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1 Análises independentes de tendências tecnológicas para profissionais de TIC IPv6: A hora é agora Foco Acesso Tecnologia Redes Setor Operadoras, Governo e Grandes corporações Geografia Brasil

2 IPv6 2 Junho, 2011 Sumário Introdução 3 Contexto 4 Overview tecnológico 9 Impactos financeiros 16 Desafios 17

3 IPV6 3 Introdução O esgotamento dos endereços IPv4 é um fato. No início de fevereiro de 2011, o IANA (Internet Assigned Numbers Authority) entregou os últimos blocos restantes de endereços IPv4 às distribuidoras regionais. Apesar de crítica, a situação já era esperada. Protocolo criado com tamanho de 32 bits, o IPv4 poderia suportar, em teoria, até 2³² de endereços, algo em torno de 4,2 bilhões de dispositivos com endereçamento público. Porém o crescimento exponencial da internet e dos mais variados tipos de dispositivos conectados a ela está fazendo com que ocorra um rápido esgotamento dos endereços disponíveis. Dados recentes, que podem ser encontrados no site do LACNIC (órgão que regula a distribuição dos endereços IPs em toda a América Latina e Caribe), mostram que, na visão mais otimista, o esgotamento completo dos blocos de endereços disponíveis na nossa região se dará antes da Copa do Mundo de Numa versão mais realista, a previsão é de que os blocos de endereços se esgotem em meados de 2012, inclusive no Brasil. Essa situação tem impacto direto nos seus negócios. Por isso, você está atrasado se ainda não desenvolveu um plano de implementação do IPv6 em sua rede, seja você um provedor de serviços ou uma empresa usuária. A escassez de endereços IP é uma questão que atinge diretamente os negócios das operadoras de telefonia e provedores de serviços de banda larga, já que se torna impossível aumentar o número de acessos que necessitam de IP público. De modo geral, as empresas e o governo também serão atingidos por não conseguirem ampliar suas conexões. No cenário atual de expansão da internet, que passa a conectar objetos e aparelhos que antes eram apenas off-line (tornando real o conceito da casa conectada ), e do crescimento exponencial do acesso à internet por celulares, a falta de endereços IP configura um grave problema de negócios para os mais diversos setores da economia. Com o objetivo de prover uma alternativa ao iminente fim dos endereços IP, foi criado o IPv6, que permite a criação de um número infinitamente maior de endereços públicos de internet. Além disso, esse novo protocolo traz outros benefícios, como mobilidade IP, redução das tabelas de roteamento através da agregação de blocos, redução do tempo de processamento dos roteadores pelo cabeçalho mais simplificado, autoconfiguração, anycast, melhorias no QoS, entre outros. Este documento pretende oferecer aos profissionais de TIC uma descrição do cenário atual da internet, sob o ponto de vista do endereçamento IP, e apontar os caminhos que os players do setor podem seguir para garantir a continuidade de seus serviços por meio da migração para o IPv6.

4 IPv6 4 Em poucos anos serão mais de 15 bilhões de dispositivos conectados à internet, acessando remotamente aplicações e grandes bancos de dados. E o IPv6 passa a ser indispensável. Contexto Motivadores Não há dúvida de que, em um futuro próximo, não serão somente as pessoas que estarão on-line. Dispositivos como carros, sensores residenciais, monitores cardíacos, eletrodomésticos, enfim, qualquer aparelho estará, de alguma forma, conectado à internet. Em poucos anos, conforme pesquisa recente divulgada pela Cisco, serão mais de 15 bilhões de dispositivos conectados à internet, acessando remotamente aplicações e grandes bancos de dados. Acessaremos a internet a partir de qualquer lugar, das formas mais variadas: tablets, computadores, smartphones cada vez mais poderosos, computadores de bordo e até óculos ou relógios com visores especiais. Além disso, surgirão novas demandas, geradas por aplicações industriais e residenciais, sistemas de transporte conectados à grande nuvem, serviços de telefonia integrados, rede de sensores, IEEE /6LoWPAN, computação distribuída e jogos on-line. Assim, a oferta atual de endereços IP (IPv4) é insuficiente para satisfazer o crescimento da internet e o IPv6 passa a ser indispensável.

