MODELAGEM DE PROCESSOS



Documentos relacionados
Professor: Rômulo César BPMN

BPMN Business Process Modeling Notation

BEM-VINDO!!! Apresentação Inicial. Por favor, descreva o seu atual conhecimento sobre Mapeamento de Processos

Fase 1: Engenharia de Produto

UML - Unified Modeling Language

Treinamento BPM e BPMN Apresentação Executiva

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA - UDESC DCC Departamento de Ciência da Computação Joinville-SC

Modelagem de Processos. Prof.: Fernando Ascani

Gestão de Processos de Negócios

Italiano, Isabel Cristina. Profa. Dra. - Têxtil e Moda - Escola de Artes, Ciências e RESUMO ABSTRACT

INTRODUÇÃO A MODELAGEM DE PROCESSOS UTILIZANDO BPMN 1 FÁBIO RODRIGUES CRUZ CONCEITO DE MODELAGEM DE PROCESSOS UTILIZANDO BPMN

Um Framework para definição de processos de testes de software que atenda ao nível 3 do TMM-e

Automação de Processos de Negócios com BPMS:

A Linguagem de Modelagem Unificada (UML)

BPMN - Business Process Modeling and Notation

Treinamento BPMS Activiti + Elementos de NFR e Contexto. Bruno Figueiredo

Tópicos em Engenharia de Software (Optativa III) AULA 2. Prof. Andrêza Leite (81 )

Modelagem de Software Prof. Flávio de Oliveira Silva, Ph.D.

Renata Alves Campos (CoInfo) Sandra Maria Peron de Lima (DP) Março/2012

1 UML (UNIFIED MODELING LANGUAGE)

Guia de utilização da notação BPMN

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ UFPR Bacharelado em Ciência da Computação

Sistemas de Informação I

UML 2. Guia Prático. Gilleanes T.A. Guedes. Novatec. Obra revisada e ampliada a partir do título Guia de Consulta Rápida UML 2

Gerenciamento de Processos de Negócios para e-governo

Adm. Vinicius Braga Prof. Msc. Wilane Carlos da Silva Massarani

BPMN. Business Process Modeling Notation. Leandro C. López Agosto

Wilson Moraes Góes. Novatec

Introdução à Engenharia de Software

UML 01. Curso Superior de Tecnologia em Banco de Dados Disciplina: Projeto de Banco de Dados Relacional 1 Prof.: Fernando Hadad Zaidan

Disciplina: GESTÃO DE PROCESSOS E QUALIDADE Prof. Afonso Celso M. Madeira

Modelos de Sistema by Pearson Education. Ian Sommerville 2006 Engenharia de Software, 8ª. edição. Capítulo 8 Slide 1.

Introdução a Computação

TI Aplicada. Aula 02 Áreas e Profissionais de TI. Prof. MSc. Edilberto Silva prof.edilberto.silva@gmail.com

Manual BizAgi Sistema de Gestão da Qualidade

Processo de Desenvolvimento Unificado

PROJETO DE FÁBRICA DE SOFTWARE

2 Diagrama de Caso de Uso

Arquitetura de Software

Itens estruturais/caso de uso. Itens estruturais/classe ativa. Itens estruturais/componente. Itens estruturais/artefatos. Itens comportamentais

Modelagem de Processos. Prof.: Fernando Ascani

Planejamento da disciplina: Modelagem de processos de negócio

BPMN (Business Process. George Valença

br.org Livros Guia para Formação de Analistas de Processos Contribuições Modelagem de Processos com BPMN

Modelagem OO com UML. Vítor E. Silva Souza ~ vitorsouza

Modelagem do Processo de Gerenciamento da Configuração de Software para um Ambiente Integrado

UML Linguagem de Modelagem Unificada

Título do Slide Máximo de 2 linhas. Aprimorando o Gerenciamento de Projetos com Mapeamento de Processos

Linguagem de Programação I

Modelagemde Software Orientadaa Objetos com UML

2 Engenharia de Software

Governança de TI. ITIL v.2&3. parte 1

Engenharia de Software I

Spider-PM: Uma Ferramenta de Apoio à Modelagem de Processos de Software

Modelagem de Processos na ECT

Etapas e Desafios. plataforma de BPM corporativa. BPMS Showcase Kelly Sganderla Consultora de Processos, CBPP Kelly.sganderla@iprocess.com.

