As objeções relativas à competência da Corte para tratar da questão (parágrafo 19 ao 41 do parecer consultivo)

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "As objeções relativas à competência da Corte para tratar da questão (parágrafo 19 ao 41 do parecer consultivo)"

Transcrição

1 1970 CONSEQÜÊNCIAS JURÍDICAS PARA OS ESTADOS DA PRESENÇA CONTÍNUA DA ÁFRICA DO SUL NA NAMÍBIA (SUDOESTE AFRICANO) NÃO OBSTANTE A RESOLUÇÃO 276 (1970) DO CONSELHO DE SEGURANÇA ( ) 14. Parecer Consultivo de 21 de junho de 1971 Em seu parecer consultivo relativo à questão submetida pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas: "Quais são as conseqüências jurídicas para os Estados da presença contínua da África do Sul na Namíbia não obstante a Resolução 276 (1970) do Conselho de Segurança?", a Corte opinou, por 13 votos a 2, (1) que, sendo ilegal a presença contínua da África do Sul na Namíbia, a África do Sul deveria retirar imediatamente sua administração da Namíbia e colocar, assim, um fim na ocupação daquele território; por 11 votos a 4, (2) que os Estados-membros das Nações Unidas deveriam reconhecer a ilegalidade da presença da África do Sul na Namíbia e a invalidade de seus atos em nome ou em relação à Namíbia, e deixar de praticar alguns atos e, em particular, os relacionados com o governo da África do Sul que impliquem o reconhecimento da legalidade, ou forneçam ajuda ou assistência a tal presença e administração; (3) que caberia aos Estados que não são membros das Nações Unidas auxiliar, dentro dos limites do subparágrafo (2) acima, as ações tomadas pelas Nações Unidas no que diz respeito à Namíbia. Para estes procedimentos a Corte estava composta da seguinte maneira: Presidente Sir Muhammad Zafulla Khan; Vice-Presidente Ammoun; juízes Sir Gerald Fitzmaurice, Padilla Nervo, Forster, Gros, Bengzon, Petrén, Lachs, Onyeama, Dillard, Ignacio-Pinto, de Castro, Morozov e Jiménez de Aréchaga. O Presidente da Corte Zafulla Khan anexou ao parecer uma declaração. O Vice-Presidente Ammoun e os juízes Padilla Nervo, Petrén, Lachs, Onyeama, Dillard, e de Castro anexaram suas opiniões individuais, e os juízes Sir Gerald Fitzmaurice e Gros anexaram suas opiniões dissidentes. O curso dos procedimentos (parágrafo 1º ao 18 do parecer consultivo) A Corte recordou, primeiramente, que o pedido para o parecer consultivo emanou do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o qual decidiu submetê-lo pela Resolução 284 (1970), adotada em 29 de julho de Em seguida, a Corte recapitulou as diferentes etapas dos procedimentos subseqüentes. Referiu-se particularmente a três decisões de 26 de janeiro de 1971, por meio das quais a Corte decidiu não concordar com as objeções levantadas pelo governo da África do Sul quanto à participação de três membros da Corte nos procedimentos. Estas objeções se basearam em declarações que estes juízes proferiram na época em que eram representantes de seus governos perante os órgãos das Nações Unidas que se ocupavam de problemas relacionados à Namíbia, ou em sua participação, na mesma qualidade, nos trabalhos destes órgãos. Para cada um dos casos, a Corte chegou à conclusão de que não havia possibilidade de aplicar o artigo 17, parágrafo 2º de seu Estatuto. As objeções relativas à competência da Corte para tratar da questão (parágrafo 19 ao 41 do parecer consultivo) O governo da África do Sul argüiu que a Corte não era competente para proferir o parecer, uma vez que a Resolução 284 (1970) do Conselho de Segurança seria inválida pelas seguintes razões: a) dois membros permanentes do Conselho de Segurança se abstiveram durante a votação (Carta das Nações Unidas, artigo 27,

2 parágrafo 3º); b) como a pergunta se relacionava a uma disputa entre a África do Sul e outros membros das Nações Unidas, a África do Sul deveria ter sido convidada a participar da discussão (Carta, artigo 32) e deveria ser observada a disposição obrigando os membros do Conselho de Segurança partes na disputa a se absterem de votar (Carta, artigo 27, parágrafo 3º). A Corte ponderou que: a) por um longo período a abstenção voluntária de um membro permanente tem sido constantemente interpretada como um fator que não constitui entrave à adoção das resoluções pelo Conselho da Segurança; b) a questão da Namíbia foi colocada na agenda do Conselho como uma situação e o governo sul-africano não chamou a atenção do Conselho à necessidade, a seu ver, de a tratar como uma disputa. Alternativamente, o governo da África do Sul sustentou que, mesmo se a Corte tivesse competência, ela deveria, a fim de permanecer em seu papel judicial, se recusar a proferir o parecer em razão de pressões políticas a que a Corte tinha sofrido ou poderia sofrer. Em 8 de fevereiro de 1971, na abertura das audiências públicas, o Presidente da Corte declarou que não seria apropriado para a Corte acolher aquelas observações, considerando, como elas mesmo sugerem, a natureza da Corte como principal órgão judicial das Nações Unidas, um órgão que, nessa qualidade, age somente com base no direito, independentemente de quaisquer influências ou intervenções externas de qualquer parte. O governo da África do Sul apresentou uma outra razão para que a Corte não proferisse o parecer, argumentando que a questão era, na realidade, contenciosa, uma vez que se relacionava com uma disputa entre a África do Sul e outros Estados. A Corte entendeu que se tratava, no presente caso, de uma demanda apresentada por um órgão das Nações Unidas com o propósito de obter um parecer jurídico sobre as conseqüências de suas próprias decisões. O fato da Corte ter que se pronunciar sobre questões jurídicas nas quais existem pontos de vista divergentes entre a África do Sul e as Nações Unidas não converte o caso em uma disputa entre Estados. (Não havia, conseqüentemente, necessidade de aplicar o artigo 83 do Regulamento da Corte, o qual prevê que se um parecer consultivo for solicitado sobre uma questão jurídica "atualmente pendente entre dois ou mais Estados", o artigo 31 do Estatuto, tratando de juízes ad hoc, seria aplicável. O governo da África do Sul solicitou o direito de escolher um juiz ad hoc. A Corte ouviu suas observações sobre essa questão em 27 de janeiro de 1971 mas, à luz das considerações acima, decidiu, por sua decisão de 29 de janeiro de 1971, não conhecer da demanda). Em suma, a Corte não viu nenhuma razão para deixar de responder à demanda por um parecer consultivo. Histórico do mandato (parágrafo 42 ao 86 do parecer consultivo) Tendo refutado os argumentos do governo sul-africano citando seus próprios pronunciamentos nos procedimentos anteriores sobre o Sudoeste Africano (pareceres consultivos de 1950, 1955 e 1956; e o julgamento de 1962), a Corte recapitulou a história do mandato. O sistema de mandatos, estabelecido pelo artigo 22 do Pacto da Sociedade das Nações, baseou-se em dois princípios de grande importância: o princípio da não anexação e o princípio que proclama que o bemestar e desenvolvimento dos povos em causa formavam uma missão sagrada de civilização. Levando em consideração a evolução dos últimos cinqüenta anos, não há dúvida de que esta missão sagrada de civilização tinha por objetivo a autodeterminação e independência. O mandatário deveria observar um certo número de obrigações, e o Conselho da Sociedade deveria verificar se estas estavam sendo cumpridas. Os direitos do mandatário se fundavam naquelas obrigações. Quando a Sociedade das Nações foi dissolvida, a razão de existir e o objeto original destas obrigações remanesceram. Uma vez que sua supervisão não dependia da existência da Sociedade, elas não precisavam terminar simplesmente porque o órgão supervisor deixou de existir. Os membros da Sociedade não tinham declarado, ou aceito, mesmo implicitamente, que os mandatos seriam ab-rogados ou caducados com a dissolução da Sociedade. A última resolução da Assembléia da Sociedade e o artigo 80, parágrafo 1º da Carta das Nações Unidas mantiveram as obrigações dos mandatários. A Corte Internacional de Justiça invariavelmente reconheceu que o mandato sobreviveu ao fim da Sociedade, e a própria África do Sul admitiu este fato

