Ribeirão Preto SEAVIDAS/HCRP

Documentos relacionados
Departamento Regional de Saúde DRS XIII Ribeirão Preto REGULAÇÃO. Juliana Souza Diretora do Núcleo de Regulação Regional

Informações da Regional de. Ribeirão Preto

Ano V Set./2017. Adrieli L. Dias dos Santos, Paulo Henrique dos S. Grange, Prof. Dr. André Costa Lucirton e Prof.ª Gabriela Souza Assis

Atletismo Feminino Atletismo Feminino ACD Atletismo Masculino Atletismo Masculino ACD

PORTARIA Nº 485, DE 1o- DE ABRIL DE 2014

RIBEIRÃO PRETO: Contexto Regional Econômico, Social, Urbano e Administrativo

24 HORAS SERTANEJA FOCO MERCADOLÓGICO 25 ANOS + CLASSES ABC SEXO AMBOS

Política Nacional de Saúde Mental

III contra a criança e o adolescente; IV contra a pessoa com deficiência; VI contra o portador do vírus HIV;

PROGRAMAÇÃO. Segunda à Sexta

35ª TAÇA EPTV DE FUTSAL RIBEIRÃO

ENFERMAGEM LEGISLAÇÃO EM SAÚDE

Linha de Cuidados. Mila Lemos Cintra

A RÁDIO QUE TOCA NOTÍCIA EM RIBEIRÃO PRETO RIBEIRÃO PRETO 90,5FM

DIÁRIO OFICIAL DO MUNICIPIO DO RIO DE JANEIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE ATOS DO SECRETÁRIO RESOLUÇÃO SMS Nº 1257 DE 12 DE FEVEREIRO DE 2007

PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MÉDICA EM MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE PROJETO PEDAGÓGICO

31ª TAÇA EPTV DE FUTSAL RIBEIRÃO

LINHA DE CUIDADO PREVENÇÃO DO SUICÍDIO

ENFERMAGEM ATENÇÃO BÁSICA E SAÚDE DA FAMÍLIA. Parte 3. Profª. Lívia Bahia

CONSULTA FUNDAMENTAÇÃO E PARECER

34ª TAÇA EPTV DE FUTSAL RIBEIRÃO

A VIOLÊNCIA SEXUAL COMO ACIDENTE DE TRAJETO. ANÁLISE A PARTIR DE CASOS ATENDIDOS E NOTIFICADOS NO HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UFPR EM 2016

Setor Sucroalcooleiro

Caderneta da Gestante

Unidade Básica Amiga da Saúde LGBT

A ATUAÇÃO DA DEFENSORIA PÚBLICA NA PROMOÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS DA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA

ESTÁGIO: PSICOLOGIA HOSPITALAR: INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA EM UMA UNIDADE DE TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA

Universidade Federal do Maranhão Departamento de Medicina III Disciplina de Obstetrícia Serviço de Obstetrícia e Ginecologia do HU

SAMU: A importância do atendimento ao paciente e da regulação

O Papel da Estratégia Saúde da Família no Estímulo ao Desenvolvimento da Primeira Infância. Microcefalia e Estimulação Precoce

POLÍTICA NACIONAL DE REGULAÇÃO Portaria GM /08/08

Formatos de anúncios. Especificações técnicas. PÁGINA DUPLA 41,0 x 27,0 cm 42,0 x 28,0 cm sangrado. 1/2 PÁGINA 20,5 x 13,5 cm 21,5 x 14,5 cm

VISIBILIDADE DA VIOLÊNCIA DE GRUPOS VULNERÁVEIS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE COM ÊNFASE NA PESSOA IDOSA: RELATO DE EXPERIÊNCIA

1) Sobre as regiões de saúde instituídas pelo Decreto nº 7508, de 28 de junho de 2011, considere as seguintes afirmações.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA- 1990) regulamenta o Artigo da Constituição Federal de 1988 que prevê:

ANEXO I NORMAS DE HABILITAÇÃO PARA A ATENÇÃO ESPECIALIZADA NO PROCESSO TRANSEXUALIZADOR

Educação e Práticas Interprofissionais na Temática da Vulnerabilidade e Violência:

Por determinação deste Conselho fomos ao estabelecimento acima citado verificar suas condições de funcionamento.

Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes RELATÓRIO 2006/2007. Organização. Karla Livi

Cuidado. Crack, é possível vencer Aumento da oferta de tratamento de saúde e atenção aos usuários

Atenção Básica: organização do trabalho na perspectiva da longitudinalidade e da coordenação do cuidado

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE IVAIPORÃ-PR PROGRAMA INTERSETORIAL DE ENFRENTAMENTO ÀS SITUAÇÕES DE VIOLÊNCIAS

Vigilância nutricional da criança e da mulher durante o pré-natal e. Profa Milena Bueno

Notificação de Violência contra Crianças, Mulheres e Idosos

Sistematização e análise de casos notificados de violência contra a mulher em Viçosa-MG.

