Descargas Luminescentes e Sputtering

Documentos relacionados
SIMULAÇÃO DA DEPOSIÇÃO DE FILMES FINOS ATRAVÉS DO PROGRAMA SIMTRA. 1

Oxidação térmica e processos PECVD

Ciência e Tecnologia de Filmes Finos. Aula Cinética dos Gases (Cap.2/Smith) (detalhes)

PREPARO DE FILMES CONTENDO ACETILACETONATO DE ALUMÍNIO. PREPARATION OF FILMS CONTAINING ALUMINIUM ACETYLACETONATE.

Introdução à FIB Focused Ion Beam. Henrique Limborço Microscopista CM-UFMG Prof. Departamento de Física UFMG

DETECTORES DE RADIAÇÃO

Microfabricação em Substrato - II. Dry Etching. Corrosão anisotrópica de Si em plasma de SF 6

TESE DE DOUTORADO JOSÉ AMÉRICO DE SOUSA MOURA NATAL-RN, BRASIL POR

SOLDAGEM. Engenharia Mecânica Prof. Luis Fernando Maffeis Martins

Deposição Física de Vapores Physical Vapour Deposition (PVD)

5 Crescimento de filmes de Ti-B-N

Análise de alimentos II Introdução aos Métodos Espectrométricos

RAIOS-X (RAIOS RÖNTGEN)

RAIOS-X (RAIOS RÖNTGEN)

1 Introdução O diborato de titânio (TiB 2 )

Processo de soldagem: Os processos de soldagem podem ser classificados pelo tipo de fonte de energia ou pela natureza da união.

PRODUÇÃO DE RAIOS X. Produção de raios X Tubo de raios X. Produção de raio x Tubo de raios X

SEL PRINCÍPIOS FÍSICOS DE FORMAÇÃO DE IMAGENS MÉDICAS. Prof. Homero Schiabel

Centro Universitário Padre Anchieta

9.1. Introdução Contexto (das aulas) Contexto (nosso processo)

CVD Deposição de Vapor Químico

Estudo da excitação e ionização atômicas (experimento de Franck-Hertz)

QUI 154 Química Analítica V. Aula 3 - Espectrometria de absorção atômica (AAS)

Quantização da Carga, Luz e Energia

ESZO Fenômenos de Transporte

Geração de Energia Elétrica

QUI 072 Química Analítica V. Aula 5 - Espectrometria de absorção atômica

Produção e qualidade dos raios X - Parte 1. FÍSICA DAS RADIAÇÕES I Paulo R. Costa

Introd. Física Médica

4 Crescimento de filmes de TiB 2

Física de Plasmas Introdução. Carlos Alexandre Wuensche Processos Radiativos I

2. Propriedades Corpusculares das Ondas

FONTES DE ENERGIA FONTES DE ENERGIA

7.2. Deposição por CVD 7.3. Dopagem por difusão

Interação da radiação com a matéria

interação feixe de elétrons-amostra [3] Propriedades do elétron:

Ondas em Plasmas (Capítulo 4) Referência: F. F. Chen Introduction to Plasma Physics

LISTA 1 PARA ENTREGAR. Raios ultravioletas

Expansão Térmica de Sólidos e Líquidos. A maior parte dos sólidos e líquidos sofre uma expansão quando a sua temperatura aumenta:

Fundamentos de Fabricação de Circuitos Integrados

QUI 154 Química Analítica V. Aula 3 - Espectrometria de absorção atômica (AAS)

JUNÇÕES EM SEMICONDUTORES. Sumário

ELETRÓFORO DE VOLTA e GARRAFA DE LEYDEN. RELATÓRIO Fazer desenhos esquemáticos para ilustrar os fenômenos.

MEDINDO TRABALHO E CALOR

Técnicas de Caracterização de Materiais

DEPOSIÇÃO DE FILMES DE TiN E TiO POR TRIODO-MAGNETRON- SPUTTERING

CINÉTICA QUÍMICA PROFª SIMONE

Dosimetria e Proteção Radiológica

Introdução às interações de partículas carregadas Parte 1. FÍSICA DAS RADIAÇÕES I Paulo R. Costa

Física Moderna II Aula 08. Marcelo G Munhoz Edifício HEPIC, sala 202, ramal

Plasma-LIITS Equipamentos e Processos

Propriedades Físicas da Matéria

4º bimestre - Volume 3, Capítulo 19

Física do Estado Sólido: Sólidos Condutores

Nanotecnologia Relacionada aos Processos de Deposição a Vácuo

CAPÍTULO 1 Quantidades e Unidades 1. CAPÍTULO 2 Massa Atômica e Molecular; Massa Molar 16. CAPÍTULO 3 O Cálculo de Fórmulas e de Composições 26

Física III. Capítulo 02 Eletrostática. Técnico em Edificações (PROEJA) Prof. Márcio T. de Castro 18/05/2017

POR QUE ESTUDAR O ARCO ELÉTRICO?

