Enfª. Lahir Chaves Dias



Documentos relacionados
Medidas de Precaução

EBOLA MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE EM SERVIÇOS DE SAÚDE ANA RAMMÉ DVS/CEVS

Precaução padrão e Isolamento

Influenza A (H1N1) H1N1

Medidas de precaução e controle a serem adotadas na assistência a pacientes suspeitos de infecção por influenza A (H1N1)

Actualizado em * Medidas de protecção individual em serviços de saúde

O papel da CCIH no Processamento de Roupas de Serviços de Saúde

1. Quais os EPIs ( e outros) devem ser utilizados na assistência a pacientes com suspeita de infecção pelo vírus Ebola?

GRIPE sempre deve ser combatida

HOSPITAL DE CLÍNICAS UFPR

Medidas de Controle de Infecção Hospitalar

Precauções Padrão. Precaução Padrão

Gerência-Geral de Tecnologia em Serviços de Saúde- GGTES Gerência-Geral de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados- GGPAF

Centro de Prevenção e Controle de Doenças CCD Núcleo Municipal de Controle de Infecção Hospitalar - NMCIH

MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE PARA A COMUNIDADE ESCOLAR. INFLUENZA A H1N1 junho de 2011

FUNDAMENTOS DA ENFERMAGEM ENFª MARÍLIA M. VARELA

Medidas de Controle e Prevenção da Infecção

Higienização do Ambiente Hospitalar

PROTOCOLO HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS

Transporte do paciente com suspeita de DVE (Doença do Vírus Ebola)

Drª Viviane Maria de Carvalho Hessel Dias Infectologista Presidente da Associação Paranaense de Controle de Infecção Hospitalar 27/09/2013

Prevenção da Gripe A(H1N1)v

PERIODICIDADE: NA OCORRÊNCIA DE ÓBITO. RESULTADOS ESPERADOS:

Limpeza hospitalar *

Situação Epidemiológica da Doença pelo Vírus Ebola (DVE) Dra Walria Toschi S/SUBPAV/SVS/CVE/GVDATA

Medidas de Prevenção e Controlo em Meio Escolar. Informação para alunos e Pais

Secretaria Regional da Saúde. Gripe A (H1N1) Informação para as Escolas, Colégios e ATL s

Risco Biológico. A ocorrência do evento danoso está ligado à :

Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Acidentes com materiais perfurocortantes

INFORME TÉCNICO 001/2014 3ª Atualização

Informe Técnico sobre a gripe causada pelo novo vírus Influenza A/H1N1

Postura profissional e Segurança no trabalho

HIGIENIZAÇÃO DO AMBIENTE, PROCESSAMENTO E PREPARO DE SUPERFÍCIE DOS EQUIPAMENTOS E CONSULTÓRIO ODONTOLÓGICO

Introdução. O objectivo desta apresentação:

Gripe A (H1 N1) Orientações e cuidados

ACIDENTES DE TRABALHO COM MATERIAL BIOLÓGICO E/OU PERFUROCORTANTES ENTRE OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR SERVIÇO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR. Higienização das Mãos

Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão. Não, porque contêm químicos e está clorada.

GRIPE A (H1N1) v Medidas de Prevenção e Controlo em Meio Escolar

Mantenha as portas e as janelas abertas, inclusive nos dias frios, para evitar o aumento de germes no ar, o que facilita a transmissão de doenças.