Engenharia de Software

Ontologia Aplicada ao Desenvolvimento de Sistemas de Informação sob o Paradigma da Computação em Nuvem

Unisant Anna Gestão Empresarial com ERP 2014 Modelagem de Sistemas - UML e MER

Engenharia de Requisitos Estudo de Caso

GESTÃO E OTIMIZAÇÃO DE PROCESSOS. Vanice Ferreira

SAP SISTEMAS DE PROJETOS O curso completo abrange quatro módulos:

Tutorial de BPMN. Visão Geral. Escopo. Elementos

REQUISITOS DE SISTEMAS

Banco de Dados Aula 1 Introdução a Banco de Dados Introdução Sistema Gerenciador de Banco de Dados

Desenvolvimento de Sistemas Orientados a Objetos com UML UP/RUP: Projeto

Uma visão mais clara da UML Sumário

Nos artigos anteriores apresentamos. Desenvolvimento de Software Dirigido por Caso de Uso Parte III: Caso de Uso de Negócio

Modelagem de Sistemas

! Introdução. " Motivação para Processos de Software. ! Processo Unificado (USDP) " Definições " RUP x USDP " Características do Processo Unificado

Um modelo é uma simplificação da realidade. Construímos modelos para compreender melhor o sistema que estamos desenvolvendo.

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Engenharia de Software Orientada a Serviços (SOA)

Documento de Arquitetura

ENGENHARIA DE SOFTWARE I

BPM Definições e Contexto Prática Aula 1

ESPECIFICAÇÃO DO AMBIENTE EXPSEE SEGUNDO O MÉTODO CATALYSIS

UML: Unified Modeling Language. Graduação em Informática 2008 Profa. Itana Gimenes

Implantação de um Processo de Medições de Software

Unidade II MODELAGEM DE PROCESSOS

O que é a UML? Introdução a UML. Objetivos da Modelagem. Modelos. A UML não é. Princípios da Modelagem. O que é um modelo?

SAP PLANEJAMENTO DE PRODUÇÃO O curso completo abrange quatro módulos:

IBM Software Demos The Front-End to SOA

Eduardo Bezerra. Editora Campus/Elsevier

Integração dos Modelos de Gestão de TI

Introdução Ciclo de vida tradicional de desenvolvimento Prototipagem Pacotes de software Desenvolvimento de 4ª geração Terceirização

do grego: arkhé (chefe ou mestre) + tékton (trabalhador ou construtor); tekhne arte ou habilidade;

Capítulo 6. Criando um Diagrama de Caso de Uso Inicial

Universidade Federal de Santa Maria Curso de Arquivologia. Disciplina de Banco de Dados Aplicados à Arquivística. Versao 1.

Curso de. Formação Executiva em Estratégia, Governança e Processos de TI

ENGENHARIA DE SOFTWARE Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar

MARATONA CBOK UNICORREIOS

Maratona CBOK Brasília, 23 de outubro de 2012

Diagrama de Estrutura Composta

Dominando o Mapeamento de Processos com BPMN 2.0

Obtendo Qualidade com SOA

Arquitetura Orientada a Serviço

Planejamento Estratégico de Tecnologia da Informação PETI

Transcrição:

MODELAGEM DE PROCESSOS a a a PRODUZIDO POR CARLOS PORTELA csp3@cin.ufpe.br

AGENDA Definição Objetivos e Vantagens Linguagens de Modelagem BPMN SPEM Ferramentas Considerações Finais Referências 2

DEFINIÇÃO: PROCESSO DE SOFTWARE 3

DEFINIÇÃO Desenvolver diagramas que mostram as atividades da empresa, ou de uma área de negócios, e a sequência na qual são executadas; O alvo da modelagem é ilustrar um processo completo, permitindo aos gestores, consultores e colaboradores melhorarem o fluxo e aperfeiçoarem o processo. 4

DEFINIÇÃO TIPOS DE NOTAÇÃO FORMAL GRÁFICA Ex.: Máquina de Estado Ex.: Organograma Ex.: Rede de Petri 5

DEFINIÇÃO MODELAGEM DE PROCESSOS Como É Desconexões + Sugestões Como Será DESAPRENDER RECRIAR 6

OBJETIVOS A modelagem tem sido utilizada na Engenharia de Software para melhor entender, gerenciar e controlar o processo de desenvolvimento; O principal objetivo é representar os processos de uma maneira clara e formal em diferentes níveis de abstração. Facilitar o entendimento do processo Facilitar a adaptação do processo Facilitar gerência do processo 7

