CASO DA PLATAFORMA CONTINENTAL DO MAR EGEU (GRÉCIA v. TURQUIA) ( ) (MEDIDAS CAUTELARES) Decisão de 11 de setembro de 1976

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CASO DA PLATAFORMA CONTINENTAL DO MAR EGEU (GRÉCIA v. TURQUIA) (1976-1978) (MEDIDAS CAUTELARES) Decisão de 11 de setembro de 1976"

Transcrição

1 CASO DA PLATAFORMA CONTINENTAL DO MAR EGEU (GRÉCIA v. TURQUIA) ( ) (MEDIDAS CAUTELARES) Decisão de 11 de setembro de 1976 Em sua decisão no Caso da Plataforma Continental do Mar Egeu a Corte concluiu, por 12 votos a 1, que as circunstâncias, tais como apresentadas, não exigiam a indicação de medidas cautelares de proteção, poder conferido a ela pelo artigo 41 de seu Estatuto. A Corte foi assim composta: Presidente Jiménez de Aréchaga; Vice-Presidente Nagendra Singh; Juízes Forster, Gros, Lachs, Dillart, Morozov, Waldock, Ruda, Mosler, Elias e Tarazi; Juiz ad hoc Stassinopoulos. O Presidente, o Vice-Presidente e os Juízes Lachs, Morozov, Ruda, Mosler, Elias e Tarazi apensaram suas opiniões individuais. O Juiz ad hoc Stassinopoulos anexou uma opinião dissidente. Em sua decisão, a Corte recordou que em 10 de agosto de 1976, a Grécia instituiu uma demanda contra a Turquia a respeito da Plataforma Continental do Mar Egeu. A Grécia requereu que a Corte, inter alia, declarasse qual seria o curso da fronteira entre as porções da plataforma continental pertencentes a cada um destes Estados, bem como para que declarasse que a Turquia não estava legitimada a desenvolver nenhuma atividade de exploração, utilização, pesquisa ou qualquer outra na plataforma continental grega sem o consentimento da Grécia. No mesmo dia, a Grécia também requereu que a Corte indicasse medidas cautelares indicando a cada um dos dois governos: a) de se abster, a não ser com o consentimento do outro governo e na espera de uma sentença definitiva da Corte, de toda e qualquer atividade de exploração ou pesquisa científica nas áreas em litígio; b) de se abster de tomar medidas militares ou ações que poderiam colocar em risco as relações de paz. Nas audiências públicas de 25, 26 e 27 de agosto de 1976, a Corte ouviu as observações apresentadas em favor do governo da Grécia sobre seu requerimento para a indicação de medidas cautelares. Em 26 de agosto, o governo turco, que não havia apontado um Agente e não estava representado nas audiências, encaminhou à Corte certas observações escritas nas quais argüia, em particular, que a Corte não teria competência para julgar essa disputa e sugeria que fosse negado provimento ao requerimento de medidas cautelares e que o caso fosse retirado da pauta. Para justificar seu requerimento por medidas cautelares, a Grécia alegou: a) que certas atividades turcas (permissões de pesquisa petroleira, exploração do navio MTA Sismik I) constituíam infração a seus exclusivos direitos soberanos de exploração e utilização de sua plataforma continental e que um atentado ao direito do Estado litorâneo à exclusividade do conhecimento de sua plataforma continental constituiria um prejuízo irreparável; b) que as atividades mencionadas, se continuassem, agravariam a disputa. Por sua vez, a Turquia argumentou: a) que essas atividades não poderiam ser consideradas como envolvendo qualquer prejuízo à existência de direitos eventuais da Grécia sobre a área disputada e que, mesmo se isto fosse admitido, não haveria razão para que tal prejuízo não pudesse ser compensado; b) que a Turquia não tinha a intenção de tomar a iniciativa de empregar o uso da força. No que diz respeito ao ponto a), a Corte, baseando-se no artigo 41 de seu Estatuto, era incapaz de considerar que a violação alegada dos direitos gregos constituía um prejuízo irreparável para os direitos em disputa e exigia o exercício do poder de indicar medidas cautelares. No que diz respeito ao ponto b), a Corte considerou que não deveria presumir que qualquer dos governos falharia no cumprimento das obrigações impostas pela a Carta das Nações Unidas ou que não levaria em conta a Resolução 395 de 25 de agosto de 1976 do Conselho de Segurança, pela qual os dois governos foram requisitados a fazer tudo que pudessem para reduzir as presentes tenções na área e a retomarem as negociações diretas acerca de suas diferenças.

2 A Corte observou, para pronunciar-se sobre a demanda de medidas cautelares, que não foi chamada a decidir sobre qualquer questão relativa à sua competência para conhecer a disputa e que sua presente decisão não prejulgava em nada a questão relativa à competência ou ao mérito. A Corte não poderia, nesse estágio do processo, atender ao requerimento turco de remover o caso da pauta. Seria necessário, em primeiro lugar, resolver a questão de sua competência. As alegações escritas tratarão inicialmente dessa questão e serão depositadas no prazo a ser fixado pela Corte posteriormente.

3 (COMPETÊNCIA DA CORTE) Sentença de 19 de dezembro de 1978 Na sentença sobre a questão da sua competência no Caso Relativo à Plataforma Continental do Mar Egeu (Grécia v. Turquia), a Corte, por 12 votos a 2, decidiu que não tinha competência para julgar o pedido apresentado pelo governo da Grécia. A Corte estava assim composta: Presidente Jiménez de Aréchaga, Vice-Presidente Nagendra Singh; Juízes Forster, Gros, Lachs, Dillart, de Castro, Morozov, Sir Humphrey Waldock, Ruda, Mosler, Elias e Tarazi; Juiz ad hoc Stassinopoulos Dos 12 membros da Corte que votaram a favor da sentença o Vice-Presidente Nagendra Singh e os Juízes Gros, Lachs, Morozov e Tarazi apresentaram opiniões individuais ou declarações. As opiniões dissidentes foram anexadas à sentença pelo Juiz de Castro e pelo Juiz ad hoc Stassinopoulos. Processo e histórico das negociações (parágrafo 1º ao 31) Em sua sentença, a Corte relembrou que em 10 de agosto de 1976 a Grécia instituiu um procedimento contra a Turquia a respeito de uma disputa relativa à delimitação da plataforma continental pertencente a cada um dos dois Estados no mar Egeu e seus direitos sobre a mesma. Em uma carta de 26 de agosto de 1976, a Turquia expressou seu entendimento de que a Corte não teria competência para julgar o litígio. A Grécia requereu que a Corte indicasse medidas cautelares mas, na decisão de 11 de setembro de 1976, a Corte concluiu que as circunstâncias não eram tais que as requeressem e decidiu que os procedimentos escritos deveriam primeiramente abordar a questão de sua competência para julgar a disputa. A Grécia, posteriormente, apresentou um memorial e argumentos orais em audiência pública, concluindo que a Corte tinha competência. A Turquia não apresentou um contra-memorial e não foi representada nas audiências. Sua atitude foi, entretanto, definida na Carta acima mencionada e nas comunicações endereçadas à Corte em 24 de abril e 10 de outubro de 1978 (parágrafo 1 ao 14). Considerando lamentável a Turquia não ter comparecido para apresentar seus argumentos, a Corte ressaltou que não obstante deveria examinar de ofício a questão de sua própria competência, obrigação esta reforçada nos termos do artigo 53 de seu Estatuto de acordo com o qual a Corte, quando uma parte não se apresenta, deve se certificar de que tem competência antes de julgar o mérito (parágrafo 15). Após fazer um breve relato das negociações que ocorreram entre a Grécia e a Turquia desde 1973 na questão da delimitação da plataforma continental, a Corte decidiu, contrariamente ao sugerido pela Turquia, que o fato das negociações continuarem durante os procedimentos não representava, juridicamente, um obstáculo ao exercício de sua função jurisdicional e que uma disputa de ordem jurídica entre Grécia e Turquia a respeito da plataforma continental no Mar Egeu existia (parágrafo 16 ao 31). Primeira base de competência invocada: artigo 17 do Ato Geral de 1928 (parágrafo 32 ao 93) Em sua demanda, o governo grego especificou que eram duas as bases nas quais ela encontrava fundamentos à competência da Corte na disputa. A primeira estava no artigo 17 do Ato Geral de 1928 para a Solução Pacífica de Controvérsias Internacionais, conjugado com o artigo 36, parágrafo 1º e o artigo 37 do Estatuto da Corte. O artigo 17 do Ato Geral dispõe o seguinte: Toda disputa, considerando que as partes estão em conflito sobre seus respectivos direitos, deverá, salvo reservas eventuais sob o artigo 39, ser submetida à Corte Permanente de Justiça Internacional, a menos

