REDUÇÃO DE DANOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE
Prevalência do HIV nas Populações mais Vulneráveis População em geral 0,65% Profissionais do sexo 6,6% Presidiários - 20% Usuários de drogas injetáveis 36,5%
REDUÇÃO DE DANOS Conjunto de medidas de saúde pública voltadas a minimizar as conseqüências adversas do uso de drogas. O princípio fundamental é o respeito à liberdade de escolha, a medida que os estudos e a experiência dos serviços demonstram que muitos usuários, por vezes, não conseguem ou não querem deixar de usar drogas; se justifica pelo risco de infecção pelo HIV, Hepatites e demais agravos de transmissão sangüínea.
Abordagem Estímulo ao auto-cuidado Vincular aos serviços Tratamento AIDS Dependência Química
REDUÇÃO DE DANOS Ampliação das AçõesA Ampliar ações para além da troca seringas e outros insumos de prevenção Articulação com e da Rede de Serviços( SAE, Saúde Mental/CAPS-AD, Unidade Básica e PSF, Ação Social, etc), visando assistência de maior qualidade e resolutividade para Usuários de Drogas Revisão do estabelecimento de resposta padrão ao tratamento, relativizando com as condições individuais de cada paciente e suas possibilidades de melhoria do cuidado Propiciar ações de inclusão social
Abordagem Estímulo ao auto-cuidado Vincular aos serviços Tratamento AIDS Dependência Adesão TARV Atenção Integral = Qualidade de Vida
Porque Usar Estratégias de Redução de Danos nos Serviços de Saúde População de UD com HIV/AIDS tem apresentado diagnóstico mais tardio e menor sobrevida UD tem maior dificuldade de acesso aos Serviços Tem se observado, salvo exceções, que o atendimento dispensado aos UD, comparativamente aos outros pacientes é de menor qualidade, como também m a persistência por parte das equipes para a vinculação ao tratamento Co-morbidades associadas como Tuberculose, Hepatites(especialmente tipo C), HTLV, etc Grande parte dos UD não tem usufruído de avanços científicos/tecnol ficos/tecnológicos em relação ao tratamento
Acesso Estratégias de Redução de Danos nos Serviços de Saúde Facilitar o ingresso do usuário no sistema, ampliando o olhar para populações em situação de maior vulnerabilidade, inclusive para as pessoas que não estão conseguindo sequer chegar aos Serviços. Estratégias de captação junto a Rede de Saúde, de Ação Social e Organizações da Sociedade Civil, podem estar contribuindo para que se oportunize o acompanhamento. Os PDR são essenciais para essa abordagem e posterior vinculação dos UD aos Serviços.
Acolhimento Identificar as principais dificuldades de manejo da equipe, como estereótipos e pré-conceitos em relação aos UD, principalmente os com uso problemático e sob o efeito da droga. Também faz parte do acolhimento prestar atenção as dificuldades que a população encontra, como por exemplo, a rigidez da estrutura de grande parte dos Serviços. Certamente, se não observadas as queixas desses usuários, elas servirão de motivo para a evasão do acompanhamento.
Vinculo O atendimento em equipe tem demonstrado ser mais eficiente com o UD, possibilitando o vínculo com vários profissionais, ou com o que apresentar perfil mais adequado à situação. É necessário também descaracterizar práticas profissionais autoritárias, levando em consideração a realidade de vida das pessoas e suas questões culturais; não cabe aos profissionais de saúde, no exercício de seu trabalho, julgamentos morais e/ou comparações com outros sujeitos.
Fortalecimento do Sujeito Responder positivamente aos problemas que se apresentam, dentro das limitações reais dos Serviços. Valorizar também as pequenas vitórias, reconhecendo o esforço para as modificações possíveis, advindas do processo de trabalho conjunto do usuário com a equipe, por mais singelas que elas possam ser. O critério adotado para avaliação do sucesso deve ser vista também sob a ótica da pessoa e não só da expectativa do Serviço.
