LAZER NO ACAMPAMENTO LARANJEIRA ÑANDERU, MUNICÍPIO DE RIO BRILHANTE, MATO GROSSO DO SUL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "LAZER NO ACAMPAMENTO LARANJEIRA ÑANDERU, MUNICÍPIO DE RIO BRILHANTE, MATO GROSSO DO SUL"

Transcrição

1 1 LAZER NO ACAMPAMENTO LARANJEIRA ÑANDERU, MUNICÍPIO DE RIO BRILHANTE, MATO GROSSO DO SUL Introdução Professora Indígena: llda Barbosa de Almeida Rio Brilhante/MS Profª Drª Marina Vinha/UFGD O presente artigo corresponde à finalização do Componente Curricular/Módulo Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) para obter o título de licenciada no Curso de Licenciatura Intercultural Indígena Teko Arandu/UFGD, na Habilitação Linguagens. Resultado do estudo realizado por mim, Ilda Barbosa de Almeida, tratando do tema Lazer no Acampamento Laranjeira Ñanderu, Município de Rio Brilhante/MS, a pesquisa teve como objetivo geral reconhecer a situação lúdica vivida no Acampamento Laranjeira Nanderu e os sonhos lúdicos dos jovens e adultos da comunidade. Os objetivos específicos foram: a) levantar dados sobre os interesses das atividades lúdicas dos jovens do Acampamento Laranjeiras; e b) levantar os sonhos dos jovens que hoje lutam pelos direitos indígenas Guarani e Kaiowá e o que pensam sobre lazer. A metodologia utilizada para a obtenção dos dados foi: a) realizar leituras dos textos tratando dos temas lazer e patrimônio cultural imaterial, estudados em aula, dos autores Marcellino (2005) e Gaillois (2006); b) entrevistar jovens do Acampamento Laranjeiras, seguindo um roteiro previamente estabelecido. As referências bibliográficas foram delimitadas a autores estudados durante as aulas do Componente Curricular/Módulo Estudos do Lazer que compõe a grande área Linguagens, são eles: Marcellino (2005); Marcellino e Vinha (2008) e Gaillois (2006) e o documento de abrangência nacional a Constituição Brasileira de O Acampamento Laranjeira Ñenderu estava localizado no município de Rio Brilhante, no Mato Grosso do Sul, nas margens da BR 163. Neste local estavam acampadas aproximadamente 135 pessoas, totalizando 35 famílias indígenas. Atualmente essa situação foi alterada, pois retornamos à nossa terra, por força de ações do Ministério Público, mas nada é definitivo, portanto estamos no mesmo nível de conflito tendo em vista que as questões da terra não foram solucionadas. Durante os últimos anos, ou melhor, já faz alguns anos que os indígenas de Mato Grosso do Sul vêm lutando pela retomada de suas terras, impondo a alguns grupos

2 2 acamparem às margens das Rodovias, como se fossem sem terra. Praticamente o sofrimento é total. Para mim, como indígena, é difícil de entender essa condição social vivida pelo meu povo! Durante dois anos morei no Acampamento Laranjeira Ñenderu. Sou natural de Douradina, município localizada próximo ao de Dourados ao qual estão jurisdicionadas as Terras Panambi e a Aldeia Lagoa Rica, onde nasci. Meus pais são da etnia Kaiowá, são naturais de Caarapó, outro município da região de Dourados, mas cresceram e se casaram em Panambi. Meus pais sempre moraram em Panambi, nas terras do meu tio. Quando nascemos formamos uma família com sete filhos, sendo todos do mesmo pai e da mesma mãe. Meus irmãos maiores, inclusive eu, fomos casando e não tínhamos onde construir nossas casas, mantendo a tradição da família extensa. Meu pai procurou em várias aldeias para nos mudarmos, mas minha mãe não queria mudar e deixar sua terra. Sendo assim, ficamos muitos anos morando juntos, construindo nossas casas umas ao lado das outras, mas muito próximas. Como a aldeia Panambi era pequena demais para muitas famílias, em 2004 fizeram grupos organizando uma liderança para a retomada das nossas terras ancestrais. Assim, fizemos duas retomadas naquele ano, uma foi liderada pelo grupo do Farides Mariano e a outra liderada pelo grupo do Joel Aquino. Os dois líderes são da etnia Kaiowá. Durante todo este tempo, no total foram aproximadamente sete anos, convivi com um grupo de acampados liderados pelo Farides Mariano. Morando em barracas de lona, juntamente com a minha família e com outros jovens, crianças, adultos e idosos. Foram três anos morando na aldeia Lagoa Rica e três anos e meio morando no Acampamento Laranjeiras. Em todo este período pouco entendia sobre lazer e lúdico. Minha vivência era dos momentos de alegria com meu povo, ora comemorando, ora lutando, ora correndo em fuga, para deixar nossa terra. Lazer palavra nova para os Guarani e Kaiowá Lazer é uma palavra nova para a sociedade ocidental explica Marcellino (2005). Segundo o dicionário Luft (s/d, p. 182) lazer é tempo livre, descanso, vagar, ócio. A palavra ócio (p. 219), no mesmo dicionário é descanso, folga de trabalho, lazer, preguiça. Por sua vez a palavra preguiça é compreendida como pouca disposição, aversão ao trabalho, desocupação, indolência, moleza, negligência.

3 3 Para os Guarani e Kaiowá lazer também é uma palavra nova, porque antes não se pronunciava essa palavra entre meu povo. Por isso, neste estudo o termo lazer foi adotado no sentido de traduzir as festas, as diversões, o cotidiano indígena que não separava o trabalho das atividades lúdicas e de alguns rituais. Esse movimento do modo de vida era quase todo brincadeira, não viam como diversão em algum momento de descanso. As mães indígenas eram muito rígidas quando tratavam de diversão porque pensavam que seus filhos não prestariam futuramente, se os deixassem se divertindo, quando pequenos. Apenas um tipo de diversão [brincadeira] era bom para os Guarani e Kaiowá que eram as atividades que realizavam durante as festas com dança katyhu, jeroky e outras danças realizadas nas cerimônias rituais. Este estudo está priorizando os jovens principalmente porque eles ficam no Acampamento à beira da estrada, naquele local inadequado, que traz baixa auto-estima, a desvalorização do nosso modo de ser, pois não estamos na nossa terra. Os jovens, nesse local sentem pressão familiar e muitos deles têm adotado vícios como alcoolismo e cigarro. Todo esse contexto leva também, às vezes, à tentativa de tirar a própria vida. Nós, adultos do Acampamento, atribuímos esses fatores aos seguintes motivos: a) a atual condição dos jovens é por viverem juntos demais por muitos anos; b) pode ser também por rebeldia; e c) falta do espaço tradicional, principalmente por não termos nossa terra para viver. Em todas as situações, o maior problema enfrentado por todos é a falta de terra para morar. Portanto, para amenizar essa situação que atinge principalmente os jovens, desenvolvi uma pesquisa sobre lazer neste Acampamento. Ao estudar os temas ligados aos Estudos do Lazer, na Habilitação Linguagens, na qual estou licenciada a partir de 2011, percebi alguma coisa que despertava muito interesse nos jovens e sensibilizava a todos os indígenas. Era algo parecido com nosso modo de ser, que sempre teve a alegria e a felicidade de sermos quem somos. Agora estamos muito tristes com a situação de acampados. Lazer entre os Kaiowá e Lazer na Constituição de 1988 Na língua Guarani a palavra lazer está significando lugar de brincar, lugar de jogar e isso se escreve ñevangahaty, ñmbosaraihaty. Mas o lazer como direito social, de acordo com a atual Constituição, é direito de todos os brasileiros. Segundo a Carta

