3. O transporte no Brasil
|
|
|
- Luiz Gustavo Viveiros Dreer
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 47 3. O transporte no Brasil Neste capítulo, faz-se uma breve descrição do sistema de transporte de cargas no Brasil, onde são apresentados os investimentos programados pelo Governo Federal no setor, a composição da matriz de transporte nacional de cargas e suas distorções. Além disso, aborda-se a conceituação de multimodalidade e seu início no Brasil, bem como a localização dos operadores multimodais Panorama do transporte nacional de cargas O Brasil é constituído por um sistema de transporte composto por: 1,7 milhões de quilômetros de estradas, sendo 212 mil quilômetros pavimentados; 29 mil quilômetros de malha ferroviária; 19,2 mil quilômetros de dutos e 46 portos organizados em 120 terminais de uso privativo. Apesar de possuir um sistema de transporte diversificado, o país é fortemente dependente do modo rodoviário devido à insuficiência na oferta de outros modos de transportes (Ilos, 2008). Parte dessa insuficiência pode ser creditada à integração do país realizada substancialmente na construção de rodovias, deixando à parte os sistemas ferroviários e aquaviário dos aportes financeiros. O cenário atual gera uma distorção da matriz de transporte nacional e, por consequência, o aumento dos custos com o transporte. Atualmente, a matriz de transporte brasileira é composta da seguinte forma: rodoviário (62,7%), ferroviário (21,70%), aquaviário (11,7%), dutoviário (3,8%) e aéreo (0,10%), como se verifica no Gráfico 11. Segundo Caixeta Filho (2001), a matriz deveria ser composta de forma que os modos hidroviário e ferroviário representassem 75% da totalidade, e os demais 25% compostos pelos outros modos de transportes, incluindo o rodoviário. Desse modo, verifica-se um sensível desequilíbrio na matriz, a qual deve passar por um redimensionamento, para que ocorram melhorias na competitividade dos produtos nacionais.
2 48 Fonte: Adaptado de ILOS apud FLEURY, Gráfico 11 Matriz de transporte de cargas no Brasil A matriz de transporte brasileira, como se observa no Gráfico 11, está distante de uma composição equilibrada, como propõe Caixeta Filho (2001). O modo de transporte ferroviário juntamente com o hidroviário, na matriz atual, somam 33,4%. O rodoviário somente representa 62,7% da matriz, sendo os demais modos 4,3% (hidroviário e aeroviário). A alta representatividade do modo rodoviário na matriz de transporte tem ocasionado, conforme Fleury et. al. (2006), fortes impactos nos preços relativos cobrados por tonelada. O custo do modo rodoviário chega a US117/mil TKU 22, já os custos dos demais modos, tais como, o ferroviário e hidroviário são US$27/mil TKU e US$34/mil TKU respectivamente, como pode observar na Tabela 2. Já o modo aeroviário é pouco usado como transporte de cargas de pouco valor agregado e de grande volume, devido ao seu elevado custo (US$1.624 /mil TKU). Tabela 2 Matriz de transporte de carga e o custo no Brasil Fonte: Adaptado de ILOS apud FLEURY, Toneladas transportadas por quilômetro útil - TKU.
