História de Luciane Lopes Pohlmann e Amanda Nascimento: 14.2.1974 Nascimento: 19.11.1995 Falecimento: 04 de janeiro de 1998 Eram mãe e filha. Luciane tinha 23 anos e Amanda apenas dois anos. Para ser mais exata, as duas puderam ficar juntas dois anos, dois meses e 16 dias. Pouco, mas o suficiente para se amarem intensamente. Filha de Elaine Vargas Lopes e João Gabriel Branco Lopes, Luciane nasceu dia 14 de fevereiro de 1974 em Caçapava do Sul e teve como irmãos a Elisandra, o Jairo, o Adriano e a Andreia. Nasceu em Caçapava do Sul no dia 14 de fevereiro de 1974. Os pais moravam em Caçapava, mas quando os filhos nasceram, mudaram-se para Cachoeira. Portanto, sua infância foi em Cachoeira, onde brincava bastante e estudava ainda mais. Era muito inteligente e esforçada, mas guardava tempo também
para as bonecas e as casinhas. Estudou no colégio João Neves da Fontoura em Cachoeira do Sul, onde mais tarde fez magistério. Assim, tornou-se professora das séries iniciais nas escolas municipais. Eram só elogios para Luciane na época da escola. Não tinha uma disciplina que ela não se saia bem. De acordo com a mãe, ela era boa em tudo. Além de inteligente, era comportada e nunca incomodou durante uma aula. Sua mãe não lembra se ela era fã de algum artista, mas sabe que ela escutava música sempre, inclusive dentro do carro. Novelas e filmes também lhe agradavam. Mas, os filmes eram os favoritos de Luciane. Não praticava esportes e nem tinha muito tempo para isso. Querida e amorosa, ela era uma ótima pessoa e fazia amizades facilmente. Sua melhor amiga era Ângela, professora do colégio Felipe Jacobs. As duas eram muito próximas desde a infância. Estudaram e iam juntas para a escola e fizeram também juntas o magistério. Luciane adorava comer porcarias, como chocolates e salgadinhos. Cozinhava quando podia. Quem lhe ensinou foi a mãe. Segundo Elaine, ficava muito bom. Também fez um curso por correspondência de desenho e aprendeu essa atividade. Fez quadros pintados a óleo para o Clube União. Desenhava também para a escolinha onde trabalhava e outras creches que também trabalhou. Além disso, sabia fazer crochê como ninguém. Conheceu Elton Pohlmann em Cachoeira do Sul quando ele ia visitar as tias. Luciane era amiga da prima dele e assim os dois começaram uma história de amor. Logo em seguida casaram e foram morar em Porto Alegre, cidade natal do rapaz. Como ela tinha 17 anos quando se casou, quando chegou à capital continuou seu curso lá, mas logo resolveu voltar para se formar e estagiar em Cachoeira. Assim feito, Elton arrumou
terreno e emprego para eles morarem em Santa Cruz do Sul, cidade onde os pais de Luciane já estavam morando. Amanda, filha do casal, veio depois de alguns anos de união, no dia 19 de novembro de 1995. Os dois já planejavam há muito tempo, mas Luciane tinha um pouco de dificuldade de engravidar. Quando o teste deu positivo, foi só alegria. Chamavam a pequena de Amandinha. A gravidez de Luciane não foi tranquila. Amanda nasceu prematura e precisou ficar hospitalizada até ganhar forças. Elaine lembra que ela cabia na palma de sua mão. Depois, desenvolveu-se rapidamente. Foi uma criança bem tranquila e amorosa. Chamava o João, seu avô, de vôjão. Ela alegrava os dias de toda família. Amanda foi uma criança que comia de tudo, não somente seu leite. Gostava muito de doces, assim como as mães. Divertia-se com diversos brinquedos e não era difícil lhe agradar. O casal, que sempre curtia passar um tempo na praia todos os anos, estava completo com Amanda em suas vidas. Mas, consideravam ter outro filho: eles queriam ser pais de um menino. Eles adoravam passear. Iam pra Gramado e Canela. Foram no natal luz, uma vez foram de moto. Às vezes ela deixava a Amanda com a avó. Amanda sentia falta, chamava pela mãe e pelo pai. A avó precisava a distrair para ela não chorar. Prova de que toda essa família era apegada e feliz. O casamento durou cerca de sete anos e só terminou quando o destino os separou da pior forma possível.
Elton também estava no dia do acidente e foi o único sobrevivente. Luciane, sua filha Amanda, a irmã Elisandra e o cunhado faleceram naquela fatalidade. Faleceram dia 4 de janeiro de 1998, em um acidente de carro, ao voltarem da praia. Um carro, em uma tentativa de ultrapassagem, chocou-se contra o veículo que vinha a família. Uma viagem sem volta, que deixou muita tristeza e saudade no coração da família. Porém, restam boas lembranças que faz a dor enfraquecer. O rosto de cada um sempre ficará marcado na memória e no coração dos familiares e amigos.