ADEQUAÇÃO DO REBORDO EDÊNTULO



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Transcrição:

Alessandra Mota ADEQUAÇÃO DO REBORDO EDÊNTULO Monografia apresentada a Faculdades Unidas do Norte de Minas como requisito parcial à obtenção do Título de Especialista em Periodontia. Orientador: Professor Kleber Silva Davi Goiânia - GO 2011

2 Folha de aprovação Autora: Alessandra Mota. Título: Adequação do rebordo edêntulo Monografia apresentada a Faculdades Unidas do Norte de Minas como requisito parcial à obtenção do Título de Especialista em Periodontia. Data: / / Nota BANCA EXAMINADORA Kleber Silva Davi Especialista em Periodontia Marcos Vinícius Moreira de Castro Mestre em Periodontia Alexandre Lustosa Pereira Mestre em Periodontia Goiânia - GO 2011

3 Dedicatória Dedico este trabalho à Deus, ao meu irmão Paulo Mota e aos meus pais, Paulo e Valdete que sempre foram exemplos de luta e perseverança.

4 Agradecimentos Agradeço, primeiramente, a Deus pela vida, saúde, inteligência e pelas pessoas que colocou em meu caminho. Aos meus pais, pelo carinho e incentivo. Ao meu irmão, que sempre foi um exemplo de luta e humildade Ao mestre professor Marcos Vinícius Moreira de Castro e a todos os professores do curso pelo carinho e paciência. A todos os pacientes pela compreensão dispensada, as quais foram fundamentais para o aprimoramento das técnicas utilizadas. Aos funcionários da EAP que muito contribuíram para o nosso aprendizado.

5 Resumo A periodontia atual pode oferecer aos pacientes recursos técnicos e científicos cada vez mais modernos e semelhantes aos tecidos perdidos; reabilitando proteticamente e periodontalmente grandes problemas clínicos como os defeitos de rebordo, que geram resultados insatisfatórios tanto para o paciente quanto para o clínico que se propõe em reabilitar funcionalmente e esteticamente os espaços edêntulos. Este estudo procurou rever bibliograficamente a problemática que envolve os defeitos de rebordo e apontar quais seriam as técnicas utilizadas e os biomateriais envolvidos nessa adequação. Palavras chave: Rebordo edêntulo; enxerto; prótese.

6 Abstract The actual Periodontology can offer to patients technical and scientific resources more modern and similar tissues to the lost, rehabilitating big clinical problems prosthetic and periodontal such ridge defects cause poor outcomes for both patients and for the dentist who intends to functionally and aesthetically rehabilitate the edentulous spaces. This study sought to review bibliographically problem involving defects in the alveolar ridge and point out what are the techniques and the biomaterials involved in this adaptation. Key-words: Edentulous ridge, graft, prosthesis..

7 Sumário Resumo... 05 Abstract... 06 Lista de tabelas... 08 1. Introdução... 09 2. Revisão de Literatura... 10 3. Metodologia... 15 3.1 Critérios de inclusão e exclusão... 15 3.2 Modalidades de tratamento... 15 4. Resultados... 16 5. Discussão... 18 6. Conclusões... 20 Referências... 21 Apêndices... 23 APÊNDICE A Termo de Consentimento Livre e Esclarecido... 23 APÊNDICE B Esclarecimento aos pacientes... 24 APÊNDICE C - Ficha de anamnese... 25

8 Lista de tabelas Tabela 1 - Avaliação dos casos selecionados para tratamento de rebordo do curso de Especialização em Periodontia das Faculdades Unidas do Norte de Minas no período de 2009 a 2011 16

