OPERACIONALIZAÇÃO FISCAL DAS DOAÇÕES HENRIQUE RICARDO BATISTA

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1 OPERACIONALIZAÇÃO FISCAL DAS DOAÇÕES HENRIQUE RICARDO BATISTA

2 Programa de Voluntariado da Classe Contábil Com o objetivo de incentivar o Contabilista a promover trabalhos sociais e, dessa forma, auxiliar na construção de uma sociedade mais justa, o CFC (Conselho Federal de Contabilidade) desenvolveu o PVCC (Programa de Voluntariado da Classe Contábil). O programa é de abrangência nacional, desenvolvido pelo CFC em parceria com os CRCs e Parceiros Voluntários, com cinco projetos institucionais.

3 Programa de Voluntariado da Classe Contábil Projetos Institucionais 1. Gestão Eficiente da Merenda Escolar 2. Assistência a Organizações da Sociedade Civil (OSCs) 3. Mobilização Social para doações ao Funcriança 4. Rede Nacional de Cidadania Fiscal 5. Ações localizadas de voluntariado em políticas sociais e comunitárias

4 Programa de Voluntariado da Classe Contábil Mobilização Social para Doações ao FUNCRIANÇA O projeto visa sensibilizar e capacitar os contabilistas para promover campanha para incrementar as doações para o Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente FUNCRIANÇA - junto a seus clientes, pessoas físicas e jurídicas. Termo de cooperação técnica MP e CRC visando à adoção de medidas para informar e incentivar os contabilistas sobre os benefícios de estimular doações, tanto por parte de pessoas físicas como pessoas jurídicas, de recursos ao FUNCRIANÇA.

5 Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente É um órgão Paritário criado através de Lei municipal, composto por número igual de representantes do poder executivo e da Sociedade Organizada, que tem como ação Controlador as Políticas para Crianças e Adolescentes em todos os níveis. Governo Federal dá autonomia aos Municípios para estabelecer as regras de funcionamento do Conselho. Uma das principais competência e Gerir o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

6 Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente Os conselheiros não receberão qualquer espécie de remuneração pela participação no colegiado, sendo recomendável à criação de uma estrutura administrativa composta no mínimo por uma secretária, bem como, espaço físico para funcionamento próprio. Os gastos de seu funcionamento, bem como seu pessoal, são de responsabilidade do poder executivo. Para viabilizar todas estas ações foi criado o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

7 Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente É de natureza contábil (unidade orçamentária), criado por Lei Municipal, com a finalidade de proporcionar os meios financeiros complementares às ações necessárias ao desenvolvimento das políticas públicas voltadas à criança e adolescente, bem como, propiciar o efetivo exercício das competências dos Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente e dos Conselhos Tutelares.

8 Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente É mais conhecido como FUNCRIANÇA. Todavia, alguns Municípios ou Estados adotam outras denominações FIA, FUNCAD, FMDCA. A composição dos recursos do FUNCRIANÇA tem origem mista, parte dos recursos são governamentais e parte da sociedade civil. Origem de recurso Governamentais: Dotação orçamentária consignada no Orçamento do poder municipal ; Recursos provenientes dos Conselhos Estadual e Nacional; Rendas eventuais resultante de aplicações financeiras e de multas decorrentes de condenação em ações cíveis.

9 Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente Origem de recursos sociedade civil: Doações em bens ou pecuniária, efetuadas por pessoa física ou jurídica. Os recursos do FUNCRIANÇA será aplicado para assegurar à criança e ao adolescente o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

10 Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente Governo Federal dá autonomia aos Estados e Municípios para estabelecer as regras de funcionamento do Fundo. A criação do Fundo deverá estabelecer, no mínimo, os objetivos, a receita, a destinação dos recursos, a gestão e a execução, por exemplo a forma de distribuição dos recursos para as entidades habilitadas no Fundo. Alguns Municípios, a legislação prevê a possibilidade de o doador indicar as entidades a serem beneficiadas.

