Universo da mecânica



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Departamento Regiona de São Pauo Universo da mecânica Escoa SENAI MÓDULOS ESPECIAIS MECÂNICA

Cursos Profissionaizantes O Teecurso Profissionaizante foi feito para você que está à procura de profissionaização; para você que está desempregado e precisa aprender uma profissão; para você que já estuda e quer aprender mais ou para você que é professor e quer se atuaizar. E, pensando em você, nós do Teecurso, escohemos a área de Mecânica, porque sabemos que é a que oferece mais empregos na indústria. Assim, esperamos aumentar suas oportunidades de se sair bem em sua vida profissiona. Para tornar esse estudo ainda mais fáci, os conteúdos da área de Mecânica foram divididos em três bocos: Móduo Introdutório Móduos Básicos de Tecnoogia Móduos Instrumentais Ees são independentes entre si e podem ser estudados sozinhos ou na seqüência que você achar mais interessante. Assim, o Móduo Introdutório, chamado de O universo da mecânica vai apresentar as possibiidades de exporação do universo que representa a área da Mecânica na produção industria. Os Móduos Básicos de Tecnoogia contêm os conteúdos que se referem às informações necessárias ao desenvovimentos dos conhecimentos básicos reacionados à formação do profissiona da área de Mecânica, ou seja: Processos de Fabricação Materiais, Ensaios dos Materiais Eementos de Máquinas Tratamento Térmico Tratamento de Superfícies

Os Móduos Instrumentais contêm assuntos que servem de suporte ao conhecimento tecnoógico apresentado nos Móduos Básicos. Ees são: Leitura e Interpretação de Desenho Técnico Mecânico Cácuo Técnico Normaização Metroogia Manutenção Automatização/Automação Aém desses assuntos, foram destacados quatro temas compementares que contêm temas importantes para a formação de atitudes positivas dentro do ambiente de trabaho e que são: Higiene e Segurança do Trabaho Quaidade Ambienta Organização do Trabaho Quaidade Esses temas, aém de terem sido desenvovidos em auas específicas, estarão presentes, sempre que necessário, nas auas de todos os móduos. O bom de tudo isso é que você mesmo vai administrar o seu aproveitamento e o seu progresso. Quando você sentir que aprendeu o suficiente para obter um certificado, poderá prestar um exame no Senai. Se for aprovado, receberá o certificado referente à competência adquirida.

Universo da mecânica Este móduo tem o objetivo de he dar uma visão do universo da mecânica, saientando o desenvovimento das máquinas e dos processos de fabricação ao ongo da história do homem. A primeira unidade procura mostrar como o homem primitivo foi evouindo a partir do emprego dos primeiros materiais e das primeiras ferramentas e utensíios, mehorando, aos poucos, sua condição de vida. Na segunda unidade, você é informado de como o homem passou a empregar máquinas simpes - a aavanca, a roda e o pano incinado - para desocar materia pesado sem dispender grande esforço muscuar. É importante conhecer os princípios nos quais as máquinas simpes estão baseadas. Ao estudar máquinas compexas você descobrirá que esses mesmos princípios são empregados neas. Na terceira unidade, você vai estudar os mecanismos de transmissão de força e movimento para compreender como as máquinas simpes se desenvoveram, dando origem a máquinas mais compexas. Na quarta unidade, são apresentadas noções e conceitos básicos, reacionados com o desenvovimento dessas máquinas compexas, ou seja, desde a máquina-ferramenta até as máquinas automáticas, que deram grande impuso à industriaização. Na quinta unidade, são descritos os principais processos de fabricação, usados atuamente. Assim, você pode ficar com uma noção mais cara da indústria mecânica. Ao fina de cada unidade, você tem oportunidade de avaiar sua aprendizagem, fazendo os exercícios apresentados e conferindo suas respostas com os gabaritos, no fina do voume. O gossário tem o objetivo de ajudá-o a compreender o significado de aguns termos técnicos, usados no decorrer do fascícuo. Aém de enriquecer seu vocabuário, você poderá entender mehor o texto ido. Com esse conjunto de informações, você ficará preparado para o estudo da Mecânica, a ser continuado nas próximas auas. Autoria Caros Aberto Gaspar Nivia Gordo Adaptado de: Tecnoogia Mecânica Básica e Materiais - Mundo Mecânico (pubicação interna do SENAI-SP), Eaborado por Benedito Caros Gazzaneo e Maria Rita Aprie. Comissão de Panejamento e Eaboração Arette A. de Paua Guibert (Coordenação gera) Pauo Antonio Gomes (Coordenação executiva) Adison Tabain Koe (Coordenação pedagógica) Antonio Scaramboni Caros Aberto Gaspar Céia Regina Taavera Ceso Di Poito Joe Ferreira Nivia Gordo Regina Céia Roand Novaes Regina Maria Siva Sérgio Nobre Franco

Organização do trabaho Neste móduo, você vai estudar agumas noções básicas de organização do trabaho. Na primeira aua é anaisada a importância do trabaho para o bem de cada um, da sociedade e da nação. Considerando que você trabahe numa empresa, seja ea grande ou pequena, é feito um estudo do significado de produção e de produtividade. Você vai ver que uma empresa pode ter uma boa produção, ou seja, uma grande quantidade de produtos, produzidos de forma rápida, com baixo custo e de boa quaidade. Em seguida, é feito um estudo de posto de trabaho que é a área em que o operário reaiza seu trabaho. Neste estudo, você vai conhecer os princípios de economia de movimentos. Esses princípios faciitam a reaização de um trabaho com menos esforço físico e de forma inteigente. Na segunda aua, você encontra informações reativas à simpificação do trabaho que consiste numa série de procedimentos para tornar o método de trabaho mais simpes, mais rápido e menos cansativo. Ainda, é feito um estudo do significado de perdas que acontecem devido a desperdícios de materia, de máquinas, de tempo e de esforços. Os desperdícios, ou seja, o resutado do que é feito sem economia, vão causar refugos - peças ma feitas e que não podem ser aproveitadas _ e a necessidade de retrabaho, isto é, de fazer novamente uma peça que foi feita com erros ou mau acabamento. Na terceira aua, você recebe noções de como fazer um eiaute ou arranjo físico do oca de trabaho. O objetivo desta aua é mostrar-he como se pode organizar o espaço de trabaho para acançar maior níve de produção e de produtividade, sem excesso de movimentação. Na quarta aua, você vai conhecer uma técnica chamada Just-in-time ou Bem-a-tempo. Essa técnica permite à empresa produzir somente o que for pedido e vai ser vendido, portanto, sem correr riscos de prejuízos. Ao mesmo tempo, a técnica faciita um trabaho de equipe sendo que uma mesma pessoa pode fazer trabahos diferentes e, assim, terá oportunidade de crescer profissionamente. Na quinta aua, são descritos dois departamentos - departamento de recursos humanos e departamento de panejamento. O objetivo é o de mostrar, numa organização tradiciona de empresa, como os setores ou departamentos se reacionam entre si. Convém embrar que, hoje, esta forma de organização tem sido substituída por outra, mais moderna, na inha de reengenharia. No fina do ivro, você encontra os gabaritos dos exercícios apresentados no decorrer das auas. Assim, você terá oportunidade de fixar mehor as informações apresentadas nas auas. Autoria José Luiz Campos Coeho Nivia Gordo Comissão de Panejamento e Eaboração Arette A. de Paua Guibert (Coordenação gera) Pauo Antonio Gomes (Coordenação executiva) Adison Tabain Koe (Coordenação pedagógica) Antonio Scaramboni Caros Aberto Gaspar Céia Regina Taavera