5 IPV6 5 FUTURO PASSADO Impacto nos negócios Operadoras Para as operadoras fixas e móveis, a principal motivação para a migração das redes para o IPv6 é a continuidade do negócio. Ou seja, com a escassez de endereços IPv4, os provedores não terão mais possibilidade de vender serviços de acesso à internet, sejam eles fixos ou móveis. Há, obviamente, mecanismos técnicos que retardarão ao máximo esse problema (como o NAT e/ou o uso de endereçamento IP privado), mas essas técnicas têm limitações, especialmente para aplicações de voz e P2P. Dados recentes divulgados pela Anatel apontam que, em fevereiro de 2011, havia pouco mais de 37 milhões de usuários de banda larga no Brasil, sendo 23,6 milhões de banda larga móvel e 13,8 milhões de fixa, o que representa um crescimento de 52% no último ano. Até 2014, o número de conexões deve praticamente triplicar, atingindo cerca de 90 milhões. Nesse cenário de plena expansão dos serviços (que deve ser impulsionado ainda mais com a criação dos planos de banda larga popular e o Plano Nacional de Banda Larga), adiar a migração da rede para o novo sistema de endereçamento pode levar as telcos à impossibilidade de atender à demanda ao longo dos próximos anos. Financeiramente, isso significa a perda de um enorme potencial de negócios e o incremento do churn, resultando em prejuízos milionários. Enquanto o celular ultrapassa a marca de 100% de densidade no país, os usuários de telefonia móvel, mais maduros, seguem a tendência global de convergência e cada vez mais buscam trocar os aparelhos simples por smartphones. De acordo com pesquisa realizada pelo IDC, em 2011, serão 25 milhões de smartphones na região, chegando a 15,4% do total de aparelhos móveis. O uso dos celulares inteligentes vem acompanhado, invariavelmente, pelo acesso móvel à internet por meio de um plano de dados um dos produtos mais rentáveis para as operadoras celulares. Entretanto, a oferta desse tipo de serviço está vinculada à existência de endereços IP disponíveis, o que leva à crescente preocupação das teles em relação à adaptação de suas redes. O impacto nos negócios das operadoras também será claramente sentido quando os grandes provedores passarem a disponibilizar conteúdo exclusivo no novo padrão, fazendo com que o usuário final migre para a operadora que já oferece acesso IPv6 nativo ao conteúdo desejado.

6 IPv6 6 Segundo pesquisa divulgada no site IPv6.br, 95% das empresas brasileiras com dez ou mais funcionários têm computadores. Dessas, 97% acessam a internet. Ou seja, 92% do total das empresas brasileiras com dez ou mais funcionários utiliza a internet para atividades do seu dia a dia. Empresas O cenário em que o potencial de crescimento é inversamente proporcional à disponibilidade de endereços IPv4 se repete nos demais setores da economia, incluindo grandes ou médias corporações, que utilizam a internet como ferramenta principal de comunicações e troca de informações. Assim, a questão da escassez de endereços é tema de extrema importância, do ponto de vista financeiro e estratégico, para todos os players que têm a internet como seu core business ou que usam a rede para suportar processos críticos de seus negócios. Segundo pesquisa divulgada no site IPv6. br, 95% das empresas brasileiras com dez ou mais funcionários têm computadores. Dessas, 97% acessam a internet. Ou seja, 92% do total das empresas brasileiras com dez ou mais funcionários utiliza a internet para atividades do seu dia a dia. A pesquisa indica, ainda, que 46% das empresas que acessam a internet mantêm um website. Muitas delas utilizam o espaço para manter catálogos on-line de seus produtos e também para oferecer suporte pós-venda. Além disso, 99% das empresas utilizam o como forma de comunicar-se, enquanto 96% delas usam a internet para obter informações sobre produtos ou serviços. Portanto, pensar na evolução da rede da sua empresa para IPv6 é algo necessário e urgente. É fundamental estar preparado para a adoção do IPv6 em curto prazo. Isso requer, entretanto, planejamento técnico e financeiro, uma vez que demandará atualização das aplicações, bancos de dados, servidores, sistemas de call center, sistemas operacionais, roteadores e demais equipamentos de infraestrutura de TI.

