HISTÓRIA E EVOLUÇÃO PRINCÍPIOS NORMAS E PROGRAMAS

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Transcrição:

MEDICINA PREVENTIVA SUS HISTÓRIA E EVOLUÇÃO PRINCÍPIOS NORMAS E PROGRAMAS

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA BRASILEIRA República Velha - 1889 a 1930 Bacteriologia Medicina higienista - saneamento de áreas atingidas pelas epidemias Saneamento endemias e saneamento de núcleos urbanos e portos (exportações). São Paulo, Santos e Rio de Janeiro foram os primeiros Municípios contemplados com programas de obras que visavam ao saneamento da zona urbana. Inexistência de sistema público de atenção médica ou a assistência era privada ou filantrópica (Santas Casas e médicos benfeitores)

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS 1920 a 1930 - CAIXAS DE APOSENTADORIAS E PENSÕES - CAPS 1930 a 1960 - INSTITUTOS DE APOSENTADORIAS E PENSÕES IAP s (Grandes Hospitais) Na década de 1920, auge da economia cafeeira, a saúde pública começa a surgir como questão política e social. Surge o embrião da Seguridade Social no Brasil com a promulgação da Lei Elói Chaves, que cria os CAP s 1923 - convênio entre o governo brasileiro e a Fundação Rockefeller: cooperação médico-sanitária e educacional para a implementação de programas de erradicação das endemias. Era Vargas 1930 a 1945 Política de Saúde Nacional, organizada em dois subsetores: o de Saúde Pública e o de Medicina Previdenciária Campanhas Sanitárias

920 a 1930 - CAIXAS DE APOSENTADORIAS E PENSÕES - CAPS 930 a 1960 - INSTITUTOS DE APOSENTADORIAS E PENSÕES IAP s ÉCADA DE 1960 - INPS (1966) - CRISE (1973) - INAMPS (1977) ÉCADA DE 1980 REFORMA SANITÁRIA - VIII CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE - SUS (CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988) OS PROBLEMAS Acesso restrito Ênfase na Medicina Curativa Medicina ditatorial Modelo Sanitarista AS SOLUÇÕES Acesso UNIVERSAL Integralidade / Equidade Ênfase na Medicina Preventiva Participação Social / Descentralização

920 a 1930 - CAIXAS DE APOSENTADORIAS E PENSÕES - CAPS 930 a 1960 - INSTITUTOS DE APOSENTADORIAS E PENSÕES IAP s ÉCADA DE 1960 - INPS (1966) - CRISE (1973) - INAMPS (1977) ÉCADA DE 1980 REFORMA SANITÁRIA - VIII CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE - SUS (CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988) OS PROBLEMAS Acesso restrito Ênfase na Medicina Curativa Medicina ditatorial Modelo Sanitarista AS SOLUÇÕES Acesso UNIVERSAL Integralidade / Equidade Ênfase na Medicina Preventiva Participação Social / Descentralização

DÉCADA DE 1980 REFORMA SANITÁRIA - VIII CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE - SUS (CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988) ANTES DO SUS Acesso restrito Ênfase na Medicina Curativa Medicina ditatorial Modelo Sanitarista MINISTÉRIOS Previdência - Hospitais Saúde - Prevenção (campanhas) DEPOIS DO SUS Acesso UNIVERSAL Integralidade / Equidade Ênfase na Medicina Preventiva Participação Social / Descentralização MINISTÉRIOS descentralização/regionalização/hierarquização Substituição do modelo sanitarista

SUBSTITUIÇÃO DO MODELO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE ANTES DO SUS Medicina ditatorial, só quem contribuía tinha direito, centralizado MODELO BISMARCKIANO DEPOIS DO SUS- Participação social, acesso universal, descentralização, regionalização, hierarquização MODELO BEVERIDGIANO

OS PRINCÍPIOS DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS PRINCÍPIOS ÉTICO-DOUTRINÁRIOS UNIVERSALIZAÇÃO INTEGRALIDADE EQUIDADE PRINCÍPIOS ORGANIZACIONAIS-OPERATIVOS DESCENTRALIZAÇÃO HIERARQUIZAÇÃO / REGIONALIZAÇÃO PARTICIPAÇÃO SOCIAL RESOLUBILIDADE COMPLEMENTARIEDADE DO SETOR PRIVADO

