SIMULADO ENEM 2º SEMESTRE - 2015



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Transcrição:

1 SIMULADO ENEM 2º SEMESTRE - 2015 GABARITO EXTENSIVO NOME DO(A) ALUNO(A) TURMA Redação, Linguagens, Códigos E SUAS TECNOLOGIAS (Tárcio, Tacyana, Tarsis, Abdon, Dudu e Danilo) Matemática E SUAS TECNOLOGIAS (Caribé E Tufic) 2015Salvador/3ªSérie/Simulado/20150627_ GABARITO_Simulado Enem_Linguagens_Matem_Extensivo.doc prof & lau

2 I N S T R U Ç Õ E S 01. Verifique se este caderno contém 90 questões, assim distribuídas: Redação Linguagens, Códigos e suas tecnologias 01 a 45 Matemática e suas tecnologias 01 a 45 Caso contrário, solicite ao fiscal da sala um outro caderno completo. Não serão aceitas reclamações posteriores. 02. Leia cuidadosamente cada uma das questões e escolha uma única resposta correta; mais de uma letra assinalada implicará anulação dessa questão. 03. A resposta deve ser marcada com caneta esferográfica de tinta azul ou preta na Folha de Respostas que acompanha o caderno de questões. 04. Você terá 5h30min (7h30 às 13h), para responder a todas as questões e preencher a Folha de Respostas. 05. Reserve os 30 minutos finais para marcar sua Folha de Respostas. Os rascunhos e as suas marcações assinaladas no caderno de questões não serão consideradas na avaliação. 06. Você somente poderá deixar o local da prova após decorridas 1h30min do início da aplicação da mesma. 07. Você será excluído do exame caso: utilize, durante a realização da prova, máquinas e(ou) relógios de calcular, bem como rádios, gravadores, headphones, telefones celulares ou fontes de consulta de qualquer espécie. 08. É obrigatória a devolução do caderno de questões e Folha de Respostas ao fiscal da sala. BOM TRABALHO! 2015Salvador/3ªSérie/Simulado/20150627_GABARITO_Simulado Enem_Linguagens_Matem_Extensivo.doc prof & lau

3 PROPOSTA DE REDAÇÃO Tema: A valorização do trabalho e do trabalhador no Brasil LEI GARANTE FGTS E OUTROS NOVOS BENEFÍCIOS ÀS EMPREGADAS DOMÉSTICAS Benefícios como FGTS, seguro-desemprego, apólice contra acidente e indenização na dispensa sem justa causa entram em vigor em 120 dias. Salário-família e auxílio-creche já estão valendo. (Atualizado em 03/06/2015 07:30) Adicional noturno, obrigatoriedade do recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por parte do empregador, seguro-desemprego, salário-família, auxílio-creche e pré-escola, seguro contra acidentes de trabalho e indenização em caso de demissão sem justa causa. Esses são alguns dos direitos que passam a valer em 120 dias para os empregados domésticos brasileiros. Depois de passar dois anos sendo discutida no Congresso, o texto regulamenta a emenda constitucional e amplia os direitos das empregadas domésticas, lei conhecida como PEC das Domésticas, foi sancionada na segunda-feira pela presidente Dilma Rousseff e publicada ontem no Diário Oficial da União. Para a advogada e professora da faculdade Newton Paiva, Tatiana Bhering, a publicação da lei é um avanço para o país que passa a valorizar a mão de obra humana. Nós éramos um dos únicos países que ainda não tinha regulamentado uma lei para os trabalhadores domésticos. É possível que agora muitos queiram sair da informalidade, já que serão valorizados e terão todos os direitos que os outros trabalhadores já haviam conquistado, afirma. A advogada avalia ainda outros pontos importantes que passam a vigorar com a lei, como as horas de trabalho excedidas pelo empregado durante viagens com a família do empregador que poderão ser compensadas após o término da viagem. A remuneração será acrescida em 25% e o empregador não poderá descontar do trabalhador despesas com alimentação, transporte e hospedagem. http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2015/06/03/internas_economia,654321/lei-garante-direitos-para-empregada-domestica.shtml TRABALHO Novo plano do governo permite reduzir salário e jornada para evitar demissões MP prevê que governo complementará 50% da perda salarial dos trabalhadores durante redução de jornada. (06/07/2015 Estadão conteúdo e folhapress) Diante de um cenário de desaceleração da economia e demissões mais de 240 mil vagas de trabalho foram encerradas neste ano, a presidente Dilma Rousseff definiu nesta segunda-feira (6) a criação de um programa para preservar o emprego no país. O chamado Programa de Proteção ao Emprego (PPE) prevê a redução em até 30% da jornada de trabalho, com redução proporcional de salários dos trabalhadores em períodos de crise, por no máximo um ano. O programa, cuja vigência terá início nesta terça (7), com a publicação de medida provisória, foi resultado de negociação das centrais sindicais, indústria e o Planalto. De acordo com a MP, a proposta permite a redução temporária em relação à jornada, habitualmente estabelecida em até 30%, por meio de convenção ou acordo coletivo com propósito específico, de todos os empregados ou de um setor específico da empresa. Os salários dos trabalhadores são reduzidos proporcionalmente e o governo complementa 50% da perda salarial durante o período máximo de 12 meses. 2015Salvador/3ªSérie/Simulado/20150627_ GABARITO_Simulado Enem_Linguagens_Matem_Extensivo.doc prof & lau

4 IMPACTO Estima-se que o PPE terá um impacto de R$ 26,9 milhões e R$ 67,9 milhões em 2015 e 2016, respectivamente. Tais despesas serão custeadas pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O Programa de Proteção ao Emprego é importante para proteger os empregos em momentos de retração da atividade econômica; preservar a saúde econômico-financeira das empresas; sustentar a demanda agregada durante momentos de adversidade para facilitar a recuperação da economia; estimular a produtividade do trabalho por meio do aumento da duração do vínculo trabalhista; e fomentar a negociação coletiva e aperfeiçoar as relações do trabalho, ressalta o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, na exposição de motivos da MP. A urgência desta medida provisória deriva da necessidade de preservar os empregos formais que são indispensáveis para a retomada do crescimento econômico. PROPOSTA DE REDAÇÃO Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma-padrão da língua portuguesa sobre a frase: A valorização do trabalho e do trabalhador são prerrogativas indispensáveis para o desenvolvimento social do Brasil. Apresente proposta de intervenção social que agregue valor às suas considerações, zelando pelo respeito aos direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. 2015Salvador/3ªSérie/Simulado/20150627_GABARITO_Simulado Enem_Linguagens_Matem_Extensivo.doc prof & lau