Ceso Di Poito Joe Ferreira Nivia Gordo Regina Céia Roand Novaes Regina Maria Siva Sérgio Nobre Franco Normaização Imagine se os fabricantes de âmpadas fizessem cada uma deas com roscas de tamanhos e tipos diferentes. Antes de comprar uma, você teria que medir o soquete onde ea seria atarraxada, verificar o tipo de rosca e na oja, procurar a âmpada que se adequasse à sua necessidade. Ainda bem que as âmpadas são fabricadas com rosca do mesmo tipo e tamanho! Os fabricantes de soquetes também fabricam os soquetes com as roscas internas do mesmo tipo e tamanho, adequado ao das âmpadas. Isso acontece graças a um entendimento entre fabricantes de âmpadas e de soquetes que padronizaram as formas e dimensões das roscas, ou seja, criaram padrões comuns para seus produtos. Assim como os fabricantes de âmpadas e de soquetes precisaram fazer esse acordo, fabricantes de outros produtos tiveram a mesma necessidade e criaram conjuntos de normas que atendem a diversas necessidades do mundo moderno. Este curso é composto de 4 auas e vai he mostrar como a Normaização é necessária e como é reaizada no Brasi e em outros países. A aua 1 irá mostrar como o homem tem se preocupado em estabeecer padrões e regras através dos tempos. A aua 2 vai tratar do início da Normaização sistemática e das associações de Normaização internacionais e nacionais. A aua 3 he dará informações sobre a Normaização no Brasi, e sobre a Associação Brasieira de Normas Técnicas - ABNT. A aua 4 enfocará os atuais objetivos da Normaização, como por exempo, segurança e o interesse do consumidor. Ao término das auas 2, 3 e 4 você encontrará aguns exercícios para ajudáo a recordar o que foi ido. As respostas estão nos gabaritos, no fina deste ivro Se você errar agum, eia o texto correspondente outra vez. Autoria Ceso Di Poito Céia Regina Taavera Adaptado de: Tecnoogia Mecânica Básica e Materiais - Normaização (pubicação interna do SENAI-SP), eaborada por Benedito Caros Gazzaneo e Maria Rita Aprie. Comissão de Panejamento e Eaboração Arette A. de Paua Guibert (Coordenação gera) Pauo Antonio Gomes (Coordenação executiva) Adison Tabain Koe (Coordenação pedagógica) Antonio Scaramboni Caros Aberto Gaspar Céia Regina Taavera Ceso Di Poito Joe Ferreira

Nivia Gordo Regina Céia Roand Novaes Regina Maria Siva Sérgio Nobre Franco

Universo da mecânica Apresentação Neste móduo você tem uma visão do uni- verso da mecânica, saientando o desenvovimento das máquinas e dos processos de fabricação, ao ongo da história do homem. A primeira unidade procura mostrar como o homem primitivo foi evouindo desde o emprego dos primeiros materiais, das primeiras ferramentas e dos primeiros utensíios, mehorando, aos poucos, sua condição de vida. Na segunda unidade, você vê como o homem passou a empregar máquinas simpes - a aavanca, a roda e o pano incinado - para desocar materia pesado sem dispender grande esforço muscuar. É importante conhecer os princípios nos quais as máquinas simpes estão baseadas. Ao estudar máquinas compexas, você descobrirá que esses mesmos princípios são empregados neas. Na terceira unidade, você estuda os mecanismos de transmissão de força e movimento para compreender como as máquinas simpes se desenvoveram, dando origem a máquinas mais compexas. Na quarta unidade, são apresentadas a você noções e conceitos básicos reacionados ao desenvovimento dessas máquinas compexas, ou seja, desde a máquina-ferramenta até as máquinas automáticas, que deram grande impuso à industriaização. Na quinta unidade, estão descritos os principais processos de fabricação, usados atuamente. Assim, você pode ficar com uma noção mais cara da indústria mecânica. Ao fina de cada unidade, você tem oportunidade de avaiar sua aprendizagem, fazendo os exercícios apresentados e conferindo suas respostas com os gabaritos, apresentados no fina do ivro. O gossário tem o objetivo de ajudá-o a compreender o significado de aguns termos técnicos usados no decorrer do ivro. Aém de enriquecer seu vocabuário, você poderá entender mehor o texto ido. Com esse conjunto de informações, você se prepara para o estudo da mecânica, que continua nas próximas auas.

Universo da mecânica A UU L AL A 1 1 Neste móduo você tem uma visão do uni- verso da mecânica, saientando o desenvovimento das máquinas e dos processos de fabricação, ao ongo da história do homem. A primeira unidade procura mostrar como o homem primitivo foi evouindo desde o emprego dos primeiros materiais, das primeiras ferramentas e dos primeiros utensíios, mehorando, aos poucos, sua condição de vida. Na segunda unidade, você vê como o homem passou a empregar máquinas simpes - a aavanca, a roda e o pano incinado - para desocar materia pesado sem dispender grande esforço muscuar. É importante conhecer os princípios nos quais as máquinas simpes estão baseadas. Ao estudar máquinas compexas, você descobrirá que esses mesmos princípios são empregados neas. Na terceira unidade, você estuda os mecanismos de transmissão de força e movimento para compreender como as máquinas simpes se desenvoveram, dando origem a máquinas mais compexas. Na quarta unidade, são apresentadas a você noções e conceitos básicos reacionados ao desenvovimento dessas máquinas compexas, ou seja, desde a máquina-ferramenta até as máquinas automáticas, que deram grande impuso à industriaização. Na quinta unidade, estão descritos os principais processos de fabricação usados atuamente. Assim, você pode ficar com uma noção mais cara da indústria mecânica. Ao fina de cada unidade, você tem oportunidade de avaiar sua aprendizagem, fazendo os exercícios apresentados e conferindo suas respostas com os gabaritos, apresentados no fina das cinco auas. Com esse conjunto de informações, você se prepara para o estudo da mecânica, que continua nas próximas auas. Apresentação AUTORIA Caros Aberto Gaspar Nivia Gordo Adaptado de: Tecnoogia Mecânica Básica e Materiais - Mundo Mecânico (pubicação interna do SENAI-SP), eaborado por Benedito Caros Gazzaneo e Maria Rita Aprie.