4 4 Magna, que afirma em seu Art.6º São direitos sociais a educação, saúde, o trabalho, o lazer, a segurança e a previdência social. No passado existia também um lazer indígena, mas era algo por dentro da cultura e da tradição indígena. Com a chegada dos não índios ao Brasil, os indígenas foram perdendo ou trocando muito dessas atividades, aos poucos. Primeiro foi a igreja católica que fez sua primeira missa, com os jesuítas rezando juntamente na presença dos indígenas. Depois os povos indígenas foram perseguidos pelos brancos e, aos poucos, foram cedendo suas culturas, crenças, e também o lazer que eles praticavam foi deixado de lado para se apossarem de muitas atividades de lazer dos não índios. Com isso, os indígenas foram perdendo também suas terras para se tornarem a imagem do branco. Sem saber, nós, indígenas, futuramente viríamos cair no maior sofrimento. Nem ao menos pensamos nas próximas gerações que viriam depois, as gerações de hoje! Quando estudei que o lazer, a partir da Constituição de 1988, passou a ser um direito social, assim como o direito à terra/moradia, educação, saúde e trabalho demorei a acreditar. Dessa forma, o lazer, no sentido de recuperar atividades lúdicas do modo de ser Kaiowá, no contexto atual de acampados, penso que pode contribuir para socializar os jovens, para fortalecer nossa luta pela terra e, ao mesmo tempo, proporcionar recreação para a comunidade em situação de risco. Isto porque, as relações mediadas pelas atividades lúdicas do jogo, do esporte, das danças têm como base a solidariedade, a cooperação, o sentimento de equipe que são muito importantes na formação dos jovens. Principalmente de jovens que precisam lutar por uma conquista social muito importante para nós, indígenas, que é a terra, nosso tekohá. Gostei muito quando estudei que o lazer deve proporcionar descanso, diversão e principalmente transformação social, segundo Marcellino (2005). Acampamento Laranjeiras Ñanderu Devido à superpopulação da nossa Reserva, ou das Terras do Panambi, algumas pessoas saíram em busca de moradias em outras aldeias. Outras pessoas se juntavam com grupos e ocuparam áreas de conflito, a fim de conseguirem na justiça suas terras tradicionais, ligadas aos seus antepassados. Uma coisa que os indígenas sofreram de conseqüência com a perda da terra tradicional foi a perda do próprio Tekorá tradicional, que envolve todos os Tekore [aldeias]. Em geral, a falta de demarcação das terras fez com que os indígenas que praticavam lazer nas suas comunidades não o pratiquem mais, deixaram de lado. Além

5 5 disso, já perdemos muitos jovens nas lutas, várias lideranças foram mortas pela retomada da terra. Então, o modo de viver Kaiowá foi todo alterado. Mesmo com todo sofrimento, essa comunidade que viveu no Acampamento Laranjeira Nanderu tem muita história bonita. Embora sendo uma terra improvisada, o grupo de acampados dispunham de equipamentos de lazer, mesmo que improvisados. Segundo Marcellino e Vinha (2008) as atividades de lazer podem ser realizadas em diferentes espaços físicos e em dois tipos de equipamentos os específicos e os nãoespecíficos. Os equipamentos específicos de lazer são caracterizados por serem construídos predominantemente para fins de lazer, enquanto os equipamentos nãoespecíficos são usados também para atividades de lazer, mas não foram construídos predominantemente para este fim. O Acampamento Laranjeira Ñanderu possuía alguns equipamentos nãoespecíficos de lazer como: rua, barracas de lona, espaço vazio que tínhamos para realizar danças tradicionais [jeroky] às margens do Rio Brilhante. Possuía também equipamento que considero específico para lazer, que era um campo de futebol e um campinho de areia para vôlei. Tínhamos somente isso, depois que fomos despejados, retirados à força da Aldeia Laranjeira Ñanderu que ficava na nossa terra indígena, agora em poder do fazendeiro. Nesta Aldeia dispúnhamos de um córrego bem limpo que passava no fundo da Aldeia. Nele pescávamos e também lavávamos roupas, brincávamos e nos banhávamos. Havia e ainda há uma mata onde colhíamos frutos e ervas para os remédios caseiros e onde fazíamos brincadeiras e outras atividades lúdicas do modo de ser do meu povo. Muito diferente de quando estávamos à margem da Rodovia BR 163! Atividades lúdicas no Acampamento Laranjeira Ñanderu BR 163 Dentre uma população de 135 pessoas, que moravam no Acampamento Laranjeira Ñanderu BR 163, aproximadamente 55 eram jovens. Estes dados foram coletados em 2009, mas em 2010 morreram dois jovens, vítimas de acidente e enforcamento. Sendo assim, os adultos somavam 80 pessoas, sendo que o número de homens é um pouco maior do que o das mulheres, não tendo exatidão sobre a quantidade. Os 53 jovens indígenas estudavam no município de Rio Brilhante, nas escolas públicas e eles tinham entre 11 a 20 anos. Cursavam do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio.

6 6 Os cinco jovens que selecionei para a entrevista foram contactados durante o horário dos jogos de futebol e de vôlei. Não vou citar os nomes deles neste estudo, a pedido deles, mas tenho registro de cada um deles. A pergunta norteadora que fiz foi previamente pensada e organizada para iniciar um diálogo com eles: O que você entende por lazer? A primeira jovem que procurei foi do sexo feminino, e ela disse: não quero falar nada, porque tenho vergonha da vida que levo. O segundo e o terceiro jovens foram dois rapazes que disseram não quero falar nada, pois nunca ouvi falar de lazer. O quarto foi uma jovem que explicou tenho interesse pelo lazer, mas minha mãe não me deixa jogar, fico somente em casa. O quinto jovem, Jorge (2010), me autorizou a citá-lo e disse que entendia que o lazer era tudo para ele ninguém mais vive sem o lazer, explicou. O jovem detalhou que tudo o que praticava no dia a dia era lazer, seja andar de bicicleta, andar a pé, nadar no rio, caçar, pescar, danças que não são indígenas, cantar música, dançar jeroky [dança tradicional usando mbaraká e taquara], praticar esporte e outros. Tudo isso era lazer. Na vida real, do dia a dia no Acampamento, estes e os outros jovens, na maioria, ficavam o dia todo sem nenhuma atividade. No Acampamento não tínhamos a roça tradicional e os espaços para as festas e outras situações culturais do modo de ser guarani. Devido a nossa longa luta pela terra, muitos desses jovens não tiveram na infância a vivência do modo de ser tradicional. Penso que, talvez por isso, aprenderam cedo algumas atividades lúdicas que eram mais usadas nas cidades, tais como: esportes como o vôlei, o basquete, o tênis de mesa, a corrida de maratona e outras. Sou muito preocupada com tudo o que aconteceu nestes anos que convive com esta comunidade, pois vejo o quanto de prejuízo meu povo está passando na espera de retomar nosso território tradicional. Os prejuízos são de toda ordem: doenças contagiosas, desnutrição das crianças e o abuso de bebidas alcoólicas. Têm outros prejuízos, como os maus vícios que se desenvolvem mais por dentro das pessoas, pelo lado dos jovens Guarani e Kaiowá. Por outro lado, não tinha como e onde os jovens procurarem solução de suas vidas! Na rotina do dia a dia e nas noites os jovens ficavam em grupo, mas inertes, sem poder praticar qualquer tipo de atividade de lazer mais ruidosa, que fizesse barulho, para não despertar ou chamar a atenção dos que nos ameaçavam. Foi motivada por este meu estudo e com a ajuda de alguns jovens que construímos um pequeno espaço para realizar atividades de lazer, dentro do