5 LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS Questões de 01 a 45 Questões de 01 a 05 (opção Inglês) 01. O secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, anunciou oficialmente, no dia 24 de janeiro, o fim da proibição para que mulheres sirvam em combate nas Forças Armadas dos EUA, iniciativa que pode abrir milhares de postos de trabalho na linha de frente de combate para elas. De acordo com a imagem acima, o vocábulo whichever remete A) ao tratamento desigual recebido pelas mulheres em todas as esferas da sociedade americana, inclusive quando prestam o serviço militar. B) ao forte preconceito enfrentado pelas mulheres quando elas decidem ingressar no exército americano para compor as fileiras militares. C) à incapacidade do soldado de dizer se a decisão do Pentágono representa, para as mulheres, uma conquista real ou uma exposição ao perigo. D) às inúmeras dificuldades encontradas pelas mulheres quando elas optam por seguir a carreira militar nas forças armadas dos Estados Unidos. E) às exigências absurdas impostas para as mulheres americanas no que diz respeito à participação delas em situações de combate. 02. THE COMPUTER THAT NEVER CRASHES A revolutionary new computer based on the apparent chaos of nature can reprogram itself if it finds a fault. OUT of chaos, comes order. A computer that mimics the apparent randomness found in nature can instantly recover from crashes by repairing corrupted data. Dubbed a systemic computer, the self-repairing machine now operating at University College London (UCL) could keep mission-critical systems working. For instance, it could allow drones to reprogram themselves to cope with combat damage, or help create more realistic models of the human brain. Disponível em: http://www.newscientist.com. Acesso em: 26 fev. 2013. 2015Salvador/3ªSérie/Simulado/20150627_ GABARITO_Simulado Enem_Linguagens_Matem_Extensivo.doc prof & lau

6 Um computador que trava é no mínimo irritante e, na pior das hipóteses, uma catástrofe. Mas, agora uma equipe de cientistas desenvolveu um novo tipo de computador que nunca falha. De acordo com o texto acima, que reproduz parcialmente uma matéria publicada na revista New Scientist, o computador em questão A) imita os padrões de regularidade amplamente encontrados no funcionamento do cérebro humano. B) reprograma-se imediatamente quando detecta a possibilidade iminente de vir a sofrer uma falha. C) recupera-se instantaneamente, duplicando o conteúdo armazenado através de um sistema emergencial. D) garante o funcionamento pleno do processamento central, embora não recupere dados corrompidos. E) pode vir a auxiliar equipamentos militares que sofreram algum tipo de avaria em situações de combate. 03. Uma equipe de investigadores britânicos confirmou ter encontrado o esqueleto do último rei da Inglaterra morto em batalha o rei Ricardo III, que governou o país no século XV. Os restos mortais foram descobertos numa zona medieval, onde atualmente existe um estacionamento. Com base na imagem acima, o rei Ricardo III A) morreu nas mãos do próprio filho que se aliou a Henrique VII, na tentativa de usurpar o trono de seu pai. B) foi um dos reis que permaneceu por mais tempo no trono da Inglaterra em toda a história da monarquia. C) padeceu a vida inteira por causa de uma deformidade física que impedia o pleno exercício de suas funções. D) sofreu vários ferimentos de guerra, incluindo lesões no crânio e perfurações em seu rosto. E) recebeu um sepultamento repleto de pompa, como era esperado para um monarca morto em combate. 2015Salvador/3ªSérie/Simulado/20150627_GABARITO_Simulado Enem_Linguagens_Matem_Extensivo.doc prof & lau

7 04. A tragédia em Santa Maria que culminou com a morte de 240 jovens colocou em xeque um problema comum em todo o país: a falta de segurança em boates e casas de shows. A peça publicitária acima que integra uma campanha desenvolvida pelo Texas State Fire Marshal s Office se acima a A) condenar a precariedade dos sistemas de prevenção de incêndio que não estabelecem um plano de evacuação para estabelecimentos superlotados. B) incentivar o frequentador de casas de shows a desenvolver o hábito de planejar uma estratégia de saída para situações críticas de emergência. C) exigir das autoridades responsáveis um maior rigor na fiscalização de estabelecimentos comerciais que se destinam ao entretenimento. D) destacar a necessidade de reestruturar as casas de shows para evitar que novas tragédias causadas pela superlotação voltem a se repetir. E) criticar as casas noturnas que não se preocupam em garantir minimamente a segurança dos frequentadores em situações de emergência. 05. THE SLAVE AUCTION (By Frances Ellen Watkins Harper) The sale began young girls were there, Defenseless in their wretchedness, Whose stifled sobs of deep despair Revealed their anguish and distress. And mothers stood, with streaming eyes, And saw their dearest children sold; Unheeded rose their bitter cries, While tyrants bartered them for gold. And woman, with her love and truth, For these in sable forms may dwell, Gazed on the husband of her youth, With anguish none may paint or tell. And men, whose sole crime was their hue, The impress of their Maker s hand, And frail and shrinking children too, Were gathered in that mournful band. Disponível em: http://www.poetryfoundation.org. Acesso em: 26 fev. 2013 2015Salvador/3ªSérie/Simulado/20150627_ GABARITO_Simulado Enem_Linguagens_Matem_Extensivo.doc prof & lau

8 Frances Ellen Watkins Harper (1825-1911) foi uma das mais ativas oradoras e poetisas envolvidas em causas de cunho social, tais como: o abolicionismo, o direito do voto das mulheres e os movimentos contra o alcoolismo e o linchamento de negros. Com base no texto anterior de sua autoria, a poetisa A) descreve os sentimentos que tomavam conta de adultos, jovens e crianças quando eram submetidos à prática do leilão de escravos. B) enaltece a coragem de abolicionistas que lutavam contra o horror da escravidão para pôr um fim ao leilão de homens e mulheres escravos. C) ressalta a revolta que se apoderava de seres humanos vendidos como objetos na abominável prática de comercialização de escravos. D) denuncia a indiferença da sociedade americana que ignorava o sofrimento vivido por homens e mulheres vendidos em leilões de escravos. E) critica a omissão do poder público que permitia, mesmo após a abolição da escravatura, a realização de frequentes leilões de escravos. 2015Salvador/3ªSérie/Simulado/20150627_GABARITO_Simulado Enem_Linguagens_Matem_Extensivo.doc prof & lau

