Projeto Supervisionado



Documentos relacionados
O QUE É E COMO FUNCIONA O CREDIT SCORING PARTE I

Gerenciamento de Riscos do Projeto Eventos Adversos

Este capítulo é divido em duas seções, a primeira seção descreve a base de

Construção de Modelos de Previsão de Risco de Crédito Utilizando Técnicas de Estatística Multivariada

Metodologia de Gerenciamento de Projetos da Justiça Federal

O QUE É E COMO FUNCIONA O CREDIT SCORING PARTE II

ORGANIZAÇÃO DESTINATÁRIOS

TÓPICOS AVANÇADOS EM ENGENHARIA DE SOFTWARE

6 Construção de Cenários

TÓPICOS AVANÇADOS EM ENGENHARIA DE SOFTWARE

3 Metodologia de Gerenciamento de Riscos

Processos de gerenciamento de projetos em um projeto

Análise Exploratória de Dados

Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI

7. Análise e comparação dos programas VMI nas empresas XYZ e DEF

Introdução Visão Geral Processos de gerenciamento de qualidade. Entradas Ferramentas e Técnicas Saídas

Curso CPA-10 Certificação ANBID Módulo 4 - Princípios de Investimento


Apresentam-se, neste documento, os tópicos que se seguem.

Pós-Graduação "Lato Sensu" Especialização em Análise de Dados e Data Mining

Engenharia de Software II: Definindo Projeto III. Prof. Msc Ricardo Britto DIE-UFPI

GERAÇÃO DE VIAGENS. 1.Introdução

DISTRIBUIÇÃO DE WEIBULL CONCEITOS BÁSICOS APLICAÇÕES

POLÍTICA DE INVESTIMENTOS

5 Conclusões e Recomendações

DESENVOLVIMENTO DE UM SOFTWARE NA LINGUAGEM R PARA CÁLCULO DE TAMANHOS DE AMOSTRAS NA ÁREA DE SAÚDE

4 Avaliação Econômica

Casos de Sucesso. Cliente. Deloitte Touche Tohmatsu Consultores LTDA

)HUUDPHQWDV &RPSXWDFLRQDLV SDUD 6LPXODomR

Desindustrialização e Produtividade na Indústria de Transformação

O Endividamento das famílias no Brasil

Seleção e Monitoramento de Fundos de Investimentos

Métodos qualitativos: Pesquisa-Ação

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DR. VIEIRA DE CARVALHO

Risco de Crédito. Risco de Crédito. 1. Estrutura de Gerenciamento de Risco de Crédito

Referências internas são os artefatos usados para ajudar na elaboração do PT tais como:

CONCEITOS E MÉTODOS PARA GESTÃO DE SAÚDE POPULACIONAL

CURSO ON-LINE PROFESSOR GUILHERME NEVES

PLANO DE ENSINO. Mestrado em Matemática - Área de Concentração em Estatística

Gerenciamento de Projetos Modulo II Ciclo de Vida e Organização do Projeto

Fases para um Projeto de Data Warehouse. Fases para um Projeto de Data Warehouse. Fases para um Projeto de Data Warehouse

CONCURSO PÚBLICO ANALISTA DE SISTEMA ÊNFASE GOVERNANÇA DE TI ANALISTA DE GESTÃO RESPOSTAS ESPERADAS PRELIMINARES

Engenharia de Software I

Cadastro Positivo Um novo cenário para o crédito no Brasil Agenda

Introdução à Qualidade de Software. Profº Aldo Rocha

Planejamento - 7. Planejamento do Gerenciamento do Risco Identificação dos riscos. Mauricio Lyra, PMP

Decidir como medir cada característica. Definir as características de qualidade. Estabelecer padrões de qualidade

MASTER IN PROJECT MANAGEMENT

A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE CUSTOS NA ELABORAÇÃO DO PREÇO DE VENDA

Ementário do Curso de Administração Grade Administração da Produção I Fase: Carga Horária: Créditos: Ementa:

Gerenciamento do Risco de Crédito

Roteiro para a escrita do documento de Especificação de Requisitos de Software (ERS)

Gerenciamento de Projeto: Planejando os Riscos. Prof. Msc Ricardo Britto DIE-UFPI

Medição de tamanho para Sistemas de Data Mart

O QUE É E COMO FUNCIONA O BEHAVIOR SCORING

Organizaçãoe Recuperaçãode Informação GSI521. Prof. Dr. Rodrigo Sanches Miani FACOM/UFU

1. OUTROS INDICADORES DEMOGRÁFICOS E DE SAÚDE

Gerencie Carteira - PF

17/02/2009. Curso Superior de Tecnologia: Redes de Computadores. Disciplina: Gestão de Projetos de TI Prof.: Fernando Hadad Zaidan. Unidade 2.

GESTÃO DE PROJETOS PARA A INOVAÇÃO

Limites na transferência de riscos para o mercado e implicações na gestão de

PLANEJAMENTO URBANO E DE TRANSPORTES BASEADO EM CENÁRIO DE MOBILIDADE SUSTENTÁVEL O CASO DE UBERLÂNDIA, MG, BRASIL

Conteúdo. Disciplina: INF Engenharia de Software. Monalessa Perini Barcellos

SISTEMAS DE GESTÃO - ERP

Gestão da Qualidade Políticas. Elementos chaves da Qualidade 19/04/2009

Pontos de Função. André Chastel Lima Andréia Ferreira Pinto Diego Souza Campos. Engenharia de Software Mestrado Ciência da Computação - UFMS

CURSO DE GRADUAÇÃO PRESENCIAL SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

Gerenciamento de Projetos Modulo VIII Riscos


Análise de Regressão. Tópicos Avançados em Avaliação de Desempenho. Cleber Moura Edson Samuel Jr

GT-ATER: Aceleração do Transporte de Dados com o Emprego de Redes de Circuitos Dinâmicos. RP1 - Relatório de detalhamento das atividades

Programa de Excelência em Atendimento aos Clientes

ADM041 / EPR806 Sistemas de Informação

Planejamento e Gerenciamento de Projeto de Software

Cenário e Tecnologias de Crédito ANDAP

DATA WAREHOUSE. Introdução

PESQUISA OPERACIONAL: UMA ABORDAGEM À PROGRAMAÇÃO LINEAR. Rodolfo Cavalcante Pinheiro 1,3 Cleber Giugioli Carrasco 2,3 *

ESCOLA SECUNDÁRIA MANUEL DA FONSECA, SANTIAGO DO CACÉM GRUPO DISCIPLINAR: 500 Matemática Aplicada às Ciências Sociais

Seminário Crédito Imobiliário Visão do regulador e o mercado externo Banco Central do Brasil (BCB)

PLANEJAMENTO OPERACIONAL - MARKETING E PRODUÇÃO MÓDULO 3 O QUE É PLANEJAMENTO DE VENDAS E OPERAÇÕES?

Plano de Trabalho Docente Ensino Técnico

O padrão de gerenciamento de projetos

Alerta Colaborador Crítico

Professor Severino Domingos Júnior Disciplina: Gestão de Compras e Estoques no Varejo

Banco do Brasil S.A. Consulta ao Mercado - RFP - Request for Proposa Aquisição de Ferramenta de Gestão de Limites Dúvida de Fornecedor

6 Modelo proposto: projeto de serviços dos sites de compras coletivas

WESTERN UNION CORRETORA DE CÂMBIO S.A. E BANCO WESTERN UNION DO BRASIL S.A. ( WU BRASIL ) Relatório de Gerenciamento de Risco de Crédito

Modelo de Planejamento de Projeto orientado pelo Escopo

Transcrição:

Projeto Supervisionado Caio Almasan de Moura ra: 095620

Indice 1. Introdução 2. Principal Projeto: Modelo de Score 2.1. Objetivo... pg 3 2.2. Agentes Envolvidos... pg 3 2.3. Contextualização... pg 3 2.4. Conceitos... pg 4 2.5. Cronograma... pg 5 3. Escopo para Modelagem 3.1. Linhas de Créditos Consideradas... pg 5 3.2. Poder Preditivo do Modelo... pg 5 4. Análise Univariada... pg 6 5. Análise Bivariada... pg 6 6. Análise Multivariada 6.1. O que é Análise multivariada?... pg 6 6.2. Regressão Logística... pg 7 7. Validação de modelo 7.1. O teste de K-S para duas amostras... pg 7 7.2. O teste do risco relativo... pg 7 8. Estabilidade do modelo final 8.1. Índice de Estabilidade Populacional... pg 8 8.2. Teste KS1... pg 8 9. Conslusão... pg 8

1. Introdução Estágio em Modelagem de Risco de Crédito Intituição: Banco Panamericano Cargo horária: 18 horas semanais ( 6 horas por dia, 3 dias por semana) Principais atividades: Análise de bases no EXCEL e SPSS. calculo de indíces (FPD, FPD2, M3OVER30, PDD entre outros), manutenção dos modelos de crédito para todos os produtos (Veículos, Crédito Pessoal, Crédito Imobiliário, Consórcio, CDC), frequente acompanhamento das noticias macroenomicas que influência diretamente na linha de crédito. 2. Principal Projeto: Modelo de Score 2.1. Objetivo Descrever o procedimento de desenvolvimento do modelo de concessão de crédito para pessoa física na linha de crédito motos do Banco Panamericano. 2.2. Agentes Envolvidos Área de Gerência Executiva de Modelagem do Banco Panamericano. 2.3. Contextualização O modelo desenvolvido tem a finalidade de estimar a probabilidade de inadimplência nas operações de concessão para pessoa física, utilizando horizonte de 9 meses com marcação de atraso no final do período. Este relatório fornece detalhes do desenvolvimento, das análises e dos resultados obtidos.

Na primeira etapa do projeto foram definidas as necessidades e os objetivos do projeto. O segundo passo é caracterizado pela análise do conceito, construção das variáveis, consolidação das bases, definição da técnica a ser utilizada e estimação dos modelos. Para esses modelos a técnica utilizada foi regressão logística. O relatório está organizado da seguinte forma: 2.4. Conceitos Com o objetivo de definir o conceito de inadimplência que seria utilizado na modelagem, foram comparadas as taxas de inadimplência geradas por vários cenários: M6OVER60, M6OVER90, M9OVER60 e M9OVER90. Para maior entendimento, segue abaixo definições e conceitos que serão usados durante a análise: -Out-of-time: Amostra de safras com período posterior ao usado para o desenvolvimento e validação do modelo. -Out-of-sample: Amostra de uma safra atual. -KS (Kolmogorov-Smirnov): Estatística usada para a comparação de distribuição entre duas amostras. -Coeficiente de ROC: Estatística que analisa a capacidade preditiva de um modelo de classificação, baseado nas distribuições acumuladas de bons e maus, para cada faixa de escore. -Gini: Estatística calculada com base no coeficiente de ROC que analisa a capacidade preditiva de um modelo de classificação. -PSI (Population Stability Index): Estatística usada para verificar possíveis distorções no perfil da população em relação à base de referência. É baseada na proporção de indivíduos em cada categoria. -KS1: Estatística também usada para verificar possíveis distorções no perfil da população em relação à base de referência. É baseada na distribuição acumulada de ambas as populações. Escore: Pontuação atribuída pelo modelo de crédito conforme o perfil do cliente e da proposta. 2.5. Cronograma Entrega da base de dados: 09/04/2011