3 49 O alto custo dos principais modos utilizados no transporte de cargas (rodo/ferro/hidro) no Brasil se deve ao baixo investimento em infraestrutura, tais como: i) níveis insuficientes de conservação, recuperação e capacidade deficitária da malha rodoviária; ii) extensão e cobertura insuficiente da malha ferroviária; iii) limitação ao acesso marítimo, deficiência da retroárea e berços nos portos; iv) restrição de calado, deficiência de sinalização, balizamento e restrição à navegação pela existência de eclusas nas hidrovias (Ribeiro, 2010). O pouco investimento em infraestrutura no Brasil tem gerado, portanto, baixa disponibilidade de outros modos de transportes, os quais deveriam ser utilizados como alternativa ao modo rodoviário. Um exemplo disso são a baixa disponibilidade e as limitações operacionais dos modos ferroviário, marítimo de cabotagem e navegação interior; tais limitações têm dificultado a utilização destes como reais alternativas ao modo rodoviário (Coppead, 2008). Neste sentido, o governo federal, após um longo período sem investir em infraestrutura logística, retorna sua atenção ao atual cenário logístico e inicia a volta dos aportes financeiros para melhorar a matriz de transporte nacional, através do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC. O PAC foi lançado no dia 22 de janeiro de 2007 e seu objetivo é bem amplo; abrange um conjunto de medidas para promover a aceleração do crescimento econômico por meio de investimentos em diversas áreas como: energia, saneamento básico, habitação e logística. O PAC se destaca pela retomada de investimento do governo federal em infraestrutura, principalmente pela retomada dos investimentos em infraestrutura logística, área que receberá, apesar das contestações, uma parcela considerável do aporte financeiro. Tal programa está vinculado ao Plano Nacional de Transporte (PNLT), e ambos abrangem o período de 2008 a A previsão de investimentos em infraestrutura logística pelo PAC, como pode observar por meio do Gráfico 12, para esse período é de R$58,3 bilhões, orçamento que está dividido da seguinte forma: R$33,4 é destinado ao setor rodoviário; R$7,9 bilhões ao ferroviário e R$0,7 bilhões ao aquaviário. Os R$16,3 bilhões restantes
4 50 dividem-se em: R$2,7 bilhões destinados aos portos, R$10,6 bilhões à marinha mercante e R$3,0 bilhões aos aeroportos. * Investimento previsto pelo PAC, Ministério do Planejamento. **Inv. realizado no PAC (2007 a agosto/2011), Ministério dos Transportes. *** Estimativa de investimentos no setor de transportes (PNLT,2009). Fonte: Elaboração própria com dados do Ministério do Planejamento e PNLT. Gráfico 12 Comparação dos investimentos (PAC x PNLT 23 ) Observa-se que uma parte considerável dos investimentos foi efetuada, sofrendo apenas pequenas variações no aporte dos investimentos para o setor aquaviário. Entretanto, de acordo com o levantamento realizado pelo Plano Nacional de Transporte (PNLT), os investimentos exigidos para o setor são maiores do que propõe o PAC. Conforme estimado pelo Plano Nacional de Transportes, os investimentos necessários para o setor seriam de R$290,8 bilhões distribuídos da seguinte forma: R$109,2 bilhões (2008/2001); R$84,3 bilhões (2012/2015); R$97,3 bilhões (após 2015). O governo federal apesar de aumentar o volume dos investimentos do segundo Programa de Aceleração do Crescimento, destinados ao setor de transporte, em R$109,0 bilhões; o mesmo não será suficiente, segundo os especialistas em transportes, para reduzir grande parte dos gargalos infraestruturais existentes. 23 Plano Nacional de Logística e Transporte
5 Intermodalidade e multimodalidade Os meios de transportes são essenciais na logística, pois são os elos entre os vários componentes que constituem os canais de distribuição, correspondendo de 30% a 60% do custo total de uma mercadoria. Reduzir tais custos com a movimentação da carga em um nível desejado de serviço é necessário para a competitividade do embarcador. Dessa forma, definir os arranjos dos modos mais adequados possibilitará ao embarcador obter um menor custo com a movimentação de sua mercadoria (Novaes, 2007). Os arranjos têm como objetivo fornecer ao embarcador opções que melhor se adaptam a sua demanda e aos critérios exigidos pelo cliente, através das redes de transportes disponíveis (rodoviário, ferroviário, marítima e dutoviário). Tais redes de transportes utilizadas de forma combinada constituem a intermodalidade ou a multimodalidade, possibilitando uma maior flexibilidade para os embarcadores, que podem optar por mais de um modo de transporte para movimentar sua mercadoria (Novaes, 2007). A intermodalidade e a multimodalidade se caracterizam pela utilização de dois ou mais modos de transportes. Todavia, ambas as operações, embora aparentemente semelhantes, possuem diferenças conceituais (Antt, 2011). O termo intermodalidade é utilizado para designar a conjugação de dois ou mais tipos de modos de transporte, existindo mais de uma emissão de documentos, um para cada transportador (Novaes, 2007). Já o termo multimodalidade, não apenas designa uma simples inter-relação física, como também envolve a integração de responsabilidades (integridade da carga e seguro), conhecimento (documento de despacho que acompanha a carga), programação (horários combinados e cumprimentos dos mesmos), cobrança do frete e as demais despesas; existindo apenas um documento que é emitido pelo Operador de Transporte Multimodal (Ibid., 2007). A seguir, algumas definições de intermodalidade e multimodalidade, Tabela 3.
