COORDENADORIA DE TRANSPORTES Sumário 2 Disciplina: Comércio Internacional CONCEITOS FUNDAMENTAIS DE COMÉRCIO INTERNACIONAL Exportação e Importação Conceitos Cambiais, Aduaneiros e Comerciais Formas de Atuação no Comércio Exterior Direta e Indireta Trading Companies Casos Especiais E NEGOCIAÇÃO INTERNACIONAL (CONTRATO) Negociações Internacionais Introdução à Contratos Internacionais 3 4 SOB O PONTO DE VISTA COMERCIAL A exportação de uma mercadoria se configura quando ela é disponibilizada ao comprador estrangeiro em local e prazo estipulados em contrato de compra e venda internacional. Define-se a fronteira comercial - a partir dela, no tempo aprazado, ocorre a transferência de riscos de perdas e danos do vendedor para o comprador, assim como o comprador assume todas as despesas posteriores. SOB O PONTO DE VISTA ADUANEIRO A exportação ocorre com a saída da mercadoria do território aduaneiro, que compreende todo o território nacional. A constatação de saída da mercadoria varia em função do modal de transporte: para as vias aérea e marítima, no momento de seu ingresso no veículo de transporte internacional (data do shipped on board, para o marítimo, e do vôo, para o aéreo), e para via terrestre (rodoviária ou ferroviária), quando do cruzamento de fronteira. A jurisdição dos serviços aduaneiros estende-se por todo o território aduaneiro e abrange:
5 6 Zona Primária, que compreende a área ocupada pelos portos e aeroportos alfandegados e a área adjacente aos pontos de fronteira alfandegados. Zona Secundária, que compreende o restante do território aduaneiro, nela incluídas os águas territoriais e o espaço aéreo. IMPORTAÇÃO SOB O PONTO DE VISTA ADUANEIRO A importação ocorre com a entrada da mercadoria em um país, procedente do exterior. Legislação Brasileira: a importação se configura no momento do desembaraço aduaneiro. 7 8 SOB O PONTO DE VISTA CAMBIAL A exportação acontece com a ingresso da divisa pertinente em pagamento (liquidação do contrato de câmbio). A importação para fins cambiais, representa uma saida de divisas, contabilizada em campa próprio da Balanço de Pagamentos. Conceitos: COMERCIAL: ADUANEIRO: CAMBIAL: Ocorrem situações em que há ingresso ou saída de mercadoria sem a correspondente saida ou entrada de divisas, vinculada em contrato de câmbio de importação ou exportação. Exemplos?
FORMAS DE ATUAÇÃO EM COMÉRCIO EXT. 9 FORMAS DE ATUAÇÃO EM COMÉRCIO EXT. 10 EXPORTAÇÃO DIRETA Configura a venda direta a comprador situado em outro país (mesmo que a negociação seja desenvolvida por um ou mais agentes ou representantes localizados no exterior). Para esta forma de exportação é essencial que o vendedor tenha um bom conhecimento do seu negócio e de Comércio Exterior, para avaliar bem os custos e riscos. EXPORTAÇÃO INDIRETA Envolve a figura de um comprador no mercado interno e vendedor final ao exterior, ou seja, o efetivo exportador Existem os seguintes tipos de empresas que operam desse modo: Empresa comercial exclusivamente exportadora. Empresa comercial que opera tanto no mercado externo quanto no interno (atividade mista). Cooperativas ou consórcios de exportação. Indústria que complemente seu comércio de exportação vendendo produtos de terceiros. Importadores que executem o processo exportador no país de origem. FORMAS DE ATUAÇÃO EM COMÉRCIO EXT. 11 Trading Company vs Comerciais Exportadoras 12 EXPORTAÇÃO INDIRETA O vendedor no mercado interno elaboração da mercadoria. Demais responsabilidades o cargo do exportador: pesquisa de mercado, promoção comercial, a própria comercialização externa e a distribuição física internacional. Trading company - empresa comercial exportadora. No Brasil: Tradings companies - empresas comerciais exportadoras constituídas de acordo com Decreto Lei n 1.248/72, que define critérios nesse sentido e regulamenta sua forma de atuação. Para o mercado a trading atende ao disposto no DL 1.248/72 e os demais continuam como comerciais exportadoras.