9 1 Introdução Atualmente, a odontologia vem buscando uma evolução contínua assim como o refinamento dos materiais odontológicos e técnicas terapêuticas desenvolvendo uma nova esfera no tratamento dentofacial para proporcionar uma estética mais favorável ao paciente. Na grande maioria das perdas dentárias por qualquer motivo, envolvendo trauma, doença periodontal, cárie ou patologias, há um efeito direto ou indireto na deteriorização dos tecidos do rebordo alveolar causando dano estético localizado. Assim, métodos de prevenção de danos dentários e recursos periodontais como enxerto de tecido mole associado ou não com membrana ou materiais de preenchimento tem promovido um reparo mais favorável ao paciente auxiliando no resultado do processo de reabilitação protética. A aceitação generalizada e a utilização das cirurgias periodontais estão sendo grandes auxiliares na terapia protética tanto na preparação de um sítio de implante quanto para melhorar a adaptação e função de uma futura prótese. Este estudo tem por objetivo revisar a literatura analisando sobre as diferentes possibilidades de amenizar ou corrigir defeitos de rebordo alveolar, avaliando os métodos disponíveis, bem como as vantagens e desvantagens de cada técnica, fornecendo, assim, algumas informações ao cirurgião-dentista sobre os benefícios da periodontia estética e corretiva como parte integrante na busca pela satisfação estética e funcional do paciente.

10 2 Revisão da Literatura Amler et al.(1960) constaram que após uma exodontia sem complicações, inicialmente é formado um coágulo que preenche todo o alvéolo residual e após sete dias este é substituído por tecido de granulação, havendo a epitelização e formação de tecido conjuntivo jovem geralmente no quarto dia e a formação de tecido osteóide por volta do sétimo dia. No 28º dia dois terços do alvéolo está preenchido por osso. Abrams (1971, 1980) descreveu o procedimento do enxerto em rolo ou dobradura, envolvendo a preparação de um enxerto pediculado de tecido conjuntivo da região palatina, que é subsequentemente colocado em um espaço subepitelial na região vestibular. O retalho em pedículo mantinha-se vascularizado e proporcionava reparação do rebordo. Tal procedimento é utilizado no tratamento de pequenos ou médios defeitos de rebordo. Esta técnica permite o aumento de volume tecidual, apical e vestibularmente, na área cervical resultando no sítio receptor um aspecto normal, assemelhando-se à eminência produzida pelas raízes dos dentes adjacentes. Langer e Calagna (1980) preconizaram uma técnica de enxerto de tecido conjuntivo em que o sítio doador é o palato. Um retalho dividido é levantado na crista do rebordo e o tecido conjuntivo doado é colocado em posição e suturado, foi feito o desgaste do pôntico para adaptação desta nova dimensão do rebordo. Foi observado aumento de rebordo estável dois meses após o procedimento cirúrgico. Allen et al. (1985) descreveram duas classificações diferentes pra o defeito de rebordo: a primeira de acordo com a localização, tipo A: perda ápico-coronal; tipo B: perda vestíbulo-lingual; tipo C: perda em ambas as direções; a segunda determina a profundidade do defeito, leve: menor que 3 mm; moderada: 3 a 6 mm; avançada: maior que 6 mm. Tal classificação geralmente é citada em conjunto, exemplo: tipo A moderada. Foi relatado neste trabalho 21 casos envolvendo 26 sítios de deficiência de rebordo. Dez dos 12 sítios onde foram utilizados hidroxiapatita houve duas recidivas, ao passo que nos sítios onde foram utilizados a técnica do tecido conjuntivo apesar de uma melhora do rebordo residual, apresentaram retração. Também foi definido que