4 que as partes concordem que, daí em diante, terão de recorrer a um tribunal arbitral. Entende-se que as disputas acima referidas incluem principalmente aquelas mencionadas no artigo 36 do Estatuto da Corte Permanente de Justiça Internacional. Esse artigo previa que as disputas poderiam ser levadas à Corte Permanente de Justiça Internacional que precedeu a presente Corte. Por efeito do artigo 37 do Estatuto da Corte atual a Corte Internacional de Justiça substituiu a Corte Permanente em todo tratado ou convenção em vigor, prevendo o reenvio de qualquer disputa à mesma. Desta forma, se o Ato Geral foi considerado uma convenção em vigor entre Grécia e Turquia, o Ato poderia, à luz dos artigos 36, parágrafo 1 e 37 do Estatuto da presente Corte, ser suficiente para estabelecer uma competência posterior (parágrafo 32 ao 34). A questão da situação do Ato Geral de 1928 enquanto uma convenção em vigor, na perspectiva do disposto no artigo 37 do Estatuto, já foi levantada, mas não decidida, em processos anteriores. No presente caso o governo da Grécia argumentou que o Ato deveria ser considerado em vigor entre a Grécia e a Turquia. O governo Turco, ao contrário, afirmou que o Ato não estava mais em vigor (parágrafo 35 ao 38). A Corte constatou que a Grécia centrou sua atenção no fato de que os instrumentos de adesão ao Ato de ambas as partes estavam acompanhados de reservas. A Grécia afirmou que essas não tinham pertinência no caso. A Turquia, ao contrário, indicou que, se o Ato Geral fosse considerado em vigor, o instrumento de adesão da Grécia, de 14 de setembro de 1931, comportava uma reserva b), que excluiria a competência da Corte em relação à disputa (parágrafo 39). O texto da reserva b) era o seguinte: As seguintes disputas estão excluídas dos processos descritos no Ato Geral... b) disputas referentes às questões que pelo direito internacional estão somente dentro da competência doméstica dos Estados e, principalmente, disputas relativas ao status territorial grego, incluindo disputas relativas aos direitos de soberania sobre seus portos e linhas de comunicação. A Corte apreciou que, se considerasse o fundamento da tese da Turquia quanto ao efeito da reserva b) sobre a aplicabilidade do Ato entre a Grécia e a Turquia relativo ao objeto da disputa, seria necessário dizer se o Ato está atualmente em vigor antes de poder decidir sobre a sua competência (parágrafo 40). De acordo com a Grécia, a Corte deveria desconsiderar a reserva b), porque a questão de sua incidência sobre a aplicabilidade do Ato Geral não foi levantada regularmente pela Turquia em consonância com o Regulamento da Corte, de forma que a Turquia não poderia se valer da reserva, como exigia o artigo 39, parágrafo 3º, do Ato Geral, segundo o qual: Se uma das partes em litígio fizer uma reserva, as outras partes poderão se valer da mesma reserva. A Corte considerou que a declaração pela qual a Turquia invoca a reserva b) em resposta a uma comunicação da Corte deveria ser considerada como uma forma de se valer da reserva no sentido do artigo 39, parágrafo 3º, do Ato. A Corte foi, contudo, incapaz de desconsiderar essa reserva, a qual foi propriamente trazida ao seu conhecimento em uma fase anterior do processo (parágrafo 41 ao 47). O governo grego sustentou que não se pode considerar o presente Caso relativo à Plataforma Continental do Mar Egeu como um dos que visa a reserva b) de forma que a controvérsia não estava excluída, pela reserva, da aplicação do Ato, e que o artigo 17 do Ato é cabível. Argumentou em particular que a reserva não se aplicaria a todas as disputas relativas a questões territoriais da Grécia, mas somente àquelas questões territoriais que também envolvessem questões que, pelo direito internacional, seriam de competência exclusiva dos Estados (parágrafos 48 e 49). O argumento repousa sobre uma interpretação essencialmente gramatical do sentido a ser dado à expressão e, principalmente ( et, notamment, na versão francesa). Após considerar esse argumento, a Corte concluiu que a questão de saber se tal expressão tinha o sentido atribuído pela Grécia dependia do contexto no qual foi usada no instrumento de adesão e que não se tratava simplesmente de uma questão de uso preponderante da língua. A Corte relembrou que seria incapaz de se basear sobre uma interpretação

5 puramente gramatical do texto e observou que a maioria das considerações de mérito aponta decisivamente para a conclusão de que a reserva b) continha duas reservas distintas e independentes (parágrafo 50 ao 56). Uma destas considerações foi que a Declaração de Aceitação da Jurisdição Obrigatória (de 12 de setembro de 1929) feita pela Grécia em virtude da Cláusula Facultativa do Estatuto da Corte Permanente dois anos antes de sua adesão ao Ato Geral, continha uma cláusula que, indiscutivelmente, foi uma reserva independente de disputas relativas ao status territorial grego. Poderia-se dificilmente supor que a Grécia, em seu instrumento de adesão ao Ato Geral, desejou dar à sua reserva de disputas relativas à questão territorial da Grécia um alcance que diferisse radicalmente daquele dado em sua Declaração de Aceitação da Cláusula Facultativa. Nada nos documentos da época relacionados com a elaboração do instrumento de adesão e da Declaração de Aceitação, que foram comunicados à Corte, mostra que a Grécia tenha desejado conferir um alcance diferente a algum dos dois. Sendo assim, a Corte concluiu que a reserva b) consistia em duas reservas distintas e independentes, uma visando as disputas relativas a questões de competência doméstica e uma outra reservada às disputas relativas ao status territorial da Grécia (parágrafo 57 ao 68). A Corte, em seguida, examinou o que se deveria entender por disputas relativas ao status territorial da Grécia. A Grécia sustentou que os termos da reserva deveriam receber uma interpretação restritiva em razão de seu contexto histórico e que os termos diziam respeito à questão territorial, ligada ao estabelecimento de acordos territoriais por tratados de paz após a 1ª Guerra Mundial. Na opinião da Corte, as evidências históricas apontadas pela Grécia pareciam confirmar que na reserva b) a expressão status territorial foi usada em sentido natural e genérico, designando todas as questões que poderiam legitimamente ser consideradas como recaindo na noção de status territorial do direito internacional público. A expressão, no entanto, incluiu não somente o regime jurídico particular, mas a integridade territorial e as fronteiras do Estado (parágrafo 69 ao 76). A Grécia argüiu que a própria noção de plataforma continental era completamente desconhecida em 1928, quando o Ato Geral foi concluído, e em 1931, quando a Grécia ratificou o Ato. Contudo, no entendimento da Corte, uma vez que a expressão status territorial foi usada na reserva grega como um termo genérico, seria necessário presumir que seu sentido, como também o da palavra direito no artigo 17 do Ato Geral, seguiu a evolução do direito para corresponder ao significado que poderiam lhe dar as regras em vigor. A Corte entendeu que a expressão disputas relativas ao status territorial da Grécia deveria ser interpretada de acordo com as regras de direito internacional tais como existentes hoje e não como eram em 1931 (parágrafo 77 ao 80). A Corte examinou em seguida se, levando em consideração a evolução do direito internacional no tocante à plataforma continental, a expressão disputas relativas ao status territorial da Grécia deveria ou não ser entendida como abrangendo as disputas relacionadas à extensão geográfica dos direitos gregos sobre a plataforma continental do Mar Egeu. A Grécia argumentou que a disputa referente à delimitação da plataforma continental, inteiramente estranha à noção de status territorial e não sendo a plataforma continental parte do território, não poderia ser considerada como conectada ao status territorial. A Corte observou que seria difícil aceitar que a delimitação fosse completamente estranha à noção de status territorial e apontou que a disputa no tocante à delimitação da plataforma continental tendia por sua natureza a se relacionar ao status territorial, visto que os direitos de um Estado litorâneo sobre a plataforma continental derivam de sua soberania sobre as terras adjacentes. Segue-se que o status territorial de um Estado litorâneo abrange, ipso jure, os direito de exploração e utilização sobre a plataforma continental para a qual está legitimado segundo o direito internacional (parágrafo 80 ao 89). Tendo ponderado sobre tais considerações, a Corte concluiu que a disputa era relativa ao status territorial da Grécia dentro do sentido da reserva b) e que a invocação da Turquia desta reserva teve como efeito excluir a aplicação do artigo 17 do Ato Geral à disputa. O Ato Geral não era, portanto, uma base de competência válida para a Corte (parágrafo 90).