11 Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente Um gestor será responsável pela administração financeira dos recursos repassados ao Fundo, que será nomeado por Decreto, publicado no órgão oficial ou placar da Prefeitura Municipal. É uma unidade orçamentária, com Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) específico, cadastrado conforme Instrução Normativa nº 1.183/11 da Secretaria da Receita Federal. Tem o mesmo CNPJ do Município ou da Secretaria à qual está vinculado, mas com identificação própria, especificada na variação final do Número.

12 Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente Será elaborada uma prestações de contas que será encaminhadas ao TCM-GO, para análise e julgamento Deverá constar dos respectivos balancetes a certidão exarada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, atestando ou não, a regular aplicação dos recursos repassados ao Fundo.

13 Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente Os recursos do Fundo não são para financiar política pública básica voltada para criança e o adolescente. Ou seja, Os recursos do Fundo não se destinam a financiar obras públicas, fazer escolas, hospitais, pagar pessoal, material de consumo. Também, esses recursos não devem ser destinados a remuneração dos Conselheiros Tutelares. Essa obrigação é do município.

14 Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente Quando da aplicação dos recursos do Fundo devese dar prioridade às ações de atendimento à criança e ao adolescente em situação de risco, através de financiamentos a projetos de instituições tanto não governamentais quanto governamentais, desde que atendam às prioridades definidas no Plano de Aplicação, aprovado pelo Conselho. o Fundo deve possuir formas de aplicação de seus recursos determinada pelo Conselho Municipal, quando da aprovação de seu Plano de Aplicação feita anualmente.

15 Dedutibilidade do Imposto de Renda Devido As doações, para serem dedutíveis do Imposto de Renda, devem observar os requisitos a seguir: PESSOA FÍSICA A dedução alcança até 6% do Imposto de Renda devido na Declaração de Ajuste Anual, estando incluídos neste percentual os incentivos fiscais da Lei Rouanet e do Audiovisual, ou seja, se houver a aplicação nos três incentivos fiscais, a soma da dedutibilidade fiscal não pode ultrapassar a 6%. Assim, pode-se destinar 3% para o FUNCRIANÇA e 3% para a Lei Rouanet ou, ainda, 2% para cada um.

16 Dedutibilidade do Imposto de Renda Devido PESSOA FÍSICA A Pessoa Física deverá mencionar, na Declaração de Ajuste Anual, no campo dos pagamentos efetuados, o nome do Fundo (Municipal ou Estadual) da Criança, seu CNPJ, o código fiscal e o valor pago. O contribuinte que optar pela Declaração de Ajuste Anual na opção Simplificado não se beneficia deste incentivo fiscal. A atual legislação estabelece que o pagamento ao FUNCRIANÇA deve ser efetuado no ano-base, enquanto que sua dedutibilidade fiscal dar-se-á no exercício seguinte, por meio da Declaração de Ajuste Anual, na opção completo.

17 Dedutibilidade do Imposto de Renda Devido PESSOA JURÍDICA Somente as empresas que apuram seu Imposto de Renda pelo lucro real podem utilizar-se deste incentivo fiscal. O valor das doações ao FUNCRIANÇA, obedecidas as regras fiscais, é dedutível do Imposto de Renda devido, apurado mensalmente por estimativa ou na forma de suspensão e redução, ou trimestral na forma definitiva. O incentivo fiscal consiste na dedução de até o limite de 1% do Imposto de Renda devido, calculado na alíquota de 15%. O benefício não incluir o Adicional de 10% do Imposto de Renda.

18 Dedutibilidade do Imposto de Renda Devido PESSOA JURÍDICA As doações ao FUNCRIANÇA para as pessoas jurídicas são independentes dos demais incentivos fiscais, especialmente da Lei Rouanet, do Audiovisual e do Desporto. O valor da doação deve ser efetuada dentro do próprio período-base. As doações ao FUNCRIANÇA devem ser contabilizadas como Despesa Operacional.

