ROMA ARQUITETURA E URBANISMO
Expansão máxima do reino etrusco até século 5 a.c.
Representação de um músico etrusco
Tumba etrusca
Expansão máxima do território romano sob o comando do general Trajano
Roma nasce e desenvolve-se às margens do rio Tibre e próxima aos mares Mediterrâneo, Adriático e Tirreno. Situada no vale inferior do Tibre, Roma tinha uma grande vantagem: realizava-se ali a junção de várias vias naturais de comunicação com todas as regiões vizinhas e em especial com a Magna Grécia e a Etrúria. Esta posição geográfica permitia o contato cultural e a recepção de influências de todos os lados A escolha do local de Roma foi justificado de diversas formas. Tito Lívio e Plutarco levaram em conta a razão emocional (sentimentalismo dos irmãos em homenagear a loba) enquanto Cícero levou em conta as vantagens geográficas. Roma está estabelecida ao pé das colinas Albanas que constituem uma defesa natural e numa planície suficientemente afastada do mar, de modo que a cidade não tinha a temer incursões dos piratas.
A área em torno do rio Tibre era particularmente favorável e oferecia recursos estratégicos notáveis, já que o rio era uma fronteira natural de um lado, enquanto as colinas do Capitólio e do Palatino, relativamente escarpadas, ofereciam cidadelas naturais facilmente defensáveis. Essa posição teria capacitado os latinos a controlar o rio (bem como o tráfego comercial e militar sobre ele), do ponto natural de observação na ilha Tiberina O maior triunfo de Roma é o de ter sido edificada às margens do Tibre, no local onde foi criado a primeira ponte, que permitia passar da margem direita para à esquerda. O rio desempenhou papel fundamental no desenvolvimento econômico romano porque todas as mercadorias que provinham do mar tinham de subir pelo curso do rio para serem dirigidas quer para a Etrúria, quer para a Campânia grega (Magna Grécia), quer para o Lácio central. Os romanos dominavam o tráfego terrestre, uma vez que Roma estava na intersecção das principais rodovias do interior italiano. Uma das estradas que parte do norte de Roma, a via Salária, relembra o papel de Roma no abastecimento, no interior da Itália de sal, mercadoria essencial para a conservação de alimentos.
Rio Tibre e a ilha Tiberina
Antes das etapas, republicana e imperial, Roma foi uma monarquia governada por reis (em latim, rex). Todos os reis de Roma, exceto Rômulo por ter sido o fundador da cidade, foram eleitos pela população de Roma para governar de forma vitalícia, e nenhum deles usou a força militar para ascender ao trono. Os historiadores clássicos de Roma tornam difícil a determinação dos poderes do rei, já que o monarca possui os mesmo poderes dos cônsules. Alguns escritores modernos crêem que o poder supremo de Roma residia nas mãos do povo, e o rei só era a cabeça executiva do senado romano, embora outros crêem que o rei possuía poderes de soberania e o senado tinha correções menores sobre sua jurisdição. Senado romano: era uma espécie de conselho de anciãos, formado apenas pelas famílias mais importantes da cidade Assembleia curiata (Curiae): compunha-se de todos os cidadãos em idade militar; também era dominada pelos patrícios. Cabia à assembleia aprovar o nome do rex sacrorum escolhido pelo senado, declarar guerra e firmar paz
A sociedade se baseava na gens, um grupo de pessoas com um antepassado comum. A família romana teve origens nas gens, dirigidas pelo pater-familia, o elemento mais velho, que tinha autoridade sobre os filhos e os bens do grupo, inclusive os escravos. Aos poucos, a família romana tornou-se mais importante que a gens, pois os paters-famílias passaram a ocupar cargos importantes na direção da cidade. A sociedade era dividida em quatro classes: A sociedade romana Patrícios ou aristocratas - Descendentes dos pater-familias, eram grandes ou médios proprietários de terras que tinham prestígio e alguns deles participavam do Senado Plebeus - Eram pequenos proprietários de terras (agricultores), comerciantes, artesãos, pastores e estrangeiros. Não tinham direitos políticos e não podiam utilizar as terras públicas, embora fossem considerados cidadãos pagando impostos e prestando serviço militar. Escravos - Recrutados principalmente entre os derrotados da guerra
As sete colinas romanas
Crescimento da Roma Antiga
Durante a monarquia, no reinado de Taquínio Prisco, Roma impõe uma grande derrota aos sabinos e etruscos incorporando-os à Roma, dobrando seu tamanho. Utilizou os grandes espólios de guerra para erguer os primeiros grandes monumentos romanos. Entre suas principais obras destaca-se a rede de esgotos da cidade, a Cloaca Maxima, cujo fim foi drenar as águas de um pequeno córrego do Tibre que tenderam a se estagnar nos vales situados entre as colinas de Roma. No lugar dos antigos pântanos, Prisco iniciou a construção do Fórum Romano O mais célebre dos seus projetos de construção foi o Circo Maximo, um grande estádio que albergava carreiras de cavalos, que é de longo o maior de todos os construídos em todo o mundo.