3 durante vários anos. Assim, a supervisão, parte essencial do Mandato, estava destinada a sobreviver. As Nações Unidas sugeriram um sistema de controle que não excedesse àquele aplicado sob o regime de mandatos, mas esta proposta foi rejeitada pela África do Sul. As Resoluções da Assembléia Geral e do Conselho de Segurança (parágrafo 87 ao 116 do parecer consultivo) Finalmente, em 1966, a Assembléia Geral das Nações Unidas adotou a Resolução 2145 (XXI), por meio da qual se decidiu que o mandato terminaria e que a África do Sul não teria mais direito de administrar o território. Posteriormente, o Conselho de Segurança adotou várias resoluções, incluindo a Resolução 276 (1970), que declara ilegal a presença contínua da África do Sul na Namíbia. Tendo sido levantadas objeções quanto à validade destas resoluções, a Corte entendeu que não tinha poderes de controle judicial nem de apelação com relação aos órgãos das Nações Unidas em questão, e nem a validade dessas resoluções era matéria do pedido de parecer consultivo. Não obstante, no exercício de sua função judicial, e desde que foram apresentadas objeções, a Corte examinou-as em sua exposição de motivos antes de se pronunciar sobre as conseqüências jurídicas provenientes destas resoluções. A Corte primeiramente recordou que a entrada em vigor da Carta das Nações Unidas estabeleceu uma relação entre todos os membros das Nações Unidas e cada um dos mandatários e que um dos princípios fundamentais que governam esta relação é que a parte que desaprova ou não cumpre suas obrigações não pode ser considerada como se conservasse os direitos que reivindica derivar dessa relação. A Resolução 2145 (XXI) constatou que houve violação substancial do mandato, o que a África do Sul, de fato, rejeitou. Foi argüido: a) que o Pacto da Sociedade das Nações não conferia poder ao Conselho da Sociedade para terminar um mandato por má conduta e que as Nação Unidas não poderiam adquirir os extensos poderes que a Sociedade possuía; b) que, mesmo se o Conselho da Sociedade possuísse poder para a revogação do mandato, não poderia tê-lo exercido unilateralmente mas somente em cooperação com o mandatário; c) que a Resolução 2145 (XXI) fez determinações que a Assembléia Geral, não sendo um órgão judicial, não era competente para fazer; d) que uma investigação detalhada dos fatos era necessária; e) que a Resolução 2145 (XXI) decidiu efetivamente por uma transferência de território. A Corte observou: a) que, de acordo com um princípio de direito internacional geral (incorporado na Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados), o direito de pôr fim a um tratado em razão do descumprimento deve ser presumido em relação a todos os tratados, mesmo se não expresso; b) que o consentimento daquele que descumpriu o tratado não pode ser exigido para seu término; c) que a ONU, como sucessora da Sociedade, agindo através de seu órgão competente, deve ser considerada como a instituição de supervisão competente para se pronunciar sobre a conduta do mandatário; d) que a falta de cumprimento por parte da África do Sul da obrigação de se submeter à supervisão não pode ser contestada; e) que a Assembléia Geral não estava investigando fatos, mas formulando uma situação jurídica e que não seria correto supor que, porque a Assembléia Geral da ONU é, em princípio, investida de poderes de recomendação, estaria excluída de adotar, em casos especiais e dentro da estrutura de sua competência, resoluções que têm o caráter de decisões ou de uma intenção de execução. A Assembléia Geral, entretanto, carecendo dos poderes necessários para assegurar a retirada da África do Sul do território e, conseqüentemente, agindo de acordo com o artigo 11, parágrafo 2º da Carta, solicitou a cooperação do Conselho de Segurança. O Conselho, por sua vez, quando adotou as resoluções pertinentes, agiu no exercício daquilo que julgava ser sua responsabilidade principal, isto é, a manutenção da paz e segurança internacionais. O artigo 24 da Carta investe o Conselho de Segurança dos poderes necessários. Suas decisões foram tomadas em conformidade com as finalidades e os princípios da Carta, sob o artigo 25, o qual estabelece o dever dos Estados-membros de obedecer tais decisões, mesmo para aqueles membros do Conselho de Segurança que votaram contra e para os demais membros das Nações Unidas que não são membros do Conselho. As conseqüências jurídicas para os Estados da presença contínua da África do Sul na Namíbia (parágrafos 117 ao 127 e 133 do parecer consultivo)

4 A Corte enfatizou que, quando um órgão competente das Nações Unidas constata de uma maneira obrigatória que uma situação é ilegal, esta constatação não pode permanecer sem conseqüências. A África do Sul, responsável por criar e manter aquela situação, tem a obrigação de lhe pôr fim e retirar sua administração do território. Ocupando o território sem titularidade para tal, a África do Sul incorre em responsabilidade internacional resultante da violação contínua de uma obrigação internacional. Ela também permanece responsável por quaisquer violações dos direitos do povo da Namíbia e das obrigações que o direito internacional lhe impõe em relação a outros Estados, que são ligadas ao exercício destes poderes no território. Os Estados-membros das Nações Unidas devem reconhecer a ilegalidade e a invalidade da presença contínua da África do Sul na Namíbia e deixar de fornecer apoio ou qualquer forma de auxílio à África do Sul com relação à sua ocupação da Namíbia. Quanto a saber exatamente quais atos são permitidos, quais medidas devem ser tomadas, que alcance devem ter e por quem devem ser aplicadas, são questões que se encontram dentro da competência dos órgãos políticos apropriados das Nações Unidas, agindo no quadro dos poderes conferidos pela Carta. Dessa forma, cabe ao Conselho de Segurança determinar todas as medidas posteriores às decisões já tomadas. Portanto, a Corte restringiu-se a proferir um parecer sobre as relações com o governo da África do Sul que, em virtude da Carta das Nações Unidas e do direito internacional geral, devem ser consideradas como incompatíveis com a Resolução 276 (1970), uma vez que podem implicar o reconhecimento do caráter legal da presença da África do Sul na Namíbia. Assim, estabeleceu que: a) Os Estados-membros estão sob a obrigação - sob reserva do ponto d) abaixo - de não estabelecer relações convencionais com a África do Sul, em qualquer caso em que o governo da África do Sul possa agir em nome ou com relação à Namíbia. Em relação aos tratados bilaterais em vigor, os Estados-membros devem se abster de invocar ou aplicar os tratados ou disposições dos tratados concluídos pela África do Sul em nome ou em relação à Namíbia, os quais envolvam cooperação intergovernamental ativa. Quanto aos tratados multilaterais, a mesma regra não pode ser aplicada a determinadas convenções gerais, tais como aquelas com caráter humanitário, cuja inexecução possa prejudicar o povo da Namíbia: cabe aos órgãos internacionais competentes tomar medidas específicas a esse respeito. b) Os Estados-membros estão sob a obrigação de se abster de enviar missões diplomáticas ou especiais para a África do Sul, cuja jurisdição se estende à Namíbia; de se abster de enviar Agentes consulares à Namíbia e de retirar qualquer Agente que ainda esteja lá; e de deixar claro à África do Sul que a manutenção das relações diplomáticas ou consulares não implica qualquer reconhecimento de sua autoridade no que diz respeito à Namíbia. c) Os Estados-membros estão sob a obrigação de se abster de participar, com a África do Sul agindo em nome ou com relação à Namíbia, de relações econômicas ou quaisquer outras que afirmariam a autoridade da África do Sul sobre o território. d) Entretanto, o não reconhecimento não deve ter por conseqüência privar o povo da Namíbia de quaisquer vantagens derivadas da cooperação internacional. Em particular, a ilegalidade ou a nulidade dos atos tomados pelo governo da África do Sul em nome ou com relação à Namíbia desde o término do mandato não podem se estender a atos como o registro de nascimentos, mortes e casamentos. Com relação aos Estados que não são membros das Nações Unidas, embora não estejam vinculados aos artigos 24 e 95 da Carta, foram convocados pela Resolução 276 (1970) do Conselho de Segurança a auxiliar a ação empreendida pelas Nações Unidas com relação à Namíbia. Na opinião da Corte, o fim do mandato e a declaração de ilegalidade em relação à presença da África do Sul na Namíbia eram oponíveis a todos os Estados no sentido de impor obstáculos erga omnes à legalidade da situação, mantida com violação ao direito internacional. Em particular, nenhum Estado que participar de relações com a África do Sul referentes à Namíbia, pode esperar reconhecimento de validade ou dos efeitos destas relações por parte das Nações Unidas ou de seus membros. Os Estados não membros devem agir conforme a determinação do fim do mandato, por decisão da organização internacional investida do poder de supervisão. Todos os Estados devem ter em mente que a presença ilegal da África do Sul na Namíbia traz prejuízos a um povo que precisa

