Planejamento e Projeto de Redes de Computadores. Eduardo Barrére

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1 Planejamento e Projeto de Redes de Computadores Eduardo Barrére

2 Aula Presencial Projeto Lógico Eduardo Barrére

3 O projeto deve conter Topologia da Rede Modelo de nomenclatura Modelo de endereçamento Protocolos de pontes, comutação e roteamento Segurança Estratégias de gerenciamento

4 Topologia Ao projetarmos a topologia lógica, antes da física, aumentamos a chance de alcançarmos nossos objetivos (requisitos do projeto). Três modelos (não mutuamente exclusivos): Hierárquicos Redundantes Seguros Rede ideal: ter os 3 modelos num projeto só!

5 Modelo hieráquico Implantação rápida e modular Minimiza custos Boa para atualizações e ampliações É crítica para a interconectividade Se possível com componentes redundantes By Prof. José Maurício S. Pinheiro

6 Modelo hieráquico Camada de Distribuição: NAT, Proxy, segurança,... A camada de acesso aceita bem atualizações e ampliações O projeto começa da camada de Acesso, depois a de Distribuição e por último a de Núcleo By Prof. José Maurício S. Pinheiro

7 Modelo Redundante Atender a requisitos de disponibilidade da rede Envolve duplicação de equipamentos e serviços ($$$) Tenta eliminar pontos únicos de falha na rede (SPOF) Pode ser utilizada para Balanceamento de Carga, justificando assim os investimentos iniciais Aumenta a complexidade da rede Tudo precisa de redundância?

8 Modelo Redundante: Caminhos de Backup Temos um caminho alternativo em caso de falha do principal. Esse caminho fica inativo até precisarmos dele Ativação manual ou automática Exemplo: topologia em malha Envolve links (duas operadoras e até mesmo meios diferentes), cabeamento (dois cabos no mesmo duto ) e equipamentos Normalmente é um caminho com capacidade (link e equipamentos) limitada (por questões de custo) Devem ser testado periodicamente! Poderia ser útil para balanceamento de carga

9 Modelo Redundante: Balanceamento de Carga Aliar disponibilidade e desempenho Nem todo protocolo de roteamento (RIP, por exemplo) admitem balanceamento de carga, ou seja, tenha um cuidado especial com os equipamentos! Por exemplo, os protocolos IGRP e OSPF podem ser utilizados para essa finalidade.

10 Segmentos de LANs redundantes Links redundantes entre switches: deve utilizar o padrão IEEE 802.1d (STA - spanning tree) Uma das switches é a raiz Todos enviam pra ela Só um caminho entre o switch e a raiz está ativo por vez Caminho redundante é ativado automaticamente quando o ativo apresenta problemas Sem balanceamento de carga

11 Redundância de Servidores Servidores candidatos: Arquivo Web DHCP Nomes (PDC, BDC) BD Atenção com a redundância de dados. Evolução de RAIDs locais. Redundância de servidor um ao lado do outro é prática, mas é loucura!

12 Modelo seguro: Identificar ativos de rede Analisar riscos de segurança Analisar requisitos de segurança Plano, Norma e Procedimentos de segurança Atualização constante de software Treinamento Testes exaustivos Auditoria periódica Análise periódica de logs

13 Endereçamento: Lembre-se a divisão de uma rede em subredes já é, por natureza, um modelo estruturado de endereçamento Não se esqueça de reservar espaço para o crescimento da rede (subrede). Exemplos: Tenho atualmente 14 IPs sendo utilizados numa subrede de 4 bits (16 endereços) Nomes do tipos: rh_1, rh_2 são ruins! Atribuir blocos de endereço de forma hierárquica, buscando escalabilidade Sempre que possível utilizar endereçamento dinâmico nos sistemas finais. Utilizar endereçamento padrão para Gateway, NAT, etc.