Posição da Cloaca Maxima no tecido urbano de Roma
Região do Fórum Romano no atual tecido da moderna Roma
Construções remanescentes da Cloaca Maxima
Ruínas do Fórum Romano
Ruínas do Fórum Romano
Ruínas do Circo Maximo
Após a morte de Prisco, seu genro Sérvio Túlio lhe sucedeu no trono, sendo o segundo rei de origem etrusca que governava Roma. Como seu sogro, anteriormente, Sérvio travou varias guerras vitoriosas contra os etruscos. Utilizou o botim obtendo em suas campanhas para erigir as primeiras muralhas que cercaram as sete colinas romanas sobre o pomerium, as chamadas Muralhas Servianas. Porta Esquillina
Após o reinado do sétimo rei, o senado decide abolir a monarquia e instituir a República em 509 a.c. Os romanos criaram uma nova forma de organização do poder com a sua res publica, o equivalente romano a uma das acepções da politeia grega. A acepção adotada pelos romanos se concentra na res publica como sendo a coisa publica, ou o bem comum. Foi Cícero, sobretudo, quem definiu conceitualmente o significado da res publica ao acentuar como elemento distintivo desta o interesse comum e, principalmente, a conformidade com uma lei comum, o único direito pelo qual uma comunidade afirma a sua justiça. Desta forma, Cícero acaba por não mais contrapor a república à monarquia, mas sim aos governos injustos. 509 a.c.tarquínio, o Soberbo deposto no Conselho dos anciãos 498 a.c.i Guerra Latina 440 a.c.ii Guerra Latina 264 a.c.guerras Púnicas 31 a.c.batalha de Áccio
Evolução Territorial da República Romana
Durante as Guerras Latinas... Durante a monarquia romana, Roma havia imposto o seu domínio no Lácio, e estendendo o seu território até a foz do rio Tibre. Depois da queda da supremacia dos etruscos, na península Itálica em fins do período monárquico e início da República, as cidades latinas formaram uma liga contra Roma para fazer frente a suas pretensões expansionistas. denominou-se Liga Latina. Em 326 a.c., o governo da cidade grega de Neapolis (atual Nápoles) expulsou sua guarnição e chamou os romanos em sua ajuda. Iniciou-se assim o contato formal de Roma com a Magna Grécia. Graças ao enorme potencial humano e ao vasto território que dominava, Roma havia se convertido numa enorme potência. Sua influência viu-se fortalecida com a fundação de colônias estratégicas na Itália ligadas por uma rede de estradas. Estas colônias eram formadas por cidadãos romanos
As estradas romanas formavam vias de comunicação vitais para o Império Romano. Parte delas conserva-se ainda hoje, tipicamente protegidas como Património Mundial ou Nacional. As estradas são tipicamente alisadas, com grandes pedras, e acostamentos delineados. Eram uma rede de comunicação originária da Península Itálica, que ligava Roma a seu império em expansão. A Via Ápia foi o principal trecho. Na coluna de Trajano, em Roma, podem ser encontrados relevos ilustrativos de soldados romanos a abrir uma estrada pelas florestas da Dácia. A grande extensão da cobertura oferecida pelas estradas romanas deu origem ao ditado popular que diz que "todas as estradas vão dar a Roma" ("todos os caminhos levam a Roma"). Existem muitas estradas modernas que ainda seguem o traçado original Romano. Até 400 a.c., os romanos utilizavam caminhos de terra para deslocar-se da sua capital às cidades vizinhas A necessidade de melhor defesa, junto com a vontade de expansão e de hegemonia sobre a Itália, levou a República Romana, ainda frágil e ameaçada, a pôr em questão estruturas escassamente adaptadas a esses desejos. Estes eixos permitiriam uma circulação mais rápida e segura, mas sobretudo facilitariam a mobilidade das tropas.
Detalhe da Coluna de Trajano
Miliarum marco zero, no Capitólio Milário XXIX, em Portugal
Via Apia, nas proximidades de Roma
Porta de San Sebastiano na Muralha Aureliana
Traçado da Via Apia
Reconstrução de Carruagem romana