1.1. PROTOCOLO DE IDENTIFICAÇÃO E MONITORAMENTO DE CONTACTANTES DE CASOS DE DOENÇA PELO VÍRUS EBOLA (DVE)


PROTOCOLOS DE SEGURANÇA. Cícero Andrade DO PACIENTE

Diante da pandemia de influenza A (H1N1) e com base no conhecimento atual sobre a disseminação mundial deste novo vírus, o Comitê Estadual de

Ministério da Saúde Secretaria de Vigilância em Saúde Gabinete Permanente de Emergências de Saúde Pública

MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS PARA PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÕES POR INFLUENZA EM SERVIÇOS AMBULATORIAIS E HOSPITALARES DE SAÚDE

INFLUENZA A (H1N1) CARTILHA DE RECOMENDAÇÕES Para empresas, repartições públicas e comércio em geral

MEDIDAS DE CONTROLE SANITÁRIO PARA PREVENÇÃO DE SINDROME RESPIRATORIA AGUDA E SINDROMES GRIPAIS

AEMS- FACULDADES INTEGRADAS DE TRÊS LAGOAS MS

a) sempre que se produza uma mudança nas condições de trabalho, que possa alterar a exposição aos agentes biológicos;

INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM

Informação e Recomendações para Escolas. Segundo a Direcção-Geral de Saúde Ano lectivo 2009/2010

Biossegurança RISCOS BIOLOGICOS. UNISC Departamento de Biologia e Farmácia Prof. Jane Renner

Divisão de Enfermagem CME Página 1 de 6 Título do Procedimento: Limpeza concorrente e terminal da CME

Hepatites B e C. são doenças silenciosas. VEJA COMO DEIXAR AS HEPATITES LONGE DO SEU SALÃO DE BELEZA.

CHECK LIST MICROPROCESSO ESTERILIZAÇÃO DAS UNIDADES DA APS SEMSA/MANAUS

PRECAUÇÕES NO SERVIÇO

UNIMAR UNIVERSIDADE DE MARÍLIA CURSO DE ODONTOLOGIA REGULAMENTO DA CLÍNICA ODONTOLÓGICA UNIMAR Profª. Dr.ª Beatriz Flávia de M.

BIOSSEGURANÇA/RISCO. S e r v i ç o s O d o n t o l ó g i c o s : prevenção e controle de risco.

Normas conjuntas da Comissão de Controlo da Infecção e do Serviço de Saúde Ocupacional

Informe Técnico. Orientações para Vigilância e Manejo de Casos Suspeitos de Doença pelo Vírus Ebola (DVE)

ENFERMAGEM EM BIOSSEGURANÇA

INFORME TÉCNICO SOBRE A GRIPE CAUSADA PELO VÍRUS I FLUE ZA A/H1 1

BIOSSEGURANÇA NA PRÁTICA ODONTOLÓGICA

Agência Nacional de Vigilância Sanitária Anvisa. Emergência em saúde pública: Ebola

HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR 2013

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA GERÊNCIA GERAL DE PORTOS, AEROPORTOS, FRONTEIRAS E RECINTOS ALFANDEGADOS - GGPAF INFLUENZA A (H1N1)

Escola Superior de Tecnologia de Viseu INSTITUTO POLITÉCNICO DE VISEU

CÓDIGO 01 PROCEDIMENTO 2014/08 ROTINA DE ATENDIMENTO A PACIENTE COM SUSPEITA DE CONTAMINAÇÃO PELO VÍRUS EBOLA

Núcleo de Vigilância em Estabelecimentos de Saúde/Infec

PASSO 1: ANTES DE MANUSEAR A AMOSTRA, PREPARAR TODOS OS EQUIPAMENTOS DE TRANSPORTE

Norma de Orientação Farmacêutica Higienização das mãos Hygiènization des mains Hygienization of the hands

Influenza A (H1N1): Perguntas e Respostas

PLANO DE CONTINGÊNCIA GRIPE A (H1N1)

Serviço de Controle de Infecção Hospitalar Recomendações para higienização das mãos em serviços de saúde.

MANUAL DO LABORATÓRIO DE NUTRIÇÃO

Sistema INERCO. Fabrícia Figueiredo Paulo André Yamin Pedro Lobo Antunes Priscila Tralba Rampin Rafael Baldo Beluti Thalia Lino Dias

Rotina para Prevenção de Transmissão de Tuberculose Nosocomial

Informe sobre a gripe causada pelo novo vírus Influenza A/H1N1

Gripe H1N1, o que a Escola precisa saber!