6 52 Tabela 3 Conceitos sobre intermodalidade e multimodalidade Autor Intermodalidade Multimodalidade - Utilização de mais de um modal; - Emissão individual de documentos por modal; Almir Keedi -Responsabilidade fracionada entre os operadores dos diversos modais. Nazário - Fleury - - Utilização de mais de um modal; - Emissão de documento único para todos os modais; - Responsabilidade concentrada no Operador de Transporte Multimodal OTM. - Emissão de documentos únicos para todos os modais; - Responsabilidade concentrada no Operador de Transporte. - Dois ou mais modais de transporte; - Documento único de origem até o seu destino final. Agência Nacional de Transporte Terrestre -ANTT - O transporte intermodal não possui mais base jurídica, pois a legislação que o definiu, a Lei 6.288/75, foi revogada. - O conceito de Transporte Intermodal não foi substituído pelo de Transporte Multimodal, pois há diferenças conceituais entre os dois termos. - Transporte Multimodal de Cargas é aquele que, regido por um único contrato: utiliza duas ou mais modalidades de transporte, desde a origem até o destino; é executado sob a responsabilidade única de um Operador de Transporte Multimodal OTM. Fonte: Adaptado de Pedreira, A multimodalidade no Brasil O processo de normatização da multimodalidade no Brasil teve início em Tal processo de constituição da multimodalidade se deve a um acordo firmado entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, no contexto da formação do MERCOSUL (Silva Júnior, 2009). O acordo assinado por esses países teve o objetivo de utilizar, de forma mais eficaz, a infraestrutura de transporte dos países signatários, reduzindo os custos operacionais de transporte entre as regiões. O acordo, segundo Silva Júnior (2009), já era uma definição de Transporte Multimodal de Cargas, que posteriormente foi incluído na lei nº 9.611, art.2: Transporte Multimodal de Cargas é aquele que regido por um único contrato, utiliza duas ou mais modalidades de transporte, desde a origem até o destino, e é
7 53 executado sob a responsabilidade única de um Operador de Transporte Multimodal (OTM) (Brasil, 1998 apud Silva Júnior, 2009). De acordo com o autor, essa lei também define OTM nas próprias bases acordadas em 1994; conforme o art.5: O Operador de Transportes Multimodal (OTM) é a pessoa jurídica contratada como principal para a realização do Transporte Multimodal de Cargas da origem até o destino, por meios próprios ou por intermédio de terceiros. Contudo, somente em 2004, os OTMs foram habilitados através da resolução nº794/04 da Agência de Nacional de Transportes Terrestres - ANTT. Logo após essa resolução, nota-se um sensível aumento na quantidade de habilitações concedidas pela ANTT. Fonte: Adaptado de Silva Júnior (2009). Gráfico 13 Evolução dos OTM s no Brasil (2005 a 2009) Observa-se pelo Gráfico 13 que as habilitações concedidas pela ANTT aumentaram a uma taxa média de 0,2093 (20,93%) ao ano. Esse crescimento se deve aos critérios não muito claros para a habilitação do OTMs; o que possibilitou qualquer tipo de pessoa jurídica, incluindo transportadores autônomos, a habilitarse (Silva Júnior, 2009). Atualmente, no Brasil, os Operadores de Transporte Multimodal (OTM) registrados na ANTT somam 330 OTMs, os quais estão instalados em 17 estados da federação incluindo o Distrito Federal. Esses OTMs fazem as seguintes integrações multimodais (Sílvia Júnior, 2009): i) todos os modos (35%), ii) hidroviário, aeroviário e rodoviário (20%), iii) aeroviário e rodoviário (9%), iv) rodoviário e hidroviário (5%), v) rodoviário, hidroviário e dutoviário (1%), vi) rodoviário e ferroviário (7%), vii) rodoviário (19%), viii) hidroviário, rodoviário e ferroviário (3%).