Departamento de Matemática e Ciências Experimentais Planificação Anual. Física e Química A 10º ano 2014 / º Período

CORRENTE. Profº Almir Batista. ELÉTRICA Caderno 1 Frente 3 Módulos 1 e 2

Corrente Elétrica. Caderno 1 Frente 3 Módulos 1 e 2 Páginas 258 e 259. Profº Almir Batista

SEMICONDUTORES. Condução Eletrônica

Universidade Federal do Rio de Janeiro Instituto de Física Física IV 2019/1 Lista de Exercícios do Capítulo 5 Origens da Teoria Quântica

Obtenção de Materiais por CVD

25/Mar/2015 Aula /Mar/2015 Aula 9

Preparação de Amostras para MET em Ciência dos Materiais

1. Na aula de química, uma aluna apaixonada uniu alguns elementos químicos e fez a seguinte declaração de amor:

Laboratório de Sistemas de Detecção Seminários do LSD. Rio de Janeiro, Brasil 11 de Outubro de Detectores a Gás

Teoria de bandas nos sólidos

Transferência de Calor

Programa de pós-graduação em Física

Bombas de vácuo mecânicas, turbomoleculares e roots. Sensores, conexões, câmaras de vácuo e acessórios

Transcrição:

Descargas Luminescentes e Sputtering (Disciplina CTFF Prof. Humberto. Adaptado de Smith, Caps. 8 e 9) 8.5.4 Sputtering O sputtering é um tipo de bombardeamento iônico o qual afeta a superfície de um material e também as regiões sub-superficiais. A erosão por sputtering de um material sólido é largamente utilizada como fonte de vapor para deposição de filmes finos por causa de uma combinação de vantagens sobre as outras técnicas: (i) qualquer material pode ser volatilizado por sputtering (ii) compostos são volatilizados estequiométricamente (ou quase) (iii) (iv) (v) a deposição pode ser realizada em grandes áreas a distribuição de energias cinéticas dos átomos ejetados por sputtering cai prioritariamente dentro de uma faixa na qual os átomos quando chegam à superfície do filme podem deslocar os átomos superficiais sem provocar danos sub-superficiais no filme. o sputtering pode ser usado para limpar os substratos antes da deposição Sputtering por feixe iônico: No sputtering por feixe iônico, os íons (geralmente de gases nobres) são gerados num plasma, porém este plasma é confinado espacialmente em um canhão iônico (Fig), de maneira que o plasma não tem contato direto com a superfície do alvo. Os íons gerados no plasma são posteriormente acelerados para o alvo (cátodo) em forma de feixe paralelo através da aplicação de uma diferença de potencial (~1kV). Após a colisão com o alvo os átomos deste são ejetados * emergem com uma distribuição aproximadamente cossenoidal. A melhor posição para colocar o substrato é diretamente em frente ao alvo. Quando o material do alvo é condutor o processo pode ser conduzido desta maneira sem nenhum problema, porém quando o alvo é isolante geralmente ocorre um efeito de carregamento: a corrente * chamaremos os átomos emitidos pelo processo de sputtering de sputerados - que o Português nos perdoe! 1

iônica (positiva) que chega tem a tendência de carregar o alvo positivamente, já que as partículas que emergem do alvo nesta configuração são geralmente neutras. Para contornar o problema geralmente utiliza-se um filamento aquecido emissor de elétrons nas proximidades para neutralizar a superfície. O processo de sputtering por feixe iônico realizado a baixas pressões (digamos menores que 10-4 torr, ou Kn > 1). Quanto menor for a pressão na câmara melhor. Isto é importante para evitar contaminações e também para evitar o choque dos íons acelerados com moléculas de gás presentes no sistema. Sputtering YIELD O yield de sputtering Y S é basicamente o número médio de átomos do alvo que um íon incidente (a determinada energia) consegue ejetar: Y S = número de átomos ejetados / número de íons incidentes O yield depende da energia do íon incidente, da relação de massas entre o íon incidente e do alvo, e das energias de ligação e deslocamento dos átomos do alvo. Para incidência perpendicular à superfície: onde: - calor latente de sublimação H S Y S = 4.2αS S H n 2

S n - potencial de frenagem nuclear α = α M t / M ) ( i Sputtering por descarga luminescente: Vamos ver com maior detalhe a seguir, após estudarmos as características das descargas. 3

9. Descargas Luminescentes 9.1 Reações por Impacto Eletrônico Efeito Frank-Condon (Fig.9.1) Exemplo: Reações de impacto SiH 4 (Fig.9.2) Condutividade do plasma: eq.9.13 9.2 Estrutura do Plasma Comprimento de Debye Oscilações de plasma/ freqüência de plasma 4

Sheath: bainha, capa. Largura da bainha Região escura - colunas 9.3 Excitação DC Choque de elétrons com ânodo: L. p = 40Pa. cm 9.3.2. PECVD 9.3.3. Sputtering termalização íons negativos sputtering reativo magnetron 9.4 Efeitos de Frequência baixa freqüência transição para alta freqüência stress tensivo x compressivo Exemplos interessantes: PECVD: a-si:h PECVD: a-sin:h 5

9.7 Conclusões O plasma por descarga luminescente é uma fonte conveniente e versátil de partículas energéticas para ativação de processos de deposição de filmes finos. É caracterizado por baixa T do gás e por uma T dos elétrons muito maior, a qual é forçada pela injeção de energia elétrica ao sistema. Os radicais livres gerados pelo impacto dos elétrons podem ativar reações de CVD a temperaturas muito menores que as necessárias no CVD térmico, permitindo portanto a preparação de materiais sensíveis a altas temperaturas. A bainha de carga espacial positiva acelera os íons positivos para as superfícies circundantes. Os íons atingem estas superfícies com energias de 10 a 1000eV. Estes íons são úteis para o sputtering do material fonte e também para as modificações estruturais dos filmes durante as deposições. Glossário: Cátodo/catodo: do gr. káthodos, descida. A pronúncia correta, cátodo, quase não tem uso no Brasil. Cf. ânodo.] Referências D.L. Smith. B. Chapman. Glow Discharge Processes 6