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Transcrição:

Projeto de Reestruturação do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo

Objetivo Fortalecimento da iniciativa do ponto de vista institucional, financeiro e político, tendo em vista responder às demandas e desafios com os quais o Pacto se depara, com destaque para: Aumento contínuo do número de signatários Necessidade de maior estrutura para responder às necessidades das empresas signatárias no que concerne aos compromissos firmados Maior capacidade para os esforços de internacionalização da iniciativa

Estrutura atual Organizações do Comitê de Coordenação e Monitoramento e suas responsabilidades Instituto Ethos: promoção do diálogo social junto às empresas, engajando-as no Pacto e orientando-as na implementação dos compromissos assumidos e outras ações de responsabilidade social empresarial. Instituto Observatório Social: de manter e sofisticar a plataforma virtual de monitoramento do Pacto Nacional, assim como conduzir anualmente o processo de monitoramento dos signatários e produzir relatórios sobre o desempenho das empresas

Estrutura atual Organização Internacional do Trabalho: promoção do diálogo social junto a Governos, Representantes de Trabalhadores e Empregadores, no âmbito nacional e internacional, com a finalidade de promover o Pacto e engajar novos atores com o compromisso. ONG Repórter Brasil: mapeamento das cadeias produtivas nos diversos setores produtivos com base na Lista Suja do Trabalho Escravo, manutenção do site. Secretaria Executiva do Pacto: em processo de transição da Repórter Brasil para o Instituto Ethos É papel de cada instituição atender às demandas dos signatários e de empresas que ainda não assinaram o Pacto, assim como realizar palestras e treinamentos sobre o combate ao trabalho escravo e boas práticas corporativas.

Nova estrutura proposta Conselho Orientador do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo Comitê de Coordenação e de Relacionamentos Grupo de empresas apoiadoras da reestruturação do Pacto (temporário) Secretaria Executiva Signatários

Nova estrutura proposta Conselho Orientador do Pacto: formado por signatários do Pacto, com representação de empresas, trabalhadores e sociedade civil, tratará sobre a conjuntura do trabalho escravo e caminhos que o Pacto deve seguir para seu combate. Comitê Gestor e de Relacionamentos: será composto pelo Instituto Ethos e a OIT, responsáveis pela promoção do diálogo social e responsabilidade empresarial junto às empresas signatárias do Pacto. Grupo de Empresas apoiadoras da reestruturação do Pacto: será temporário. Estas empresas apoiam financeira e politicamente a transição do Pacto, além de apoiar o Comitê no processo de transição, trazendo o ponto de vista das empresas para este período de transição.

Nova estrutura proposta Secretaria Executiva: Ficará alocada em primeiro momento no Instituto Ethos, e caminhará para fundar uma pessoa jurídica independente para o Pacto (previsto para 2014). Monitoramento: -Plataforma de Monitoramento das empresas signatárias: continuará sendo administrada pelo Instituto Observatório Social

Nova estrutura proposta Pesquisas Pesquisas de cadeia produtiva, com base na Lista Suja do Trabalho Escravo : o Pacto continuará realizando estas pesquisas em parceria com a Repórter Brasil, seguindo a metodologia atual, que privilegia o diálogo e não divulga publicamente os resultados. (OBS. A Repórter Brasil, IOS ou outras organizações do Conselho Orientador que por ventura realizarem pesquisas e estudos de cadeia deverão deixar claro que estes estudos não foram realizados por iniciativa do Pacto).

Nova estrutura proposta Pesquisas setoriais e de contexto: o Pacto passará a realizar pesquisas para analisar a situação econômica de setores críticos da economia brasileira para a incidência de trabalho escravo, com casos de boas práticas e os entraves existentes para a promoção do trabalho decente nestes setores (por exemplo, políticas públicas necessárias, mudanças nas relações comerciais,etc.). Estas pesquisas também serão realizadas periodicamente, de acordo com a disponibilidade de recursos do Pacto (com a nova estrutura de financiamento) e captação em outras fontes.

Nova estrutura proposta Banco de boas práticas (benchmarking): o Pacto também passará a reunir e sistematizar boas práticas das empresas signatárias, para gestão de suas cadeias produtivas, a partir dos seus relatórios de monitoramento, tendo em vista disseminá-las.

Impactos esperados Aumentar a capacidade de mobilização das empresas mapeadas nos estudos de cadeia produtiva e empresas em geral para adesão ao pacto (aumentar o número de empresas signatárias); Fortalecer a capacidade da iniciativa de responder às demandas das empresas signatárias (capacitação, treinamento, diálogo, etc.); Fortalecer os esforços de internacionalização da iniciativa, diálogo e cooperação internacional para o combate ao trabalho escravo. Há uma grande importância neste ponto, já que o Brasil é considerado referência internacional no combate ao trabalho escravo, e existe a necessidade de mobilizarmos matrizes de empresas multinacionais com atuação no Brasil; Buscar a diminuição da incidência de trabalho escravo nas principais cadeias produtivas vinculadas à lista suja.

Estruturação da manutenção financeira da iniciativa Neste período de transição, o Pacto será financiado pelo grupo de Empresas Apoiadoras, que está aberto para adesão de qualquer empresa signatária que tenha interesse Posteriormente, o Pacto passará a requerer uma contribuição anual às empresas signatárias, variando de acordo com o faturamento anual da empresa. Organizações da sociedade civil e micro e pequenas empresas ficarão isentas. É importante ressaltar que os valores serão estabelecidos tendo em vista não onerar o contribuinte nem inviabilizar a adesão de nenhuma empresa, mas este passo é fundamental para a consolidação e fortalecimento do Pacto, com a garantia de seu bom funcionamento e sustentabilidade no longo prazo.

Metas chave Desenho da nova estrutura do Pacto consolidado e acordado com empresas signatárias até julho de 2013. Financiamento da iniciativa através da contribuição das empresas signatárias garantido até outubro de 2013. Criação do Instituto do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, com pessoa jurídica própria, sem fins lucrativos, até julho de 2014.

Questões da plateia