CCIH COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR

NORMA. Revisão: O princípio subjacente às PBCI é de que não há doentes de risco, mas sim, procedimentos de risco.

EBOLA. Informe técnico e orientações para as ações de vigilância e serviços de saúde de referência

CIRCULAR. ASSUNTO: Prevenção da Gripe A Orientações para a concepção de um plano de contingência

Gripe H1N1 ou Influenza A

PROTOCOLO DE IDENTIFICAÇÃO E MONITORAMENTO DE CONTACTANTES DE CASOS DE DOENÇA PELO VÍRUS EBOLA (DVE)

Campanha de PBCI no Centro Hospitalar do Porto

FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DO PRODUTO QUÍMICO NAFTALINA

Ministério da Saúde esclarece as principais dúvidas sobre a doença e apresenta recomendações para viajantes internacionais.

Ambiente físico do Centro de Material Esterilizado

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE E DEFESA CIVIL SUBSECRETARIA DE PROMOÇÃO, ATENÇÃO BÁSICA E VIVILÂNCIA COORDENADORIA DE SAÚDE DA AP 5.

Biossegurança em Unidades Primárias de Saúde. IV Encontro Nacional de Tuberculose

HIGIENIZAÇÃO, LIMPEZA E PARAMENTAÇÃO

MANUAL DE CONDUTAS EM EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A MATERIAL BIOLÓGICO

Biossegurança em Biotérios

TRATAMENTO DE EQUIPAMENTO E MATERIAL DE ENDOSCOPIA

Técnica de higienização simples das mãos/higienização antisséptica das mãos

Medidas de precaução e controle a serem adotadas na assistência a pacientes suspeitos de infecção por Ebola.

Transcrição:

CAPACITAÇÃO PARA O ENFRENTAMENTO DE POSSIVEL PANDEMIA DE INFLUENZA MEDIDAS DE BIOSSEGURANÇA PARA EQUIPES DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE Enfª. Lahir Chaves Dias Controle de Infecção HNSC MAIO/2009

PRÓXIMA PANDEMIA? H5N1 H1N1

SOBREVIDA DO VÍRUS INFLUENZA 24 a 48hs em superfícies duras e não porosas 8 a 12hs em roupas, papéis e tecidos 5 minutos nas mãos.

INATIVAÇÃO DO VÍRUS Apesar do vírus sobreviver em algumas superfícies, ele não resiste à maioria dos desinfetantes de uso doméstico e ou hospitalar : Álcool a 70º GL Hipoclorito de sódio a 1%

TRANSMISSÃO O vírus da influenza é transmitido principalmente por gotículas respiratórias. Devido à incerteza a respeito de como a nova cepa será transmitida entre humanos, recomenda-se medidas adicionais pelos PS para o atendimento de pacientes com suspeita ou confirmação de influenza.

RECOMENDAÇÕES PARA ATENDIMENTO DE PACIENTES COM INFLUENZA SUSPEITA OU CONFIRMADA: precauções padrão precauções com gotículas precauções por contato precauções por aerossóis Influenza sazonal Nova cepa influenza

Lembrando

EXISTEM DOIS TIPOS DE PRECAUÇÃO PARA O CUIDADO COM PACIENTES Precaução Padrão: + Normas de comportamento para higiene e tosse (etiqueta respiratória). Precauções Extendidas: Precaução de Contato. Precaução por Gotículas. Precaução por Aerossóis.

PRECAUÇÃO PADRÃO Medidas aplicadas no cuidado de todos os pacientes; Usadas para reduzir a transmissão de microrganismos de uma pessoa para outra; Proporcionam ambiente seguro para pacientes e profissionais.