Trading Company vs Comerciais Exportadoras 13 Trading Company vs Comerciais Exportadoras 14 Trading Company segundo a Lei: Constituídas apenas sob a forma jurídica de sociedade por ações (sociedade anônima) e têm obrigatoriedade de capital social mínimo de R$748.466,66. Necessitam obter o Certificado de Registro Especial, concedido, em conjunto, pela Secex/Decex e pela SRF. Não distingue as formas de exportação!!?? Surge a definição de mercado A comercial exportadora Deve receber a mercadoria do produtor-vendedor para imediato embarque ou armazenamento segundo o regime de entreposto aduaneiro. Incentivos fiscais Atualmente, não existe distinção entre as denominadas tradings pelo mercado e as comerciais exportadoras. Então, o registro de uma trading é motivado pelo interesse em demonstrar ao mercado que atendeu exigências governamentais, - como uma certificação de qualidade. Assim, as vendas intermediárias efetuadas às tradings aparentam maior tranqüilidade, relativamente a determinadas situações de incentivo fiscal, principalmente no âmbito do ICMS, enquanto não ocorre a venda definitiva ao exterior. (prazo de 180 dias) CASOS ESPECIAIS 15 16 Consumo e Uso a Bordo; Exportação em Consignação Exportação com margem não sacada (ex. minerais) Exportação Ficta: Mercadoria não sai do Pais (repetro, venda a órgão, etc.) Operação back to back: triangulação internacional. NEGOCIAÇÃO INTERNACIONAL
Contrato de Compra e Venda 17 Contrato de Compra e Venda 18 Uma vez Identificado: O Mercado potencial; Os canais de Distribuição, As estratégias; Os preços Inicia-se a efetivação da Operação Comercial O Contrato não precisa ter uma forma padrão: pode ser uma Simples Carta ou FAX, que definam as condições. O modelo mais simples é fatura pro forma formaliza e confirma a negociação, desde que devolvido ao exportador, contendo o aceite do importador com as condições estabelecidas. Qualquer que seja o modelo ou a forma, o mais importante é que fiquem determinadas com clareza, as condições de operações, cujos principais componentes são: Contrato de Compra e Venda 19 Contrato de Compra e Venda 20 Qualificação do Exportador e do Importador Nome, endereço, documentos, etc. Classificação Internacional do Produto. Identificação Numérica Comum. Características do Produto Detalhada e precisa descrição técnica, finalidade, composição, peso, volume, etc. Embalagem de apresentação e forma de acondicionamento Indicando peso bruto e volume final para cálculo de frete e para facilitar a escolha de equipamentos e de processos de manipulação. Condição de Venda (Definição das Responsabilidades) Acordo entre o exportador e o importador quanto as tarefas documentais e logísticas; Para que se evite conflitos entre interpretações, recomenda-se utilizar regras internacionais consagradas pela Câmara de Comércio Internacional (CCI) - os Incoterms. Preço na Condição de Venda Deve ser pleno conhecimento das responsabilidades envolvidas na Condição de Venda para que se possa estabelecer o correto preço de custo, para se obter um preço competitivo. Modalidade de pagamento Ponto crítico -> Facilidades vs Riscos!!!
