem entre a UE e a ONU. Suriname. Deu formação a 320 juízes e procuradores da Ásia Central e de países africanos sobre políticas relativas a matérias como a extradição, assistência jurídica mútua, confisco e branqueamento de capitais. Contribuiu para o melhoramento dos quadros legislativos e prestou apoio ao nível da cooperação jurídica. Impediu crianças de ingressarem em grupos armados em África e na Ásia, assegurando-lhes educação, recreação e cuidados de saúde. Ajudou comunidades a recuperar da guerra e de catástrofes Concedeu ajuda alimentar a 22 milhões de pessoas, principalmente em países afectados por catástrofes naturais e antropogénicas, em países desde a Indonésia ao Sudão, bem como em crises descuradas como a dos refugiados do Sara Ocidental. Embora o relatório se concentre nos resultados programáticos obtidos no terreno graças à contribuição da CE para o sistema das Nações Unidas, esses resultados apenas representam uma parte do panorama das relações da CE com a ONU. Alguns dos resultados mais significativos da colaboração entre a ONU e a CE são também os mais difíceis de reflectir num relatório desta natureza, em que a ausência de cobertura de países específicos impede que se teçam considerações sobre o impacte global da parceria. Muitos resultados importantes são fruto de uma modelagem mútua de políticas, num esforço constante para reforçar o impacte das intervenções a favor dos pobres no domínio do desenvolvimento. Por exemplo, a CE trabalha no sentido de assegurar que as normas internacionais aprovadas pelas Nações Unidas sejam aplicadas em áreas da sua competência e sejam tidas em conta nas intervenções que apoia fora da Europa. Além disso, a ONU tem um papel de reforço de capacidades, juntamente com a CE, em áreas tais como as da saúde e da protecção dos refugiados. No terreno, a Comissão desempenha um papel vital na coordenação das acções da UE em prol do desenvolvimento e na conciliação do apoio da UE com os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM). Em conjunto, a CE e a ONU são importantes actores em termos do apoio que prestam às estratégias nacionais de redução da pobreza adoptadas pelos governos. Estas funções políticas não são examinadas no relatório, mas não devem de modo algum ser esquecidas nem subestimadas. O relatório está dividido em seis capítulos, excluindo a introdução, que passa em revista o programa internacional que a parceria se propôs. O relatório conclui com algumas considerações sobre a futura parceria entre as Nações Unidas e a UE, mais especificamente, a Comissão Europeia, nos domínios do desenvolvimento e da cooperação humanitária, numa altura em que estas duas entidades lutam pela prestação cada vez mais eficaz de assistência aos pobres do mundo. O documento mostra que, em 2005, a ONU, com o apoio da CE: Protegeu pessoas Concedeu protecção e assistência a 7 milhões de refugiados, pessoas deslocadas internamente e apátridas. em 70 países. Foram emitidas certidões de nascimento para muitas crianças refugiadas, proporcionando-lhes desse modo uma ferramenta indispensável para obterem certos direitos (desde matricularem-se na escola a obterem crédito) e para impedir o trabalho infantil, o serviço militar de menores de idade e o casamento forçado no caso das raparigas. Reforçou a democracia e os direitos humanos Assegurou a 50 milhões de cidadãos a possibilidade de votar, graças ao apoio a processos eleitorais democráticos em 10 países, desde o Burundi ao Ajudou 4 milhões de refugiados afegãos a regressarem a casa e começarem a reconstruir a sua vida, após a queda do governo talibã. Reparou km e desminou 600 km de estradas no Sudão, o que se traduziu numa redução de 60% dos custos de transporte. Isto, por sua vez, fez baixar para metade o preço dos cereais em zonas acessíveis por estrada e permitiu o acesso a comunidades no Quénia e no Uganda durante todo o ano, bem como o regresso de refugiados por corredores seguros. Forneceu factores de produção agrícolas a agregados familiares afectados pelo terramoto de Outubro de 2005 no Paquistão, preparando-os desse modo para a primeira estação de plantação pós-crise e ajudando-os a reduzir a sua dependência da ajuda alimentar. Prestou ajuda alimentar ao longo do Inverno a pessoas afectadas