7 IPV6 7 Governo A adoção do IPv6 também é uma questão de segurança nacional. O governo brasileiro deve adotar um projeto concreto para que, em poucos anos, a internet nacional não entre em colapso. O sucesso do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) depende disso. China e Japão já adotaram projetos específicos, como o Next Generation Internet. Nos Estados Unidos, desde 2005, a adoção do IPv6 pelas agências governamentais é um mandado governamental. Além disso, no Brasil, a grande maioria dos órgãos públicos municipais, estaduais e federais utilizam a internet, seja através de redes próprias ou usando o VPN/MPLS das operadoras. A futura impossibilidade de crescimento das redes desses órgãos públicos, devido à escassez de endereços IP, requer atitudes e medidas imediatas de implantação do IPv6. Há enorme potencial no uso da internet para os setores da educação, energia, ciência e tecnologia, sem falar das comunicações. A ampla adoção do smart grid (rede elétrica inteligente) passa pela necessidade de adequações das redes de dados para o IPv6. Cada medidor elétrico, seja residencial ou empresarial, estará conectado à internet e precisará de um endereço IPv6 para se comunicar com os servidores centrais. Desde 2008, o governo brasileiro recomenda o suporte ao IPv6 nos equipamentos das agências federais. No entanto, cada vez mais devem ser feitas ações de implementação real, dando o exemplo aos setores privados, antecipando-se ao esgotamento dos endereços IP atuais no Brasil.

8 IPv6 8 Ciclo de aceitação do IPv6 Aceitação Equivalência Preferência Dominância Identificação do IPv6 e transição em curso Funcionalidades IPv6 e IPv4 O IPV6 torna-se mais popular que o IPV4 Apenas legado de IPv4 Fases de transição do IPV6 Preparação Impacto estratégico Planejamento e governança Arquitetura corporativa Planejamento de aquisição Transição Infraestrutura corporativa Segurança da informação Pós-transição Aplicações/Serviços Fonte: Cisco Cenário atual de adoção O mundo já acordou para a necessidade de iniciar a migração para a nova versão do protocolo de internet. O movimento deve ganhar ainda mais força ao longo dos próximos anos, tanto devido ao aumento da conscientização do mercado quanto por meio de ações mandatórias por parte dos órgãos reguladores de alguns países. Nos Estados Unidos, por exemplo, uma decisão do governo impôs que, até o final de 2011, todo o backbone daquele país já tenha migrado para a nova versão do protocolo. Mesmo assim, a maior parte dos provedores de serviços locais deu apenas os primeiros passos no sentido da migração de suas infraestruturas. Apesar de muitos possuírem em seu parque uma vasta gama de equipamentos compatíveis com o protocolo, são raríssimos os casos de empresas que já começaram a fazer as adequações de software e de arquitetura necessárias para a operação do novo sistema. De acordo com o site em março de 2011 pouco mais de 8% dos AS (Autonomous Systems) globais anunciam prefixos IPv6. No entanto, essa porcentagem é crescente.

9 IPV6 9 A diferença básica entre o IPv4 e o IPv6 é que, enquanto o primeiro gera endereços a partir de uma sequência de 32 bits, o segundo baseia-se em uma sequência de 128 bits. Overview tecnológico 1. O protocolo IPv6 IPv6 é a evolução do protocolo IP (Internet Protocol), que é a base da comunicação entre dois ou mais dispositivos conectados em rede, seja ela privada ou pública. Mas o IPv6 não é novo. Suas primeiras versões (como o IPng Internet Protocol next generation) foram desenhadas em meados da década de Naquela época, seus idealizadores já visualizavam o esgotamento dos endereços na versão em uso, desde 1981, para a internet (o IPv4), visão comprovada atualmente. A diferença básica entre o IPv4 e o IPv6 é que, enquanto o primeiro gera endereços a partir de uma sequência de 32 bits, o segundo baseia-se em uma sequência de 128 bits. Com isso, o formato dos endereços também é diferente. Ou seja, no mundo IPv4, os endereços são compostos por sequências numéricas no formato X.X.X.X, no qual X é um número decimal entre 0 e 255. Muito maiores, os endereços IPv6 são formados a partir de oito sequências de quatro caracteres do sistema hexadecimal: 2001:0660:3003:0001:0000:0000:6543:210F