Desafios para os Serviços que Atendem UD e HIV/AIDS Capacitação das equipes de saúde para o atendimento/acompanhamento de UD, com a disposição e compreensão necessárias que o tema exige Desmistificar o sinônimo UD e má adesão ao tratamento( pesquisas mostram que e indicador mais importante para a não adesão ao TARV a receptividade e preconceito nos Serviços), trabalhando de forma individualizada Desenvolvimento de ações de redução de danos e disponibilização de insumos no próprio Serviço
Formação das equipes de saúde em conteúdos técnicos sobre dependência química(conceitos, ação das substâncias, interações das drogas e TARV, etc.) Desenvolvimento de habilidades para o trabalho com populações mais vulneráveis
Programa de Saúde da Família e Redução de Danos Presença mais efetiva na comunidade Agentes de saúde da própria comunidade Responsabilidade pelo território Proximidade com o usuário Possibilidade de melhor apropriação da realidade e necessidades do local Importante coadjuvante do PRD, SAE e outros Serviços para qualificação da adesão ao tratamento e supervisão em situações especiais
Organizações da Sociedade Civil e Redução de Danos Demandar junto a Gestão e os Serviços Públicos P a atenção integral aos UD Grupos de adesão com populações específicas Parcerias com Serviços de Saúde para atividades de grupos de adesão e auto-cuidado Busca e convencimento de pacientes com vinculo precário rio ao tratamento e nos Serviços Disponibilização de insumos de prevenção
PRD em Porto Alegre/RS 1996 Implantação do Projeto de Redução de Danos: redutores de danos usuários/ex-usuários de drogas 1998 Implementado como Programa de Redução de Danos pela SMS/PMPA; redutores contratados por inexigibilidade, justificada pelo prevalência da epidemia em UDI e perfil necessário para o trabalho de abordagem 1999 Ampliação das atividades do PRD através de desenvolvimento de ações articuladas com Unidades Básicas e com CTA (aconselhamento e testagem, provisão de insumos de uso seguro); consultoria para as equipes de Saúde Mental em álcool e outras drogas
2000 - Aprovada Lei Estadual Nº 11562 de regulamentação de ações de RD. Capacitação e formação integrada com as equipes da Fundação Assistência Social e Comunitária e Saúde Mental para o atendimento de UD/UDI 2001 Ampliação de atuação nas áreas de maior vulnerabilidade 2002 Intensa migração de UDI para o crack, que provocou a necessidade de desenvolvimento de novas abordagens e vinculação dos usuários, consequentemente buscou-se o fortalecimento das atividades conjuntas com Escola Aberta, Casa Harmonia e Ação Social.
2003 Discussão conjunta para a implantação de CAPS AD e do PSF Sem Domicilio com paradigma da RD; no projeto, os redutores de danos eram componentes das equipes 2004 Ampliação das atividades com Unidades de PSF( áreas de prevalência de UDI/UD) PSF Sem Domicílio(atende população em situação de rua, na área central de Porto Alegre); visitação e acompanhamento em Unidades Hospitalares (Clinica e de Dependência Química) 2005 PRD Porto Alegre passou para a Coordenação de Saúde Mental; Programa de DST/AIDS fornece insumos e recursos para o PRD
2006 Projeto de Atenção a População de Rua, Abrigada e Não Abrigada, Portadora de Co-infecção HIV/AIDS - Tuberculose DOT (Tratamento Diretamente Observado) trabalho conjunto do PRD com PSF Sem Domicílio e Ação Social Programa de DST/AIDS contribui para a sustentabilidade do PRD e fornece consultoria para as ONG que trabalham com estratégias de RD, na cidade de Porto Alegre
Casos de AIDS com Categoria de Exposição Uso de Drogas Injetáveis, Porto Alegre 1996 a 2006* 30 25 20 15 Incidência 10 5 0 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 SINAN/EVDT-CGVS/SMS *Dados até 24/10/2006
Co-infec infecção HIV/AIDS e Tuberculose em Porto Alegre - 2000 a 2005* 40 35 30 25 Incidência 20 15 10 2000 2001 2002 2003 2004 2005 SINAN/EVDT-CGVS/SMS *Dados até 31/10/2006
Promoção a Saúde Carta de Ottawa, 1986 Uma boa saúde é o melhor recurso para o progresso pessoal, econômico e social, e uma dimensão importante da qualidade de vida. Os fatores políticos, econômicos, sociais, culturais, de meio ambiente, de conduta e biológicos podem intervir a favor ou contra a saúde.
PRD em Atividade com Escola Aberta
PRD em Atividade com PSF
PRD em Atividade com CTA
PRD Atividade com Albergue Infanto-Juvenil
Grupos de Terapia Comunitária na Rua