Contrato de Compra e Venda 21 Contrato de Compra e Venda - Resumo 22 Prazo de Entrega Deve-se fixar o prazo necessário a contar da data do recebimento do pedido para disponibilizá-lo nas condições propostas Documentos a serem fornecidos (inclusive quant. de vias) Caso seja necessário laudos, certificados complementares, ou outros documentos para atender legislação, deve ser informado para conhecimento do comprador. Prazo de validade para as condições oferecidas Validade da proposta. Volumes máximos e mínimos ofertados Máximo - depende da capacidade de produção; Mínimo - depende dos custos administrativos e logísticos de viabilidade; Qualificação do Exportador e do Importador Classificação Internacional do Produto. Características do Produto Embalagem de apresentação e forma de acondicionamento Condição de Venda (Definição das Responsabilidades) Preço na Condição de Venda Modalidade de pagamento Prazo de Entrega Documentos a serem fornecidos (inclusive quant. de vias) Prazo de validade para as condições oferecidas Volumes máximos e mínimos ofertados Classificação Internacional do Produto. 23 Classificação Internacional do Produto. 24 A finalidade da nomenclatura é associar um código numérico a cada mercadoria existente; Evitar possíveis engano no enquadramento devido a nomes variados para um mesmo produto: Ex: Mandica = Macaxeira = Aipim Na nomenclatura adotada pelo Brasil este item aparece no Capítulo 7 (Produtos hortículas, plantas, raízes e tuberculos, comestíveis), na Posição 0714 (Raizes de Mandioca, de aratura e de...), e na classificação final 0714.10.00 (raízes de mandioca) Definição: Lista de produtos ordenados numericamente segundos critérios previamente estabelecidos, por conta de princípios lógicos (Constituição, emprego, aplicações, etc.) A descrição parte de características genéricas para as específicas. Facilita o acompanhamento estatístico, aplicação de alíquotas diferenciadas de impostos, etc.! Sofre periódicas reformulações: Exs.: Fio dental, Maquina de escrever, celular.
Classificação Internacional do Produto. 25 26 Nomenclatura da Organização Mundial de Aduanas - OMA; O Brasil ingressou na OMA em 1971 Criaram o Sistema Harmonizado - SH em 1983; A versão atual é a SH - 2001 O SH possui 6 dígitos (nível internacional), permitindo o acréscimo de até 4 dígitos. O Sistema Harmonizado (SH) abrange: Nomenclatura - Compreende 21 seções, composta por 96 capítulos. Os capítulos, por sua vez, são divididos em posições e subposições, atribuindo-se códigos numéricos a cada um dos desdobramentos citados. Enquanto o Capítulo 77 foi reservado para uma eventual utilização futura no SH, os Capítulos 98 e 99 foram reservados para usos especiais pelas Partes Contratantes. O Brasil, por exemplo, utiliza o Capítulo 99 para registrar operações especiais na exportação; Regras Gerais para a Interpretação do Sistema Harmonizado - Estabelecem as regras gerais de classificação das mercadorias na Nomenclatura; Notas Explicativas do Sistema Harmonizado (NESH) NOMENCLATURA COMUM DO MERCOSUL - NCM 27 28 O Brasil, a Argentina, o Paraguai e o Uruguai adotam, desde janeiro de 1995, a Nomenclatura Comum do MERCOSUL (NCM), que tem por base o Sistema Harmonizado, também Composta por 21 Seções e 96 Capítulos. Assim, dos oito dígitos que compõem a NCM, os seis primeiros são formados pelo Sistema Harmonizado, enquanto o sétimo e oitavo dígitos correspondem a desdobramentos específicos atribuídos no âmbito do MERCOSUL. A sistemática de classificação dos códigos na Nomenclatura Comum do MERCOSUL (NCM) obedece à seguinte estrutura: 00 00.00.00
29 Exemplo 30 Código NCM: 0104.10.11 - Animais reprodutores de raça pura, da espécie ovina, prenhe ou com cria ao pé Este código é resultado dos seguintes desdobramentos: Seção I à ANIMAIS VIVOS E PRODUTOS DO REINO ANIMAL Capítulo 01 à Animais vivos Posição 0104 à Animais vivos das espécies ovina e caprina Subposição 0104.10 à Ovinos Item 0104.10.1 à Reprodutores de raça pura Subitem 0104.10.11 à Prenhe ou com cria ao pé Vários documentos exigidos por órgão de comércio exterior, no Brasil, obrigam classificação segundo NCM e Naladi/SH Existe regra/roteiro de interpretação - VER INTERNET