9 LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS Questões de 01 a 45 Questões de 01 a 05 (opção Espanhol) 01. A publicidade em análise, da empresa Aerolíneas Argentina, busca convencer o leitor a comprar suas passagens aéreas, mostrando como característica vantajosa do serviço oferecido A) o espaço interno das aeronaves, mais amplo que o convencional. B) a larga experiência de voo dos pilotos dessa companhia. C) o curto tempo que se gasta para chegar ao destino desejado. D) as mais diversas possibilidades de pagamento da passagem adquirida. E) a variedade de destinos dentro do próprio país. 02. En marzo volvieron los gitanos. Esta vez llevaban un catalejo y una lupa del tamaño de un tambor, que exhibieron como el último descubrimiento de los judíos de Amsterdam. Sentaron una gitana en un extremo de la aldea e instalaron el catalejo a la entrada de la carpa. Mediante el pago de cinco reales, la gente se asomaba al catalejo y veía a la gitana al alcance de su mano. La ciencia ha eliminado las distancias, pregonaba Melquíades. Dentro de poco, el hombre podrá ver lo que ocurre en cualquier lugar de la tierra, sin moverse de su casa. Un mediodía ardiente hicieron una asombrosa demostración con la lupa gigantesca: pusieron un montón de hierba seca en mitad de la calle y le prendieron fuego mediante la concentración de los rayos solares. José Arcadio Buendía, que aún no acababa de consolarse por el fracaso de sus imanes, concibió la idea de utilizar aquel invento como un arma de guerra. Melquíades, otra vez, trató de disuadirlo. Pero terminó por aceptar los dos lingotes imantados y tres piezas de dinero colonial a cambio de la lupa. (http://www.literatura.us/garciamarquez/soledad) O texto em análise consiste em uma parte do livro Cien años de soledad, famosa obra de Gabriel García Márquez, escritor latinoamericano. O fragmento em questão apresenta a figura do cigano como responsável por A) criar instrumentos inovadores e exportá-los a regiões circunvizinhas. B) distribuir objetos criados em rituais religiosos em suas tribos. C) furtar instrumentos de povos diversos a fim de vendê-los como fonte de renda. D) gerar guerras entre pessoas do mesmo povo pela busca incessante do lucro. E) exibir novidades de fora ao povo de uma determinada região. 2015Salvador/3ªSérie/Simulado/20150627_ GABARITO_Simulado Enem_Linguagens_Matem_Extensivo.doc prof & lau

10 03. PARAGUAY: EL GUARANÍ, LA LENGUA DE LA IDENTIDAD NACIONAL A partir de 1992, la Constitución reconoció al guaraní como lengua oficial, lo que permite afirmar que en este terreno existe una excepción paraguaya. Esta situación deriva del temprano mestizaje y del aislamiento del país durante siglos, como lo plantea el historiador Miguel Colman. Destaca también que el guaraní es el idioma del pueblo, mientras que el castellano ha sido usado tradicionalmente por las clases acomodadas. Asegura que las guerras contribuyeron a erigir al guaraní en lengua de la patria. Sin embargo, cada vez más se intercalan palabras en castellano en el guaraní hablado. Como lo indica la periodista Tamara Samaniego, hay términos que no existen en el idioma indígena. Reconoce que solo aquellos cuya lengua materna es el guaraní lo hablan de manera pura. La Academia de Lengua Guaraní, creada en 2010, rige el idioma. Mario Rubén Alvarez, uno de sus miembros, admite el uso de neologismos en español. Opina que el estado debería invertir más en esta lengua estratégica de la identidad paraguaya y que debería bilingüizarse. En especial porque a veces el pueblo no entiende bien el castellano. (http://www.espanol.rfi.fr/americas/20150401-paraguay-un-pais-bilinguee-espanol-guarani) De acordo com a situação atual da língua guarani no território paraguaio, pode-se considerar que este idioma A) continua sendo usado exclusivamente pelo povo indígena que habita a região. B) vem recebendo cada vez mais investimentos do Estado por ser língua estratégica. C) foi trazido ao país pelas classes acomodadas provenientes da Europa. D) apresenta a incorporação de alguns termos do castelhano. E) é usado por todos de forma pura e conservadora. 04. Mafalda é uma personagem de cómic argentina que, embora criança, faz críticas maduras frente às mais diversas situações do cotidiano. Na charge em questão, Mafalda deixa claro que A) tem a sua mãe como exemplo de mulher que deseja seguir. B) está preocupada em ter um futuro fracassado como o de sua mãe. C) sente pena de sua mãe por tanto trabalho que tem para realizar. D) admira o sucesso que sua mãe alcançou na vida. E) está disposta a auxiliar a sua mãe nos trabalhos domésticos. 2015Salvador/3ªSérie/Simulado/20150627_GABARITO_Simulado Enem_Linguagens_Matem_Extensivo.doc prof & lau

11 05. Los principales líderes que durante años han promulgado terapias agresivas para curar la homosexualidad reconocen ahora su error porque se han dado cuenta de que estos tratamientos no funcionan. En una carta abierta firmada por nueve líderes exgays, aseguran tener más conocimientos ahora que cuando promulgaron las llamadas terapias de conversión asegurando que la homosexualidad se podía curar. Los firmantes de esta carta se disculpan, al creer que existía algo moralmente incorrecto y psicológicamente roto por ser gay o lesbiana. Crecimos mientras nos decían que ser LGTB era desordenado, enfermo, una patología mental, pecaminoso y desagradable a Dios. Crecimos mientras nos decían que las relaciones amorosas homosexuales eran superficiales conducidas por la lujuria, engañosas, desordenadas, e imposibles, confiesan en el escrito que pretenden que sirva para que se prohíban terapias similares. Los líderes de este movimiento son conscientes de las consecuencias que han podido acarrear tras años de férrea defensa de la cura de la homosexualidad. Lamentablemente, muchos optarán por el suicidio como resultado de su sentimiento de fracaso. (http://sociedad.elpais.com/ - Fragmento) O texto jornalístico caracteriza-se basicamente por apresentar informações a respeito dos mais variados assuntos, e seu título antecipa o tema que será tratado. Tomando como base o fragmento, a proposição que indica o tema central e poderia ser usado como título é: A) Antiguos promotores de terapias para curar a los gays admiten que no servían. B) Las terapias agresivas son las más eficaces en la cura gay. C) Las relaciones homosexuales son las más engañosas y desordenadas. D) La defensa de la cura gay puede causar el suicidio. E) Se debe denunciar cualquier intento de cambiar la orientación sexual. 06. TEXTO I TEXTO II SEIS ESTADOS ZERAM FILA DE ESPERA PARA TRANSPLANTE DE CÓRNEA Seis estados brasileiros aproveitaram o aumento no número de doadores e de transplantes, feitos no primeiro semestre de 2012, no país, e entraram para uma lista privilegiada: a de não ter mais pacientes esperando por uma córnea. Até julho desse ano, Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Norte e São Paulo eliminaram a lista de espera no transplante de córneas, de acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, no Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos. Em 2011, só São Paulo e Rio Grande do Norte conseguiram zerar essa fila. Disponível em: http://noticias.uol.com.br. Acesso em: 11 ago. 2013 (adaptado). A notícia e o cartaz abordam a questão da doação de órgãos. Ao relacionar os dois textos, observa-se que o cartaz é A) contraditório, pois a notícia informa que o país superou a necessidade de doação de órgãos. B) complementar, pois a notícia diz que a doação de órgãos cresceu e o cartaz solicita doações. C) redundante, pois a notícia e o cartaz têm a intenção de influenciar as pessoas a doarem seus órgãos. D) indispensável, pois a notícia fica completa sem o cartaz, que apela para a sensibilidade das pessoas. E) discordante, pois ambos os textos apresentam posições distintas sobre a necessidade de doação de órgãos. 2015Salvador/3ªSérie/Simulado/20150627_ GABARITO_Simulado Enem_Linguagens_Matem_Extensivo.doc prof & lau

