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Transcrição:

10/2015 1. Titulo: INSTALAÇÃO DE NUTRIÇÃO PARENTERAL TOTAL (NPT) 2. Definição: Consiste em uma solução ou emulsão estéril e apirogênica, composta basicamente de carboidratos, aminoácidos, lipídeos, vitaminas e minerais, cuja administração é por via endovenosa. 3. Objetivos: Oferecer suporte nutricional por via parenteral. 4. Indicação: A NPT é indicada para clientes desnutridos ou não, que não podem satisfazer às suas necessidades nutricionais através de alimentações orais ou enterais, necessitando de suporte nutricional intravenoso; Pré-operatório de cirurgias do trato GI, na impossibilidade de utilização de nutrição via oral ou enteral; Impossibilidade de acesso enteral por obstrução intestinal ou íleo prolongado; Fístula colo-cutâneo necessitando repouso trato GI por mais de 5-7 dias; Impossibilidade de absorver nutrientes pelo trato GI (ressecção intestinal maciça (> 70% delgado). 4.1 Contra-indicação: Em clientes que possuem trato gastrintestinal funcionando normalmente e em clientes sem déficits nutricionais. 5. Responsáveis: Enfermeiro. 6. Orientações Pré e Pós Procedimento: O acesso venoso para NPT deverá ser profundo e exclusivo; Acesso venoso periférico: Verificar no rótulo da NPT, a osmolaridade da solução que deve ser menor de 800mOsm/l, caso contrário, a solução deverá ser administrada em via central;

10/2015 Não administrar medicamentos ou sangue por esse acesso, exceto em casos de tratamento de urgência; se necessário a administração de medicamento no cateter de NPT, este deve ser lavado com solução salina antes; Nunca adicionar qualquer componente à solução já preparada; Retirar NPT da geladeira e administrá-la em temperatura ambiente, para evitar choque térmico, observando também aspecto, homogeneidade e validade da solução; Conferir identificação da dieta com a prescrição médica, atentando para validade, componentes da fórmula e dados do cliente; Observar no frasco ou bolsa quanto a rachaduras e a solução quanto à turvação, obscuridade ou presença de partículas, devolvendo à Farmácia caso identifique qualquer alteração; Monitorar os sinais vitais do cliente, observando à elevação da temperatura, que pode ser um sinal de infecção relacionada ao cateter; realizar exame físico, observar o grau de hidratação, a presença de edema, queixa de fome ou sede, alterações do nível de consciência e sinais de deficiência de vitaminas; Verificar a glicemia do cliente 04 vezes ao dia, com finalidade de controlar níveis glicêmicos e corrigir episódios de hiperglicemia ou hipoglicemia, conforme prescrição médica; Ao fim da solução ou em casos de interrupção brusca e inadvertida da NPT, deve-se instalar Soro Glicosado a 10% até que o próximo frasco de NPT esteja disponível, conforme critério médico; Pesar o cliente diariamente antes do desjejum se possível, e manter registros exatos do balanço hídrico; A infusão de nutrição parenteral não deve ser descontinuada, assim como não deve ser desconectada para realização de outros procedimentos (como banho no leito) devido ao risco de contaminação; O paciente e a família devem ser orientados quanto à terapia, seus riscos e benefícios.

10/2015 7. Frequência: Conforme prescrição médica. 8. Materiais: EPI s: Luva de procedimento, gorro e máscara; Bandeja; Bolsa ou frasco da nutrição parenteral prescrita devidamente identificada; Equipo para solução intravenosa específica para infusão em bomba; Bomba de infusão; Bola de algodão ou gaze; Álcool a 70%. 9. Passos do Processo: Confirmar a solicitação na prescrição médica; Realizar a Higienização das mãos conforme IT SCIH 1; Reunir material necessário; Paramentar-se com os EPI s; Explicar a finalidade do procedimento ao paciente e como ele será realizado; Observar aspecto do local de inserção do cateter e integridade do curativo; Clampear o cateter central e realizar a desinfecção com algodão embebido em álcool a 70%, na conexão do cateter; Conectar o equipo ao frasco ou bolsa, e no acesso central na extremidade distal; Retirar todo o ar do equipo, preenchendo com a dieta em toda sua extensão; Conectar o sistema à bomba de infusão; Realizar flush no cateter com solução fisiológica a 0,9% no momento da troca da bolsa de NPT, para minimizar a formação de biofilme no cateter e diminui o risco de infecção;

