Responsabilidade Social e Incentivos Sociais. Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente e da Pessoa Idosa

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1 Responsabilidade Social e Incentivos Sociais Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente e da Pessoa Idosa

2 Nosso ponto de partida Responsabilidade Social: conceito em evolução e práticas em difusão, sendo incorporadas ao cotidiano dos empresários brasileiros a partir da década de 90. Envolve práticas que transcendem o mero zelo pelo capital humano, o respeito pelo meio ambiente e pela comunidade, requer atitude efetiva de envolvimento com as questões sociais.

3 Nosso ponto de chegada Incentivos fiscais como normas indutoras do desenvolvimento social através das quais, o Estado possibilita aos contribuintes o direcionamento dos investimentos e o controle efetivo de sua aplicação.

4 A definição de responsabilidade social constante na norma ISO é a seguinte; [...] responsabilidade de uma organização pelos impactos de suas decisões e atividades na sociedade e no meio ambiente, por meio de comportamento ético e transparente que:

5 FUNDO da CRIANÇA e Leve em consideração as expectativas das partes interessadas; Esteja em conformidade com a legislação aplicável e seja consistente com as normas internacionais de comportamento; e Esteja integrada em toda a organização e seja praticada em suas relações.

6 FUNDO da CRIANÇA e Responsabilidade Social e Incentivos Fiscais Os incentivos fiscais consistem numa contrapartida concedida pelo Estado visando recompensar as empresas e indivíduos que investem no âmbito social. Cabe destacar que com a renúncia advinda dos incentivos fiscais, direciona o contribuinte a uma conduta socialmente responsável, auxiliando o Estado e o Terceiro Setor na execução de políticas públicas de promoção dos direitos econômicos, sociais e culturais, imprescindível para a obtenção do desenvolvimento sustentável.

7 Responsabilidade Social O Governo Federal delega aos Estados e Municípios o estabelecimento do regramento da distribuição dos recursos para as entidades e projetos habilitados nos respectivos Fundos, devendo-se observar o que dispõe a legislação.

8 Responsabilidade Social FUNCRIANÇA/IDOSO Constituído por doações de pessoas físicas, jurídicas e do próprio Poder Público. Pessoa Física - amparada Instrução Normativa RFB nº de e pela Lei nº de ( Complemento de 3% ).

9 Resolução nº 137 do CONANDA Dispõe sobre os parâmetros para a criação e o funcionamento dos Fundos Nacional, Estaduais e Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente e dá outras providências Destaques: Vinculação administrativa do Fundo ao mesmo órgão do Executivo responsável pela política na área, com abertura de contas específicas para movimentação dos recursos; Responsabilidade do Conselho na elaboração de diagnósticos e de plano de ação anual; Seleção de projetos via Edital;

10 Requisitos Pessoa Física: Imposto de Renda devido: a pagar ou a restituir; Fazer declaração em formulário completo; A destinação deve ser feita no ano-base da declaração, ou até 30/04 do exercício subsequente (Alteração aprovada pela Lei nº /2012). Caso a soma das doações incentivadas efetuadas pelo contribuinte ultrapasse ao limite global de 6%, o valor excedente será considerado como não incentivado ou não dedutível para fins de imposto de renda As Pessoas Físicas podem entregar sua declaração de IR a partir de março, relativa ao ano-base anterior, com o pagamento da complementação do FUNDO da CRIANÇA e do ADOLESCENTE até 30.04, desde que o valor do incentivo fiscal tenha sido declarado no campo próprio.

11 Pessoa Jurídica - amparada pela Instrução Normativa 267 da Receita Federal de 23/12/2002 e alterações. Requisitos: Ter imposto de renda a pagar; A empresa deve ser tributada pelo Lucro Real; O limite é de 1% para doações ao FUNCRIANÇA e para Fundo da Pessoa Idosa;

12 - Os fundos beneficiados emitem recibo comprobatório e enviam a Declaração de Benefícios Fiscais DBF à Receita Federal. - Contribuintes beneficiam-se das doações incentivadas (dedutibilidade tributária). - Pessoas Físicas declaram as doações efetivadas no ano-base no quadro 6 da DIRPF Relação de Doações e Pagamentos Efetuados.