A U L A 1 Histórico Há mihares e mihares de anos, o homem fabrica objetos de pedra. Pedras ascadas, pontiagudas, maciças ou finas constituíram as primeiras ferramentas para a fabricação de utensíios. Idade da pedra Utensíio: objeto que tem utiidade. Tahar: escupir. Durante muito tempo, o homem primitivo usou sua própria força muscuar juntamente com ferramentas, armas e utensíios rudimentares para satisfazer às suas necessidades. Tahar a pedra foi o primeiro processo usado para a obtenção de objetos. O trabaho era difíci e ento, e a dureza das pedras impedia a fabricação de objetos com formatos mais compexos. Pode-se dizer que essa época representa o início do trabaho na vida do ser humano. O síex, um tipo de pedra existente na natureza, era o materia mais comum para fazer estacas, machados de caça, utensíios e, ainda, para raspar as pees de animais abatidos. Aém de pedras, as primeiras ferramentas eram feitas de madeira, osso e chifre. raspador faca Mais tarde, os perfuradores de síex foram usados para perfurar madeira e pedra, de ta modo que se podia introduzir cabos nos furos feitos. Isso possibiitou a fabricação de ferramentas mais aperfeiçoadas. perfurador

O homem primitivo descobriu o processo de poir ferramentas e armas. Para isso, espahava grãos minúscuos de areia umedecida entre a ferramenta e agum objeto que funcionava como pape de ixa. Por meio de movimentos que provocavam atrito entre a areia e o objeto, as armas e ferramentas ficavam com suas superfícies desbastadas e poidas. poimento Esses foram os principais processos usados peo homem na chamada Idade da Pedra e que corresponderam às primeiras técnicas de fabricação e aos primeiros materiais empregados para a obtenção de utensíios. A U L A 1 Os metais A pedra foi exporada de todas as formas como ferramenta. Entretanto, as ferramentas de pedra tinham a desvantagem de se desgastarem rapidamente. O homem continuou descobrindo novos materiais para fabricar ferramentas mais duradouras. Mas a substituição da pedra por metais, como matéria-prima para a fabricação de instrumentos de trabaho, foi um processo muito ento. Iniciamente, o cobre foi utiizado como um novo tipo de pedra. Logo o ser humano foi percebendo que se tratava de outro materia, que, aém de ser menos duro que a pedra, tinha um briho especia. Com o decorrer do tempo, foram encontrados outros materiais com características semehantes às do cobre. Forjamento dos metais No início, a técnica utiizada para fabricar utensíios era a deformação a frio do materia, por meio de gopes. Aquecendo os metais, o homem descobriu que conseguia mudar sua forma com maior faciidade. O fogo já era usado para aquecimento, proteção contra os animais e preparo dos aimentos. O homem primitivo percebeu que o cobre podia ser trabahado com faciidade ao ser aquecido até certa temperatura, tornando-se maeáve, isto é, mais moe. Desse modo foi possíve transformar o cobre em muitos produtos com diferentes formatos. A técnica utiizada para deformar o meta por meio de gopes, a fim de fabricar utensíios e ferramentas, tornou-se conhecida como forjamento. ferramentas de cobre

A U L A 1 Fusão: passagem do estado sóido para o estado íquido. Fundição de metais Nossos antepassados eram mestres em forjar. Fabricavam ferramentas, recipientes e jóias. Na busca constante para aperfeiçoar os processos de fabricação, o homem resoveu aquecer mais os materiais sóidos até se fundirem. Aquecendo o cobre a uma temperatura próxima a 1.000ºC, descobriu-se que esse meta atingia seu ponto de fusão, isto é, o ponto em que passa do estado sóido para o estado íquido. O cobre em fusão era despejado em recipientes com cavidades e assumiam, assim, a forma do produto desejado. Com isso, o homem dava os primeiros passos para o desenvovimento da fundição, que se tornava um novo processo de fabricação de objetos. Com a fundição, os produtos passaram a ser fabricados com maior rapidez e riqueza de detahes. Aém de ferramentas e armas, eram fabricados objetos de adorno, jóias, armaduras e utensíios de uso doméstico, como paneas e taheres. mode produto A primeira iga metáica Liga metáica: associação - por fusão - de dois ou mais corpos simpes, dos quais um, peo menos, é meta. O bronze foi a primeira iga metáica descoberta peo homem, ao fundir cobre misturado com pequenas quantidades de estanho. Trata-se de uma iga importante porque resuta num materia mais duro e resistente à deformação. Com métodos rudimentares, iniciava-se a produção de igas metáicas. Rapidamente, o bronze tornou-se o principa materia utiizado na fabricação de ferramentas, armas e enfeites. Apresentava a vantagem de ser resistente e fáci de trabahar. Era considerado de enorme vaor, quase tanto quanto o ouro.

O ferro Encontrado em quase todo o mundo, o ferro é um dos metais que o homem aprendeu a forjar há mihares de anos. Por vota de 1500 a.c., a superioridade do bronze começa a ser ameaçada peo ferro, por ser facimente encontrado em pequenos pedaços de rochas sotas na superfície da Terra. Os fundidores da época tinham grande dificudade para trabahar com o ferro porque ee é um materia mais duro que o cobre e o bronze. Era necessária uma temperatura acima de 1.000ºC para o ferro passar do estado sóido ao íquido. As iustrações mostram as técnicas utiizadas na fabricação dos primeiros produtos de ferro. A U L A 1 Num buraco feito na terra, era aquecida uma mistura do minera e carvão vegeta. A mistura aquecida se transformava numa massa pastosa. Essa massa era batida para a eiminação de impurezas e escórias. O que restava da massa era forjado. Eram forjadas, principamente, armas e ferramentas.

A U L A 1 Ferro fundido Durante muito tempo, o homem tentou fundir o ferro. Para isso, procurou aperfeiçoar a técnica de aquecimento, construindo fornos que permitissem obter temperaturas suficientemente atas para evar o ferro à fusão. O homem aprimorou essa técnica, quando obteve ata temperatura e aqueceu o minério de ferro misturado com carvão, injetando ar dentro do forno. injeção de ar vazamento Dureza: resistência que os corpos apresentam ao serem riscados ou perfurados. A temperatura acançada, superior a 1.300ºC, foi suficiente para obter uma massa íquida. A massa era vazada em recipientes com cavidades e assumia a forma desejada para o produto. A fundição do ferro possibiitava a obtenção de produtos com eevada dureza por causa do carvão. Em ata temperatura, o carvão ibera carbono que é absorvido peo ferro. Entretanto, o ferro fundido dessa forma apresentava a desvantagem de ser quebradiço e de não poder ser forjado. Isso constituía novo probema a ser soucionado peo homem. Os primeiros aços Ao observar o processo de fundição do ferro, o homem verificou que quanto menos carbono fosse absorvido peo ferro, menos duro e menos quebradiço ficaria o produto fina. Foi assim que a fundição possibiitou um grande aumento na produção de peças de ferro fundido. Dadas as vantagens técnicas, produtos que eram forjados em cobre ou bronze foram substituídos peo ferro fundido. Nessa época, o homem dava os primeiros passos para a obtenção do aço, materia mais importante da era dos metais.