O papel da Atenção Básica no pré-natal, parto e puerpério. Departamento de Atenção Básica Ministério da Saúde

MISSÃO. de famílias e indivíduos em situação de risco e. Coordenar e implementar a política de assistência social no município para a proteção

Encontros de Noivos e Batismo 2018

NASF e PAIF/CRAS: a contribuição de cada serviço para a garantia dos direitos. Débora Martini

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS CAMPUS JATAÍ CURSO DE ENFERMAGEM

Vigilância das Tentativas de Suicídio em Recife Avanços e Desafios na Promoção da Integralidade

Estratégias de Combate a Sífilis

Gestão da Atenção Especializada e articulação com a Atenção Básica

SERVIÇOS DE ATENDIMENTO DE SAÚDE

SISTEMA CONSELHOS DE PSICOLOGIA Conselho Regional de Psicologia 20ª Região AM RR RO AC

SAÚDE MENTAL NO SUS E OS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

RELATÓRIO ANUAL DE GESTÃO

NOTIFICAÇÃO DE VIOLÊNCIAS NO SINAN: A notificação de violência foi estabelecida como obrigatória pela Portaria N - 104/GM/MS, de 25 de Janeiro de

Gestação na adolescência: qualidade do pré-natal e fatores sociais

A PRÁTICA DO ASSISTENTE SOCIAL NA SAÚDE MENTAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA DA INTERVENÇÃO PROFISSIONAL NO HOSPITAL DE EMERGÊNCIA PSIQUIÁTRICA.

UMA PARCERIA DE AGENCIAS EM UM SÓ ESPAÇO GEOGRAFICO.

RELATO DE EXPERIÊNCIA AVALIAÇÃO PARA MELHORIA DA QUALIDADE DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: A EXPERIÊNCIA DO

ANEXO I FICHA DE INVESTIGAÇÃO DO ÓBITO INFANTIL E FETAL - SÍNTESE, CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES

PROPOSTAS DE ESTÁGIO ÊNFASE PSICOLOGIA E PROCESSOS DE SAÚDE I A

Coordenação de Psicologia

Centro de Referência em Saúde do Trabalhador

CÂMARA TÉCNICA ORIENTAÇÃO FUNDAMENTADA Nº 023/2016

Transcrição:

Ribeirão Preto - 2017 SEAVIDAS/HCRP

O SEAVIDAS (Serviço de Atenção à Violência Doméstica e Agressão Sexual) é um serviço do Hospital das Clínicas da FMRP USP, financiado pelo Governo do Estado de São Paulo, pertencente ao DRS XIII Ribeirão Preto, com área de abrangência dos 26 municípios que compõem o DRS XIII. Altinópolis Barrinha Batatais Brodowski Cajuru Cássia dos Coqueiros Cravinhos Dumont Guariba Guatapará Jaboticabal Jardinópolis Luis Antônio Monte Alto Pitangueiras Pontal Pradópolis Ribeirão Preto Santa Cruz da Esperança Santa Rita do Passa Quatro Santa Rosa de Viterbo Santo Antônio da Alegria São Simão Serra Azul Serrana Sertãozinho

Iniciado em 1999 como Grupo de Estudos GEAVIDAS, através de parcerias com alguns Departamentos da Faculdade de Medicina e profissionais do HC, foi reconhecido como serviço em 2008. O SEAVIDAS dispõe de uma equipe multidisciplinar e de parcerias com os Departamentos Clínicos do HCFMRP-USP, com profissionais capacitados para atendimento às vítimas de violência. O SEAVIDAS tem como objetivo acolher crianças, adolescentes e adultos vítimas de violência em nível terciário de saúde. É imprescindível que o profissional de saúde disponha de tempo, escuta empática, garanta o sigilo e promova confiança nas condutas adotadas.

Violência Sexual Aguda O fluxo destes pacientes prevê o acolhimento imediato na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas FMRP-USP após a situação de violência sem a espera por vaga ou regulação em casos agudos (72 horas), recém-ocorridos (07 dias) e agudizados, o que garante um atendimento humanizado, encaminhamentos rápidos e eficientes, com recuperação mais rápida e melhor prognóstico em relação aos danos psicológicos e agravos físicos associados ao trauma.

FLUXOGRAMA DEMANDA SEAVIDAS ATÉ 72 HORAS Unidades de Saúde Assistência (CRAS/CREAS) Judiciário Conselho Tutelar Educação Outros Referência Hospitalar Urgência/Emergência HCRP/UE SEAVIDAS Unidade de Saúde - Referência Municipal para seguimento * Para demanda aguda: violência sexual, recém-ocorrida (72 horas)

Violência Sexual Crônica Em caso de violência crônica o paciente será encaminhado para Unidade de saúde de referência em seu município para atendimento médico, referência e/ou contrarreferência conforme o fluxo de atendimento às pessoas em situação de violência. Os casos que preencherem os critérios definidos pelo SEAVIDAS deverão ser encaminhados através do sistema de regulação.