5 da ajuda da comunidade internacional para seu progresso e a fim de atingir os objetivos aos quais corresponde a missão sagrada de civilização. Desta forma, a Corte proferiu parecer conforme indicado acima. Demandas da África do Sul sobre o fornecimento de maiores informações factuais e a possibilidade de um plebiscito (parágrafo 128 ao 132 do parecer consultivo) O governo da África do Sul expressou seu desejo de fornecer à Corte maiores informações factuais a respeito das finalidades e objetivos de sua política de desenvolvimento, argumentando que para se estabelecer o descumprimento substancial das obrigações internacionais relativas ao mandato seria necessário provar que a África do Sul falhou no exercício de seu poder com vistas a promover o bem estar e o progresso dos habitantes. A Corte considerou que nenhuma evidência factual era necessária para determinar se a política do Apartheid na Namíbia estava em conformidade com as obrigações internacionais assumidas pela África do Sul. Não se discute que a política governamental oficial desenvolvida pela África do Sul na Namíbia buscava alcançar uma separação física completa das raças e dos grupos étnicos. Isto significa o aumento das distinções, exclusões, restrições e limitações baseadas exclusivamente na raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica, que constituem uma violação de direitos humanos fundamentais. A Corte considerou isto uma flagrante violação às finalidades e princípios da Carta das Nações Unidas. O governo da África do Sul submeteu também um pedido para que um plebiscito fosse realizado no território da Namíbia sob a supervisão conjunta da Corte e do governo da África do Sul. A Corte, concluindo que nenhuma evidência adicional era necessária, e que o mandato havia terminado validamente, e que por conseqüência a presença da África do Sul na Namíbia era ilegal e seus atos em nome ou com relação à Namíbia também eram ilegais e nulos, não foi capaz de admitir esta proposta. Por uma carta de 14 de maio de 1971, o Presidente informou aos representantes dos Estados e das Organizações que participaram dos procedimentos orais, que a Corte tinha decidido rejeitar as duas demandas acima mencionadas.

CASO DA PLATAFORMA CONTINENTAL DO MAR EGEU (GRÉCIA v. TURQUIA) (1976-1978) (MEDIDAS CAUTELARES) Decisão de 11 de setembro de 1976

CASO DA PLATAFORMA CONTINENTAL DO MAR EGEU (GRÉCIA v. TURQUIA) (1976-1978) (MEDIDAS CAUTELARES) Decisão de 11 de setembro de 1976 CASO DA PLATAFORMA CONTINENTAL DO MAR EGEU (GRÉCIA v. TURQUIA) (1976-1978) (MEDIDAS CAUTELARES) Decisão de 11 de setembro de 1976 Em sua decisão no Caso da Plataforma Continental do Mar Egeu a Corte concluiu,

Leia mais

CASO DA COMPANHIA BARCELONA TRACTION LIGHT AND POWER LTDA (BÉLGICA v. ESPANHA) (1962-1970)

CASO DA COMPANHIA BARCELONA TRACTION LIGHT AND POWER LTDA (BÉLGICA v. ESPANHA) (1962-1970) CASO DA COMPANHIA BARCELONA TRACTION LIGHT AND POWER LTDA (BÉLGICA v. ESPANHA) (1962-1970) (EXCEÇÕES PRELIMINARES) Sentença de 24 de julho de 1964 O Caso da Companhia Barcelona Traction Light and Power

Leia mais

Convenção de Nova Iorque - Reconhecimento e Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras

Convenção de Nova Iorque - Reconhecimento e Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras CONVENÇÃO DE NOVA YORK Convenção de Nova Iorque - Reconhecimento e Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras Decreto nº 4.311, de 23/07/2002 Promulga a Convenção sobre o Reconhecimento e a Execução

Leia mais

Destacando que a responsabilidade primordial e o dever de promover e proteger os direitos humanos, e as liberdades fundamentais incumbem ao Estado,

Destacando que a responsabilidade primordial e o dever de promover e proteger os direitos humanos, e as liberdades fundamentais incumbem ao Estado, Declaração sobre o Direito e o Dever dos Indivíduos, Grupos e Instituições de Promover e Proteger os Direitos Humanos e as Liberdades Fundamentais Universalmente Reconhecidos 1 A Assembléia Geral, Reafirmando

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China CONVENÇÃO SOBRE A LEI APLICÁVEL AOS CONTRATOS DE COMPRA E VENDA INTERNACIONAL DE MERCADORIAS (Concluída em 22 de dezembro de 1986) Os Estados-Partes da presente Convenção, Desejando unificar as regras

Leia mais

implementação do Programa de Ação para a Segunda Década de Combate ao Racismo e à Discriminação Racial,

implementação do Programa de Ação para a Segunda Década de Combate ao Racismo e à Discriminação Racial, 192 Assembleia Geral 39 a Sessão suas políticas internas e exteriores segundo as disposições básicas da Convenção, Tendo em mente o fato de que a Convenção está sendo implementada em diferentes condições

Leia mais

Convenção de Viena sobre sucessão de Estados em matéria de Tratados

Convenção de Viena sobre sucessão de Estados em matéria de Tratados Direito Internacional Aplicado Tratados e Convenções Direito dos Tratados Convenção de Viena sobre sucessão de Estados em matéria de Tratados Conclusão e assinatura: Viena Áustria, 23 de agosto de 1978

Leia mais

CASO RELATIVO À CONVENÇÃO DE VIENA SOBRE AS RELAÇÕES CONSULARES (Paraguai v. Estados Unidos da América)