13 Responsabilidade Social e o papel do profissional da contabilidade: Demonstrar aos contribuintes pessoas jurídicas e físicas - a possibilidade e benefícios das doações incentivadas, com ênfase às doações ao FUNCRIANÇA e FUNDO DO IDOSO. E, assim, aconselhando-os para tais destinações no cumprimento da sua responsabilidade social.

14 Tanto as empresas privadas, como as estatais, que declararem pelo Lucro Real podem destinar recursos para o Fundo com abatimento no Imposto de Renda até o limite de 1% do IR devido, calculado sobre a alíquota de 15%.

15 Doação em Bens Para doação em bens, o comprovante deverá conter a suas descrições em campo próprio ou em relação anexa, informando se houve avaliação e o CPF ou CNPJ dos responsáveis. Nessa hipótese o doador deverá: - Comprovar a propriedade dos bens; - baixar os bens doados da declaração do IR, quando se tratar de pessoa física, ou na escrituração, no caso de pessoa jurídica; e - considerar como valor dos bens: no caso de pessoa física, o valor de aquisição e, no caso de pessoa jurídica, o valor contábil. Os valores de aquisição e contábil não podem exceder o valor de mercado ou, em se tratando de imóveis, a base de cálculo do Imposto de Transmissão. O doador poderá optar pelo valor de mercado dos bens, que será determinado mediante prévia avaliação, por meio de laudo idôneo de perito ou empresa especializada, de reconhecida capacidade técnica para aferição do seu valor.

16 Os Conselhos de Direitos, controladores dos Fundos beneficiados pelas doações, devem emitir comprovante em favor do doador. O recibo em nome do doador pode ser emitido anualmente, desde que descrimine os valores doados, mês a mês, devendo ainda constar: Número de ordem ; Nome, endereço e CNPJ do emitente; Nome, CPF ou CNPJ do doador; Data da doação e valor efetivamente recebido; Ano-calendário a que se referir a doação.

17 Os Conselhos Municipais, Estaduais ou Nacional são obrigados a apresentar a Declaração de Benefícios Fiscais referente às doações efetuadas aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente. Instrução Normativa RFB nº 1.307, de 27 de dezembro de 2012 A DBF deverá ser apresentada até o último dia útil do mês de março, em relação ao ano-calendário imediatamente anterior, por intermédio da Internet, utilizando-se o Programa Receitanet.

18 Instrução Normativa RFB nº 1.307, de 27 de dezembro de 2012 Art. 2º Ficam obrigados à apresentação da DBF: I - os órgãos responsáveis pela administração das contas dos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente nacional, estaduais, distrital e municipais, no que diz respeito às doações efetuadas a esses fundos; II - os órgãos responsáveis pela administração das contas dos Fundos dos Direitos do Idoso nacional, estaduais, distrital e municipais, no que diz respeito às doações efetuadas a esses fundos; 1º O comprovante de que trata o caput pode ser emitido anualmente, desde que sejam discriminados os valores doados mês a mês.

19 Instrução Normativa RFB nº 1.143, de 1 de abril de 2011 DOU de Dispõe sobre os fundos públicos inscritos no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) como órgãos públicos. Art. 2º Os fundos públicos que se encontram inscritos no CNPJ na condição de filial do órgão público a que estejam vinculados deverão providenciar nova inscrição nesse cadastro, na condição de matriz, com a natureza jurídica (Fundo Público). Parágrafo único. Feita a nova inscrição como fundo público no CNPJ a que se refere o caput, deverá ser providenciada a baixa da inscrição anterior na condição de filial.

20 Da Prestação de Informações pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República Art. 4º. O Capítulo I da Instrução Normativa RFB nº 1.131, de 2011, passa a vigorar acrescido das Seções II e III: Art. 8º. -F. A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) encaminhará à RFB, até 31 de outubro, de cada ano, arquivo eletrônico contendo a relação atualizada dos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente Nacional, estaduais, Distrital e municipais, com a indicação dos respectivos números de inscrição no CNPJ e das contas bancárias específicas mantidas em instituições financeiras públicas, destinadas exclusivamente a gerir os recursos dos Fundos.

