Prof. MS. Ellen H. Magedanz

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1 Prof. MS. Ellen H. Magedanz

2 As transformações nos padrões de saúde/doença constituíram-se em uma das características do último século, estão associadas às mudanças na estrutura etária populacional.

3 América Latina vem envelhecendo em ritmo acelerado, os idosos correspondem à 8% da população. Número de pessoas com 60 anos ou mais alcançam os 91 milhões. Previsão de crescimento anual é de 3,5% nas duas primeiras décadas deste século, chegando a 194 milhões. (OPS/OMS,2002)

4 PROJEÇÕES Em (+/_ 15% da pop. total) 6ª pop. Idosa do mundo, em números absolutos.

5 Organização Mundial da Saúde (OMS) considera como idosas as pessoas com 60 anos ou mais, se elas residem em países em desenvolvimento, e com 65 anos e mais se residem em países desenvolvidos, mas, vamos envelhecendo com o passar dos anos.

6 GERADOR DE NOVAS DEMANDAS Aumentos consideráveis nos custos de programas de saúde; Seleção de programas exige investigação detalhada para o estabelecimento de prioridades; Governos precisam lançar mão de estudos epidemiológicos com base populacional para identificar problemas prioritários, fatores de proteção e risco associados para orientar decisões relativas à distribuição de recursos e à definição das necessidades desta população

7 Principais doenças: deficiências visuais e auditivas, arteriosclerose, hipertensão arterial, glaucoma, diabete, cirrose hepática, rinite alérgica, bronquite, asma, artrose, osteoporose, dermatoses, neuroses, úlceras, cólon irritável, hemorróidas e cálculo renal.

8 Possibilidades Terapêuticas!!!!??? São limitadas!!! Para modificar a tendência epidemiológica das doenças crônicas, o foco de ação está dirigido a prevenção primária centrada nos estilos de vida saudáveis. DESENVOLVIMENTO DAS AÇÕES PROGRAMÁTICAS

9 São estratégias, baseadas em dados epidemiológicos, utilizadas para estender ações específicas de promoção,proteção tratamento e reabilitação da saúde para uma determinada população, de forma sistematizada, organizada e qualificada, com vistas à qualidade de vida da população. Programas

10 Os programas devem ter: Objetivos e metas definidas Sistema de registro Avaliação das atividades desenvolvidas Atividades de promoção da saúde,proteção específica,detecção precoce de situações de vulnerabilidade e de agravos, intervenção, acompanhamento e Educação para a Saúde Equipe responsável Educação Permanente da equipe de saúde.

11 E AS POLÍTICAS PÚBLICAS?

12 Políticas para o idoso no Brasil Política Nacional do Idoso (1994/96) Política Nacional de Saúde do Idoso (1999) Estatuto do Idoso (2003) Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (2006) Legislações complementares Legislações estaduais e municipais

13 1994 Lei 8.842/94 Política Nacional do Idoso Esta política assegurou os direitos sociais à pessoa idosa, criando condições para promover sua autonomia, integração e participação efetiva na sociedade e reafirmando o direito à saúde nos diversos níveis de atendimento do SUS.

14 Em 1999 Portaria Ministerial 1.395/99 estabelece a Política Nacional de Saúde do Idoso determinando que os órgãos do MS relacionados ao tema promovam a elaboração ou a adequação de planos e ações em conformidade com as diretrizes e responsabilidades nela estabelecidas Congresso Nacional aprova o Estatuto do Idoso

15 POLÍTICAS PÚBLICAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE RELEVÂNCIA PARA A SAÚDE DA PESSOA IDOSA NO SUS : Envelhecimento Ativo OMS Pacto pela Saúde Pacto em Defesa da Vida Política Nacional de Atenção Básica e Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa Atenção Básica/Saúde da Família deve ser responsável pela atenção à saúde de todas as pessoas idosas que estão na sua área de abrangência, inclusive aquelas que se encontram em instituições, públicas ou privadas.

16 Portaria nº de 19 de outubro de 2006 (antiga portaria 1935/94) tem por finalidade primordial a recuperação, manutenção e promoção da autonomia e da independência da pessoa idosa, direcionando medidas coletivas e individuais de saúde para esse fim, em consonância com os princípios e diretrizes do SUS. Para todo o cidadão e cidadã Brasileiros com 60 anos ou mais de idade

17 Tem como propósito trabalhar em dois grandes eixos, tendo como paradigma a capacidade funcional da população idosa Idosos Frágeis Idosos Independentes

18 Idosos independentes: Pessoas que mesmo tendo alguma doença são capazes de viver de forma independente e autônoma no ambiente familiar e no meio social. Idosos frágeis ou em processo de fragilização: Indivíduos que apresentam determinadas condições que comprometem ou põem em risco sua capacidade funcional; Acamado; Hospitalizado; Doenças sabidamente causadoras de incapacidade funcional; Situações de violência doméstica; Maior de 75 anos.

19 Promoção do envelhecimento ativo e saudável Atenção integral, integrada à saúde do idoso Estímulos às ações intersetoriais, visando a integralidade da atenção; Provimento de recursos capazes de assegurar qualidade da atenção à saúde do idoso Estímulo à participação e fortalecimento do controle social; Formação e educação permanente dos profissionais da saúde

20 Divulgação e informação permanente para profissionais de saúde, gestores e usuários do SUS; Promoção de cooperação nacional e internacional das experiências na atenção à saúde da pessoa idosa; Apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas.