6 A Corte também levou em consideração o argumento de que o Ato Geral jamais teria aplicação entre a Turquia e a Grécia, em razão da existência de um tratado greco-turco de amizade, neutralidade, conciliação e arbitragem, assinado em 30 de outubro de A Corte concluiu não ser necessário examinar a questão do efeito do Tratado de 1930 na aplicação do Ato Geral, pois foi estabelecido que, pelo efeito da reserva b), o Ato não era aplicável à disputa e porque o tratado de 1930 não foi invocado como base para a sua competência (parágrafo 91 ao 93). Segunda base de competência invocada: o comunicado conjunto de Bruxelas de 31 de maio de 1975 (parágrafo 94 ao 108) A segunda base de competência argüida pela Grécia foi o comunicado conjunto de Bruxelas, de 31 de maio de Esse foi um comunicado de imprensa publicado pelos dois Primeiros Ministros da Grécia e Turquia, tendo como tema o encontro entre eles naquela data. Tal comunicado continha a seguinte passagem: Eles [os dois Primeiros Ministros] decidiram que esses problemas [entre os dois países] deveriam ser resolvidos pacificamente pela via de negociação e o concernente à plataforma continental do Mar Egeu pela Corte Internacional de Justiça. A Grécia sustentou que essa passagem diretamente conferia competência à Corte, comprometendo as partes a concluírem todo necessário e, no caso de eventual recusa por uma delas de concluir tal acordo, permitiria à outra levar a disputa unilateralmente à Corte. A Turquia, por sua vez, sustentou que o comunicado não equivalia um acordo sob o direito internacional e que, de qualquer maneira, não continha nenhum compromisso de levar a questão à Corte sem Acordo Especial e não equivaleria a um acordo em virtude do qual um Estado aceitaria se submeter à jurisdição da Corte quando o outro Estado depositasse uma demanda unilateral (parágrafo 94 ao 99). Tendo em vista essas diferentes interpretações, a Corte considerou que as circunstâncias que envolveram a reunião de 31 de maio de 1975 e a redação do mesmo poderiam esclarecer o sentido do comunicado. Ela constatou que nada justificava a conclusão de que a Turquia estava disposta a aceitar outra coisa que não uma submissão conjunta da disputa à Corte. Quanto às informações que foram fornecidas em seguida ao comunicado de Bruxelas, a Corte confirmou que os dois Primeiros Ministros não se comprometeram incondicionalmente a levar sua disputa à Corte. Portanto, o comunicado de Bruxelas não constituiu um compromisso imediato de aceitar incondicionalmente que a disputa fosse submetida à Corte por demanda unilateral. Desta forma, esse comunicado não forneceu fundamento válido à competência da Corte. A Corte acrescentou que nada do que foi dito poderia ser entendido como impedindo que a disputa fosse levada a ela quando as condições estabelecidas para a sua jurisdição fossem satisfeitas (parágrafos 107 e 108). Por essas razões, a Corte decidiu que não tinha competência para julgar o requerimento apresentado pelo governo da Grécia em 10 de agosto de 1976 (parágrafo 109).

CASO RELATIVO ÀS PLATAFORMAS PETROLÍFERAS (REPUBLICA ISLÂMICA DO IRÃ v. ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA) (1992-)

CASO RELATIVO ÀS PLATAFORMAS PETROLÍFERAS (REPUBLICA ISLÂMICA DO IRÃ v. ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA) (1992-) CASO RELATIVO ÀS PLATAFORMAS PETROLÍFERAS (REPUBLICA ISLÂMICA DO IRÃ v. ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA) (1992-) (EXCEÇÕES PRELIMINARES) Julgamento de 12 de dezembro de 1996 Em sua decisão no Caso Reativo às

Leia mais

As objeções relativas à competência da Corte para tratar da questão (parágrafo 19 ao 41 do parecer consultivo)

As objeções relativas à competência da Corte para tratar da questão (parágrafo 19 ao 41 do parecer consultivo) 1970 CONSEQÜÊNCIAS JURÍDICAS PARA OS ESTADOS DA PRESENÇA CONTÍNUA DA ÁFRICA DO SUL NA NAMÍBIA (SUDOESTE AFRICANO) NÃO OBSTANTE A RESOLUÇÃO 276 (1970) DO CONSELHO DE SEGURANÇA (1970-1971) 14. Parecer Consultivo

Leia mais

CASO RELATIVO AO CORPO DIPLOMÁTICO E CONSULAR DOS ESTADOS UNIDOS EM TEERÃ (ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA v. IRÃ) (1979-1981)

CASO RELATIVO AO CORPO DIPLOMÁTICO E CONSULAR DOS ESTADOS UNIDOS EM TEERÃ (ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA v. IRÃ) (1979-1981) CASO RELATIVO AO CORPO DIPLOMÁTICO E CONSULAR DOS ESTADOS UNIDOS EM TEERÃ (ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA v. IRÃ) (1979-1981) (MEDIDAS CAUTELARES) Decisão de 15 de dezembro de 1979 A Corte proferiu, por unanimidade,

Leia mais

18. Convenção sobre o Reconhecimento dos Divórcios e das Separações de Pessoas

18. Convenção sobre o Reconhecimento dos Divórcios e das Separações de Pessoas 18. Convenção sobre o Reconhecimento dos Divórcios e das Separações de Pessoas Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando facilitar o reconhecimento de divórcios e separações de pessoas obtidos

Leia mais

CASO DAS ATIVIDADES MILITARES E PARAMILITARES NA E CONTRA A NICARÁGUA (NICARÁGUA v. ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA) (1984-1991)

CASO DAS ATIVIDADES MILITARES E PARAMILITARES NA E CONTRA A NICARÁGUA (NICARÁGUA v. ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA) (1984-1991) CASO DAS ATIVIDADES MILITARES E PARAMILITARES NA E CONTRA A NICARÁGUA (NICARÁGUA v. ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA) (1984-1991) (MEDIDAS CAUTELARES) Decisão de 10 de maio de 1984 Em decisão tomada no Caso sobre

Leia mais

Convenção de Nova Iorque - Reconhecimento e Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras

Convenção de Nova Iorque - Reconhecimento e Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras CONVENÇÃO DE NOVA YORK Convenção de Nova Iorque - Reconhecimento e Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras Decreto nº 4.311, de 23/07/2002 Promulga a Convenção sobre o Reconhecimento e a Execução

Leia mais

CASO DA COMPANHIA BARCELONA TRACTION LIGHT AND POWER LTDA (BÉLGICA v. ESPANHA) (1962-1970)

CASO DA COMPANHIA BARCELONA TRACTION LIGHT AND POWER LTDA (BÉLGICA v. ESPANHA) (1962-1970) CASO DA COMPANHIA BARCELONA TRACTION LIGHT AND POWER LTDA (BÉLGICA v. ESPANHA) (1962-1970) (EXCEÇÕES PRELIMINARES) Sentença de 24 de julho de 1964 O Caso da Companhia Barcelona Traction Light and Power