PRECAUÇÃO PADRÃO É aplicável para todos os contatos com: sangue; todos os fluídos corporais (secreções, excreções - exceto suor) independente da presença de sangue visível; contato com pele não íntegra, membrana mucosa e pele íntegra visivelmente suja com sangue e fluídos corpóreos.

PRECAUÇÕES PADRÃO Ou Antes e após contato com cada paciente Ao contato com sangue e secreções Se risco de respingos Descarte adequado Julia Yaeko Kawagoe Enfa do Serviço de Controle de Infecção Hosp. Albert Einstein

HIGIENE DAS MÃOS Lavagem das Mãos: ao iniciar o trabalho; após contato com sangue, fluídos corporais ou objetos contaminados; após contato com produtos químicos; após remover luvas; quando estiverem visivelmente sujas; antes de manusear medicamentos ou alimentos; antes de comer e após usar a toalete;

A forma mais comum de transmissão de infecções é através das mãos. Por isso a lavagem de mãos não previne apenas a infecção ao paciente mas ainda é a forma mais eficaz de proteger o profissional de saúde.

Nos pontos iluminados encontramos o maior número de germes

HIGIENE DAS MÃOS Uso de Solução Alcoólica: após contato direto com paciente, com as mãos sem luvas ou contato com objetos do ambiente próximo ao paciente antes de calçar luvas; após contato com a pele intacta do paciente; quando se faz o movimento do sítio contaminado para o mais limpo durante o cuidado do paciente.

A higienização das mãos é uma medida importante para prevenir a auto-inoculação do vírus em nariz, boca e conjuntiva e a transferência de microrganismos para o ambiente ou outros pacientes. O vírus da influenza, sendo um vírus envelopado é muito susceptível ao álcool.

AS PRECAUÇÕES PADRÃO INCLUEM: Higienização de mãos Uso de EPIs Vacinação de PS Descarte adequado de perfurocortantes Cuidados com superfícies e equipamentos Transporte de paciente Cuidados com utensílios e roupas + ETIQUETA DA TOSSE

HIGIENE RESPIRATÓRIA E ETIQUETA DA TOSSE

+ PRECAUÇÕES EXTENDIDAS: Precaução de contato precaução por gotículas precaução por aerossóis

PRECAUÇÃO DE CONTATO Para evitar o contato direto ou indireto com o microrganismo problema MOs transmitidos por contato direto ou indireto direto: pele a pele indireto: contato com objeto intermediário contaminado, usualmente inanimado, do ambiente do paciente.

PRECAUÇÃO DE CONTATO LUVAS ao tocar pele do paciente ou objetos/superfícies próximas ao paciente AVENTAIS no contato direto com o paciente ou objetos do ambiente EQUIPAMENTOS evitar compartilhar, se for preciso, realizar desinfecção QUARTO PRIVATIVO se disponível e indicado pelo CIH

PRECAUÇÃO POR GOTÍCULAS Para evitar o contato de gotículas com as mucosas do hospedeiro susceptível

PRECAUÇÃO POR GOTÍCULAS Requerem contato próximo entre a fonte e a pessoa receptora (± 1m) a distância que a gotícula pode viajar depende de: - velocidade - mecanismo pelo qual mo é propelido pelo ar (debilmente ou tosse paroxística) - temperatura e umidade - densidade e quantidade de secreção respiratória

PRECAUÇÃO POR GOTÍCULAS Paciente colocado em quarto individual preferentemente ou à distância de + 1 metro de outros Podem ser agrupados 2 ou mais pacientes com a mesma doença Proteção respiratória no profissional: máscara cirúrgica Paciente ao ser transportado: máscara cirúrgica

PRECAUÇÃO POR AEROSSÓIS para evitar a inalação do agente infeccioso por pessoas susceptíveis

PRECAUÇÃO POR AEROSSÓIS Disseminação do núcleo da gotícula evaporada que contém o mo infectante permanecem suspensas no ar por longo período de tempo podem ser carregadas por correntes de ar ou partículas de poeira e inalados exposição pode ocorrer no mesmo quarto ou até à longas distâncias do paciente-fonte.