VANTAGENS Bons modelos proporcionam uma boa comunicação; Se a empresa for executar um novo processo, o modelo pode ajudar a assegurar sua eficiência desde o início; Revela anomalias, inconsistências, ineficiências e oportunidades de melhoria, auxiliando na reengenharia desses processos; Fornece uma visão clara e uniformizada das atividades, suas razões e formas de execução; Serve como um meio para disseminar conhecimento dentro da organização e ajudar as pessoas a conhecerem melhor seus papéis e as tarefas que executam. 8

DESVANTAGENS Maior ênfase à estrutura detalhada do processo e menor esforço na estrutura principal do Processo de Negócio; Ocultam a complexidade do trabalho; Dificuldade em expressar uma lógica complexa; Dificuldade em identificar qual parte é o customer e qual parte é o performer, podendo ocorrer comportamentos diferentes para processos de negócio distintos; Não fica claro se são dedicadas a criar novos processos ou analisar processos existentes. 9

LINGUAGENS DE MODELAGEM BPM Notação BPMN SPEM YAWL EPC DYNAMITE E3 10

BUSINESS PROCESS MANAGEMENT BPM é um conceito que une gestão de negócios e tecnologia da informação com foco na otimização dos resultados das organizações através da melhoria dos processos de negócio. 11

BPM CONCEITO Utiliza métodos, técnicas e ferramentas para analisar, modelar, publicar, otimizar e controlar processos envolvendo recursos humanos, aplicações, documentos e outras fontes de informação. 12

MODELAGEM BPM BPM, envolve modelagem, execução, monitoramento e análise de processos de negócios; É o conjunto de conceitos e técnicas que visam a criação de um modelo com os processos de negócio existentes em uma organização. 13

MODELAGEM BPM 14

BUSINESS PROCESS MANAGEMENT BPM traz inúmeros ganhos a uma organização, porém envolve mudanças em estruturas, culturas, processos, para as quais nem todas as organizações estão preparadas; A tecnologia contribui para o sucesso de um projeto de BPM, mas o foco é conhecer e identificar oportunidades nos processos. 15

TI X MODELO DE NEGÓCIO 16

BPMN BUSINESS PROCESS a a a a a a MANAGEMENT NOTATION Desenvolvido pelo BPMI (Business Process Management Initiative); Maio de 2004: BPMN versão 1.0 BPMI se funde com o OMG; 2005: versão 1.2 Proposta da versão 2.0 17

BPMN OBJETIVO Fornecer uma notação que é facilmente compreensível por todos usuários de negócios, desde os analistas de negócio (que criam os rascunhos iniciais dos processos), a desenvolvedores técnicos (responsáveis pela aplicação da tecnologia que irá desempenhar esses processos) e, finalmente, para as pessoas de negócios (que vão gerenciar e monitorar esses processos). 18

BPMN SUB-MODELOS Segundo definições do BPMN 1.2, a notação BPMN é dividida em três tipos básicos de sub-modelos: Privado; Abstrato; Colaboração. 19

BPMN PRIVADO Ocorrem dentro da organização e possuem atividades realizadas internamente que interagem entre si; É utilizado quando se quer visualizar uma parte de um processo sem se preocupar com o processo como um todo. 20

BPMN PRIVADO 21

BPMN ABSTRATO São processos públicos que retratam as interações das atividades pertencentes a um processo privado com outra entidade de negócio externa ao processo privado; Utiliza-se um modelo abstrato para representar uma entidade independente, com processos próprios, mas que não será modelado. 22

BPMN ABSTRATO 23

BPMN COLABORATIVO Modela as interações entre dois ou mais processos de negócio; As interações são descritas como as sequências de atividades e as trocas de mensagens entre os participantes. 24

BPMN COLABORATIVO 25

BPMN ELEMENTOS Nos sub-modelos são criados BPD (Business Process Diagram), onde estes elementos estão divididos em 4 categorias: Objetos de fluxo; Objetos de conexão; Artefatos; e Swimlanes. 26

BPMN OBJETOS DE FLUXOS Definem um comportamento 27

BPMN OBJETOS DE CONEXÃO Conectores de Objetos de Fluxo 28

BPMN ARTEFATOS Informações adicionais sobre os Fluxos 29

BPMN SWIMLANES Dividem um diagrama BPMN de acordo com os responsáveis pela execução das atividades; Delimita onde o fluxo de processo atravessa uma linha funcional ou departamental 30

BPMN - REPRESENTAÇÕES 31

BPMN EXEMPLO 32

SPEM SOFTWARE PROCESS a a a a a a ENGINEERING METAMODEL Desenvolvido e mantido pelo OMG (Object Management Group); Desde 2002 Abril de 2008 versão 2.0 33