10 IPv6 10 Cabeçalho IPv4 Cabeçalho IPv6 Campos mantidos iguais Campos eliminados no IPv6 Version Time to Live HL Type of Service Identification Protocol Source Address Total Length Flags Fragment Offset Header Checksum Version Traffic Class Payload Length Flow Label Next Header Top Limit Nome e posição alterados no IPv6 Destination Address Options Padding Source Address Novo campo Destination Address Fonte: Cisco O cabeçalho do IPv6 também tem significativas diferenças em relação ao cabeçalho do IPv4, como pode ser visto na figura acima. Além dos 128 bits utilizados para endereçamento de origem e destino, em contraste com o IPv4, o IPv6 tem o cabeçalho fixado em 40 bytes, um grande benefício de aumento na velocidade de processamento, uma vez que os roteadores não terão que implementar processos de lookup, o que acontece com cabeçalhos variáveis. No IPv6, a fragmentação é feita somente pela fonte do tráfego. Antes de enviar um tráfego IPv6, a fonte processa o PTMU (Path MTU) Discovery, eliminando essa função de fragmentação dos roteadores. O PTMU Discovery consome CPU, porém é importante lembrar que, conforme a RFC 2460, no IPv6 o MTU em qualquer link não deve ser inferior a bytes. O conceito de QoS passa a ser inerente ao IPv6. O campo Flow Label identifica um fluxo de forma que o roteador possa ser capaz de localizar os pacotes que devem ter o mesmo tratamento, sem necessidade de inspeções mais profundas nesses pacotes. Uma grande vantagem desse campo é que, como ele é alocado antes dos campos de endereços de Destino e Origem, reduz-se a necessidade de lookup pelos roteadores, aumentando sua eficiência no processamento. Conforme a RFC 3697, esse campo é configurado pela fonte e não deveria ser alterado pelos roteadores ao longo do caminho até o destino. Também é possível a utilização de múltiplos cabeçalhos encadeados, conforme definido na RFC 2460, não existindo um limite de empilhamento dos cabeçalhos adicionais, os quais são identificados pelo campo Next Header.

11 IPV6 11 Além dos 128 bits utilizados para endereçamento de origem e destino, em contraste com o IPv4, o IPv6 tem o cabeçalho fixado em 40 bytes, um grande benefício de aumento na velocidade de processamento. O IPv6 divide-se em três categorias, que servem para garantir que a distribuição dos endereços seja feita de forma adequada e torne a troca de pacotes mais eficiente. Os endereços podem ser classificados como: Unicast identifica um único nó, e o tráfego destinado a um endereço unicast é enviado para um único nó. Multicast identifica um grupo de nós, e o tráfego destinado a um endereço multicast é enviado para todos os nós do grupo. Anycast identifica um grupo de nós, e o tráfego destinado a um endereço anycast é enviado para o nó mais próximo no grupo. Quanto ao roteamento, o IPv6 é suportado nos seguintes protocolos: Roteamento estático RIPng (RFC 2080) IS-IS para IPv6 OSPFv3 (RFC 2740) MP-BGP (RFC 2545/2858) EIGRP para IPv6 O ICMPv6 (RFC 2463) é parte integrante e fundamental da arquitetura IPv6, uma vez que habilita os roteadores a reportarem erros e realizarem várias outras funções do plano de controle.

