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Transcrição:

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Ciranda imperfeita Vera Novis (abril de 2008) As obras reunidas nessa exposição, recortadas da produção recente de Antonio Helio Cabral, além de diversos tamanhos, apresentam técnicas variadas - têmpera, nanquim, carvão, óleo e bastão oleoso, e dois tipos de suporte papel e tela. Supõe-se, a princípio, uma grande diversidade. Mas a recorrência do tema das cabeças e a forte predominância do trabalho gráfico sobre o pictórico mostram que, em lugar da diversidade percebida inicialmente, há um conjunto uniforme e coeso. Num segundo olhar, e a obra de Cabral exige um olhar mais aguçado sob pena de não se conseguir penetrar no universo de sua pintura, o leitor dessas obras retoma a observação da diversidade sob a unidade, não numa volta ao momento da primeira aproximação, mas num outro patamar de reflexão. Cabral explora, de modo determinado, as possibilidades de relações entre cabeças; tomando-se cabeça como metonímia de corpo, trata-se, portanto, das relações entre pessoas que, sem excluir a cabeça-coração, enfatizam aqui a cabeça-mente. Com obstinação, Cabral estende o leque dessas relações; em comum, as cabeças, duas, três, quatro ou mais, estão unidas por um traço (laço?): nascem juntas de um mesmo lugar ou nascem de outras; sobrepõem-se ou se desdobram em outras; por vezes, as cabeças são negativo e positivo de uma só; há cabeças que se escondem sob máscaras ou que se abrigam atrás de armaduras; cabeças desunidas por linhas (laços?) que se interrompem; cabeças em conflito explicitado pela cor vermelha, metáfora de embate e confronto. dá pelo processo metafórico (relação por semelhança), a pintura se faz presente e não somente pela introdução da cor, mas da pincelada, da textura. Poderíamos dizer que o gráfico se presta mais à metonímia e a pintura, mais à metáfora. Às vezes, num mesmo trabalho, uma cabeça recebe o tratamento gráfico e outra, o pictórico, que é um modo de expor, por meio das oposições cheio e vazio, opaco e transparente, linha e mancha, se não conflitos, ao menos diferenças; às vezes, há um confronto quase físico nas cabeças que se entrechocam; há cabeças que trazem outras dentro de si e cabeças que dão origem a outras; cabeças que florescem ou desabrocham de outras, de cabeças-troncos, metáfora vegetal; cabeças ligam-se como por um cordão umbilical às cabeçasúteros, metáfora animal. As expressões florescem, desabrocham e nascem devem ser utilizadas com muita cautela na leitura dessas obras, pois elas são carregadas culturalmente de um valor lírico, tido como positivo, que está absolutamente excluído do universo cabralino. Aqui a cabeça-fruto floresce de uma cabeça-cactus; a cabeça-útero vira as costas às suas cabeças -infantes. As muitas possibilidades de relações entre cabeças levam todas a uma só impossibilidade. Em uma única obra as figuras-cabeças se ampliam para cabeças-quase-figuras-decorpo-inteiro e quase se ligam formando um quase-círculo. Mas estão voltadas para fora num movimento de afastamento e não de aproximação. As cabeçasmentes não conseguem se dar as mãos. Formam uma ciranda imperfeita. Anti-ciranda. Enquanto o significado se dá pelo processo metonímico (relação por proximidade), temos a predominância do gráfico, do desenho, da linha; quando se

Em uma única obra as figuras-cabeças se ampliam para cabeças-quasefiguras-de-corpointeiro e quase se ligam formando um quase-círculo. Mas estão voltadas para fora num movimento de afastamento e não de aproximação. Vera Novis

Cabeça 11 (2007) têmpera sobre papel 107 x 150 cm Cabeça 12 (2008) nanquim sobre papel 107 x 150 cm

Cabeça 13 (2008) têmpera sobre papel 82 x 140 cm Cabeça 10 (2008) têmpera sobre papel 107 x 150 cm Cabeça 20 (2007) nanquim sobre papel 32 x 46 cm

Cabeça 27 (2007) nanquim sobre papel 29 x 21 cm Cabeça 14 (2008) têmpera e carvão sobre papel 190 x 150 cm Cabeça 28 (2007) nanquim sobre papel 29 x 21 cm

Cabeça 05 (2008) óleo sobre tela 124 x 163 cm Cabeça 07 (2008) óleo sobre tela 66 x 162 cm Cabeça 06 (2008) óleo sobre tela 124 x 163 cm

