Relatório de Gestão de Riscos - 2017 Sax S/A Crédito, Financiamento e Investimento Relatório para atender aos requisitos estabelecidos nas resoluções 4.090, 3.464, 3.721, 3.380 e 3.988, do Conselho Monetário Nacional.
ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO... 1 2. INSTITUCIONAL... 1 3. PAPEIS E RESPONSABILIDADES... 1 4. ESTRUTURA DO GERENCIAMENTO DE RISCOS... 2 4.1. RISCO DE CRÉDITO... 2 4.2. RISCO DE LIQUIDEZ... 3 4.3. RISCO DE MERCADO... 4 4.4. RISCO OPERACIONAL... 5 4.5. GESTÃO DE CAPITAL... 5 4.6. RISCO DE SOCIOAMBIENTAL... 6
1. Introdução Em atendimento às normas legais e a transparência de informações ao mercado, a SAX Financeira apresenta através deste relatório as informações sobre a sua estrutura e responsabilidades na gestão dos riscos (liquidez, mercado, operacional, crédito e capital). A SAX reconhece a importância da transparência na divulgação das informações referentes a esta atividade, fortalecendo a instituição e contribuindo para a solidez do sistema financeiro nacional e a sociedade em geral. 2. Institucional A SAX Financeira, uma empresa sobre o controle indireto da Marisa Lojas S/A ( Lojas Marisa ), foi criada em Maio de 2005, com inicio da operação de Empréstimo Pessoal através do Cartão Marisa em Maio de 2006. Em Agosto de 2008, desvinculou o produto Empréstimo Pessoal Saque Tá Na Mão do Cartão Marisa e iniciou a captação de clientes através de seu correspondente no país Lojas Marisa. Em Agosto de 2011 iniciou a operação de Empréstimo Pessoal através da modalidade de recebimento por Cheque. Em Junho de 2012 iniciou a operação do Empréstimo Consignado para funcionários do Grupo Marisa. 3. Papeis e responsabilidades Diretoria Responsável pela Gestão de Riscos garantir a estrutura de gerenciamento de riscos, estabelecendo as políticas, estratégias, procedimentos e normas para medir, monitorar e controlar a exposição aos riscos, através das seguintes responsabilidades: Aprovar políticas institucionais; Assegurar que a gerência sênior execute os procedimentos necessários para a eficiente gestão dos riscos; Estabelecer apetite ao risco; Aprovar e supervisionar os planos de contingência; Assegurar recursos suficientes para implementação da estrutura de gestão de riscos. Gerência de Estratégias de Riscos assegurar a análise, acompanhamento e controle dos riscos em conformidade com as diretrizes estabelecidas pela alta administração e órgãos reguladores, através das seguintes responsabilidades: Emitir, tempestivamente, relatórios de exposições aos riscos controlados e mitigados; Avaliar e emitir parecer, sob a ótica de riscos, previamente ao lançamento de produtos e serviços. Avaliar e propor à alta administração, os limites de exposições por tipo de riscos associado. Controlar o cumprimento dos limites estabelecidos; Auditoria Interna assegurar a realização de avaliação independente e de assessoramento da administração, voltada para o exame e avaliação da adequação, eficiência e eficácia dos sistemas de controle, bem como da qualidade do desempenho das áreas, em relação às atribuições e aos planos, às metas, aos objetivos e às políticas definidas pela alta administração; 1
Compliance assegurar que a gestão dos negócios seja executada em conformidade com as diretrizes estabelecidas tanto pela alta administração, quanto aos regulamentos emanados por órgãos oficiais, para que as regras internas e os controles vigentes sejam conhecidos e cumpridos. 4. Estrutura do Gerenciamento de Riscos A estrutura de gestão de riscos organizacional da Sax Financeira foi definida de acordo a natureza e complexidade dos produtos, serviços, atividades, processos e sistemas da instituição. As políticas que suportam a área de Gestão de Riscos visam obter o controle dos riscos consolidados inerentes aos produtos vigentes, bem como a apuração do capital necessário para suportar as atividades. É objetivo da área de Gestão de Riscos identificar, mensurar, controlar e mitigar os riscos associados à Instituição, utilizando as melhores práticas de mercado e requeridas pelos Órgãos Reguladores. 