12 IPv Considerações sobre DNSv6 DNS Para expandir o DNS de forma que ele suporte o IPv6, três aspectos principais devem ser levados em consideração: Definição de um novo RR (Resource Records), que agora deve armazenar endereços de 128 bits. Definição de um domínio PTR (pointer) root (IPv6.ARPA). Definição de alterações nas mensagens de query e do seu transporte entre os resolvers e o name server. 3. Mobilidade IPv6 As RFCs 3775, 3776 e 4225 especificam os padrões para a mobilidade através do IPv6. O principal objetivo da mobilidade IPv6 é endereçar os seguintes aspectos: Independência de localização física/geográfica Independência dos meios de acesso Conexões em roaming com qualidade Mobilidade e continuidade de aplicações (ex.: Vídeo, VoIP, P2P) Possibilidade de que o dispositivo móvel seja um servidor Continuidade da conectividade IP dos dispositivos em trânsito, através dos vários meios disponíveis de acesso sem fio, criando o conceito de acesso agnóstico Parte do ICMPv6 (plano de controle), o mecanismo chamado ND (Neighbor Discovery) foi construído para detectar rapidamente a movimentação e a autoconfiguração de endereços. Portanto, o IPv6 está significativamente melhor posicionado para a mobilidade do que o IPv4, sendo peça-chave para a elaboração e concretização desse novo modelo de serviços. 4. Gerenciando redes IPv6 Já há um número bastante grande de MIBs disponíveis para checar o funcionamento da rede IPv6. Redes IPv6 ainda suportam a utilização de SNMPv6, Netflow, IPfix, Telnet, SSH, RSH, TFTP e FTP de maneira similar à rede IPv4, mas com informações adicionais.

13 IPV6 13 Transição do IPv4 para o IPv6 Pontos preparados para IPv6 Pontos preparados para IPv4 Bloco de endereços IPv4 encerrado Implementação dual-stack Implementação de novos sistemas e dispositivos Apenas pontos compatíveis com IPv6 desejáveis NAT 64 Internet IPv6 (apenas tráfego IPv6 viável sob a perspectiva do mercado) Introdução do NAT (LSN) em larga escala NAT 46 Fonte: Cisco Tempo 5. Mecanismos de transição do IPv4 para o IPv6 Obviamente, o IPv4 não desaparecerá de uma hora para outra e os dois sistemas de endereçamento conviverão por alguns anos. Assim, os provedores de serviço possuem alguns caminhos a seguir em relação às suas redes: prolongar a vida da rede atual por meio de soluções paliativas, como a recompra de lotes IPv4 de outros mercados (os valores são elevados), o compartilhamento de endereços entre seus clientes (de difícil administração), o uso de endereçamento privado ou o NAT (mais comum); construir uma rede IPv6 para os novos clientes e usar um dos modelos de transição existentes para possibilitar o acesso aos endereços IPv4, assim como para permitir que os usuários da versão antiga do protocolo possam acessar conteúdos em IPv6. A construção de um ambiente baseado no novo protocolo pode usar uma série de modelos de transição, que diferem conforme o tipo de rede, serviços ofertados e complexidade. Mecanismos de transição para operadoras Core Tunelamento do IPv6 no IPv4 Túneis manuais (RFC 2893), GRE (RFC 2473), L2TPv3. Através desse modelo é possível conectar sites de clientes com IPv6 nativos. Dual stack (IPv4 e IPv6) Ambos os protocolos de camada 3 (IPv4 e IPv6) estão habilitados nos elementos de core da rede. Há convivência dos protocolos, sem que um interfira no funcionamento do outro. Cada um terá sua própria tabela de roteamento. O dual stack é suportado pelo 3GPP & 3GPP2. IPv6 over MPLS Há múltiplas formas de implementar o IPv6 sobre um ambiente MPLS: IPv6 over L2TPv3 IPv6 over EoMPLS/AToM IPv6 CE-to-CE IPv6 over IPv4 tunnels IPv6 Provider Edge Router (6PE) over MPLS Neste modelo, o tráfego IPv6 tem o suporte dos benefícios do MPLS, como TE e fast re-route. 6VPE é uma implementação da RFC 4659.