Leia mais

PROTOCOLO DE BRASÍLIA PARA A SOLUÇÃO DE CONTROVÉRSIAS

PROTOCOLO DE BRASÍLIA PARA A SOLUÇÃO DE CONTROVÉRSIAS PROTOCOLO DE BRASÍLIA PARA A SOLUÇÃO DE CONTROVÉRSIAS A República Argentina, a República Federativa do Brasil, a República do Paraguai e a República Oriental do Uruguai, doravante denominados "Estados

Leia mais

CASO RELATIVO À CONVENÇÃO DE VIENA SOBRE AS RELAÇÕES CONSULARES (Paraguai v. Estados Unidos da América)

CASO RELATIVO À CONVENÇÃO DE VIENA SOBRE AS RELAÇÕES CONSULARES (Paraguai v. Estados Unidos da América) CASO RELATIVO À CONVENÇÃO DE VIENA SOBRE AS RELAÇÕES CONSULARES (Paraguai v. Estados Unidos da América) (MEDIDAS CAUTELARES) Decisão de 9 de abril de 1998 Histórico do caso e exposição das demandas (parágrafo

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China CONVENÇÃO SOBRE A JURISDIÇÃO DOS FÓRUNS SELECIONADOS NO CASO DE VENDA INTERNACIONAL DE MERCADORIAS (Concluída em 15 de Abril de 1958) Os Estados signatários da presente Convenção; Desejando estabelecer

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China CONVENÇÃO SOBRE A LEI APLICÁVEL AOS CONTRATOS DE COMPRA E VENDA INTERNACIONAL DE MERCADORIAS (Concluída em 22 de dezembro de 1986) Os Estados-Partes da presente Convenção, Desejando unificar as regras

Leia mais

ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA E O GOVERNO DA ROMÉNIA SOBRE PROMOÇÃO E PROTECÇÃO RECÍPROCA DE INVESTIMENTOS

ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA E O GOVERNO DA ROMÉNIA SOBRE PROMOÇÃO E PROTECÇÃO RECÍPROCA DE INVESTIMENTOS Decreto n.º 23/94 de 26 de Julho Aprova o Acordo entre o Governo da República Portuguesa e o Governo da Roménia sobre Promoção e Protecção Recíproca de Investimentos Nos termos da alínea c) do n.º 1 do

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China 15. CONVENÇÃO SOBRE A ESCOLHA DO FORO (celebrada em 25 de novembro de 1965) Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer previsões comuns sobre a validade e efeitos de acordos sobre

Leia mais

Estatuto da corte internacional de justiça (Nações Unidas)

Estatuto da corte internacional de justiça (Nações Unidas) Estatuto da corte internacional de justiça (Nações Unidas) Artigo 1 Capítulo I: Organização da Corte (artigos 2-32) Capítulo II: Competência da Corte (artigos 34-38) Capítulo III: Procedimento (artigos

Leia mais

Convenção de Viena sobre sucessão de Estados em matéria de Tratados

Convenção de Viena sobre sucessão de Estados em matéria de Tratados Direito Internacional Aplicado Tratados e Convenções Direito dos Tratados Convenção de Viena sobre sucessão de Estados em matéria de Tratados Conclusão e assinatura: Viena Áustria, 23 de agosto de 1978

Leia mais

REGRAS MODELO DE PROCEDIMENTO PARA OS TRIBUNAIS ARBITRAIS AD HOC DO MERCOSUL

REGRAS MODELO DE PROCEDIMENTO PARA OS TRIBUNAIS ARBITRAIS AD HOC DO MERCOSUL MERCOSUL/CMC/DEC. Nº 30/04 REGRAS MODELO DE PROCEDIMENTO PARA OS TRIBUNAIS ARBITRAIS AD HOC DO MERCOSUL TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Olivos para a Solução de Controvérsias no MERCOSUL

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China 26. CONVENÇÃO SOBRE A CELEBRAÇÃO E O RECONHECIMENTO DA VALIDADE DOS CASAMENTOS (concluída em 14 de março de 1978) Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando facilitar a celebração de casamentos

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China 25. CONVENÇÃO SOBRE A LEI APLICÁVEL PARA REGIMES DE BENS MATRIMONIAIS (celebrada em 14 de março de 1978) Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer previsões comuns concernente

Leia mais

CASO RELATIVO A DETERMINADOS PROCEDIMENTOS PENAIS NA FRANÇA (REPÚBLICA DO CONGO V. FRANÇA)

CASO RELATIVO A DETERMINADOS PROCEDIMENTOS PENAIS NA FRANÇA (REPÚBLICA DO CONGO V. FRANÇA) CASO RELATIVO A DETERMINADOS PROCEDIMENTOS PENAIS NA FRANÇA (REPÚBLICA DO CONGO V. FRANÇA) Pedido de indicação de medida provisória Resumo do Despacho de 17 junho de 2003 Aplicação e pedido de medida provisória

Leia mais

CASO SOBRE LEGALIDADE DA UTILIZAÇÃO DA FORÇA (Sérvia e Montenegro contra Alemanha)

CASO SOBRE LEGALIDADE DA UTILIZAÇÃO DA FORÇA (Sérvia e Montenegro contra Alemanha) CASO SOBRE LEGALIDADE DA UTILIZAÇÃO DA FORÇA (Sérvia e Montenegro contra Alemanha) (EXCEÇÕES PRELIMINARES) Sumário do julgamento de 15 de dezembro de 2004 História dos procedimentos e conclusões das Partes

Leia mais

Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil - São Paulo

Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil - São Paulo REGULAMENTO DO CENTRO DE MEDIAÇÃO E ARBITRAGEM DA CÂMARA PORTUGUESA DE COMÉRCIO NO BRASIL SÃO PAULO Artigo 1º O Centro de Arbitragem 1.1. O Centro de Mediação e Arbitragem da Câmara Portuguesa de Comércio

Leia mais

23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares

23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares 23. Convenção sobre o Reconhecimento e Execução de Decisões relativas a Obrigações Alimentares Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer disposições comuns para regulamentar o

Leia mais

O Brasil e os Tribunais Internacionais: entre o direito interno e o direito internacional

O Brasil e os Tribunais Internacionais: entre o direito interno e o direito internacional Minicurso de extensão O Brasil e os Tribunais Internacionais: entre o direito interno e o direito internacional Realização: Grupo de pesquisa Crítica & Direito Internacional O Brasil e a Corte Internacional

Leia mais

Site Jurídico S.O.S Estagiários (www.sosestagiarios.com) Trabalhos Prontos Gratuitos LEI DE ARBITRAGEM EVOLUÇÃO HISTÓRICA

Site Jurídico S.O.S Estagiários (www.sosestagiarios.com) Trabalhos Prontos Gratuitos LEI DE ARBITRAGEM EVOLUÇÃO HISTÓRICA LEI DE ARBITRAGEM EVOLUÇÃO HISTÓRICA Nos primórdios da sociedade romana, surgiu o instituto da arbitragem como forma de resolver conflitos oriundos da convivência em comunidade, como função pacificadora

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China CONVENÇÃO SOBRE A JURISDIÇÃO, LEI APLICÁVEL E RECONHECIMENTO DE DECISÕES EM MATÉRIA DE ADOÇÃO (Concluída em 15 de novembro de 1965) (Conforme o seu artigo 23, esta Convenção teve vigência limitada até

Leia mais

PROPOSTA MERCOSUL DE REGIME DE SOLUÇÃO DE CONTROVÉRSIAS PARA OS ACORDOS CELEBRADOS ENTRE O MERCOSUL E OS ESTADOS ASSOCIADOS NO ÂMBITO DO MERCOSUL

PROPOSTA MERCOSUL DE REGIME DE SOLUÇÃO DE CONTROVÉRSIAS PARA OS ACORDOS CELEBRADOS ENTRE O MERCOSUL E OS ESTADOS ASSOCIADOS NO ÂMBITO DO MERCOSUL MERCOSUL/CMC/DEC. Nº 49/10 PROPOSTA MERCOSUL DE REGIME DE SOLUÇÃO DE CONTROVÉRSIAS PARA OS ACORDOS CELEBRADOS ENTRE O MERCOSUL E OS ESTADOS ASSOCIADOS NO ÂMBITO DO MERCOSUL TENDO EM VISTA: O Tratado de