11 o sucesso cirúrgico depende da execução criteriosa de várias condições tais como: A profundidade de sondagem dos dentes vizinhos ao rebordo desdentado deve ser rasa. Se houver bolsas, devem ser tratadas antes do procedimento cirúrgico para aumento de rebordo. Precisa haver faixa adequada de mucosa queratinizada nos dentes adjacentes, para suportar os procedimentos cirúrgicos e restauradores. Caso seja necessário, deve-se proceder a um enxerto gengival livre para suprir a ausência desta mucosa. Deve haver quantidade e qualidade de tecido mole na área edêntada, para permitir suficiente afastamento, prevenindo também a possível dilaceração do retalho. A deficiência de tecido mole nesta área precisa ser reparada antes da colocação do enxerto. Incisões relaxantes (verticais) devem ser feitas fora dos sulcos dos dentes vizinhos, permitindo completa oclusão do tecido mole e prevenindo a extrusão de partículas de implante por esta área. O afastamento mucoperiosteal precisa ser limitado ao local do defeito e o material do enxerto deve ser colocado sem pressão excessiva, prevenindo seu deslocamento. As próteses provisórias devem ser ter um alívio suficiente para evitar qualquer pressão sobre o retalho durante a cicatrização. Sempre que possível, próteses removíveis não devem ser usadas por mais de uma semana. Um mínimo de seis semanas deve proceder procedimentos restauradores, permitindo maturação suficiente do tecido, anterior aos preparos coronais e moldagem. Miller (1986) descreveu uma técnica simplificada para aumento de rebordo em áreas onde próteses fixas estão instaladas. Em dez pacientes com rebordo deficiente tipo B moderado e tipo C leve (6 pacientes com PPF existente e 4 sem PPF). O procedimento consistia em uma incisão vertical próximo ao local de defeito criando um túnel com retalho dividido onde este foi preenchido com enxerto subepitelial, melhorando a estética final, criando um rebordo convexo assemelhando-se à eminência produzida pelas raízes dos dentes adjacentes sem remoção da prótese definitiva. Seibert (1990) prova que, perda dental por trauma,perda óssea periodontal e complicações relacionadas a implantes dentários são relacionados a deformidades do rebordo alveolar.estas deformidades foram classificadas como classe I: perda vestibulolingüal; classe II: perda apicocoronária; classe III: perda em ambas as direções.

12 Seibert (1991) descreveu sobre indicações das técnicas cirúrgicas nas diferentes classe de defeitos de rebordo. Nos casos de classe I, perda em espessura, foi sugerido o enxerto subepitelial e conjuntivo. Já nos casos de classe II e III, perda em altura e altura e espessura, respectivamente, sugeriuse mais de um procedimento para um maior preenchimento. Scharf e Tarnow (1992) apresentaram uma modificação da técnica de dobradura de Abrams (1980). Nessa modificação o epitélio da área doadora é preservado. Nessa técnica realiza-se retalho dividido do rebordo em direção ao palato levantando o epitélio em forma de pedículo. Então na base do pedículo é feita uma incisão até o periósteo onde todo o tecido nesta região até próximo ao rebordo é rotacionado por retalho total para a vestibular. Este pedículo de tecido conjuntivo, então, dobrado pra o espaço vestibular é preso por suturas. O epitélio primeiramente rebatido é reposicionado no palato e fixado por suturas. Devolvendo assim, o formato do rebordo e a área doadora permanecia protegida com o epitélio favorecendo o período pós-operatório. Schwartz e Chaushu (1997) acompanharam por sete anos implantes colocados imediatamente após a extração dentária onde foi enxertado osso autógeno adjacente ao sítio do implante e ao defeito alveolar com retalho posicionado coronalmente sem uso de membranas. Goldstein (1998) descreveu um caso em que dois implantes foram instalados num rebordo deformado por trauma, com estética deficiente e dificuldade de manutenção. Foi realizado um enxerto de tecido conjuntivo subepitelial recobrindo os implantes e aumentando o rebordo com posterior confecção de prótese parcial fixa. Harris (2001a) avaliou três procedimentos cirúrgicos com a capacidade de aumentar a espessura do tecido queratinizado: o enxerto gengival livre, enxerto de tecido conjuntivo autógeno e matriz dérmica acelular. Todos os procedimentos cirúrgicos resultaram em aumento estatisticamente significativo na espessura do tecido queratinizado. De acordo com o autor, a diferença mais observada entre os procedimentos foi a dor pós-operatória, que apresentou-se maior nos pacientes tratados com enxerto gengival livre. Esses pacientes tomaram mais medicação analgésica e por maior período de tempo.