pelo terramoto do Paquistão, que ficaram isoladas pela neve e por deslizamentos de terra ou foram obrigadas a permanecer junto dos seus animais de pecuária. Prestou aos organismos humanitários e à comunidade de doadores informação atempada e precisa sobre crises no mundo inteiro, através de ferramentas de gestão da informação como o Reliefweb, um website que foi consultado por 3,8 milhões de pessoas e registou 30 milhões de acessos. Melhorou a saúde e a educação Imunizou 400 milhões de crianças em 49 países, desde o Chade à Indonésia, e administrou 2,2 mil milhões de doses de vacinas orais contra a poliomielite no mundo inteiro. Ajudou haitianos, prestando-lhes cuidados de saúde e realizando campanhas de prevenção da transmissão do VIH/SIDA. Foram efectuadas análises a mulheres grávidas para detecção da doença, das quais também receberam apoio alimentar. Ajudou a desenvolver modos de vida sustentáveis Preservou dezenas de milhares de empregos através de um programa destinado a promover a qualidade das pescas, que ajudou a levantar a proibição de exportação de camarão do Benim para a UE. Isto permitiu assegurar um rendimento a pessoas. Ajudou 23 países de África e da Ásia a preservarem os seus recursos florestais e a melhorarem o modo de vida das populações florestais pessoas beneficiarem da conservação dos grandes símios, considerados a principal espécie africana.

14 Actividades Em Portugal Dia da Mulher assinalado em Viseu em encontro de enfermagem Entre 8 e 9 de Março, decorreu em Viseu, no auditório do Instituto Politécnico desta cidade, um Encontra de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica /Ginecológica, subordinado ao tema Ser Mulher na Vida e na Saúde. Organizado pela Urgência de Obstetrícia Ginecológica, Obstetrícia e Ginecologia do Hospital de S. Teotónio, o encontro incluiu várias mesas redondas em que foram abordados temas como A mulher vítima de maus tratos, sexualidade responsável e Mulher no mercado de trabalho versus maternidade, entre outros. A Responsável pela Comunicação para Portugal do UNRIC, Mafalda Tello, participou na mesa redonda sobre o primeiro destes temas, fazendo uma intervenção centrada no tratamento da questão da violência contra as mulheres ao nível da ONU. Nesta mesa redonda, moderada pela Enfermeira Chefe Isabel Sampaio, participaram também a Dra. Beatriz Silva, do Instituto de Medicina Legal e a Dra. Sónia Santos, da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima. Doutora Maria Barroso e Professor Adriano Moreira primeiros Friends of the UN em Portugal No dia 7 de Março, a Doutora Maria Barroso e o Professor Adriano Moreira foram nomeados Friends of the UN. Tanto pelo seu contributo pessoal como cidadãos como pela sua notável actividade ao longo da vida, os dois Amigos das Nações Unidas têm sido verdadeiros embaixadores das causas mais caras à ONU. A Organização muito lhes deve e continua a contar com tão ilustres e dedicados apoiantes. Em Bruxelas CINÉ-ONU: primeira edição enche sala Às 18h foi comemorado o Dia da Mulher. A 21 de Março, o UNRIC abriu as suas portas ao público por ocasião da primeira edição do CINÉ- ONU, durante a qual foram apresentadas várias curtas metragens. Convenção sobre a Protecção e a Promoção da Diversidade de Expressões Culturais entrou em vigor a 18 de Março A Convenção sobre a Protecção e a Promoção das Expressões Culturais entrou em vigor a 18 de Março de 2007, isto é, três meses depois de o trigésimo documento de ratificação ter sido depositado. Até à data, foi ratificada por 52 Estados. Com uma novidade: a adesão da União Europeia, na qualidade de organização de integração económica regional. Adoptada, em Outubro de 2005, pela Conferência Geral da UNES- CO, a Convenção visa reforçar os laços entre cultura, desenvolvimento sustentável e diálogo. Reafirma o respeito pelos direitos humanos e as liberdades fundamentais, a igual dignidade das culturas, o acesso equitativo e a abertura das culturas ao mundo. Consagra o direito soberano dos Estados a elaborarem políticas culturais a fim de «proteger e promover a diversidade das expressões culturais» e reconhece a natureza específica dos bens e serviços culturais «portadores de identidade, de valores e de sentido». A Convenção pretende, assim, «criar