7 7 Acampamento Laranjeira Ñanderu. Além disso, ajudei os alunos nos seus trabalhos escolares, aqueles que estudam na cidade, pois não tínhamos uma escola nossa. Logo cedo os pequeninos vão para a escola na cidade de Rio Brilhante e os maiores ficam sem fazer nada. Diante dessa realidade, dei idéia para meus dois sobrinhos comprarem um aparelho de som. Eles conseguiram adquirir um caraoquê tipo de vídeo em que as músicas são soladas e as pessoas podem cantar, com a ajuda de um microfone, pois a letra aparece na tela. Com este aparelho animaram seus colegas a treinarem as músicas, todas as noites. Além disso, no movimento de recuperação das atividades de lazer, escrevemos um documento político sobre a situação daquele lugar e o encaminhamos, organizamos a limpeza do acampamento, realizamos jogos de competição com as regras vindas das relações interculturais, levamos um palestrante para explicação do uso das plantas medicinais, dentre outras atividades realizadas com o envolvimento do grupo. Por exemplo, no período da tarde, esses jovens praticavam esporte, o vôlei e os pequenos brincavam ao redor da quadra pulando corda, pulando em sacos, correndo de um lado a outro. Também durante a noite o cacique Olímpio faz uma atividade de dança Jeroky que é também uma reza, treinando os pequenos com idade de 5 a 12 anos, todos usando os trajes típicos de índio Kaiowá. Essa recuperação da nossa cultura trouxe benefícios, pois hoje esse grupo de dança/reza já fez muitas apresentações na cidade de Rio Brilhante, na praça principal do município. Nas escolas municipais o grupo de dança/reza também participou do evento Vídeo Índio Brasil 1 que aconteceu em agosto de 2010, no centro de Rio Brilhante. Com isso, chamamos a atenção e demos mais visibilidade sobre nossa situação política e cultural. Realizações e Sonhos Um dia conversando com a dona Alda Mariano, senhora com idade de 96 anos, fiquei impressionada com a conversa dela. Contou como sofreu, na sua infância, a pressão dos fazendeiros. Ela perdeu todos seus parentes. Seus pais atravessaram o Rio Brilhante a nado, outros grupos seguiram em fuga à margem do Rio Brilhante se escondendo dos capangas, que eram empregados das fazendas, os quais recebiam e 1 Mostra de Cinema e Vídeo com temática indígena, produzidos por índios e não índios, na sua 3ª edição em 2010 realizada em Campo Grande/MS e mais 111 municípios brasileiros, sob o patrocínio do Ministério da Cultura, Secretaria da Diversidade e da Identidade Cultural, Secretaria do Áudio Visual, do Governo Federal.

8 8 cegamente seguiam ordens dos patrões para persegui-los. Dona Alda Mariano (2010) explicou que: A terra, para mim, é como se fosse nossa mãe sobrenatural, ela dá tudo o que nós precisamos. É ela que tem o futuro dos nossos jovens, nossos netos. Se um dia trouxerem de volta nossa moradia, quero ver ainda. Se a justiça e os governos não demarcarem, para reconhecer de fazer demarcação do nosso tekohá. Ela estava muito lúcida sobre todos esses anos que vem, junto ao seu povo, lutando pelo tekohá. Junto dela, naquele dia da entrevista, também conversei sobre meu sentimento a respeito da nossa terra e disse: Ñanderu Tupã Guassu [deus todo poderoso] ajuda para realizar esse sonho que nós todos esperamos. Vamos pensar positivo e ter fé para que os órgãos federais e FUNAI resolvam logo isso, para que possamos ser vistos como cidadão e não como invasores, que estão à procura de terra. Somente assim, nós, Kaiowá, poderemos ter nossas casas, nossos espaços de lazer, as roças, plantar, criar vários tipos de animais, fazer o próprio negócio com produtos plantados e colhidos por nós mesmos. Tendo de volta seu tekohá as meninas voltarão a brincar no cipó, a subir nas árvores e pular, a tomar banho de rios e córregos. Os meninos se divertindo com suas flechas e pontarias. Também poderemos construir uma bela construção para realização de atividades de lazer, com campos esportivos, uma quadra de salão [futsal]. Estes são sonhos de todos os jovens de hoje! Na escola, hoje, cada criança e jovem constrói seu próprio lazer com atividades de brincar de esconde-esconde; corrida; os pequeninos brincam de juntar terra formando casinha de barro e outros tipos de brincadeiras. A partir do final de 2010 estou morando na aldeia Rancho Jacaré, município de Laguna Carapã, distante de Rio Brilhante em torno de 150 km. A Aldeia Rancho Jacaré tem mais de 95 famílias e uma escola com aproximadamente 180 alunos. Fui convidada pelos colegas indígenas que também cursavam a Licenciatura Intercultural Indígena, para ministrar aulas, sendo contratada pela prefeitura de Laguna Carapã. Neste meu breve período na escola da aldeia observei que poucos alunos participam nas aulas de Educação Física, por causa da religiosidade. A Igreja Deus é Amor está nessa Aldeia, e é uma das seitas que está destruindo a cultura indígena, que está contribuindo para acabar com as atividades de lazer indígena. O sentido que nós damos às festas, às danças, às brincadeiras que tantas alegrias trazem ao meu povo Kaiowá, aqui na Aldeia Rancho Jacaré não são permitidas por eles!

9 9 Hoje, após estudar e compreender os significados e o direito social ao lazer, meu olhar sobre o mundo e as condições das aldeias, consigo perceber as diferentes realidades e consigo também fazer algumas comparações sobre o quanto o modo de ser do meu povo tem sido afetado pelas mudanças nas relações de contato, muitas vezes forçada, ou mesmo autorizadas, como no caso da presença de instituições religiosas. Os jovens, sujeitos desse estudo são os mais prejudicados. Perdem o espaço de conhecimento do lazer da cultura guarani e kaiowá, do nosso jeito lúdico de ser e se aproximam muito rapidamente de outras atividades de lazer das cidades. Considerações Finais Este estudo foi destinado principalmente para atender o objetivo de levantar a compreensão do lúdico e os sonhos dos jovens sobre lazer. O Acampamento Laranjeira Ñanderu com seus 53 jovens que foram envolvidos nas atividades de lazer programadas durante o estudo, e realizadas com a ajuda do cacique e da comunidade em geral, conseguiram reverter o tempo inerte de um modo de vida em um acampamento, localizado perigosamente às margens da rodovia. Além disso, escrevemos um documento político sobre a situação daquele lugar, organizamos a limpeza do acampamento, realizamos jogos de competição vindos das relações interculturais, levamos um palestrante para explicação do uso das plantas medicinais, valorizamos a dança/reza do senhor Olímpio em [Jeroky], o cacique que recuperou esse conhecimento tradicional para crianças e jovens separados do mundo vivido nas terras tradicionais. Todos nós reconhecemos que aqueles jovens precisavam de ajuda. Eles sofriam muito sem poder fazer nada. Com muita pressão dos fazendeiros, moradores ao redor do acampamento, os vícios adotados pelos jovens parecia que os ajudavam a esquecer a realidade. Com este estudo, espero ter ajudado os jovens a melhorarem a qualidade de vida, principalmente naquele período de violência que meu povo passou, e ainda está passando, pois a luta pela terra continua. Referências MARCELLINO, Nelson Carvalho e VINHA, Marina. Lazer, Palavra Nova. Texto não publicado, extraído do Livro Estudos de Lazer uma introdução, de Marcellino (2005), estudado em aula no ano de MARIANO, Alda. Histórias Vividas. Narrativa oral realizada em entrevista no dia 19 de junho de 2010, Acampamento Laranjeira Ñanderu, para Ilda Barbosa de Almeida. Anotações pessoais.

10 10 MARCELLINO, Nelson Carvalho e VINHA, Marina. Equipamentos Específicos e Não Específicos de Lazer. Texto não publicado, extraído do Livro Estudos de Lazer uma introdução, de Marcellino (2005), Editora Papirus, estudado em aula no ano de JORGE, Wanderson. Lazer para um jovem Kaiowá. Relato oral, obtido em 2010, no Acampamento Laranjeira Ñanderu, para a pesquisadora Ilda Barbosa.

