Normas de Saúde dos SSCGD Medicina Física e de Reabilitação ENTRADA EM VIGOR: fevereiro 2017 1. Disposições Gerais 1.1 - A presente norma regulamenta os tratamentos de Medicina Física e de Reabilitação (MFR) realizados em prestadores externos. 1.2 Os tratamentos de MFR realizados nos Centros Clínicos dos Serviços Sociais da Caixa Geral de Depósitos (SSCGD) são regulados por norma própria. 2. Setor Privado 2.1 - Para a celebração de contratos de prestação de serviços médicos externos (convenções) com os SSCGD, são apenas admissíveis centros clínicos onde exista um médico fisiatra responsável pela área de Fisioterapia, devidamente credenciado pela OM. 2.2 - A saída, ou não existência, de um médico fisiatra responsável pela área de Fisioterapia implica a revogação do acordo celebrado com o prestador. 2.3 - No caso dos tratamentos de Terapia da Fala, é permitido o estabelecimento de convenções com terapeutas legalmente habilitados, não integrados em centros clínicos com serviço de Fisioterapia. 3. Entidades Públicas 3.1 - Os serviços prestados por unidades públicas SNS, SRS são da responsabilidade exclusiva do respetivo SNS ou SRS, nomeadamente a financeira. 3.2- Qualquer faturação que seja apresentada por estas entidades aos SSCGD será devolvida à procedência, acompanhada por comunicação oficial definida para o efeito, da qual será dado conhecimento ao sócio. 3.3 - Qualquer faturação que seja apresentada por estas entidades diretamente aos sócios e que extravase a cobrança de taxas moderadoras deve ser remetida por estes à Entidade Reguladora da Saúde (ERS), sob a forma de reclamação dos próprios, com notificação aos SSCGD para acompanhamento da situação. 3.4 - Caso a ERS não atribua provimento favorável à reclamação prevista no ponto anterior, os SSCGD atribuirão às respetivas despesas uma comparticipação análoga à que estiver definida para o setor privado, se necessário recorrendo a parecer da Assessoria Clínica (AC). Normas dos SSCGD VS Pág.1 / 7
3.5 Em caso de recusa, os sócios devem remeter aos SSCGD cópia da comunicação recebida, bem como todos os documentos que foram objeto da decisão desfavorável. 3.6 - O pagamento de taxas moderadoras cobradas pelo SNS ou SRS é sempre da responsabilidade dos sócios ou dos beneficiários e o encargo daí resultante não é objeto de comparticipação. 4. Acesso 4.1 O acesso a tratamentos de MFR realizados pelos prestadores convencionados processa-se no ato do atendimento, mediante: 4.1.1 A validação do cartão de identificação dos SSCGD; 4.1.2 Se ativa, a validação do usufruto de direitos do sócio, ou do beneficiário para com os SSCGD, realizada através de via eletrónica, nomeadamente com recurso à funcionalidade Validação de Direitos do Portal dos SSCGD (www.sscgd.pt) ou outra que venha a ser criada para o efeito acompanhada, no final da prestação do serviço, de emissão de fatura próforma em duplicado, com serviços discriminados, ou documento substituto, que deverá ser validado e rubricado pelo sócio; 4.2 Os prestadores convencionados obrigam-se a prestar os serviços no âmbito da sua atividade, prestando-os aos sócios e beneficiários dos SSCGD que se apresentem devidamente credenciados, do mesmo modo e qualidade que o prestam aos seus clientes particulares. 4.3 O acesso a tratamentos de MFR implica a entrega prévia de: 4.3.1 - Autorização Prévia (AP), quando exigível pela respetiva norma; 4.3.2 Prescrição médica (original), nos termos do disposto no ponto 6. 5. Valorização 5.1 - Para suporte à codificação e descrição de tratamentos de MFR, os SSCGD tomam como base a Tabela de Códigos de Nomenclatura e Valor Relativo de Atos Médicos da Ordem dos Médicos (Tabela da Ordem dos Médicos - TOM), na versão revista em 14 de outubro de 2003. 5.2 - Supletivamente, mediante autorização específica da Direção dos Serviços Sociais (DSS) e se não existir conflito com a codificação da TOM 2003, podem ser utilizados códigos de versões posteriores. 5.3 O valor e regras específicas aplicáveis aos tratamentos de MFR considerados pelos SSCGD são definidos em tabela anexa. Normas dos SSCGD VS Pág.2 / 7
6. Comparticipação 6.1 - São comparticipados tratamentos de MFR, desde que seja entregue prescrição médica que discrimine o tipo de recuperação a efetuar e o plano de tratamentos que deverá indicar os atos a realizar, a sua duração e periodicidade. 6.2 - Para efeitos de comparticipação de tratamentos de MFR são aceites prescrições médicas emitidas por especialistas de Fisiatria, de Ortopedia, de Reumatologia ou de Neurocirurgia. 6.3 - Para efeitos de comparticipação de tratamentos de Cinesioterapia Respiratória são aceites prescrições médicas emitidas por especialistas de Fisiatria, de Alergologia (ou Imunoalergologia) ou de Pneumologia. 6.4 - Nos tratamentos de MFR efetuados em regime de internamento hospitalar, independentemente do diagnóstico do doente, é dispensada a entrega de prescrição médica, sendo as comparticipações previstas na presente norma atribuídas mediante apreciação pela Assessoria Clínica (AC) de relatório clínico com discriminação do número de sessões e dos tratamentos efetuados, emitido pelo médico assistente, com periodicidade mensal. 