Leia mais

PROVA ESCRITA NACIONAL DO EXAME FINAL DE AVALIAÇÃO E AGREGAÇÃO (RNE)

PROVA ESCRITA NACIONAL DO EXAME FINAL DE AVALIAÇÃO E AGREGAÇÃO (RNE) ORDEM DOS ADVOGADOS CNEF / CNA Comissão Nacional de Estágio e Formação / Comissão Nacional de Avaliação PROVA ESCRITA NACIONAL DO EXAME FINAL DE AVALIAÇÃO E AGREGAÇÃO (RNE) Questões de Deontologia Profissional

Leia mais

Processo de arbitragem n.º 78/2015. Sentença

Processo de arbitragem n.º 78/2015. Sentença Processo de arbitragem n.º 78/2015 Demandante: A Demandada: B Árbitro único: Jorge Morais Carvalho Sentença I Processo 1. O processo correu os seus termos em conformidade com o Regulamento do Centro Nacional

Leia mais

TRATADO DE COOPERAÇÃO EM MATÉRIA DE PATENTES 1

TRATADO DE COOPERAÇÃO EM MATÉRIA DE PATENTES 1 Os Estados contratantes, TRATADO DE COOPERAÇÃO EM MATÉRIA DE PATENTES 1 Desejosos de contribuir para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, Desejosos de aperfeiçoar a proteção legal das invenções,

Leia mais

C 213/20 Jornal Oficial da União Europeia 6.8.2010

C 213/20 Jornal Oficial da União Europeia 6.8.2010 C 213/20 Jornal Oficial da União Europeia 6.8.2010 COMISSÃO ADMINISTRATIVA PARA A COORDENAÇÃO DOS SISTEMAS DE SEGURANÇA SOCIAL Estatutos da Comissão Administrativa para a Coordenação dos Sistemas de Segurança

Leia mais

Acordo sobre o Aquífero Guarani

Acordo sobre o Aquífero Guarani Acordo sobre o Aquífero Guarani A República Argentina, a República Federativa do Brasil, a República do Paraguai e a República Oriental do Uruguai, Animados pelo espírito de cooperação e de integração

Leia mais

CONVENÇÃO PARA A PREVENÇÃO E REPRESSÃO DO CRIME DE GENOCÍDIO *

CONVENÇÃO PARA A PREVENÇÃO E REPRESSÃO DO CRIME DE GENOCÍDIO * CONVENÇÃO PARA A PREVENÇÃO E REPRESSÃO DO CRIME DE GENOCÍDIO * Aprovada e proposta para assinatura e ratificação ou adesão pela resolução 260 A (III) da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 9 de Dezembro

Leia mais

ACORDO PARA A PROMOÇÃO E A PROTEÇÃO RECÍPROCA DE INVESTIMENTOS ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DA CORÉIA

ACORDO PARA A PROMOÇÃO E A PROTEÇÃO RECÍPROCA DE INVESTIMENTOS ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DA CORÉIA ACORDO PARA A PROMOÇÃO E A PROTEÇÃO RECÍPROCA DE INVESTIMENTOS ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA DA CORÉIA O Governo da República Federativa do Brasil e o Governo

Leia mais

14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial

14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial 14. Convenção Relativa à Citação e à Notificação no Estrangeiro dos Actos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil e Comercial Os Estados signatários da presente Convenção, desejando criar os meios

Leia mais

REGIMENTO INTERNO DA COMISSÃO DE ÉTICA

REGIMENTO INTERNO DA COMISSÃO DE ÉTICA REGIMENTO INTERNO DA COMISSÃO DE ÉTICA Artigo 1º A Comissão de Ética, pretende de maneira independente, imparcial, sigilosa e soberana, assegurar a apuração das representações, apresentadas pelos associados

Leia mais

ESTATUTO DO TRIBUNAL INTERNACIONAL DE JUSTIÇA

ESTATUTO DO TRIBUNAL INTERNACIONAL DE JUSTIÇA ESTATUTO DO TRIBUNAL INTERNACIONAL DE JUSTIÇA Artigo 1 O Tribunal (*) Internacional de Justiça, estabelecido pela Carta das Nações Unidas como o principal órgão judicial das Nações Unidas, será constituído

Leia mais

Protocolo Facultativo à Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher

Protocolo Facultativo à Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher Protocolo Facultativo à Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher Os Estados Partes do presente Protocolo, Observando que na Carta das Nações Unidas se reafirma a

Leia mais

SEQÜESTRO INTERNACIONAL DE CRIANÇAS E SUA APLICAÇÃO NO BRASIL. Autoridade Central Administrativa Federal/SDH

SEQÜESTRO INTERNACIONAL DE CRIANÇAS E SUA APLICAÇÃO NO BRASIL. Autoridade Central Administrativa Federal/SDH A CONVENÇÃO SOBRE OS ASPECTOS CIVIS DO SEQÜESTRO INTERNACIONAL DE CRIANÇAS E SUA APLICAÇÃO NO BRASIL Autoridade Central Administrativa Federal/SDH Considerações Gerais A Convenção foi concluída em Haia,

Leia mais

Convenção relativa à Luta contra a Discriminação no campo do Ensino

Convenção relativa à Luta contra a Discriminação no campo do Ensino ED/2003/CONV/H/1 Convenção relativa à Luta contra a Discriminação no campo do Ensino Adotada a 14 de dezembro de 1960, pela Conferência Geral da UNESCO, em sua 11ª sessão, reunida em Paris de 14 de novembro

Leia mais

Estatuto da Corte Internacional de Justiça. Artigo 1

Estatuto da Corte Internacional de Justiça. Artigo 1 Estatuto da Corte Internacional de Justiça Artigo 1 A Corte Internacional de Justiça, estabelecida pela Carta das Nações Unidas como o principal órgão judiciário das Nações Unidas, será constituída e funcionará

Leia mais

TRATADO INTERAMERICANO DE ASSISTÊNCIA RECÍPROCA

TRATADO INTERAMERICANO DE ASSISTÊNCIA RECÍPROCA TRATADO INTERAMERICANO DE ASSISTÊNCIA RECÍPROCA Em nome de seus Povos, os Governos representados naconferência Interamericana para a Manutenção da Paz e da Segurança no Continente, animados pelo desejo

Leia mais

APLICABILIDADE DA SEÇÃO 22 DO artigo VI DA CONVENÇÃO SOBRE OS PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES DAS NAÇÕES UNIDAS (1989)

APLICABILIDADE DA SEÇÃO 22 DO artigo VI DA CONVENÇÃO SOBRE OS PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES DAS NAÇÕES UNIDAS (1989) 1989 APLICABILIDADE DA SEÇÃO 22 DO artigo VI DA CONVENÇÃO SOBRE OS PRIVILÉGIOS E IMUNIDADES DAS NAÇÕES UNIDAS (1989) 21. Parecer Consultivo de 15 de dezembro de 1989 A Corte proferiu unanimemente um parecer

Leia mais

Repercussões do novo CPC para o Direito Contratual

Repercussões do novo CPC para o Direito Contratual Repercussões do novo CPC para o Direito Contratual O NOVO CPC E O DIREITO CONTRATUAL. PRINCIPIOLOGIA CONSTITUCIONAL. REPERCUSSÕES PARA OS CONTRATOS. Art. 1 o O processo civil será ordenado, disciplinado

Leia mais

PROTOCOLO FACULTATIVO À CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA. Artigo 1

PROTOCOLO FACULTATIVO À CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA. Artigo 1 PROTOCOLO FACULTATIVO À CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA Os Estados Partes do presente Protocolo acordaram o seguinte: Artigo 1 1. Qualquer Estado Parte do presente Protocolo ( Estado

Leia mais

21. Convenção sobre a Administração Internacional de Heranças

21. Convenção sobre a Administração Internacional de Heranças 21. Convenção sobre a Administração Internacional de Heranças Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer disposições comuns a fim de facilitar a administração internacional de

