LOGÍSTICA DE TRANSPORTE- A ESCOLHA DO MODAL IDEAL Flávio Augusto da Silva Dias flavinhokaf@hotmail.com Julio Cesar Sgarbi Julio.uru@hotmail.com Irso Tófoli Irsotofoli@unisalesiano.edu.br Máris de Cássia Ribeiro Vendrame maris@unisalesiano.edu.br RESUMO Na competitividade das empresas para oferecerem produtos com menor custo, faz-se necessário o uso de modal ideal de transporte para determinada carga, ou seja, que leve o produto no local desejado, no tempo oportuno, que ofereça qualidade no transporte e por um preço competitivo. Para isso, a empresa pode utilizar o modal de transporte que mais seja adequado à suas necessidades sendo eles: ferroviário, rodoviário, dutoviário, aéreo e hidroviário. Verificou-se que ao escolher o modal de transporte, a empresa deve levar em consideração fatores, tais como: mercado, tecnologia, infra-instrutura de transporte entre outros, alem da necessidade especial tanto da carga, quanto da empresa. Buscou-se como metodologia revisões bibliográficas e endereços eletrônicos para o levantamento das informações pertinentes, com o objetivo de verificar os diferentes tipos de modais utilizados e os critérios para sua escolha. Palavras - Chave: Logistica. Transportes. Modal. Critérios de Escolha 1/11
1 INTRODUÇÃO Desde os mais antigos tempos, quando os produtos eram obtidos pelo processo de troca o homem se deparou com a necessidade de transportar mercadorias. Mas, o termo logística veio a desenvolver-se somente pouco tempo depois da Segunda Guerra Mundial. Contudo, sua função não se limitou apenas na locomoção de produtos ou cargas diversas; as empresas perceberam que a escolha correta do modal é capaz de agregar valor ao produto ofertado. A logística hoje é imprescindível no funcionamento saudável de uma empresa, sua funcionalidade está ligada ao suprimento das necessidades diversas, estocagem de material, além de viabilizar a movimentação de bens como armamentos, equipamentos, remédios, entre outros. Para que o produto chegue até o cliente, as empresas podem fazer opção pelos modais básicos de transporte sendo eles: rodoviário, hidroviário, aéreo, ferroviário e dutoviario, porém é de suma importância que a empresa escolha o modal de transporte mais adequado à sua necessidade, por exemplo, o ferroviário é ideal para cargas a granel;já o hidroviário é o principal meio de transporte para importação e exportação de mercadorias, o rodoviário ideal para o transporte de pequenas cargas em curtas distâncias, o mesmo se disponta com vantagem em relação aos outros, pois viabiliza o serviço porta a porta, o aéreo devido a sua rapidez, pode transportar produtos de origem vegetal que não poderiam ser transportados nos outros modos devido a sua pericibilidade e por último, o dutoviário, que é um modal bastante limitado, porém bem utilizado no transporte do petróleo em sua forma bruta, gás natural entre outros. Para que a escolha do modal seja feita de forma correta, o usuário deve atentar para a necessidade específica de cada carga, o custo de transporte desta carga, o custo relacionado à qualidade do serviço de transporte que implica no conceito trade-off, que, reforçado pelo conceito não enfatiza apenas o custo, pois, como afirmam os autores Caixeta Filho e Martins (2007) e Hara (2005) o custo não e o principal fator envolvido na escolha do modal. O fator principal para a elaboração deste trabalho foi a percepção de que muitas empresas tornam seus produtos onerosos por não utilizarem o modal adequado para o transporte dos mesmos. O presente artigo foi desenvolvido com o intuito de tornar conhecidos os diversos modais de transporte e mostrar através desta pesquisa os fatores considerados importantes para a escolha do modal ideal para cada empresa. Optou-se pelo método de Revisão Bibliográfica e endereços eletrônicos devido à necessidade de obtenção de referenciais teóricos que melhor definissem a logística de transportes e orientassem a descoberta do melhor modal para o transporte de cada tipo de mercadoria. 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2/11