10/2015 Conectar em seguida, o equipo já preenchido com dieta, utilizando técnica asséptica; Adaptar o equipo a bomba de infusão e abrir o clamp do cateter; Programar a bomba de infusão conforme o volume a ser infundindo e a velocidade prescrita; Identificar o frasco ou bolsa da NPT com a data, o horário da instalação e a assinatura de quem executou o procedimento; Deixar o cliente confortável e o leito organizado; Desprezar o material utilizado e organizar a unidade; Realizar a Higienização das mãos conforme IT SCIH 1; Registrar o procedimento em documento de prontuário. 10. Considerações gerais: Manter controle rigoroso sobre os curativos de cateteres, realizando a troca do curativo comum diariamente e a cada 07 dias o curativo transparente; Usar sempre técnica asséptica na manipulação do cateter e instalação da NPT; Retirar as bolsas de NTP da farmácia, uma hora antes de sua instalação, para atingirem a temperatura ambiente; A bolsa de NTP não deve permanecer em infusão por mais de 24 horas (com a NTP em sistema lipídico), o risco de crescimento bacteriano e fúngico aumentam consideravelmente após este prazo. Se após 24 horas, a solução não for totalmente infundida, esta deverá ser desprezada e o volume desprezado registrado na folha de balanço; A NTP é inviolável até o final de sua administração (Portaria SVS/MS no 272/98); Observar sinais e sintomas de complicações, detectando alterações como: sobrecarga de volume, distúrbio hidroeletrolítico, osmótico e infecções; registrar as ocorrências na evolução de enfermagem e comunicar ao médico responsável; Após a instalação da NTP, observar reações imediatas como: tremores, calafrios, dispnéia, cianose,

10/2015 hipertermia, náuseas, vômitos e sudorese, nestes casos interromper a infusão e solicitar avaliação médica. 11. Padrões de prática: Ausência de sinais flogísticos relacionados ao cateter venoso central; Identificação do frasco ou bolsa de NPT (dados do cliente, da dieta, validade, data e horário de instalação); Troca dos equipos a cada NPT. 12. Pontos Críticos/Riscos: Instalação da NPT sem retirada prévia da geladeira; Quebra da técnica asséptica; Desconectar a dieta ou a bomba de infusão durante o banho ou outros procedimentos; Permanência da dieta parenteral em curso por mais de 24 horas; Complicações Metabólicas (Hiperglicemia; hipopotassemia, hipomagnesemia; hipofosfatemia; esteatosehepática; produção excessiva de CO2; deficiência de ácidos graxos). 13. Ações Corretivas: Retirada previa da geladeira 1 horas antes da administração; Manter técnica asséptica durante instalação da NPT; Não desconectar o equipo de dieta; Realizar troca diária da dieta e do equipo; Monitorar exames laboratoriais diariamente. 14. Indicadores de qualidade: Ausência de eventos adversos. 15. Periodicidade de Treinamento: Admissional ou sempre que necessário.

10/2015 16. Registro: Documento de prontuário. 17. Referências: ARCHER, E. et.al. Procedimentos e Protocolos: Série Práxis Enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância Sanitária. Portaria nº 272, de 8 de abril de 1998. Regulamento técnico para a terapia de nutrição parenteral. Diário Oficial da União [da Republica Federativa do Brasil], Brasília, v. 132, n. 237, p. 19523, 23 abr. 1998. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução Cofen-277/2003, de 16 de junho de 2003. Dispõe sobre a ministração de Nutrição Parenteral e Enteral. BRASIL. Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). Resolução Nº 162, de 14 de maio de 1993. CIOSAK, S. I., NISHIDA, C.S.I., SUGUIMOTO, M. H., CORREA, B. F. C. Cuidados de Enfermagem na Nutrição Parenteral Total. In WAITZBERG, D.L., Nutrição Oral, Enteral e Parenteral na Prática Clínica. São Paulo, Editora Atheneu, 2001, p.841 853. AMERICAN GASTROENTEROLOGICAL ASSOCIATION. American Gastroenterological Association medical position statement: Guidelines for the use of enteral nutrition. Gastroenterology, vol. 108, p. 1280-1301, 1995. Dados do Documento: Data: Elaboração: Luzia Alves Pereira Gusmão 10/2013 Katia Neuza Guedes; Silvia Emanoella S. M. de Souza; Leila de A. 10/2013 Revisão: O.Ornella; Ubirajara dos Santos Silveira; Juliana Chaves Fernandes Aprovação: Maria do Rosário D. M. Wanderley 10/2013