Para gostar de pensar

Para gostar de pensar Rosângela Trajano Para gostar de pensar Volume III - 3º ano Para gostar de pensar (Filosofia para crianças) Volume III 3º ano Para gostar de pensar Filosofia para crianças Volume III 3º ano Projeto editorial

Leia mais

5 ADOLESCÊNCIA. 5.1. Passagem da Infância Para a Adolescência

5 ADOLESCÊNCIA. 5.1. Passagem da Infância Para a Adolescência 43 5 ADOLESCÊNCIA O termo adolescência, tão utilizado pelas classes médias e altas, não costumam fazer parte do vocabulário das mulheres entrevistadas. Seu emprego ocorre mais entre aquelas que por trabalhar

Leia mais

Kaingang: uma criança que cresce em tempo record...

Kaingang: uma criança que cresce em tempo record... Kaingang: uma criança que cresce em tempo record... Nossa infância,cada kaingang ao nascer já estará predestinado a vivenciar um mundo que tem dois fatores lados: primeiro, nascer dentro de uma comunidade

Leia mais

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a João do Medo Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a mamãe dele. Um dia, esse menino teve um sonho ruim com um monstro bem feio e, quando ele acordou, não encontrou mais

Leia mais

Rio de Janeiro-RJ, 07 de março de 2007

Rio de Janeiro-RJ, 07 de março de 2007 Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia de inauguração dos condomínios do Programa de Arrendamento Residencial em Santa Cruz Rio de Janeiro-RJ, 07 de março de 2007

Leia mais

Como o bullying contra jovens indígenas estudantes de escolas de branco perpetua estereótipo negativo do índio

Como o bullying contra jovens indígenas estudantes de escolas de branco perpetua estereótipo negativo do índio Universidade de São Paulo Glenda Carlos Ferreira de Almeida Nilbberth Pereira da Silva Orientador: Professor Doutor José Coelho Sobrinho Como o bullying contra jovens indígenas estudantes de escolas de

Leia mais

Indice. Bullying O acaso... 11

Indice. Bullying O acaso... 11 Indice Bullying O acaso... 11 Brincadeira de mau gosto. Chega! A história... 21 O dia seguinte... 47 A paixão... 53 O reencontro... 61 O bullying... 69 9 Agosto/2010 O acaso Terça-feira. O sol fazia um

Leia mais

LEMA: EU VIM PARA SERVIR (Mc 10,45) TEMA: FRATERNIDADE: IGREJA E SOCIEDADE

LEMA: EU VIM PARA SERVIR (Mc 10,45) TEMA: FRATERNIDADE: IGREJA E SOCIEDADE LEMA: EU VIM PARA SERVIR (Mc 10,45) TEMA: FRATERNIDADE: IGREJA E SOCIEDADE Introdução A CF deste ano convida-nos a nos abrirmos para irmos ao encontro dos outros. A conversão a que somos chamados implica

Leia mais

VALORES CULTURAIS (INDÍGENAS) KAINGANG

VALORES CULTURAIS (INDÍGENAS) KAINGANG VALORES CULTURAIS (INDÍGENAS) KAINGANG Um cacique kaingang, meu amigo, me escreveu pedindo sugestões para desenvolver, no Dia do Índio, o seguinte tema em uma palestra: "Os Valores Culturais da Etnia Kaingáng".

Leia mais

Entrevista Noemi Rodrigues (Associação dos Pescadores de Guaíba) e Mário Norberto, pescador. Por que de ter uma associação específica de pescadores?

Entrevista Noemi Rodrigues (Associação dos Pescadores de Guaíba) e Mário Norberto, pescador. Por que de ter uma associação específica de pescadores? Entrevista Noemi Rodrigues (Associação dos Pescadores de Guaíba) e Mário Norberto, pescador. Por que de ter uma associação específica de pescadores? Noemi: É a velha história, uma andorinha não faz verão,

Leia mais

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak Entrevista com Ezequiel Quem é você? Meu nome é Ezequiel, sou natural do Rio de Janeiro, tenho 38 anos, fui

Leia mais

Transcriça o da Entrevista

Transcriça o da Entrevista Transcriça o da Entrevista Entrevistadora: Valéria de Assumpção Silva Entrevistada: Ex praticante Clarice Local: Núcleo de Arte Grécia Data: 08.10.2013 Horário: 14h Duração da entrevista: 1h COR PRETA

Leia mais

A DIVERSIDADE NA ESCOLA

A DIVERSIDADE NA ESCOLA Tema: A ESCOLA APRENDENDO COM AS DIFERENÇAS. A DIVERSIDADE NA ESCOLA Quando entrei numa escola, na 1ª série, aos 6 anos, tinha uma alegria verdadeira com a visão perfeita, não sabia ler nem escrever, mas

Leia mais

Meninas Nhe nhe. Eu Aff Chegando lá. Eu Gente estou com um mau pressentimento

Meninas Nhe nhe. Eu Aff Chegando lá. Eu Gente estou com um mau pressentimento Eu e umas amigas íamos viajar. Um dia antes dessa viagem convidei minhas amigas para dormir na minha casa. Nós íamos para uma floresta que aparentava ser a floresta do Slender-Man mas ninguém acreditava

Leia mais

Dados internacionais de catalogação Biblioteca Curt Nimuendajú

Dados internacionais de catalogação Biblioteca Curt Nimuendajú Catalogação: Cleide de Albuquerque Moreira Bibliotecária/CRB 1100 Revisão: Lucimar Luisa Ferreira / Marinez Santina Nazzari Revisão Final: Elias Januário Consultor: Luís Donisete Benzi Grupioni Projeto

Leia mais

ATITUDES INOCENTES QUE REFORÇAM ESTEREÓTIPOS DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

ATITUDES INOCENTES QUE REFORÇAM ESTEREÓTIPOS DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO INFANTIL ATITUDES INOCENTES QUE REFORÇAM ESTEREÓTIPOS DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Marcela da Fonseca Lemos Grupo de Pesquisa Linguagem desenhadas e educação ProPEd/UERJ celalora_rj@hotmail.com INTRODUÇÃO O texto

Leia mais

coleção Conversas #10 - junho 2014 - Respostas que podem estar sendo feitas para algumas perguntas Garoto de Programa por um.

coleção Conversas #10 - junho 2014 - Respostas que podem estar sendo feitas para algumas perguntas Garoto de Programa por um. coleção Conversas #10 - junho 2014 - Eu sou Estou garoto num de programa. caminho errado? Respostas para algumas perguntas que podem estar sendo feitas Garoto de Programa por um. A Coleção CONVERSAS da

Leia mais

Questões de gênero. Masculino e Feminino

Questões de gênero. Masculino e Feminino 36 Questões de gênero Masculino e Feminino Pepeu Gomes Composição: Baby Consuelo, Didi Gomes e Pepeu Gomes Ôu! Ôu! Ser um homem feminino Não fere o meu lado masculino Se Deus é menina e menino Sou Masculino

Leia mais

Projeto dia dos Pais 2015 Comemoração dia 15/08/15

Projeto dia dos Pais 2015 Comemoração dia 15/08/15 Projeto dia dos Pais 2015 Comemoração dia 15/08/15 Objetivo:Promover a interação entre pais e filhos, de maneira divertida, prazerosa e colaborativa, dentro do contexto escolar de convivência e socialização.

Leia mais

1º Domingo de Agosto Primeiros Passos 02/08/2015

1º Domingo de Agosto Primeiros Passos 02/08/2015 1º Domingo de Agosto Primeiros Passos 02/08/2015 JESUS ESTÁ COMIGO QUANDO SOU DESAFIADO A CRESCER! OBJETIVO - Saber que sempre que são desafiados a crescer ou assumir responsabilidades, Jesus está com

Leia mais

organização social wajãpi

organização social wajãpi JANE REKO MOKASIA organização social wajãpi Ministério da Cultura JANE YVY nossa terra Antes de fazer contato com a Funai e com outros não-índios, nosso território era muito maior. Nós não ficávamos preocupados

Leia mais

Em algum lugar de mim

Em algum lugar de mim Em algum lugar de mim (Drama em ato único) Autor: Mailson Soares A - Eu vi um homem... C - Homem? Que homem? A - Um viajante... C - Ele te viu? A - Não, ia muito longe! B - Do que vocês estão falando?