Cabeça 16 (2007) têmpera e carvão sobre papel 57 x 76 cm Cabeça 09 (2007) bastão óleo e têmpera sobre papel 114 x 115 cm Cabeça 17 (2007) têmpera e carvão sobre papel 57 x 76 cm Cabeça 19 (2007) têmpera e carvão sobre papel 57 x 76 cm Cabeça 18 (2007) têmpera e carvão sobre papel 57 x 76 cm Cabeça 32 (2007) nanquim sobre papel 32 x 46 cm

cabeça 01 (2007) bastão óleo sobre papel 175 x 150 cm cabeça 03 (2007) bastão óleo sobre papel 175 x 150 cm cabeça 02 (2007) bastão óleo sobre papel 175 x 150 cm cabeça 04 (2007) bastão óleo sobre papel 175 x 150 cm

Cabeça 26 (2007) nanquim sobre papel 29 x 21 cm Cabeça 25 (2007) nanquim sobre papel 29 x 21 cm Cabeça 30 (2007) nanquim sobre papel 32 x 23 cm Cabeça 31 (2007) nanquim sobre papel 32 x 23 cm Cabeça 21 (2007) nanquim sobre papel 29 x 21 cm Cabeça 22 (2007) nanquim sobre papel 29 x 21 cm Cabeça 23 (2007) nanquim sobre papel 29 x 21 cm Cabeça 24 (2007) nanquim sobre papel 29 x 21 cm

Cabeça 14 (2007) bastão óleo e carvão sobre papel 170 x 145 cm Cabeça 08 (2007) bastão óleo e têmpera 114 x 115 cm