8 54 Os OTMs estão concentrados nas regiões dos estados de São Paulo (156), Rio de Janeiro (51), Paraná (25), Minas Gerais (16), Rio Grande do Sul (15); Santa Catarina (12) e demais Estados (45), conforme a Figura 7. Fonte: Adaptado de Silva Júnior (2009). Figura 7 Número de matrizes de OTMs no Brasil por estado Por fim, vale ressaltar que embora existam grandes esforços para regular a multimodalidade, esta ainda possui sensíveis entraves relacionados a questões infraestruturais como, por exemplo, a eficiência dos portos e terminais para integração entre os modais (Rossoni, 2011). Silva Júnior (2009) aponta, além desses entraves técnicos, a regulamentação inadequada, tais como: a situação do seguro de cargas e a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
Desafios para a Infraestrutura Logística Brasileira. Abril 2011 Paulo Fleury
Desafios para a Infraestrutura Logística Brasileira Abril 2011 Paulo Fleury Agenda Panorama da Infraestrutura Brasileira Avaliação do PAC pelos Pontenciais Usuários Investimentos Necessários O Brasil Hoje
AULA 02. ENGENHARIA DE TRÁFEGO e LOGÍSTICA EMPRESARIAL
AULA 02 ENGENHARIA DE TRÁFEGO e LOGÍSTICA EMPRESARIAL 1 UNIDADES DE ENSINO Unidade de Ensino: Principais meios de transporte. Modais de Transporte Transporte Rodoviário Transporte Ferroviário Transporte
TRANSPORTES Prof. FLÁVIO TOLEDO TRANSPORTE Administrar o transporte significa tomar decisões sobre um amplo conjunto de aspectos. Essas decisões podem ser classificadas em doisgrandesgrupos: Decisões estratégicas
Custo Brasil: infraestrutura portuária Transporte Hidroviário Interior como Solução Logística e Ambiental
7º SEMINÁRIO INTERNACIONAL EM LOGÍSTICA AGROINDUSTRIAL Custo Brasil: infraestrutura portuária Transporte Hidroviário Interior como Solução Logística e Ambiental JOSÉ ALEX BOTELHO DE OLIVA Superintendente
GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS TRANSPORTE NA CADEIA DE SUPRIMENTOS: OS MODAIS DE TRANSPORTE
GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS TRANSPORTE NA CADEIA DE SUPRIMENTOS: OS MODAIS DE TRANSPORTE Prof. Dr. Daniel Caetano 2016-1 Objetivos Conhecer os principais modos de transporte usados na Gestão da Cadeia
Princípios de Transporte. Adaptado dos Capítulos 10 e 11 Bowersox
Princípios de Transporte Adaptado dos Capítulos 10 e 11 Bowersox Princípios de Transporte Funcionalidades Movimentação Armazenamento Princípios Economia de distância custo fixo/km Ferroviários e Aquaviário
TRANSPORTE E DISTRIBUIÇÃO
TRANSPORTE E DISTRIBUIÇÃO Curso Técnico em Logística Professor Adm. Walter Martins Júnior 1 TRANSPORTE E DISTRIBUIÇÃO INTERMODAL MULTIMODAL 2 Composição de Modais Os tipos de modais usados no transporte
LOGÍSTICA DE TRANSPORTES DE CARGAS
LOGÍSTICA DE TRANSPORTES DE CARGAS Jean Carlos Pejo J C PEJO CONSUTORES ASSOCIADOS S/C LTDA Mapa da Produção de Soja no Brasil Projeção da Produção de Soja no Brasil Safra Produção Exportação 2009/2010
Aspectos teóricos da integração entre hidrovias e ferrovias
Aspectos teóricos da integração entre hidrovias e ferrovias Introdução Os portos têm importância para as operações de carga (transporte de mercadorias) e de passageiros. Porém, o transporte hidroviário
NAVEGAÇÃO INTERIOR: Infraestrutura Existente, Gargalos Operacionais, Demandas não atendidas e Ações de Curto Prazo
NAVEGAÇÃO INTERIOR: Infraestrutura Existente, Gargalos Operacionais, Demandas não atendidas e Ações de Curto Prazo Fernanda Rezende Coordenadora de Desenvolvimento do Transporte CDT/CNT 22/03/2017 Sumário
CABOTAGEM COMO ALTERNATIVA LOGÍSTICA
CABOTAGEM COMO ALTERNATIVA LOGÍSTICA Fábio Siccherino Novembro de 2013 CABOTAGEM POR QUE? 2 O BRASIL TEM MAIS DE 8.000 KM DE COSTA NAVEGÁVEL Incluindo o Rio Amazonas são 10.000 Km (Eficiência Geoeconômica).