13 Tais problemas não aconteceram com o enxerto de tecido conjuntivo ou com a matriz dérmica acelular. Em todos os casos, a dor cedeu. Harris (2001b) descreveu um caso em que para conseguir aumento quantidade de tecido queratinizado em torno de quatro implantes foi utilizado matriz dérmica acelular colocada sobre o osso, resultando aumento quantidade de tecido queratinizado. Entretanto, os achados clínicos e os níveis de dor da paciente ao longo da cicatrização se assemelharam a um procedimento de desnude. Além disso, o exame histológico do tecido formado em torno dos implantes mostrou que a matriz dérmica acelular não se incorporou ao resultado. De acordo com o autor, a matriz dérmica acelular pode ter atuado como bandagem ou teve alguma outra função passiva, mas não participou ativamente da cicatrização. Baseado nos resultados desse estudo, a dinâmica da cicatrização de uma matriz dérmica acelular é possivelmente diferente de um enxerto gengival livre, e o uso de matriz dérmica acelular colocada sobre o osso não parece ser uma boa técnica para aumentar a quantidade de tecido queratinizado. Duarte et al.(2004) concluíram que a matriz dérmica acelular possibilita a prevenção da transmissão viral e de antígenos, afinal estes dependem da presença de células. Foi feita a exclusão do epitélio, preservando a membrana basal para facilitar a migração epitelial, principalmente quando o enxerto não pode ser totalmente coberto pelo retalho deslocado, a matriz extracelular é preservada intacta, quando o tecido conjuntivo e o suprimento sangüíneo têm sua estrutura original mantida. Esta matriz possui dois lados: de um o tecido conjuntivo, de outro a membrana basal. Gasparini (2004) descreveu que após a realização de uma técnica de enxerto conjuntivo subepitelial obteve ganho considerável de volume de tecido mole, tanto no sentido ápico-coronário quanto no vestíbulo-lingual, em uma região de defeito ósseo classe III. Casado et al. (2010) avaliaram clinica e histologicamente tecidos formados em alvéolos humanos de 46 pacientes preenchidos com proteína morfogenética e matriz orgânica bovina isoladamente ou em conjunto com membranas absorvíveis, imediatamente após a extração. Concluíram que

14 ambos os grupos mostraram preservação de rebordo mostrando osso viável para futura instalação de implantes. Sohn et al. (2010) investigaram por meio de estudos clínicos e histológicos a eficácia da técnica de sanduíche para aumento ósseo vertical na região posterior de mandíbula atrófica em três pacientes. Realizaram completa osteotomia empregando dispositivo piezoelétrico para criar osso segmentado na área edêntula atrófica possibilitando elevar 6mm verticalmente. Materiais de enxerto mineral foi interposto no espaço entre o osso basal e segmentado. Após 5 meses, biópsias ósseas foram realizadas nas áreas enxertadas mostrando a neoformação de osso favorável sem inflamação.

15 3 Metodologia 3.1 Critérios para inclusão e exclusão A amostra compreendeu indivíduos com indicação para cirurgia de rebordo alveolar no Curso de Especialização em Periodontia do Curso de Especialização em Periodontia das Faculdades Unidas do Norte de Minas no período de 2009 a 2011.. 3.2 Modalidades de tratamento Os indivíduos diagnosticados no critério 3.1, após aceitação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, foram submetidos a cirurgias de rebordo alveolar. As necessidades foram avaliadas pelo corpo docente do Curso de Especialização em Periodontia do Curso de Especialização em Periodontia das Faculdades Unidas do Norte de Minas no período de 2009 a 2011..

16 4 Resultados Os resultados obtidos estão resumidos na tabela 1 Tabela 1 Avaliação dos casos selecionados para tratamento de rebordo do curso de Especialização em Periodontia das Faculdades Unidas do Norte de Minas no período de 2009 a 2011 Paciente Gênero Cirurgia Resultados 1 Masculino Implante já instalado na região do dente 14, posteriormente, enxerto de tecido conjuntivo 2 Feminino Enxerto de tecido conjuntivo na região do dente 12 3 Feminino Enxerto utilizando a técnica de dobradura na região anterior (12-22) 4 Masculino Enxerto de tecido conjuntivo na região do dentes (13-14) 5 Feminino Enxerto de tecido conjuntivo na região dos dentes 12 e 21 7 Masculino Gengivectomia de bisel interno com regularização ressectiva de rebordo superior (região do 16 e 17) Satisfatório Satisfatório Satisfatório Satisfatório Satisfatório Satisfatório