condições que permitam que as culturas desabrochem e interajam livremente, de modo a enriquecerem-se mutuamente». A primeira parte do evento consistiu no visionamento do filme UN Generation, realizado pelo jornalista francês, Charles Bernard, que retrata a experiência de três jovens voluntários das Nações Unidas empenhados em missões no Sri Lanka, no Congo e no Kosovo, as numerosas dificuldades com que se deparam, assim como as alegrias que lhes proporciona o contacto com as populações locais. Um dos objectivos do realizador foi mostrar aos mais jovens que a ONU não é apenas um grupo de tecnocratas, mas que existem pessoas a trabalhar no terreno, algumas com idades inferiores a 30 anos. A audiência estava visivelmente entusiasmada com a mensagem do filme, um olhar crítico sobre a ONU, que convida os jovens a participarem mais activamente nas actividades da instituição, em particular nas actividades de voluntariado. No debate final, o jornalista respondeu às numerosas perguntas dos participantes, após uma breve intervenção em que falou das técnicas de filmagem utilizadas, das personagens envolvidas, assim como das boas recordações que conservou desta experiência como realizador. O jornalista não deixou de referir que o filme presta homenagem a Jean-Sélim Kanaan, morto no atentado contra a Sede da ONU em Bagdade, em Agosto de Na segunda parte, foram exibidos alguns filmes realizados por organismos da ONU, abrangendo diversos temas, desde a mutilação genital aos problemas da SIDA, passando por testemunhos de mulheres africanas e palestinianas em busca da emancipação. Dorothee Reinke, uma das Bibliotecárias do UNRIC, deu a conhecer o trabalho realizado por ela própria e pela sua colega Geneviève Rouserez e prestou informação sobre alguns produtos disponíveis. O evento, que foi possível graças ao entusiasmo e excelente trabalho de organização de algumas estagiárias, nomeadamente as portuguesas Carina e Sabrina, contou com a participação de cerca de oitenta pessoas, na sua maioria estudantes universitários. O êxito desta primeira edição levará, seguramente, à realização de outros eventos semelhantes.

15 Opinião É uma ideia simples, clara e assertiva: o feminismo é apenas a ideia radical de que as mulheres são pessoas. Numa sociedade que aceita que o género masculino conjugue o género humano, em que as mulheres aceitam que homem com h grande signifique humanidade, a afirmação do feminismo não é coisa do passado, é coisa do futuro. Embora a história dos movimentos de mulheres não se subsuma na actividade da ONU, foi com as Nações Unidas que os maiores avanços foram feitos. Ao longo de seis décadas a ONU e todo o seu sistema congregaram esforços no sentido de codificar os direitos jurídicos e políticos das mulheres, de afirmar a sua centralidade no processo de desenvolvimento e de confirmarem a sua importância para a paz mundial. Em fases identificáveis mas que correspondem a um continuum de luta contra a discriminação e pela emancipação, as Nações Unidas comemoraram o Ano Internacional da Mulher, a Década das Nações Unidas para a Mulher, estiveram na génese da Convenção para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres, da Declaração sobre a Eliminação da Violência contra as Mulheres, do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres e do Dia da Mulher que se celebrou a 8 deste mês. Em 2007 o lema é acabar com a impunidade dos que cometem actos de violência contra mulheres e raparigas. A violência contra as mulheres e meninas não se resume à violência doméstica; embora esta seja uma das mais perversas formas de violência pois acontece dentro do espaço de tranquilidade e refúgio que é o lar. A violência afecta as mulheres em várias fases do seu ciclo de vida, podendo até UM OLHAR SOBRE A ONU * Ainda faz sentido ser feminista falar-se de um fetocídio com a prática de abortos selectivos a fetos do sexo feminino. Embora condenados pelos governos dos países onde este fenómeno ocorre, a prática mantém-se em valores trágicos levando a que se fale já de uma falta demográfica de mulheres. As formas de violência são várias e fazem com que no intervalo etário dos 15 aos 45 anos morram mais mulheres vítimas de uma das formas de violência do que dos efeitos combinados do cancro, guerras