Modais de Transporte. Claudio Barbieri da Cunha. Escola Politécnica. Claudio Barbieri da Cunha
Modais de Transporte Escola Politécnica Funções do Transporte Movimentar geograficamente e posicionar os estoque (produtos/bens/materiais) Abastecer instalações (fábricas) com matérias primas e insumos
Transportes. Prof. Márcio Padovani
Transportes Índice Definição de transporte Origem e evolução dos transportes Rodoviário Ferroviário Marítimo Aéreo Oleoduto Evolução dos transportes no Porto Classificação dos transportes Quanto à modalidade
INFRAESTRUTURA URBANA. Prof.ª Danielle Ferraz
INFRAESTRUTURA URBANA Prof.ª Danielle Ferraz Sistema de transportes Transportes Sistema de transportes O transporte é responsável por todo e qualquer atividade econômica, sem ele, não há desenvolvimento
As perspectivas da infraestrutura logística no curto, médio e longo prazos. Priscila Santiago Coordenadora de Economia da CNT
As perspectivas da infraestrutura logística no curto, médio e longo prazos Priscila Santiago Coordenadora de Economia da CNT Brasília, setembro de 2013 Os efeitos do desenvolvimento do transporte Reduziram
O TRANSPORTE MULTIMODAL COMO MEIO FACILITADOR DOS PROCESSOS LOGÍSTICOS BRASILEIROS
O TRANSPORTE MULTIMODAL COMO MEIO FACILITADOR DOS PROCESSOS LOGÍSTICOS BRASILEIROS Ana Letícia da Silva Rocha [email protected] Prof.º Esp. Helder Bocaletti [email protected] Fatec
As atuais condições da infraestrutura de transporte e logística do Brasil
ESTUDO DA CNT APONTA QUE INFRAESTRUTURA RUIM AUMENTA CUSTO DO TRANSPORTE DE SOJA E MILHO As atuais condições da infraestrutura de transporte e logística do Brasil têm impacto significativo na movimentação
Infraestrutura de Santa Catarina para o Desenvolvimento
Infraestrutura de Santa Catarina para o Desenvolvimento Ministério dos Transportes PAULO SÉRGIO PASSOS Ministro de Estado dos Transportes Florianópolis, 27 de fevereiro de 2013 ASPECTOS NACIONAIS INFRAESTRUTURA
ESTUDIO DE REGULACIÓN, VENTAJAS COMPETITIVAS Y DE LA OFERTA Y LA DEMANDA DE CARGA DE LA HIDROVIA PARAGUAY-PARANÁ
ESTUDIO DE REGULACIÓN, VENTAJAS COMPETITIVAS Y DE LA OFERTA Y LA DEMANDA DE CARGA DE LA HIDROVIA PARAGUAY-PARANÁ 16 de Junio de 2016. Rosario, Argentina. JOSÉ RENATO RIBAS FIALHO Gerente de Desarrollo
Regulação do Transporte Aquaviário Navegação Interior
5º SEMINÁRIO INTERNACIONAL EM LOGÍSTICA AGROINDUSTRIAL O Transporte Hidroviário(Fluvial e Cabotagem)de Granéis Agrícolas Cenário Atual do Transporte Hidroviário Brasileiro JOSÉ ALEX BOTÊLHO DE OLIVA,M.Sc.
LOGÍSTICA. O Sistema de Transporte
LOGÍSTICA O Sistema de Transporte MODALIDADE (UM MEIO DE TRANSPORTE) MULTIMODALIDADE (UTILIZAÇÃO INTEGRADA DE MODAIS) INTERMODALIDADE (UTILIZAÇÃO INTEGRADA DA CADEIA DE TRANSPORTE) OPERADORES LOGÍSTICOS
Importância e Oportunidades para o Desenvolvimento da Indústria de Serviços
Importância e Oportunidades para o Desenvolvimento da Indústria de Serviços Modais de Transporte no Brasil Características dos Modais Modal Ferroviário Maior concentração das ferrovias no Brasil As ferrovias
20/04/2019 LOG-IN. A MELHOR DISTÂNCIA ENTRE DOIS PONTOS. O QUE VOCÊ ESCOLHE? O MODAL QUE MAIS CRESCE NO PAÍS OU O DE SEMPRE
LOG-IN. A MELHOR DISTÂNCIA ENTRE DOIS PONTOS. Soluções logísticas que integram Brasil e MERCOSUL 1 O QUE VOCÊ ESCOLHE? Você pode escolher entre O MODAL QUE MAIS CRESCE NO PAÍS OU O DE SEMPRE 2 1 O QUE
Panorama das Ferrovias Brasileiras
Panorama das Ferrovias Brasileiras Fernanda Rezende Coordenadora de Desenvolvimento do Transporte - CNT 17/10/2017 O Processo de Concessão das Ferrovias Evolução dos investimentos das concessionárias ferroviárias