2.1 Logística de Transporte III ENCONTRO CIENTÍFICO E SIMPÓSIO DE EDUCAÇÃO Segundo Hara (2005), logística deriva-se do radical grego logos, seu significado é razão, parte do principio de que logística implica na arte de calcular ou de manipular uma operação. Iniciou-se no campo militar para designar atividades de suprimento, estocagem, movimentação e transporte de bens como remédios, equipamentos entre outros itens. Desenvolveu-se tempos depois da Segunda Guerra Mundial dando novas atribuições a mesma e expandindo sua atuação para industria, comercio e serviços em geral. 2.1.1 Transporte de matérias primas e Mercadorias Para Hara (2005), o transporte é definido como um elo essencial entre a expedição da empresa e o cliente. Argumenta ainda que o transporte é a função de marketing de movimentação de bens. O mesmo fornece utilidades de tempo e local a um certo custo. O transporte agrega valor ao produto e se um produto tem um valor elevado, o mesmo perde competitividade no mercado, desta maneira, segundo MC Carthy e Perreaul (1997) apud Hara (2005), a melhor alternativa de transporte depende do tipo do produto, da distribuição física e do nível de serviço que a empresa deseja oferecer, pois para ele a melhor alternativa não é a que possui menor custo e que também deve atender as exigências da empresa. Modais diferentes de transporte apresentam forças e fraquezas, custo baixo de transporte não é o único critério para seleção do melhor modo ( MC CARTHY; PERREAULT apud HARA, 2005, p.35) Hara (2005), afirma que a escolha de um melhor meio de distribuição do produto Contribui para aumentar a competição no mercado, pois o transporte mais barato encoraja a concorrência direta; Garantir a Economia na escala de Produção, pois um valor favorável no transporte de mercadoria permite que a empresa escolha o melhor local para suas instalações. Reduzir custos das mercadorias, um transporte mais barato reduz o custo da mercadoria, alem do fato de influenciar na competitividade no mercado. Hara (2005), à medida que o transporte se torna mais eficiente e oferece melhor desempenho, a sociedade se beneficia de melhor padrão de vida 2.2 Modais de transporte 2.2.1 Ferroviário Hara (2005), diz que o transporte ferroviário apresenta um baixo valor para matérias primas e produtos manufaturados, o mesmo leva 70% do tempo para realizar carga e descarga, é ideal para cargas a granel como carvão entre outros, alem produtos refrigerados e automóveis que requerem cuidados especiais Um vagão de carga tem aproximadamente entre 90 e100 toneladas de capacidade. O transporte ferroviário é mais eficiente para lidar com vagões carregados com mesmo tipo de bem. Embarques com vagões de carga mista significam mais manuseio, mais lentidão por rota e maior preço por quilo (MC CARTHY; PERREAULT apud HARA, 2005, p.38) 3/11
Este modal tem maior utilização no Brasil no escoamento da produção agrícola e transporte de produtos importados para o interior. Segundo Mc Carthy e Perreaut (1997) apud Hara (2005), este tipo de modal ainda permite o redirecionamento de carga com ela em transito por uma pequena taxa. 2.2.2 Rodoviário Segundo Hara (2005), este modal é ideal para o transporte de pequenas quantidades de produtos em rotas de curta distancia e para Ballou (2003) apud Hara (2005), é vantajoso, pois permite que seja feito o serviço porta a porta e que o mesmo seja feito com velocidade e conveniência, porem os caminhões são limitados no tamanho e no peso de carregamentos Segundo Gurgel (2000), caminhões com cabines avançadas, rodas menores e entre eixos elevados elevam a capacidade transportada. Hara, (2005) sita como desvantagem a má qualidade do combustível brasileiro, se comparada com a dos outros países, porem o custo para implementação deste modal é pequeno, se comparado com os outros modais. A realidade do transporte de produtos da agroindústria mostra severas distorções no Brasil. Vê se que grande distancias são feitas com cargas relativamente pequenas no modal rodoviário, situação inversa da recomenda. (HARA, 2005, p.40) 2.2.3 Aéreo Apesar de apresentar um valor 3 vezes maior que o rodoviário e 14 vezes maior que o ferroviário, segundo Ballou (1993) apud Hara (2005), o mesmo vem apresentando uma crescente demanda de usuários. A vantagem, segundo Hara (2005), está na velocidade sem paralelo, principalmente quando se tratar de longas distancias, alem do fato de que produtos perecíveis de origem vegetal que antes não eram transportados, estão sendo transportados através do modal aéreo segundo Mc Carthy e Perreaut (1997) apud Hara (2005). Hara (2005), afirma que quanto ao transporte aéreo, há uma limitação nos porões de carga, porem algumas aeronaves podem levar cargas de ordem de 100 toneladas ou mais. O uso do avião pode ajudar uma empresa a reduzir os custos de estocagem e manipulação, estrago, roubo, avaria, embora o custo de transporte de cargas possa ser mais elevado, o custo total de distribuição pode ser mais baixo (MC CARTHY; PERREAULT, apud HARA, 2005, p.46). 