Leia mais

REGIMENTO DO CONSELHO DE ARBITRAGEM DESPORTIVA DO TRIBUNAL ARBITRAL DO DESPORTO

REGIMENTO DO CONSELHO DE ARBITRAGEM DESPORTIVA DO TRIBUNAL ARBITRAL DO DESPORTO REGIMENTO DO CONSELHO DE ARBITRAGEM DESPORTIVA DO TRIBUNAL ARBITRAL DO DESPORTO Capítulo I Disposições gerais Artigo 1.º (Definição) O (CAD) é um dos órgãos integrantes do Tribunal Arbitral do Desporto

Leia mais

Regulamento de Atribuição do Título de Especialista Escola Superior de Educação João de Deus. na ESE João de Deus

Regulamento de Atribuição do Título de Especialista Escola Superior de Educação João de Deus. na ESE João de Deus Escola Superior de Educação João de Deus de Atribuição do Título de Especialista Escola Superior de Educação João de Deus na ESE João de Deus O Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, aprovado

Leia mais

ARBITRAGEM VOLUNTÁRIA

ARBITRAGEM VOLUNTÁRIA (Até às alterações do Decreto Lei n.º 38/2003, de 08 de Março) ARBITRAGEM VOLUNTÁRIA CAPÍTULO I Artigo 1.º Convenção de arbitragem 1 - Desde que por lei especial não esteja submetido exclusivamente a tribunal

Leia mais

O Dever de Consulta Prévia do Estado Brasileiro aos Povos Indígenas.

O Dever de Consulta Prévia do Estado Brasileiro aos Povos Indígenas. O Dever de Consulta Prévia do Estado Brasileiro aos Povos Indígenas. O que é o dever de Consulta Prévia? O dever de consulta prévia é a obrigação do Estado (tanto do Poder Executivo, como do Poder Legislativo)

Leia mais

Proposta de DECISÃO DO CONSELHO

Proposta de DECISÃO DO CONSELHO COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 7.4.2015 COM(2015) 150 final 2015/0075 (NLE) Proposta de DECISÃO DO CONSELHO relativa à assinatura, em nome da União Europeia, do Protocolo de Alteração do Acordo entre a Comunidade

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO RESOLUÇÃO N.º 13, DE 02 DE OUTUBRO DE 2006. (Alterada pela Res. 111/2014) Regulamenta o art. 8º da Lei Complementar 75/93 e o art. 26 da Lei n.º 8.625/93, disciplinando, no âmbito do Ministério Público,

Leia mais

O PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE

O PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE O PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE No âmbito das competências não exclusivas da União, o princípio da subsidiariedade, inscrito no Tratado da União Europeia, define as condições em que esta última tem prioridade

Leia mais

PROCEDIMENTO. Classificação do procedimento Comum: rito ordinário e rito sumário Especial: de jurisdição contenciosa e de jurisdição voluntária

PROCEDIMENTO. Classificação do procedimento Comum: rito ordinário e rito sumário Especial: de jurisdição contenciosa e de jurisdição voluntária Turma e Ano: Direito Público I (2013) Matéria / Aula: Processo Civil / Aula 20 Professor: Edward Carlyle Monitora: Carolina Meireles PROCEDIMENTO Conceito Corrente clássica: é uma forma material com que

Leia mais

Define mecanismos para a implementação do Estatuto dos Refugiados de 1951, e determina outras providências.

Define mecanismos para a implementação do Estatuto dos Refugiados de 1951, e determina outras providências. LEI Nº 9.474, DE 22 DE JULHO DE 1997. Define mecanismos para a implementação do Estatuto dos Refugiados de 1951, e determina outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que o Congresso Nacional

Leia mais

10. Convenção Relativa à Competência das Autoridades e à Lei Aplicável em Matéria de Protecção de Menores

10. Convenção Relativa à Competência das Autoridades e à Lei Aplicável em Matéria de Protecção de Menores 10. Convenção Relativa à Competência das Autoridades e à Lei Aplicável em Matéria de Protecção de Menores Os Estados signatários da presente Convenção, Desejando estabelecer disposições comuns relativas

Leia mais

APRESENTAÇÃO DO CASO Rússia 06 de abril de 1998, Procedimento arbitral n. 236/1997 [Cite como: http://cisgw3.law.pace.edu/cases/980406r1.

APRESENTAÇÃO DO CASO Rússia 06 de abril de 1998, Procedimento arbitral n. 236/1997 [Cite como: http://cisgw3.law.pace.edu/cases/980406r1. APRESENTAÇÃO DO CASO Rússia 06 de abril de 1998, Procedimento arbitral n. 236/1997 [Cite como: http://cisgw3.law.pace.edu/cases/980406r1.html] Tabela de Conteúdo do Caso Identificação do caso Resumo da

Leia mais

REGIMENTO DA ASSEMBLEIA GERAL DA ASSOCIAÇAO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA

REGIMENTO DA ASSEMBLEIA GERAL DA ASSOCIAÇAO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA REGIMENTO DA ASSEMBLEIA GERAL DA ASSOCIAÇAO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA CAPÍTULO I Da Assembleia Geral Artigo 1 Natureza A Assembleia Geral é constituída por todos os associados no pleno gozo dos seus

Leia mais

L 343/10 Jornal Oficial da União Europeia 29.12.2010

L 343/10 Jornal Oficial da União Europeia 29.12.2010 L 343/10 Jornal Oficial da União Europeia 29.12.2010 REGULAMENTO (UE) N. o 1259/2010 DO CONSELHO de 20 de Dezembro de 2010 que cria uma cooperação reforçada no domínio da lei aplicável em matéria de divórcio

Leia mais

R-47/06 (A4) Dos elementos disponíveis, destacam-se os seguintes aspectos:

R-47/06 (A4) Dos elementos disponíveis, destacam-se os seguintes aspectos: R-47/06 (A4) Assunto: Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública. Regimes especiais de aposentação. Exercício do direito à negociação colectiva e do direito de participação dos trabalhadores da

Leia mais

Considerando que em 14 de janeiro de 1982, foram depositados os Instrumentos de Ratificação, pelo Brasil,

Considerando que em 14 de janeiro de 1982, foram depositados os Instrumentos de Ratificação, pelo Brasil, Página 1 DECRETO Nº 93.413, de 15 de outubro de 1986 Promulga a Convenção nº 148 sobre a Proteção dos Trabalhadores Contra os Riscos Profissionais Devidos à Contaminação do Ar, ao Ruído e às Vibrações

Leia mais

Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio

Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio Direito Internacional Aplicado Tratados e Convenções Direito Internacional Penal Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio Conclusão e assinatura: Nova Iorque EUA, 09 de dezembro de

Leia mais

Arbitragem. Respostas objetivas para soluções rápidas

Arbitragem. Respostas objetivas para soluções rápidas 2 8 8 9 9 9 10 10 10 11 11 11 12 12 12 12 13 Respostas objetivas para soluções rápidas O que é a? Como surgiu o Instituto da? A é constitucional? A sentença arbitral tem validade jurídica? Quais são as

Leia mais

SISTEMÁTICA DA PERÍCIA NO PROCESSO CIVIL

SISTEMÁTICA DA PERÍCIA NO PROCESSO CIVIL SISTEMÁTICA DA PERÍCIA NO PROCESSO CIVIL SISTEMÁTICA DA PERÍCIA NO PROCESSO CIVIL FASE INICIAL DA PERÍCIA FASE INICIAL DA PERÍCIA DEFERIMENTO DA PROVA PERICIAL N Ã O NOMEAÇÃO DO PERITO SIM A C E I T A

Leia mais

DECISÃO DO PAINEL ADMINISTRATIVO Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras v. Pricio Ricardo Pedrozo dos Santos Caso No. DBR2014-0004

DECISÃO DO PAINEL ADMINISTRATIVO Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras v. Pricio Ricardo Pedrozo dos Santos Caso No. DBR2014-0004 ARBITRATION AND MEDIATION CENTER DECISÃO DO PAINEL ADMINISTRATIVO Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras v. Pricio Ricardo Pedrozo dos Santos Caso No. DBR2014-0004 1. As Partes A Reclamante é Petróleo Brasileiro