12 07. Óia eu aqui de novo xaxando Óia eu aqui de novo para xaxar Vou mostrar pr esses cabras Que eu ainda dou no couro Isso é um desaforo Que eu não posso levar Que eu aqui de novo cantando Que eu aqui de novo xaxando Óia eu aqui de novo mostrando Como se deve xaxar Vem cá morena linda Vestida de chita Você é a mais bonita Desse meu lugar Vai, chama Maria, chama Luzia Vai, chama Zabé, chama Raque Diz que eu tou aqui com alegria BARROS, A. Óia eu aqui de novo. Disponível em: www.luizluagonzaga.mus.br. Acesso em: 5 maio 2013 (fragmento). A letra da canção de Antônio de Barros manifesta aspectos do repertório linguístico e cultural do Brasil. O verso que singulariza uma forma característica do falar popular regional é: A) Isso é um desaforo. B) Diz que eu tou aqui com alegria. C) Vou mostrar pr esses cabras. D) Vai, chama Maria, chama Luzia. E) Vem cá morena linda, vestida de chita. 08. QUERÔ DELEGADO Então desce ele. Vê o que arrancam desse sacana. SARARÁ Só que tem um porém. Ele é menor. DELEGADO Então vai com jeito. Depois a gente entrega pro juiz. (Luz apaga no delegado e acende no repórter, que se dirige ao público.) REPÓRTER E o Querô foi espremido, empilhado, esmagado de corpo e alma num cubículo imundo, com outros meninos. Meninos todos espremidos, empilhados, esmagados de corpo e alma, alucinados pelos seus desesperos, cegados por muitas aflições. Muitos meninos, com seus desesperos e seus ódios, empilhados, espremidos, esmagados de corpo e alma no imundo cubículo do reformatório. E foi lá que o Querô cresceu. MARCOS, P. Melhor teatro. São Paulo: Global, 2003 (fragmento). No discurso do repórter, a repetição causa um efeito de sentido de intensificação, construindo a ideia de A) opressão física e moral, que gera rancor nos meninos. B) repressão policial e social, que gera apatia nos meninos. C) polêmica judicial e midiática, que gera confusão entre os meninos. D) concepção educacional e carcerária, que gera comoção nos meninos. E) informação crítica e jornalística, que gera indignação entre os meninos. 2015Salvador/3ªSérie/Simulado/20150627_GABARITO_Simulado Enem_Linguagens_Matem_Extensivo.doc prof & lau

13 09. FABIANA, arrepelando-se de raiva Hum! Ora, eis aí está para que se casou meu filho, e trouxe a mulher para minha casa. É isto constantemente. Não sabe o senhor meu filho que quem casa quer casa... Já não posso, não posso, não posso! (Batendo com o pé). Um dia arrebento, e então veremos! PENA, M. Quem casa quer casa. www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 7 dez. 2012. As rubricas em itálico, como as trazidas no trecho de Martins Pena, em uma atuação teatral, constituem A) necessidade, porque as encenações precisam ser fiéis às diretrizes do autor. B) possibilidade, porque o texto pode ser mudado, assim como outros elementos. C) preciosismo, porque são irrelevantes para o texto ou para a encenação. D) exigência, porque elas determinam as características do texto teatral. E) imposição, porque elas anulam a autonomia do diretor. 10. Deixe-me sozinho Porque assim Eu viverei em paz Quero que sejas bem feliz Junto do seu novo rapaz... BARROS, Renato. Disponível em http://www.mpbnet.com.br. Acesso em: ago. 2013 Na composição de Renato Barros, gravada por Adriana Calcanhoto, há uma inadequação quanto ao uso do pronome. De acordo com a norma-padrão da língua, isso se justifica, pois A) gera a omissão do sujeito marcado pela segunda pessoa. B) gera a inadequação na concordância com o verbo. C) contraria as regras de colocação pronominal. D) contraria a uniformidade na forma de tratamento. E) apresenta o oblíquo marcando a função de sujeito. 11. Aquele bêbado Juro nunca mais beber e fez o sinal da cruz com os indicadores. Acrescentou: Álcool. O mais ele achou que podia beber. Bebia paisagens, músicas de Tom Jobim, versos de Mário Quintana. Tomou um pileque de Segall. Nos fins de semana, embebedavase de Índia Reclinada, de Celso Antônio. Curou-se 100% do vício comentavam os amigos. Só ele sabia que andava mais bêbado que um gambá. Morreu de etilismo abstrato, no meio de uma carraspana de pôr do sol no Leblon, e seu féretro ostentava inúmeras coroas de ex-alcoólatras anônimos. ANDRADE, C. D. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Record, 1991. A causa mortis do personagem, expressa no último parágrafo, adquire um efeito irônico no texto porque, ao longo da narrativa, ocorre uma A) metaforização do sentido literal do verbo beber. B) aproximação exagerada da estética abstracionista. C) apresentação gradativa da coloquialidade da linguagem. D) exploração hiperbólica da expressão inúmeras coroas. E) citação aleatória de nomes de diferentes artistas. 2015Salvador/3ªSérie/Simulado/20150627_ GABARITO_Simulado Enem_Linguagens_Matem_Extensivo.doc prof & lau