19 Dedutibilidade do Imposto de Renda Devido PESSOA JURÍDICA Todavia, por se tratar de uma despesa não-dedutível para fins de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, o valor da contribuição deverá: 1. ser adicionado no LALUR, uma vez que a dedução do benefício recai diretamente sobre o Imposto de Renda devido, calculado a alíquota de 15%. 2. ser adicionado à base de cálculo para a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Caso o incentivo pago ultrapasse a 1% do Imposto de Renda devido no mês do pagamento, a empresa poderá deduzir nos meses seguintes, desde que dentro do período-base de apuração, seja anual ou trimestral.

20 Dedutibilidade do Imposto de Renda Devido Além de doações em espécie, as pessoas físicas e jurídicas também poderão contribuir com o FUNCRIANÇA por meio de DOAÇÕES DE BENS. PESSOA FÍSICA - O valor do bem deve ser o que consta da sua Declaração de Ajuste Anual, ou seu valor de mercado, devidamente avaliado, ou, ainda, o valor que serviu de base para o cálculo do imposto de transmissão, no caso de imóveis. PESSOA JURÍDICA -O valor deve ser o que consta em seu registro contábil, desde que este não exceda o valor de mercado, ou, ainda, o valor que serviu de base de cálculo para o imposto de transmissão, no caso de imóveis.

21 Dedutibilidade do Imposto de Renda Devido Os Conselhos Municipais ou Estaduais dos Direitos da Criança e do Adolescente, controladores dos fundos beneficiados pelas doações, deverão emitir comprovante em favor do doador, o qual deverá: a) conter o número de ordem, o nome, o número de inscrição no CNPJ e o endereço do emitente; b) especificar o nome, o CNPJ ou o CPF do doador, a data e o valor efetivamente recebido em dinheiro;

22 Dedutibilidade do Imposto de Renda Devido c) ser firmado por pessoa competente para dar quitação da operação; d) no caso de doação em bens, conter a identificação desses bens, mediante sua descrição em campo próprio ou em relação anexa, que informe também se houver avaliação e, em caso positivo, identificar os responsáveis pela avaliação com indicação do CPF (se pessoa física) ou do CNPJ (se pessoa jurídica).

23 Dedutibilidade do Imposto de Renda Devido Não é permitida a dedução das doações efetuadas diretamente a qualquer entidade, mesmo aquelas que desenvolvam atividades de proteção a crianças e adolescentes. Apenas gozam do benefício fiscal as doações feitas em nome dos fundos controlados pelos conselhos de direitos da criança e do adolescente. LUCRO PRESUMIDO E SIMPLES NACIONAL As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro presumido e no Simples nacional não poderão deduzir as doações como incentivos fiscais do imposto de renda devido.

24 Dedutibilidade do Imposto de Renda Devido PERDA DO DIREITO A USUFRUIR DO BENEFICIO A prática de atos que configurem crimes contra a ordem tributária, bem assim a falta de emissão de notas fiscais, acarretará à pessoa jurídica infratora a perda, no ano-calendário correspondente, do presente benefício. Em qualquer das situações, a dedutibilidade fiscal fica condicionada ao pagamento direto da doação ao FUNCRIANÇA, dentro do ano-calendário da declaração de ajuste anual para pessoa física e dentro do período-base de apuração para pessoa jurídica.

25 RESPONSABILIDADE SOCIAL Doação é um exercício de cidadania de responsabilidade social, é uma participação voluntária como demonstração de uma preocupação concreta com a situação da infância e juventude no país e da participação consciente na construção de uma sociedade livre, justa e solidária. Independente do uso do beneficio fiscal o contabilista deve incentivar o empresário a fazer a doação, que será revertida em favor da comunidade do seu município. Segundo a pesquisa do Instituto ETHOS, os consumidores brasileiros estão esperando das empresas algo além de bons produtos.

26 DAR O EXEMPLO NÃO É A MELHOR MANEIRA DE INFLUENCIAR OS OUTROS, É A ÚNICA ALBERT SCHWEITER

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