14 IPv6 14 Ambiente IPv6 Servidores data centers DNS & DHCP Cenário de implementação Suporte a hardware Gerenciamento de conteúdo web Aplicações e suites de aplicações PCs Balanceamento de carga e conteúdo Suporte a dispositivos em rede Serviços da infraestrutura em rede Serviços IP (QoS, multicast, mobilidade) Conectividade Impressoras Segurança (firewall & IDS/IPS) IPv6 sobre túneis IPv4 Endereçamento IP Distribuição de conteúdo Gateways e dispositivos colaborativos Dual-Stack Infraestrutura da rede básica Protocolos de roteamento Otimização (WAAS, SSL, aceleração) Sensores e controladores Acesso VPN IPv6 sobre MPLS Instrumentação Treinamento de pessoal e operações Planejamento e roll-out Fonte: Cisco Mecanismos de transição para operadoras Acesso NAT44 É a tradução de endereços IPv4 privados e um IPv4 público. Pode ser stateless ou statefull. É atualmente uma das técnicas mais utilizadas e para traduções em grande escala requer um NAT gateway ou solução carrier grade NAT. Address Family Translation (AFT) ou NAT64 Este mecanismo é aplicado quando um host IPv6 precisa acessar um host IPv4. Componentes-chave são: o NAT64 gateway e o DNS64. Dual-Stack Lite (DS-Lite) Ao menos uma parte da rede do SP suporta apenas roteamento IPv6. Os CPEs são provisionados nativamente apenas em IPv6. O tráfego IPv4 passa por tunelamento e o carrier grade V6 faz a terminação do túnel. Outros mecanismos de transição (não escaláveis): Tunnel broker Teredo IPV6 rapid deployment (6rd) Utiliza IPv6 encapsulado em uma infraestrutura IPv4. Esse encapsulamento deve ser suportado pelos CPEs, enquanto a solução carrier grade deve suportar a terminação dos túneis. A rede do provedor de acesso continua sendo IPv4, enquanto os clientes veem serviços IPv6 e IPv4 simultaneamente.

15 IPV Plano de migração do IPv4 para o IPv6 para grandes empresas e entidades governamentais O quadro na página anterior resume todos os elementos, camadas e aspectos que devem ser levados em consideração pelos profissionais de TI de médias e grandes empresas e do governo, quando se planeja fazer a implementação do IPv6. O governo e as empresas em geral devem pensar no IPv6 como um processo fim a fim e cíclico, que enderece todos os aspectos ligados à infraestrutura, processos e serviços existentes, como demonstra a figura abaixo. Como está a sua rede? Quais são os seus serviços? Qual a melhor forma de migração? Defina os produtos, serviços, equipamentos, suporte, treinamento. Planeje 2 Projete 3 Planejamento e definição da estratégia. Inclua a necessidade de investimentos. Prepare 1 Adapte a rede e os serviços de acordo com os requerimentos do negócio. Otimize 6 IPv6 Opere 5 Implemente 4 Gerencie, resolva, repare, substitua, sempre mantendo a rede estável. Integre sem interrupções ou vulnerabilidades. Defina um passo a passo. Fonte: PromonLogicalis

16 IPv6 16 A migração para o IPv6 permitirá às operadoras expandir sua base de clientes e criará oportunidades para novos negócios, uma vez que a conexão fim a fim possibilitará que os usuários sejam também provedores de conteúdo. Impactos financeiros Crescimento do churn Com a massiva adoção do IPv6 pelos provedores de conteúdo, o usuário final precisará ter acesso ao novo protocolo no seu modem/cpe. Portanto, a operadora que não oferecer essa modalidade de acesso perderá um número considerável de clientes. Além disso, sua rede não poderá crescer na mesma velocidade, reduzindo seu market share. Investimentos Grande parte dos roteadores de médio e grande porte atualmente em utilização no Brasil já suporta o IPv6. Portanto, há um custo relativamente baixo para a adoção do novo protocolo. Os investimentos que ainda forem necessários poderão ser feitos de forma planejada e gradativa, estando concentrados em treinamento, atualização dos procedimentos operacionais, atualização das bases de dados, projetos lógicos para correta implantação do novo protocolo, equipamentos de transição, atualização de sistemas operacionais (PC), upgrade de equipamentos antigos sem suporte ao novo protocolo, atualização dos sistemas de gerência, modems e CPE para usuários finais. Em contrapartida, os custos operacionais podem ser reduzidos com a implementação do IPv6, uma vez que a solução de problemas e o aprovisionamento serão mais simples e automáticos. Novos negócios e crescimento da receita A adoção do IPv6 permitirá às operadoras de um modo geral expandir a sua base de clientes e abrirá uma janela de oportunidades para novos negócios, uma vez que a conexão fim a fim possibilitará que os usuários não sejam apenas consumidores, mas também provedores de conteúdo. Além disso, novos serviços demandarão uma rede em IPv6.