CASO RELATIVO À CONVENÇÃO DE VIENA SOBRE AS RELAÇÕES CONSULARES (Paraguai v. Estados Unidos da América) CASO RELATIVO À CONVENÇÃO DE VIENA SOBRE AS RELAÇÕES CONSULARES (Paraguai v. Estados Unidos da América) (MEDIDAS CAUTELARES) Decisão de 9 de abril de 1998 Histórico do caso e exposição das demandas (parágrafo

Leia mais

Convenção n.º 87 CONVENÇÃO SOBRE A LIBERDADE SINDICAL E A PROTECÇÃO DO DIREITO SINDICAL

Convenção n.º 87 CONVENÇÃO SOBRE A LIBERDADE SINDICAL E A PROTECÇÃO DO DIREITO SINDICAL Convenção n.º 87 CONVENÇÃO SOBRE A LIBERDADE SINDICAL E A PROTECÇÃO DO DIREITO SINDICAL A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho, convocada em S. Francisco pelo conselho de administração

Leia mais

18. Convenção sobre o Reconhecimento dos Divórcios e das Separações de Pessoas

18. Convenção sobre o Reconhecimento dos Divórcios e das Separações de Pessoas 18. Convenção sobre o Reconhecimento dos Divórcios e das Separações de Pessoas Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando facilitar o reconhecimento de divórcios e separações de pessoas obtidos

Leia mais

Estatuto da Comissão Interamericana de Direitos Humanos

Estatuto da Comissão Interamericana de Direitos Humanos Estatuto da Comissão Interamericana de Direitos Humanos Aprovado pela resolução AG/RES. 447 (IX-O/79), adotada pela Assembléia Geral da OEA, em seu Nono Período Ordinário de Sessões, realizado em La Paz,

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China 15. CONVENÇÃO SOBRE A ESCOLHA DO FORO (celebrada em 25 de novembro de 1965) Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer previsões comuns sobre a validade e efeitos de acordos sobre

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS BR/1998/PI/H/4 REV. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 Brasília 1998 Representação

Leia mais

Protocolo Facultativo à Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher

Protocolo Facultativo à Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher Protocolo Facultativo à Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher Os Estados Partes do presente Protocolo, Observando que na Carta das Nações Unidas se reafirma a

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China CONVENÇÃO SOBRE A JURISDIÇÃO, LEI APLICÁVEL E RECONHECIMENTO DE DECISÕES EM MATÉRIA DE ADOÇÃO (Concluída em 15 de novembro de 1965) (Conforme o seu artigo 23, esta Convenção teve vigência limitada até

Leia mais

Estatuto da corte internacional de justiça (Nações Unidas)

Estatuto da corte internacional de justiça (Nações Unidas) Estatuto da corte internacional de justiça (Nações Unidas) Artigo 1 Capítulo I: Organização da Corte (artigos 2-32) Capítulo II: Competência da Corte (artigos 34-38) Capítulo III: Procedimento (artigos

Leia mais

CASO RELATIVO A DETERMINADOS PROCEDIMENTOS PENAIS NA FRANÇA (REPÚBLICA DO CONGO V. FRANÇA)

CASO RELATIVO A DETERMINADOS PROCEDIMENTOS PENAIS NA FRANÇA (REPÚBLICA DO CONGO V. FRANÇA) CASO RELATIVO A DETERMINADOS PROCEDIMENTOS PENAIS NA FRANÇA (REPÚBLICA DO CONGO V. FRANÇA) Pedido de indicação de medida provisória Resumo do Despacho de 17 junho de 2003 Aplicação e pedido de medida provisória

Leia mais

CONVENÇÃO INTERNACIONAL SOBRE A ELIMINAÇÃO DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO RACIAL *

CONVENÇÃO INTERNACIONAL SOBRE A ELIMINAÇÃO DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO RACIAL * CONVENÇÃO INTERNACIONAL SOBRE A ELIMINAÇÃO DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO RACIAL * Os Estados-partes na presente Convenção, Considerando que a Carta das Nações Unidas baseia-se em princípios de dignidade

Leia mais

C 213/20 Jornal Oficial da União Europeia 6.8.2010

C 213/20 Jornal Oficial da União Europeia 6.8.2010 C 213/20 Jornal Oficial da União Europeia 6.8.2010 COMISSÃO ADMINISTRATIVA PARA A COORDENAÇÃO DOS SISTEMAS DE SEGURANÇA SOCIAL Estatutos da Comissão Administrativa para a Coordenação dos Sistemas de Segurança

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China 26. CONVENÇÃO SOBRE A CELEBRAÇÃO E O RECONHECIMENTO DA VALIDADE DOS CASAMENTOS (concluída em 14 de março de 1978) Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando facilitar a celebração de casamentos

Leia mais

23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares

23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares 23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer disposições comuns para regulamentar o

Leia mais

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA SECRETARIA DE ESTADO DOS DIREITOS HUMANOS AUTORIDADE CENTRAL ADMINISTRATIVA FEDERAL

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA SECRETARIA DE ESTADO DOS DIREITOS HUMANOS AUTORIDADE CENTRAL ADMINISTRATIVA FEDERAL II REUNIÃO DO CONSELHO DAS AUTORIDADES CENTRAIS BRASILEIRAS RESOLUÇÃO N.º 02/ 2000 Dispõe sobre a Aprovação do Regimento Interno e dá outras providências O Presidente do Conselho das Autoridades Centrais

Leia mais

CASO RELATIVO ÀS PLATAFORMAS PETROLÍFERAS (REPUBLICA ISLÂMICA DO IRÃ v. ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA) (1992-)

CASO RELATIVO ÀS PLATAFORMAS PETROLÍFERAS (REPUBLICA ISLÂMICA DO IRÃ v. ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA) (1992-) CASO RELATIVO ÀS PLATAFORMAS PETROLÍFERAS (REPUBLICA ISLÂMICA DO IRÃ v. ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA) (1992-) (EXCEÇÕES PRELIMINARES) Julgamento de 12 de dezembro de 1996 Em sua decisão no Caso Reativo às

Leia mais

C 326/266 Jornal Oficial da União Europeia 26.10.2012. PROTOCOLO (N. o 7) RELATIVO AOS PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES DA UNIÃO EUROPEIA CAPÍTULO I

C 326/266 Jornal Oficial da União Europeia 26.10.2012. PROTOCOLO (N. o 7) RELATIVO AOS PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES DA UNIÃO EUROPEIA CAPÍTULO I C 326/266 Jornal Oficial da União Europeia 26.10.2012 PROTOCOLO (N. o 7) RELATIVO AOS PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES DA UNIÃO EUROPEIA AS ALTAS PARTES CONTRATANTES, CONSIDERANDO que, nos termos do artigo 343.

Leia mais

CARTA DAS NAÇÕES UNIDAS ESTATUTO DA CORTE INTERNACIONAL DE JUSTIÇA

CARTA DAS NAÇÕES UNIDAS ESTATUTO DA CORTE INTERNACIONAL DE JUSTIÇA CARTA DAS NAÇÕES UNIDAS E ESTATUTO DA CORTE INTERNACIONAL DE JUSTIÇA NOTA A Carta das Nações Unidas foi assinada em São Francisco, a 26 de junho de 1945, após o término da Conferência das Nações Unidas

Leia mais

O Acordo de Madrid relativo ao Registro. Internacional de Marcas e o Protocolo. referente a este Acordo: Objetivos,

O Acordo de Madrid relativo ao Registro. Internacional de Marcas e o Protocolo. referente a este Acordo: Objetivos, O Acordo de Madrid relativo ao Registro Internacional de Marcas e o Protocolo referente a este Acordo: Objetivos, Principais Características, Vantagens Publicação OMPI N 418 (P) ISBN 92-805-1313-7 2 Índice

Leia mais

O Dever de Consulta Prévia do Estado Brasileiro aos Povos Indígenas.