4.1. Risco de crédito É a possibilidade de ocorrência de perdas associadas ao não cumprimento pelo tomador ou contraparte de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, à desvalorização de contrato de crédito decorrente da deterioração na classificação de risco do tomador, à redução de ganhos ou remunerações, às vantagens concedidas na renegociação e aos custos de recuperação. A estrutura de gerenciamento de risco de crédito é formada por 4 (quatro) setores principais, responsáveis pela identificação, mensuração, controle e mitigação dos riscos. Gestão de Carteira A gestão da carteira de crédito ocorre pelo acompanhamento periódico de relatórios com informação sobre: perfil sócio demográfico do proponente ao crédito, indicadores de inadimplência, saldo de carteira e informações de mercado. Cobrança A Sax Financeira possui estrutura de Gestão de Cobrança, responsável pelas assessorias de cobrança que atuam pelos procedimentos de recuperação do crédito. Esta estrutura está dividida em: Estratégia Responsável pela definição de estratégias das ações de contato com os clientes, geração e análise de informações gerenciais e projetos. Cobrança Interna (atraso curto) Responsável pela gestão dos serviços de Atendimento de Cobrança ativa e receptiva Cobrança Externa (atraso longo) Responsável pela gestão das Assessorias de Cobrança que atuam com operações pré-perda (menos de 360 (trezentos e sessenta) dias de atraso) 2
e pós-perda (após 360 (trezentos e sessenta) dias de atraso) com maior dificuldade de recuperação e contatos; e As estratégias de cobrança deverão ser definidas de acordo com as características de cada produto e objetivo. MIS A área de MIS (Management Information System) é responsável pelo desenvolvimento, atualização e acompanhamento dos principais relatórios gerenciais, com o objetivo de suportar a gestão estratégica do negócio de risco de crédito. Modelagem A área de modelagem tem como papel fundamental desenvolver modelos estatísticos para todo ciclo de crédito: concessão, manutenção, cobrança e recuperação de créditos. O objetivo principal da modelagem é encontrar a maior acuracidade possível entre bons e maus pagadores. A carteira de crédito da SAX Financeira é composta integralmente para pessoas físicas com perfil sócio demográfico similar aos clientes do correspondente no país Lojas Marisa. 4.2. Risco de liquidez Entende-se como liquidez a capacidade de uma instituição de honrar os seus compromissos financeiros no vencimento, incorrendo em pouca ou nenhuma perda. Se uma única instituição falha neste compromisso, todo o sistema financeiro pode sofrer repercussões. Por isso a gestão de liquidez tem um papel vital para quaisquer instituições do mercado financeiro e de capitais, como um conjunto de processos que visam a garantir a capacidade de pagamento da instituição, considerando o planejamento financeiro, os limites de riscos e a otimização dos recursos disponíveis. A gestão do risco de liquidez não implica somente na análise do fluxo de caixa, mas sim nas variáveis que são significantes para determinar: Entradas: prazo médio de recebimento, linhas de limite para captação de recursos no mercado, novas vendas de produtos financeiros; e Saídas: relação do custo operacional com a receita financeira e prazo médio de pagamento dos recursos captados. Toda e qualquer alteração nas variáveis descritas acima, é obrigatório a avaliação do risco de liquidez pela área de Gestão de Riscos. As definições abaixo são as ações necessárias no processo de gestão do risco de liquidez. Colchão de Liquidez: 3
o O colchão mínimo de liquidez foi estabelecido mediante análise de entradas e saídas da série histórica dos últimos anos; Medição e monitoramento das necessidades líquidas de financiamento: o Instrumentos de medição (Fluxo de caixa, Índices de liquidez, etc.); o Classificação das categorias de produtos; o Simulações com cenários hipotéticos. Revisão constante das premissas adotadas. Gerenciamento do acesso ao mercado: o Análise da liquidez dos ativos e passivos. Plano de contingência para situações de stress de liquidez: o Monitoramento e avaliação; o Identificação da crise; o Comunicação interna; e o Ações retificadoras. 