14 12. A substituição do haver por ter em construções existenciais, no português do Brasil, corresponde a um dos processos mais característicos da história da Língua Portuguesa, paralelo ao que já ocorrera em relação à ampliação do domínio de ter na área semântica de posse, no final da fase arcaica. Mattos e Silva (2001:136) analisa as vitórias de ter sobre haver e discute a emergência de ter existencial, tomando por base a obra pedagógica de João de Barros. Em textos escritos nos anos quarenta e cinquenta do século XVI, encontram-se evidências, embora raras, tanto de ter existencial, não mencionado pelos clássicos estudos de sintaxe histórica, quanto de haver como verbo existencial com concordância, lembrado por Ivo Castro, e anotado como novidade no século XVIII por Said Ali. Como se vê, nada é categórico, e um purismo estreito só revela um conhecimento deficiente da língua. Há mais perguntas que respostas. Pode-se conceber uma norma única e prescritiva? É válido confundir o bom uso e a norma da própria língua e dessa forma fazer uma avaliação crítica e hierarquizante de outros usos e, através deles, dos usuários? Substitui-se uma norma por outra? 13. CALLOU, D. A propósito de norma, correção e preconceito linguistico: do presente para o passado. IN: Cadernos de Letras da UFF, n. 36, 2008. Disponível em: www.uff.br. Acesso em:26 fev 2012 (adaptado) Para a autora, a substituição de haver por ter em diferentes contextos evidencia que: A) O estabelecimento de uma norma prescinde de uma pesquisa histórica. B) Os estudos clássicos de sintaxe histórica enfatizam a variação e a mudança na língua. C) Os comportamentos puristas são prejudiciais à compreensão da constituição linguística. D) A avaliação crítica e hierarquizante dos usos da língua fundamenta a definição da norma. E) A adoção de uma única norma revela uma atitude adequada para os estudos linguísticos. Disponível em: www.ccsp.com.br. Acesso em: 26 jul. 2010 (adaptado). O anúncio publicitário está intimamente ligado ao ideário de consumo quando sua função é vender um produto. No texto apresentado, utilizam-se elementos linguísticos e extralinguísticos para divulgar a atração Noites do Terror, de um parque de diversões. O entendimento da propaganda requer do leitor o(a) A) identificação com o público-alvo a que se destina o anúncio. B) avaliação da imagem como uma sátira às atrações de terror. C) atenção para a imagem da parte do corpo humano selecionada aleatoriamente. D) reconhecimento do intertexto entre a publicidade e um dito popular. E) percepção do sentido literal da expressão Noites do Terror, equivalente à expressão noites de terror. 2015Salvador/3ªSérie/Simulado/20150627_GABARITO_Simulado Enem_Linguagens_Matem_Extensivo.doc prof & lau

15 14. Eu acho um fato interessante... né... foi como meu pai e minha mãe vieram se conhecer... né... que... minha mãe morava no Piauí com toda família... né... meu... meu avô... materno no caso... era maquinista... ele sofreu um acidente... infelizmente morreu... minha mãe tinha cinco anos... né... e o irmão mais velho dela... meu padrinho... tinha dezessete e ele foi obrigado a trabalhar... foi trabalhar no banco... e... ele foi... o banco... no caso... estava... com um número de funcionários cheio e ele teve que ir para outro local e pediu transferência prum local mais perto de Parnaíba que era a cidade onde eles moravam e por engano o... o... escrivão entendeu Paraíba... né... e meu... e minha família veio parar em Mossoró que era exatamente o local mais perto onde tinha vaga pra funcionário do Banco do Brasil e:: ela foi parar na rua do meu pai... né... e começaram a se conhecer... namoraram onze anos... né... pararam algum tempo... brigaram... é lógico... porque todo relacionamento tem uma briga... né... e eu achei esse fato muito interessante porque foi uma coincidência incrível... né... como vieram a se conhecer... namoraram e hoje... e até hoje estão juntos... dezessete anos de casados CUNHA, M. A. F. (Org.). Corpus discurso & gramática: a língua falada e escrita na cidade do Natal. Natal: EdUFRN, 1998. Na transcrição de fala, há um breve relato de experiência pessoal, no qual se observa a frequente repetição de né. Essa repetição é um(a) A) índice de baixa escolaridade do falante. B) estratégia típica de manutenção da interação oral. C) marca de conexão lógica entre conteúdos na fala. D) manifestação característica da fala regional nordestina. E) recurso enfatizador da informação mais relevante da narrativa. 15. CURY, C. Disponível em: http://tirasnacionais.blogspot.com. Acesso em: 13 nov. 2011. A tirinha denota a postura assumida por seu produtor frente ao uso social da tecnologia para fins de interação e de informação. Tal posicionamento é expresso, de forma argumentativa, por meio de uma atitude A) crítica, expressa pelas ironias. B) resignada, expressa pelas enumerações. C) indignada, expressa pelos discursos diretos. D) agressiva, expressa pela contra-argumentação. E) alienada, expressa pela negação da realidade. 2015Salvador/3ªSérie/Simulado/20150627_ GABARITO_Simulado Enem_Linguagens_Matem_Extensivo.doc prof & lau

16 UTILIZE O TEXTO ABAIXO PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 16 E 17 O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; (...) na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; (...) em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; no álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba. (Paulo Mendes Campos, O amor acaba.) 16. No trecho e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado, o cronista associa a figura das mãos à imagem de um polvo, o que constitui a seguinte figura de linguagem: A) Metonímia B) Anáfora C) Metáfora D) Comparação E) Sinédoque 17. Na passagem em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro, as vírgulas são usadas para A) marcar a elipse de um verbo. B) separar elementos anafóricos. C) indicar que houve um anacoluto. D) marcar o sentido metafórico do texto. E) isolar o vocativo. 18. Abatidos pelo fadinho harmonioso e nostálgico dos desterrados, iam todos, até mesmo os brasileiros, se concentrando e caindo em tristeza; mas, de repente, o cavaquinho de Porfiro, acompanhado pelo violão do Firmo, romperam vibrantemente com um chorado baiano. Nada mais que os primeiros acordes da música crioula para que o sangue de toda aquela gente despertasse logo, como se alguém lhe fustigasse o corpo com urtigas bravas. E seguiram-se outras notas, e outras, cada vez mais ardentes e mais delirantes. Já não eram dois instrumentos que soavam, eram lúbricos gemidos e suspiros soltos em torrente, a correrem serpenteando como cobras numa floresta incendiada; eram ais convulsos, chorados em frenesi de amor: música feita de beijos e soluços gostosos; carícia de fera, carícia de doer, fazendo estalar de gozo. (AZEVEDO, Aluísio) 2015Salvador/3ªSérie/Simulado/20150627_GABARITO_Simulado Enem_Linguagens_Matem_Extensivo.doc prof & lau