Leia mais

R. Rutschka. R. Rutschka. P. Rull Gomes

R. Rutschka. R. Rutschka. P. Rull Gomes Primeira Edição R. Rutschka Ilustrações de: R. Rutschka Revisão de texto: P. Rull Gomes São Paulo, 2012 3 R. Rutschka 2012 by R. Rutschka Ilustrações R. Rutschka Publicação PerSe Editora Ltda. ISBN 978-85-8196-024-1

Leia mais

Concurso Literário. O amor

Concurso Literário. O amor Concurso Literário O Amor foi o tema do Concurso Literário da Escola Nova do segundo semestre. Durante o período do Concurso, o tema foi discutido em sala e trabalhado principalmente nas aulas de Língua

Leia mais

Como utilizar este caderno

Como utilizar este caderno INTRODUÇÃO O objetivo deste livreto é de ajudar os grupos da Pastoral de Jovens do Meio Popular da cidade e do campo a definir a sua identidade. A consciência de classe, ou seja, a consciência de "quem

Leia mais

JOGOS E BRINCADEIRAS NO ENSINO INFANTIL: RELATO DE EXPERIÊNCIA DOS PIBIDIANOS COM O TEMA GÊNERO E SEXUALIDADE

JOGOS E BRINCADEIRAS NO ENSINO INFANTIL: RELATO DE EXPERIÊNCIA DOS PIBIDIANOS COM O TEMA GÊNERO E SEXUALIDADE JOGOS E BRINCADEIRAS NO ENSINO INFANTIL: RELATO DE EXPERIÊNCIA DOS PIBIDIANOS COM O TEMA GÊNERO E SEXUALIDADE Lorrania Miranda Nogueira Raquel da Silva Barroso Monica Rosana de Andrade Mateus Camargo Pereira

Leia mais

SAMUEL, O PROFETA Lição 54. 1. Objetivos: Ensinar que Deus quer que nós falemos a verdade, mesmo quando não é fácil.

SAMUEL, O PROFETA Lição 54. 1. Objetivos: Ensinar que Deus quer que nós falemos a verdade, mesmo quando não é fácil. SAMUEL, O PROFETA Lição 54 1 1. Objetivos: Ensinar que Deus quer que nós falemos a verdade, mesmo quando não é fácil. 2. Lição Bíblica: 1 Samuel 1 a 3 (Base bíblica para a história o professor) Versículo

Leia mais

MEU TIO MATOU UM CARA

MEU TIO MATOU UM CARA MEU TIO MATOU UM CARA M eu tio matou um cara. Pelo menos foi isso que ele disse. Eu estava assistindo televisão, um programa idiota em que umas garotas muito gostosas ficavam dançando. O interfone tocou.

Leia mais

Educação escolar indígena

Educação escolar indígena Educação escolar indígena O principal objetivo desta apresentação é fazer uma reflexão sobre a cultura indígena kaingang, sobre as políticas educacionais integracionistas e sobre a política atual, que

Leia mais

Bíblia para crianças. apresenta O ENGANADOR

Bíblia para crianças. apresenta O ENGANADOR Bíblia para crianças apresenta JACÓ O ENGANADOR Escrito por: Edward Hughes Ilustradopor:M. Maillot; Lazarus Adaptado por: M Kerr; Sarah S. Traduzido por: Berenyce Brandão Produzido por: Bible for Children

Leia mais

A Uwê uptabi Marãiwatsédé buscam o bem viver no território tradicional. Palavras-Chaves: Território Sustentabilidade- Bem Viver.

A Uwê uptabi Marãiwatsédé buscam o bem viver no território tradicional. Palavras-Chaves: Território Sustentabilidade- Bem Viver. A Uwê uptabi Marãiwatsédé buscam o bem viver no território tradicional. Este trabalho tem o objetivo de discutir a sustentabilidade do território A uwe- Marãiwatsédé, mediada pelas relações econômicas,

Leia mais

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa.

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Encontro com a Palavra Agosto/2011 Mês de setembro, mês da Bíblia 1 encontro Nosso Deus se revela Leitura Bíblica: Gn. 12, 1-4 A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Boas

Leia mais

o pensar e fazer educação em saúde 12

o pensar e fazer educação em saúde 12 SUMÁRIO l' Carta às educadoras e aos educadores.................5 Que história é essa de saúde na escola................ 6 Uma outra realidade é possível....... 7 Uma escola comprometida com a realidade...

Leia mais

PRÁTICAS CORPORAIS E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS INDÍGENAS E SUAS RELAÇÕES COM OS JOGOS DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL

PRÁTICAS CORPORAIS E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS INDÍGENAS E SUAS RELAÇÕES COM OS JOGOS DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL PRÁTICAS CORPORAIS E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS INDÍGENAS E SUAS RELAÇÕES COM OS JOGOS DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL Bruna Maria de Oliveira (¹) ; Elcione Trojan de Aguiar (2) ;Beleni Salete Grando (3) 1.Acadêmica

Leia mais

mundo. A gente não é contra branco. Somos aliados, queremos um mundo melhor para todo mundo. A gente está sentindo muito aqui.

mundo. A gente não é contra branco. Somos aliados, queremos um mundo melhor para todo mundo. A gente está sentindo muito aqui. Em 22 de maio de 2014 eu, Rebeca Campos Ferreira, Perita em Antropologia do Ministério Público Federal, estive na Penitenciária de Médio Porte Pandinha, em Porto Velho RO, com os indígenas Gilson Tenharim,

Leia mais

coleção Conversas #19 - fevereiro 2015 - Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça.

coleção Conversas #19 - fevereiro 2015 - Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. coleção Conversas #19 - fevereiro 2015 - Eu posso dizer para "NÃO" filho? meu Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. A Coleção CONVERSAS da Editora AfroReggae nasceu

Leia mais

Setembro/2015. Novas Doações do Prof. Charles Bicalho!

Setembro/2015. Novas Doações do Prof. Charles Bicalho! Setembro/2015 Novas Doações do Prof. Charles Bicalho! PRÊMIO Culturas Indígenas. Brasília: Ministério da Cultura; São Paulo: Sesc SP, 2007- v. MÕGMÕKA yõgkutex. Belo Horizonte: INCTI (Instituto de Inclusão

Leia mais

Revista OBSERVATORIUM (R.O): Conte-nos um pouco sobre sua formação acadêmica até sua chegada à Universidade Federal de Uberlândia.

Revista OBSERVATORIUM (R.O): Conte-nos um pouco sobre sua formação acadêmica até sua chegada à Universidade Federal de Uberlândia. Experiências de uma vida dedicada à Geografia e ao meio ambiente - Marlene Teresinha de Muno Colesanti Instituto de Geografia da Revista OBSERVATORIUM (R.O): Conte-nos um pouco sobre sua formação acadêmica

Leia mais

APÊNDICE A - Músicas

APÊNDICE A - Músicas APÊNDICE A - Músicas Músicas 1 GUT GUT SEM PARAR Adaptação ao meio líquido Bebeu a água da piscina toda Fui ver quem era, era o João Ele bebia a água da piscina Ele fazia gut gut gut gut gut sem parar

Leia mais

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA PESQUISA DIRIGIDA AOS JOVENS COM IDADE ENTRE 15 E 35 ANOS RELATÓRIO : 1º PESQUISA MISSA : 08:30 DATA : 09/04/2011 - Nº de Entrevistados : 16 1º QUESTÃO - IDADE Foi perguntado

Leia mais

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão.