Exercício 1 Assinae com (X) a resposta correta. Na Idade da Pedra, eram empregadas as seguintes técnicas de fabricação: a) ( ) Furação, fundição e poimento. b) ( ) Tahamento, poimento e furação. c) ( ) Fundição, forjamento e tahamento. d) ( ) Tahamento, poimento e forjamento. Exercícios A U L A 1 Exercício 2 Assinae com (X) a seqüência em que os materiais metáicos foram exporados peo homem, começando do materia mais antigo até chegar ao mais recente: a) ( ) Ferro fundido, cobre, bronze, aço. b) ( ) Aço, ferro fundido, cobre, bronze. c) ( ) Cobre, bronze, ferro fundido, aço. d) ( ) Cobre, ferro fundido, aço, bronze. Exercício 3 Assinae com (X) a resposta correta. Uma das primeiras igas obtidas foi o seguintes materiais: a) ( ) Ferro fundido e cobre. b) ( ) Cobre e estanho. c) ( ) Cobre e aço. d) ( ) Cobre e carbono. bronze, que é uma mistura dos Exercício 4 Na couna da esquerda estão indicados tipos de materiais metáicos; na couna da direita aparecem agumas características desses materiais. Escreva a etra que reaciona cada materia às suas características. a) Cobre ( ) Resistente, fáci de trabahar. b) Bronze ( ) Absorve carbono do carvão, quando fundido. c) Ferro ( ) Maeáve, fáci de trabahar. Exercício 5 Assinae com (X) a resposta correta. O ferro substituiu o cobre e o bronze porque: a) ( ) Possuía um briho mais atraente. b) ( ) Era mais fáci de forjar. c) ( ) Era mais fáci de fundir. d) ( ) Era mais resistente. Exercício 6 Assinae com (X) a resposta correta. Forjamento é um processo de fabricação peo qua se obtêm produtos por meio de: a) ( ) Fundição. b) ( ) Gopes. c) ( ) Corte. d) ( ) Poimento.

A U L A A U L A 2 2 Máquinas simpes Ao ongo de sua história, o ser humano procurou mehorar suas condições de trabaho, principamente no que se refere à redução de seu esforço físico. Para isso, o homem utiizou, iniciamente, meios auxiiares que he permitissem reaizar trabahos de modo mais fáci e com o menor gasto possíve de sua força muscuar. Esses primeiros meios foram a aavanca, a roda e o pano incinado que, por sua simpicidade, ficaram conhecidos como máquinas simpes. aavanca roda pano incinado As máquinas simpes são consideradas fundamentais porque seus princípios estão presentes em todas as máquinas.

Aavanca Aavanca é um sóido aongado e rígido que pode girar ao redor de um ponto de apoio, também conhecido como fucro ou eixo de rotação. A U L A 2 BR BP P R P. A. Quaquer aavanca apresenta os seguintes eementos: força motriz ou potente (P) força resistente (R) braço motriz (BP): distância entre a força motriz (P) e o ponto de apoio; braço resistente (BR): distância entre a força resistente (R) e o ponto de apoio; ponto de apoio (PA): oca onde a aavanca se apóia quando em uso. Conforme a posição do ponto de apoio em reação à força motriz (P) e à força resistente (R), as aavancas cassificam-se em: interfixa; inter-resistente; interpotente. Essa forma de cassificação pode ficar mais cara nos exempos e esquemas a seguir. R BR PA BP P PA BR R BP P PA BP P interfixa inter-resistente interpotente BR R A tesoura e a gangorra são aavancas interfixas. BR PA BP R P

A U L A 2 O abridor de tampas de garrafas e a carrioa, ou carrinho de mão, são aavancas inter-resistentes. P BP PA BR R A pinça e o braço humano são aavancas interpotentes. BR P BP PA R

Exercício 1 Preencha os espaços. a) As máquinas simpes apresentam dois tipos de força que são: a força... a força... b) As máquinas simpes faciitam a reaização de um... c) As máquinas simpes fundamentais são:...,... e... Exercícios A U L A 2 Exercício 2 Cassifique as aavancas iustradas, segundo o tipo a que pertencem: interfixa, inter-resistente ou interpotente. P P PA R PA R a)... b)... P PA R R PA P c)... d)... P P R PA PA R e)... f)...

A U L A 2 P R PA R P PA g)... h)... R P P PA R PA i)... j)... Pano incinado Pano incinado é uma superfície pana e incinada que forma um ânguo menor que 90º com a superfície horizonta. É, possivemente, a máquina simpes mais antiga do mundo. Animais e homens pré-históricos já utiizavam os panos incinados naturais das encostas de montanhas para escaá-as. Imagina-se que o pano incinado teve pape importante na construção das pirâmides do Egito Antigo, ao faciitar a eevação de grandes bocos.

O pano incinado continua sendo utiizado. A U L A 2 Uma rodovia entre montanhas apresenta panos incinados. As rampas de acesso aos andares de um moderno edifício são panos incinados que faciitam a ocomoção de pessoas, veícuos e cargas. No caminhão cegonheiro, a rampa possibiita a subida e a descida de carros. Anaisando as duas situações abaixo, parece evidente que o uso do pano incinado torna o trabaho mais fáci.

A U L A 2 Consideremos dois panos incinados, conforme as iustrações: 6 m 3 m 3 m 12 m O pano incinado da direita indica que se usa menos força para empurrar a carga. Pode-se deduzir que quanto mais comprido for um pano incinado, menos força será gasta na movimentação de uma carga para uma mesma atura. No entanto, ocorre perda em termos de distância. A cunha e o parafuso são exempos de apicação do pano incinado. A cunha funciona como dois panos incinados. As cunhas ajudam a vencer grandes resistências, como rachar enha, apertar cabos de enxadas, cabos de marteos etc. Prego, machado, faca, formão, tahadeira e navaha são exempos de cunhas. O parafuso é outra apicação derivada do pano incinado. Um parafuso é um pano incinado enroado em um ciindro.

Assinae com (X) a resposta correta. Exercício 3 O pano incinado eeva cargas com economia de força. a) ( ) certo b) ( ) errado Exercícios A U L A 2 Exercício 4 Quanto maior for o comprimento de um pano incinado, menor será a força empregada para eevar uma carga a uma mesma atura. a) ( ) certo b) ( ) errado Exercício 5 O parafuso é uma máquina simpes, derivada de um pano incinado. a) ( ) certo b) ( ) errado Exercício 6 Prego, machado, faca, formão, tahadeira e navaha são exempos de cunha. a) ( ) certo b) ( ) errado Roda A roda constitui uma das descobertas mais importantes. Ninguém sabe, porém, como ea foi inventada. Provavemente, a roda surgiu, ainda sob a forma de roete, quando o homem primitivo teve de desocar grandes cargas por ongas distâncias e não podia contar apenas com sua força. É difíci imaginar o mundo sem rodas. Muitas coisas que conhecemos deixariam simpesmente de existir e não teríamos atingido o atua progresso tecnoógico. Quando se faa em roda, imediatamente pensa-se em eixo, que é uma segunda roda presa ao centro da primeira. Na pré-história, os homens usavam troncos arredondados de árvores e discos de pedra para funcionar como rodas.