Carga Aérea Crescimento e Estratégias. Por: Marcus Gentil
Carga Aérea Crescimento e Estratégias Por: Marcus Gentil Vídeo de Abertura Agenda Representatividade e Missão Tipos de Cargas e suas Principais Características Participação Comparativa dos Modais Evolução
Andamento das principais obras Agosto/2009
Infraestrutura e Logística do Agronegócio Andamento das principais obras Agosto/2009 Principais Tendências da Produção RODOVIA BR 163 1. 2. 3. 4. Obras em andamento Restauração de 266 km entre Lucas do
Pesquisa Custos Logísticos no Brasil 2015
Pesquisa Custos Logísticos no Brasil 2015 Coordenadores Paulo Tarso Vilela de Resende Paulo Renato de Sousa Paula Oliveira Bolsistas Fapemig Bruna Catão Braga Larissa de Freitas Campos Rafael Barroso de
Multimodalidade e Cadeia de Suprimentos
Multimodalidade e Cadeia de Suprimentos Douglas Tacla Vice Presidente de Transportes América Latina DHL Supply Chain Brazil Sao Paulo, April, 30 th 2013 Deutsche Post - DHL Nós somos líder mundial em logística,
GST1119 TECNOLOGIAS DO TRANSPORTE DE CARGA. Aula 02
GST1119 TECNOLOGIAS DO TRANSPORTE DE CARGA Aula 02 1 2 O sistema de transporte doméstico se refere ao conjunto de trabalho, facilidades e recursos que compõem a capacidade de movimentação na economia.
LOGISTICA INTERNACIONAL. Prof. Alexandre Fernando
LOGISTICA INTERNACIONAL Prof. Alexandre Fernando MODAIS DE TRANSPORTE DE CARGA É o transporte adequado para mercadorias de alto valor agregado, pequenos volumes ou com urgência na entrega. O Estado de
A modernização e ampliação do Sistema Ferroviário no Brasil
6º Encontro Anual de Usuários - USUPORT A modernização e ampliação do Sistema Ferroviário no Brasil Paulo Sérgio Passos Ministro dos Transportes Salvador, 06 de dezembro de 2010 Voltando a investir Ao
1 INTRODUÇÃO. Tabela 1 Valor exportado do agronegócio brasileiro
1 INTRODUÇÃO O Brasil encontra-se num ambiente favorável de crescimento econômico nos últimos anos. A economia brasileira tem como principais forças o comércio, o setor industrial e o agronegócio. O agronegócio,
INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA COMO VETORES DE DESENVOLVIMENTO DO CIPP E DO CEARÁ
INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA COMO VETORES DE DESENVOLVIMENTO DO CIPP E DO CEARÁ BÚSSOLA DA INOVAÇÃO BÚSSOLA DA SUSTENTABILIDADE OBSERVATÓRIO DA COMPETITIVIDADE INDUSTRIAL MASTERPLAN REDES COLABORATIVAS
PROGRAMA. Mercado de Transporte Brasileiro - Frota - Infraestrutura Regulamentação do TRC Dificuldades Situação das Empresas Transportadoras Desafios
PROGRAMA Mercado de Transporte Brasileiro - Frota - Infraestrutura Regulamentação do TRC Dificuldades Situação das Empresas Transportadoras Desafios 5.570 Municípios PIB 2015 US$ 1,774 trilhões 9º População
da região no mercado mundial entre países vizinhos não se faz sem uma integração física, que garanta o transporte
#2 especial américa latina OS caminhos QUE NOS UNEM Embora a integração física entre países sul-americanos deixe a desejar, tanto o Brasil como outros países do continente estão fazendo investimentos em
Administração do Transporte 2008
Administração do Transporte 2008 A cadeia de suprimento começa com o cliente e sua necessidade de obter o produto. O próximo estágio dessa cadeia de suprimento é uma loja que o cliente procura. Por exemplo:
PERSPECTIVA DOS USUÁRIOS DAS FERROVIAS