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão. REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO Código Entrevista: 2 Data: 18/10/2010 Hora: 16h00 Duração: 23:43 Local: Casa de Santa Isabel DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS Idade

Leia mais

Igreja Amiga da criança. Para pastores

Igreja Amiga da criança. Para pastores Igreja Amiga da criança Para pastores Teste "Igreja Amiga da Criança" O povo também estava trazendo criancinhas para que Jesus tocasse nelas. Ao verem isso, os discípulos repreendiam aqueles que as tinham

Leia mais

Catequese nº 13 (4º Catecismo) Jesus presente no irmão. Jorge Esteves

Catequese nº 13 (4º Catecismo) Jesus presente no irmão. Jorge Esteves Catequese nº 13 (4º Catecismo) Jesus presente no irmão Jorge Esteves Objectivos 1. Reconhecer que Jesus se identifica com os irmãos, sobretudo com os mais necessitados (interpretação e embora menos no

Leia mais

PRÁTICAS DE LAZER NA ESCOLA INDÍGENA ÑANDEJARA PÓLO DA ALDEIA TE YIKUE, MUNICÍPIO DE CAARAPÓ, MATO GROSSO DO SUL

PRÁTICAS DE LAZER NA ESCOLA INDÍGENA ÑANDEJARA PÓLO DA ALDEIA TE YIKUE, MUNICÍPIO DE CAARAPÓ, MATO GROSSO DO SUL PRÁTICAS DE LAZER NA ESCOLA INDÍGENA ÑANDEJARA PÓLO DA ALDEIA TE YIKUE, MUNICÍPIO DE CAARAPÓ, MATO GROSSO DO SUL Acadêmico: Edson Alencar Orientação: Profª. Drª. Marina Vinha Resumo: O presente estudo

Leia mais

coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - u s a r Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça.

coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - u s a r Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - Sou so profes r a, Posso m a s n ão parar d aguento m e ai ensinar s? d a r a u la s Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. A

Leia mais

consulta participativa de opinião

consulta participativa de opinião consulta participativa de opinião Interesses e perspectivas dos jovens da Brasilândia, Cachoeirinha e Freguesia do Ó CONSULTA PARTICIPATIVA DE OPINIÃO: INTERESSES E PERSPECTIVAS DOS JOVENS DA BRASILÂNDIA,

Leia mais

Material: Uma copia do fundo para escrever a cartinha pra mamãe (quebragelo) Uma copia do cartão para cada criança.

Material: Uma copia do fundo para escrever a cartinha pra mamãe (quebragelo) Uma copia do cartão para cada criança. Radicais Kids Ministério Boa Semente Igreja em células Célula Especial : Dia Das mães Honrando a Mamãe! Principio da lição: Ensinar as crianças a honrar as suas mães. Base bíblica: Ef. 6:1-2 Texto chave:

Leia mais

Duração: Aproximadamente um mês. O tempo é flexível diante do perfil de cada turma.

Duração: Aproximadamente um mês. O tempo é flexível diante do perfil de cada turma. Projeto Nome Próprio http://pixabay.com/pt/cubo-de-madeira-letras-abc-cubo-491720/ Público alvo: Educação Infantil 2 e 3 anos Disciplina: Linguagem oral e escrita Duração: Aproximadamente um mês. O tempo

Leia mais

EDUCAÇÃO INDÍGENA INTRODUÇÃO

EDUCAÇÃO INDÍGENA INTRODUÇÃO EDUCAÇÃO INDÍGENA Gonçalves,Emily 1 Mello,Fernanda 2 RESUMO: Falar da educação dos índios nos dias atuais requer uma breve análise histórica deste povo. Precisamos reconhecer que nesses 508 anos, os povos

Leia mais

Menu. Comidas típicas. Contribuições para o Brasil e Ijuí. Significado da bandeira Árabe. Costumes

Menu. Comidas típicas. Contribuições para o Brasil e Ijuí. Significado da bandeira Árabe. Costumes Árabes Componentes: Sabrina, Lucille,Giovana, M, Lucas C, João Vitor Z, Samuel. Disciplina: Estudos Sociais, Informática Educativa, Língua Portuguesa. Professores: Uiliam Michael, Cristiane Keller, Daniele

Leia mais

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele O Plantador e as Sementes Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele sabia plantar de tudo: plantava árvores frutíferas, plantava flores, plantava legumes... ele plantava

Leia mais

Jornalista: Eu queria que o senhor comentasse (incompreensível)?

Jornalista: Eu queria que o senhor comentasse (incompreensível)? Entrevista concedida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, após cerimônia de apresentação dos resultados das ações governamentais para o setor sucroenergético no período 2003-2010 Ribeirão

Leia mais

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID): UMA AVALIAÇÃO DA ESCOLA SOBRE SUAS CONTRIBUIÇÕES

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID): UMA AVALIAÇÃO DA ESCOLA SOBRE SUAS CONTRIBUIÇÕES PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID): UMA AVALIAÇÃO DA ESCOLA SOBRE SUAS CONTRIBUIÇÕES Silva.A.A.S. Acadêmica do curso de Pedagogia (UVA), Bolsista do PIBID. Resumo: O trabalho

Leia mais

A felicidade do adolescer

A felicidade do adolescer A felicidade do adolescer Clodolina Martins* Indianara Ramires Machado* Thaisa Dias* Zuleica da Silva Tiago* Desenvolvemos o projeto A felicidade do adolescer: o adolescente conhecendo a si mesmo 1, na

Leia mais

Os encontros de Jesus. sede de Deus

Os encontros de Jesus. sede de Deus Os encontros de Jesus 1 Jo 4 sede de Deus 5 Ele chegou a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, que ficava perto das terras que Jacó tinha dado ao seu filho José. 6 Ali ficava o poço de Jacó. Era mais ou

Leia mais

PONTO DE APOIO SEREM DESENVOLVIDAS NAEDUCAÇÃOINFANTIL EENSINO FUNDAMENTAL, CONSIDERANDO AS HISTÓRIAS PUBLICADAS NA REVISTA PLANETA AZUL EDIÇÃO 138

PONTO DE APOIO SEREM DESENVOLVIDAS NAEDUCAÇÃOINFANTIL EENSINO FUNDAMENTAL, CONSIDERANDO AS HISTÓRIAS PUBLICADAS NA REVISTA PLANETA AZUL EDIÇÃO 138 PONTO DE APOIO Edição 138 NO PONTO DE APOIO, INDICAMOS SUGESTÕES DE ATIVIDADES E REFLEXÕES A SEREM DESENVOLVIDAS NAEDUCAÇÃOINFANTIL EENSINO FUNDAMENTAL, CONSIDERANDO AS HISTÓRIAS PUBLICADAS NA REVISTA

Leia mais

Freelapro. Título: Como o Freelancer pode transformar a sua especialidade em um produto digital ganhando assim escala e ganhando mais tempo

Freelapro. Título: Como o Freelancer pode transformar a sua especialidade em um produto digital ganhando assim escala e ganhando mais tempo Palestrante: Pedro Quintanilha Freelapro Título: Como o Freelancer pode transformar a sua especialidade em um produto digital ganhando assim escala e ganhando mais tempo Quem sou eu? Eu me tornei um freelancer

Leia mais

Caridade quaresmal. Oração Avé Maria. Anjinho da Guarda. S. João Bosco Rogai por nós. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Bom dia a todos!

Caridade quaresmal. Oração Avé Maria. Anjinho da Guarda. S. João Bosco Rogai por nós. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Bom dia a todos! 2ª feira, 09 de março: Dar esmola Esta semana iremos tentar aprender a dar. A dar aos que mais precisam. E vamos ver que Dar é BRU TAL!!!! Um dia, uma mulher vestida de trapos velhos percorria as ruas

Leia mais

Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013: conexões e troca de experiências

Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013: conexões e troca de experiências boletim Jovem de Futuro ed. 04-13 de dezembro de 2013 Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013: conexões e troca de experiências O Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013 aconteceu de 26 a 28 de novembro.