17 No romance O Cortiço (1890), de Aluísio Azevedo, as personagens são observadas como elementos coletivos caracterizados por condicionantes de origem social, sexo e etnia. Na passagem transcrita, o confronto entre brasileiros e portugueses revela prevalência pelo elemento brasileiro, pois A) destaca o nome de personagens brasileiras e omite o de personagens portuguesas. B) exalta a força do cenário natural brasileiro e considera o do português inexpressivo. C) mostra o poder envolvente da música brasileira, que cala o fado português. D) destaca o sentimentalismo brasileiro, contrário à tristeza dos portugueses. E) atribui aos brasileiros uma habilidade maior com instrumentos musicais. 19. AQUI É O PAÍS DO FUTEBOL Brasil está vazio na tarde de domingo, né? Olha o sambão, aqui é o país do futebol [...] No fundo desse país Ao longo das avenidas Nos campos de terra e grama Brasil só é futebol Nesses noventa minutos De emoção e alegria Esqueço a casa e o trabalho A vida fica lá fora Dinheiro fica lá fora A cama fica lá fora A mesa fica lá fora Salário fica lá fora A fome fica lá fora A comida fica lá fora A vida fica lá fora E tudo fica lá fora SIMONAL, W. Aqui é o país do futebol. Disponível em: www.vagalume.com.br. Acesso em: 27 out. 2011 (fragmento). Na letra da canção Aqui é o país do futebol, de Wilson Simonal, o futebol, como elemento da cultura corporal de movimento e expressão da tradição nacional, é apresentado de forma crítica e emancipada devido ao fato de A) reforçar a relação entre o esporte futebol e o samba. B) ser apresentado como uma atividade de lazer. C) ser identificado com a alegria da população brasileira. D) promover a reflexão sobre a alienação provocada pelo futebol. E) ser associado ao desenvolvimento do país. 20. Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia e por ele fizera a tolice de estudar inutilidades. Que lhe importavam os rios? Eram grandes? Pois que fossem... Em que lhe contribuiria para a felicidade saber o nome dos heróis do Brasil? Em nada... O importante é que ele tivesse sido feliz. Foi? Não. Lembrou-se das coisas do tupi, do folk-lore, das suas tentativas agrícolas... Restava disso tudo em sua alma uma satisfação? Nenhuma! Nenhuma! O tupi encontrou a incredulidade geral, o riso, a mofa, o escárnio; e levou-o à loucura. Uma decepção. E a agricultura? Nada. As terras não eram ferazes e ela não era fácil como diziam os livros. Outra decepção. E, quando o seu patriotismo se fizera combatente, o que achara? Decepções. Onde estava a doçura de nossa gente? Pois ele não a viu combater como feras? Pois não a via matar prisioneiros, inúmeros? Outra decepção. A sua vida era uma decepção, uma série, melhor, um encadeamento de decepções. A pátria que quisera ter era um mito; um fantasma criado por ele no silêncio de seu gabinete. BARRETO, L. Triste fim de Policarpo Quaresma. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br.acesso em: 8 nov. 2011. 2015Salvador/3ªSérie/Simulado/20150627_ GABARITO_Simulado Enem_Linguagens_Matem_Extensivo.doc prof & lau

18 O romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, foi publicado em 1911. No fragmento destacado, a reação do personagem aos desdobramentos de suas iniciativas patrióticas evidencia que a A) dedicação de Policarpo Quaresma ao conhecimento da natureza brasileira levou-o a estudar inutilidades, mas possibilitou-lhe uma visão mais ampla do país. B) curiosidade em relação aos heróis da pátria levou-o ao ideal de prosperidade e democracia que o personagem encontra no contexto republicano. C) construção de uma pátria a partir de elementos míticos, como a cordialidade do povo, a riqueza do solo e a pureza linguística, conduz à frustração ideológica. D) propensão do brasileiro ao riso, ao escárnio, justifica a reação de decepção e desistência de Policarpo Quaresma que prefere resguardar-se em seu gabinete. E) certeza da fertilidade da terra e da produção agrícola incondicional faz parte de um projeto ideológico salvacionista, tal como foi difundido na época do autor. 21. CÁRCERE DAS ALMAS Ah! Toda a alma num cárcere anda presa, Soluçando nas trevas, entre as grades Do calabouço olhando imensidades, Mares, estrelas, tardes, natureza. Tudo se veste de uma igual grandeza Quando a alma entre grilhões as liberdades Sonha e, sonhando, as imortalidades Rasga no etéreo o Espaço da Pureza. Ó almas presas, mudas e fechadas Nas prisões colossais e abandonadas, Da Dor no calabouço, atroz, funéreo! Nesses silêncios solitários, graves, que chaveiro do Céu possui as chaves para abrir-vos as portas do Mistério?! CRUZ E SOUSA, J. Poesia completa. Florianópolis: Fundação Catarinense de Cultura / Fundação Banco do Brasil, 1993. Os elementos formais e temáticos relacionados ao contexto cultural do Simbolismo encontrados no poema Cárcere das Almas, de Cruz e Sousa, são o(a) A) opção pela abordagem, em linguagem simples e direta, de temas filosóficos. B) prevalência do lirismo amoroso e intimista em relação à temática nacionalista. C) refinamento estético da forma poética e o tratamento metafísico de temas universais. D) evidente preocupação do eu-lírico com a realidade social expressa em imagens poéticas inovadoras. E) liberdade formal da estrutura poética que dispensa a rima e a métrica tradicionais em favor de temas do cotidiano. 2015Salvador/3ªSérie/Simulado/20150627_GABARITO_Simulado Enem_Linguagens_Matem_Extensivo.doc prof & lau