A EVOLUÇÃO DO SUS PRINCÍPIOS ÉTICO-DOUTRINÁRIOS 19/09/1990 - Lei 8.080/90 - Lei Orgânica da Saúde Regulamento do SUS Define objetivos e atribuições: NÍVEL NACIONAL definir...formular diretrizes NÍVEL ESTADUAL coordenar...controlar NÍVEL MUNICIPAL - executar OBS: A direção nacional do Sistema Único da Saúde (SUS) compete: estabelecer normas e executar a vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras, podendo a execução ser complementada pelos Estados, Distrito Federal e Municípios; A União poderá executar ações de vigilância epidemiológica e sanitária em circunstâncias especiais, como na ocorrência de agravos inusitados à saúde, que possam escapar do controle da direção estadual do Sistema Único de Saúde (SUS) ou que representem risco de disseminação nacional. Setor privado: livre e complementar

A EVOLUÇÃO DO SUS 28/12/1990 - Lei 8.142/90 GASTOS REPASSE REGULAR E AUTOMÁTICO DE FUNDO (FNS) PARA FUNDO (FMS) PARTICIPAÇÃO POPULAR CONSELHOS E CONFERÊNCIAS DE SAÚDE

A EVOLUÇÃO DO SUS CONSELHOS DE SAÚDE 50% - USUÁRIOS 50% - Profissionais de Saúde (25%) - Provedores de serviços - representantes do governo (25%) O CONSELHOS DE SAÚDE: Controla gastos e execução da política de Saúde TEM PODER PERMANENTE E DELIBERATIVO REUNIÕES MENSAIS

A EVOLUÇÃO DO SUS CONFERÊNCIAS DE SAÚDE AVALIA E CRIA DIRETRIZES Reuniões de 4 em 4 anos, convocadas pelo Poder Executivo ou pelos Conselhos de Saúde 50% - USUÁRIOS 50% - RESTANTE

A EVOLUÇÃO DO SUS AS NORMAS OPERACIONAIS BÁSICAS - NOB s NOB 91 - Mantém as coisas como estavam, até a adaptação dos municípios centralização municípios continuam se comportando como prestadores pestadores recebem por produção

AS NORMAS OPERACIONAIS BÁSICAS - NOB s NOB 93 - Municípios gestores: incipiente parcial semi-plena Transferência regular e automática de recursos: Comissões intergestores: Bipartite (Estados e Municípios COSEM s Tripartite (MS, estados e Municípios CONASEM s

AS NORMAS OPERACIONAIS BÁSICAS - NOB s NOB 96 - Poder pleno ao município: Gestão plena da Atenção Básica ou Gestão plena do sistema municipal (atenção básica e média complexidade) Atenção Básica Todos os municípios PAB ATUAL = 23 a 28 reais / habitante / ano - PAB fixo PAB PAB variável para: escolar, adolescente, bucal, família, NASF, PMAQ, academias de saúde, consultório de rua, atenção domiciliar, equipe multuidisciplinar de apoio NOB 96 - Poder pleno ao município GESTÃO PLENA

AS NORMAS OPERACIONAIS DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE - NOAS NOAS 2001/2002 - Equidade nos recursos e no acesso à saúde Regionalização organizada Regionalização organizada Ampliação da Atenção Ambulatorial Acesso mais próximo da residência REGIÕES DE SAÚDE Município-referência (recursos para média complexidade0 Alta complexidade: permaneceram as APACS Ampliação da Atenção Ambulatorial: PAB AMPLIADO

AS NORMAS OPERACIONAIS DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE - NOAS NOAS 2001/2002 - Equidade nos recursos e no acesso à saúde Regionalização organizada Regionalização organizada Ampliação da Atenção Ambulatorial Acesso mais próximo da residência REGIÕES DE SAÚDE Município-referência (recursos para média complexidade0 Alta complexidade: permaneceram as APACS Ampliação da Atenção Ambulatorial: PAB AMPLIADO

foca na residência!