Interrupção de Gestação em Decorrência de Violência Previsto em Lei (12.015 07.08.2009). A importância da equipe multiprofissional na avaliação do procedimento deve ser pautada em conduta médica e avaliação psicossocial, avaliando tempo gestacional, saúde da mulher, se deseja ou não prosseguir com a gestação e se há outras intercorrências. De maneira conjunta o Assistente Social e o Psicólogo realizam o acolhimento e a anamnese da paciente, orientando-a quanto as possibilidades e os aos tramites legais e exigidos pela Instituição (Termo de Consentimento livre e esclarecido, Termo de responsabilidade, Termo de Relato Circunstanciado e Parecer Técnico Cumprida as etapas anteriores, completa-se com o Termo de Aprovação de Procedimento de Interrupção de Gravidez) firmado pela equipe multiprofissional e pelo diretor responsável.

FLUXOGRAMA DEMANDA SEAVIDAS APÓS 72 HORAS Assistência (CRAS/CREAS) Judiciário Conselho Tutelar Educação Outros Interfaces UNIDADE DE SAÚDE DE REFERÊNCIA MUNICIPAL (UBS, P.A.) PARA ACOLHIMENTO E INDICAÇÃO DE ACOMPANHAMENTO Próprio Município UBS/Ambulatório Especializado SEAVIDAS Unidade de Saúde - Referência Municipal para seguimento

FLUXOGRAMA DE ATENDIMENTO NO SEAVIDAS U.E* UNIDADE DE SAÚDE AMIN AMII AMIG AMIGO Sistema de Regulação ACOLHIMENTO PSICOSOCIAL ASSISTÊNCIA MULTIDISCIPLINAR SEAVIDAS REFERÊNCIA/CONTRA REFERÊNCIA

AÇÕES EDUCATIVAS E QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL CAPACITAÇÃO RESIDÊNCIA MATRICIAMENTO DISCUSSÃO DE CASO EM REDE

ATENDIMENTO MÉDICO - Identificar lesões Exame Físico. - Realizar diagnóstico diferencial. - Encaminhar para diagnóstico e tratamento dos problemas identificados. - Tratamento dos problemas identificados. - Abuso sexual: sempre solicitar sorologias (Hepatite B, Hepatite C, Sífilis, HIV). - Acolhimento e comunicação com a família. - Trabalho multidisciplinar no cuidado em saúde.

Atendimento Social: Acolher o paciente/familiares. Avaliar as situações de vulnerabilidade e risco social e demais situações de violação de direitos. Notificar (Ficha de Notificação Compulsória, Conselho Tutelar em casos de crianças/ adolescentes). Articular e encaminhar o paciente para acesso às demais políticas e ao sistema de garantias de direitos ( Conselho Tutelar,DDM, Defensoria Público e Poder Judiciário). Realizar Busca Ativa, Discussão de Caso, Matriciamento.

ATENDIMENTO PSICOLÓGICO Acolher o paciente e familiares; Avaliação do desenvolvimento e impacto da violência na saúde do paciente; Identificação de recursos e habilidades para o enfrentamento da violência; Orientação à família Modalidades de atendimento: Atendimento em grupo ao paciente (de acordo com a faixa etária) Atendimento em grupo à família (Orientação) Atendimento Individual (Psicoterapia)

INTERVENÇÕES o Identificação das situações de violência o Notificação: Prontuário médico, Vigilância Epidemiológica e Conselho Tutelar o Avaliação quanto ao risco de vida e abuso sexual o Avaliação dos fatores que predispõem ou mantém a violência o Intervenção em rede : Saúde (Assistência Primária, Secundária e Terciária), Educação, Assistência Social, Assistência Jurídica, Segurança, Inclusão Social o Investimentos em Políticas Públicas

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARIES, P. História Social da Criança e da Família. LTC: 1981. BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. 1990. FERRARI, D. O Fim do Silêncio na Violência Familiar. São Paulo: Summus, 2002. FURNISS, T. Abuso Sexual da Criança: Uma Abordagem Multidisciplinar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993. GABEL, M. Crianças Vítimas de Abuso Sexual. São Paulo, Summus, 1992. KOLLER, S. H. et al. Abuso Sexual Infantil e Dinâmica Familiar: Aspectos Observados em Processos Jurídicos. In Psicologia: Teoria e Pesquisa-Dez 2005, Vol. 21 n. 3, pp. 341-348. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. violências: orientação para gestores e profissionais de saúde / Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Brasília : Ministério da Saúde, 2010.

SEAVIDAS seavidas@hcrp.usp.br Fone: (16) 3610 2282 Rua Eliseu Guilherme, 892