Leia mais

Novas Súmulas do Superior Tribunal de Justiça - DIREITO PROCESSUAL CIVIL -

Novas Súmulas do Superior Tribunal de Justiça - DIREITO PROCESSUAL CIVIL - BOLETIM NR #28 Novas Súmulas do Superior Tribunal de Justiça - DIREITO PROCESSUAL CIVIL - O Superior Tribunal de Justiça editou quatro novas súmulas (nº 406 a 409), que trazem um teor bastante relevante

Leia mais

CARREIRAS DIPLOMÁTICAS Disciplina: Política Internacional Prof. Diego Araujo Campos Tratado Sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares

CARREIRAS DIPLOMÁTICAS Disciplina: Política Internacional Prof. Diego Araujo Campos Tratado Sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares CARREIRAS DIPLOMÁTICAS Disciplina: Política Internacional Prof. Diego Araujo Campos Tratado Sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares MATERIAL DE APOIO MONITORIA Tratado Sobre a Não Proliferação de Armas

Leia mais

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE CONSELHO DE GESTÃO DO PATRIMÔNIO GENÉTICO

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE CONSELHO DE GESTÃO DO PATRIMÔNIO GENÉTICO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE CONSELHO DE GESTÃO DO PATRIMÔNIO GENÉTICO RESOLUÇÃO N o 25, DE 24 DE NOVEMBRO DE 2005 Estabelece procedimentos para a remessa de amostra de componente do patrimônio genético

Leia mais

Poder Judiciário Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro Vigésima Primeira Câmara Cível

Poder Judiciário Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro Vigésima Primeira Câmara Cível M Poder Judiciário Apelação Cível nº. 0312090-42.2012.8.19.0001 Apelante: COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS CEDAE Advogado: Dr. Luiz Carlos Zveiter Apelado: ASSOCIAÇÃO DE OFICIAIS MILITARES ESTADUAIS

Leia mais

Meritíssimo Conselheiro Presidente do Tribunal Constitucional R-1870/11 (A6)

Meritíssimo Conselheiro Presidente do Tribunal Constitucional R-1870/11 (A6) Meritíssimo Conselheiro Presidente do Tribunal Constitucional R-1870/11 (A6) O Provedor de Justiça, no uso da competência prevista no artigo 281.º, n.º 2, alínea d), da Constituição da República Portuguesa,

Leia mais

Política Uniforme de Solução de Disputas Relativas a Nomes de Domínio

Política Uniforme de Solução de Disputas Relativas a Nomes de Domínio Política Uniforme de Solução de Disputas Relativas a Nomes de Domínio Política aprovada em 26 de agosto de 1999 Documentos de implementação aprovados em 24 de outubro de 1999 Versão em português da Organização

Leia mais

BIBLIOTECA ARTIGO Nº 37

BIBLIOTECA ARTIGO Nº 37 BIBLIOTECA ARTIGO Nº 37 PELA MANUTENÇÃO DO INJUSTIFICÁVEL Autor Marcos Lobo de Freitas Levy Em longa entrevista concedida à Revista do IDEC neste mês de agosto, o Dr. Luis Carlos Wanderley Lima, ex-coordenador

Leia mais

FACULDADE DOM BOSCO Credenciada através da Portaria nº. 2.387 de 11/08/2004, publicada no D.O.U. de 12/08/2004. Resolução nº 001/011

FACULDADE DOM BOSCO Credenciada através da Portaria nº. 2.387 de 11/08/2004, publicada no D.O.U. de 12/08/2004. Resolução nº 001/011 Resolução nº 001/011 Regulamentar a Arbitragem Expedita. do Curso de Direito; - Considerando a necessidade de Regulamentar a Arbitragem Expedita O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão aprovou, e eu

Leia mais

PROTOCOLO DE 1967 RELATIVO AO ESTATUTO DOS REFUGIADOS 1

PROTOCOLO DE 1967 RELATIVO AO ESTATUTO DOS REFUGIADOS 1 PROTOCOLO DE 1967 RELATIVO AO ESTATUTO DOS REFUGIADOS 1 Os Estados Partes no presente Protocolo, Considerando que a Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados assinada em Genebra, em 28 de julho de

Leia mais

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SÃO PAULO GABINETE DO CONSELHEIRO ANTONIO ROQUE CITADINI DESPACHO DO CONSELHEIRO ANTONIO ROQUE CITADINI

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SÃO PAULO GABINETE DO CONSELHEIRO ANTONIO ROQUE CITADINI DESPACHO DO CONSELHEIRO ANTONIO ROQUE CITADINI DESPACHO DO CONSELHEIRO ANTONIO ROQUE CITADINI DATA: 13.4.2003. PROCESSO: TC-020.013/026/2002 - EXAME PRÉVIO DE EDITAL REPRESENTANTE:COBRA INSTALACIONES Y SERVICIOS S/A Ignácio Carrieña Toro, representante

Leia mais

PROTOCOLO DE HARMONIZAÇÃO DE NORMAS EM MATERIA DE DESENHOS INDUSTRIAIS

PROTOCOLO DE HARMONIZAÇÃO DE NORMAS EM MATERIA DE DESENHOS INDUSTRIAIS MERCOSUL/CMC/DEC N 16/98 PROTOCOLO DE HARMONIZAÇÃO DE NORMAS EM MATERIA DE DESENHOS INDUSTRIAIS TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção e o Protocolo de Ouro Preto e a Decisão Nº 8/95 do Conselho do Mercado

Leia mais

27. Convenção da Haia sobre a Lei Aplicável aos Contratos de Mediação e à Representação

27. Convenção da Haia sobre a Lei Aplicável aos Contratos de Mediação e à Representação 27. Convenção da Haia sobre a Lei Aplicável aos Contratos de Mediação e à Representação Os Estados signatários da presente Convenção: Desejosos de estabelecer disposições comuns sobre a lei aplicável aos

Leia mais

CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO REGIMENTO INTERNO

CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO REGIMENTO INTERNO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO REGIMENTO INTERNO CAPÍTULO I DO CONSELHO, ATRIBUIÇÕES E SUA COMPOSIÇÃO Art. 1.º- O Conselho Municipal de Educação de Carlos Barbosa, criado pela Lei Municipal nº1.176 de

Leia mais

Decreto n.º 24/95 Acordo Internacional sobre Cumprimento de Medidas de Conservação e Gestão de Recursos no Alto Mar

Decreto n.º 24/95 Acordo Internacional sobre Cumprimento de Medidas de Conservação e Gestão de Recursos no Alto Mar Decreto n.º 24/95 Acordo Internacional sobre Cumprimento de Medidas de Conservação e Gestão de Recursos no Alto Mar Nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 200.º da Constituição, o Governo decreta o

Leia mais

Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares

Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares Direito Internacional Aplicado Tratados e Convenções Manutenção da Paz Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares Conclusão e assinatura: 01 de julho de 1968 Entrada em vigor: No Brasil: Aprovação:

Leia mais

CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO Câmara da Educação Superior e Profissional

CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO Câmara da Educação Superior e Profissional INTERESSADO: Instituto de Ciências Religiosas ICRE EMENTA: Decide que a Universidade Estadual Vale do Acaraú, apreciando o inteiro teor do Parecer, poderá acolher o pedido do Instituto de Ciências da Religião,

Leia mais

28. Convenção sobre os Aspectos Civis do Rapto Internacional de Crianças

28. Convenção sobre os Aspectos Civis do Rapto Internacional de Crianças 28. Convenção sobre os Aspectos Civis do Rapto Internacional de Crianças Os Estados signatários da presente Convenção, Firmemente convictos de que os interesses da criança são de primordial importância

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 15, DE 27 DE MAIO DE 2004

RESOLUÇÃO Nº 15, DE 27 DE MAIO DE 2004 MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE CONSELHO DE GESTÃO DO PATRIMÔNIO GENÉTICO RESOLUÇÃO Nº 15, DE 27 DE MAIO DE 2004 Estabelece procedimentos para o transporte de amostra de componente do patrimônio genético existente