A U L A 2 Com o passar do tempo e com a descoberta dos metais e de outros materiais, as rodas foram evouindo. Hoje temos rodas de pástico tão resistentes quanto as de aço! O sariho e a roda d água são agumas das apicações da roda. Também as engrenagens derivam da roda e servem para transmitir força e movimento. Máquinas compexas, como torno, furadeira, automóve, iquidificador etc., possuem diversos tipos de rodas que permitem os mais variados movimentos. Rodana A rodana é uma roda que gira ao redor de um eixo que passa por seu centro. Na borda da rodana existe um suco em que se encaixa uma corda ou um cabo fexíve, ou corrente. O suco é conhecido como garganta, goa ou gorne. garganta suporte do gancho disco A rodana pode ser fixa ou móve. rodana fixa rodana móve

Na rodana fixa, o eixo é preso a um suporte quaquer. Quando em uso, ea não acompanha a carga. O funcionamento da rodana fixa baseia-se no funcionamento de uma aavanca interfixa de braços iguais. A U L A 2 BR BP P. A. R P R P BR = BP Em uma das extremidades do cabo apica-se a força P e na outra extremidade, a força R. As rodanas fixas servem para eevar pequenas cargas com comodidade e segurança, aém de possibiitarem mudança de direção e sentido das forças apicadas. P P = R R A rodana móve pode desocar-se juntamente com a carga e baseia-se no funcionamento de uma aavanca inter-resistente. P P BP P. A. BR R R Na rodana móve emprega-se menos força que na rodana fixa para a reaização do mesmo trabaho.

Exercícios A U L A 2 Assinae com (X) a resposta correta. Exercício 7 Da roda deriva o seguinte eemento: a) ( ) moa b) ( ) parafuso c) ( ) pino d) ( ) engrenagem Exercício 8 As engrenagens servem para transmitir força e movimento. a) ( ) certo b) ( ) errado Exercício 9 O funcionamento de uma rodana fixa baseia-se no funcionamento de uma aavanca: a) ( ) interpotente de braços iguais b) ( ) inter-resistente de braços iguais c) ( ) interfixa de braços iguais d) ( ) mista de braços iguais Exercício 10 A reação P = R é váida para a seguinte máquina simpes: a) ( ) aavanca b) ( ) rodana fixa c) ( ) rodana móve d) ( ) pano incinado Exercício 11 O funcionamento de uma rodana móve baseia-se no funcionamento de uma aavanca: a) ( ) interfixa b) ( ) interpotente c) ( ) inter-resistente d) ( ) mista

Transmissão e transformação de movimento A UU L AL A 3 3 O motor que aciona uma máquina nem sempre produz o movimento apropriado ao trabaho que se deseja reaizar. Quando isso ocorre, torna-se necessário empregar mecanismos de transformação de movimento. Por exempo: na máquina operatriz é indispensáve, para boa execução do trabaho, que a peça ou ferramenta esteja animada de movimento adequado e que sua veocidade seja conveniente ao trabaho a ser executado. No estudo do movimento em máquinas é necessário diferenciar as expressões transmissão de movimento e transformação de movimento. Transmissão de movimento é a passagem de movimento de um órgão da máquina para outro órgão da mesma máquina, podendo ou não haver ateração na veocidade. poia motor correia poia broca O movimento de rotação da poia do motor da furadeira é transmitido para a poia da árvore onde está a broca por meio de correias.

A U L A 3 Há transformação de movimento quando o tipo do movimento sofre aterações num mecanismo de transmissão. Vamos observar as figuras abaixo: (a) (b) Em (a) e em (b) existe transmissão de movimento, mas somente em (b) pode haver transformação de movimento. Tipos de mecanismos As máquinas apresentam os mais variados tipos de mecanismos de transmissão e transformação de movimento. Entre esses diversos tipos de mecanismos encontramos poias e correias, engrenagens, biea-manivea, cremaheira e came. poias e correias cremaheira biea manivea engrenagens Poias são mecanismos de transmissão de movimento que se encontram fixados em eixos de máquinas e motores. As poias necessitam de correias para transmitirem movimento de um órgão de uma máquina para outro órgão da mesma máquina ou de outra máquina. As correias funcionam como eemento de igação entre as poias.

Ù Observe a iustração de uma ventoinha. ventoinha A U L A 3 transmissão A correia transmite movimento para a poia, fixa no eixo da ventoinha, quando movimentamos o eixo da manivea. Consideremos, agora, duas poias igadas entre si por meio de uma correia, sendo que uma das poias está igada a um motor. motora movida A poia igada ao motor chama-se poia motora ou motriz. A outra chama-se poia movida. Engrenagens são rodas dentadas, assentadas em eixos que transmitem movimento de rotação de um eixo para outro. A engrenagem é constituída de dentes que se encaixam nos vãos da outra engrenagem a ea acopada. Ù Para conservar o mesmo sentido de rotação entre duas engrenagens, é preciso manter uma engrenagem intermediária entre eas:

A U L A 3 O mecanismo biea-manivea transforma movimento retiíneo em movimento circuar e vice-versa. Locaização da biea e da manivea num esquema eixo biea corrediça ou ciindro haste do pistão manivea pistão A manivea é fixada, peo seu núceo, ao eixo de um voante ou mesmo de uma poia ou, ainda, ao eixo principa de um motor de automóve (eixo de manivea). O conjunto pinhão-cremaheira é outro mecanismo muito utiizado em máquinas. Transforma movimento circuar em retiíneo e vice-versa. Esse conjunto é constituído de uma roda dentada que engrena com uma barra provida de dentes, geramente em formato de trapézio. pinhão cremaheira Em um torno mecânico, por exempo, a cremaheira encontra-se fixada sob o barramento. Ao girar, o pinhão se desoca na cremaheira e movimenta o carro principa do torno. Na furadeira de couna, o cabeçote se desoca verticamente, acionado peo pinhão que se movimenta através de uma manivea. O came é outro tipo de mecanismo. Ee transforma movimento circuar em movimento retiíneo ou rotatório aternado.

Compete os espaços. Exercício 1 a) Transmissão de movimento é a... de movimento de um... para outro órgão da mesma máquina. Exercícios A U L A 3 b) A transmissão de movimento de uma poia para outra pode ser feita por meio de.... c) A poia igada ao motor chama-se poia.... d) As engrenagens são rodas..., assentadas sobre eixos. Transmitem um movimento de... de um eixo a outro. e) O mecanismo biea-manivea permite transformar movimento retiíneo em... f) O conjunto pinhão-cremaheira permite a transformação do movimento circuar em... e vice-versa.

A U L A A U L A 4 4 Máquinas Durante muito tempo, a fabricação dos objetos se imitou ao trabaho artesana. O homem ainda dependia da sua força muscuar. Fabricava-se um produto de cada vez e sua quaidade exigia muita habiidade do artesão. O crescente consumo de produtos exigiu uma produção mais rápida e em maior quantidade. Aos poucos, o homem foi substituindo materiais, construindo máquinas mais compexas, observando e utiizando a força dos próprios componentes da natureza e, com isso, diminuindo seu trabaho muscuar. moagem manua sistema pião Ao usar moinho de tração anima, o homem percebeu que o trabaho poderia ser aceerado, substituindo o pião por uma grande pedra de moer.