2.2.4 Hidroviário De acordo com Hara (2005), o modal hidroviário é bastante limitado pois exige que o usuário esteja localizado as margens ou utilize, combinadamente, outro tipo de modal, é o modal de transporte mais lento, porem muitas vezes, se torna o mais barato para cargas pesadas, é o principal meio de transporte para cargas internacionais, depende das condições meteorológicas para funcionar, ideal para cargas a granel transportadas em containers, é indispensável a embalagem que de certa forma, proteja a mercadoria devido a complexidade das operações de carga e descarga das mesmas. 4/11
Segundo Keedi (2004) apud Ferreira (2011), o transporte é realizado por vias aquáticas, através de navios, barcos, barcaças. Sua capacidade de carga atinge centenas de toneladas. É muito utilizado, já que possui um custo baixo, podendo ser até 3 vezes menor que o ferroviário e 8 vezes menor que rodoviário. 2.2.5 Dutoviário Segundo Ferreira (2011), esse é o meio de transporte que conduz produtos através de tubos cilíndricos ocos desenvolvidos de acordo com normas internacionais de segurança. Para esse modal é necessário as dutovias. Hara (2005),afirma que este modal é bastante limitado quando diz respeito à capacidade e tipos de produtos a serem transportados, os produtos mais comuns são petróleo em sua forma bruta, gás natural, carvão e produtos químicos. Apesar da limitação quanto a produtos, segundo Hara (2005), sólidos em suspensão em um liquido, conhecido como pasta liquida ou Slurry tem sido utilizado com sucesso nesse modal, expandindo assim o seu uso, também, outros produtos sólidos vem sendo transportados recentemente sem perda de qualidade. Segundo Ballou (1993) apud Hara (2005), o modal dutoviario também é um modal bastante lento, embora opere 24 horas por dia, 7 dias por semana, com capacidade muito alta, pois o fluxo é de 3 milhas por hora, através de um tubo de 12 polegadas que movimenta, por hora, a quantia de 338.000 litros. Segundo Hara (2005), pode-se destacar o gasoduto Bolívia Brasil, que é um exemplo de exploração bem sucedido do modal. A Figura abaixo mostra uma válvula de bloqueio do Gasoduto Bolívia Brasil, situada no município de Uru SP 5/11
Figura 1: Válvula de Bloqueio do Gasoduto Fonte: Sgarbi (2011) Mesmo com todas as normas de segurança, segundo Ferreira (2011), esse meio de transporte pode ocasionar um grande acidente ambiental caso suas tubulações se rompam. A Tabela abaixo mostra um comparativo entre os anos de 1993 e 1998, a relação o percentual de cargas transportas entre os modais existentes 6/11
Tabela 1: Participação percentual da carga transportada em toneladas quilômetro Modo de transporte 1993 1994 1995 1996 1997 1998 Rodoviário 61,74% 62,05% 61,91% 63,70% 62,92% 62,60% Ferroviário 22,61% 23,31% 22,29% 20,72% 20,73% 19,91% Aquaviário 11,15% 10,34% 11,53% 11,46% 11,56% 12,75% Dutoviário 4,21% 3,99% 3,95% 3,79% 4,54% 4,43% Aéreo 0,29% 0,31% 0,32% 0,33% 0,26% 0.31% Total 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% Fonte: Caixeta Filho e Martins (2007) 2.3 Logística Intermodal ou multimodal A logística Intermodal ou multimodal é apresentada com divergências de conceitos de acordo com cada autor. Hara (2005) baseou-se no CNT Código Tributário Nacional e também por diversas fontes e regulamentações nacionais do comercio exterior que definem o transporte intermodal e multimodal da seguinte maneira: Intermodal: quando as mercadorias são transportadas por mais de um modal de transporte por diferentes operadores, que são responsáveis, cada qual pelo seu trecho (HARA, 2005, p.45) Multimodal: quando as mercadorias são transportadas por mais de um modal de transporte desde a origem até o destino sob responsabilidade de um único operador legal e contratual. (HARA, 2005, p.45). Kotler (2002) apud Hara (2005),cita algumas combinações de multimodal ou intermodal, que são elas Piggyback que é a combinação entre ferroviário e rodoviário, fishyback, que combina navios e caminhões, tranship que une o modal hidroviário ao ferroviário e o airtruck que une o modal rodoviário ao modal aéreo. Ferreira (2011), diz que é possível perceber que os meios de transportes estão cada vez mais inter-relacionados buscando compartilhar e gerar economia em escala, capacidade no movimento de cargas e diferencial na oferta de serviços logísticos. A seguir, uma tabela que faz um comparativo relacionado ao desempenho entre os modais de transporte 7/11