TRANSMISSÃO PELO AR Jul ia Yaeko K awagoe En fa d o Serviço de Controle de Infecção Hosp. Alb er t E instein

PRECAUÇÃO POR AEROSSÓIS Quarto privativo: quarto com ventilação especial com pressão negativa contínua (6 a 12 trocas de ar por hora) filtragem do ar HEPA ( High Efficiency Particulate Air) Restringir os profissionais susceptíveis de entrar no quarto: imunizá-los Proteção respiratória para o PS: máscara N95 Transporte do paciente: máscara cirúrgica x N95 (?)

Quarto com Pressão Negativa Corredor/ Porta Trocas de ar: 6/12 por hora + filtragem + Pressão do ar < 0,5 p. atm Precauções Aéreas Julia Yaeko Kawagoe-Enfa do Serviço de Controle de Infecção - H. Albert Einstein

PRECAUÇÃO POR AEROSSÓIS EPIs: avental descartável luvas máscara N95 gorro óculos ou protetor ocular/face Restringir entrada de pessoas no quarto Proibir a entrada de profissionais gripados no quarto

Transmissão Via Aérea X Gotículas Gotículas Aerossóis Tamanho da Partícula >5 <5 Abrangência de contato até 1m metros Tempo de permanência segundos horas Másc. Cirúrgica / paciente sim sim Másc. Cirúrgica / Contactantes sim não APECIH - Precauções e Isolamento 1999

IMPORTANTE Implantar medidas desde o atendimento préhospitalar (transporte) até a unidade de saúde que irá atender o caso suspeito/confirmado. Notificar o serviço de saúde sempre antes do transporte. O transporte deve ocorrer em veículos com compartimentos separados e/ou adequada ventilação interna. Seguir recomendações de EPIs e de limpeza e desinfecção do ambiente e materiais, nas unidades de atendimento.

EPIs Características e cuidados

CONSIDERAÇÕES SOBRE EPIs são individuais; não transitar com EPIs fora da área de utilização; EPIs não desinfecção; descartáveis: limpeza e EPIs descartáveis: tratamento (sacos autoclaváveis, lacrados e submetidos à esterilização por calor úmido a 121ºC por 30 min)

QUEM DEVE UTILIZAR EPIs: Todos os profissionais de saúde que prestam assistência ao paciente; Motorista durante o transporte Toda a equipe de suporte, incluindo pessoal de limpeza e nutrição; Todos os profissionais de laboratório, durante a coleta, transporte e manipulação de amostra de paciente com influenza suspeita ou confirmada; Familiares e visitantes no contato com paciente; Profissionais de saúde que fazem verificação do óbito.

AVENTAL (CAPOTE) indicado na assistência a pacientes com influenza suspeita ou confirmada; deve ser de mangas impermeáveis ou hidrorepelentes; longas, protege a pele e evita a contaminação da roupa ou uniforme; deve ser retirado na ante-sala ou imediatamente antes da saída do quarto, com descarte em local apropriado e seguida à higienização das mãos.

COMO COLOCAR O AVENTAL Selecione o tipo apropriado e tamanho A abertura deve ficar nas costas Segure pelo pescoço e vista-o Se o avental for muito pequeno, use 2: -Avental 1 fecha na frente -Avental 2 fecha nas costas PPE Use in Healthcare Settings - CDC

COMO RETIRAR O AVENTAL Desamarre as tiras Segure o avental pelo pescoço e ombros Enrole o lado contaminado para dentro Toque o avental pelo lado de dentro para descartá-lo PPE Use in Healthcare Settings- CDC

LUVAS de procedimentos (não estéril); retirar após cada procedimento; lavagem de mãos após retirada das luvas; trocar luvas entre procedimentos, em um mesmo paciente; não higienizar as mãos enluvadas;