A força da água e a força do vento eram muito utiizadas peos nossos antepassados, principamente para mover moinhos. A U L A 4 Moinho hidráuico Moinho de vento No início, as máquinas eram feitas de madeira. Essas máquinas foram aprimoradas com o emprego de novos materiais e o desenvovimento de novos processos de fabricação. Máquinas-ferramentas O torno foi uma das primeiras e mais importantes máquinas utiizadas na fabricação de peças. Iniciamente, os movimentos de rotação da máquina eram gerados por pedais. A ferramenta para tornear ficava na mão do operador que dava forma ao produto. Daí a importância de sua habiidade no processo de fabricação. Quando a ferramenta foi fixada à máquina, o operador ficou mais ivre para trabahar. Pode-se dizer que nesse momento nasceu a máquina-ferramenta.

A U L A 4 Máquina a vapor A máquina a vapor, construída por James Watt, no sécuo XVIII, provocou grande impacto no setor industria e no de transportes. O vapor, ao reaizar trabaho mecânico, substituía outras formas de energia. Surge, assim, o cavao-vapor (CV), uma unidade de potência utiizada até hoje. Cavao-vapor (CV) James Watt, engenheiro e mecânico escocês, aém de construtor de máquinas, dedicou-se a uma série de trabahos que trouxeram progressos decisivos à utiização do vapor. James Watt, construtor da máquina a vapor, queria demonstrar quantos cavaos a máquina podia substituir. Verificou que um cavao podia eevar uma carga de 75 kg (quiograma) a um metro de atura em um segundo, reaizando assim um trabaho de 75 kgm (quiogrâmetro) por segundo, o que se convencionou chamar de potência de 1cv. A máquina a vapor exercia grande esforço mecânico, submetendo suas peças a atas veocidades e pressões. Por essa razão, o emprego do vapor exigia componentes como tubos, bujões, ciindros e vávuas que resistissem às severas condições de trabaho impostas às máquinas. O uso da máquina a vapor também exigiu que seus componentes fossem aperfeiçoados, apresentando bom acabamento e dimensões mais exatas. A fabricação de produtos com essas características exigiu máquinas-ferramentas mais precisas e materiais de mehor quaidade, o que provocou grande desenvovimento da mecânica. Aperfeiçoamento das máquinas O aperfeiçoamento das máquinas e o conseqüente aumento de rendimento, representam fator importante na atividade industria. O desenvovimento tecnoógico tem por objetivo a produção de grandes quantidades de peças com maior rapidez, mehor quaidade e menor custo. A Ingaterra foi o primeiro país a dar um grande passo nesse caminho ao criar a primeira indústria destinada à fabricação de máquinas-ferramentas, no período de 1700 a 1800.

Joseph Whitworth foi um dos pioneiros no aperfeiçoamento das máquinasferramentas. Aém de inventar máquinas, projetou instrumentos para medição de peças e padronizou perfis e passo de roscas para parafusos e porcas. Mais tarde, o sistema Whitworth para roscas foi normaizado, ou seja, passou a ser empregado com base em normas estabeecidas. Abaixo estão aguns exempos de máquinas-ferramentas do início do sécuo. A U L A 4 torno paina imadora fresadora O surgimento das máquinas-ferramentas contribuiu para transformar a produção artesana em produção industria e para aceerar o desenvovimento do setor produtivo. prensa para cunhar moedas Foram desenvovidas máquinas diferentes para outros trabahos com metais como, por exempo, o da conformação de metais. Eetricidade e automação Há vinte e cinco sécuos, o fiósofo grego Taes observou que, ao esfregar uma barra de âmbar com um pedaço de ã, a barra atraía pedaços de penas, paha etc. Ee acabara de descobrir a eetricidade. A paavra grega para designar âmbar é eectron, da qua deriva o termo eetricidade. Âmbar: resina fóssi, sóida e isoante.

A U L A 4 Embora fosse conhecida há muito tempo, somente no fina do sécuo passado a eetricidade começou a ser utiizada em arga escaa. Aceerou-se, então, o desenvovimento industria, principamente com o uso de motores eétricos. As outras formas de energia foram, aos poucos, substituídas peo motor eétrico que movimentava as máquinas e não ocupava grandes espaços na sua instaação. No fina do sécuo passado surgem as primeiras máquinas automáticas, comandadas por dispositivos mecânicos. Fabricavam grande quantidade de peças de boa quaidade. Pregos, parafusos e porcas são exempos de produtos fabricados em máquinas automáticas, dando início à produção industria em arga escaa. Fábrica de pregos do início do sécuo XX, com máquinas automáticas. A atividade industria espahou-se rapidamente na passagem do sécuo XIX para o sécuo XX. As indústrias já dispunham de uma grande variedade de máquinas, o que possibiitou o desenvovimento da indústria, principamente, da automobiística. Outros setores, como comércio, agricutura, transporte, também beneficiaram-se com o desenvovimento da indústria mecânica. Com as máquinas automáticas foi possíve fabricar grande quantidade de uma mesma peça, manter a precisão, a intercambiabiidade e reduzir os custos de produção.

Exercício 1 Assinae com (X) a afirmativa que indica uma das características da produção artesana. a) ( ) Fabricação de produtos em grande escaa. b) ( ) Emprego de máquinas. c) ( ) Fabricação de um produto de cada vez, exigindo muita habiidade do artesão. Exercícios A U L A 4 Exercício 2 Assinae com (X) as frases corretas, reativas a máquinas. a) ( ) A força da água era muito utiizada para mover máquinas. b) ( ) Uma das primeiras máquinas-ferramentas foi o torno. c) ( ) O surgimento das máquinas contribuiu para aceerar o desenvovimento do setor produtivo. d) ( ) As máquinas atuais eiminaram os princípios das máquinas simpes. e) ( ) Whitworth contribuiu para o aperfeiçoamento das máquinasferramentas. f) ( ) A máquina a vapor revoucionou, em sua época, o setor de transportes. g) ( ) Máquinas automáticas eram comandadas por dispositivos mecânicos h) ( ) As máquinas automáticas contribuíram para o rápido desenvovimento da indústria automobiística.

A U A UL LA 5 5 Industriaização e processo de fabricação Por vota de 1800, teve início a industriaização. Ea é considerada recente, se comparada às épocas primitivas em que uma determinada forma de trabaho podia durar muitos anos, sem aperfeiçoamento. Aguns dos fatos que mais contribuíram para o desenvovimento industria foram: a rápida expansão do comércio; a necessidade de produção mais rápida e em grande quantidade. Aos poucos, o sistema artesana foi sendo substituído por uma nova organização do trabaho para o aumento da produção. O trabaho passou a ser dividido. O homem deixou de ter a visão de conjunto do processo de produção porque passou a ser encarregado da reaização de apenas partes do trabaho, tornando-se especiaista em determinadas tarefas e operações. Rapidamente, as máquinas tomaram conta do setor produtivo. Por causa disso, tornou-se comum o aparecimento de ocais em que se concentravam máquinas e grupos de operários, organizados para a fabricação de grandes quantidades de peças, numa produção muito mais rápida e econômica. Surgiram as primeiras fábricas, dando início à fase industria na história do homem. Com o desenvovimento das indústrias, foi intensificada a utiização de novos materiais e de novos processos na fabricação. Ainda hoje, o homem se vê cercado de desafios que o evam à busca de novos materiais e de novos processos de fabricação. Os principais processos de fabricação na indústria mecânica são: Modagem Conformação Corte Junção