21 O Certificado de Captação destina-se a identificar e qualificar projetos que se beneficiarão de recursos captados pelas instituições governamentais e não governamentais para o FMDCA, e tem a validade de um ano. Os CDC s funcionam como um atestado de viabilidade de projetos, dando credibilidade às entidades para captar recursos junto a doadores.

22 Fundo Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente FUNDO da CRIANÇA e do Os Conselhos de Direitos são legitimados para emitir os CDC s. Para a emissão dos CDC s, o CMDCA, que é o gestor do Fundo, deve atender alguns requisitos mínimos: -contratação de empresa para realizar o diagnóstico da realidade das crianças e dos adolescentes no município; -elaboração de um Plano de Ação Municipal que se harmonize com o PPA e a LDO; - elaboração de um Plano de Aplicação do FMDCA que se harmonize com a LOA;

23 Fundo Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente FUNDO da CRIANÇA e do Os Conselhos de Direitos são legitimados para emitir os CDC s. Para a emissão dos CDC s, o CMDCA/IDOSO, que é o gestor do Fundo, deve atender alguns requisitos mínimos: - os projetos devem se enquadrar nas políticas, programas e serviços estabelecidos nos Planos de Ação e de Aplicação do FMDCA/IDOSO; - os projetos devem ser desenvolvidos no âmbito do Município/Estado ao qual pertence o Fundo; - as entidades governamentais e não governamentais deverão comprovar a inscrição de seus programas, com a especificação do regime de atendimento no Conselho;

24 Fundo Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente FUNDO da CRIANÇA e do - as entidades não governamentais deverão possuir registro no Conselho; - os projetos devem estar em consonância com a Lei Federal nº 8.069/1990; Estatuto de Idoso (Lei /2003). - os projetos devem ser selecionados por meio de Edital Público (Lei nº 8.666/93) e os princípios da administração pública; - as entidades que tiverem seus projetos selecionados, para receberem os recursos, podem celebrar termo de parcerias. Atenção: Não há prioridade sem que haja destinação privilegiada de recursos. Logo, os CDC s são a materialização da prioridade absoluta, estabelecida pela CRFB e regulamentada pelo ECA, assegurando a destinação de um volume maior de recursos ao público infanto-adolescente. Os Certificados de Captação permitem um aumento das receitas de estados e municípios uma vez que eles estimulam a doação de recursos para os Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente.

25 OPERACIONALIZAÇÃO O Conselho fará a destinação das doações à entidade indicada, conforme estiver estabelecido em sua própria regulamentação. Para tanto, a entidade deverá estar previamente cadastrada no Conselho Municipal ou Estadual;

26 OPERACIONALIZAÇÃO: PESSOAS FÍSICAS E JURÍDICAS Depositar as doações em conta bancária especial indicada pelo Conselho Municipal ou Estadual da Criança e do Adolescente, ou em guia própria com a indicação da entidade favorecida. O Conselho fará a destinação à entidade indicada, conforme estiver estabelecido em sua própria regulamentação, estadual ou municipal. Para tanto, a entidade deverá estar previamente cadastrada no Conselho Municipal ou Estadual;

27 Formas de Contribuir: Deverá ser obedecido o regramento estabelecido pelo Conselho Municipal ou Estadual. Deverão ser verificadas as seguintes opções: Modelo de Autorização de Consignação em Folha Transferência On-line Boleto Bancário Depósito Simples Acessar o site:

28 CÁLCULO: Pessoa Física ( com Restituição) Obs. As doações ao Funcriança/Idoso, dentro do limite, são totalmente dedutíveis do Imp. De Renda a pagar, não onerando a carga tributária.

29 CÁLCULO: Pessoa Física Pessoa Física ( com IR a Pagar) - ( 27,5 % IR)

30 CÁLCULO Pessoa Jurídica

31 Fundo Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente FUNDO da CRIANÇA e do Exemplo: Para onde devem ser destinados os recursos do FMDCA? Os recursos do Fundo, mediante aprovação do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente - CMDCA, serão aplicados: - no financiamento total ou parcial da execução de políticas públicas, programas de atendimento, estudos,pesquisas, promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente; - na aquisição de material permanente e de consumo e de outros insumos necessários ao desenvolvimento dos programas;-

32 Fundo Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente FUNDO da CRIANÇA e do -para adequação da rede física de prestação de serviços de atendimento à criança e ao adolescente; -no desenvolvimento de programas de capacitação e aperfeiçoamento de recursos humanos ligados à política de atendimento à criança e ao adolescente; - no atendimento de outras despesas de caráter urgente e inadiável, necessárias à execução das ações da política municipalidade atendimento à criança e ao adolescente.