O Dever de Consulta Prévia do Estado Brasileiro aos Povos Indígenas. O Dever de Consulta Prévia do Estado Brasileiro aos Povos Indígenas. O que é o dever de Consulta Prévia? O dever de consulta prévia é a obrigação do Estado (tanto do Poder Executivo, como do Poder Legislativo)

Leia mais

CARTA DAS NAÇÕES UNIDAS

CARTA DAS NAÇÕES UNIDAS CARTA DAS NAÇÕES UNIDAS Preâmbulo NÓS, OS POVOS DAS NAÇÕES UNIDAS, RESOLVIDOS a preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra,que por duas vezes, no espaço da nossa vida, trouxe sofrimentos indizíveis

Leia mais

Corte Internacional de Justiça se manifesta acerca da declaração de independência do Kosovo

Corte Internacional de Justiça se manifesta acerca da declaração de independência do Kosovo Corte Internacional de Justiça se manifesta acerca da declaração de independência do Kosovo Análise Europa Segurança Jéssica Silva Fernandes 28 de Agosto de 2010 Corte Internacional de Justiça se manifesta

Leia mais

27. Convenção da Haia sobre a Lei Aplicável aos Contratos de Mediação e à Representação

27. Convenção da Haia sobre a Lei Aplicável aos Contratos de Mediação e à Representação 27. Convenção da Haia sobre a Lei Aplicável aos Contratos de Mediação e à Representação Os Estados signatários da presente Convenção: Desejosos de estabelecer disposições comuns sobre a lei aplicável aos

Leia mais

www. Lifeworld.com.br

www. Lifeworld.com.br 1 Artigos da Constituição Mundial A Constituição Mundial é composta de 61º Artigos, sendo do 1º ao 30º Artigo dos Direitos Humanos de 1948, e do 31º ao 61º Artigos estabelecidos em 2015. Dos 30 Artigos

Leia mais

CASO RELATIVO AO CORPO DIPLOMÁTICO E CONSULAR DOS ESTADOS UNIDOS EM TEERÃ (ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA v. IRÃ) (1979-1981)

CASO RELATIVO AO CORPO DIPLOMÁTICO E CONSULAR DOS ESTADOS UNIDOS EM TEERÃ (ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA v. IRÃ) (1979-1981) CASO RELATIVO AO CORPO DIPLOMÁTICO E CONSULAR DOS ESTADOS UNIDOS EM TEERÃ (ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA v. IRÃ) (1979-1981) (MEDIDAS CAUTELARES) Decisão de 15 de dezembro de 1979 A Corte proferiu, por unanimidade,

Leia mais

ACORDO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL ENTRE O JAPÃO E A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

ACORDO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL ENTRE O JAPÃO E A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL ACORDO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL ENTRE O JAPÃO E A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL O Japão e a República Federativa do Brasil, Desejosos de regular suas relações mútuas na área de Previdência Social, Acordaram

Leia mais

Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados entre Estados e Organizações Internacionais ou entre Organizações Internacionais

Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados entre Estados e Organizações Internacionais ou entre Organizações Internacionais Direito Internacional Aplicado Tratados e Convenções Direito dos Tratados Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados entre Estados e Organizações Internacionais ou entre Organizações Internacionais

Leia mais

Preocupados com a discriminação de que são objeto as pessoas em razão de suas deficiências;

Preocupados com a discriminação de que são objeto as pessoas em razão de suas deficiências; CONVENÇÃO INTERAMERICANA PARA A ELIMINAÇÃO DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO CONTRA AS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA (CONVENÇÃO DA GUATEMALA), de 28 de maio de 1999 Os Estados Partes nesta Convenção,

Leia mais

CASO SOBRE LEGALIDADE DA UTILIZAÇÃO DA FORÇA (Sérvia e Montenegro contra Alemanha)

CASO SOBRE LEGALIDADE DA UTILIZAÇÃO DA FORÇA (Sérvia e Montenegro contra Alemanha) CASO SOBRE LEGALIDADE DA UTILIZAÇÃO DA FORÇA (Sérvia e Montenegro contra Alemanha) (EXCEÇÕES PRELIMINARES) Sumário do julgamento de 15 de dezembro de 2004 História dos procedimentos e conclusões das Partes

Leia mais

CONVENÇÃO PARA A PREVENÇÃO E REPRESSÃO DO CRIME DE GENOCÍDIO *

CONVENÇÃO PARA A PREVENÇÃO E REPRESSÃO DO CRIME DE GENOCÍDIO * CONVENÇÃO PARA A PREVENÇÃO E REPRESSÃO DO CRIME DE GENOCÍDIO * Aprovada e proposta para assinatura e ratificação ou adesão pela resolução 260 A (III) da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 9 de Dezembro

Leia mais

CONVENÇÃO PARA A REDUÇÃO DOS CASOS DE APATRIDIA

CONVENÇÃO PARA A REDUÇÃO DOS CASOS DE APATRIDIA CONVENÇÃO PARA A REDUÇÃO DOS CASOS DE APATRIDIA Feita em Nova York, em 30 de agosto de 1961 Entrada em vigor: 13 de dezembro de 1975, em conformidade com o Artigo 18 Texto: Documento das Nações Unidas

Leia mais

CONVENÇÃO SOBRE A ORGANIZAÇÃO MARÍTIMA INTERNACIONAL. PARTE I Propósitos da Organização

CONVENÇÃO SOBRE A ORGANIZAÇÃO MARÍTIMA INTERNACIONAL. PARTE I Propósitos da Organização --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- ADVERTÊNCIA O presente texto é uma

Leia mais

Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados

Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados Direito Internacional Aplicado Tratados e Convenções Direito dos Tratados Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados Conclusão e assinatura: São Viena Áustria, a 23 de maio de 1969 Entrada em vigor:

Leia mais

PROJETO DA COMISSÃO DE DIREITO INTERNACIONAL DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE RESPONSABILIDADE INTERNACIONAL DOS ESTADOS TRADUÇÃO: PROF. DR.

PROJETO DA COMISSÃO DE DIREITO INTERNACIONAL DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE RESPONSABILIDADE INTERNACIONAL DOS ESTADOS TRADUÇÃO: PROF. DR. PROJETO DA COMISSÃO DE DIREITO INTERNACIONAL DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE RESPONSABILIDADE INTERNACIONAL DOS ESTADOS TRADUÇÃO: PROF. DR. AZIZ TUFFI SALIBA PARTE I O ATO INTERNACIONALMENTE ILÍCITO DE UM ESTADO

Leia mais

SEQÜESTRO INTERNACIONAL DE CRIANÇAS E SUA APLICAÇÃO NO BRASIL. Autoridade Central Administrativa Federal/SDH

SEQÜESTRO INTERNACIONAL DE CRIANÇAS E SUA APLICAÇÃO NO BRASIL. Autoridade Central Administrativa Federal/SDH A CONVENÇÃO SOBRE OS ASPECTOS CIVIS DO SEQÜESTRO INTERNACIONAL DE CRIANÇAS E SUA APLICAÇÃO NO BRASIL Autoridade Central Administrativa Federal/SDH Considerações Gerais A Convenção foi concluída em Haia,

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China 25. CONVENÇÃO SOBRE A LEI APLICÁVEL PARA REGIMES DE BENS MATRIMONIAIS (celebrada em 14 de março de 1978) Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer previsões comuns concernente