Modagem Os processos de fabricação por modagem consistem na produção de um corpo sóido a partir de um meta amorfo, ou seja, no estado íquido, de pó granuado ou de pasta. Exempos de processos de fabricação por modagem: Fundição - processo no qua o meta é derretido e depois despejado numa fôrma. Os produtos obtidos por esse processo são, por exempo, bocos de motores, bases de máquinas etc. Sopro - processo de fabricação de recipientes de vidro, com auxíio do ar. Exempos: garrafas, copos etc. Sinterização de pó metáico - agutinação de partícuas sóidas por aquecimento em temperatura inferior à de fusão. A bucha utiizada na mecânica é um exempo de produto obtido por esse processo. A U L A 5 Amorfo: sem forma definida. Conformação É um processo de fabricação que, aos poucos, modifica um corpo sóido por meio de deformação pástica. Exempos de processos de fabricação por conformação: Laminação - redução de um materia em âminas, por meio de roetes. Os perfis e as chapas são obtidos por esse processo. Extrusão - passagem forçada de um materia por um orifício. Exempos: tubos, perfiados etc. Repuxamento - utiizado para produzir peças a frio por meio do torno repuxador, como no caso da produção de paneas, recipientes etc. Trefiação - processo de fabricação por estiramento. Fios e cabos são obtidos por esse processo. Deformação pástica: aquea que permanece após cessada a força atuante. Corte Processo de fabricação que consiste em retirar meta de uma superfície por meio de uma ferramenta. Exempos de processos de fabricação por corte: Torneamento - processo no qua se corta com o torno, como no caso de pinos, eixos etc. Fresagem - consiste no corte com a fresa. Exempos: engrenagens, rasgos para chavetas etc. Mandriagem - processo de aisamento por meio de mandri. É usada, por exempo, para aargar e ainhar furos. Apainamento - processo de aisamento com paina. Trata-se de processo empregado especiamente em peças de madeira. Retificação - consiste em dar acabamento e em aisar com perfeição uma peça. Junção O processo de fabricação por junção consiste na união de uma ou mais peças. Exempos: parafusamento, rebitagem, sodagem etc.

A U L A 5 O quadro a seguir mostra um resumo de aguns exempos de processos de fabricação. CONFORMAÇÃO MOLDAGEM CORTE JUNÇÃO LAMINAÇÃO FUNDIÇÃO SERRAMENTO PARAFUSAMENTO FORJAMENTO INJEÇÃO LIMAGEM REBITAGEM EXTRUSÃO SOPRO RASQUETEAÇÃO SOLDAGEM DOBRAMENTO SINTERIZAÇÃO DE PÓ METÁLICO TORNEAMENTO COLAGEM TREFILAÇÃO FRESAGEM Caandragem: curvamento ou desempenamento com caandra. REPUXAMENTO CALANDRAGEM FURAÇÃO APLAINAMENTO MANDRILAGEM RETIFICAÇÃO Exercícios Exercício 1 Assinae com (X) a resposta correta. Um dos fatos que contribuiu para o desenvovimento industria foi: a) ( ) Grande quantidade de terras para erguer fábricas. b) ( ) Necessidade de produção mais rápida e em grande quantidade. c) ( ) Surgimento da aavanca. Exercício 2 Assinae com (X) a resposta correta. Uma fábrica produz bases de máquinas, utiizando fundição. Esse processo de fabricação é denominado: a) ( ) Corte. b) ( ) Modagem. c) ( ) Conformação. d) ( ) Junção. Exercício 3 Assinae com (X) o termo que se reaciona com o processo de fabricação por corte. a) ( ) Fresagem. b) ( ) Sodagem. c) ( ) Coagem.

Exercício 4 Na couna da esquerda, estão indicados aguns processos de fabricação. Na couna da direita, aparecem aguns exempos de produtos obtidos por meio desses processos. Dentro de cada parênteses, escreva as etras que correspondem a cada processo de fabricação. A U L A 5 a) Modagem ( ) Engrenagem obtida por meio de fresadora ( ) Virabrequim obtido por fundição b) Corte ( ) Tubo obtido por extrusão ( ) Eixo obtido por forjamento c) Conformação ( ) Chapa obtida por aminação ( ) Eixo obtido por meio de torneamento BLACKWOOD, Oswad H. e outros, Física na escoa secundária, Tradução de José Leite Lopes, 2ª edição, Instituto Naciona de Estudos Pedagógicos (INEP), 1962. BOER, Peter - Metaurgia prática do cobre e suas igas - 6 voumes, Brasiiense, São Pauo, s.d. CARLI, E. M. - Dicionário de termos técnicos de mecânica. Rio de Janeiro, Gráfica Mione Ltda. 1964. DOYLE, Lawrence E. - Processos de fabricação - Edgar Bücher, São Pauo, 1.962 FERREIRA, Auréio Buarque de Hoanda, Novo dicionário Auréio da íngua portuguesa - Rio de Janeiro. Nova Fronteira, 1986. GAMA, Rui. História da técnica e da tecnoogia - Vo. 4 - Universidade de São Pauo, 1.985. KAISER, Bruno, 10.000 anos de descobertas, 3ª edição, tradução de Roberto Luiz F. de Ameida, Edições mehoramentos - São Pauo, s/d. KLEMM, Friedrich, A history of western technoogy, Tradução de Dorothea Waey Singer, Massachusetts Institute Technoogy, Cambridge, Massachusetts, 1.964. SARDELLA, Antonio e MATEUS, Edgar - Dicionário escoar de química - São Pauo, Ática, 1981. URDANGARIN, C. e ALDABALDETRECU, F., Historia tecnica y economica de a maquina herramienta, Caja de Ahorros Provincia de Quipuzcoa, San Sebastian, 1982. Bibiografia Universo da Mecânica

A U L A 5 Gabaritos Universo da Mecânica Aua 1 - Histórico 1. b) 2. c) 3. b) 4. ( b ) Resistente, fáci de trabahar. ( c ) Absorve carbono do carvão, quando fundido. ( a ) Maeáve, fáci de trabahar. 5. d) 6. b) Aua 2 - Máquinas simpes 1a) Essas duas forças são a força motriz e a força resistente. b) As máquinas simpes faciitam a reaização de um trabaho. c) As máquinas simpes fundamentais são: aavanca, pano incinado e roda. 2a) Inter-resistente. b) Inter-resistente. c) Interfixa. d) Interfixa. e) Interpotente. f) Inter-resistente. g) Interpotente. h) Inter-resistente. i) Interpotente. j) Interpotente. 3. a) 4. a) 5. a) 6. a) 7. d) 8. a) 9. c) 10. b) 11. c)

Aua 3 - Transmissão e transformação de movimento 1a) Transmissão de movimento é a passagem de movimento de um órgão da máquina para outro órgão da mesma máquina. b) A transmissão de movimento de um eixo para outro pode ser feita por meio de poias. c) A poia igada ao motor chama-se poia motora. d) As engrenagens são rodas dentadas, assentadas sobre eixos. Transmitem um movimento de rotação de um eixo a outro. e) O mecanismo biea-manivea permite transformar movimento retiíneo aternado em circuar. f) O conjunto pinhão-cremaheira permite transformação do movimento circuar contínuo em retiíneo e vice-versa. A U L A 5 Aua 4 - Máquinas 1. c) 2. Todas, menos a aternativa d). Aua 5 - Industriaização e processo de fabricação 1. b) 2. b) 3. a ) 4. ( b ) Engrenagem obtida por meio de fresadora. ( a ) Virabrequim obtido por fundição. ( c ) Tubo obtido por extrusão. ( c ) Eixo obtido por forjamento. ( c ) Chapa obtida por aminação. ( b ) Eixo obtido por meio de torneamento.