e acidentes de viação. Um balanço demasiadamente dramático para levar a outra coisa que não seja uma acção imediata. A discriminação na vida privada e no espaço público, traduzida magistralmente no adágio português: a rua é dos homens e a casa das mulheres, reflecte-se na fraca presença feminina na vida política e no facto de o trabalho doméstico ser inexistente para efeitos de contabilidade nacional. De entre as soluções prescritas encontra-se a vilipendiada política de quotas de participação política. Numa jogada de exímio machismo conseguiu-se convencer as mulheres de que não era no seu melhor interesse a adopção de um regime transitório de quotas, levando-as a acreditar que garantir-lhes direitos pelo simples facto de serem mulheres lhes diminui o valor. Também acredito que a mudança de mentalidades não se faz por decreto, mas a cidadania constrói-se toda por decreto e hoje ninguém repudia os direitos consagrados e garantidos Aliás, nos 15 países com maior presença de mulheres nos parlamentos nacionais 13 têm instituído um dos sistemas de quotas de participação política. Parece-me que a mais elementar eficácia classifica como útil o meio. Feminism is the radical notion that women are people Do ponto de vista da participação económica, além da mais básica justiça de a salário igual corresponder uma remuneração igual (uma reivindicação que não está acabada), dever-se-ão adoptar as políticas amigas da família que permitam a conciliação de papéis e que os países parem de pagar os custos da discriminação que põem em causa o processo de desenvolvimento. Se acreditarem, com um encolher de ombros resignado, que vai demorar algum tempo, mas que a igualdade de oportunidades chegará; se aceitarem conformadamente que a sociedade é ainda patriarcal e machista na linguagem, na perpetuação de estereótipos de género, mas que as coisas são mesmo assim; e que no Ocidente desenvolvido as coisas são menos más não obstante a situação do resto da humanidade, então de facto o dia 8 de Março nada mais é do que um apontamento de calendário. Mas se acreditarem, como acredito, que mulheres e homens têm o mesmo direito de realização pessoal, as mesmas capacidades e que muito está por fazer; se acreditarem que não é aceitável que em 2007 o lema do dia internacional da mulher ainda seja o acabar com a impunidade dos que cometem violência contra as mulheres e as raparigas, então juntarse-ão aos milhões de outras pessoas que acreditam que ainda faz sentido ser feminista, que ainda acreditam na ideia radical de que as mulheres são pessoas. Mónica Ferro Docente do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas *Os artigos publicados nesta secção expressam exclusivamente os pontos de vista da autora, não devendo ser interpretados como reflectindo a posição da ONU A ONU e a UE EU Presidency Statement UN Security Council Debate on Afghanistan (20/3/2007) "Managing Global Insecurity" Speech by EUHR Solana (21/3/2007) Sugestão do mês da Livraria da ONU Angels in Africa Profiles of Seven Extraordinary Women EU Council Conclusions: 7th session of United Nations Forum on Forests (UNFF7) International Compact with Iraq European Community Statement (16/3/2007) EU-Africa Joint Strategy (26/2/2007) EU Presidency Declaration on ICC s investigation into Darfur (1/3/2007) EU Presidency Statement - UN: Programme Budget for the Biennium : (5/3/2007) EU Presidency Statement - UN: Promotion of Gender Equality and Empowerment of Women (6/3/2007) Pode encontrar esta e outras publicações na livraria das Nações Unidas https://unp.un.org/bookshop/ Timor Leste: EU deploys Election Observation Mission (14/3/2007)