19 22. SE OS TUBARÕES FOSSEM HOMENS Se os tubarões fossem homens, eles seriam mais gentis com os peixes pequenos? Certamente, se os tubarões fossem homens, fariam construir resistentes gaiolas no mar para os peixes pequenos, com todo o tipo de alimento, tanto animal como vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca e adotariam todas as providências sanitárias. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nas aulas, os peixinhos aprenderiam como nadar para a goela dos tubarões. Eles aprenderiam, por exemplo, a usar a geografia para localizar os grandes tubarões deitados preguiçosamente por aí. A aula principal seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. A eles seria ensinado que o ato mais grandioso e mais sublime é o sacrifício alegre de um peixinho e que todos deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando estes dissessem que cuidavam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que este futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência. Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos seria condecorado com uma pequena Ordem das Algas e receberia o título de herói. BRECHT, B. Histórias do Sr. Keuner. São Paulo: Ed. 34, 2006 (adaptado). Como produção humana, a literatura veicula valores que nem sempre estão representados diretamente no texto, mas são transfigurados pela linguagem literária e podem até entrar em contradição com as convenções sociais e revelar o quanto a sociedade perverteu os valores humanos que ela própria criou. É o que ocorre na narrativa do dramaturgo alemão Bertolt Brecht mostrada. Por meio da hipótese apresentada, o autor A) demonstra o quanto a literatura pode ser alienadora ao retratar, de modo positivo, as relações de opressão existentes na sociedade. B) revela a ação predatória do homem no mar, questionando a utilização dos recursos naturais pelo homem ocidental. C) defende que a força colonizadora e civilizatória do homem ocidental valorizou a organização das sociedades africanas e asiáticas, elevando-as ao modo de organização cultural e social da sociedade moderna. D) questiona o modo de organização das sociedades ocidentais capitalistas, que se desenvolveram fundamentadas nas relações de opressão em que os mais fortes exploram os mais fracos. E) evidencia a dinâmica social do trabalho coletivo em que os mais fortes colaboram com os mais fracos, de modo a guiá-los na realização de tarefas. TEXTO PARA AS QUESTÕES 23 E 24 Paisagens da minha terra, Onde o rouxinol não canta Mas que importa o rouxinol? Frio, nevoeiros da serra Quando a manhã se levanta Toda banhada de sol! Sou romântico? Concedo. Exibo, sem evasiva, A alma ruim que Deus me deu. Decorei Amor e medo, No lar, Meus oito anos... Viva José Casimiro Abreu! Sou assim, por vício inato. Ainda hoje gosto de Diva, Nem não posso renegar Peri, tão pouco índio, é fato, Mas tão brasileiro... Viva, Viva José de Alencar! BANDEIRA, Manuel. Sextilhas românticas. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. 2. ed. Rio de Janeiro:José Olympio, 1970. p.185-186. 2015Salvador/3ªSérie/Simulado/20150627_ GABARITO_Simulado Enem_Linguagens_Matem_Extensivo.doc prof & lau

20 23. (ENEM-adaptada) O sujeito poético considera-se romântico, porque A) emite juízo de valor sobre si e os outros, com olhar pessimista e irônico. B) se mostra portador de um espírito nacionalista, valorizador de elementos brasileiros. C) busca, neste poema, o escapismo, a evasão do momento presente através da morte. D) defende uma visão negativista e desacreditada da realidade à sua volta. E) denuncia uma problemática social caracterizadora de sua terra, da qual quer partir. 24. (ENEM-adaptada) Sobre o poema de Bandeira, é correto afirmar que o texto apresenta A) nos versos 1, 2 e 3, a indiferença em face da ausência de um elemento atípico na paisagem nacional. B) nos versos 4, 5 e 6, imagens contrastantes e simbólicos da desigualdade social brasileira. C) no verso 13, o reconhecimento de algo inerente ao ser, com o qual este apresenta conflito. D) no verso 15, uma construção frasal que demonstra a inserção do discurso no uso da norma culta. E) no verso 16, uma visão nostálgica a respeito da idealização romântica, que acredita verdadeira. TEXTO PARA AS QUESTÕES 25 E 26 Na rua, Clara pensou em tudo aquilo, naquela dolorosa cena que tinha presenciado e no vexame que sofrera. Agora é que tinha a noção exata da sua situação na sociedade. Fora preciso ser ofendida irremediavelmente nos seus melindres de solteira, ouvir os desaforos da mãe do seu algoz, para se convencer de que ela não era uma moça como as outras; era muito menos no conceito de todos. Bem fazia adivinhar isso, seu padrinho! Coitado!... A educação que recebera, de mimos e vigilâncias, era errônea. Ela devia ter aprendido da boca dos seus pais que a sua honestidade de moça e de mulher tinha todos por inimigos, mas isto ao vivo, com exemplos, claramente... O bonde vinha cheio. Olhou todos aqueles homens e mulheres... Não haveria um talvez, entre toda aquela gente de ambos os sexos, que não fosse indiferente à sua desgraça... Ora, uma mulatinha, filha de um carteiro! O que era preciso, tanto a ela como às suas iguais, era educar o caráter, revestir-se de vontade, como possuía essa varonil Dona Margarida, para se defender de Cassi e semelhantes, e bater-se contra todos os que se opusessem, por este ou aquele modo, contra a elevação dela, social e moralmente. Nada a fazia inferior às outras, senão o conceito geral e a covardia com que elas o admitiam... Chegaram em casa; Joaquim ainda não tinha vindo. Dona Margarida relatou a entrevista, por entre o choro e os soluços da filha e da mãe. Num dado momento, Clara ergueu-se da cadeira em que se sentara e abraçou muito fortemente sua mãe, dizendo, com um grande acento de desespero: Mamãe! Mamãe! Que é minha filha? Nós não somos nada nesta vida. (BARRETO, Lima de. Clara dos Anjos) 25. Lima Barreto, autor pré-modernista, apresenta inovações estéticas ao lado de elementos conservados de movimentos anteriores. A leitura do trecho do romance Clara dos Anjos nos permite verificar que o autor apresenta como inovação temática: A) O protagonismo do excluído, representado por Clara, retratada, embora de forma determinista, com suas subjetividades. B) As descrições horrendas expressionistas presentes nas referências desrespeitosas dos passageiros do bonde. C) A personificação do ambiente, presente na imagem do bonde, representação metonímica dos passageiros que a olhavam. D) Os diálogos vazios de reflexão, típicos de uma abordagem dadaísta, preocupada em definir e não em criticar. E) A idealização da raça, uma vez que está presente na obra uma ideia, a defesa de uma tese sobre negras e mulatas. 2015Salvador/3ªSérie/Simulado/20150627_GABARITO_Simulado Enem_Linguagens_Matem_Extensivo.doc prof & lau