Cabeça 33 (2007) técnica mista sobre lona 200 x 155 cm

Antonio Hélio Cabral Acervo Institucional 1948 Antonio Hélio Cabral nasce em 25 de outubro em Marília, SP. 1958/68 Em 1958, vem residir em São Paulo com os pais. Por volta de 1961, começa a freqüentar a oficina de Fausto Boghi, artífice italiano. Aprende técnicas do cinzel por cerca de dois anos e experimenta outras de incisões. 1970 Como estudante da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP auxilia na organização da 1 Exposição de Artes Plásticas de alunos e estudantes da FAUUSP e participa da mesma e expondo desenhos de humor. Após a sua entrada na FAU, os diálogos com Flávio Moita, o incitam a explorar novos meios de arte, e Cabral realiza trabalhos sob a estética do achado, objeto trouvé. O humor de suas obras, muita vezes ferino, está presente desde o início de sua produção; por vezes o humor esconde-se na trama, outras vezes surge como brutalismo. 1971 Sem abandonar a estética do achado que persiste sobretudo em desenhos, Cabral veste-se do sentido da busca, daí inserir em sua produção, a pintura de cavalete como pesquisa. Datam deste ano, desenhos aquarelados que jogam com o imaginário da ambigüidade. 1972 Participa de coletivas organizadas no MAC e no MASP respectivamente, Arte Jovem Contemporânea e Salão Paulista de Arte Contemporânea, e de mostra organizada pela Associação dos Amigos do Museu de Arte Moderna de São Paulo. 1973 Monta ateliê na Rua Tupi onde passa a exercitar-se em pintura de cavalete e, como afirma, engata no deboche, algo como na obra de Dubuffet. Realiza exposição individual na Foca Galeria, São Paulo, onde mostra obras irônicas em desenhos aquarelados e alguns objetos. Participa daexposição organizada pela Associação dos Amigos do Museu de Arte Moderna, SãoPaulo, da Bienal de Santos, Salão de Exposição de Artes Plásticas Il de alunos e estudantes da FAUUSP montada no Museu Lasar Segal. Ensina desenho no Artestudium, por cerca de um ano. 1974 Começa a ensinar pintura e desenho no Museu Lasar Segal; faz pesquisas sobre artistas do decênio de 40 e organiza exposições, destacando pintores e temática do período. Novamente monta neste museu, a exposição dos alunos e estudantes da FAUUSP a terceira e última mostra, na qual Cabral participa mostrando trabalhos feitos com esmalte sobre compensado. Datam deste ano, pinturas de cabeças, que mantêm o humor de outras realizadas anteriormente. Também são desse ano as cabeças de pedra-sabão que, ironizando o multifacetado cubismo, produz rostos gaiatos. Essas esculturas são objetos de natureza morta que Cabral pinta em 1978. 1975 Freqüenta as sessões de modelo vivo no ateliê de Antônio Carelli, das quais também participa Raphael Galvez. Recebe orientação sobre modelagem e fundição em gesso no ateliê de Galvez. Expõe na Galeria Atelier(Rio de Janeiro), desenhos que, segundo Cabral, estavam entre o brutalismo e o humor. 1976 Escreve Kossovitch que, nos anos de 76, 77 e 78, Na atividade artística de Cabral sofre mudanças significativas, o que se observa nos trabalhos (...) respectivamente mostrados no MASP e na Pinacoteca do Estado de São Paulo e na Lacio Galeria de Arte Kossovitch evidencia as diferentes direções de Cabral que, como artista, não prescreve normas para seus trabalhos, tampouco se limita a pensar numa única direção. 0 Museu de Arte de São Paulo organiza individual do artista mostrando produção diversificada, com desenhos de humor e obras de execução brutalista. Participa da Bienal Nacional, São Paulo, expondo objetos infláveis. 1977 Monta ateliê no Pari, onde permanece por cerca de um ano. Prossegue com pintura de observação, sem contudo deixar de revitalizar questões anteriores em novas chaves. Expõe conjunto de pinturas, desenhos e objetos que valorizam a estética do achado na Pinacoteca do Estado. Enquanto esta proposta é discutida na Pinacoteca, realiza entre este ano e o seguinte, Kit.Caras que revigora a de Logocaras, de 1975. É neste ano que Flavio Motta freqüenta algumas sessões de modelo vivo no Pari. 1978 Expõe na lacio Galeria de Arte, São Paulo, Kit-Caras, exposição sob a estética do humor, na qual o comprador, ao adquirir um pacote com 25 carinhas, as montava num suporte previamente preparado. Datam deste ano pinturas de imaginação, criadas pelo desejo de rememorar o imaginário infantil. É também deste ano, a Natureza Morta com Cabeças, irônica e brutalista quanto à execução. 1979 No início do ano segue para Minas Gerais, onde permanece pintando por um mês. A seguir, deixa de freqüentar as sessões de modelo no Pari e pinta paisagens de observação na Vila Mariana. 1980 Realiza exposição na Galeria Seta, São Paulo com paisagens da Vila Mariana, pinturas que têm composição estruturada geometricamente. Esta pintura indica a direção das obras que Cabral realizaria nos dois anos seguintes. 1981 Incorpora às suas pesquisas a busca da plástica; adensando os contrastes de claro-escuro, dá tatilidade às naturezas mortas que constrói. Em Marilia, é organizada exposição na Galeria Flexor com pinturas de lembranças da infância, realizadas em 1978. 1982 Desde o ano anterior, dá aulas de desenho e pintura na Pinacoteca do Estado, tendo como motivo o jardim da Praça da luz. Em Santa Catarina pinta Mar, aquarela resolvida por amplas áreas de cor, incorporadas aos traços do registro gráfico. 