Leia mais

www. Lifeworld.com.br

www. Lifeworld.com.br 1 Artigos da Constituição Mundial A Constituição Mundial é composta de 61º Artigos, sendo do 1º ao 30º Artigo dos Direitos Humanos de 1948, e do 31º ao 61º Artigos estabelecidos em 2015. Dos 30 Artigos

Leia mais

O empregado caminhando na empresa, cai e se machuca vai pedir uma indenização na justiça do trabalho. (empregado x empregador);

O empregado caminhando na empresa, cai e se machuca vai pedir uma indenização na justiça do trabalho. (empregado x empregador); Turma e Ano: Flex B (2014) Matéria / Aula: Processo do Trabalho / Aula 04 Professor: Leandro Antunes Conteúdo: Procedimento Sumário, Procedimento Sumaríssimo. A competência para julgar acidente de trabalho:

Leia mais

Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Tribunal de Justiça de Minas Gerais Número do 1.0024.14.148142-4/001 Númeração 0807534- Relator: Relator do Acordão: Data do Julgamento: Data da Publicação: Des.(a) Mariângela Meyer Des.(a) Mariângela Meyer 24/02/2015 06/03/2015 EMENTA:

Leia mais

O Reino da Bélgica, a República Federal da Alemanha, a República Francesa, o Grão-Ducado do Luxemburgo, o Reino dos Países

O Reino da Bélgica, a República Federal da Alemanha, a República Francesa, o Grão-Ducado do Luxemburgo, o Reino dos Países Resolução da Assembleia da República n.º 21/99 Acordo de Cooperação entre o Reino da Bélgica, a República Federal da Alemanha, a República Francesa, o Grão-Ducado do Luxemburgo, o Reino dos Países Baixos,

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO. PORTARIA Nº CF-POR-2012/00116 de 11 de maio de 2012

PODER JUDICIÁRIO. PORTARIA Nº CF-POR-2012/00116 de 11 de maio de 2012 PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA FEDERAL CONSELHO DA JUSTIÇA FEDERAL PORTARIA Nº CF-POR-2012/00116 de 11 de maio de 2012 Dispõe sobre a composição, o funcionamento e as atribuições dos Comitês Gestores do Código

Leia mais

CASO DA DELIMITAÇÃO DA FRONTEIRA MARÍTIMA NA ÁREA DO GOLFO DO MAINE (CANADÁ/ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA) (1981-1984)

CASO DA DELIMITAÇÃO DA FRONTEIRA MARÍTIMA NA ÁREA DO GOLFO DO MAINE (CANADÁ/ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA) (1981-1984) CASO DA DELIMITAÇÃO DA FRONTEIRA MARÍTIMA NA ÁREA DO GOLFO DO MAINE (CANADÁ/ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA) (1981-1984) (CONSTITUIÇÃO DA CÂMARA) Decisão de 20 de janeiro de 1982 A Corte, através de uma decisão,

Leia mais

REGULAMENTO Nº 001 Rev.04-A PROCEDIMENTO ARBITRAL NA ÁREA TRABALHISTA

REGULAMENTO Nº 001 Rev.04-A PROCEDIMENTO ARBITRAL NA ÁREA TRABALHISTA TAESP Arbitragem & O Mediação, com sede nesta Capital do Estado de São Paulo, na Rua Santa Isabel, 160 cj.43, nos termos dos Artigos 5º, 13, 3º e 21 da Lei 9.307/96, edita o presente REGULAMENTO PARA PROCEDIMENTOS

Leia mais

Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo Autarquia Federal Lei nº 3.268/57

Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo Autarquia Federal Lei nº 3.268/57 Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo Autarquia Federal Lei nº 3.268/57 CONSULTA nº 110.469/11 Assunto: paciente menor, genitores separados, fornecimento prontuário Relator: Laide Helena

Leia mais

REGULAMENTO DE ARBITRAGEM da Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem de Porto Alegre Federasul

REGULAMENTO DE ARBITRAGEM da Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem de Porto Alegre Federasul REGULAMENTO DE ARBITRAGEM da Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem de Porto Alegre Federasul 1. Da sujeição ao presente regulamento [Denominação da Câmara] 1.1. As partes que resolverem submeter

Leia mais

CONVENÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA A REPÚBLICA DA TUNÍSIA

CONVENÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA A REPÚBLICA DA TUNÍSIA CONVENÇÃO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A REPÚBLICA DA TUNÍSIA DE COOPERAÇÃO NO DOMÍNIO DA DEFESA A República Portuguesa e a República da Tunísia, doravante designadas conjuntamente por "Partes" e separadamente

Leia mais

RECURSO ORDINÁRIO TRT/RO - 0033300-35.2009.5.01.0017 - RTOrd A C Ó R D Ã O 4ª Turma

RECURSO ORDINÁRIO TRT/RO - 0033300-35.2009.5.01.0017 - RTOrd A C Ó R D Ã O 4ª Turma Convenção coletiva. SESI O SESI não é representado por sindicato de hospitais e estabelecimentos de serviços de saúde, sendo entidade cuja atividade preponderante é orientação e formação profissional.

Leia mais

Ministério da Administração do Território

Ministério da Administração do Território Ministério da Administração do Território A Lei Da Nacionalidade Lei N.º 01/05 De 01 de Julho Tornando se necessário proceder a alterações das principais regras sobre a atribuição, aquisição e perda da

Leia mais

Contrato de Engajamento de Marinheiros

Contrato de Engajamento de Marinheiros 1 CONVENÇÃO N. 22 Contrato de Engajamento de Marinheiros I Aprovada pela 9ª reunião da Conferência Internacional do Trabalho (Genebra 1926), entrou em vigor no plano internacional em 4.4.28. II Dados referentes

Leia mais

RECOMENDAÇÃO Nº 5/A/2002 [Artigo 20º, nº 1, alínea a), da Lei nº 9/91, de 9 de Abril] I INTRODUÇÃO

RECOMENDAÇÃO Nº 5/A/2002 [Artigo 20º, nº 1, alínea a), da Lei nº 9/91, de 9 de Abril] I INTRODUÇÃO Número: 5/A/2002 Data: 28/05/2002 Entidade visada: Presidente do Governo Regional dos Açores Assunto: Contrato administrativo de provimento; conclusão de licenciatura durante o ano escolar Área: Açores

Leia mais

TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS SECÇÃO ÚNICA Disposições Gerais

TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS SECÇÃO ÚNICA Disposições Gerais REGULAMENTO DE ATRIBUIÇÃO DO TÍTULO DE ESPECIALISTA NA ESCOLA SUPERIOR DE ENFERMAGEM S. FRANCISCO DAS MISERICÓRDIAS TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS SECÇÃO ÚNICA Disposições Gerais Artigo 1.º (Objecto e âmbito)

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2013

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2013 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2013 Dispõe sobre a mediação extrajudicial. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Capítulo I Disposições Gerais Art. 1º Esta lei dispõe sobre mediação extrajudicial. Parágrafo único.

Leia mais

PROPOSTA DE LEI N.º 58/X. Exposição de Motivos

PROPOSTA DE LEI N.º 58/X. Exposição de Motivos PROPOSTA DE LEI N.º 58/X Exposição de Motivos Portugal é parte da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, assinada em 10 de Dezembro de 1982, e do Acordo Relativo à Aplicação da Parte XI da

Leia mais

2 FASE DIREITO CIVIL ESTUDO DIRIGIDO DE PROCESSO CIVIL 2. Prof. Darlan Barroso - GABARITO

2 FASE DIREITO CIVIL ESTUDO DIRIGIDO DE PROCESSO CIVIL 2. Prof. Darlan Barroso - GABARITO Citação 2 FASE DIREITO CIVIL ESTUDO DIRIGIDO DE PROCESSO CIVIL 2 Prof. Darlan Barroso - GABARITO 1) Quais as diferenças na elaboração da petição inicial do rito sumário e do rito ordinário? Ordinário Réu

Leia mais