17 Paciente Gênero Cirurgia Resultados 8 Masculino Gengivectomia de bisel Satisfatório interno com regularização ressectiva de rebordo superior (região do 25, 26, 27 e 28) 9 Feminino Enxerto conjuntivo para aumento de rebordo vestibular para elemento suspenso de prótese fixa (região do 12) Satisfatório

18 5 Discussão O contorno anormal do rebordo pode criar discrepâncias gengivais e problemas estéticos para o clínico, como: falta do perfil de emergência do pôntico sobre o rebordo, a falta de saliência radicular, falta de gengiva marginal e papila interdental ocasionando áreas triangulares escuras nas ameias. Além de representar um problema estético, afeta a fonética e apresenta um fator de impacção alimentar. A proporção normal e simétrica da gengiva é necessária para otimizar a estética, proporcionando um equilíbrio entre os tecidos gengivais e dentários. As deformidades do rebordo foram classificadas por Seibert (1990) em classe I (perda vestibulolingual), classe II (perda apicocoronária) e classe III (perda em ambas as direções); Allen et al. (1985) mostraram duas classificações diferentes: a primeira de acordo com a localização, tipo A: perda apicocoronária; tipo B: perda vestibulolingual; tipo C: perda em ambas as direções; a segunda determina a profundidade do defeito, leve: menor que 3 mm; moderada: 3 a 6 mm; avançada: maior que 6 mm. Amler et al. (1960) relataram a formação de osso em 2/3 alvéolo em 28 dias após a extração dentária; Schwartz-Arad e Chaushu (1997) colocaram implantes imediatamente após extrações e empregaram osso autógeno adjacente ao sítio do implante; Goldstein (1998) realizou enxerto de tecido conjuntivo subepitelial em implantes já instalados, aumentando o rebordo, o que melhorou a estética. Abrams (1980) descreveu a técnica de enxerto de tecido conjuntivo removendo epitélio da região palatina e girando o conjuntivo subjacente para o defeito de rebordo vestibular; Gasparini (2004) apresentou uma nova abordagem desta técnica; Langer e Calagna (1980), Goldstein (1998) e Gasparini (2004) empregaram enxerto subepitelial de tecido conjuntivo tendo como área doadora o palato; Allen et al. (1985) utilizou enxerto de tecido conjuntivo fibroso e hidroxiapatita, sendo que o primeiro apresentou melhora do rebordo e o segundo de 12 casos apenas 2 mostraram recidivas; Miller (1986) sugeriu o conjuntivo em túnel; Seibert (1991) mostrou que para cada diagnóstico de defeito de rebordo existe uma técnica cirúrgica mais indicada Scharf e Tarnow (1992) modificaram a técnica de Abrams (1980), preservando

19 o epitélio da região palatina por meio de retalho dividido, proporcionando um melhor pós-operatório da área doadora; Harris (2001a), Harris (2001b) e Duarte et al. (2004) utilizaram matriz dérmica acelular. Sohn et al. (2010) investigaram a eficácia da técnica de sanduíche para aumento ósseo vertical na região posterior de mandíbula atrófica. Casado et al. (2010) avaliaram tecidos formados em alvéolos humanos preenchidos com proteína morfogenética e matriz orgânica bovina isoladamente ou em conjunto com membranas absorvíveis, imediatamente após a extração

20 6 Conclusões Conforme a discussão apresentada, a periodontia atual nos fornece várias técnicas, métodos e materiais que mudam completamente a visão da periodontia, que antes sendo unicamente corretiva e ressectiva, e agora busca a recriação do contorno e cor gengival ideal que proporcione a excelência do sorriso do paciente com harmonia e naturalidade. A prevenção de perdas dentárias sendo um método de evitar colapso do rebordo e consequentemente anormalidades do contorno gengival. Porém, existe, também, a possibilidade de amenizar as reabsorções pósexodontias, utilizando biomateriais e assim evitar a instalação de defeitos de rebordo. Para cada diagnóstico de defeito de rebordo existe uma técnica cirúrgica mais indicada, em que deve ser avaliado a quantidade e qualidade óssea do rebordo alveolar, se existe processo inflamatório para a colocação de implantes durante ou após exodontias. Na implantodontia a correção do rebordo anormal com enxerto autógeno proporciona um melhor prognóstico quanto a estética e função.

