LUCIENI PEREIRA Auditora Federal de Controle Externo do TCU Professora de Gestão Fiscal Presidente da ANTC Diretora da CNSP

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2 LUCIENI PEREIRA Auditora Federal de Controle Externo do TCU Professora de Gestão Fiscal Presidente da ANTC Diretora da CNSP Fortaleza, 25 de novembro de 2015

3 combate à corrupção na gestão dos serviços de 'Medidas eficazes no saúde'

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14 LEI COMPLEMENTAR Nº 141/2012 Art. 44. No âmbito de cada ente da Federação, o gestor do SUS disponibilizará ao Conselho de Saúde, com prioridade para os representantes dos usuários e dos trabalhadores da saúde, programa permanente de educação na saúde para qualificar sua atuação na formulação de estratégias e assegurar efetivo controle social da execução da política de saúde, em conformidade com o 2º do art. 1º da Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990.

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16 LEI COMPLEMENTAR Nº 141/2012 CAPÍTULO IV DA TRANSPARÊNCIA, VISIBILIDADE, FISCALIZAÇÃO, AVALIAÇÃO E CONTROLE Seção I Da Transparência e Visibilidade da Gestão da Saúde Art. 31. Os órgãos gestores de saúde da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios darão ampla divulgação, inclusive em meios eletrônicos de acesso público, das prestações de contas periódicas da área da saúde, para consulta e apreciação dos cidadãos e de instituições da sociedade, com ênfase no que se refere a: I - comprovação do cumprimento do disposto nesta Lei Complementar; II - Relatório de Gestão do SUS; III - avaliação do Conselho de Saúde sobre a gestão do SUS no âmbito do respectivo ente da Federação. Parágrafo único. A transparência e a visibilidade serão asseguradas mediante incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, durante o processo de elaboração e discussão do plano de saúde.

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20 LEI COMPLEMENTAR Nº 141/2012 Art. 36. O gestor do SUS em cada ente da Federação elaborará Relatório detalhado referente ao quadrimestre anterior, o qual conterá, no mínimo, as seguintes informações: I - montante e fonte dos recursos aplicados no período; II - auditorias realizadas ou em fase de execução no período e suas recomendações e determinações; III - oferta e produção de serviços públicos na rede assistencial própria, contratada e conveniada, cotejando esses dados com os indicadores de saúde da população em seu âmbito de atuação.

21 LEI COMPLEMENTAR Nº 141/2012 Art. 43. A União prestará cooperação técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para a implementação do disposto no art. 20 e para a modernização dos respectivos Fundos de Saúde, com vistas ao cumprimento das normas desta Lei Complementar. 1 o A cooperação técnica consiste na implementação de processos de educação na saúde e na transferência de tecnologia visando à operacionalização do sistema eletrônico de que trata o art. 39, bem como na formulação e disponibilização de indicadores para a avaliação da qualidade das ações e serviços públicos de saúde, que deverão ser submetidos à apreciação dos respectivos Conselhos de Saúde. 2 o A cooperação financeira consiste na entrega de bens ou valores e no financiamento por intermédio de instituições financeiras federais.

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24 O procurador do Ministério Público junto ao TCU, Júlio Marcelo de Oliveira, esclareceu a visão do Poder Judiciário sobre direito à saúde. É um debate acalorado dentro do Judiciário porque coloca em conflito direitos individuais com o direito de todos, disse. O procurador também comentou as diferentes decisões tomadas pelos magistrados, divididos entre o orçamento a ser cumprido pelos governos e o direito de todos os cidadãos à saúde

25 O ministro da Saúde, Marcelo Castro, apresentou panorama sobre a judicialização da saúde no País, destacando que os gastos apenas no Ministério da Saúde por força de decisões judiciais aumentaram cem vezes nos últimos nove anos, chegando a mais de R$ 1 bilhão em Segundo ele, o Ministério da Saúde, estados e municípios tentam mitigar ações judiciais inapropriadas que colocam em risco a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde. Marcelo ainda lembrou que o caráter imediatista de cumprimento da maioria das ordens judiciais pode levar ao desperdício de dinheiro público. A aquisição não é alvo de planejamento ou de processo criterioso de compra. Além disso, a judicialização pode contribuir para que haja fraudes em desfavor do SUS, atropelando o direito dos que aguardam pelo mesmo atendimento, afirmou

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27 Corrupção privada Para o deputado Odorico Monteiro (PT-CE), o destaque do texto aprovado é o projeto de lei que criminaliza a corrupção privada. Estamos tipificando algo que não existia no País, antes um médico recebia propina e isso não era considerado crime, ressaltou. Essa conduta entre médicos e empresários é condenada apenas no código de ética profissional e, portanto, punida com pouco rigor, argumentou. Hoje, essa prática é considerada crime apenas quando envolve prejuízo aos cofres públicos, explicou o relator André Fufuca. Por essa razão, a CPI não pode pedir o indiciamento das empresas denunciadas no esquema. Treinamento continuado O relator deputado André Fufuca, por sua vez, destacou o projeto de lei que atribui ao Estado a competência de fornecer treinamento permanente a médicos na área de novas tecnologias. A proposta cria o Sistema de Educação em Tecnologia e Dispositivos Médicos, vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Conforme o parlamentar, a ideia é romper a fidelidade dos profissionais às empresas que financiam cursos de especialização no País e no exterior. Cria-se um vínculo ilegal entre o setor privado e o médico, à medida que a empresa paga pela formação do residente, argumentou.