PERSPECTIVA DOS USUÁRIOS DAS FERROVIAS Alexandre de Mattos Setten Gerente Logística Copersucar 17/Março/06 PERFIL Copersucar Uma Cooperativa Privada: Fundada em 1959 91 associados 30 unidades produtoras
IDT FIESP. Índice Comparado de Desempenho da Infraestrutura de Transporte
IDT FIESP Índice Comparado de Desempenho da Infraestrutura de Transporte Brasil: 191 milhões de habitantes 8,5 milhões km² PIB R$ 4,4 trilhões A infraestrutura de transportes do Brasil é adequada: Ao tamanho
Escopo do Sistema e Modais de Transporte. Identificar os principais benefícios e modos de transporte
Escopo do Sistema e Modais de Transporte Me. Edvin Kalil Freitas Granville julho de 2010 OBJETIVOS Identificar os principais benefícios e modos de transporte Conhecer os critérios mais utilizados para
Transporte Rodoviário e suas Perspectivas. Fernanda Rezende Coordenadora de Desenvolvimento do Transporte
Transporte Rodoviário e suas Perspectivas Fernanda Rezende Coordenadora de Desenvolvimento do Transporte 04.10.2017 Transporte Rodoviário Brasileiro 52,6% PIB do transporte 1,1 milhão empregados 410.233
Título da Apresentação. Subtítulo
AGENDA Título Conceitos da Apresentação de Modais de Transporte Desafios da Logística Brasileira Solução Multimodal Brado AGENDA Título Conceitos da Apresentação de Modais de Transporte Desafios da Logística
ANUÁRIO CNT 2018 REÚNE SÉRIE HISTÓRICA DE DADOS DO TRANSPORTE
ANUÁRIO CNT DO TRANSPORTE Estatísticas consolidadas 2018 MATERIAL PARA IMPRENSA ANUÁRIO CNT 2018 REÚNE SÉRIE HISTÓRICA DE DADOS DO TRANSPORTE As dimensões, a abrangência, a capacidade e a produtividade
O Papel Estratégico das Ferrovias para a Implementação da Intermodalidade no Brasil. Jose Luis Demeterco Neto
O Papel Estratégico das Ferrovias para a Implementação da Intermodalidade no Brasil Jose Luis Demeterco Neto [email protected] Brasília, 05 de Setembro de 2012 O INÍCIO Duas empresas pioneiras que
Hidrovias: Uma visão do futuro
Hidrovias: Uma visão do futuro Fernando Antonio Brito Fialho Diretor-Geral da ANTAQ Data: 18 de agosto de 2010 I Seminário Portuário Público Privado Latino-Americano Hidrovias: Uma visão do futuro Slide
LOGÍSTICA: Principais Modais
LOGÍSTICA: Principais Modais Eric Willian Pereira Graduando em Administração, Faculdades Integradas de Três Lagoas FITL/AEMS João Paulo Almeida Graduando em Administração, Faculdades Integradas de Três
Para mim é sempre uma honra vir ao Congresso Nacional, lugar que frequentei durante alguns anos como senador.
DISCURSO DO MINISTRO DOS TRANSPORTES, ANTONIO CARLOS RODRIGUES, NA COMISSÃO GERAL DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, EM 13 DE AGOSTO DE 2015 Senhor presidente. Senhoras e senhores. Bom dia. Para mim é sempre uma
Agronegócio no Brasil e em Mato Grosso
Agronegócio no Brasil e em Mato Grosso ÍNDICE 1 Agronegócio no Brasil e em Mato Grosso 1.1 Agronegócio Soja 1.2 Agronegócio Milho 1.3 Agronegócio Algodão 1.4 Agronegócio Boi 2 Competitividade 2.1 Logística
O TRANSPORTE DO ETANOL PELA HIDROVIA TIETÊ-PARANÁ
O TRANSPORTE DO ETANOL PELA HIDROVIA TIETÊ-PARANÁ Câmara dos Deputados 2º Seminário de Portos e Vias Navegáveis 22/09/2011 Agenor Junqueira Diretor de Transporte Marítimo Projeção do Aumento da FROTA ANO
DESAFIOS E PERPERCTIVAS DA CABOTAGEM NO BRASIL NO TRANSPORTE DE CARGAS
DESAFIOS E PERPERCTIVAS DA CABOTAGEM NO BRASIL NO TRANSPORTE DE CARGAS Rodrigo de Lima Souza, Claudio José Donato, Irene Caires da Silva Universidade do Oeste Paulista UNOESTE, MBA em Logística, Presidente
Desafios da Cabotagem em 2015 ILOS