Leia mais

10 segredos para falar inglês

10 segredos para falar inglês 10 segredos para falar inglês ÍNDICE PREFÁCIO 1. APENAS COMECE 2. ESQUEÇA O TEMPO 3. UM POUCO TODO DIA 4. NÃO PRECISA AMAR 5. NÃO EXISTE MÁGICA 6. TODO MUNDO COMEÇA DO ZERO 7. VIVA A LÍNGUA 8. NÃO TRADUZA

Leia mais

INDÍGENAS NO BRASIL SITUAÇÃO DOS INDÍGENAS NO BRASIL HOJE. Capítulo 5 DEMANDAS DOS POVOS E PERCEPÇÕES DA OPINIÃO PÚBLICA

INDÍGENAS NO BRASIL SITUAÇÃO DOS INDÍGENAS NO BRASIL HOJE. Capítulo 5 DEMANDAS DOS POVOS E PERCEPÇÕES DA OPINIÃO PÚBLICA Capítulo 5 SITUAÇÃO DOS INDÍGENAS NO BRASIL HOJE Percepção de diferenças entre índios e não índios no Brasil hoje Estimulada e única, em % Base: Total da amostra (402) NÃO S/ URBANOS POPULAÇÃO NACIONAL

Leia mais

DANIEL EM BABILÔNIA Lição 69. 1. Objetivos: Ensinar que devemos cuidar de nossos corpos e recusar coisas que podem prejudicar nossos corpos

DANIEL EM BABILÔNIA Lição 69. 1. Objetivos: Ensinar que devemos cuidar de nossos corpos e recusar coisas que podem prejudicar nossos corpos DANIEL EM BABILÔNIA Lição 69 1 1. Objetivos: Ensinar que devemos cuidar de nossos corpos e recusar coisas que podem prejudicar nossos corpos 2. Lição Bíblica: Daniel 1-2 (Base bíblica para a história e

Leia mais

Este testemunho é muito importante para os Jovens.

Este testemunho é muito importante para os Jovens. Este testemunho é muito importante para os Jovens. Eu sempre digo que me converti na 1ª viagem missionária que fiz, porque eu tinha 14 anos e fui com os meus pais. E nós não tínhamos opção, como é o pai

Leia mais

PRIMEIRA VILA OLÍMPICA INDÍGENA DO BRASIL, DOURADOS SEDIA A ESPERANÇA PARA OS POVOS INDÍGENAS. Senhor Presidente,

PRIMEIRA VILA OLÍMPICA INDÍGENA DO BRASIL, DOURADOS SEDIA A ESPERANÇA PARA OS POVOS INDÍGENAS. Senhor Presidente, Discurso proferido pelo deputado GERALDO RESENDE (PMDB/MS), em sessão no dia 10/05/2011. PRIMEIRA VILA OLÍMPICA INDÍGENA DO BRASIL, DOURADOS SEDIA A ESPERANÇA PARA OS POVOS INDÍGENAS Senhor Presidente,

Leia mais

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na visita ao Assentamento Lulão

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na visita ao Assentamento Lulão , Luiz Inácio Lula da Silva, na visita ao Assentamento Lulão Santa Cruz de Cabrália-BA, 28 de setembro de 2005 Meu caro governador Paulo Souto, governador do estado da Bahia, Meu querido companheiro Miguel

Leia mais

Atividades Lição 5 ESCOLA É LUGAR DE APRENDER

Atividades Lição 5 ESCOLA É LUGAR DE APRENDER Atividades Lição 5 NOME: N º : CLASSE: ESCOLA É LUGAR DE APRENDER 1. CANTE A MÚSICA, IDENTIFICANDO AS PALAVRAS. A PALAVRA PIRULITO APARECE DUAS VEZES. ONDE ESTÃO? PINTE-AS.. PIRULITO QUE BATE BATE PIRULITO

Leia mais

Reflexões e atividades sobre Ação Social para culto infantil

Reflexões e atividades sobre Ação Social para culto infantil Reflexões e atividades sobre Ação Social para culto infantil Apresentaremos 4 lições, que mostram algum personagem Bíblico, onde as ações praticadas ao longo de sua trajetória abençoaram a vida de muitas

Leia mais

Associação Lar do Neném

Associação Lar do Neném Criança Esperança 80 Associação Lar do Neném Recife-PE Marília Lordsleem de Mendonça Abraço solidário Todas as crianças são de todos : esse é o lema do Lar do Neném, uma instituição criada há 26 anos em

Leia mais

Respostas dos alunos para perguntas do Ciclo de Debates

Respostas dos alunos para perguntas do Ciclo de Debates Respostas dos alunos para perguntas do Ciclo de Debates 1º ano do Ensino Fundamental I O que você gosta de fazer junto com a sua mã e? - Dançar e jogar um jogo de tabuleiro. - Eu gosto de jogar futebol

Leia mais

Você, no entanto, pode nos ajudar!

Você, no entanto, pode nos ajudar! Este livro pode ser adquirido por educação, negócios, vendas ou uso promocional. Embora toda precaução tenha sido tomada na preparação deste livro, o autor não assume nenhuma responsabilidade por erros

Leia mais

Tempo para tudo. (há tempo para todas as coisas por isso eu preciso ouvir meus pais)

Tempo para tudo. (há tempo para todas as coisas por isso eu preciso ouvir meus pais) Tempo para tudo (há tempo para todas as coisas por isso eu preciso ouvir meus pais) Família é ideia de Deus, geradora de personalidade, melhor lugar para a formação do caráter, da ética, da moral e da

Leia mais

Guto gosta de divertidas...era uma vez, em uma cidade bem longe, brincadeiras com os amigos: morava um menino que se chamava Guto.

Guto gosta de divertidas...era uma vez, em uma cidade bem longe, brincadeiras com os amigos: morava um menino que se chamava Guto. A HISTÓRIA DE GUTO Guto gosta de divertidas...era uma vez, em uma cidade bem longe, brincadeiras com os amigos: morava um menino que se chamava Guto. correr, pular, jogar futebol. Morava com seus pais,

Leia mais

Vida nova Jovens contam como superaram doenças graves. Depois de um câncer de mama aos 23 anos, Dolores Cardoso teve um filho, escreveu um livro e

Vida nova Jovens contam como superaram doenças graves. Depois de um câncer de mama aos 23 anos, Dolores Cardoso teve um filho, escreveu um livro e Sexta Vida nova Jovens contam como superaram doenças graves. Depois de um câncer de mama aos 23 anos, Dolores Cardoso teve um filho, escreveu um livro e mudou o rumo da vida profissional FOLHA DA SEXTA

Leia mais

CENTRO DE MEMÓRIA DO ESPORTE ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL PROJETO GARIMPANDO MEMÓRIAS

CENTRO DE MEMÓRIA DO ESPORTE ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL PROJETO GARIMPANDO MEMÓRIAS CENTRO DE MEMÓRIA DO ESPORTE ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL PROJETO GARIMPANDO MEMÓRIAS SAMARA DA SILVA VIEIRA (depoimento) 2014 CEME-ESEF-UFRGS FICHA TÉCNICA Projeto:

Leia mais

Segundo os Evangelhos, Jesus teria vivido toda sua infância, adolescência e juventude em Nazaré com sua família e com o povo dessa pequena aldeia.

Segundo os Evangelhos, Jesus teria vivido toda sua infância, adolescência e juventude em Nazaré com sua família e com o povo dessa pequena aldeia. Jesus e sua vida Segundo os Evangelhos, Jesus teria vivido toda sua infância, adolescência e juventude em Nazaré com sua família e com o povo dessa pequena aldeia. Seu nascimento foi no meio de muitas

Leia mais

Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar

Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar Segmentos da Entrevista do Protocolo 5: Alunos do Pré-Escolar CATEGORIAS OBJECTIVOS ESPECÍFICOS S. C. Sim, porque vou para a beira de um amigo, o Y. P5/E1/UR1 Vou jogar à bola, vou aprender coisas. E,

Leia mais

Carla- Oswaldo é como que você começou a se envolver com as questões sociais?