Leia mais

3. Características do Direito Internacional Público

3. Características do Direito Internacional Público 18 Paulo Henrique Gonçalves Portela regular as relações entre os Estados soberanos e delimitar suas competências nas relações internacionais; regular as relações internacionais naquilo que envolvam não

Leia mais

Preâmbulo. Considerando essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,

Preâmbulo. Considerando essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações, DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Preâmbulo DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 Considerando que o reconhecimento da

Leia mais

Ao Conselho Deliberativo, como órgão que estabelece as diretrizes de atuação da ASBERGS competem:

Ao Conselho Deliberativo, como órgão que estabelece as diretrizes de atuação da ASBERGS competem: Regimento Interno Objeto Composição e Competência Presidência Reuniões Ordem dos Trabalhos Disposições Gerais Capítulo I Objeto Art. 1.º - Em cumprimento ao Estatuto Social da Associação dos Funcionários

Leia mais

Lei n.º 133/99 de 28 de Agosto

Lei n.º 133/99 de 28 de Agosto Mediação Familiar Lei n.º 133/99 de 28 de Agosto Altera a Organização Tutelar de Menores, nomeadamente através da introdução de novos artigos de que destacamos aquele que se refere à mediação Artigo 147.º

Leia mais

Princípios de Manila Sobre Responsabilidade dos Intermediários

Princípios de Manila Sobre Responsabilidade dos Intermediários Princípios de Manila Sobre Responsabilidade dos Intermediários Práticas Recomendadas Para Limitar a Responsabilidade dos Intermediários Pelos Conteúdos de Terceiros e Promover Liberdade de Expressão e

Leia mais

Considerando ser essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,

Considerando ser essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações, A Declaração Universal dos Direitos Humanos é um dos documentos básicos das Nações Unidas e foi assinada em 1948. Nela, são enumerados os direitos que todos os seres humanos possuem. Preâmbulo Considerando

Leia mais

Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio

Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio Direito Internacional Aplicado Tratados e Convenções Direito Internacional Penal Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio Conclusão e assinatura: Nova Iorque EUA, 09 de dezembro de

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. UNIC / Rio / 005 - Dezembro 2000

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. UNIC / Rio / 005 - Dezembro 2000 DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS UNIC / Rio / 005 - Dezembro 2000 DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros

Leia mais

Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais

Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais Adotado e aberto à assinatura, ratificação e adesão pela resolução 2200A (XXI) da Assembléia Geral das Nações Unidas, de 16 de Dezembro

Leia mais

1904 (XVIII). Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial

1904 (XVIII). Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial Décima Oitava Sessão Agenda item 43 Resoluções aprovadas pela Assembléia Geral 1904 (XVIII). Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial A Assembléia Geral,

Leia mais

Reabilitação Profissional e Emprego de Pessoas Deficientes

Reabilitação Profissional e Emprego de Pessoas Deficientes 1 CONVENÇÃO N. 159 Reabilitação Profissional e Emprego de Pessoas Deficientes I Aprovada na 69ª reunião da Conferência Internacional do Trabalho (Genebra 1983), entrou em vigor no plano internacional em

Leia mais

Contaminação do Ar, Ruído e Vibrações

Contaminação do Ar, Ruído e Vibrações 1 CONVENÇÃO N. 148 Contaminação do Ar, Ruído e Vibrações I Aprovada na 63ª reunião da Conferência Internacional do Trabalho (Genebra 1977), entrou em vigor no plano internacional em 11.7.79. II Dados referentes

Leia mais

CONVENÇÃO (111) SOBRE A DISCRIMINAÇÃO EM MATÉRIA DE EMPREGO E PROFISSÃO* A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho,

CONVENÇÃO (111) SOBRE A DISCRIMINAÇÃO EM MATÉRIA DE EMPREGO E PROFISSÃO* A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho, CONVENÇÃO (111) SOBRE A DISCRIMINAÇÃO EM MATÉRIA DE EMPREGO E PROFISSÃO* A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho, Convocada em Genebra pelo Conselho de Administração do Secretariado

Leia mais

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA. RESOLUÇÃO Nº 12, de 11 de março de 2015

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA. RESOLUÇÃO Nº 12, de 11 de março de 2015 MINISTÉRIO DA JUSTIÇA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA RESOLUÇÃO Nº 12, de 11 de março de 2015 Disciplina o procedimento de consulta previsto nos 4º e 5º do art. 9º da Lei n. 12.529/2011. O

Leia mais

Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial Decreto nº 65.810 - de 8 de dezembro de 1969

Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial Decreto nº 65.810 - de 8 de dezembro de 1969 Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial Decreto nº 65.810 - de 8 de dezembro de 1969 Presidente da República, havendo o Congresso Nacional aprovado pelo decreto

Leia mais

PROTOCOLO DE BRASÍLIA PARA A SOLUÇÃO DE CONTROVÉRSIAS

PROTOCOLO DE BRASÍLIA PARA A SOLUÇÃO DE CONTROVÉRSIAS PROTOCOLO DE BRASÍLIA PARA A SOLUÇÃO DE CONTROVÉRSIAS A República Argentina, a República Federativa do Brasil, a República do Paraguai e a República Oriental do Uruguai, doravante denominados "Estados

Leia mais

Acordo sobre o Aquífero Guarani

Acordo sobre o Aquífero Guarani Acordo sobre o Aquífero Guarani A República Argentina, a República Federativa do Brasil, a República do Paraguai e a República Oriental do Uruguai, Animados pelo espírito de cooperação e de integração

Leia mais

ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA E O GOVERNO DA ROMÉNIA SOBRE PROMOÇÃO E PROTECÇÃO RECÍPROCA DE INVESTIMENTOS

ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA E O GOVERNO DA ROMÉNIA SOBRE PROMOÇÃO E PROTECÇÃO RECÍPROCA DE INVESTIMENTOS Decreto n.º 23/94 de 26 de Julho Aprova o Acordo entre o Governo da República Portuguesa e o Governo da Roménia sobre Promoção e Protecção Recíproca de Investimentos Nos termos da alínea c) do n.º 1 do

Leia mais

INSTRUÇÃO CVM Nº 565, DE 15 DE JUNHO DE 2015

INSTRUÇÃO CVM Nº 565, DE 15 DE JUNHO DE 2015 INSTRUÇÃO CVM Nº 565, DE 15 DE JUNHO DE 2015 Dispõe sobre operações de fusão, cisão, incorporação e incorporação de ações envolvendo emissores de valores mobiliários registrados na categoria A. O PRESIDENTE

Leia mais

ACORDO SOBRE PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES CELEBRADO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA E A ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL PARA AS MIGRAÇÕES.