6.5 - Em termos genéricos, os tratamentos de MFR são comparticipados em: 6.5.1 - Sócios e beneficiários menores de idade 90%; 6.5.2 - Restantes beneficiários 80%; 6.5.3 Sobre os valores previstos na tabela anexa; 6.5.4 Com limite de 60 sessões de cada ato, por ano civil. 6.7 - O limite de sessões definido no ponto anterior poderá ser excedido, nos seguintes termos: 6.7.1 Mediante apreciação casuística da situação, através de relatório clínico que descreva o diagnóstico e justifique a necessidade de prolongar os tratamentos, emitido pelo médico especialista responsável, e parecer favorável da AC. 6.7.2 - A falta do relatório clínico previsto no número anterior implica a não comparticipação dos tratamentos excedentários. 6.8 - Poderá ser atribuída comparticipação a tratamentos de MFR efetuados no domicílio, independentemente do diagnóstico do doente e dos tratamentos efetuados, nos seguintes termos: 6.8.1 - Mediante apreciação pela AC de relatório clínico que fundamente a necessidade de recurso a esta modalidade e com discriminação do número de sessões e dos tratamentos efetuados, emitido pelo médico assistente, com periodicidade mensal; Normas dos SSCGD VS Pág.3 / 7
6.8.2 Em sessões de tratamento não inferiores a uma hora, sem limite anual do número de sessões, considerando as seguintes comparticipações: 6.8.2.1 - Sócios e beneficiários menores de idade 90%; 6.8.2.2 - Restantes beneficiários 80%. 6.8.2.3 Sobre o valor previsto na tabela anexa; 6.8.2.4 - Sem limite anual do número de sessões. 6.9 - Aos sócios e beneficiários abrangidos pelo Regime do Grande Doente, as comparticipações estipuladas na presente norma são majoradas em 10% sempre que estiver em causa o tratamento da patologia que concedeu o regime, sem prejuízo das especificidades e regras previstas nesse mesmo regime. 6.10 O recurso à complementaridade é obrigatório nos termos previstos no normativo aplicável. 7. Especificidades e Exceções 7.1 - Terapia da Fala 7.1.1 - A comparticipação de tratamentos de Terapia da Fala carece de relatório clínico emitido por especialista de Fisiatria, de Otorrinolaringologia ou de Pediatria, que indique a necessidade de recurso a esses tratamentos e a duração previsível. 7.1.2 O relatório clínico produz efeitos a partir da data de entrada nos SSCGD e não dá lugar a qualquer regularização retroativa. 7.1.3 - Do ponto anterior excetuam-se as situações em que o relatório clínico acompanhe os honorários apresentados por terapeutas convencionados, sendo nestes casos considerada a data do primeiro ato que pretenda justificar. 7.1.4 O relatório clínico tem de ser renovado anualmente, exceto se médico especialista definir expressamente um período temporal inferior, sendo neste caso o prazo de renovação ajustado em conformidade. 7.1.5 - A Terapia da Fala é comparticipada em: 7.1.5.1 - Sócios e beneficiários menores de idade 90%; 7.1.5.2 - Restantes beneficiários 80%; 7.1.5.3 Sobre o valor previsto na tabela anexa; Normas dos SSCGD VS Pág.4 / 7
7.1.5.4 Com limite de 3 sessões por semana. 7.2 Ondas de Choque 7.2.1 - Os tratamentos por Ondas de Choque, quando realizados por prestadores não convencionados, são comparticipados em: 7.2.1.1-50% do valor de cada sessão (valor do recibo), até um máximo atribuível de 30,00 por sessão; 7.2.1.2 Com limite de 4 sessões de tratamento por região. 7.3 Acupuntura Médica 7.3.1 - Os tratamentos de Acupuntura Médica são comparticipados nas seguintes condições: 7.3.1.1 - Em situações específicas destinadas a resolver problemas de natureza neuro sensorial ou neuro motora. 7.3.1.2 - Mediante apresentação de relatório clínico com indicação da situação, patologia e justificação de recurso à Acupuntura Médica; 7.3.1.3 - Quando realizados por médico devidamente identificado e habilitado com a competência de Acupuntura Médica, conferida pela OM; 7.3.1.4 - Com parecer favorável da AC; 7.3.1.5 - Com limite de 20 tratamentos, por ano civil; 7.3.1.6 - Com exclusão de tratamentos realizados com objetivos estéticos. 7.4 - Outros Tratamentos 7.4.1 - A utilização de Raios Laser é comparticipada e paga aos prestadores consoante os diagnósticos apresentados e conforme os valores definidos para a Fisiatria. 7.4.2 - A Mesoterapia é comparticipável se praticada por médico especialista de Fisiatria, de Ortopedia ou de Reumatologia, ou ainda, quando prestada em centros clínicos onde exista um médico fisiatra responsável pelo serviço de Fisioterapia, desde que, neste caso, seja prescrita por um médico devidamente credenciado pela OM. Normas dos SSCGD VS Pág.5 / 7
8. Disposições Finais 8.1 - As exposições sobre situações omissas na presente norma serão apreciadas pela DSS. 8.2 - A presente norma aplica-se a partir do dia 01/02/2017 (inclusive) e revoga todas as disposições anteriormente vigentes. Normas dos SSCGD VS Pág.6 / 7
ANEXOS: I Tabela de Medicina Física e de Reabilitação (MFR). Normas dos SSCGD VS Pág.7 / 7