SPEM OBJETIVO É um metamodelo que pode ser usado para descrever um processo concreto ou uma família de processos de desenvolvimento de software relacionados; Conjunto de construtores e regras para a criação de modelos 34

SPEM OBJETIVO Utiliza uma abordagem orientada a objetos e a UML (Unified Modeling Language) como notação; A execução do processo não está no escopo deste modelo. 35

ARQUITETURA DO SPEM 36

MODELANDO COM O SPEM Como os usuários de SPEM (Engenheiros de Processo) usam SPEM? Através de diagramas UML Estereotipados SPEM define estereótipos para seus elementos de modelagem 37

NOTAÇÃO SPEM O SPEM utiliza mecanismos de extensão da semântica padrão da UML, para adaptá-la ao propósito da modelagem de processos, que são: Estereótipos; Valores Atribuídos e; Restrições. Ícones especiais foram criados para os estereótipos mais freqüentemente utilizados, como atividades, produtos de trabalho, papéis, etc. 38

NOTAÇÃO SPEM 39

ALGUNS ESTERIÓTIPOS DE SPEM WorkProduct: É uma descrição de algo que contém informação ou é uma entidade física produzida ou usada por atividades do processo. Ex: modelos, planos, documentos, etc. Estereótipo: 40

ALGUNS ESTERIÓTIPOS DE SPEM Activity: Descreve uma determinada atividade que um papel realiza dentro de um processo Estereótipo: ProcessRole: Descreve os papéis, responsabilidades e competências que um determinado indivíduo tem dentro do processo Estereótipo: 41

ALGUNS ESTERIÓTIPOS DE SPEM Discipline: É um agrupamento coerente de elementos do processo (artefatos, papéis, atividades) cujas atividades são organizadas segundo algum ponto de vista ou tema comum (Ex: Análise e Projeto, teste, implementação, etc.). Estereótipo: 42

ALGUNS ESTERIÓTIPOS DE SPEM Guidance: É um elemento do modelo que se associa a outros elementos para ajudar ou instruir na sua realização. Pode representar técnicas, guidelines, templates,etc. Estereótipo: 43

EXEMPLO DE SPEM RUP definido com SPEM 44

ESTRUTURA DO SPEM Estende um subconjunto do metamodelo da UML 1.4 Adiciona as construções e semânticas requeridas para a engenharia de processos de software 45

ESTRUTURA DO SPEM 46

EXEMPLO DE SPEM 47

FERRAMENTAS 48

IRIS PROCESS AUTOMATION SUITE 49

IRIS PROCESS AUTOMATION SUITE 100% compatível com SPEM Utiliza Web 2.0 Comunidades online visando a melhoria de processos. Suporte embutido para frameworks de governança Possui tecnologias wiki objetivando manter e aperfeiçoar os ativos antes de implantá-los no IRIS 50

ARIS PLATFORM 51

ARIS PLATFORM Possui recursos de simulação, permitindo comparação de diferentes cenários; Permite análises de impactos a partir de um Repositório integrado de informação; Ex: pessoas que precisam ser treinadas Componentes adicionais para BSC, Sarbanes-Oxley, Arquitetura Empresarial e Implantação SAP; Sugere melhorias nos processos; Suporte incompleto a BPMN. 52

JBOSS JBPM 53

JBOSS JBPM Possui uma versão gratuita; Está inserido em uma plataforma completa de middleware (jboss Enterprise SOA Platform); É uma ferramenta voltada para desenvolvedores Java; É baseada em notação proprietária; Não possui recursos de monitoramento da execução do processo. 54

CONSIDERAÇÕES FINAIS Modelar processos ajuda a entender como funciona uma organização; Permite alinhamento entre a TI e os Negócios; BPMN e SPEM possuem bastante aceitação no mercado; É difícil mensurar o ROI desse tipo de investimento (retorno não imediato). 55

REFERÊNCIAS Barros, R. (2010). Spider-PM: Uma Ferramenta de Apoio à Modelagem de Processos de Software ; Bezerra, A. (2009). Modelagem de Processos. Capítulo 5; Genvigir, E. (2003). Modelagem de Processos de Software Através do SPEM - Conceitos e Aplicação. Disponível em http://mtcm18.sid.inpe.br/col/lac.inpe.br/worcap/2003/10.31.14.46/ doc/artigo_worcap_elias_2003.pdf; Rabelo, R. (2010). BPM e BPMN. Disponível em http://www.das.ufsc.br/~rabelo/ensino/das5316/materia ldas5316/parte2/bpm/bpm%e2%80%93bpmn.pdf 56