ACORDO SOBRE PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES CELEBRADO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA E A ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL PARA AS MIGRAÇÕES. Resolução da Assembleia da República n.º 30/98 Acordo sobre Privilégios e Imunidades Celebrado entre o Governo da República Portuguesa e a Organização Internacional para as Migrações, assinado em Lisboa

Leia mais

Lei nº 37/81, de 3 de Outubro

Lei nº 37/81, de 3 de Outubro Lei nº 37/81, de 3 de Outubro TÍTULO I Atribuição, aquisição e perda da nacionalidade CAPÍTULO I Atribuição da nacionalidade Artigo 1.o Nacionalidade originária 1 São portugueses de origem: a) Os filhos

Leia mais

28. Convenção sobre os Aspectos Civis do Rapto Internacional de Crianças

28. Convenção sobre os Aspectos Civis do Rapto Internacional de Crianças 28. Convenção sobre os Aspectos Civis do Rapto Internacional de Crianças Os Estados signatários da presente Convenção, Firmemente convictos de que os interesses da criança são de primordial importância

Leia mais

Política Uniforme de Solução de Disputas Relativas a Nomes de Domínio

Política Uniforme de Solução de Disputas Relativas a Nomes de Domínio Política Uniforme de Solução de Disputas Relativas a Nomes de Domínio Política aprovada em 26 de agosto de 1999 Documentos de implementação aprovados em 24 de outubro de 1999 Versão em português da Organização

Leia mais

Considerando que em 14 de janeiro de 1982, foram depositados os Instrumentos de Ratificação, pelo Brasil,

Considerando que em 14 de janeiro de 1982, foram depositados os Instrumentos de Ratificação, pelo Brasil, Página 1 DECRETO Nº 93.413, de 15 de outubro de 1986 Promulga a Convenção nº 148 sobre a Proteção dos Trabalhadores Contra os Riscos Profissionais Devidos à Contaminação do Ar, ao Ruído e às Vibrações

Leia mais

Ministério da Administração do Território

Ministério da Administração do Território Ministério da Administração do Território A Lei Da Nacionalidade Lei N.º 01/05 De 01 de Julho Tornando se necessário proceder a alterações das principais regras sobre a atribuição, aquisição e perda da

Leia mais

COMUNICACAO NA ABORDAGEM DOS APATRIDAS: DA PERSPECTIVA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA COMUNIDADE, CEDEAO.

COMUNICACAO NA ABORDAGEM DOS APATRIDAS: DA PERSPECTIVA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA COMUNIDADE, CEDEAO. COMUNICACAO NA ABORDAGEM DOS APATRIDAS: DA PERSPECTIVA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA COMUNIDADE, CEDEAO. APRESENTADO POR Veneranda Juíza Presidente Maria do Céu Monteiro Silva DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA COMUNIDADE,CEDEAO

Leia mais

CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO TRANS-MUX (EXPLORAÇÃO INDUSTRIAL DE LINHA DEDICADA EILD) ANEXO 3 TERMO DE COMPROMISSO DE CONFIDENCIALIDADE

CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO TRANS-MUX (EXPLORAÇÃO INDUSTRIAL DE LINHA DEDICADA EILD) ANEXO 3 TERMO DE COMPROMISSO DE CONFIDENCIALIDADE CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO TRANS-MUX (EXPLORAÇÃO INDUSTRIAL DE LINHA DEDICADA EILD) ANEXO 3 TERMO DE COMPROMISSO DE CONFIDENCIALIDADE 1. OBJETIVO Este Anexo ao Contrato de Prestação de Serviço TRANS-MUX

Leia mais

Resolução da Assembleia da República n.º 67/2003 Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, assinada em 23 de Maio de 1969

Resolução da Assembleia da República n.º 67/2003 Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, assinada em 23 de Maio de 1969 Resolução da Assembleia da República n.º 67/2003 Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, assinada em 23 de Maio de 1969 Aprova, para adesão, a Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados,

Leia mais

Estatuto da Corte Internacional de Justiça. Artigo 1

Estatuto da Corte Internacional de Justiça. Artigo 1 Estatuto da Corte Internacional de Justiça Artigo 1 A Corte Internacional de Justiça, estabelecida pela Carta das Nações Unidas como o principal órgão judiciário das Nações Unidas, será constituída e funcionará

Leia mais

Art. 22 NCPC. Compete, ainda, à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações:

Art. 22 NCPC. Compete, ainda, à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações: 1. Jurisdição internacional concorrente Art. 22 NCPC. Compete, ainda, à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações: I de alimentos, quando: a) o credor tiver domicílio ou residência no

Leia mais

SISTEMA UNIVERSAL. Carta das Nações Unidas

SISTEMA UNIVERSAL. Carta das Nações Unidas Carta das Nações Unidas SISTEMA UNIVERSAL Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio Declaração Universal dos Direitos Humanos Regras Mínimas das Nações Unidas para o Tratamento de Reclusos

Leia mais

PROJETO DE GUIA LEGISLATIVO: ELEMENTOS BÁSICOS SOBRE A PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL

PROJETO DE GUIA LEGISLATIVO: ELEMENTOS BÁSICOS SOBRE A PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL PROJETO DE GUIA LEGISLATIVO: ELEMENTOS BÁSICOS SOBRE A PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL INTRODUÇÃO... 2 1. ACESSO À INFORMAÇÃO... 3 1.1. Disposições gerais... 3 1.2. Cumprimento... 3 1.3. Supervisão...

Leia mais

PROTOCOLO DE 1967 RELATIVO AO ESTATUTO DOS REFUGIADOS 1

PROTOCOLO DE 1967 RELATIVO AO ESTATUTO DOS REFUGIADOS 1 PROTOCOLO DE 1967 RELATIVO AO ESTATUTO DOS REFUGIADOS 1 Os Estados Partes no presente Protocolo, Considerando que a Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados assinada em Genebra, em 28 de julho de

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO. PORTARIA Nº CF-POR-2012/00116 de 11 de maio de 2012

PODER JUDICIÁRIO. PORTARIA Nº CF-POR-2012/00116 de 11 de maio de 2012 PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA FEDERAL CONSELHO DA JUSTIÇA FEDERAL PORTARIA Nº CF-POR-2012/00116 de 11 de maio de 2012 Dispõe sobre a composição, o funcionamento e as atribuições dos Comitês Gestores do Código

Leia mais

CARREIRAS DIPLOMÁTICAS Disciplina: Política Internacional Prof. Diego Araujo Campos Tratado Sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares

CARREIRAS DIPLOMÁTICAS Disciplina: Política Internacional Prof. Diego Araujo Campos Tratado Sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares CARREIRAS DIPLOMÁTICAS Disciplina: Política Internacional Prof. Diego Araujo Campos Tratado Sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares MATERIAL DE APOIO MONITORIA Tratado Sobre a Não Proliferação de Armas

Leia mais

CASO AVENA E OUTROS NACIONAIS MEXICANOS (MEXICO v. UNITED STATES OF AMERICA) Professor Fabrício Pasquot Polido

CASO AVENA E OUTROS NACIONAIS MEXICANOS (MEXICO v. UNITED STATES OF AMERICA) Professor Fabrício Pasquot Polido CASO AVENA E OUTROS NACIONAIS MEXICANOS (MEXICO v. UNITED STATES OF AMERICA) Professor Fabrício Pasquot Polido Fatos do caso 1. Em 09 de janeiro de 2003 o Governo do México iniciou procedimento contencioso

Leia mais

Convenção relativa à Luta contra a Discriminação no campo do Ensino

Convenção relativa à Luta contra a Discriminação no campo do Ensino ED/2003/CONV/H/1 Convenção relativa à Luta contra a Discriminação no campo do Ensino Adotada a 14 de dezembro de 1960, pela Conferência Geral da UNESCO, em sua 11ª sessão, reunida em Paris de 14 de novembro

Leia mais

10. Convenção Relativa à Competência das Autoridades e à Lei Aplicável em Matéria de Protecção de Menores

10. Convenção Relativa à Competência das Autoridades e à Lei Aplicável em Matéria de Protecção de Menores 10. Convenção Relativa à Competência das Autoridades e à Lei Aplicável em Matéria de Protecção de Menores Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer disposições comuns relativas

Leia mais

Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas

Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas A Assembléia Geral, Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas Tomando nota da recomendação que figura na resolução 1/2 do Conselho dos Direitos Humanos, de 29 de junho de 2006,

Leia mais

7. PROTOCOLO RELATIVO AOS PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES DA UNIÃO EUROPEIA

7. PROTOCOLO RELATIVO AOS PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES DA UNIÃO EUROPEIA 16.12.2004 PT Jornal Oficial da União Europeia C 310/261 7. PROTOCOLO RELATIVO AOS PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES DA UNIÃO EUROPEIA AS ALTAS PARTES CONTRATANTES, CONSIDERANDO QUE, ao abrigo do artigo III 434.