28 Nomenclatura O texto aprovado também pede o aprimoramento da nomenclatura para os produtos médicos em um esforço de regulamentar o setor. Não existe padronização e lista pública de preços confiável para uma grande diversidade de produtos, ressaltou Fufuca. Segundo ele, hoje a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registra 44 mil produtos sob a classificação de órteses e próteses, e muitos dos itens estão repetidos. Demandas judiciais O texto também fixa uma série de regras para a concessão de urgência aos pedidos feitos à Justiça para fornecimentos de implantes e medicamentos. De acordo com o projeto, caberá ao juiz solicitar uma segunda opinião de médico antes de aprovar as liminares. Esses profissionais de saúde irão compor câmara técnica que passará a funcionar no tribunal e em instituições conveniadas.

29 GESTÃO & COMBATE À FRAUDE

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31 Sistema S-CODES (GOVERNO SP) Desenvolvido desde 2005 para o processamento das demandas judiciais em saúde, inicialmente objetivando o cumprimento da ordem judicial e atualmente permite o uso em outras funções, Vencedor do Prêmio de Boas Práticas no Trato da Judicialização em Saúde promovido pelo CNJ em 2013

32 Sistema S-CODES 1. Quantificar e delinear o perfil das ações judiciais, dos autores, prescritores e dos objetos da ação; 2. Organizar a dispensação de itens e serviços e comprovar o cumprimento da ordem judicial; 3. Fornecer dados para planejamento de compras; 4. Gerenciar estoques; 5. Documentar as comunicações com os autores, PGE e Poder Judiciário; 6. Permitir o acesso das informações para a PGE; 7. Inativação automática de demandas sem dispensação (falta de retirada de itens por parte do autor); 8. Relatórios gerenciais.

33 S-CODES COMPOSTO POR MÓDULOS

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36 Sistema S-CODES

37 Sistema S-CODES AB = Atenção Básica PCDT = Protocolo Clinico de Diretrizes Terapêuticas CACON = Centros de Alta Complexidade em Oncologia CEAF = Componente especializado de Assistência Farmacêutica

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39 RISCOS INSTITUCIONAIS

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41 PROJETO DE LEI Nº 3.636/2015 Art. 16. A Controladoria-Geral da União e os órgãos de controle interno dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, no âmbito de suas competências, de forma isolada ou em conjunto com o Ministério Público ou com a Advocacia Pública, ou ambos, poderão celebrar acordo de leniência com pessoa jurídica responsável pelos atos e fatos investigados e previstos nesta Lei que colabore efetivamente com as investigações e o processo administrativo, sendo que dessa colaboração resulte:... II a obtenção de informações e documentos que comprovem a infração noticiada ou sob investigação; III a cooperação da pessoa jurídica com as investigações, em face de sua responsabilidade objetiva; IV o comprometimento da pessoa jurídica na implementação ou melhoria de mecanismos internos de integridade.

42 PROJETO DE LEI Nº 3.636/2015 Art. 16 (...) 2º O acordo de leniência celebrado de forma isolada pela autoridade administrativa: I isentará a pessoa jurídica da sanção prevista no inciso II do art. 6º desta Lei e das sanções restritivas do direito de licitar e contratar previstas na Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, na Lei nº , de 4 de agosto de 2011, na Lei nº , de 17 de julho de 2002, e em outras normas referentes a licitações e contratos; II poderá reduzir a multa prevista no inciso I do art. 6º desta Lei em até 2/3 (dois terços), não sendo mais aplicável à pessoa jurídica qualquer outra sanção de natureza pecuniária decorrente dos atos e fatos objeto do acordo; III poderá remitir por completo a multa prevista no inciso I do art. 6º desta Lei, caso a pessoa jurídica seja a primeira a firmá-lo, não sendo mais aplicável à pessoa jurídica qualquer outra sanção de natureza pecuniária decorrente dos atos e fatos objeto do acordo.

43 Art. 16 (...) PROJETO DE LEI Nº 3.636/ O acordo de leniência celebrado nos termos do 2º que conte com a participação das respectivas Advocacias Públicas impede o ajuizamento ou o prosseguimento de ação já ajuizada pelos entes celebrantes das ações de que tratam o art. 19 desta Lei e o art. 17 da Lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992, ou de outras de natureza civil, inclusive o de procedimentos oriundos dos tribunais de contas que guardem relação com o objeto do acordo. 12. O acordo de leniência celebrado com a participação da Advocacia Pública e em conjunto com o Ministério Público impede o ajuizamento ou o prosseguimento de ação já ajuizada por todos os legitimados para as ações mencionadas no 11.

44 PROJETO DE LEI Nº 3.636/2015 Art. 18. A responsabilização da pessoa jurídica na esfera administrativa não afasta a possibilidade de sua responsabilização na esfera judicial, exceto quando expressamente previsto na celebração de acordo de leniência, observado o disposto nos 11, 12 e 13 do art. 16. (NR)

45 PROJETO DE LEI Nº 3.636/2015 Tribunais de Contas Judiciário Ministério Público

46 PROJETO DE LEI Nº 3.636/2015

47 AGRADECIMENTO OBRIGADA PELA ATENÇÃO DE TODOS! LUCIENI PEREIRA Presidente da ANTC Cel. (61)

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