1983 Realiza individual na Galeria Seta, São Paulo, expondo figuras femininas em desenhos e aquarelas. 1984 Neste ano, pinturas como Retrato, Mapoteca, Quadro e Terraço, mostram novas soluções plásticas( cascas, definição dada por Kossovitch, no livro sobre o artista). 1985 Participa da XV Bienal de São Paulo, e expõe figuras na individual organizada pela Galeria Espaço 1030, São Paulo. 1986 A Galeria Millan, organiza a exposição Cabral -Pinturas e Esculturas, com texto de apresentação de Jacob Klintowitz, SãoPaulo. 1987 Participa da exposição coletiva 18 Artistas Contemporâneos, organizada pela Dan Galeria, com curadoria de Emanoel Araújo em Brasília, DF. 1988 Integra a coletiva intitulada Ação realizada no MAM, São Paulo. Expõe na Galeria Millan, São Paulo. 1989 Recomeça a pintura de humor, transfiguração da pintura de cabeças de 1973/74. 1990 Participa das coletivas organizadas sob o conceito Brasil-Japão no Palácio do Itamarati, Brasília-DF, no Museu de Arte de São Paulo e em Sapporo no Japão, no Museu de Belas-Artes de Atami e no Museu Central de Tóquio, Japão. Em São Paulo, expõe Coleções, organizada no Gabinete 144. 1991 Expõe individualmente na Galeria Paulo VasconceIlos,São Paulo. 1992 Participa novamente da exposição Brasil- Japão montada no Museu Central de Tóquio, em Sapporo, e no Museu Central de Belas- Artes de Atami. Expõe na Feira de Arte 92, em Buenos Aires, Argentina e na Feira Miami Arte 92, em Miami, EUA. 1993 Exposição individual no Gabinete 144, Cabral Pinturas e Relevos com curadoria de Luiz Américo Munari. 1994 Participa da exposição OS Novos Viajantes, organizada por Jacob Klintowitz no SESC Pompéia, São Paulo. Coletiva Arte Atual Brasil Senses, Escritório de Arte Renato Magalhães Gouvêa, São Paulo. Conhecedor da pintura dos anos 40 de São Paulo, Cabral faz a curadoria da exposição de Raphael Galvez, Cidade à Sombra dos 40, Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo. 1995 Lançamento do livro Helio Cabral, escrito por Leon Kossovitch e editado pela EDUSP com mostra no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo da qual Kossovitch é curador. 1996 Expõe Monotipias e Litografias no Gabinete 144, São Paulo. Expõe na Galeria Elizabeth Nasser, com curadoria de Jacob Klintowitz, Uberlândia, MG. 1997 Monta ateliê no centro da cidade, onde realiza pinturas de grande formato. 1998 Casa das Artes Galeria monta individual de litografias do artista. 1999 Exposição Pinturas Recentes na Pinacoteca do Estado de São Paulo, com curadoria de Mayra Laudanna, São Paulo. 2000 Participa com pinturas das exposições Almeida Júnior um artista revisitado e Os Anjos Estão de Volta, ambas na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Participa da coletiva Brasil 500 Anos no módulo A Carta de Caminha. Participa da exposição Entre Séculos na Galeria Tina Zappoli, Porto Alegre, RS. 2001 Exposição individual de pinturas sobre papel, na Galeria Millenium, SP. 2002 Exposição Cabral Coleção Casa das Artes na Casa das Artes Galeria. 2003 Ilustra com série de litografias o poema Marcas Marinhas de Saint John Perse, Ed. Atelier, São Paulo. 2004 Expõe obras em diversas técnicas no escritório de arte de Marilú Cunha Campos, São Paulo. Lança série de cerâmicas na Galeria Arte Aplicada, São Paulo. 2005 Mostra Coletiva Brasileiro, Brasileiros Museu Afro Brasil, com curadoria de Emanoel Araújo, São Paulo. Mostra Comemorativa dos Cem Anos da Pinacoteca do Estado de São Paulo, FIESP, São Paulo. Lançamento do Livro Pincelagens e Debuxos, organizado por Mayra Laudanna, Ed. Atelier, com mostra paralela na Galeria Estação São Paulo, São Paulo. Exposição Individual na Galeria Renot, com curadoria de Vera Novis. 2006 Mostra Individual Faces de uma só Face, Art Lounge, Lisboa, Portugal. Mostra em cenário do Programa Metrópolis TV Cultura. - Arte Lisboa, Portugal, pela Galeria Art Lounge. 2007 Art Madrid, Espanha, pela Galeria Art Lounge. - Ut picturas diversitas, Memorial da América Latina Terra a Dentro, Galeria Tina Zappoli - Arte Lisboa, Portugal, pela Galeria Art Lounge. 2008 Bienal de Brasília G11 Art Madrid, Espanha, pela Galeria Art Lounge. Arte brasileira em, Bruxelas, Berlim, Roma. G11. Pinacoteca do Estado de São Paulo Brasil MAM Museu de Arte Moderna de São Paulo Brasil MAC Museu de Arte Contemporânea de São Paulo Brasil MASP Museu de Arte São Paulo Brasil MAM Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro Brasil MARGS Museu de Arte do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil Museu Salvador Allende Santiago Chile Centre George Brassens Sete - França

Ficha Técnica _ Título Entrecabeças Autor António Hélio Cabral Produção Galeria Art Lounge Assessoria Sofia Cruz Marta Leitão Coordenação Ricardo Tenreiro Da Cruz Curadoria Ricardo Tenreiro Da Cruz Texto Vera Novis Revisão Ricardo Tenreiro Da Cruz Fotografia João Santos Design gráfico +2 designers Impressão e acabamentos Salles Sociedade Gráfica, Lda ISBN 978 989 95542 0 7 Dep Legal 264716/07 Tiragem 400 expl. Este catálogo publicou-se por ocasião da exposição Entrecabeças de António Hélio Cabral inaugurada no dia 29 de Maio de 2008 na Galeria Art Lounge Art Lounge Rua António Enes, 9 C 1050-023 Lisboa Portugal Telefone (+ 351) 21 314 6500 E-mail art@artlounge.com.pt Site www.artlounge.com.pt Horário 2ª a sábado, das 12h às 19H