COMO COLOCAR AS LUVAS Coloque as luvas por último Selecione o tipo correto e tamanho Insira as mãos nas luvas Estique as luvas sobre o PPE Use in Healthcare Settings-CDC punho do avental

COMO RETIRAR AS LUVAS PPE Use in Healthcare Settings - CDC

MÁSCARAS (EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA) quem usa: PS visitantes acompanhantes que tipo: N95 N99 ou PFF2 PFF3 N100 Todas tem filtro quando usa: na assistência a pacientes com suspeita ou confirmação de infecção por nova cepa de influenza ao entrar no quarto de isolamento; ao atuar em procedimentos com risco de geração de aerossol (entubação, aspiração nosofaringea, cuidados em traqueostomia, nebulização, fisioterapia respiratória broncoscopia, autópsia de tec. pulmonar)

COMO COLOCAR E TESTAR A MÁSCARA N95 Colocar sobre o nariz, boca e mento Acomodar a peça flexível ao formato do nariz Fixar a máscara à cabeça com elástico Ajustar a peça flexível ao formato do nariz Realizar o teste de bom funcionamento: PPE Use in Healthcare Settings- CDC Inspire máscara deve colapsar Expire observar se existe escape Ajustar s/n

COMO RETIRAR A MÁSCARA N95 -Levantar o elástico sobre a cabeça -Levantar o outro elástico -Descartar PPE Use in Healthcare Settings -CDC

ÓCULOS OU PROTETOR OCULAR / FACE devem possuir proteção lateral; óculos deve ser leve, com adaptação ao nariz e lentes de policarbonato; para prevenir exposição do profissional a respingos ou pulverização de sangue ou fluidos corporais; deve ser limpo/desinfetado após cada uso combinar:máscara e óculos ou máscara e protetor ocular/face

COMO COLOCAR ÓCULOS E PROTETOR DE FACE PPE Use in Healthcare Settings- CDC

GORRO o gorro deve ser utilizado em situação de risco de geração de aerossol. deve ser descartável

VESTIR E RETIRAR OS EPIs Jul ia Y aek o Kaw agoe E nfa do S er viç o de Con tr ole de Infe cç ão Hosp. A lb er t Ein ste in

TEMPO DE DURAÇÃO DAS MEDIDAS Adultos: da admissão, transporte e até 7 dias após a resolução da febre; Crianças (< 12 anos): da admissão, transporte e até 21 dias após a resolução da doença. Quando isto não for possível, orientar a família quanto à medidas de higiene das mãos e máscara na criança que ainda tossindo.

ISOLAMENTO DO PACIENTE HNSC é referência no RS; Quarto 3111 Posto 3ºC; Fluxo: Entrada pelo estacionamento principal, passando pelo estacionamento interno até a área atrás da capela ecumênica, que dá acesso ao elevador do Bloco B, chegando ao quarto 3111. HCC: na UTI ped. HNSC exaustão convencional: 4079, 3110, 4100 e 3120 exaustão especial e filtragem absoluta: 4081, 3081 e 3111.

Não desanime!!!

EM CASO DE ÓBITO Necropsia: menor nº de PS e todos utilizando EPIs (luvas duplas de látex, máscara N95, protetores oculares, avental e gorro); O corpo deve ser transportado em saco impermeável e selado e a transferência no menor tempo possível; familiares devem utilizar EPIs para ver o corpo. Para tocar no corpo também deverá utilizar EPI; Limpeza e desinfecção de superfícies; Avisar o serviço funerário que a causa de morte foi infecção por nova cepa de influenza; Preparo do corpo: utilizar EPI completo; Fazer higienização de mãos após contato com o corpo; Não se deve beijar o corpo. Caso o familiar insistir, a parte do corpo deverá ser previamente desinfetada com álcool a 70 GL.

Obrigada!

dlahir@ghc.com.br CIH - HNSC: (51) 3357-2174 (51) 3357-2104