21 26. Lima Barreto é amplamente reconhecido por suas duras críticas ao preconceito racial. Assinale a alternativa em que o trecho destacado do texto retrata teor crítico de sua escritura em relação ao olhar lançado pela sociedade às mulheres mulatas e negras: A) A educação que recebera, de mimos e vigilâncias, era errônea. B) Nada a fazia inferior às outras, senão o conceito geral e a covardia com que elas o admitiam.... C) Na rua, Clara pensou em tudo aquilo, naquela dolorosa cena que tinha presenciado e no vexame que sofrera. D) O bonde vinha cheio. Olhou todos aqueles homens e mulheres.... E) Num dado momento, Clara ergueu-se da cadeira em que se sentara e abraçou muito fortemente sua mãe. TEXTO PARA AS QUESTÕES 27 E 28 Pelas ruas de túmulos, fomos calados. Eu olhava vagamente aquela multidão de sepulturas, que trepavam, tocavam-se, lutavam por espaço, na estreiteza da vaga e nas encostas das colinas aos lados. Algumas pareciam se olhar com afeto, roçando-se amigavelmente; em outras, transparecia a repugnância de estarem juntas. Havia solicitações incompreensíveis e também repulsões e antipatias; havia túmulos arrogantes, imponentes, vaidosos e pobres e humildes; e, em todos, ressumava o esforço extraordinário para escapar ao nivelamento da morte, ao apagamento que ela traz às condições e às fortunas. BARRETO, Lima. O CEMITÉRIO. Contos completos de Lima Barreto. 27. O texto pertence a um dos grandes expoentes da literatura pré-modernista. Um traço relevante do estilo em questão está presente em: A) Retratar aspectos marcantes da beleza exótica do cotidiano do interior, afastada do centro de poder. B) Apresentar características negativas e negadoras do traço vanguardista de uma metrópole pós-moderna. C) Narrar ações de tipos pouco comuns, romanticamente idealizados, do mundo contemporâneo. D) Descrever cenários naturais da paisagem física local, adversos aos da paisagem humana. E) Observar a realidade da vida num centro urbano e, sobretudo, revelar sua crítica em relação ao ser humano. 28. No texto, faz-se presente um juízo de valor em nível subjetivo, por parte do narrador. Ele está presente no fragmento transcrito em: A) Pelas ruas de túmulos, fomos calados. B) Algumas pareciam se olhar com afeto.... C) Eu olhava vagamente aquela multidão de sepulturas.... D)... lutavam por espaço, na estreiteza da vaga e nas encostas das colinas.... E)... roçando-se amigavelmente. TEXTO PARA AS QUESTÕES 29 E 30 29. Ó Formas alvas, brancas, Formas claras De luares, de neves, de neblinas! Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas... Incensos dos turíbulos das aras Formas do Amor, constelarmente puras, De Virgens e de Santas vaporosas... Brilhos errantes, mádidas frescuras E dolências de lírios e de rosas... Indefiníveis músicas supremas, Harmonias da Cor e do Perfume... Horas do Ocaso, trêmulas, extremas, Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume... CRUZ e SOUSA, Broquéis. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1995. p. 90. 2015Salvador/3ªSérie/Simulado/20150627_ GABARITO_Simulado Enem_Linguagens_Matem_Extensivo.doc prof & lau

22 Os versos de Cruz e Sousa traduzem a estética simbolista, pois apresentam A) descrição sintética e racional do mundo imediato e concreto, conforme a estética clássica. B) uso de recursos estilísticos, criando imagens sensoriais e subjetivos, em nível da sugestão. C) enfoque de uma realidade transfigurada pelo transcendente e pela racionalidade objetiva. D) apreensão de um dado da realidade desprovida de traços de religiosidade e misticismo. E) imagens poéticas que tematizam o amor em sua dimensão física e sexual. 30. Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, é A) a narrativa da vida e morte de um funcionário humilde conformado com a realidade social do seu tempo. B) uma autobiografia em que a personagem-título expõe sua insatisfação com relação a burocracia carioca. C) o relato das aventuras de um nacionalista ingênuo e fanático que lidera um grupo de oposição no início da República. D) um livro de memórias em que o personagem-título, através de um artifício narrativo, conta as atribulações de sua vida até a hora da morte. E) a história de um nacionalista fanático que, quixotescamente, tenta resolver sozinho os males sociais de seu tempo. 31. JOVENS LIBERAIS DÃO AULA PÚBLICA SOBRE PASSAGEM Mesmo com pouca idade, o estudante de economia Kim Kataguiri, 18, já fala num tom professoral. Explica teorias econômicas, cita filósofos modernos e faz discursos para a plateia que o ouve no vão livre do Masp. Ele participava de uma aula pública sobre soluções para o transporte público de SP, organizada pelo Movimento Brasil Livre jovens de classe média que se dizem liberais. Poucas horas antes do protesto do MPL, Kim explica sua solução: a livre concorrência argumento contrário ao que prega o Movimento Passe Livre. (Folha de S. Paulo, 24/01/2015) Considerando o contexto em que foram utilizadas, é correto afirmar que as aspas no título indicam a(o) A) uso da redundância. B) sentido hiperbólico. C) denotação das palavras. D) ocorrência de jargões. E) presença de ironia. UTILIZE O TEXTO ABAIXO PARA RESPONDER À QUESTÃO 32 José Dias amava os superlativos. Era um modo de dar feição monumental às ideias; não as havendo, servia a prolongar as frases. Levantou-se para ir buscar o gamão, que estava no interior da casa. Cosi-me muito à parede, e vi-o passar com as suas calças brancas engomadas, presilhas, rodaque e gravata de mola. Foi dos últimos que usaram presilhas no Rio de Janeiro, e talvez neste mundo. Trazia as calças curtas para que lhe ficassem bem esticadas. A gravata de cetim preto, com um arco de aço por dentro, imobilizava-lhe o pescoço; era então moda. O rodaque de chita, veste caseira e leve, parecia nele uma casaca de cerimônia. Era magro, chupado, com um princípio de calva; teria os seus cinquenta e cinco anos. Levantou-se com o passo vagaroso do costume, não aquele vagar arrastado dos preguiçosos, mas um vagar calculado e deduzido, um silogismo completo, a premissa antes da consequência, a consequência antes da conclusão. Um dever amaríssimo! (Machado de Assis, D. Casmurro) 2015Salvador/3ªSérie/Simulado/20150627_GABARITO_Simulado Enem_Linguagens_Matem_Extensivo.doc prof & lau