4.3. Risco de mercado De acordo com a Resolução CMN 3.464, risco de mercado é definido como a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de posições detidas por uma instituição financeira. A estrutura organizacional de gerenciamento de Risco de Mercado foi definida de acordo a natureza e complexidade dos produtos, serviços atividades, processos e sistemas da instituição. Entre os eventos de risco de mercado, incluem-se variação: a) Cambial: refere-se à possibilidade de perdas em decorrência de oscilações nas taxas de câmbio, ou seja, consiste no risco de que o valor de um instrumento financeiro flutue devido a mudanças na taxa de câmbio; b) Das taxas de juros: refere-se ao risco de perdas em função de oscilações observadas nas taxas de juros; c) Dos preços das ações: refere-se ao risco oriundo do movimento de preço de uma ação; d) Dos preços de mercadorias (commodities): refere-se ao risco devido à oscilação dos preços de produtos. Devido as característica de suas operações, a Sax está sujeita ao risco de mercado de taxa de juros. O gerenciamento de risco de mercado consiste no monitoramento diário de calculo do V@R (Value At Risk), análise de cenários de stress e avaliação de backtesting para mitigar se as metodologias utilizadas estão de acordo com as diretrizes determinadas pela alta administração e órgãos reguladores. 4
A área de gestão de riscos monitora e controla os tipos, valores e prazos de papéis aplicados pela área de Tesouraria, em consonância com a política vigente. 4.4. Risco operacional O risco operacional, nos termos do artigo 2º da Resolução CMN nº 3.380/2006, é a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos. Abrange, ainda, a possibilidade de perdas decorrentes de eventual inadequação ou ineficiência de contratos firmados pela Sax Financeira, bem como sanções em razão de descumprimento de normas e indenizações por danos a terceiros (o denominado risco legal ). O Gerenciamento do Risco Operacional auxilia a instituição no crescimento focado na melhoria dos processos e controle de performance, minimizando perdas operacionais e otimizando a efetividade dos controles. O Gerenciamento do Risco Operacional é utilizado não somente para cumprimento de requerimento regulatório, mas também como um direcionador para ganhos financeiros sustentáveis. A metodologia dos trabalhos para monitorar o Risco Operacional consiste: Avaliação periódica dos riscos: identificação dos ricos, impacto financeiro e probabilidade de ocorrência, controles. Avaliação de novos produtos e alterações em produtos ou serviços existentes Monitoramento de Perdas Operacionais: registro mensal das perdas decorrentes de falhas nas atividades. Mapeamento de processos: mapear os processos da SAX em fluxograma e prover acompanhamento anual para atualização. 4.5. Gestão de Capital O gerenciamento de capital é um processo contínuo de monitoramento e controle do capital mantido pela instituição; avaliação da necessidade de capital para fazer face aos riscos a que a instituição está sujeita; e planejamento de metas e de necessidade de capital, considerando os objetivos estratégicos da instituição. No gerenciamento de capital, as instituições devem adotar uma postura prospectiva, antecipando a necessidade de capital decorrente de possíveis mudanças nas condições de mercado. O capital da instituição deverá ser suficiente para cobrir além do PRE para riscos de crédito, mercado e operacional (hoje exigidos), também outros riscos relacionados ao planejamento estratégico da instituição. 5
A área de gestão de riscos deve monitorar o plano de capital, aprovado pela alta administração. Através das seguintes rotinas: Acompanhamento do Plano Estratégico da instituição; Acompanhamento do Plano de Capital; Apuração do PR e PRE; Indicadores de nível de endividamento, de receitas e de rentabilidade. Informes a Alta Administração das posições do capital. 4.6. Risco de Socioambiental É aquele apresentado pela possibilidade de ocorrência de perdas das instituições decorrentes de danos socioambientais, de acordo com a Resolução CMN 4.327/14. É responsabilidade da área de gestão de riscos adotar metodologias de controlar e mitigar as vulnerabilidades e fragilidades que estão expostas ao risco socioambiental, através das seguintes rotinas: Monitorar adequadamente a carteira ativa; Registrar, em consonância com as práticas de Risco Operacional, as possíveis materializações de riscos nocivos ao socioambiental; Na avaliação de novos produtos e serviços ser um item importante na prévia avaliação. 6