21 ESTRATÉGIAS: Implantação da Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa. Distribuição do Caderno de Atenção Básica 19- Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa Realização do Curso de Educação à Distância em Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa Elaboração do Plano Integrado de Ações de Proteção à Pessoa Idosa SUAS-SUS Edição e distribuição gratuita do Guia Prático do Cuidador

22 ESTRATÉGIAS: Criação e implantação do Programa Nacional de Formação de Cuidadores de Idosos Dependentes na Rede de Escolas Técnicas do SUS(RET-SUS) Publicação da portaria sobre prevenção e cuidados à osteoporose e quedas (Portaria 3212, de 2007) Ampliação do acesso à consulta no Programa Olhar Brasil Fomento à pesquisa na área de envelhecimento e saúde da pessoa idosa Implementação do Programa de Internação Domiciliar Fomento ao acesso e uso racional de medicamentos

23 Novo conceito introduzido pela OMS, 2002: Processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas.

24 Objetivos do envelhecimento ativo Aumentar a expectativa de uma vida saudável. Manter a autonomia e a independência. Evitar ou adiar o aparecimento de doenças crônicas. Desenvolvimento de políticas sociais de saúde. Buscar o apoio do mercado de trabalho e educação

25 À medida que uma pessoa envelhece, sua qualidade de vida é fortemente determinada por sua habilidade de manter autonomia e independência Autonomia habilidade de controlar, lidar e tomar decisões pessoais sobre como se deve viver diariamente, de acordo com suas próprias regras e preferências Independência habilidade de executar funções relacionadas à vida diária

26 GÊNERO DETERMINANTES ECONÔMICOS SERVIÇOS SOCIAIS E DE SAÚDE DETERMINANTES SOCIAIS ENVELHECIMENTO ATIVO DETERMINANTES COMPORTAMENTAIS AMBIENTE FÍSICO DETERMINANTES PESSOAIS CULTURA

27 1.1 Renda pessoal 1.Determinantes 1.2 trabalha /trabalhou econômicos 1.3 ajuda financeira da família 1.4 ajuda financeira fora da família 2.1 apoio da família 2.2 apoio fora da família 2.Determinantes 2.3 sofre violência sociais 2.4 atividades de lazer 2.5 Facilidade com as coisas da vida moderna (telefone, caixa de banco, identificar transportes etc) 3.Serviços sociais e de saúde 3.1 discriminação no uso dos serviços de saúde 3.2 discriminação no uso dos serviços comunitários 3.3 os serviços são resolutivos 3.4 os profissionais tratam com respeito

28 4.Determinantes comportamentais 5.Determinantes pessoais 6.Ambiente 4.1 usa medicamentos 4.2 segue as recomendações dos profissionais de saúde 4.3 faz exames periódicos para avaliar a saúde 4.4 toma as vacinas necessárias 4.5 segue orientação alimentar 4.6 considera sua dieta saudável 4.7 faz uso de bebida alcoólica 4.8 faz uso de cigarro 4.9 sai de casa para divertir-se 5.1 familiares com doenças genéticas 5.2 familiares vivem muito tempo 5.3 gosta de sair com amigos/familiares 5.4 recebe amigos/familiares em casa 5.5 gosta de ler/escrever 6.1 ambiente de casa bem iluminado 6.2 a casa é segura 6.3 sofre queda 6.4 fica sozinho

29 CADERNO DE ATENÇÃO BÁSICA OBJETIVOS: Oferecer subsídios técnicos específicos para facilitar a prática diária dos profissionais; Disponibilizar instrumentos atualizados no sentido de auxiliar a adoção de condutas mais apropriadas às demandas desta população

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33 CADERNETA DE SAÚDE DA PESSOA IDOSA OBJETIVOS PARA PROFISSIONAIS DA SAÚDE: Propiciar um acompanhamento periódico de determinadas condições do indivíduo idoso e outros aspectos que possam interferir no seu bemestar; Reconhecer a população idosa cadastrada pelas equipes de saúde da família; Estabelecer critérios de risco para priorização de atendimento

34 CADERNETA DE SAÚDE DA PESSOA IDOSA OBJETIVOS PARA A POPULAÇÃO IDOSA: Instrumento de cidadania: informações relevantes para o acompanhamento da sua saúde

35 Promoção do Envelhecimento Ativo Participação, Saúde, Segurança

36 A melhor maneira que a gente tem de fazer possível amanhã alguma coisa que não é possível de ser feita hoje é fazer aquilo que hoje pode ser feito. Mas se eu não fizer hoje aquilo que pode ser feito e tentar fazer hoje o que hoje não pode ser feito, dificilmente eu faço amanhã o que hoje também não puder fazer. Paulo Freire

37 BIBLIOGRAFIA BRASIL. Ministério da Saúde.. Atenção à saúde da pessoa idosa e envelhecimento. Brasília: Ministério da Saúde, 2010 v.12 (Série B. Textos Básicos de Saúde, Série Pactos pela Saúde 2006, V.12) BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política nacional de atenção básica. Brasília: Ministério da Saúde, p. - (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Série Pactos pela Saúde 2006, v. 4). BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa. Brasília: Ministério da Saúde, p. il. - (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Básica, n. 19).

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