REQUERIMENTO nº, de 2015. (Do Sr. Carlos Melles)



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Transcrição:

REQUERIMENTO nº, de 2015 (Do Sr. Carlos Melles) Requer a Convocação de Sessão Solene em 2016, em Homenagem ao vigésimo aniversário da Lei que criou o SIMPLES no Brasil. Senhor Presidente, Representando um décimo da composição da Câmara dos Deputados, requeremos a V. Exª, com base no art. 68 do Regimento Interno, e ouvido o Plenário, a convocação de sessão solene desta Casa, a fim de comemorar o vigésimo aniversário da Lei que criou o SIMPLES no Brasil em 1996. JUSTIFICAÇÃO A criação da primeira Lei do SIMPLES em 1996, até a evolução para o SIMPLES NACIONAL na data de hoje, mostra um notável avanço para corrigir a carga tributária que onerava em demasia as pequenas e médias empresas, e na simplificação do seu pagamento, e na grande quantidade de documentos exigidos

para a abertura, funcionamento e encerramento de atividades dessas empresas. Nestes vinte anos, a importância desse segmento foi reconhecida pelo Governo Federal, que criava uma legislação específica para cerca de 5,5 milhões de empresas, segundo o IBGE o que representava 99% do universo empresarial. O Simples foi a primeira iniciativa concreta do governo federam, na gestão do Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, no estabelecimento de uma política de atenção ao pequeno e médio empresário, que culminou com a recente criação do Ministério das Pequenas e Médias Empresas. Foi um marco histórico, do qual fui protagonista como relator. Isso me credenciou a propor e a maioria dessas propostas foi aceita sucessivos melhoramentos na legislação, dos quais resultaram o Simples 1 e o Simples 2, que incluíram entre os beneficiários além do comércio e da indústria, contemplados na versão original empresas de prestação de serviços, até chegar no SIMPLES NACIONAL. Além de relator da proposta inicial, que se transformou na Lei nº 9841, de 1996, a qual comemora 20 anos em 2016, fui também o relator da Comissão Especial que criou o Simples Nacional (Lei Complementar nº 123, de 2006) e das sucessivas alterações que ocorreram, em especial, as Leis Complementares nº 128, de 2008 e a de nº 147, de 2014. Observo que, no período que fiquei afastado da Câmara dos Deputados, para exercer o cargo de Secretário de Estado da Fazenda do Paraná, no ano de 2011, participei das ações junto ao

CONFAZ para auxiliar o processo de integração entre Estados, União e Municípios, que integram o Comitê Gestor do SuperSimples. A Lei Geral simplificou, desburocratizou, diminuiu a carga tributária das empresas e abriu um leque de oportunidades, incluindo financiamentos, capacitação, o associativismo e a sistematização tributária. Dentre os principais avanços nestes últimos vinte anos, destacamos: Unificação do sistema: que engloba impostos, contribuições e taxas federais (IRPJ, PIS, Cofins, IPI, CSL e INSS sobre folha), distritais (ICMS e ISS), estaduais (ICMS) e municipais (ISS), recolhidos mensalmente a partir de uma mesma base de cálculo (receita bruta mensal). Redução das Alíquotas: desoneração das empresas por meio da redução das alíquotas, que vão de 4% a 11,61%, de acordo com o segmento. Para as microempresas com receita de até R$ 120 mil, as três primeiras faixas da tabela foram condensadas em uma. Incentivo às Exportações: isenção de PIS, Cofins, CSLL, ICMS e IPI na receita gerada por exportações. Crédito: para estimular os investimentos e a capitalização das empresas, está prevista a criação do Sistema Nacional de Garantia ao Crédito e de linhas especiais de financiamento, além da possibilidade de utilização dos recursos do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) por cooperativas de microempresas.

Inovação tecnológica: pelo menos 20% dos recursos da área de tecnologia disponíveis em todos os órgãos e entidades públicas federais, estaduais e municipais serão destinados a incentivar a inovação das MPEs; Parcelamento de débitos: refinanciamento automático dos débitos tributários em até 120 meses. O SuperSimples foi aperfeiçoado ao longo dos anos, incluindo, em 2009, a figura do Microempreendedor Individual, de fundamental importância para a formalização. O teto do faturamento anual das médias empresas beneficiadas foi elevado para R$ 3,6 milhões. Atualmente, mais de 8 milhões de empresas aderiram ao SIMPLES NACIONAL. O êxito desse programa, de acordo com o Sebrae é expresso no aumento da massa salarial gerada pelas micro e pequenas empresas (26% antes, 40% agora), da proporção da mão de obra que emprega (46% versus 52%) e de sua participação no PIB (20% versus 25%). Nos últimos dez anos, as micros e pequenas empresas foram responsáveis por 84% do saldo de geração líquida de empregos no país, contra 16% gerados pelas médias e grandes empresas. Entre 2011 e 2014, o setor foi responsável pela geração de mais de 3,5 milhões de novas vagas de emprego. A participação das micro e pequenas empresas nas compras governamentais dobrou de 15% para 30%, envolvendo valores que saltaram de R$ 2 bilhões em 2006 para R$ 15,2 bilhões em 2011.

Os números acima revelam que a edição do SuperSimples foi decisiva para a consolidação, aperfeiçoamento e expansão das micro e pequenas empresas. Assim, a realização de uma Sessão Solene é de suma importância para demonstrar para toda a sociedade a importância do SIMPLES, editado pela primeira vez com a Lei nº 9.317 de 1996, para toda a sociedade, seja no fator de geração de empregos, diminuição da carga tributária, além de estimular o empreendedorismo. Sala das Sessões em 14 de abril de 2015. Deputado CARLOS MELLES DEM-MG Apoiadores: Bloco PP, PTB, PSC, PHS PMDB, PEN PT Partido dos Trabalhadores PSDB Partido da Social Democracia Brasileira

Bloco PRB, PTN, PMN, PRP, PSDC, PRTB, PTC, PSL, PTdoB PSD Partido Social Democrático PR Partido da República PSB Partido Socialista Brasileiro DEM Democratas PDT Partido Democrático Trabalhista SD Solidariedade PCdoB Partido Comunista do Brasil PROS Partido Republicano da Ordem Social PPS Partido Popular Socialista PV Partido Verde PSOL Partido Socialismo e Liberdade REDE