14 SEM Endereçamento: Duplicação de endereços e nomes Endereços inválidos (NAT, DNS, Gateway) Falta de endereço para crescimento da rede Faixas de endereçamento desperdiçadas (planejadas de forma errônea)

15 Cuidados com Endereçamento: Faixas de endereços reservadas (RFC 1918): a a a Vantagens: Não vistos na rede externa Adaptabilidade e flexibilidade: livres de ISP Grandes faixas de endereço Desvantagens: Dificuldade para acesso externo Dificuldades no caso de fusões de empresas Tendência de bagunça no endereçamento!

16 Nomenclatura: Todas as entidades (equipamentos, servidores, computadores, impressoras, etc. ) precisam de nomes? Gerar uma estrutura para os nomes (tarefa difícil e quase definitiva ) Como é feito o mapeamento de nomes para endereço (estático ou dinâmico) Se o endereço é dinâmico, o nome também será? Uso de servidores de nomes? Como será o espelhamento? Distribuído? Qual o impacto na segurança da rede?

17 Regras de Nomenclatura: Decida: endereçamento centralizado ou distribuído? Nomes: curtos, significativos, não-ambíguos,... Recomendação: uso de prefixos (1 ou 2) Letras é melhor que somente números! (senão você não teria um nome, mas somente um CPF) Cuidado com a mistura de maiúsculo e minúsculo (utilize de preferencial um só) Cuidados com termos genéricos como: ponte, computador, etc. Atualmente os termos switch de camada 3 e roteador está uma bagunça!

18 Projeto Lógico: Segurança Além das normas de segurança. Todo o planejamento de segurança (serviços, criptografia, etc.) devem ser considerados. Este item será visto em disciplina específica e deve ser considerado dentro do projeto lógico da rede

19 Projeto Lógico: Gerenciamento A ISO define cinco processos de gerenciamento de redes: Gerenciamento de falhas: Como as falhas são detectadas e corrigidas? Tem como isolar algumas falhas? Procedimento para substituição de equipamentos? Gerenciamento de Desempenho Gerenciamento de Configuração Gerenciamento de Segurança Gerenciamento de Contabilização

20 Projeto Lógico: Gerenciamento A ISO define cinco processos de gerenciamento de redes: Gerenciamento de falhas Gerenciamento de Desempenho: Existe o acompanhamento do desempenho da rede? A capacidade atual da rede está como? Ações para resolver gargalos? Gerenciamento de Configuração Gerenciamento de Segurança Gerenciamento de Contabilização

21 Projeto Lógico: Gerenciamento A ISO define cinco processos de gerenciamento de redes: Gerenciamento de falhas Gerenciamento de Desempenho Gerenciamento de Configuração: Software utilizado para configuração Procedimento para: inicialização, shutdown, backup, atualização, etc. Gerenciamento de Segurança Gerenciamento de Contabilização

22 Projeto Lógico: Gerenciamento A ISO define cinco processos de gerenciamento de redes: Gerenciamento de falhas Gerenciamento de Desempenho Gerenciamento de Configuração Gerenciamento de Segurança: Monitoração da rede (logs e demais ferramentas) Controle de acesso Gerenciamento de Contabilização

23 Projeto Lógico: Gerenciamento A ISO define cinco processos de gerenciamento de redes: Gerenciamento de falhas Gerenciamento de Desempenho Gerenciamento de Configuração Gerenciamento de Segurança Gerenciamento de Contabilização: Necessidade de contabilizar a utilização dos recursos (moeda de troca) Usuários/setores que sobrecarregam a rede Uso ineficiente da rede

24 Projeto Lógico: Gerenciamento Uma solução trivial envolve: Estação de gerenciamento: lembre-se o acesso é privilegiado, portanto, a localização deve prever acesso físico restrito Agente de gerenciamento: pai da criança! Base de Informações de Gerenciamento (MIB): como as informações estão guardadas para acesso Protocolo de Gerenciamento de Redes: tradicionalmente SNMP

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