Entrega da base com marcação de atraso de mercado, com conceito de Bancos/Financeiras, feito pela SERASA Experian: 02/05/2011 Entrega dos resultados do desenvolvimento do modelo: 25/05/2011 Entrega da documentação contendo as técnicas e procedimentos utilizados nas fases de desenvolvimento, teste e validação do modelo: 31/05/2011 Implantação do modelo: a ser definido. 3. Escopo para a Modelagem 3.1. Linhas de Crédito consideradas A linha de crédito considerada para desenvolvimento do modelo foi veículos motos, exceto produtos de transferência de dívida, leasing e para pessoa jurídica. 3.2. Poder preditivo do modelo Os índices utilizados para avaliar o poder preditivo do modelo foram KS2, Coeficiente de ROC, Coeficiente de Gini, PSI e KS1. 4. Análise Univariada O que é a análise univariada? Utilizamos a análise univariada para estudar a distribuição de frequência de cada variável separadamente. A partir desta podemos identificar valores inconsistentes, missings, outliers, investigar sua origem e decidir como tratá-los de modo que não comprometam a validade e adequabilidade dos modelos estatísticos. 5. Análise Bivariada

O que é a análise bivariada? O interesse maior na análise bivariada é analisar a relação entre duas variáveis, ou seja, a relação da variável preditora com a variável status que caracteriza o cliente. Os objetivos dessa análise são: Analisar o potencial discriminador de uma variável preditora; Analisar e refinar a categorização das variáveis; Identificar comportamentos estranhos ou inesperados de uma variável; Identificar correlações entre as variáveis preditoras. 6. Análise Multivariada 6.1. O que é a análise multivariada? Conjunto de métodos que permite análise simultânea de duas ou mais variáveis, levando em consideração as correlações existentes, que permitem inferências sobre o conjunto de variáveis em um nível de significância conhecido. 6.2. Regressão logística A técnica utilizada no desenvolvimento dos modelos foi regressão logística. Além de apresentar um custo computacional razoavelmente baixo, seus parâmetros são facilmente interpretáveis. Esse método consiste em estimar a probabilidade através da combinação linear das características preditivas. 7. Validação do Modelo 7.1. O teste de K-S para duas amostras

O KS é uma das medidas de avaliação de performance mais utilizadas no mercado e mede a capacidade do escore de distinguir os bons e maus pagadores. Quanto maior for a estatística de KS, maior será a separação entre os clientes bons e maus. O valor encontrado é a máxima diferença entre as distribuições acumuladas de bons e maus. 7.2. O teste do risco relativo O risco relativo é uma medida de chance dentro de cada classe. Representa o quociente entre a proporção de bons e a proporção de maus na categoria. É uma medida ponderada pelo total em relação ao status do cliente (bom/mau). Quanto maior for o risco relativo, maior será a chance de encontrar clientes bons em relação aos clientes maus dentro de cada classe. 8. Estabilidade do Modelo Final 8.1. Índice de Estabilidade Populacional O ÍEP/PSI é utilizado para comparar as distribuições de variáveis categorizadas. O cálculo é feito através da fórmula seguinte: r IEP ln i r i mi mi Na qual r i é a proporção de indivíduos da categoria i da amostra de referência e m i é a proporção de indivíduos da categoria i da amostra de monitoramento. 8.2. Teste KS1

O KS1 compara distribuições de entrada de propostas observadas no desenvolvimento com a entrada de propostas obtidas em safras mais recentes, ou seja, é a máxima diferença entre as distribuições acumuladas da base de desenvolvimento e da base mensal de monitoramento. O cálculo é feito através da fórmula seguinte: (8.2.1) Em que F r é a distribuição acumulada da amostra de referência (desenvolvimento) e F m é a distribuição acumulada da amostra mensal de monitoramento. 9. Conclusão Baseados em estudos macroeconômicos, estáticos, análise de perfis e com histórico de nossas bases internas, criamos um novo Modelo de Score que já está implantado em nosso sistema. Apesar de estar em vigor há pouco tempo (um mês), alguns estudos já indicam a redução da zona cinzenta e uma melhor distribuição e performance entre os Bons e os Maus clientes. A estimativa é que, em 6 meses, nossos índices de inadimplência sejam reduzidos em até 30%, sem afetar a produtividade do banco, ou até com possível aumento da produção.