16 Nomeações Jan Egeland O Secretário-Geral nomeou Jan Egeland para o cargo de Assessor Especial para questões relacionadas com a prevenção e resolução de conflitos. Trará para as suas novas funções uma experiência de mais de 25 anos no domínio de processos de paz e de operações humanitárias em zonas de conflito, tanto ao serviço da ONU como do Governo norueguês e de ONG. Uma das funções de Jan Egeland será coordenar uma equipa de reserva de peritos que poderá ser chamada a prestar assistência aos Enviados Especiais encarregados de actuar em prol do restabelecimento da paz no mundo. Ibrahim Gambari Ibrahim Gambari, que desempenhava o cargo de Secretário- Geral para os Assuntos Políticos, foi nomeado Assessor Especial do Secretário-Geral para o Pacto Internacional para o Iraque e outras questões políticas. Competir-lhe-á assegurar o apoio coordenado do sistema das Nações Unidas à concretização dos compromissos assumidos no âmbito do Pacto Internacional para um Iraque em Paz, Seguro e Próspero. Purnima Mane Purnima Mane, que desempenhava o cargo de Directora de Políticas e Parcerias do 0NUSIDA, foi nomeada Directora Executiva Adjunta do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA). Tendo dedicado a sua carreira às questões de população e desenvolvimento e ao direito à saúde reprodutiva e sexual, foi uma pioneira no trabalho sobre género e SIDA, muito antes de a feminização do VIH/SIDA se ter tornado evidente. Novos sítios Web: General Assembly 62nd session - preliminary list of items (A/62/50) English, French & Spanish: CALENDÁRIO Ano Polar Internacional Secretary-General Ban Ki-moon s speeches International Narcotics Control Board (INCB) Annual Report 2006 Report: United Nations Development Group Web site new Web site Pode encontrar estas e muitas outras informações úteis no BOLETIM DA NOSSA BIBLIOTECA Março 8 de Março Dia Internacional da Mulher 21 de Março Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial A partir de 21 de Março Semana de Solidariedade com os Povos em Luta contra o Racismo e a Discriminação Racial 22 de Março Dia Mundial da Água 23 de Março Dia Meteorológico Mundial 24 de Março Dia Mundial da Tuberculose Concurso Internacional de Desenho para Crianças No intuito de comemorar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza (17 de Outubro) e a Primeira Década para a Erradicação da Pobreza ( ), o Departamento dos Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, conjuntamente com o Departamento de Informação Pública e a Administração Postal das Nações Unidas, está a organizar um concurso de desenho para crianças sobre o tema É possível erradicar a pobreza. Os desenhos premiados servirão de modelo para um novo selo dos correios. Os 6 melhores desenhos, seleccionados por um júri, serão expostos durante a comemoração do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, dia 17 de Outubro de 2007, e serão impressos como selos dos correios pela Administração Postal das Nações Unidas. Para além dos 6 melhores desenhos, outros 20 desenhos receberão uma menção especial. A totalidade dos 26 desenhos fará parte de uma exposição na Sede das Nações Unidas em Nova Iorque em Prazo limite. Os desenhos deverão ser enviados até 30 de Junho de 2007 para a morada seguinte: Art Competition 2 United Nations Plaza Room DC New York, NY United States of America

17 PUBLICAÇÕES Migration and Human Resources for Health: From Awareness to Action World's Women 2005, The: Progress in Statistics (Wall Chart) Core International Human Rights Treaties, The Rapport sur la Gouvernance en Afrique Código de Venda: 07.III.S.1 ISBN-13: Publicado em 03/07 Disponível em Inglês Código de Venda: 06.XVII.6 ISBN-10: ISBN-13: Publicado em 03/07 Disponível em Inglês Código de Venda: 06.XIV.2 ISBN-10: ISBN-13: Publicado em 03/07 Disponível em Inglês (e também Árabe, Chinês, Francês, Russo e Espanhol) Código de Venda: 05.II.K.7 ISBN-10: ISBN-13: Publicado em 03/07 Disponível em Inglês e Francês Statistical Data Editing: Impact on Data Quality No.3 Highlights in Space 2006: Progress in Space Science, Technology and Applications, International Cooperation and Space Law Código de Venda: 06.II.E.16 ISBN-10: ISBN-13: Publicado em 03/07 Disponível em Inglês Código de Venda: 07.I.9 ISBN-10: ISBN-13: Publicado em 03/07 Disponível em Inglês Poderá encontrar estas e outras publicações na página na internet do Serviço de Publicações das Nações Unidas: https://unp.un.org/ FICHA TÉCNICA: Directora do Centro: Afsané Bassir-Pour Responsável pela publicação: Ana Mafalda Tello Redacção : Carina Barroca Filomena Mata Sabrina Fialho Concepção gráfica: Sónia Fialho OS SEUS COMENTÁRIOS E SUGESTÕES SERÃO BEM-VINDOS, PODENDO SER ENVIADOS PARA: Rue de la loi /Wetstraat 155 Résidence Palace Bloc C2, 7 ème et 8 ème 1040 Bruxelles Belgique Tel.: Fax: Sítio na internet:

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