TRYPANOSOMA EVANSI EM EQUINOS INTRODUÇÃO A trypanosomose equina, também conhecida como mal-das-cadeiras ou surra é uma doença que tem uma distribuição geográfica extremamente ampla. Ela ocorre no norte da África, Índia, Malásia, Indonésia, China, Rússia, Filipinas, América Central e América do Sul. Possui alta morbidade e mortalidade, resultando em elevados prejuízos aos sistemas pecuários extensivos que dependem do cavalo para o seu manejo, além de comprometerem também animais de pista ou competição. AGENTE ETIOLOGICO O Trypanosoma evansi, é um hemoparasita flagelado (fig.1) conhecido por causar infecção em uma enorme diversidade de hospedeiros mamíferos. No Brasil, tem sido registrado casos na região do centro-oeste, sendo o agente detectado em animais silvestres como capivaras, guaxinins e quatis e em animais domésticos como bovinos e cães. A literatura relata ampla distribuição geográfica parasitando equinos, camelos, bovinos, caprinos, ovinos, suínos, cães, gatos, búfalos, elefantes, capivaras, quatis, antas, veados, pequenos roedores silvestres e humanos. FIGURA 1: Forma morfológica do Trypanosoma evansi. Fonte: commons.wikimedia.org
TRASMISSÃO O T. evansi é transmitido mecanicamente por moscas hematófagas. Não ocorre desenvolvimento cíclico no vetor, os tripanosomas permanecem na probóscide. Os vetores usuais pertencem aos gêneros tabanus (fig. 2), porém insetos dos gêneros Stomoxys, Haematopota e Lyperosia também podem transmitir. O principal vetor do T. evansi é o Tabanus importunus (mutuca). Na América Central e do Sul o morcego hematófago Desmodus rotundus é considerado um vetor importante, onde os parasitas podem se multiplicar e sobreviver por um longo período. Dessa maneira, morcegos hematófagos atuam tanto como vetores e como reservatórios. Em contraste, com a transmissão cíclica, que pode ser tão longa quanto for à vida do vetor, a capacidade para transmitir os exemplares de T. evansi mecanicamente acontece apenas em um pequeno intervalo (geralmente questão de minutos) e depende da sobrevivência dos parasitas nas peças bucais do vetor. FIGURA 2: Mosca do gênero Tabanus. principal transmissor do T. evansi. Fonte: species.wikimeda.org SINAIS CLÍNICOS No Brasil, foram descritas duas formas da doença causada por T. evansi: a síndrome aguda que causa morte rápida em equinos e cães e a crônica, que afeta principalmente capivaras (Hydrochaeris hydrochaeris) e quatis (Nasua nasua). Os sinais clínicos da doença incluem: febre intermitente, anemia, conjuntivite, edema de membros e partes ventrais do corpo, perda de pelos, emagrecimento progressivo, inapetência e, ocasionalmente, hemorragias na câmara anterior do olho. Nos estágios mais crônicos da doença os animais tornam-se fracos, apresentam-se com palidez de mucosas, ocasionalmente ictéricos, linfadenomegalia superficial e incoordenação motora com paralisia dos membros posteriores (fig3).
FIGURA 3: Animal Infectado por T. evansi. apresentando sinais de incoordenação motora. Fonte: http://vet.sagepub.com/content/46/2/251/f1.expansion.htm ALTERAÇÕES LABORATORIAIS Anemia é uma característica comum de ser encontrada em infecções por T. evansi, a anemia severa encontrada nos casos de infecção natural por T. evansi é um dos sinais clínicos clássicos da enfermidade. Essa anemia acontece em duas fases, sendo a severidade da primeira fase proporcional ao grau de parasitemia e a segunda fase ocorrendo 4-6 meses após o início da doença. Leucocitose é um achado comum das infecções por T. evansi, embora não haja um perfil definido para contagem diferencial, que pode variar durante o curso da enfermidade. DIAGNÓSTICO Como em qualquer outra enfermidade, o diagnóstico clínico deve ser acompanhado de análises laboratoriais para confirmação da suspeita, diagnósticos diferenciais, instituição de protocolos de tratamento além de medidas de controle e prevenção adequados. Para tais, a literatura relata as técnicas de Pesquisa Direta (esfregaço sanguíneo de ponta de orelha), PCR, Bioensaio em animais de laboratório e a pesquisa sorológica do parasito pela técnica de Reação de Imunofluorescência Indireta - Trypanosomose eqüina sorologia (RIFI). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MORAES, C.M. et al. Infecção por Trypanosoma evansi em equinos do Brasil. Revista Portuguesa de Ciências Veterinárias, v. 102, p.159-163, 2007.
SOUSA, I.K.F; NEVES, K.A.L. INFECÇÃO POR TRYPANOSOMA EVANSI EM EQUINOS: REVISÃO SOBRE O MAL DAS CADEIRAS NA REGIÃO NORTE DO BRASIL. [online] [citado em 15/03/2016] http://www.fit.br/revista/doc/2_36.pdf. SILVA, R.A.M.S. et al. Profilaxia e Controle do Mal de Cadeiras em Animais Domésticos no Pantanal. [online] [citado em 15/02/2016] http://www.cpap.embrapa.br/publicacoes/online/doc66.pdf. Para auxílio no diagnóstico o TECSA Laboratórios disponibiliza as seguintes análises: MATERIAL 2 ml sangue total em tudo de tampa roxa. 3 ml de sangue total ou 1 ml de soro em tudo de tampa vermelha 3 ml de sangue total ou 2 ml de soro em tudo de tampa vermelha Sangue total 2,0mL, coletado em tubo de tampa roxa (EDTA) ou esfregaço de sangue capilar em lâmina para microscopia. COD/EXAMES 146 - HEMOGRAMA COMPLETO - EQUINOS PRAZO DIAS 801 - CHECK UP GLOBAL PLUS 1 641 - PESQUISA DE TRYPANOSOMA EVANSI EQUINO ( Sorologia ) 358 - PESQUISA DE HEMATOZOARIOS 1 1 5
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