17 IPV6 17 Desafios A migração para o IPv6 constitui um caminho natural para os provedores de serviços de internet e telefonia, para as empresas de modo geral, para o governo e para os usuários residenciais. A maior parte dos investimentos realizados em equipamentos de rede ao longo dos últimos anos já foi dedicada a componentes compatíveis com a nova versão do protocolo IP. Agora, resta às empresas fazerem as adequações lógicas em suas redes para torná-las compatíveis com a nova tecnologia. Sua empresa, seja ela ou não uma operadora, não pode ficar alheia a essa realidade. Os projetos de implementação do IPv6 devem ser iniciados imediatamente e, se você já tem um plano, os testes e atualizações dos sistemas operacionais devem ser iniciados o quanto antes. É fato que, nos próximos anos, a internet viverá uma das suas maiores mudanças desde sua criação: a massiva implantação do IPv6. Portanto, esteja preparado. Não se atrase. Antecipe-se.

18 IPv6 18 Advisor é uma publicação da PromonLogicalis. Este documento contém informações de titularidade ou posse da PromonLogicalis, de suas controladas ou coligadas, e são protegidas pela legislação vigente. Reprodução total ou parcial desta obra apenas com prévia autorização da PromonLogicalis. As informações contidas nesta publicação são baseadas em conceitos testados e empregados no desenvolvimento de projetos específicos e estão sujeitas a alterações de acordo com o cenário de mercado e os objetivos de cada projeto. Luís Minoru Shibata Diretor de Consultoria PromonLogicalis Com mais de quinze anos de experiência em TIC, atuou como Diretor Executivo da Ipsos e como Managing Director do Yankee Group na América Latina. MBA em Conhecimento, Tecnologia e Informação pela FIA (FEA/USP). +55 (11) Lucas Pinz Gerente de Tecnologia PromonLogicalis Responsável por todo o portfólio de Telecom, é formado em Gestão de Redes pela Universidade Anhembi Morumbi, pós-graduado em Gestão Empresarial pela FGV-RJ e aluno do MBA Pleno da FGV-RJ e Ohio University-EUA. +55 (11) Para saber mais Entre em contato conosco para saber o que podemos fazer pela sua empresa. Coordenação Thais Cerioni Marketing PromonLogicalis Diretor Responsável Luís Minoru Shibata

19 IPV6 19 A PromonLogicalis Com mais de trinta anos de experiência, a PromonLogicalis oferece serviços de consultoria que têm auxiliado grandes corporações a entender como alavancar o negócio por meio da adoção de soluções de TIC. A PromonLogicalis é um integrador que atua com os principais vendors do mercado para cada solução, abrangendo desde o core e a infraestrutura de redes de acesso, passando por redes, colaboração, data centers e segurança da informação, até sua operação e gerenciamento. No Brasil e na América Latina, a PromonLogicalis tem trabalhado com as principais operadoras de telecomunicações e empresas privadas na elaboração de planos de implementação do IPv6, na definição de investimentos necessários, análise dos impactos nos negócios e definição de novos produtos e serviços. Além disso, a PromonLogicalis trabalha em conjunto com os maiores fabricantes de tecnologia que têm influenciado os rumos do protocolo IPv6 e conta com profissionais treinados e com experiência prática na implementação desse protocolo.

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