Carla- Oswaldo é como que você começou a se envolver com as questões sociais? Depoimento de Oswaldo Setti de Almeida Filho Ação Moradia Carla- Bom dia, Oswaldo. Oswaldo Bom dia, meu nome... Carla- Eu gostaria que você me falasse primeiro o seu nome completo, a sua data de nascimento

Leia mais

Rio de Janeiro, 10 de junho de 2008

Rio de Janeiro, 10 de junho de 2008 IDENTIFICAÇÃO Rio de Janeiro, 10 de junho de 2008 Humberto Cordeiro Carvalho admitido pela companhia em 1 de julho de 1981. Eu nasci em 25 de maio de 55 em Campos do Goytacazes. FORMAÇÃO Segundo grau Escola

Leia mais

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar MELHORES MOMENTOS Expressão de Louvor Acordar bem cedo e ver o dia a nascer e o mato, molhado, anunciando o cuidado. Sob o brilho intenso como espelho a reluzir. Desvendando o mais profundo abismo, minha

Leia mais

Depressão e Qualidade de Vida. Dra. Luciene Alves Moreira Marques Doutorado em Psicobiologia pela UNIFESP

Depressão e Qualidade de Vida. Dra. Luciene Alves Moreira Marques Doutorado em Psicobiologia pela UNIFESP Depressão e Qualidade de Vida Dra. Luciene Alves Moreira Marques Doutorado em Psicobiologia pela UNIFESP 1 Percepções de 68 pacientes entrevistadas. 1. Sentimentos em relação à doença Sinto solidão, abandono,

Leia mais

JÓ Lição 05. 1. Objetivos: Jô dependeu de Deus com fé; as dificuldades dele o deu força e o ajudou a ficar mais perto de Deus.

JÓ Lição 05. 1. Objetivos: Jô dependeu de Deus com fé; as dificuldades dele o deu força e o ajudou a ficar mais perto de Deus. JÓ Lição 05 1 1. Objetivos: Jô dependeu de Deus com fé; as dificuldades dele o deu força e o ajudou a ficar mais perto de Deus. 2. Lição Bíblica: Jô 1 a 42 (Base bíblica para a história e o professor)

Leia mais

7º Simpósio de Ensino de Graduação AS MANIFESTAÇÕES LÚDICAS NO RECREIO DE CRIANÇAS DE 9 A 11 ANOS: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE DUAS GERAÇÕES

7º Simpósio de Ensino de Graduação AS MANIFESTAÇÕES LÚDICAS NO RECREIO DE CRIANÇAS DE 9 A 11 ANOS: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE DUAS GERAÇÕES 7º Simpósio de Ensino de Graduação AS MANIFESTAÇÕES LÚDICAS NO RECREIO DE CRIANÇAS DE 9 A 11 ANOS: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE DUAS GERAÇÕES Autor(es) KELLY CRISTINA SILVA COTA Co-Autor(es) CAROLINE MANESCO

Leia mais

ações de cidadania Atendimento direto ECE-SP recebe a comunidade com equipe qualificada e atividades orientadas Revista Linha Direta

ações de cidadania Atendimento direto ECE-SP recebe a comunidade com equipe qualificada e atividades orientadas Revista Linha Direta ações de cidadania Atendimento direto ECE-SP recebe a comunidade com equipe qualificada e atividades orientadas Valéria Araújo Quando crianças, adolescentes, jovens e familiares do distrito da Brasilândia

Leia mais

LIÇÃO 8 MANSIDÃO: Agir com mansidão com todos

LIÇÃO 8 MANSIDÃO: Agir com mansidão com todos Lição 3: Alegria LIÇÃO 8 MANSIDÃO: Agir com mansidão com todos RESUMO BÍBLICO Gálatas 5:23; Gálatas 6:1; 2 Timóteo 2:25; Tito 3; 1 Pedro 3:16 Como seres humanos estamos sempre à mercê de situações sobre

Leia mais

Entendendo o que é Gênero

Entendendo o que é Gênero Entendendo o que é Gênero Sandra Unbehaum 1 Vila de Nossa Senhora da Piedade, 03 de outubro de 2002 2. Cara Professora, Hoje acordei decidida a escrever-lhe esta carta, para pedir-lhe ajuda e trocar umas

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 24 Discurso na solenidade de entrega

Leia mais

A criança preocupada. Claudia Mascarenhas Fernandes

A criança preocupada. Claudia Mascarenhas Fernandes A criança preocupada Claudia Mascarenhas Fernandes Em sua época Freud se perguntou o que queria uma mulher, devido ao enigma que essa posição subjetiva suscitava. Outras perguntas sempre fizeram da psicanálise

Leia mais

?- Período em que participavam das aulas.

?- Período em que participavam das aulas. Iniciativa Apoio como foi a campanha HISTÓRIAS EX ALUNOS 1997 2013 as perguntas eram relacionadas ao:?- Período em que participavam das aulas. - Impacto que o esporte teve na vida deles. - Que têm feito

Leia mais

O que você deve saber antes de visitar um ZOOLÓGICO

O que você deve saber antes de visitar um ZOOLÓGICO O que você deve saber antes de visitar um ZOOLÓGICO Em princípio, sou contra a existência dos zoológicos. O melhor lugar para os animais estarem é na natureza, livres e soltos. Mas os Zoos existem e precisamos

Leia mais

Unidade 4: Obedeça ao Senhor Neemias e o muro

Unidade 4: Obedeça ao Senhor Neemias e o muro Histórias do Velho Testamento 3 a 6 anos Histórias de Deus:Gênesis-Apocalipse Unidade 4: Obedeça ao Senhor Neemias e o muro O Velho Testamento está cheio de histórias que Deus nos deu, espantosas e verdadeiras.

Leia mais

Região. Mais um exemplo de determinação

Região. Mais um exemplo de determinação O site Psicologia Nova publica a entrevista com Úrsula Gomes, aprovada em primeiro lugar no concurso do TRT 8 0 Região. Mais um exemplo de determinação nos estudos e muita disciplina. Esse é apenas o começo

Leia mais

R I T A FERRO RODRIGUES

R I T A FERRO RODRIGUES E N T R E V I S T A A R I T A FERRO RODRIGUES O talento e a vontade de surpreender em cada projecto deixou-me confiante no meu sexto sentido, que viu nela uma das pivôs mais simpáticas da SIC NOTÍCIAS.

Leia mais

13. A FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL, AS ÁREAS DE CONHECIMENTO E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA ATÉ OS 6 ANOS

13. A FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL, AS ÁREAS DE CONHECIMENTO E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA ATÉ OS 6 ANOS 13. A FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL, AS ÁREAS DE CONHECIMENTO E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA ATÉ OS 6 ANOS A importância da formação pessoal e social da criança para o seu desenvolvimento integral e para a

Leia mais

Atividades Pedagógicas. Abril2014

Atividades Pedagógicas. Abril2014 Atividades Pedagógicas Abril2014 III A JOGOS DIVERTIDOS Fizemos dois campeonatos com a Turma da Fazenda, o primeiro com o seguinte trajeto: as crianças precisavam pegar água em um ponto e levar até o outro,

Leia mais

PROJETO PROFISSÕES. Entrevista com DJ

PROJETO PROFISSÕES. Entrevista com DJ Entrevista com DJ Meu nome é Raul Aguilera, minha profissão é disc-jóquei, ou DJ, como é mais conhecida. Quando comecei a tocar, em festinhas da escola e em casa, essas festas eram chamadas de "brincadeiras

Leia mais

RELENDO A HISTÓRIA AO LER HISTÓRIAS

RELENDO A HISTÓRIA AO LER HISTÓRIAS RELENDO A HISTÓRIA AO LER HISTÓRIAS BRASÍLIA ECHARDT VIEIRA (CENTRO DE ATIVIDADES COMUNITÁRIAS DE SÃO JOÃO DE MERITI - CAC). Resumo Na Baixada Fluminense, uma professora que não está atuando no magistério,

Leia mais

O início de minha vida...

O início de minha vida... Relato 1 Memórias de minha vida Juliana Pedroso 1 O início de minha vida... Perceber com clareza é o mesmo que ter a visão iluminada pela Luz da Alma. Podemos ficar livres da ignorância e ver corretamente

Leia mais