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23 APÊNDICES APÊNDICE A - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido Projeto Tratamento de rebordo para implantes e próteses -AUTORIZAÇÃO PARA REALIZAÇÃO DE EXAME E TRATAMENTO Eu,, abaixo assinado, dou pleno consentimento à pesquisadora Alessandra Mota, para as cirurgias necessárias ao meu tratamento. Declaro que fui informado, em linguagem acessível sobre o projeto. Tenho pleno conhecimento de que o questionário de saúde preenchido tem a finalidade de auxiliar a Equipe Odontológica a conhecer minhas condições de saúde bucal e meu estado geral, que podem influir no meu tratamento. Essas informações por mim fornecidas, são confidenciais e resguardadas pelo Segredo Profissional (Art. 3º, II e 4º, IV do código de ética odontológico). Estou ciente de que serei atendido em uma Instituição de Ensino e que me submeterei a exames laboratoriais e radiológicos, quando necessário, com a finalidade de diagnóstico, que tem como principal objetivo o aprendizado para estudantes e profissionais de Odontologia. Concordo também com a utilização de meus dados para o presente protocolo. Estou ciente de que posso desistir do presente estudo quando bem entender. Declaro, sob as penas da lei, serem verdadeiras todas as informações prestadas, para a realização do tratamento. Local.../.../20.... Assinatura do Paciente ou Responsável Legal

24 APÊNDICE B Esclarecimento aos pacientes Esclarecimento aos participantes do projeto tratamento de rebordo para implantes e próteses Com o avanço na odontologia nos dias atuais, podemos contar com técnicas inovadoras que visam o melhor tratamento para o paciente. Quando extraímos um dente ou quebramos o osso da boca, pode resultar em um defeito que, por vezes, incomoda o paciente na estética. Para repararmos estes problemas, realizaremos enxerto para fazer implante ou prótese. Você participará de uma pesquisa para tratamento da área sem dentes, com ou sem implante, os pacientes receberão enxerto com tecido conjuntivo, tecido ósseo ou ambos. Agradecemos a sua participação. Atenciosamente, Alessandra Mota Pesquisadora do projeto Tratamento de rebordo para implantes e próteses

25 APÊNDICE C - Ficha de anamnese Número da ficha: - FICHA DE ANAMNESE - Data do exame: / / Nome: Centro: Gênero: ( ) feminino ( ) masculino Cor: ( ) Branco ( ) Preto ( ) Pardo ( ) Indígena ( ) Amarelo Idade (em anos): Data de nascimento (dd/mm/aaaa): / / Estado civil: ( ) solteiro(a) ( ) casado(a) ( ) viúvo(a) ( ) separado(a) ( ) divorciado(a) ( ) vive com parceiro(a) Naturalidade (estado aonde nasceu): Local de residência: ( ) zona urbana ( ) zona rural Local de trabalho: ( ) zona urbana ( ) zona rural ( ) não trabalha Bairro: Município: Estado: Profissão: INVENTÁRIO DE SAÚDE PARA PROFILAXIA ANTIBIÓTICA Alguma alteração cardiovascular ( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei Qual? Tem ou teve endocardite bacteriana? ( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei Utiliza válvula cardíaca? ( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei Qual? É diabético(a)? ( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei Tipo? ( ) I ( ) II Foi submetido à cirurgia para colocação ( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei de prótese articular? Quanto tempo? ( ) Até 2 ( ) mais ( ) Não sei anos que 2 anos Tipo da prótese ( ( ) Sem ( ) Não sei )Cimentada cimento É imunossuprimido (a)? ( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei Por que? ( ) Doença ( ) Droga ( ) Radiação Citar É portador (a) de hemofilia? ( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei É portador (a) de artrite reumatóide? ( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei É portador (a) de lupos eritematoso? ( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei Possui subnutrição grave? ( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei OBSERVAÇÕES:

26 Autorizo cópia total ou parcial desta obra, apenas para fins de estudo e pesquisa, sendo vedado qualquer tipo de reprodução para fins comerciais sem prévia autorização específica do autor. Alessandra Mota Goiânia (GO), fevereiro de 2011.