Desafios da Cabotagem em 2015 ILOS Clique para editar o título mestre Agenda Contexto Atual Razões para maior competitividade da Cabotagem Evolução da Movimentação de Cabotagem Visão das Empresas sobre
Análise do perfil dos Operadores de Transporte Multimodal de Cargas no Brasil e suas dificuldades de operação. Projeto de Pesquisa - Mestrado
Análise do perfil dos Operadores de Transporte Multimodal de Cargas no Brasil e suas dificuldades de operação Projeto de Pesquisa - Mestrado Letícia do Valle Pires Martinovic Orientador: Sergio Ronaldo
A Competitividade da Indústria Química no contexto da Logística
Brasil: uma vocação natural para a indústria química A Competitividade da Indústria Química no contexto da Logística USUPORT Bahia 29 de Novembro de 2016 País rico em petróleo, gás, biodiversidade, minerais
Avaliação do acesso aos terminais portuários e ferroviários de contêineres no Brasil
Avaliação do acesso aos terminais portuários e ferroviários de contêineres no Brasil Maria Fernanda Hijjar Flavia Menna Barreto Alexim O aumento da utilização de contêineres para movimentação de cargas
REGIONALIZAÇÃO PORTUÁRIA: O CASO DOS PORTOS DE SANTOS E SUAPE
REGIONALIZAÇÃO PORTUÁRIA: O CASO DOS PORTOS DE SANTOS E SUAPE Samuel Teles de Melo Fabiano Nogueira Cordeiro Renato Javahes Pereira Brandão Junior LabTrans/UFSC 03/dezembro/2015 Roteiro I. Revisão Bibliográfica
QUESTÕES TRASNPORTE AÉREO/RODOVIÁRIO/FERROVIÁRIO
QUESTÕES TRASNPORTE AÉREO/RODOVIÁRIO/FERROVIÁRIO 1) Quais os principais órgãos de nível internacional que regulam os transportes aéreo, rodoviário e ferroviário? R. Aéreo: IATA International Transport
ANAIS O IMPACTO DA INTEGRAÇÃO ENTRE MODAIS NO CUSTO DE FRETE DO TRANSPORTE DE FARELO DE SOJA DE SORRISO (MT) AO PORTO DE SANTOS (SP)
O IMPACTO DA INTEGRAÇÃO ENTRE MODAIS NO CUSTO DE FRETE DO TRANSPORTE DE FARELO DE SOJA DE SORRISO (MT) AO PORTO DE SANTOS (SP) ALEXSANDER JOSÉ DOS SANTOS ( [email protected] ) > FATEC - Faculdade
Fundamentos do Transporte
Fundamentos do Transporte RAD1503-Administração de Logística e da Cadeia de Suprimentos Prof. André Lucirton Costa Profa. Marcia Mazzeo Grande 1 Importância O transporte é a área mais significativa para
A INDÚSTRIA NAVAL E PORTOS REALIDADES E PERSPECTIVAS A ampliação do Porto do Rio de Janeiro
A INDÚSTRIA NAVAL E PORTOS REALIDADES E PERSPECTIVAS A ampliação do Porto do Rio de Janeiro Rio de Janeiro, RJ 20 de setembro de 2008 Richard Klien Milhões de toneladas Avança a contêinerização no comércio
FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGENDA PORTOS CATARINENSES. Período 2015/2017
FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGENDA PORTOS CATARINENSES Período 2015/2017 Julho 2015 Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina Glauco José Côrte Presidente Câmara de
Planejamento de Transportes: Introdução à Logística
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ Planejamento de Transportes: Introdução à Logística ESTRATÉGIAS DE LOCALIZAÇÃO Profª. Daniane F. Vicentini Atividades com a maior parcela do custo total de logística: Transportes:
Maurício de Mauro Diretor Executivo de Logística. Os desafios da Logística
Maurício de Mauro Diretor Executivo de Logística Os desafios da Logística Agenda Novembro/2010 Histórico da Copersucar Mercado e Desempenho econômico Estratégia de crescimento Logística e Sustentabilidade
Mineração e Agronegócio:
Mineração e Agronegócio: Superando Obstáculos para o Escoamento da Produção 8º Encontro de Logística e Transportes - FIESP Produção e Exportação Soja e Milho Produção de soja e milho > 5 mil toneladas