Tabela 2: Desempenho relativo de cada modo de transporte Modo Custo Rapidez de entrega Números de locais atendidos de bens Habilidade para lidar com variedade Freqüência dos embarques programados Confiabilidade no atendimento das programações Ferroviário Baixo Média Extensivo Alta Baixa Media Hidroviário Baixo Lenta Limitado Alta Baixa Media Rodoviário Alto Rápido extensivo Aéreo alto rápida Alta Alta Alta Extensivo Limitada Alta Alta Dutoviário Baixo Lento Limitado Fonte: Mc Carthy; Perreault (1997) apud Hara (2005) Limitada Media Alta Segundo Mc Carthy e Perreault (1997); Ballou (2001); Bowersox, Closs, (2001) apud Hara (2005), o equipamento mais utilizado nas combinações multimodais é o container, pois o mesmo agrupa os itens individuais em quantidades econômicas em containeres protetores para o deslocamento ate o seu destino final. Hara (2005), afirma que a na logística multimodal vem sendo freqüentemente ressaltado a questão do custo total, o conhecido trade-off que se resume em um conceito da aérea de finanças que mostra algumas vantagens relativas e ao mesmo tempo algumas desvantagens de igual teor. Hara (2005), diz que na área de logística, por exemplo, o conceito é aplicado da seguinte forma: Uma empresa distribuidora reduz o numero de depósitos, como conseqüência, um aumento no custo de transporte que é compensado com a diminuição do custo de manutenção de estoque. O custo de coordenação das operações é difícil de ser quantificado. As empresas devem avaliar as diferentes opções de transporte, considerando seus custos bem como as receitas e então classificá-las de acordo com a complexidade da coordenação (CHOPRA, MEINDL, 2003; apud HARA, 2005, p.47) 2.4 Critérios para a escolha do modal ideal para o transporte de cargas Segundo Caixeta Filho e Martins (2007), no processo de escolha do modal de transporte mais apropriado para as cargas, deve ser levado em conta vários fatores Como: mercado,tecnologia, Infra-estrutura de Transporte entre outros. 8/11
Caixeta Filho e Martins (2007), as características de mercado que tem sido fator de maior influencia tanto no Brasil, quanto no exterior está diretamente associado à qualidade dos serviços logísticos de acordo com a demanda da economia. Coyle ET AL (1996) e Granemann e Gartner (2000) apud Caixeta Filho e Martins (2007), mostram que o que mais influencia na escolha de um modal é a agilidade no transporte, ou seja, o tempo em que o produto leva para chegar ate o local e também a qualidade do serviço e Caixeta Filho e Martins (2007) afirmam que, na escolha do modal ideal, o objetivo principal não é minimizar os custos, o que reforça ainda mais a Idéia de Coyle et al (1996) e Granemann (2000). Para Pereira (2010) a escolha do modal de transporte depende de dois fatores que para ele, são considerados primordiais: a) a diferença entre o preço de venda do onde o mesmo é produzido e no local onde pretende ser vendido. b) o custo de transporte entre o local de onde o produto é produzido e o local de consumo, e para que o fator seja calculado, o mesmo depende de dois aspectos que são eles: 1. Característica da carga a ser transportada: é levado em conta tamanho da carga, o peso, o tipo de embalagem,a distancia a ser transportado, o prazo de entrega da carga entre outros. 2. Características dos modais de transporte: condições de infraestrutura das malhas de transportes, tempo de viagem, custo e frete, mão-de-obra envolvida entre outros. Novaes e Alvarenga (1994) apud Caixeta Filho e Martins (2007), diz que o modal mais racional visa redução do custo de transporte, porem sem perder a qualidade. Quanto às variáveis que influenciam na decisão do custo do modal, Caixeta Filho e Martins (2007) dizem que há variáveis mensuráveis e não mensuráveis. As variáveis mensuráveis e (qualitativas) são incorporadas em modelos de escolha do tipo logit nas constantes especificas das alternativas (CAIXETA FILHO; MARTINS, 2007, p.241) Segundo Caixeta Filho e Martins (2007), destacam entre as variáveis de escolha o custo de operação, freqüência do serviço, a capacidade e segurança, perdas e danos, entre outras. Caixeta Filho e Martins (2007), afirmam que, além desses fatores de decisão supracitados, existem