A U L A 5 Para suas anotações

Gabaritos Universo da Mecânica Aua 1 - Idade da pedra/idade dos metais 1. b) 2. c) 3. b) 4. ( b ) Ata dureza, não pode ser forjado. ( c ) Baixa dureza, fáci de ser forjado. ( a ) Ata dureza, porém, possíve de ser forjado. 5. d) 6. b) Aua 2 - Máquinas simpes 1a) Essas duas forças são a força motriz e a força resistente. b) As máquinas simpes faciitam a reaização de um trabaho. c) As máquinas simpes fundamentais são: aavanca, pano incinado e roda. 2a) Inter-resistente. b) Inter-resistente. c) Interfixa. d) Interfixa. e) Interpotente. f) Inter-resistente. g) Interpotente. h) Inter-resistente. i) Interpotente. j) Interpotente. 3. a) 4. a) 5. a) 6. a) 7. d) 8. a) 9. c) 10. b) 11. c)

Aua 3 - Transmissão e transformação de movimentos 1. Transmissão de movimento é a passagem de movimento de um órgão da máquina para outro órgão da mesma máquina. 2. A transmissão de movimento de um eixo para outro pode ser feita por meio de poias. 3. A poia igada ao motor chama-se poia motora. 4. As engrenagens são rodas dentadas, assentadas sobre eixos. Transmitem um movimento de rotação de um eixo a outro. 5. O mecanismo biea-manivea permite transformar movimento retiíneo aternado em circuar. 6. A cremaheira permite transformação do movimento circuar contínuo em retiíneo e vice-versa. Aua 4 - Máquinas 1. c) 2. Todas, menos a aternativa d). Aua 5 - Processos e industriaização na indústria mecânica 1. b) 2. b) 3. a ) 4. ( b ) Engrenagem obtida por meio de fresadora. ( a ) Virabrequim obtido por fundição. ( c ) Tubo obtido por extrusão. ( c ) Eixo obtido por forjamento. ( c ) Chapa obtida por aminação. ( a ) Eixo obtido por meio de torneamento. µµµ

Gabaritos Normaização Aua 2 - A primeira fase da normaização 1. É o conjunto de critérios estabeecidos de comum acordo entre técnicos, engenheiros, fabricantes e consumidores com o objetivo de simpificar os processos produtivos e garantir ao consumidor um produto confiáve, que atenda às suas necessidades. 2. c ) 3. a) Aua 3 - Normaização no Brasi 1. ABNT 2. Procedimento Especificação Padronização Terminoogia Simboogia Cassificação Método de ensaio 3. ASTM, SAE, AISI Aua 4 - Atuais objetivos da normaização 1. c) d) e) ( ) a) b) 2. d) 3. b) µµµ

Gabaritos Organização do trabaho Aua 1 - Organização 1. a) 2. c) 3. c) 4. b) Aua 2 - Simpificação do trabaho 1. b) 2. c) 3. b) 4. b) 5. c) As respostas do Exercício 6 são reativas, ou seja, suas respostas podem estar corretas e não serem exatamente iguais a estas. É difíci você dar uma resposta exatamente igua, porque cada pessoa tem uma forma própria de escrever. Com as canetas já desmontadas, podemos chegar às seguintes souções: 6a) Observar: a caneta é montada na seqüência, pegando-se, primeiramente, o corpo. Depois, introduz-se a carga e, por útimo, a tampa. 6b) Dividir o método 1º passo - Pega o corpo da caneta com a mão esquerda. 2º passo - Pega a carga da caneta com a mão direita. 3º passo - Introduz a carga na caneta. 4º passo - Pega a tampa com a mão direita. 5º passo - Cooca a tampa. 6º passo - Põe a caneta sobre a mesa. Observação: Repete-se a operação para montar a outra caneta. Tempo medido: 5 segundos. Média de 10 cronometragens para montar uma caneta. 6c) Críticar: É necessário coocar a tampa? Sim. Pega-se a tampa com a mão direita? Poderia ser com a esquerda? etc. etc. 6d) Eaborar o novo método Este passo depende muito da capacidade de criação do trabahador. Chegamos a uma soução para a mehoria de método. Tavez você tenha tipo idéias diferentes ou mehores do que a nossa.

Nossa sugestão é a seguinte: - fazer dois suportes de madeira para encaixar os corpos das canetas, possibiitando a montagem, ao mesmo tempo, de duas canetas, usando ambas as mãos. Se a tarefa fosse rea, poderíamos, também, fazer dois furos na mesa para encaixe das canetas. 1º - Com cada uma das mãos pega-se o corpo da caneta 2º - Cooca-se o corpo nos respectivos suportes (orifício para cima) 3º - Com cada uma das mãos pega-se a carga 4º - Introduz-se a carga no corpo 5º - Com cada uma das mãos pega-se a tampa 6º - Introduz-se a tampa no corpo 7º - Com cada uma das mãos retira-se a caneta montada do suporte e cooca-se sobre a mesa. Observe que esses trabahos são reaizados simutaneamente, isto é, ao mesmo tempo. Portanto, o tempo de montagem deve reduzir-se pea metade. 6e) Apicar o novo método Como vamos trabahar com as duas mãos, é necessário certo tempo de treinamento. Toda montagem deve ser reaizada na zona ótima de trabaho. 6f) Padronizar 7. a) R b) D c) R d) D e) R f ) RT g) D h) D i) RT Guarde, arquivando todas as anotações feitas, principamente a descrição do novo método. Aua 3 - Leiaute ou arranjo físico 1. c) 2. b) 3. a) Aua 4 - Just-in-time (JIT) 1. a) 2. a) 3. c) 4. c) 5. a) Aua 5 - Reação entre setores 1. c) 2. b)

3. Aumínio = 8.274,24 kg Massa = 2.893,28 kg Rebites = 117.895 Vidros = 3.342,14 m² 4. Refugos... R$ 11.440,00 Aumínio... R$ 0...853,63 Massa... R$ 0..0.58,66 Rebites... R$ 0.0416,85 Vidros... R$ 01.110,70 Perdas Totais... R$ 13.879,84 Tempo para produzir os motores: 2.880 min = 48h = 6 dias Produção diária, incuindo refugos = 147 motores Produção diária = 144 motores bons Gráfico da Produção quantidade 864 720 576 432 288 144 10 11 12 13 14 15 dias

Para suas anotações