33 Fundo Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente FUNDO da CRIANÇA e do Despesas Custeadas pelo FMDCA O que são despesas com estudos e diagnósticos? São aquelas destinadas a estudos que visam a levantar informações sobre a população, condições e qualidade de vida de crianças e adolescentes no município. Estes estudos vão gerar um diagnóstico que tornará possível o planejamento e elaboração de políticas públicas a partir do conhecimento mais aprofundado da realidade social das crianças e adolescentes e de suas famílias.

34 Fundo Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente FUNDO da CRIANÇA e do O que são despesas com formação de Pessoal? São as despesas com programas de capacitação de conselheiros tutelares, conselheiros de direitos e demais profissionais comprometidos com a defesa dos direitos da criança e do adolescente, ou seja, com a capacitação de recursos humanos, os quais são essenciais para um adequado atendimento ao público infanto-adolescente.

35 Os recursos do FMDCA podem ser destinados aos Conselhos Tutelares? Não. No que tange aos Conselhos Tutelares, o parágrafo único do art. 134 da Lei Federal nº 8.069/1990 determina que a previsão do recursos necessários ao funcionamento do Conselho Tutelar constará da lei orçamentária municipal.

36 ADOLESCENTE e da PESSOA IDOSA Os recursos do FMDCA podem ser destinados aos Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente? Não. Art. 9º Parágrafo único Para o desempenho de suas atribuições, o Poder Executivo deverá garantir ao Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente o suficiente e necessário suporte organizacional, estrutura física, recursos humanos e financeiros.

37 ADOLESCENTE Diário Oficial REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL Imprensa Nacional BRASÍLIA - DF.Nº 244 DOU 19/12/12 seção 1 p.2 PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS PORTARIA N 1.461, DE 18 DE DEZEMBRO DE 2012 Dispõe sobre o cadastramento dos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente Distrital, estaduais e municipais junto à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

38 PORTARIA N 1.461, DE 18 DE DEZEMBRO DE 2012 Art. 2º - Os órgãos responsáveis pela administração das contas dos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente distrital, estaduais e municipais devem encaminhar até o dia 31 de agosto de cada ano para fins de cadastramento junto à SDH/PR: I - pedido de cadastramento por meio de formulário preenchido eletronicamente no site da SDH/PR: II - número de inscrição do Fundo no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ); e III - número de conta bancária específica para gestão exclusiva dos recursos do Fundo mantida em instituição financeira pública;. 2º A SDH/PR encaminhará, em meio eletrônico, a lista de Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente cadastrados, contendo as informações de que tratam os incisos II e III do caput deste artigo, à Secretaria da Receita Federal do Brasil até o dia 31 de outubro de cada ano.

39 Informações do Fundo da Criança e do Adolescente à Receita Federal Instrução Normativa RFB nº de 21/02/2011 deinstrução Normativa RFB nº 1.307, de 27 de dezembro de Art. 4º - A DBF deverá ser apresentada até o último dia útil do mês de março, em relação ao ano-calendário imediatamente anterior, por meio da Internet, utilizando-se o programa Receitanet, disponível no endereço mencionado no 1º do art. 3º. As informações acima se referem aos valores doados pelas pessoas físicas e jurídicas durante o exercício, de a 31.12, em cada ano. As complementações de até 3% somente efetuadas pelas pessoas físicas a que se refere a Lei nº / 2012, não estão incluídas no item acima, em virtude de que o próprio programa da Receita Federal fará o registro, desde que o contribuinte faça sua contribuição ao Fundo Municipal, Estadual ou Federal, até o último dia útil para a entrega das Declarações, com a indicação do código da receita nº 3351 no respectivo DARF.

40 Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota. (Madre Teresa de Calcutá)

41 OBRIGADO

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