Leia mais

REGIMENTO INTERNO DA COMISSÃO DE ÉTICA

REGIMENTO INTERNO DA COMISSÃO DE ÉTICA REGIMENTO INTERNO DA COMISSÃO DE ÉTICA Artigo 1º A Comissão de Ética, pretende de maneira independente, imparcial, sigilosa e soberana, assegurar a apuração das representações, apresentadas pelos associados

Leia mais

Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia e, nomeadamente, o n. o 1 do seu artigo 175. o,

Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia e, nomeadamente, o n. o 1 do seu artigo 175. o, 25.6.2003 L 156/17 DIRECTIVA 2003/35/CE DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 26 de Maio de 2003 que estabelece a participação do público na elaboração de certos planos e programas relativos ao ambiente

Leia mais

ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de

ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de constitucionalidade Luís Fernando de Souza Pastana 1 RESUMO: há diversas modalidades de controle de constitucionalidade previstas no direito brasileiro.

Leia mais

Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares

Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares Direito Internacional Aplicado Tratados e Convenções Manutenção da Paz Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares Conclusão e assinatura: 01 de julho de 1968 Entrada em vigor: No Brasil: Aprovação:

Leia mais

CONVENÇÃO INTERAMERICANA SOBRE TRÁFICO INTERNACIONAL DE MENORES

CONVENÇÃO INTERAMERICANA SOBRE TRÁFICO INTERNACIONAL DE MENORES CONVENÇÃO INTERAMERICANA SOBRE TRÁFICO INTERNACIONAL DE MENORES Os Estados Partes nesta Convenção, CONSIDERANDO a importância de assegurar proteção integral e efetiva ao menor, mediante a implementação

Leia mais

Apresentação. Grupo de Trabalho Lívia Pommerening (Anauê 174/RS) Marjorie Friedrich (Guia Lopes 002/RS) Rebeca Pizzi Rodrigues (Novo Horizonte 137/RS)

Apresentação. Grupo de Trabalho Lívia Pommerening (Anauê 174/RS) Marjorie Friedrich (Guia Lopes 002/RS) Rebeca Pizzi Rodrigues (Novo Horizonte 137/RS) Apresentação Com o crescimento despontado da rede a cada ano, e havendo práticas já rotineiras, consolidadas em cima dos parâmetros nacionais, regimentos da UEB e as características fortes dos escoteiros

Leia mais

Tendo considerado o relatório do Secretário-Geral sobre a revista elaborar Carta Mundial da Natureza,

Tendo considerado o relatório do Secretário-Geral sobre a revista elaborar Carta Mundial da Natureza, Carta Mundial para a Natureza A Assembleia Geral, Tendo considerado o relatório do Secretário-Geral sobre a revista elaborar Carta Mundial da Natureza, Recordando que, na sua resolução 35/7 de 30 de outubro

Leia mais

APLICABILIDADE DA SEÇÃO 22 DO artigo VI DA CONVENÇÃO SOBRE OS PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES DAS NAÇÕES UNIDAS (1989)

APLICABILIDADE DA SEÇÃO 22 DO artigo VI DA CONVENÇÃO SOBRE OS PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES DAS NAÇÕES UNIDAS (1989) 1989 APLICABILIDADE DA SEÇÃO 22 DO artigo VI DA CONVENÇÃO SOBRE OS PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES DAS NAÇÕES UNIDAS (1989) 21. Parecer Consultivo de 15 de dezembro de 1989 A Corte proferiu unanimemente um parecer

Leia mais

COMITÊ INTERAMERICANO CONTRA O TERRORISMO (CICTE)

COMITÊ INTERAMERICANO CONTRA O TERRORISMO (CICTE) COMITÊ INTERAMERICANO CONTRA O TERRORISMO (CICTE) DÉCIMO PERÍODO ORDINÁRIO DE SESSÕES OEA/Ser.L/X.2.10 17 a 19 de março de 2010 CICTE/DEC.1/10 Washington, D.C. 19 março 2010 Original: inglês DECLARAÇÃO

Leia mais

Convenção Internacional sobre a Supressão e Punição do Crime de Apartheid

Convenção Internacional sobre a Supressão e Punição do Crime de Apartheid Convenção Internacional sobre a Supressão e Punição do Crime de Apartheid INTRODUÇÃO A Convenção Apartheid foi aprovado pela Assembléia Geral da ONU em 1973, mas com um grande número de abstenções por

Leia mais

PERGUNTAS E RESPOSTAS RELATIVAS À CONSULTA PÚBLICA SOBRE A PROPOSTA DE REGULAMENTO-QUADRO DO BCE RELATIVO AO MECANISMO ÚNICO DE SUPERVISÃO

PERGUNTAS E RESPOSTAS RELATIVAS À CONSULTA PÚBLICA SOBRE A PROPOSTA DE REGULAMENTO-QUADRO DO BCE RELATIVO AO MECANISMO ÚNICO DE SUPERVISÃO PERGUNTAS E RESPOSTAS RELATIVAS À CONSULTA PÚBLICA SOBRE A PROPOSTA DE REGULAMENTO-QUADRO DO BCE RELATIVO AO MECANISMO ÚNICO DE SUPERVISÃO 1 QUANDO É QUE O BCE ASSUMIRÁ A SUPERVISÃO DOS BANCOS? O BCE assumirá

Leia mais

1. Sobre a teoria geral do direito internacional, é correto afirmar que:

1. Sobre a teoria geral do direito internacional, é correto afirmar que: P á g i n a 1 PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS DIREITO INTERNACIONAL 1. Sobre a teoria geral do direito internacional, é correto afirmar que: A) O Direito Internacional Público tem como um de seus pilares

Leia mais

Proposta de DECISÃO DO CONSELHO

Proposta de DECISÃO DO CONSELHO COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 7.4.2015 COM(2015) 150 final 2015/0075 (NLE) Proposta de DECISÃO DO CONSELHO relativa à assinatura, em nome da União Europeia, do Protocolo de Alteração do Acordo entre a Comunidade

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China CONVENÇÃO SOBRE A JURISDIÇÃO DOS FÓRUNS SELECIONADOS NO CASO DE VENDA INTERNACIONAL DE MERCADORIAS (Concluída em 15 de Abril de 1958) Os Estados signatários da presente Convenção; Desejando estabelecer

Leia mais

REPÚBLICA DA NAMÍBIA. Lei de Investimentos Estrangeiros

REPÚBLICA DA NAMÍBIA. Lei de Investimentos Estrangeiros REPÚBLICA DA NAMÍBIA Lei de Investimentos Estrangeiros Promulgada em 7 de julho de 1992 e com emenda pela Lei 24 de 1993, Emenda da Lei de Investimentos Estrangeiros de 1993 LEI Para a disposição ao fomento

Leia mais

Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais

Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais * Adotada pela Resolução n.2.200-a (XXI) da Assembléia Geral das Nações Unidas, em 16 de dezembro de 1966 e ratificada pelo Brasil em 24

Leia mais