Avaliação Ambiental de Planos e Programas

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Transcrição:

NORMA DE PROCEDIMENTOS Julho de 2008 10 / AM Tramitação dos processos de Avaliação Ambiental de Planos e Programas 1. Apresentação 2. Legislação de enquadramento 3. Tramitação dos processos 4. Fluxograma da tramitação 5. Anexos 1/10

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1. Apresentação A presente Norma tem por objectivo fundamental clarificar, sistematizar e divulgar a tramitação dos processos de Avaliação Ambiental de Planos e Programas na CCDR-LVT, de acordo com a legislação em vigor, referida no ponto seguinte da presente Norma. A Avaliação Ambiental de Planos e Programas procura ser, mais do que um instrumento para avaliação ambiental de planos e programas, um caminho para a decisão consubstanciada e de adopção e integração dos superiores interesses das premissas que compõem e integram o desenvolvimento sustentável. A realização de uma avaliação ambiental ao nível do planeamento e da programação garante que os efeitos ambientais são tomados em consideração durante a elaboração de um plano ou programa e antes da sua aprovação, contribuindo, assim, para a adopção de soluções inovadoras mais eficazes e sustentáveis e de medidas de controlo que evitem ou reduzam efeitos negativos significativos no ambiente decorrentes da execução do plano ou programa. Na presente Norma sistematizam-se sob a forma escrita e de fluxograma as etapas, passos, conteúdos e responsáveis envolvidos na tramitação da Avaliação Ambiental de Planos e Programas. Esta Norma passa a reger as relações entre a CCDR-LVT, os Proponentes e outras entidades, devendo ser aplicada de forma sistemática a todos os pedidos que venham a ser apresentados à CCDR-LVT. 2. Legislação de enquadramento A presente Norma de Procedimentos é enquadrada pelo seguinte diploma legal: Decreto-Lei nº 232/2007, de 15 de Junho 3/10

3. Tramitação dos processos Na sistematização que se apresenta seguidamente, consideraram-se as principais etapas e passos da tramitação dos processos de Avaliação Ambiental de Planos e Programas. A numeração adoptada referencia cada etapa e passo ao fluxograma que se apresenta no ponto 4 desta Norma. 1.1. O Proponente define os objectivos do Plano/Programa. 1. DEFINIÇÃO DOS OBJECTIVOS DO PLANO/ PROGRAMA D.L. nº 232/2007, Artigo 3º e 4º 1.2. O Proponente averigua a necessidade de Avaliação Ambiental do Plano/Programa. 1.3. O Proponente consulta as entidades que possam ter responsabilidades ambientais específicas, nomeadamente a CCDR-LVT. 1.4. A CCDR-LVT emite parecer relativamente à Avaliação Ambiental do Plano/Programa, no prazo de 20 dias. 1.5. O Proponente analisa os pareceres recolhidos. 1.6. O Proponente após análise dos pareceres, decide se efectua a Avaliação Ambiental do Plano/Programa. NOTA: Se o Proponente decidir não avançar com a Avaliação Ambiental, o procedimento segue para o passo 3.4. 2. DETERMINAÇÃO DO ÂMBITO DA AVALIAÇÃO AMBIENTAL D.L. nº 232/2007, Artigo 5º 2.1. Se o Proponente decide efectuar a Avaliação Ambiental, define o Plano/Programa e o âmbito desta Avaliação. 2.2. O Proponente consulta as entidades que possam ter responsabilidades ambientais específicas, nomeadamente a CCDR-LVT. 2.3. A CCDR-LVT emite parecer relativamente ao âmbito da Avaliação Ambiental do Plano/Programa, no prazo de 20 dias. 2.4. O Proponente analisa os diversos pareceres e elabora o Plano/Programa e o Relatório Ambiental. 4/10

3. CONSULTA PÚBLICA E DE OUTRAS ENTIDADES D.L. nº 232/2007, Artigo 7º 3.1. O Proponente efectua a consulta pública e a consulta de entidades que possam ter responsabilidades ambientais específicas, nomeadamente a CCDR-LVT. Esta consulta pública e de outras entidades deverá ser igual ou superior a 30 dias. 3.2. As entidades consultadas, incluindo a CCDR-LVT emitem parecer, no prazo de 30 dias. 3.3. O Proponente elabora o Relatório da Consulta. 3.4. O Proponente elabora a versão final do Plano/Programa. NOTA: O Relatório Ambiental e os resultados das consultas realizadas são ponderados na elaboração da versão final do Plano/Programa a aprovar. 5/10

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4. FLUXOGRAMA DA TRAMITAÇÃO Julho de 2008 10 / AM F1

5. Anexos Anexo 1 Critérios de determinação da probabilidade de efeitos significativos no ambiente (Decreto-Lei n.º 232/2007 de 15 de Junho: Anexo I) 1 - Características dos planos e programas, tendo em conta, nomeadamente: a) O grau em que o plano ou programa estabelece um quadro para os projectos e outras actividades no que respeita à localização, natureza, dimensão e condições de funcionamento ou pela afectação de recursos; b) O grau em que o plano ou programa influencia outros planos ou programas, incluindo os inseridos numa hierarquia; c) A pertinência do plano ou programa para a integração de considerações ambientais, em especial com vista a promover o desenvolvimento sustentável; d) Os problemas ambientais pertinentes para o plano ou programa; e) A pertinência do plano ou programa para a implementação da legislação em matéria de ambiente. 2 - Características dos impactes e da área susceptível de ser afectada, tendo em conta, nomeadamente: a) A probabilidade, a duração, a frequência e a reversibilidade dos efeitos; b) A natureza cumulativa dos efeitos; c) A natureza transfronteiriça dos efeitos; d) Os riscos para a saúde humana ou para o ambiente, designadamente devido a acidentes; e) A dimensão e extensão espacial dos efeitos, em termos de área geográfica e dimensão da população susceptível de ser afectada; f) O valor e a vulnerabilidade da área susceptível de ser afectada, devido a: i) Características naturais específicas ou património cultural; ii) Ultrapassagem das normas ou valores limite em matéria de qualidade ambiental; iii) Utilização intensiva do solo; g) Os efeitos sobre as áreas ou paisagens com estatuto protegido a nível nacional, comunitário ou internacional. 9/10

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