outros como tradição de algum operador logístico, ou seja, um transportador que seja especializado em algum tipo de modal de transporte; relacionamento de longo prazo entre operador logístico e o embarcador de carga que faz a escolha do modal; localização geográfica tanto da empresa, quanto do mercado consumidor e os cuidados especiais exigidos por cada carga, por exemplo, refrigeração ou uma carga que exija cuidados devido a sua fragilidade entre outros Alem destes fatores, segundo Caixeta Filho e Martins (2007), os responsáveis pela escolha do modal possuem padrões de escolha baseados em critérios, são eles: a) custo: o principal componente é o custo de transporte, o mesmo deve ser levado em conta o valor da carga, que deve ser de baixo valor agregado; b) qualidade e custo: os decisores que se utilizam desse critério levam em conta variáveis como confiabilidade, agilidade, segurança, regularidade, perdas e danos e disponibilidade de informações para o rastreamento. Esse critério utiliza-se do trade off entre qualidade e custo; 9/11
c) necessidades logísticas especificas: subdividem em relacionadas à carga e à empresa. Relacionadas à Carga: implica no tipo de carga e no cuidado que a mesma requer, se é perigosa, perecível, entre outras Relacionadas à empresa: são considerados os fatores internos da empresa, como localização em relação ao mercado, histórico de relacionamento com os transportadores ou operadores logísticos, e também as praticas empresariais da empresa. Um dos objetivos de modelar a estrutura de decisão é ter uma ferramenta que permita estimar a probabilidade de escolha de diferentes alternativas e em situações futuras que possuam variações nos valores das variáveis relevantes no processo de escolha (JOSE VICENTE CAIXETA FILHO e MRICARDO SILVEIRA MARTINS, (2007) p. 243) Caixeta Filho e Martins (2007) dizem que a diminuição dos custos ou melhoria no nível de serviço influenciam de alguma forma a decisão por determinado modal, porem é preciso saber quantificar os efeitos CONCLUSÃO Pode-se concluir que muitas empresas não utilizam o modal ideal e por isso tornam seus produtos mais caros, reduzindo a sua competitividade no mercado. Para que a empresa escolha o modal ideal de transporte, a mesma deve verificar a característica do produto que oferta e a necessidade de preservação que o mesmo exige. Adotar critérios de escolha antes de optar por um modal é imprescindível, pois o custo de transporte influencia de maneira direta no custo final do produto. Portanto, para que o produto seja competitivo, o ideal é que as empresas estejam atentas a dois fatores considerados essenciais: o preço de venda do onde o produto é produzido e o local onde pretende ser vendido; o custo de transporte entre o local de onde o produto é produzido e o local de consumo. Para que o custo de transporte seja calculado deve-se levar em conta as características da carga como: peso, tipo de carga; as características do modal utilizado, malha de transporte, custo de frete, entre outras. Alem destes fatores é necessário também atentar para qualidade do serviço de transporte que faz se utilizar. Para que a escolha seja certeira é valido também o uso de técnicas já conceituadas e verificadas como eficazes, a exemplo do trade-off que aplicado à área de logística de transporte possibilita o equilíbrio entre o custo e a qualidade de serviço. É pertinente lembrar que a escolha do modal de transporte também é afetada por fatores como: mercado, tecnologia, infra-estrutura de transporte, necessidades especificas de cada carga entre outros Utilizando se destes fatores é possível que uma empresa, ao transportar uma carga de um local para outro, tome a decisão certa escolhendo o modal que atenda as necessidades da empresa e do cliente e do produto, por um preço justo. 10/11
REFERENCIAS III ENCONTRO CIENTÍFICO E SIMPÓSIO DE EDUCAÇÃO CAIXETA FILHO, J. V. ; MARTINS, R. S. Gestão Logística no Transporte de Cargas. São Paulo: Atlas, 2007 FERREIRA, M. A. Tipos de Modais Disponível em: http://www.techoje.com.br/site/techoje/categoria/detalhe_artigo/670 Acesso em: 02/06/2011 GURGEL, F. A. Logística Industrial. São Paulo: Atlas, 2000. HARA, C. M. Logística: armazenagem, distribuição e trade de marketing. Campinas: Alínea, 2005 PEREIRA, H. Modais de Transporte Disponível em: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/modais-de-transportes/38696. Acesso em: 24/05/11 11/11